segunda-feira, 19 de abril de 2021

Exército Brasileiro: A primeira força militar da América do Sul


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Aileda de Mattos Oliveira

No dia 19 de abril, nos idos de 1648, nos campos de Guararapes, começaram a ser sedimentados os alicerces de uma Instituição que se foi tornando de importância fundamental para o País, pois cresceu na Colônia, desenvolveu-se no Império, adquiriu personalidade na República com as reformulações do ensino militar e tornou-se a peça-chave na defesa e manutenção de sua soberania.

Como disse o General de Exército Jonas Correia Neto[i]: “[...] desde os primórdios, a História do Brasil confunde-se com a sua componente História Militar”, e acrescento, aqui, por minha conta e risco, que a essas duas Histórias junta-se a História Política, da qual o Exército participou, desde a Primeira República, com o Marechal Deodoro da Fonseca, Presidente Provisório e, posteriormente, Presidente eleito, e com os demais Presidentes que se foram sucedendo.

Mas, o que está em foco é o fato de essa Instituição Militar Terrestre comemorar, neste 19 de abril de 2021, trezentos e setenta e três anos como entidade identificada com o povo e a nação. Em 1921, portanto, há um século, os efeitos das mudanças estruturais na Força, incrementadas pela Missão Militar Francesa, tornaram-se visíveis com a implantação de novos métodos de adestramento de oficiais e de novos órgãos indispensáveis à reformulação da prática militar[ii].

Esse revigoramento da Força, consequência das novas concepções instituídas pela Missão, não ficou estacionário. A partir desses conhecimentos, os conceitos evolutivos do Exército vão-se sucedendo, principalmente, após a Segunda Guerra Mundial, quando em terras italianas, lutou bravamente, sem se intimidar, contra um inimigo de alta categoria na arte militar, trazendo na bagagem de volta, a vitória, ações heroicas, e novos ensinamentos.

O Exército Brasileiro profissionalizou-se e, segundo os especialistas na matéria, atualmente, é considerado a Primeira Força Militar da América do Sul[iii] e a Segunda Força Militar das Américas[iv].

O fortalecimento do Exército, e das demais Forças, respalda o trabalho diplomático. É o que se chama de ‘Poder Dissuasório’, aquele que faz com que o outro lado, mal-intencionado, reflita antes de ceder aos seus impulsos belicosos, respeitando, desse modo, a posição do país interlocutor na defesa dos seus interesses.

Queira o Deus dos Exércitos que, em 19 de abril, possamos ter, nas palavras do Comandante da Força Terrestre, General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, a satisfação de renovarmos a esperança de que a Instituição, nesses últimos tempos, indiferente ao clamor do povo por omissão de seus Chefes, lembrar-se-á de seu juramento à Pátria, e que venha a recuperar o lugar que havia conquistado com representativo índice de aprovação popular! 


[i] Prefácio à 2.ª Edição da obra do Cel. João Batista Magalhães, “A Evolução Militar do Brasil, 2001, p.10.

[ii] Magalhães, João Batista. A Evolução Militar do Brasil, p. 335.

[iii] https://www.youtube.com/watch?v=-rhcYDoYbdY +

[iv] https://www.youtube.com/watch?v=4CeAJMKRztk

 

Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da Academia Brasileira de Defesa (ABD); Membro do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES); Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Articulista do Jornal Inconfidência.


Um comentário:

aparecido disse...

Para que serve tudo isso ?? para bater em caminhoneiros em greve ??? Já para os grandes de Brasilia eles abaixam as calças...