sexta-feira, 30 de abril de 2021

Hora de acelerar o cumprimento das promessas


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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A CPI da Covid não vai dar em nada para o presidente Jair Bolsonaro. Quem garante é o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O membro governista da CPI do Covidão deu esse recado a empresários, acionistas e executivos de bancos como Bradesco, Itaú e BTG, além de varejistas e industriais, com os quais se reuniu na quinta-feira. Ciro advertiu que estão superdimensionando o papel do senador Renan Calheiros (MDB-AL) como relator da CPI.

Ciro Nogueira avisa que nada adiantará se Renan produzir um relatório com supostas “graves acusações” contra o governo. O parlamentar antecipa que a base governista apresentará e aprovará um relatório divergente. Coro entende que a guerra de versões não prejudicará Bolsonaro. Mesmo que o eventual relatório negativo de Renan seja aprovado, Ciro prevê que é zero a chance de a confusão evoluir para um impeachment do Presidente. Ciro antecipa que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, aliado de Bolsonaro e inimigo de Renan, não deixará.

O PP de Ciro Nogueira deve ser o destino partidário do Presidente Jair Bolsonaro para disputar a reeleição. Ele deve retornar ao partido pelo qual já se elegeu deputado federal, agora com status de chefe de Estado e de Governo, e não mais como um lobo solitário que era tratado como figura folclórica por seus companheiros do baixo clero do Congresso Nacional. “Em outro patamar”, Bolsonaro também interessa a outros partidos da base aliada, como o PTB de Roberto Jefferson. O Presidente define seu rumo em outubro, tomando todo cuidado para não melindrar o Centrão que lhe dá sustentação política, mesmo que a governabilidade sempre pareça precária no Presidencialismo de Coalizão.

Renan Calheiros segue seu roteiro manjado de dissimulação, deixando claro que o objetivo da CPI é detonar o governo Federal. Segundo Renan, a CPI não instituída para apurar corrupção. O alagoano faz uma promessa vazia: “Se nos depararmos com desvios de recursos, nós vamos apurar, mas essa comissão não é para isso. É para investigar se houve omissão, responsabilidade na condução da pandemia. O objetivo do plano não é limitar investigação”. Na verdade, o MDB de Renan já deixou claro que planeja usar um relatório do ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), para atingir o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde. O partido já aprovou um pedido de informação sobre o chamado “Plano Especial de Acompanhamento das Ações de Combate à covid-19”. Zymler pede uma investigação contra gestores do Ministério da Saúde, “por uma série de omissões” (a narrativa que criou a CPI).

Enquanto isso, no mundo real, já se espera uma terceira onda de grande infecção das variantes do vírus que veio da China. O problema é que, pressionados pelos erros e exageros cometidos nos “loucodowns” e decisões restritivas com abusos de autoridade, que atentaram contra a liberdade do cidadão e produziram falência de empresas e desemprego, governadores e prefeitos acabam de “flexibilizar as medidas”. A tendência natural é que aconteçam aglomerações, principalmente no transporte público, que podem beneficiar a disseminação do coronavírus…

Ainda no mundo real, em reação à CPI que tem o claro objetivo de desgastar Jair Bolsonaro (mesmo que não consiga derrubá-lo), quem acredita no Presidente vai para as ruas, em grandes manifestações previstas para o feriado de sábado (Dia do Trabalho). A data, que tradicionalmente é ocupada por movimentos esquerdistas, este ano ganhará o componente “bolsonarista”. A orientação é que a maioria do povo levante do sofá, deixe de lado a internet e saia às ruas para gigantescas manifestações a favor do Presidente Bolsonaro. Os atos públicos tendem a ser bem sucedidos. Mas será que produzirão desdobramentos políticos efetivos? Eis a questão…

Além do desafio permanente da governabilidade, Bolsonaro ainda tem de cumprir uma agenda mínima de suas promessas de campanha. Dependerá da articulação política no Congresso Nacional (com ou sem CPI do Covidão no meio) para aprovar as polêmicas, porém indispensáveis, reformas administrativa e tributária. Outro desafio imediato do Presidente é acertar (em cheio) na indicação do próximo ministro do Supremo Tribunal Federal que substituirá Marco Aurélio de Mello (que se aposenta em 5 de julho). Bolsonaro tem de recuperar a soberania do Executivo, reequilibrando o Poder Supremo, que há muito exerce hegemonia sobre os demais.

Bolsonaro tem de acelerar o cumprimento das promessas e precisa melhorar a estratégia de comunicação - cujos erros são as causas de seus principais desgastes e da farta munição que a “oposição” encontra para construir as “narrativas”. O povo, mais uma vez, vai para as ruas. Só que o Presidente tem de fazer (melhor) a parte dele... 

Releia o artigo: Novo “PCB” - Partido Contra o Bolsonaro

Em tempo: Reveja nosso comentário no programa 3 em 1 de quinta-feira: CPI é sempre pizza e muita narrativa. https://pic.twitter.com/6RQmjNgQvQ   












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Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Abril de 2021.

6 comentários:

Marcos disse...

Bom dia nobre Jornalista, sou seu ouvinte e gosto muito dos seus comentários no programa "3 em 1" da Jovem Pan. Gostaria de aproveitar o espaço para dar uma informação, sem intuito nenhum de ser arrogante ou querer diminuir seu conhecimento, a finalidade é apenas contribuir com seu trabalho. Por algumas vezes tenho ouvido você falar sobre uma busca do General Pazuelo pela "quarta estrela", ou seja, General de Exército, que é o último posto da carreira dos Oficiais. Ocorre que o citado General é do serviço de Intendência, situação esta que não comporta promoção à General de Exército. O Oficial de Intendência possui como posto máximo da carreira o de General de Divisão, o conhecido "três estrelas", que é o caso do ex-ministro. muito obrigado.

Rodrigo Almeida disse...

Aglomeração dia primeiro??? Pra quê?? Eu pediria para o povo ficar em casa demonstrando preocupação com o vírus.
E guardaria o trunfo das ruas para o caso de a CPI sair dos trilhos.

Anônimo disse...

"A CPI da Covid não vai dar em nada para o presidente Jair Bolsonaro. Quem garante é o senador Ciro Nogueira (PP-PI)."

Interessante que a uma semana atrás, Gilmar Mendes suspendia o julgamento sobre foro para investigação de Flávio Bolsonaro no caso das "rachadinhas".

É óbvio que a CPI da Covid não dará em nada para Bolsonaro.

Mas desejo boa sorte pra quem continua acreditando que é pelo Brasil que o Jair está lutando.

Anônimo disse...

Com quem você aprendeu a escolher só os comentários que não te causam prejuízo ?

Prejuízo : Comentário que prova que você é incapaz.

Como é, que um malandro que não tem nem 50 comentários por mês conseguiu emprego em uma radio ?

É pergunta retorica (essa radio também falsifica/escolhe comentários).

Unknown disse...

" A tendência natural é que aconteçam aglomerações, principalmente no transporte público, que podem beneficiar a disseminação do coronavírus…"
Convém informar que aglomerações no transporte não tiveram lockdown, e os cracudos não ficam doente. O Rio de Janeiro é diferente.

Anônimo disse...

Governadores e prefeitos flexibilizaram as medidas depois que o presidente lembrou que eles também devem ser investigados quanto aos recursos recebidos do governo federal para o enfrentamento à pandemia. Até o número registrado de mortes diárias por Covid-19 diminuiu, porque os governadores e prefeitos devem recear uma auditoria para verificar quantas mortes realmente são pelo Sars-Cov-2, e quantas são apenas para receber mais verbas federais por óbito por Covid-19 e ajudar a pregar a pecha de genocida no presidente. Com poucas mortes, poucos iriam querer se vacinar, diminuindo os lucros da Big Pharma e terminando o motivo de fechar a economia para a Grande Reinicialização.