segunda-feira, 12 de abril de 2021

Igrejas abertas


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

A decisão do STF, por maioria, de proibir, durante a pandemia, a realização de cultos religiosos não tem repercussão alguma na atividade de manter aberta a igreja com a entrada do fiel e sua devoção em momento delicado e muito difícil da pandemia.

Não vamos polemizar a decisão da Corte Suprema que se orientou pela ciência e a prevenção da doença evitando aglomeração e reunião de milhares de pessoas como costuma acontecer nas pentescostais e naquelas que prometem mundos e fundos, inclusive para banir a pandemia (sic).

Contudo, meu ponto de vista agora se resume à posição da Igreja Católica, uma vez que o Papa manteve um silêncio confessional e as dioceses pelo que se percebe cada uma tem uma orientação distinta. A liberdade do culto religioso está plasmada na Lei Maior mas existe exceção em tempo de pandemia e proliferação de moléstia contagiosa.

Dentro desse prisma de visão as Igrejas Católicas que já perderam muitos dizimistas e suas próprias rendas não podem, de forma alguma, ficar fechadas. É essencial abertura mínima de 4 horas e máxima de 6 horas ao longo do dia, de modo que todos aqueles que professam sua fé não possam ser privados da oração e do sentimento de proximidade com o  Salvador.

O exemplo mais marcante vem de Aparecida do Norte com a proibição do culto religioso e fechamento da Igreja impactando as missas - uma acentuada queda de arrecadação com reflexo na Prefeitura da Cidade, com ponderação no sentido de que 80% da população que tem sua atividade ligada à Santa Padroeira do Brasil perdeu seu sustento diário e está, lamentavelmente, desempregada.

A demora na reabertura somente causará mais prejuízos e danos colaterais, uma vez que a diretriz de regra sanitária ainda que relevante não tem o condão de interferir na vida da Igreja e na sua respectiva administração. Na última década a Igreja Católica perdeu um número bem expressivo de fiéis para outras religiões, nada a discutir, porém a falta de profissionalismo e manifestação dos dirigentes está causando muito transtorno e sentimento de distanciamento muito grande entre os católicos.

O prisma de visão do pertencimento mais forte durante a semana santa e momento culminante do cristianismo na Páscoa sequer pode ser comemorado com procissões e expressões de alegria quer dentro da Igreja ou entre as famílias distantes em ocasião especialmente conflituosa e de se evitar o contato para não permitir que o malsinado vírus entre no organismo.

Apesar da vacinação está paulatinamente crescendo estamos bem longes da imunidade de rebanho e o ideal seria completarmos as doses de toda a população até 31 de julho de 2021, mas para tanto dependemos do governo, dos insumos e apesar de críticas, seria muito benvinda a iniciativa privada para explorar o nicho e melhorar a concorrência e competitividade.

Em tempos de tristeza e dor a Igreja precisa ser solidária e ficar ao lado dos que procuram um conforto de alma e de espírito, com o acesso dos que buscam esse apoio o momento será menos traumático e as luzes do ressuscitado brilharão para sempre.

Carlos Henrique Abrão é Doutor em Direito Comercial pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos.

Um comentário:

Excêntrica disse...

O autor do artigo tem certeza que sabe MESMO alguma coisa sobre Igreja Católica?
Seria bom se informar melhor sobre ela antes de escrever essas linhas ginasianas.
Aproveita o impulso e pesquise também sobre "ciência". Só tem a ganhar com esses estudos.

Oriana Curitiba