terça-feira, 6 de abril de 2021

O que os brasileiros esperam de suas Forças Armadas

Canção Fibra de Herói: o espirito patriótico

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Antonio Hamilton Martins Mourão


É bom que os brasileiros se preocupem com o que fazem, ou podem fazer, as suas Forças Armadas. Afinal, a sua segurança e, em última instância, a garantia da Lei e da Ordem delas dependem, isso para não falar do enfrentamento de situações de crise que ultrapassam as capacidades das agências governamentais e requerem o emprego das competências logísticas e organizacionais das forças singulares (Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Aeronáutica). 


Hoje, no entanto, a sociedade brasileira espera algo mais de seus militares.  


Desde antes da pandemia do COVID-19, o Brasil enfrenta uma situação difícil causada pela postergação de reformas imprescindíveis - a tributária, a administrativa e a política - e pelo desvirtuamento da administração pública atingida em cheio pela corrupção e clientelismo político. Nas eleições de 2018, o País fez uma clara escolha pela condenação do maior caso de corrupção da História, por reformas que promovam a retomada do desenvolvimento e pelo combate à violência, compromissos deste governo com a sociedade brasileira.  


Os militares que foram chamados a trabalhar no governo que se iniciou em janeiro de 2019 vieram tão somente participar, como cidadãos no pleno exercício de seus direitos e como profissionais de Estado capazes, do esforço de racionalização, efetividade e moralização da administração pública, em prol do soerguimento do País. 


Para tarefa de tal monta, pode parecer pouco o mero aporte de valores caros à profissão militar, como lealdade e probidade, e de competência técnica, requerida a qualquer função no serviço público. Mas é muito para um País que teve sua máquina administrativa aparelhada pela política partidária e, não raro, pela ideologia.  


E é esse pouco, que é muito em termos de contribuição à administração pública, porventura tido por excessivo em termos numéricos, mas que, na verdade, é ínfimo se comparado às bateladas de cargos comissionados ou simplesmente inventados que incharam a máquina administrativa nos últimos governos, que vem prejudicando o entendimento do papel dos militares no Brasil, neste e em outros momentos. 


 Não é a presença de militares no governo que o define. Sempre houve e continuará a haver militares no governo. Estejam onde eles estiverem, na ativa ou na reserva, nos quarteis ou em repartições, os militares são cumpridores de suas obrigações e deveres. Se assim não fosse, o País viveria uma anarquia armada incompatível com a democracia. E os militares simplesmente não seriam militares. A questão é outra. 


As Forças Armadas são instituições de Estado porque são regulares, permanentes, nacionais e se destinam à defesa da Pátria e à garantia dos poderes constitucionais, estando sob a autoridade do presidente da República que é responsável perante os demais Poderes e a Nação pelas ordens que transmite a elas.  


No que diz respeito aos militares, em qualquer país do mundo, o que distingue as democracias das ditaduras são as ordens que lhes são dadas, e o mais importante, como eles as obedecem. Nas democracias, as ordens são legais e emitidas por quem de direito, sendo integralmente cumpridas na forma da Lei. Fora disso, transita-se perigosamente entre a desordem e o autoritarismo. Políticos e soldados profissionais das grandes democracias já sabem disso. 


Recentemente, o mundo assistiu com alguma perplexidade, a Junta de Chefes de Estado-Maior dos Estados Unidos, os comandantes das Forças Armadas norte-americanas, virem a público garantir a transição presidencial na maior democracia do mundo, em meio a contestações ao processo eleitoral e aos tumultos que atingiram a sede do Legislativo em Washington, DC. Nenhuma democracia está livre de crises e os seus militares fazem parte de sua superação.  


O presente ordenamento constitucional do Brasil é fruto de uma longa evolução ocorrida desde a Independência, cujo Bicentenário comemoraremos no ano que vem. Deixamos para trás um regime que não mais atendia às aspirações da cidadania, uma república calcada na fraude eleitoral, um federalismo de oligarquias e seguidas revoltas, revoluções, autoritarismos e ditadura que envolveram os militares. Goste-se ou não, foi o regime instalado em 1964 que fortaleceu a representação política pela legislação eleitoral, que deu coerência à União e afastou os militares da política, legando ao atual regime, inaugurado em 1985, escoimado de instrumentos de exceção, uma república federativa à altura do Brasil.  


Uma compreensão mais equilibrada e menos passional do passado do País pode nos ajudar a entender o presente e os caminhos que se abrem à nossa frente. Por tudo o que aconteceu ao longo da História do Brasil, a sociedade brasileira sabe que as Forças Armadas continuarão a cumprir rigorosamente suas missões constitucionais.  


Mas neste momento de dificuldades por que passa o País, ela espera mais. Ela conta que seus militares, da ativa e da reserva, não se esqueçam dos seus compromissos com a Pátria que juraram defender, servindo-a com ou sem uniforme, ciosos de sua cidadania, orgulhosos do que fizeram e confiantes no que podem fazer de bom para o bem do País. 


É o que os brasileiros esperam de suas Forças Armadas. 


Antonio Hamilton Martins Mourão é Vice-Presidente da República. General de Exército, na reserva. Originalmente publicado em O Estado de S. Paulo - 06/04/2021.

11 comentários:

aparecido disse...

Gregório de Matos descreveu o Brasil de hoje 380 anos atrás...fala do Poder Judiciario, STF, dos bancos , da imprensa, da sensualidade extrema do pais e da vida das pessoas pobres.. isto quando o Brasil tinha menos de 30 mil europeus brancos... e nada mudou dos costumes desde então......................................................................................

Descrevo que era Realmente Naquele Tempo a Cidade da Bahia

A cada canto um grande conselheiro,
que nos quer governar cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um freqüentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia.

Anônimo disse...

General Mourão,já tem cidade do interior no Brasil com a bandeira da China comunista hasteada no lugar da brasileira.
As Forças Armadas vão entregar a pátria para a China comunista?
O STF caga diariamente em cima da Constituição Brasileira, o que as Forças Armadas vai fazer a respeito disso, nada?
E os traidores comunistas que estão vendendo a pátria, vão ficar impunes?
Os brasileiros já estão desiludidos com essas Fracas Forças Armadas e estão esperando pra ver se vai haver alguma ação contra a destruição do Brasil pelos traidores.
Mas, antes tarde do que nunca.

Anônimo disse...

Tem onze ministros numa instituição do estado chamado STF que precisam serem afastados e presos.

Clarice disse...

Up

aparecido disse...

A agua que faz os homens ficarem efeminados já chegou aos quartéis.... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Unknown disse...

Nessa altura do campeonato, com os brasileiros sempre perdendo, não consigo ver as FFAA se movimentar em prol do País Brasil e na minha visão só e somente só o Presidente Jair Messias Bolsonaro luta para manter democraticamente o País!!!

Sergiotecomietto disse...

O que está aí deixa a impressão de que as Forças armadas estão aparelhadas também pelo comunismo.

Anônimo disse...

Nada... são covardes!!

Anônimo disse...

Nada... são covardes!!

Anônimo disse...

Como sempre, o Sr. Mourão diz que nada mais certo do que quanto não resta a menor dúvida.

ALMANAKUT BRASIL disse...

VIDA DE CONGO!

Exército Brasileiro realiza treinamento de selva para tropas da ONU no Congo - 06/04/2021

“Esta foi uma iniciativa pioneira da ONU e do Brasil. O Brasil possui uma equipe de 13 oficiais e sargentos destacados na República Democrática do Congo, fornecendo treinamento especializado em operações na selva para tropas da MONUSCO”, disse o EB por nota à Diálogo.

O EB afirma que após a conclusão deste módulo com o 15º Batalhão de Infantaria da África do Sul, previsto para ser encerrado em abril, a equipe irá iniciar o treinamento para as tropas do Malawi e depois para as tropas da Tanzânia. A equipe brasileira fica três meses com cada tropa, tempo suficiente para levar o treinamento às subunidades dos batalhões de cada uma delas.

https://dialogo-americas.com/pt-br/articles/exercito-brasileiro-realiza-treinamento-de-selva-para-tropas-da-onu-no-congo