sábado, 17 de abril de 2021

Quem será o Sujeito Oculto da sucessão 2022?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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É precipitado, até leviano, especular, tão cedo, sobre a sucessão presidencial de 2022. O problema é que tal processo já foi deflagrado, prematuramente, desde quando Jair Messias Bolsonaro e Antônio Hamilton Mourão venceram, de forma surpreendente, a eleição de 2018. O sentimento anti-petralha e a facada de 6 de setembro (que desarvorou os adversários e impediu que a vítima quase fatal participasse dos debates em que poderia sofrer desgastes de imagem) foram decisivos para a vitória, junto com a promessa de um governo de transição, que faria reformas estruturais importantes e imprescindíveis.

A recente decisão do Poder Supremo, que reabilitou Luiz Inácio Lula da Silva para retornar ao xadrez (eleitoral) apenas acelerou o processo da prematura sucessão 2022. Lula Livre já saiu comemorando e se credenciando como candidatíssimo a retornar ao Palácio do Planalto. Como esperado no roteiro do faroeste tupiniquim, já saiu mandando bala em Bolsonaro. Proclamou que toparia colocar seu santo nome à disposição para competir contra quem ele e a propaganda esquerdopática definem como “fascista”, “genocida” e “maior responsável pelas mortes por Covid 19”. A Petralhândia só pensa naquilo: o vírus “Bozo 2022”...

A polarização Lula x Bolsonaro (ou vice-versa) só tem um pedregulho no meio do caminho: a vontade do Establishment. Aparentemente, o sistema oligárquico que comanda o Brasil não deseja nem um nem outro na Presidência, a partir de 2022. O Estamento Burocrático não deseja que Bolsonaro sofra impeachment, mas também não quer que ele se reeleja. O Mecanismo fará de tudo para que Bolsonaro sofra desgastes, constantes e crescentes, até o fim deste mandato. Da mesma forma, não interessa ao sistema de poder um retorno de Lula ao Palácio do Planalto. Agora, o desgastado condenado é usado apenas como um fantoche para acirrar a polarização política com Bolsonaro, para desgastar ainda mais a imagem dele.

Enquanto a guerra se polariza entre a petralhândia e o bolsonarismo, a oligarquia tupiniquim tenta construir e viabilizar um personagem de centro (esquerda) para disputar e vencer a eleição de 2022. Até agora, a figura é um sujeito Oculto. Mas o personagem será construído, financiado e viabilizado até a hora da decisão final de uma eleição que deverá contar com três concorrentes em condições de receber a maioria dos votos de um eleitorado altamente polarizado, insatisfeito e repleto de dúvidas sobre o futuro imediato. O resultado eleitoral de 2022 vai depender, muito, do ambiente econômico. Por enquanto, desfavorável (sobretudo a Bolsonaro). Só que tudo pode mudar. Se a economia e a percepção social for de melhora do emprego e da geração de renda, Bolsonaro figura como favorito. Do contrário, o flanco fica aberto para Lula e, principalmente, para um nome de “Terceira Via” (centro-direita ou centro-esquerda) ainda indefinido.

Além da economia e do Establishment que não deseja Lula nem Bolsonaro, vem aí o maior embate político do bolsonarismo contra o Poder Supremo: a impressão de voto nas urnas eletrônicas. O Tribunal Superior Eleitoral, que será presidido por Alexandre de Moraes, não quer essa “inovação”. O Supremo Tribunal Federal tende a sabotar a conferência física do voto que o Congresso pode aprovar na base da pressão popular. Bolsonaro, seus filhos políticos e a deputada Bia Kicis (presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal) lideram uma campanha nas redes sociais a favor do voto impresso. O STF rejeita a mudança que pode ser imposta legalmente, mas que pode terminar considerada “inconstitucional” por ampla maioria dos 11 integrantes da Corte. Uma grande batalha suprema se avizinha. 

Depois que o pau comer, vai se acelerar o complexo processo para “invenção” do personagem que representará a eventual “terceira opção”. Se Bolsonaro perder a batalha pela conferência do voto, sua situação eleitoral tende a se complicar. A petralhândia está fechadinha com o STF para barrar a possibilidade do voto impresso pela urna eletrônica. Por enquanto, ainda é muito baixa a pressão popular a favor da mudança imprescindível para a transparência e plena segurança do voto no Brasil. Apuração de voto sem recontagem, com resultado dogmático e sem questionamento, é antidemocrática.

Até lá, fica a pergunta: Quem será o Sujeito Oculto da sucessão 2022? Que a Santa Fadinha do Unicórnio Cor-de-Rosa nos proteja!










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Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Abril de 2021.

2 comentários:

Anônimo disse...

Temer está articulando uma possível candidatura...se segura Bolsonaro, pode ser a terceira via...mas Bolsonaro não vai nem para o segundo turno.

Anônimo disse...

Está desprezando a população como em 2018. Nenhum candidato tem condições de ganhar do Bolsonaro em 2022. Menos por "adoração ao mito" e mais porque o povo odéia essa petralhada, os "oligarcas" e os FHCs da vida e essa esquerdalha abutre assassina. Sem chances. A eleição de 2018 mostrou isso. FHC, Alckmin, Marina Silva foram para a lata do lixo. Haddad foi massacrado mesmo com a fraude nas urnas que tentarão repetir em 2022. Esse que "votou no Bolsonaro e se arrependeu" não passa de petralha raivoso que perdeu a boquinha.

A petralhandia sabe que não tem chances em 2022 e está preparando uma grande fraude elelitoral ou um golpe através do STF. Segundo o Bolsnaro o Haddad só passou ao segundo turno graças à uma enorme fraude nas urnas eletrônicas. Tentará aprovar o voto impresso este ano. As redes sociais como o youtube e Facebook já começaram a mostrar de qual lado estão. Não há duvidas de que as redes sociais vão censurar maciçamente os apoiadores do Bolsonaro em 2022.
O Youtube já começou censurando e apagando os videos sobre a ivermectina e hidroxicloroquina. É crime do Youtube. Nenhuma manifestação pode ser censurada a não ser que seja crime conforme às leis brasileiras. É crime contra a liberdade de expressão. O youtube precisa ser enquadrado pela polícia.