domingo, 9 de maio de 2021

Os Filhos da Mãe


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Ninguém é filho de chocadeira! Por isso, todo dia é das mães - aquelas que têm a graça de conceber e colocar filhos no mundo. Hoje é apenas aquela data intensamente comercial que ajuda muitos a lembrarem que tem mãe. Os filhos das mães fazem a festa? Nem todos. Alguns não ligam para a famosa efeméride. Muitos filhos da mãe sequer sabem, direito, quem é a genitora deles. Geralmente, sequer têm família estruturada. É o caso de centenas de milhares de jovens que são há décadas exterminados ou desaparecidos na Democradura da Nova República que vigora com força e vigor desde 1985 em Bruzundanga.

A maioria dos brasileiros, principalmente aqueles dos andares de cima da pirâmide social, só se lembram que os filhos da mãe existem quando sofrem violência praticada por eles ou sempre que eles (os outros) aparecem na contabilidade ou no noticiário policial - como presos, presidiários ou assassinados. O recente episódio do Jacarezinho, que agora mobiliza a extrema mídia amestrada e os cínicos defensores dos “direitos dos manos”, é apenas mais uma “virose violenta” que irá se repetir. Afinal, há muito tempo, o País segue em ritmo de intensificação de guerra civil. Nossas condições sociais violentas e injustas exterminam gente, principalmente jovens que sobrevivem em condições subumanas.

Algum filho da mãe te assaltou? Matou alguém da sua família ou do círculo de amizade? Vendeu drogas para você, algum filho ou parente próximo? Seduziu a garotada para se apaixonar pelo ritual de um baile funk em favela (ops, comunidade) carente? Ajudou a eleger parlamentares parceiros no sistema do Crime Institucionalizado? Constatou ou descobriu, pragmaticamente, que, na falta de oportunidades e empregos “honestos”, é mais fácil e imediato trabalhar no “movimento” (apelido do comércio ilegal de drogas)? Nunca faltam vagas para “aviõezinhos” (entregadores de entorpecentes) ou para “soldados” (narcoguerrilheiros). Todos que entram nessa furada são cabras marcados para morrer ou apodrecer num medieval presídio tupiniquim.

Ah, quem não aderiu ao crime terá futuro como entregador de comida ou, se estudar um pouquinho mais, consegue uma vaga de operador de telemarketing. Exceções são raros pontos fora da curva da morte. O Brasil é exterminador do próprio futuro. Nunca deu importância à Educação - que é a soma da Formação Moral Familar + Ensino de qualidade. O País é uma gigantesca fábrica de analfabetos funcionais. O pobre que ainda consegue estudar tem uma pequena chance de sobreviver e, por milagre, progredir na vida. O miserável (característica de grande parte da nossa juventude perdida) só tem futuro se, depois de assassinado, tiver seus órgãos vendidos (sem receber nada por isso) para salvar a vida de quem pode pagar pelo “serviço”. O assunto é tabu, mas quem não é selecionado como mão-de-obra do exército marginal do narcotráfico tem enorme chance de ser morto pelo sofisticado tráfico de órgãos humanos.

O único jeito “democrático” de tentar frear a barbárie e a violência fora de controle é o pleno desenvolvimento econômico. A única saída imediata é conter a “roubalheira” e focar os recursos públicos e privados para investimentos reais em infraestrutura. As grandes obras precisam começar pela reurbanização. O investimento direto em saúde se dará com a universalização do saneamento básico. É fundamental desfavelizar. Todos merecem morar dignamente. Os novos espaços precisam ter “catedrais” chamadas “escolas” (em muitos casos, naquele modelo Cívico-Militar que tem se mostrado bem sucedido nas “comunidades” em que foi implantado). A garotada tem de ser voltada para estudo, atividades culturais e esportivas - deixando de ser mão-de-obra farta e barata para o narcotráfico - que precisa ser combatido como atividade econômica ilegal, e não por mera repressão policial, que é puro enxugamento de gelo e desperdício de recursos e de vida humana.

O problema: os filhos da mãe que operam o Estamento Burocrático do Mecanismo do Crime Institucionalizado não querem que essa realidade seja transformada para melhor. Não foi à toa que vários políticos ditos “de esquerda” votaram contra a aprovação do Marco do Saneamento Básico. Eles não querem desfavelização. Pelo contrário, dependem dos votos da massa miserável para ter o emprego de vereador, deputado, senador ou titular do poder Executivo. Os políticos mafiosos se elegem com a grana ilegal financiada pelo tráfico de drogas, armas, mulheres, crianças e órgãos humanos. Nos últimos tempos, as chamadas milícias (formadas e comandadas por policiais e ex-policiais) também atuam como “investidores” políticos, concorrendo com os negócios nas “comunidades”.

O mais canalha? Os filhos da mãe são comandados e custeados por outros filhos da mãe no topo da cadeia de comando do Establishment. Narcoguerrilheiro mequetrefe apenas tem a ilusão de “comandar” seu bando no meio do inferno de um feudo miserável chamado favela. Por trás deles, acima de tudo e de todos, tem sempre um “grande empresário” invisível, com ramificação política. O consórcio criminoso é o negócio que mais prospera no Brasil, há muito tempo. O regime do Crime Institucionalizado é o maior inimigo do Brasil. Como a maioria da sociedade ainda ignora, desconhece ou finge não enxergar o real inimigo, dificilmente a realidade vai mudar, a não ser por um processo violentíssimo de eclosão de uma guerra civil explícita.

Novidade? Nunca estivemos tão próximos de que isso aconteça… É fundamental enxergar a realidade de maneira ampla. Mais de 2 milhões de brasileiros já foram exterminados ou desaparecidos nos últimos 10 ou 15 anos, enquanto o vírus que veio da China ajudou a ceifar mais de 400 mil vidas. O pandemônio do Covidão veio para acelerar o processo de mudança (para melhor ou para pior). A disrupção (ou disruptura) é inevitável. Em linguagem chula e popular: Já deu merda… Quando a porrada comer de verdade na guerra civil tupiniquim, vai sobrar para todos os filhos da mãe, do bem e do mal. Quem sobreviver vai contar ou modificar a História - que é uma professora cruel e implacável.

Curioso é que a coisa vai ficando horrível, mas os filhos da mãe são iludidos e direcionados a se distrair com a polarização Bolsonaro x Lula de uma campanha presidencial de 2022 irresponsavelmente antecipada. Novamente, acabaremos induzidos, midiática e politicamente, a discutir e bater boca sobre o “rabo do monstro”, enquanto o monstro realiza estragos. 

Releia o artigo: A insanidade da discussão sobre (in)segurança pública  

Duras e puras verdades sobre a ação policial no Jacarezinho, na qual morreram narcoguerreiros do Comando Vermelho... https://pic.twitter.com/0f6NMFX51B

 









 

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Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 9 de Maio de 2021.

Desbotamento da Democracia


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

O mundo global vive cada dia mais o aceno da democracia menos, um certo desbotamento cujas instituições não se ocupam e nem se preocupam com o bem estar da sociedade civil. Assistimos perplexos os comandos e desmandos dos governantes batendo cabeça durante a pandemia e o decidido pelo Supremo Tribunal Federal participando plenos poderes aos governos e prefeituras para diretrizes sanitárias e regras de fechamento de estabelecimentos.

Chegamos a ultrapassar o marco de 400 mil mortes o que é inaceitável e o pior é que a CPI em pleno funcionamento tem mais viés político do que científico e averiguação das mazelas cometidas em todos os escalões de governo. Os nossos agentes públicos sempre olham os próprios umbigos e não se movimentam na direção do interesse da população.

Daí não termos redes hospitalares, pronto atendimento e a precariedade da educação interligada com a cultura. Em plena pandemia milhares de multas foram aplicadas contra os estabelecimentos recalcitrantes e analogamente as multas de trânsito correram solta, mais de 700 mil dentro da órbita do estado de São Paulo e o mais grave: não há cópia da infração ou foto comprobatória de sua existência.

Ao mesmo tempo em que todos criticam a vulgarização da multa de trânsito na cidade de São Paulo, sem muitas explicações, nossas autoridades mudam os limites de 50 para apenas 40 km por hora e já são mais de 1200 radares. Atualmente o carro virou e se transformou no vilão da história pouco espaço, muitos impostos, estacionamentos caros, e toda a localidade zona azul.

Em nossa modernidade acontece um desbotamento da democracia, sempre em xeque o regime presidencialismo com o avanço de poderes conferidos ao Legislativo. O último interesse a ser disciplinado é o da sociedade e da população, o poder econômico tudo dirige  e centraliza em suas mãos as rédeas da política e o simples fato de termos eleições a cada quatro ano em nada refresca ou melhora clima da cidadania tamanho o desprezo pelo homem que trabalha e preza pela honestidade.

Não há democracia sem que se assegure o regime de plena liberdade, de ir e vir, da saúde a todos universalmente,da educação plena e da cultura integral, patinamos feio em todos os capítulos e não podemos sempre cunhar a mesma frase o Brasil o País do Futuro que nunca chegou ou ao menos chegará.

O propalado desbotamento revela um paradoxo de polarização entre regimes e formas de governo, de tal modo que seria temerário afirmar que a representatividade está cada vez mais distante dos anseios da população.

O crescimento das necessidades do consumidor não fazem o contraponto de renda e distribuição da riqueza. Os preços públicos cobrados anualmente sobem, e também os reajustes constantes dos planos de saúde mas mesmo assim a sociedade tenha ganhar forças e musculatura para jamais desistir de seu futuro.

O Brasil carcomido e desolado que tanto combateu a corrupção em passado recente e hoje catapulta os magistrados e aniquila com a vocação da justiça mediante parafernália legislativa de múltipla impunidade.

E o retrocesso já nos bate no peito uma reação até esperada das forças retrógradas que pululam o executivo e legislativo combatendo o ar novo da geração que buscada por meio do judiciário um novo amanhã para os brasileiros de bem.

E o retrato do pano de fundo dessa ópera bufa será sem duvida o aumento da violência e da criminalidade com a saída em massa de milhares de brasileiros descontentes com a representatividade e o desbotamento fragoroso da democracia em estilhaços reais.

Carlos Henrique Abrão é Doutor em Direito Comercial pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos.

sábado, 8 de maio de 2021

A insanidade da discussão sobre (in)segurança pública


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Perguntinha básica que viralizou na internet: Por que o “direitos humanos” chegou rapidinho no Jacarezinho (RJ) e não apareceu naquela creche na qual as crianças foram assassinadas com as professoras (SC)? Resposta simples: a abordagem da violência no Brasil obedece a critérios demagógicos e político-ideológicos. A retórica extremista prevalece no maniqueísmo Polícia x Bandido (e vice-versa). Prega-se o “mata bandido” ou protege as “vítimas” da sociedade. O bom-senso passa longe. O debate democrático não se viabiliza na discussão sobre segurança pública.

O Rio de Janeiro teve 944 pessoas mortas em operações policiais apenas nos tempos de pandemônio covidiano. Entre as vítimas, só em 2021, morreram 22 policiais. Neste período, o Poder Supremo do ministro Edson Fachin determinou que não poderia haver ações de combate direto ao narcotráfico. Coincidindo macabramente com o episódio recente no Jacarezinho - onde morreram 28 (incluindo um policial) -, o magistrado agendou para que o assunto seja referendado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, até o final do mês de maio.

A tendência é a demagogia e a judicialização da política no pretenso debate envolvendo 11 personagens que desconhecem, na vida prática, a realidade de uma região carente, dominada por narcotráfico ou milícia naquela que já foi chamada de “Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil”. Prevalecerá a visão elitizada, etnocêntrica, em defesa de direitos humanos que o Mecanismo do Estado brasileiro ignora e desrespeita completamente. A falação suprema dificilmente encontrará uma solução sensata e viável para o problema do enfrentamento ao comércio ilegal de drogas - consumida pela “zelite” e pela pobrada, em uma tragédia que poupa ninguém. 

No meio da guerra no caos urbano, uma massa de população pobre, carente de serviços estatais com qualidade, e uma atividade econômica lucrativa, porém ilegal - o narcotráfico. O negócio fora-da-lei beneficia políticos (financiando ocultamente campanhas eleitoral ou arregimentando votos nas áreas dominadas). O esquema também opera um descarado esquema de corrupção. Principalmente no surreal Rio de Janeiro, o mercado e a geopolítica local do poder são disputados, de forma sangrenta, por traficantes e milicianos. Setores corrompidos da Polícia servem aos dois “senhores”.

O Poder Supremo não tem legitimidade para interferir na autonomia dos Estados em relação à política de Segurança Pública - por pior, mais incompetente ou criminosa que ela seja. Impedir operações policiais contra o narcotráfico é tão insano quanto várias decisões de ministros do STF que mandam libertar narcotraficantes, presos justamente, com provas objetivas de seus crimes. No entanto, os supremos-magistrados podem ter um lampejo de sabedoria e sugerir, ao Poder Legislativo, que aprove, com urgência, leis que regulamentem as operações.

Uma regra fundamental seria a obrigatoriedade de que cada policial porte uma microcâmera para filmar a atuação - que será alvo de auditoria pela Corregedoria da Polícia e pelo Ministério Público. As imagens ajudarão corrigir eventuais erros operacionais, coibindo abusos de autoridade. Por que os militantes representantes dos “direitos dos manos” não defendem essa proposta básica - procedimento padrão de várias polícias e forças militares pelo mundo afora?  

Enquanto nada acontece, vamos que não vamos, entre “vacinões” e vacilões, em ritmo de guerra civil não-declarada, apesar da média de mais de 60 mil assassinatos anuais. No acumulado, nos últimos 10 anos, temos mais de 2 milhões de homicídios e desaparecimentos de brasileiros - a maioria jovens e pobres. É a carnificina da Nova República de 1985 - a democradura que sucedeu à “ditadura” do regime dos presidentes-generais de 1964.

Onde vamos parar? No agravamento do subdesenvolvimento? Ou no cemitério? A morte é inevitável. Mas não precisa ocorrer por banalização da violência, inclusive com motivação política, econômica e etnocêntrica… Não existe mais espaço para o papo furado do “nós contra os outros” no Brasil. Não dá mais para suportar a demagogia midiática e muito menos as manifestações oportunistas dos defensores dos “direitos dos manos”, ignorando as verdadeiras demandas dos direitos humanos.   

3 em 1 - Assista ao nosso comentário fisgado no programa de sexta-feira: Brasil em pré-guerra civil. https://pic.twitter.com/OB7QGSJzQF

 

Veja a íntegra do programa em: https://youtu.be/qPfJzAZ2NAU 

 








 

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Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 8 de Maio de 2021.

Rio de Sangue


Artigo no Alerta Total -
www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

A tragédia acontecida na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro que culminou com a morte de mais de 27 pessoas é um ponto de inflexão para conhecermos a realidade brasileira e sabermos o que precisa ser alterado e transformado com agilidade pelas autoridades governamentais. O rio de sangue da favela do Jacarezinho mostra a luta intestina entre as forças policiais e comandos do crime organizado e o poder de dominação em lugares nos quais o Estado não exerce seu papel ou minima influência.

No governo do ex presidente Michel Temer o Exército se mobilizou no Rio de Janeiro colimando reduzir o fluxo da criminalidade e ascendente insegurança na cidade que afasta turistas e mata o turismo. Mas o problema é mais profundo parte de uma gritante desigualdade social e falta de políticas públicas no enfrentamento não será com mortes e balas que a polícia resolverá o grave aspecto da miserabilidade e causa social.

O primeiro passo seria um programa desfavelamento dos morros e se o dinheiro aplicado na copa do mundo e jogos olímpicos fosse destinado ao trabalho de reconstrução de habitações populares seguramente o Rio de Janeiro não seria tão violento e uma cidade maravilhosa apelidada como São Paulo cidade linda, apenas no jargão dos governantes em vésperas de campanha eleitoral para conquistar o voto do cidadão menos avisado.

E o cenário de guerra ganha reportagem internacional de entidades que exigem pelos direitos humanos uma investigação séria e imparcial. O governo já mostrou o arsenal e a morte de um policial,mas  não é só o comando poderia muito bem tentar antes uma negociação com o exército e a polícia militar o Bope para que o comando do crime organizado ao perceber o cerco se escafedesse e evitasse com isso tantas mortes as quais em nada repercutirão favoravelmente em prol da paz social e do desarmamento de quadrilhas que sempre fizeram do domínio do fato a circunstância principal de instigar tudo e todos ao submundo do crime.

E quando o Estado não participa ou não ingressa nessa seara o domínio cairá em mãos vulgarmente dos melhores treinados em armas vendidas clandestinamente e retiradas de localidades mediante ardiloso procedimento.A população das favelas no RIO DE JANEIRO assusta qualquer Nação do mundo e nâo hà um sò programa sòlido e consistente para quebrar as pernas do crime organizado e transformar as favelas em construções populares adequadas à dignidade humana constitucionalmente assegurada.

No momento da pandemia recrudescendo e da total falta de segurança da população que vive sob o medo e o temor de grandes traficantes è momento do Estado ousar e fazer um grande programa para por fim às favelas e locais  insalubres que se proliferam ao longo dos morros e de locais infrequentáveis.

Quando a União der as mãos ao governo do Estado e a Prefeitura se juntar para um pacto de combate à violência e moradia digna todos sairemos ganhando e as manchetes internacionais não mais noticiarão as calamidades e as cenas de guerra que se sucedem com frequência e a televisão faz questão de tornar público.

O Rio de sangue que mostra a capilaridade da marginalidade e a leniência do ESTADO BRASILEIRO consolida um caos sem fronteira e a sociedade deve pressionar as autoridades para que ajam com eficiência e prudência acima de tudo  Programas sociais que salvaguardem a vida e protejam moradores menos favorecidos com educação, cultura e saùde devem ser o objetivo a ser perseguido cotidianamente.

E sem uma política pública larga e absolutamente voltada para os interesses da sociedade com a pandemia vão se multiplicar os movimentos de banimento dos criminosos e ações policiais acima da necessidade que uma Nação desenvolvida reclama e espera.

Carlos Henrique Abrão é Doutor em Direito Comercial pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos.

Por que o “Império da Lei” parece nome de escola de samba?

 


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Percival Puggina

Tive a felicidade de conhecer o Rio de Janeiro no tempo em que seus morros eram expressões do capricho paisagístico de Deus no ato da Criação. Entre as preciosidades dessa estética divina destaco as agulhas pétreas dos Alpes e dos Andes, que vi como inspiração gelada do gótico que tanto fascínio exerce sobre mim.

No Rio é diferente. Aliás, é o oposto. A mão de Deus moldou, ali,  curvas tropicais, sensuais, grávidas de vida. A beleza da cidade costumava atrair um qualificado turismo nacional e internacional. De lá para cá, morros se tornaram ameaça soturna a pesar sobre a “cidade a seus pés”. Regiões inteiras tornaram-se palco de uma guerra sem fim, focos de insegurança, sedes de estados paralelos, casamatas de organizações criminosas, ocupações viciosas do espaço urbano que expandiram seu modelo pelos outros grandes centros do país.

Ontem, 6 de maio, a favela do Jacarezinho foi palco de uma ação policial que deixou 25 mortos. Aliciamento de crianças e adolescentes para o tráfico, roubo de cargas, homicídios, sequestros de pessoas e de trens são alguns dos ramos de negócios da quadrilha que atua na região. Desconheço os detalhes da operação, mas não vejo como aceitável que ações criminosas mesmo quando eventuais, fiquem sem resposta policial, judicial e penal.

Mesmo acostumada a dormir ouvindo o espocar dos tiroteios e o matracar das metralhadoras, mesmo habituada a contar, toda manhã, cadáveres abandonados pelos criminosos, o número de vítimas dessa operação ganhou manchetes em todo o país.

O que se colhe no Rio de Janeiro nestas últimas décadas é rescaldo da tolerância. Contaminadas pela corrupção, sua política, sua justiça, sua polícia foram sendo moldadas por um estilo de vida que zombou da virtude e se foi deixando encantar por seus demônios. Enquanto isso, parte da sociedade aderiu a uma falsa virtude que pretende combater o crime com pombas brancas, flores e pulsantes coraçõezinhos feitos com as mãos.

O saneamento de uma região conflagrada com ações de atenção social não prescinde da ação policial contra a criminalidade, nem do revide quando bandidos, armados, disparam contra a polícia. Nenhuma sociedade civilizada pode tolerar que criminosos ajam impunemente e atirem contra a polícia que expõe a própria vida para protegê-la.

O que se vê no Rio é um microcosmo compactado da realidade nacional. Não difere do que se observa no Brasil, nesse combate com objetivos revolucionários, multilateral, aos valores e princípios cujo abandono nos tem custado tão caro. Tão caro que “império da lei” mais parece nome de escola de samba.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor.

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Brasil segue em guerra civil não-declarada


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Oh, previsível e repetitiva extrema mídia. Manchete de O Globo: “Ação policial mais letal do Rio deixa 25 mortos em favela”... Do Estadão: “Operação policial mais letal na história do Rio deixa 25 mortos”... Da Folha de S. Paulo: “Polícia mata 24 em ação mais letal da história do RJ” (o jornal subtraiu um morto, não por acaso um policial)... Do Extra: “Nova matança de uma velha guerra”... Do Correio Braziliense: “Rio em Guerra: 25 mortos em favela”...

O Valor Econômico não manchetou a matança carioca, porém tocou em outro tema que a narrativa ideológica de esquerda vem explorando, na chamada: “Percepção de Racismo varia politicamente”. Os direitos dos manos e defensores bem-remunerados de vagabundos fazem a festa, enquanto o outro extremo defende uma polícia que julgue e execute (sobretudo pobre, preto e favelado)...

Ainda tem gente que não acredita que estamos vivendo, há muito tempo, em clima de pré-condição para a deflagração (oficial) de uma guerra civil no Brasil. O belíssimo Rio de Janeiro também enfeia a paisagem com a banalização da violência, na mistura de três componentes explosivos: Polícia mal-preparada e corrupta, narcotráfico organizado e milícias que fazem suposta segurança paralela, explora negócios ilegais em “comunidades” pobres - inclusive concorrendo com os “comerciantes” de drogas. Tudo isso é o reflexo do regime do Crime Institucionalizado (associação delitiva entre criminosos de toda espécie e membros do mecanismo estatal em todos os poderes, na União, Estados e Municípios, com objetivo de locupletar bandidos profissionais e financiar a hegemonia política).

O noticiário com foco na banalização da violência - explorado politicamente pela oposição como abuso do emprego da força policial - apenas provocou um pequeno desvio de foco no ataque sistemático da extrema mídia ao governo do Presidente Jair Bolsonaro. O País segue amedrontado pelo Covidão (daqui a pouco com 420 mil mortes) e bestificado por uma inútil Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado cuja intenção é apenas desgastar, desestabilizar e inviabilizar politicamente o Presidente da República. Ontem, foi dantesco assistir ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se equilibrar entre o juramento de Hipócrates e o pré-julgamento de alguns senadores muito hipócritas. Nada de anormal. Aliás, no RJ, além da violência, foi descoberta uma variante P.1.2 do vírus que veio da China, a partir de uma mutação do vírus que exterminou gente em Manaus...

Para terminar, a crônica sobre violência banalizada, a Polícia Federal apreendeu um menor de idade que planejava um ataque terrorista a uma escola em Cabo Frio, na região dos Lagos do Rio de Janeiro. Que pena para a esquerdalha… Seria mais um crime hediondo explorado politicamente, sobretudo porque com o menino foram encontrados “símbolos nazistas”. Na verdade, tudo é pura “loucura, loucura” em uma sociedade que vai se desintegrando em seus valores fundamentais e se tornando cada vez mais violenta, desagregadora e extremista, inviabilizando qualquer chance de diálogo voltado para a Democracia (que só existe como ficção no Brasil).

Por fim, na habitual live de quinta-feira pelas redes sociais, Jair Bolsonaro ameaçou o TSE com voto impresso. O presidente respondeu ao supremo magistrado Luís Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que advertiu que o modelo causaria o caos no Brasil. A auditoria do voto no Brasil é essencial para a transparência e segurança da eleição no País que já se acostumou a votar pelo sistema de urnas eletrônicas. Até o Paraguai (tão depreciado pelos idiotas tupiniquins) adorará um modelo de urna com impressão de voto para auditoria e recontagem. Em Bruzundanga, o Sistema da Tutela Federal e seu Trâmite Sigiloso Eleitoral rejeitam a inovação óbvia ululante.

Vamos que não vamos  em ritmo de guerra civil não-declarada, apesar da média de mais de 60 mil assassinatos anuais. Em dez anos, o número assustador ultrapassa 2 milhões de pessoas, entre extermínios e desaparecimentos de pessoas. É a carnificina da Nova República de 1985 - a democradura que sucedeu à “ditadura” do regime dos presidentes-generais de 1964. Onde vamos parar? No agravamento do subdesenvolvimento? Ou no cemitério? A morte é inevitável. Mas não precisa ocorrer por banalização da violência, inclusive com motivação ideológica e política...  

3 em 1 - Assista ao nosso comentário fisgado no programa de quinta-feira: Ministro pisando em ovos. https://pic.twitter.com/oWt70VE8uy

 

Veja a íntegra do programa em: https://youtu.be/08DEBsM7Yko




Confira, também: Recado de Bolsonaro insiste que STF está agindo acima dos demais poderes - https://youtu.be/qk3lk4yOQs0

 


Sua Excelência Tiririca esclarece: o nome certo é FLORENTINA e não CLOROQUINA como vocês abestadamente tão falano aí!  https://www.youtube.com/watch?v=uiem5_bJRLM

 








 

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Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 7 de Maio de 2021.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Doideira, não: LSN não pode ser “LSD”


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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“Ameaçado, Bolsonaro faz bravata ao STF e ataca a China”. Manchete da Folha de S. Paulo neste 6 de maio é imitada (ou vice-versa) pelo O Globo: “Acuado por CPI, Bolsonaro critica China e ameaça STF”. Eis o tratamento dado pela mídia decadente, que a juventude se recusa a ler, por julgá-la “insignificante”. Tudo porque o Presidente advertiu que poderia publicar um decreto para garantir que Governadores e Prefeitos respeitem o artigo 5° Constituição Federal e não voltem a adotar medidas autoritárias no suposto combate ao vírus que veio da China - a mesma que o Estado-Maior militar dos Estados Unidos suspeita de ter praticado ou estar testando um modelo de “guerra biológica (ou química)”.

No fundo e na verdade, o governo age por suas motivações básicas. A primeira é que o Presidente responde a seu eleitorado que saiu às ruas no 1° de Maio para exigir que o chefe do Executivo tome providências concretas contra o desequilíbrio institucional e o abuso de poder no Brasil. A segunda é que Bolsonaro também teatraliza para mandar um recado direto à oposição que age sistematicamente para desgastá-lo, desmoralizá-lo e derrubá-lo do poder. Os senadores Renan Calheiros e Humberto Costa evidenciaram ontem que o relatório final da CPI do Covidão vai acusar Bolsonaro de ter defendido uma “política de imunidade de rebanho”, e que isso teria sido a causa da morte de mais de 410 mil pessoas. Fala sério... 

Enquanto somos iludidos por uma CPI que tenta incriminar o Presidente por opção de atos administrativos, em vez de investigar a corrupção sistêmica na área de saúde, o País é atropelado por uma insanidade. O Governo Bolsonaro perdeu (jogou fora) a chance de liderar uma atualização da Lei de Segurança Nacional, que deveria ser revisada todo ano, pois está vinculada à questão tecnológica em tempos de guerra de 5 geração. Em vez disso, a velha LSN será revogada e acabará substituída por uma lei de perseguição ideológica? Esse é o claro espírito da tal “Lei do Estado Democrático” que a Câmara dos Deputados já aprovou e o Senado tende a embarcar na mesma bobagem.

Vale repetir: o novo regramento que revoga a LSN define crimes contra a soberania nacional, as instituições democráticas, contra o funcionamento delas e dos serviços essenciais, contra autoridade estrangeira ou internacional e contra a cidadania (inclusive o “atentado ao direito de manifestação”). Os novos crimes listados serão: 1)Insurreição: tentar, com emprego de grave ameaça ou violência, impedir ou dificultar o exercício do poder legitimamente constituído, ou alterar a ordem constitucional estabelecida. 2) Golpe de Estado: funcionário público civil ou militar tentar depor o governo constituído ou impedir o funcionamento das instituições constitucionais. 3) Conspiração: duas ou mais pessoas se associarem para a prática de insurreição ou golpe de Estado. 4) Atentado à autoridade: atentar contra a integridade física do presidente ou o vice-presidente da República ou os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, do Procurador-Geral da República; ou contra as autoridades correspondentes dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Também se prevê punição rigorosa para “Sequestro e cárcere privado contra as autoridades acima”.

Parece que a nova legislação antevê o risco de radicalização violenta no País. De fato e concretamente, as instituições já foram rompidas no Brasil e o problema se torna mais grave com o aprofundamento da guerra de todos contra todos os poderes. Potencializada pelas medidas erradas no gerenciamento da pandemia do vírus chinês, a crise econômica precisa ser estancada e superada, urgentemente. Do contrário, a radicalização política, o sentimento de revolta popular e a falência das pessoas, famílias e empresas, com fatos objetivos de miséria, fome, desemprego e falta de perspectivas boas de vida, geram as pré-condições para uma guerra civil - já em andamento sob o aspecto de explosão de violência, sobretudo contra os mais pobres.

A luta é por quem tem capacidade real para exercer o papel de poder soberano. Hoje, não existe poder soberano no Brasil. Temos a forte impressão de uma hegemonia exercida pelas correias de transmissão da oligarquia no Supremo Tribunal Federal - indevidamente chamado e tratado como “cúpula do Judiciário”. Acontece que o Sistema da Tutela Federal é mera consequência da crise institucional e da inadequação estrutural do Estado Brasileiro, sobretudo por causa de uma Constituição mal regulamentada, feita para ser “interpretada” e não cumprida e obedecida, automaticamente, por consciência dos cidadãos, dirigentes, legisladores e magistrados brasileiros.

Continuamos reféns de debates tribais e insanos, não propositivos. É preciso promover um debate construtivo com pessoas que pensem um projeto comum para o Brasil. Pelo contrário, assistimos ao espetáculo dantesco dos extremismos. A esquerda só pensa na destruição. Funciona até bem como oposição, no discurso. Mas, na prática, não consegue oferecer solução aos problemas do sistema. A direita não se consolida, não define nem discurso nem estratégia comum de atuação. O Presidente atua como um lobo solitário que pensa sobreviver pela popularidade. Acontece que Poder não é questão de popularidade. Líder que se baseia nisso está fadado à própria ruína.

A situação institucional sai de controle, com o agravamento da guerra autofágica de todos contra todos os poderes. Na realidade, todos perderam a noção do que realmente acontece no Brasil. O sistema hoje é terra de ninguém. Não existe soberania. A aparente unidade do Estado foi rompida. Alguns grupos querem restabelecer a unidade do sistema. Mas ficou escancarado que o Brasil é uma anarquia feudal. As oligarquias regionais comandam o Estamento Burocrático. Notícia boa é que elas estão com os dias contados, com processo de revolução dos cidadãos interligados via internet. A implantação do 5G vai acelerar o processo. A conferir…

Notícia ruim. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados jogou fora a oportunidade de resgatar a autoridade do Parlamento e restabelecer o equilíbrio de forças no sistema de freios e contrapesos para garantir a independência e harmonia entre os Poderes. Faltou um votinho para aprovar o parecer do PL 4754/2016, que poria freio ao ativismo judicial. Foi rejeitado o PL 4754/16, que tipifica como crime de responsabilidade a usurpação de competências praticada pelo STF. Vale conferir como cada parlamentar votou… Mais uma tragédia legislativa...


3 em 1 - Assista ao nosso comentário fisgado no programa de quarta-feira: Mortes podem não ser por Covid-19. https://pic.twitter.com/ugvUSS6fj6

 

Veja a íntegra do programa em: https://youtu.be/08DEBsM7Yko

 

Observatório Estratégico

Assista ao programa que avaliou os fatos e os impactos da manifestação gigantesca do Dia do Trabalho - https://youtu.be/T24TJKYTUS8










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Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 6 de Maio de 2021.