segunda-feira, 31 de maio de 2021

A burrice dos políticos, da mídia e da intelectualha


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por AC Portinari Greggio


Tentando derrubar Bolsonaro, a Oligarquia mostra sua incompetência. O “Estado democrático de Direito” inventado pela constituição de 1988 é na verdade um governo oligárquico assentado sobre um tripé de forças: a classe política, a grande mídia e a intelectualha. Vejamos a situação de cada uma.


A classe política - Abalada pela operação Lava Jato e derrotada nas urnas pelo capitão Bolsonaro, a classe política perdeu o controle do Executivo, mas ainda domina o Legislativo e o Judiciário no âmbito federal, mais a maioria dos executivos e legislativos dos Estados e municípios. Não aceita a derrota. Aliada à grande mídia e aos intelectuais, ela está disposta a tudo para derrubar e enterrar Bolsonaro, e restabelecer o esquema do toma-lá-dá-cá da constituição de 1988.


A mídia - Nas eleições de 2018 a mídia também sofreu terrível golpe, do qual ainda não se recuperou. Desde o século 19 ela estava acostumada a manipular a opinião pública e a determinar os rumos da política. No começo, eram os grandes jornais diários. Depois, o rádio. Mais tarde, o cinema e a televisão. No século 20 a influência da mídia cresceu a tal ponto que deixou de ser observadora independente e se associou aos sistemas de governo, como uma espécie de quarto poder, ao lado dos três instituídos nas constituições.


A associação da mídia com os governos resolveu um velho problema: achar a fórmula mágica da democracia estável e previsível. Até então, os estudiosos da Política – a começar por Aristóteles – desconfiavam do voto popular e da democracia. Consideravam-na como regime volátil, instável, sujeito a degenerar em ditaduras populistas. Mas no final do século 19 a mídia mostrou ser capaz de condicionar e controlar a opinião pública, tornando-a maleável e previsível. Foi então que a democracia deixou de ser olhada com desconfiança pelas elites e passou a ser considerada como forma ideal de governo forte e estável. Além de consolidar o poder das oligarquias em cada país, a democracia tinha outra qualidade que agradava a uma nova classe de políticos que surgia no cenário após a I Guerra: os globalistas, que desejavam um mundo sem nações e sem fronteiras. Para os globalistas, a democracia devidamente conduzida pela mídia era o mais favorável dos regimes para seu objetivo de destruir nações, misturar povos e eliminar fronteiras.


Tudo ia bem, até que de repente, entre 2009 e 2010, uma invenção comercial – o smart phone – deu azo à explosão das redes sociais. Em quatro ou cinco anos, as redes passaram a concorrer com a mídia e, pior, a desmenti-la e a superá-la em confiabilidade e atualidade. O império da mídia, com dois séculos de absoluto poder, desmoronou abruptamente. Estonteada, desorientada, ela insiste em vão nas velhas técnicas de desinformação e difamação para recuperar seu predomínio.


Os intelectuais - A classe dos intelectuais, unida pela mesma ideologia, há décadas predomina na política, na mídia, nas artes, nas ongues e nos chamados movimentos sociais.


Neste ponto, cabe uma pergunta: qual ideologia? Muita gente acha que os intelectuais ainda são comunistas, ou socialistas, ou anarquistas. Já o foram, no século 20. Mas os intelectuais do século 21 há muito abandonaram a pretensão de ser vanguardas do proletariado. Desistiram de fingir que são trabalhadores e assumiram sua real identidade: são, sim, intelectuais, e como tal pretendem fazer a sua revolução.


O principal mentor dessa catarse foi o comunista italiano Antonio Gramsci, nas décadas de 1920 e 1930. Em sua cela na prisão, Gramsci percebeu o equívoco de tomar o poder pela força e de estabelecer ditaduras do proletariado. Demonstrou que o domínio da “burguesia” no sistema capitalista não era baseado no dinheiro nem na força, mas na hegemonia cultural. A burguesia dominava a sociedade capitalista porque havia conquistado, desde a Renascença até a Revolução Industrial, todos os redutos da cultura, até substituir a hegemonia cultural da Igreja e da nobreza pela nova hegemonia burguesa. A conquista, porém, não fora obra da própria burguesia. Foram de gênios como Dante, Erasmo, Descartes, Galileu, Montaigne, Camões, Leonardo, Shakespeare, Milton, Michelangelo, Bodin e muitos outros. A medida que a burguesia transformava o mundo, criava o ambiente no qual os intelectuais desenvolviam seus talentos, educavam as gerações burguesas e difundiam ideias que reforçavam sua hegemonia. Gramsci os denominava intelectuais orgânicos da burguesia – orgânicos, porque eram parte essencial da existência da burguesia.


A proposta de Gramsci era óbvia: se a cultura era o território a conquistar, a revolução só poderia ser feita pelos intelectuais orgânicos do proletariado. Em vez de revoltas sangrentas ou guerrilhas nas montanhas, os intelectuais deveriam simplesmente fazer o que sabiam fazer e gradativamente ocupar os espaços – mídia, educação, literatura, teatro, artes, tudo – até o ponto em que a cultura proletária se tornasse hegemônica. Como se vê, Gramsci indicou o caminho natural para a classe intelectual, sem necessidade de assumir outras identidades.


Caminho para onde? O socialismo parecia ser a única opção. Afinal, uma revolução de trabalhadores explorados contra o capitalismo e a economia de mercado só poderia resultar em socialismo. Mas nesse ponto, sem que Gramsci soubesse, surgia na Alemanha outra opção, muito mais atraente para os intelectuais: a Escola de Frankfurt.


Infelizmente não há espaço para entrar nesse tema. Para o escopo deste artigo, basta observar a diferença, para o militante, entre o comunismo ortodoxo e a Escola de Frankfurt. O comunismo tradicional exigia disciplina, estudo e sacrifício até da própria vida. Já a Escola de Frankfurt não exige nada, tolera tudo, encoraja a vadiagem, a devassidão, as drogas, que considera como formas de “liberdade”. No plano histórico, nega toda a civilização do Ocidente, o determinismo, os fundamentos da Lógica, até mesmo a Filosofia. Na prática, embora critique o capitalismo, não defende sua extinção nem sua substituição pelo socialismo. Aliás, os adeptos da EF tinham horror ao socialismo soviético devido ao seu caráter tecnocrático e autoritário. A EF representa, nas universidades, a ala das Humanas e Sociais, dos caras que geralmente são indisciplinados, chegados a maconha, não gostam de Matemática e detestam a Engenharia. O que a EF pretende é, uma vez no poder, vigiar e controlar as empresas, e obrigálas a adotar agendas feministas, homossexuais, sistemas de quotas nas admissões de empregados, coisas assim. Se o leitor observar a mente e o comportamento dos atuais dirigentes das grandes empresas, verificará que, no século 21, a maioria já está devidamente dopada e domesticada. O mesmo tipo de controle é voltado para as Forças Armadas, cujos comandantes – olhai ao redor! – cada vez mais obedecem, com receio de ser alvo de campanhas de difamação e arruinar suas carreiras.


Na década de 1930 Escola de Frankfurt se transferiu da Alemanha para os Estados Unidos, onde logo passou a contaminar os meios acadêmicos. Durante a II Guerra Mundial o governo americano se aliou à União Soviética e, é claro, os agentes comunistas se aproveitaram do estado de exceção. Muitos patriotas americanos que combatiam a infiltração comunista foram afastados do poder sob alegações de que poderiam simpatizar com o inimigo ou com o “fascismo”. Os expurgos se estenderam às universidades e aos meios culturais. Era proibido não gostar do comunismo ou não ir com a cara do camarada Stalin. Nesse ambiente favorável, a Escola de Frankfurt rapidamente se expandiu e ocupou os vazios. Ao final da Guerra, já era unanimidade nos meios acadêmicos americanos, e passou a se propagar pela América Latina. Na década de 1960 a EF já predominava nas universidades brasileiras, onde logo dominou os arraiais da Esquerda e substituiu o ultrapassado comunismo. Convém anotar esse ponto: NÃO É O COMUNISMO, É A ESCOLA DE FRANKFURT.


A intelligentsia brasileira e a constituição de 1988


Richard Pipes, no seu livro Russia under the Old Regime (1974), refere-se à classe dos intelectuais militantes da Rússia, a intelligentsia. A intelligentsia russa tinha enorme influência não apenas na Rússia, mas em toda a Europa, pois foi a matriz da Revolução comunista de 1917. Pipes explica o mecanismo do seu surgimento e da sua atuação de modo que se aplica perfeitamente ao caso do Brasil. A intelligentsia, ou a classe dos intelectuais militantes, só pode prosperar em países onde coexistam duas forças:


1. De um lado, um governo forte, autoritário e impopular.


2. Do outro, uma opinião pública independente.


Em regimes democráticos, a intelligentsia pode existir, mas suas reivindicações revolucionárias são absorvidas pelo sistema político e, quando legítimas e apoiadas pela população, são aceitas e se incorporam ao sistema como reformas econômicas ou sociais.


Em regime totalitários, onde a opinião pública é proibida de se manifestar ou sequer de ser formar, a intelligentsia não consegue se organizar, portanto não existe.


Mas em países onde os dois fatores acima coexistem, a intelligentsia pode se organizar e ganhar apoio da população, e nesses casos se transforma em força política revolucionária muito efetiva. Era o caso da Rússia, e foi também o caso do Brasil no regime militar. 


Na Rússia, o governo czarista era tolerante com a opinião pública, e convivia com uma classe intelectual brilhante, admirada em todo o mundo – pensadores, escritores, músicos, poetas, tudo – cuja poderosa voz não podia ser calada. Nesse ambiente, a intelligentsia revolucionária se articulava e crescia. A desastrosa entrada da Rússia na I Guerra isolou o regime autocrático e criou clima de revolta popular que fortaleceu a intelligentsia e abriu caminho para a revolução comunista.


No Brasil, a denominada ditadura militar também tolerava a intelligentsia e não controlava nem reprimia a opinião pública. Os militares não tencionavam perpetuar-se no poder. Sua obsessão era apenas industrializar e modernizar o País. Mas erraram na estratégia, ao confiar a economia a gurus e czares como Delfim Neto e adotar políticas protecionistas do século 18. Na crise do petróleo, a economia estagnou e o regime perdeu o apoio popular. No afã de terminar seu projeto, os militares tentaram prolongar-se no poder com políticas eleitoreiras que só serviam para isolá-los e empurrar os melhores nomes da política para a oposição. Enquanto isso, a intelligentsia se fortalecia. As universidades funcionavam como bases de operações da intelligentsia e também como centros de recrutamento e de formação de novos contingentes de rebeldes e de intelectuais orgânicos que ocupavam espaços na mídia, na política e nos setores culturais. Sua ideologia – não o comunismo, mas o confuso complexo de doutrinas ligadas à Escola de Frankfurt conhecido como pós-modernismo – se difundiu, impregnou a classe política e, pior ainda, os cursos de Direito e as ideias jurídicas.


Essa situação – um regime autoritário cada vez mais impopular em confronto com uma opinião pública independente – era a fórmula ideal para o fortalecimento da intelligentsia. Na Rússia, esse processo terminou na revolução comunista. Mas no Brasil isso jamais aconteceu porque os militares, após derrotar as facções guerrilheiras, haviam decidido devolver o poder aos civis em gradativa transição. A intelligentsia brasileira teve de aceitar essa proposta porque, além de não ter alternativa, já estava muito bem acomodada dentro da classe política.


Enfim, aconteceu a transição. Se Tancredo Neves tivesse sobrevivido, teria dado um jeito de afastar a intelligentsia e, com certeza, teria mantido a constituição de 1967, com emendas. Mas o novo governo, sob a frouxa batuta de Sarney, era fraco demais. A intelligentsia prevaleceu, e marcou sua presença na fajutíssima assembleia constituinte. Pode-se afirmar que a constituição de 1988, com todos os seus erros e vícios, é filha dileta da intelligentsia brasileira – que Millôr Fernandes preferia designar como ignorantsia.


Muito bem. Esses são os prolegômenos do nosso artigo mensal do INCONFIDÊNCIA. Só falta, agora, justificar seu título e explicar a BURRICE DA MÍDIA, DOS POLÍTICOS E DA INTELECTUALHA – o outro nome da nossa ignorantsia.


A burrice dos políticos, da mídia e da intelectualha


Sem dúvida, a intelligentsia venceu em 1988. Mas em 1990, foi surpreendida por Collor. Alarme: o povão lá embaixo ainda não se convertera ao evangelho. Mas não havia nada a fazer: povão não poderia ser cooptado enquanto durasse aquela inflação. Numa longa comédia de erros, tentaram prestidigitações para sanear a moeda. Enfim, graças ao alívio cambial do Plano Brady (1987), foi possível o Plano Real de 1994, que finalmente estabilizou os índices de preços ao consumidor, vulgo inflação. FHC se reelegeu e preparou caminho para Inácio. Assim se passaram trinta e tantos anos. A intelligentsia chegara ao poder pela via eleitoral, e até hoje, apesar da eleição do Bolsonaro, ainda manda no Brasil. Onde, então, a burrice?


Voltemos ao clássico Richard Pipes. Numa notinha ao pé da página 253 do livro citado, ele fala da arrogância da intelligentsia após chegar ao poder: “…na democracia, uma parte da minoria educada se convence de que sabe melhor o que é bom para o resto da população. Se nas eleições o povo vota contra o desejo dessa minoria, ela ignora o resultado das urnas porque (1) as eleições não oferecem a ‘opção correta’ aos eleitores, ou (2) o processo eleitoral é manipulado ou, quando não há outro argumento, (3) as massas sofreram lavagem cerebral e votam contra seus próprios interesses.”


É exatamente isso que a classe política, o STF e os intelectuais pensam da eleição de Bolsonaro. O povo teria votado contra seus próprios interesses. Impossível! Absurdo! Evidentemente erraram e, nesse caso, sua decisão deve ser corrigida pela elite esclarecida. Daí, a furiosa campanha contra o Presidente. Sem ter muito que falar, tentam desmoralizá-lo pelos erros da sua administração. Mas é difícil. Os erros do acusado são mínimos em comparação com os crimes dos acusadores. [Consultai Mateus 7:13, ó hipócritas.] Como resultado, as pesquisas de opinião – não as publicadas, mas as sigilosas, feitas pelos órgãos de inteligência – indicam que, ao contrário, a popularidade do Capitão cresce. 


A campanha não funciona, mas serve para revelar um erro fundamental dos que mandam no Brasil: seu desconhecimento de teoria política. Uma das grandes descobertas da Ciência Política foi exposta pelo jurista alemão Carl Schmitt em 1932 no seu livrete Der Begriff des Politischen (dizem que o Gilmar fala alemão). O problema era definir qual seria o objeto do que se entende como política. Essa definição era necessária para demarcar o nebuloso limite entre a Política e a Lei nas decisões dos negócios de Estado. Schmitt indicou o caminho: descobrir qual seria o critério fundamental da política. O Direito trata de distinguir o legal do ilegal; a Moral, o justo e do injusto; a Estética, o belo e do feio. E a Política? O critério fundamental da Política (com P maiúsculo) é a distinção entre amigo ou inimigo.


Na politicagem, esse critério é óbvio. Afinal, os caras do Congresso cuidam disso o tempo todo: servir os amigos e tirar dos inimigos. Mas essa é a política fisiológica, nossa velha conhecida. Num plano mais alto, o critério de Carl Schmitt não se refere a inimigos ou amigos dos políticos, mas sim, a inimigos e amigos da Nação. Sem o conceito de Nação, essa distinção é impossível e o Estado se torna prisioneiro do Direito, ou seja, vítima fácil dos inimigos da Nação. A constituição de 1988 ignora o conceito de Nação e estabelece o tal “Estado democrático de Direito”, o qual é, de fato, o instrumento dos traidores para destruir a Nação Brasileira.


Mas, voltando ao nosso tema: qual a relação entre a definição de Carl Schmitt e a resiliência do Bolsonaro sob essa campanha de difamação? Carl Schmitt falava de assuntos de Estado, que envolvem interesses da Nação. Isso é Política no mais alto nível, algo como Macropolítica. Mas no nível do eleitor, do cidadão comum, na micropolítica, a decisão individual entre amigo e inimigo depende do critério da identidade. O eleitor comum prefere o candidato com quem mais se identifica.


Aí está o grande erro da campanha de difamação. Ela procura destruir o Capitão apontando e exagerando seus supostos erros na administração da pandemia. Ora, é muita burrice imaginar que o eleitor comum, ao votar, leve esses fatores em consideração. Não interessa o que o Capitão faz ou deixa de fazer. O que interessa é a identidade: é um dos nossos, ou é um dos deles? A maioria enxerga Bolsonaro como um dos nossos, e isso é muito difícil de mudar. As ações ou omissões do Presidente só pesarão se forem graves a ponto de abalar o sentimento de identidade, como aconteceu no caso de Inácio. Inácio também se identificava com certa parcela do povo. Mas seus crimes foram graves demais, tão graves que destruíram sua reputação e abalaram gravemente o sentimento de identidade dos seus eleitores. Evidentemente não é o caso do Capitão. Seus adversários insistem em inventar acusações, ou a exagerar fatos sem importância – não usou máscara, falou palavrões, gritou com alguém, coisas assim. Ao fazê-lo, não compreendem que obtêm efeito contrário: em vez de diminuir, o apoio dos seguidores aumenta.


Identidade. Esse é o cerne da questão eleitoral.


AC Portinari Greggio é Consultor Empresarial. Originalmente publicado no jornal Inconfidência de maio de 2021.

3 comentários:

Wagner Luiz Polito, disse...

Este artigo resume de modo coerente o que vem se passando em nosso Brasil. Parabéns ao autor, provavelmente, tendo como seus ascendentes os imigrantes do VÊNETO vindos no  Vapor FORTUNATA RAGGIO que foi um navio italiano utilizado para a travessia ITÁLIA – BRASIL, trazendo a bordo grande número de imigrantes que buscavam trabalho no BRASIL durante o período da GRANDE IMIGRAÇÃO ocorrida entre 1880-1900 trazendo uma FAMÍLIA HABITANTE DE SANTA MARGUERITA d’ÁGILE DA COMUNIDADE DE SANTO URBANO - PÁDOVA com sobrenome "GREGGIO". Seria muito bom se nossos jovens lessem e quem sabe entendessem nosso momento histórico. Com 75 anos e tendo vivido intensamente os momentos históricos e políticos de nosso País, considero esse artigo um documento que mostra nossa VERDADE. Infelizmente, estamos vivendo os erros e ilusões cultivados por essa Burrice Coletiva que assola nossos meios de comunicação e nossa intelectualidade e nossos políticos equivocados.

Chauke Stephan Filho disse...

Li com muito interesse e proveito o texto. Minha gratidão ao autor e ao editor desta ótima ciberteca pela publicação do artigo.

A propósito, eu me graduei em Sociologia e Política na PUC/Rio. É verdade que não gosto de matemática, mas não gosto da erva. Tampouco sou um esquerdista. Na verdade, sinto-me mais confortável na terceira posição.

Mas amo a Sociologia. Ela fala a mim dos meus problemas, que nada têm a ver com a equação da parábola.

É o mundo social o que quero transformar.

Engenheiros têm grande valor por sua competência técnica, sua iniciativa empreendedora. Confesso que me sinto meio inferiorizado entre engenheiros.

Mas a sensação acaba quando percebo a babaquice deles.

Anônimo disse...

Muitas mulheres não consideram que o presidente Bolsonaro " é um dos nossos"; ao contrário, já ouvi uma senhora dizer que considera o presidente "um ET", possivelmente porque suas atitudes não atingem o senso comum, como muitos analistas supõem sobre sua popularidade. Ela é uma camaradagem superficial entre homens. A maioria das mulheres que aceita o presidente o faz por motivos religiosos ou ideológicos, mas ele é antipatizado pela sensibilidade feminina. As atitudes grosseiras e palavrões, aceitáveis no ambiente do quartel pela tensão própria da profissão, não têm lugar no universo civil; neste, não se confunde firmeza, qualidade masculina, com grosseria.