sábado, 8 de maio de 2021

A insanidade da discussão sobre (in)segurança pública


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Siga-nos no Twitter e Facebook - @alertatotal

Perguntinha básica que viralizou na internet: Por que o “direitos humanos” chegou rapidinho no Jacarezinho (RJ) e não apareceu naquela creche na qual as crianças foram assassinadas com as professoras (SC)? Resposta simples: a abordagem da violência no Brasil obedece a critérios demagógicos e político-ideológicos. A retórica extremista prevalece no maniqueísmo Polícia x Bandido (e vice-versa). Prega-se o “mata bandido” ou protege as “vítimas” da sociedade. O bom-senso passa longe. O debate democrático não se viabiliza na discussão sobre segurança pública.

O Rio de Janeiro teve 944 pessoas mortas em operações policiais apenas nos tempos de pandemônio covidiano. Entre as vítimas, só em 2021, morreram 22 policiais. Neste período, o Poder Supremo do ministro Edson Fachin determinou que não poderia haver ações de combate direto ao narcotráfico. Coincidindo macabramente com o episódio recente no Jacarezinho - onde morreram 28 (incluindo um policial) -, o magistrado agendou para que o assunto seja referendado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, até o final do mês de maio.

A tendência é a demagogia e a judicialização da política no pretenso debate envolvendo 11 personagens que desconhecem, na vida prática, a realidade de uma região carente, dominada por narcotráfico ou milícia naquela que já foi chamada de “Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil”. Prevalecerá a visão elitizada, etnocêntrica, em defesa de direitos humanos que o Mecanismo do Estado brasileiro ignora e desrespeita completamente. A falação suprema dificilmente encontrará uma solução sensata e viável para o problema do enfrentamento ao comércio ilegal de drogas - consumida pela “zelite” e pela pobrada, em uma tragédia que poupa ninguém. 

No meio da guerra no caos urbano, uma massa de população pobre, carente de serviços estatais com qualidade, e uma atividade econômica lucrativa, porém ilegal - o narcotráfico. O negócio fora-da-lei beneficia políticos (financiando ocultamente campanhas eleitoral ou arregimentando votos nas áreas dominadas). O esquema também opera um descarado esquema de corrupção. Principalmente no surreal Rio de Janeiro, o mercado e a geopolítica local do poder são disputados, de forma sangrenta, por traficantes e milicianos. Setores corrompidos da Polícia servem aos dois “senhores”.

O Poder Supremo não tem legitimidade para interferir na autonomia dos Estados em relação à política de Segurança Pública - por pior, mais incompetente ou criminosa que ela seja. Impedir operações policiais contra o narcotráfico é tão insano quanto várias decisões de ministros do STF que mandam libertar narcotraficantes, presos justamente, com provas objetivas de seus crimes. No entanto, os supremos-magistrados podem ter um lampejo de sabedoria e sugerir, ao Poder Legislativo, que aprove, com urgência, leis que regulamentem as operações.

Uma regra fundamental seria a obrigatoriedade de que cada policial porte uma microcâmera para filmar a atuação - que será alvo de auditoria pela Corregedoria da Polícia e pelo Ministério Público. As imagens ajudarão corrigir eventuais erros operacionais, coibindo abusos de autoridade. Por que os militantes representantes dos “direitos dos manos” não defendem essa proposta básica - procedimento padrão de várias polícias e forças militares pelo mundo afora?  

Enquanto nada acontece, vamos que não vamos, entre “vacinões” e vacilões, em ritmo de guerra civil não-declarada, apesar da média de mais de 60 mil assassinatos anuais. No acumulado, nos últimos 10 anos, temos mais de 2 milhões de homicídios e desaparecimentos de brasileiros - a maioria jovens e pobres. É a carnificina da Nova República de 1985 - a democradura que sucedeu à “ditadura” do regime dos presidentes-generais de 1964.

Onde vamos parar? No agravamento do subdesenvolvimento? Ou no cemitério? A morte é inevitável. Mas não precisa ocorrer por banalização da violência, inclusive com motivação política, econômica e etnocêntrica… Não existe mais espaço para o papo furado do “nós contra os outros” no Brasil. Não dá mais para suportar a demagogia midiática e muito menos as manifestações oportunistas dos defensores dos “direitos dos manos”, ignorando as verdadeiras demandas dos direitos humanos.   

3 em 1 - Assista ao nosso comentário fisgado no programa de sexta-feira: Brasil em pré-guerra civil. https://pic.twitter.com/OB7QGSJzQF

 

Veja a íntegra do programa em: https://youtu.be/qPfJzAZ2NAU 

 








 

Adquira, também, o livro A ÚLTIMA MARCHA DA MAÇONARIA.

Para maiores informações clique aqui:

https://loja.umlivro.com.br/a-ultima-marcha-da-maconaria/p

Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 8 de Maio de 2021.

4 comentários:

Anônimo disse...

EM 1964 A MAÇONARIA BAIXOU A ORDEM, DEGRADAÇÃO PELOS VICIOS E OS MILITARES ATE HOJE AS CUMPRE AO PÉ DA LETRA, ATÉ 1990 AS POLICIAS USAVAM OS CAMBURÕES PARA ABASTECER OS MORROS E AS BIQUEIRAS EM TODO BRASIL,COM A TECNOLOGIA E A CHEGADA DAS CAMERAS E FILMADORAS FUNDARAM AS ORGANIZA,ÕES CRIMINOSAS, NAS A ORDEM CONTINUA,LHE PASSO O ENDEREÇO DE MIL BIQUEIRAS E A POLICIA NÃO PODE FECHAR NEM UMA... MAÇONARIA A MAFIA MALDITA...

ALMANAKUT BRASIL disse...

ALGUNS ANOS ATRÁS A IMPRENSA PODRE NOTICIAVA MORTES DE POLICIAIS DIARIAMENTE E NÃO FAZIA A CARPIDEIRAGEM.

VEIO A INTERVENÇÃO MILITAR NA SODOMA DE JANEIRO, NÃO APRESENTOU A PRESUNTADA DE PEÇONHENTOS E AGORA TEM O AVAL DA SOCIEDADE DE BEM PARA FAZER A FAXINA.

E ESSE ESTORVO NO OCIDENTE (ABAIXO), QUE FAZ BANQUETES ÀS CUSTAS DE MISSÕES DE PAZ, JÁ CORREU ATRÁS DE HOLOFOTES DA PEÇONHA.

Por que desconfiar da ONU é uma obrigação - 03/11/2007

TEXTO EM QUE ONU E BBC ADMITEM O ERRO

https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/por-que-desconfiar-da-onu-e-uma-obrigacao

Anônimo disse...

País abençoado. então tá.
Retome a Vale.
Retome a CBMM da família Moreira Sales.

Será a redenção do país. Ou se forçar a barra vai ganhar jabá da Casa das Garças?

Cada uma...

Rogerounielo disse...

O STF, Jacarezinho, ADPF nº 635, e indícios de que o STF transformou a si mesmo em Tribunal de Exceção

O objetivo desta análise é buscar indícios que possam demonstrar, com base na Constituição Federal, que o Supremo Tribunal Federal-STF transformou a si próprio em “Juízo ou Tribunal de Exceção”, na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, impetrada pelo Partido Socialista Brasileiro-PSB, em 2019, que trata sobre “Restrições à realização de operações policiais nas comunidades do Estado do Rio de Janeiro durante o período da pandemia”, por meio das decisões do STF, em desrespeito à Constituição Federal:

Fonte - Link https://www.linkedin.com/pulse/o-stf-jacarezinho-adpf-n%25C2%25BA-635-e-ind%25C3%25ADcios-de-que-si-mesmo-fran%25C3%25A7a/?trackingId=tPuQA9fNWiibvz9FAlkI8g%3D%3D

Continua na análise original