terça-feira, 4 de maio de 2021

De qual lado virá a intervenção militar, se acontecer


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Sérgio Alves de Oliveira


Pelo “andar da carruagem”, já deu para perceber, de forma bem nítida, que não seria mais nenhuma surpresa uma eventual intervenção militar, ou “constitucional”, como alguns preferem, prevista no artigo 142 da Constituição -  que, aliás, repete iguais dispositivos antes contidos nas constituições de 1946 e de 1967 - eventualmente a ser desencadeada pelos políticos e militares da linha ideológica de esquerda, integrados por aqueles militares “verdes por fora e vermelhos por dentro”, especialmente promovidos na “era PT”, e mesmo do obscuro grupo político do tal “centrão”, umbilicalmente mais ligado aos interesses progressistas, contra o Governo Bolsonaro.

Só passa pela cabeça de quase todo o mundo a possibilidade de ocorrência de uma eventual “intervenção” desencadeada pelos militares mais afinados com a linha ideológica de direita, e/ou “bolsonaristas”, sem que haja lugar para qualquer suposição de uma intervenção “invertida”, ou seja, da esquerda.

O pisca-pisca de alerta vermelho ”intervencionista (invertido) parece ter sido acionado pelo polêmico Senador Renan Calheiros, Relator da CPI da Covid-19, que busca responsabilizar  o Presidente Bolsonaro, a qualquer preço, mesmo usando toda espécie de artifício mentiroso e fraudulento, pelas mortes da Covid-19, que já teria matado, segundo índices suspeitos, certamente   manipulados na questão da “causa mortis”, contra Bolsonaro”, mais de 400 mil pessoas, a buscar aproximação com militares “escolhidos” de alta patente, certamente buscando apoio “verde-oliva” a essa tal de CPI da Covid-19, da qual o dito Senador é o Relator.

Esse tipo de postura da oposição política a Bolsonaro, tentando derrubá-lo, numa eventual alternativa ao “impeachment”, por uma “intervenção militar”, ”às avessas”, se necessário fosse, com base nos resultados praticamente certos da responsabilização maior do Presidente Bolsonaro pelas trágicas 400 mil mortes da Covid-19, na dita CPI, não seria, na verdade, nenhuma surpresa, nem causa de qualquer “espanto”.                                                                                                                        

E não seria mesmo nenhuma surpresa mais essa “obra” dos nefastos grupos políticos da esquerda e do “centrão”, considerando a “cara-de-pau” que esses  grupos da oposição têm tido ao recorrerem ao que paradoxalmente mais condenam no Regime Militar de 1964, ou seja, a “Lei de Segurança Nacional”, que consideram válida quando se lhes convém, e se lhes aproveitam, inclusive com pleno “aval” do Supremo Tribunal Federal.

É por essa razão que até dá para apostas que esses cafajestes que gravitam em torno da política vão acabar não revogando a “Lei de Segurança Nacional”, como já ameaçaram fazer diversas vezes, porém somente “podando-a” nas partes que mais lhes interessarem, deixando assim a LSN de apresentar qualquer risco contra “eles”, ficando reservado seus efeitos persecutórios exclusivamente contra os  que professarem os valores direitistas ou bolsonaristas, sempre, porém, passando bem longe de causar qualquer transtorno à esquerda e a seu séquito.

É preciso, portanto, que os militares que não “avermelharam” fiquem atentos , em estado de alerta máximo, contra as possíveis manobras e tentativas da esquerda para derrubada do Governo Bolsonaro, seja pela CPI da Covid-19, seja por impeachment fraudulento, e consequente  tomada do poder na “marra” pela esquerda.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

Um comentário:

Chauke Stephan Filho disse...

Sem fechar o STF, não se pode abrir a boca.