segunda-feira, 24 de maio de 2021

Incendiários na supervisão do paiol



Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Aileda de Mattos Oliveira

É claro que as pessoas de bom senso acharão esse fato exposto no título, inadmissível, mas em se tratando de Brasil, não seria uma hipótese e, sim, uma atitude viável. Viável, porque no nosso mundo brasiliense, tudo acontece por estar ausente, no Congresso e no STF, a capacidade de raciocínio para avaliar a correlação entre causa e consequência. Aliás, isso é o que menos importa a esses ávidos por dinheiro e poder.

Os membros dessas duas instituições são gente braba, no que diz respeito ao corporativismo, daí não terem consideração com as consequências que advêm de suas irresponsáveis atitudes contra a Nação: os do Congresso, pelos seus atos; os do STF, pelas suas interpretações mal-alinhavadas das fracas leis que os primeiros rabiscaram, sempre relacionadas à segurança de causas particulares, porque, para isso, os primeiros disputaram eleição; os segundos, por terem sido jogados pela janela do nepotismo, na época da dupla mais nociva da história do país. Desnecessário repetir seus nomes.

Como não trabalham para o bem do Brasil e do seu povo, mas para os seus particulares interesses e os de sua descendência, tudo o mais é de uma insignificância liliputiana.

E, tendo em vista, a pequenez da visão desses indivíduos quanto às consequências perniciosas para o país por causa daqueles que escolheram, pondo incendiários supervisionando o paiol, não podemos esperar, senão, um trabalho de sapadores para detonarem o Brasil. “Ora, o país que se arrebente; o importante é a manutenção do corporativismo de classe”, pensam essa miserável classe política e esses miseráveis ministros do STF. Não nos esqueçamos de que eles são traidores da Pátria.

Tanto essa hipótese é viável, quanto a de um proprietário de autoescola, que já cometeu vários acidentes por má direção e embriaguez, ter recebido das autoridades municipais um alvará de funcionamento. Por que essas hipóteses levantadas são impossíveis de acontecer, se está fingindo-se de ético numa CPI do Congresso para, SUPOSTAMENTE, descobrir as verdades e inverdades dos culpados nesta pandemia que caiu como uma luva nas mãos gordas de governadores e prefeitos petistas, um sujeito aético, da desqualificação moral de Renan Calheiros? Por essa razão, já afirmei em alguns textos, que a política brasileira é demasiadamente promíscua. E como há promiscuidade nesse corporativismo!

Um indivíduo como Calheiros, afogado em processos, ainda respira no Senado como Relator da CPI da Pandemia, com odor de política rançosa. Enquanto isso, a Justiça já livrou o seu símbolo da venda opaca que lhe cobria os olhos e pôs uma transparente, para ser mais justa com os seus iguais. Quanto à balança, hoje ela é digital, em conformidade com a configuração ajustável às circunstâncias.

Que pessoa proba, chamada para ser inquirida por um indivíduo rapinante como Calheiros, não tem vontade de sair do sério? Um honesto ter que responder a perguntas capciosas de um submerso em processos de peculato, é um desaforo sem tamanho! Imagino o que não deve ter pensado Eduardo Pazuello ao vivenciar essa situação de escárnio a que foi submetido por um arrogante imbecil, por saber que a impunidade lhe dará os meios de permanecer poluindo as instituições que, por essa razão, são caricatas. Por que governadores e prefeitos não são chamados a depor sobre as verbas federais desviadas do seu destino: o de aplicar na Saúde dos estados e municípios para salvar vidas? Deixaram morrer doentes, só assim o desvio seria rendoso.

O que faz Omar Aziz na presidência? Felizmente, o General se saiu muito bem e, por isso mesmo, a ira da dupla Renan-Omar deve estar queimando as suas entranhas e a do nosso medíocre Senado.

Apesar de o tiro ter saído pela culatra, os idosos ministros do STF estão rindo, às escâncaras, da cara de palhaço do povo brasileiro, porque, eles, como o Renan e Omar, incendiários que são, tomaram conta do paiol. Se não houver bombeiros atentos (todos da parte boa da Nação), vão acabar riscando, os velhuscos, o Calheiros e Aziz, um Fiat Lux na primorosa madeira de lei de suas mesas e explodir o Brasil. Aí, ninguém vai poder segurar o palhaço-povo que vai sair do que sobrou do Circo Brasil e mostrar que, após já ter acordado de uma longa letargia, terá forças suficientes para acabar, de vez, com a farra de arrogância, com a orgia do dinheiro que sustenta tantas inutilidades republicanas e que está, há longo tempo, pesando no bolso dele, esfolado contribuinte.

Cuidado, desqualificado Renan! Cuidado, desqualificado Omar! Cuidado, desqualificados e senis ministros! Estão brincando com um fogo, quando desconhecem um outro mais devastador: o da revolta de uma Nação desejosa de banir, de vez, seguindo a linha do Presidente que elegeu, a corrupção que vinha alimentando a volúpia do enriquecimento ilícito a que estavam habituados.

Sempre Bolsonaro! Bolsonaro, sempre!


Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da Academia Brasileira de Defesa (ABD); Membro do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES); Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Articulista do Jornal Inconfidência.

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