sábado, 22 de maio de 2021

Lula e FHC, tudo a ver em cooptação política


 Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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A maior conspiração da eleição presidencial de 2022 aconteceu quinta-feira, em São Paulo, em um almoço na residência do atual banqueiro Nelson Jobim, diretor jurídico do BTG. No cardápio, um claro pacto (no mínimo de não-agressão) entre os ex-Presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Evidente que a reunião entre o líder do PSDB e o chefão do PT tinha como principal objetivo uma união contra a possibilidade (ou risco concreto, na visão deles) da reeleição de Jair Messias Bolsonaro. 

A deputada estadual Janaína Paschoal foi quem produziu a interpretação mais certeira sobre a foto de FHC em chamego com Lula, no rango oferecido por Jobim. O acontecimento funcionou como propaganda para Bolsonaro em 2022. No mínimo, o encontro demonstrou o temor de que a desunião da “esquerda” tende a causar a derrota certa na próxima eleição presidencial. Simbolicamente, o evento juntou os maiores responsáveis pelo atraso institucional do Brasil desde 1985. Nenhuma surpresa, porque tucanos e petistas sempre foram “primos”. Tucanos agem como petistas envergonhados, e os petistas como tucanos sem vergonha.

FHC e Lula, tudo a ver… Os dois políticos, amigos de longa data (mesmo quando fingiam estar inimigos) tiveram semelhanças hediondas em suas gestões. Ambos se notabilizaram por esculachar com o Presidencialismo de Coalizão. FHC e Lula compraram votos no Parlamento. A tétrica emenda da reeleição (1998), o mensalão (2005) e o petrolão (2014-2016) foram episódios de cooptação política com ingredientes de corrupção. O fato de os ex-Presidentes acenarem com apoio mútuo desmoraliza ambos, sobretudo o poderoso chefão petralha, que dificilmente conseguirá se descolar do rótulo de condenado por corrupção (apesar do falso perdão obtido no golpe jurídico do Supremo Tribunal Federal que atropelou a soberania de três instâncias do Judiciário).

Os petistas comemoraram o encontro. Mas a jogada causou confusão no tumultuado ninho tucano. Pré-candidato à Presidência da República, o governador de São Paulo, João Agripino Doria, alegou respeitar muito o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Por isso mesmo, advertiu a jornalistas que o procuraram que não iria comentar o encontro de FHC com o ex-presidente Lula. No Twitter, o Príncipe dos Sociólogos ainda tentou reparar o desgaste, mas não deve ter convencido seus aliados: “Reafirmo, para evitar más interpretações: PSDB deve lançar candidato e o apoiarei; se não o levarmos ao segundo turno, neste caso não apoiarei o atual mandante, mas quem a ele se oponha, mesmo o Lula”.

Caramba! FHC ainda chamou Bolsonaro de “mandante” - e não mandatário, como seria o correto, como ele, que domina a língua portuguesa com maestria inversamente proporcional a Lula. Com certeza, FHC usou o termo propositalmente. “Mandante” é quem ordena que um crime seja cometido. “Mandante” é chefe de quadrilha”. Até agora, Bolsonaro não produziu atos delitivos que permitam enquadrá-lo, objetiva e concretamente, no adjetivo maldosa e levianamente usado por FHC.   

Uma aliança prévia entre FHC e Lula só confirma que a mais perigosa doença do Brasil não é a Covid-19 e suas variantes. Grave é o AVC. Ausência de Vergonha na Cara! Nada de anormal na autofágica politicagem tupiniquim. Um sempre come o outro, mas na hora que o desespero aperta, um adversário almoça com o outro e, cinicamente, reata a amizade e parceria de sempre. Nesse ponto, Bolsonaro pode levar vantagem. Ainda mais se conseguir fazer valer a autoclassificação de “incomível”. Difícil, quase impossível, é convencer o Mecanismo ou Centrão do contrário. Ambos comem o Presidente pelas beiradas...


3 em 1 - Confira um momento da nossa participação no programa da Jovem Pan de sexta: Encontro entre FHC e Lula ajuda a legitimar o petista para 2022 -
https://youtu.be/TCmBhpe36QA




Palpite rubro-negro para a decisão do Cariocão - Tomara que o Flamengo consiga quebrar a escrita de oito jogos sem vencer o Fluminense. Oxalá que o gol da vitória saia de um gol do Arrascaeta em cobrança de falta - coisa que o Mengão não marca desde 10 de junho de 2018 (Diego contra o Paraná). Rogério Ceni já está construindo um argumento para deixar o Flamengo. Vai aguardar a conquista do Campeonato Carioca para sair por cima. Se o Fla perder para o Flu ele sai por baixo. Renato Gaúcho está no aquecimento para assumir o lugar dele. A conferir...

 












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Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Maio de 2021.

5 comentários:

CRISTÃO INDIGNADO disse...

Gota d’água a privataria no Sistema Eletrobras! A troco de que, 60 billioes em moeda fiduciária sem lastro? 60 bilhões de dinheiros tipo Banco Imobiliário (o jogo de tabuleiro)? Colônia de Banqueiros esse Brasil. Não tem um militar a enchergar a questão estratégica na entrega da gestão de todo sistema elétrico à uma Corporação Globalista, sediada fundamentalmente na City of London (a cidade de uma milha quadrada e não Londres a capital). Afinal, é pra lá que os tentaculos financeiros apontam. “Todas as estradas levam a Roma”. Os militares nacionalistas (aqueles que servem à pátria e não à interesses globalistas estrangeiros) já pediram baixa. Privataria do Banco Central? Fala sério!! Independência do Brasil pro Banco Central. O soberano, imponente e poderoso Banco Central do Brasil passa, formalmente, ao controle da City.

O governo do qual Bolsonaro faz parte assemelha-se cada vez mais ao governo do arqui-inimigo dos militares, entreguista e traidor, FHC. Tem diferença da privataria tucana? Paulo Guedes, o economista de banqueiros, serviria no governo de FHC perfeitamente. Não dá nem pra falar em concorrência pois certos setores só se tem uma opção, a Corporação Globalista. Troca-se o monopólio nacional estatal estratégico pelo monopólio privado trans-nacional. Só se fala no que o Estado não deve fazer, mas o que o estado deve fazer afinal? Rasga-se o “contrato social” paulatinamente.

Goste ou não, a China tem contrato social. A China é forte, o chinês é nacionalista e patriota, o chinês tem propriedade privada, feita a comparação o índice de homicídios é ridículo, a China tem Bolsa de Valores e tem tecnologia própria. Dito isso, pergunto: a China é Comunista? Não, a China de hoje não é Comunista. Não tem nada de Marx na economia chinesa. Chinês é um povo inteligente (asiáticos em geral), logo eles viram que Marx não funciona, migraram, acredite ou não, para o Facismo – economia planejada dependente de grandes corporações privadas vinculadas ao Estado, permitida propriedade individual privada.

É verdade, na China só existe um partido político, mas no Brasil não é diferente, no caso deste último o partido único é o Partido dos Banqueiros que ganha todas por aqui. Os banqueiros tem influência na esquerda e também na direita. Os banqueiros tem influência tanto nos FLUs como nos FLAs. Na verdade, com o auxílio da subserviente, anti-jornalismo, soviética, grande mídia, eles se divertem com esse joguete político dialético. Voto impresso? Esquece, o partido único não vai permitir. Não se engane, o regime dos banqueiros é extremamente violento!

Então, meus amigos, copatriotas, estamos entre a cruz e a espada nessa encruzilhada. De um lado um Facismo multi-racial, peculiar, verde-amarelo, nacionalista, e de outro a já manjada pseudo-democracia tipo Colônia de Banqueiros, temo dizer, tambem com requintes de Fascismo (economia planejada dependente de grandes corporações privadas vinculadas ao Estado, permitida propriedade individual privada). Povo sob dominação dos banqueiros acaba escravizado, via finanças. O FED americano interfere tanto na economia, via criação de “dinheiro”, que tornou-se o planejador central, não eleito, da economia. O Economista de banqueiros vai te falar que a economia é livre, concordo, livre para a predação dos tubarões.

Então, Bolsonaro, se não dá conta, PEDE PRA SAIR 01!!

PS: até o ano de 1913 (criação do FED) o Brasil tinha soberania monetária, moedas de circulação de 500, 1000 e 2000 réis em metal precioso prata (valor intrínseco). Após 1971 o mundo vive no puro regime de moedas fiduciárias o qual, fatalmente, leva à uma economia centralmente planificada, seja ela Facista ou Comunista. A economia Comunista, na prática, já foi descartada após inúmeras tentativas de implementação mundo afora.

Anônimo disse...

POIS É, ALGUÉM TEM QUE PARAR O FASCINORA... BOZOLIXO ESTÁ MOSTRANDO AO MUNDO QUE PERTO DO LULA ELE NÃO PASSA DE UM MONTE DE MÉRDA...

Anônimo disse...

AGORA RESPONDAM NA FRENTE DE UM ESPELHO. SE FHC É UM VAGABUNDO E LULA É UM LADRÃO. QUAL ADJETIVOS PODEREMOS DAR PARA ESSE RETARDADO E INCOMPETENTE???

Anônimo disse...

Voltamos àquelas antigas reuniões do CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), quando um sociólogo e cientista político da USP chamou para um cafezinho o líder sindical dos metalúrgicos do ABC com um plano inovador para implantar o socialismo no Brasil.
"Esqueça a guerrilha", disse o sociólogo. "Se quisermos implantar o socialismo no Brasil, precisamos fingir que nos opomos, que somos contrários um ao outro. Quem não quiser votar em você, votará em mim, e vice-versa. No fim das contas, pensando que estão votando numa oposição, eles estarão sempre escolhendo o mesmo projeto".
O abraço de FHC e Lula décadas atrás é o mesmo abraço de hoje.

ALMANAKUT BRASIL disse...

A VERDADE SEJA BENEDITA, MAS NÃO DA SILVA.

ACABAR COM ÓRGÃOS DE UTILIDADE PÚBLICA COMO O DOPS E O DOI-CODI FOI COMO RETIRAR AS RATOEIRAS E ESPALHAR O QUEIJO PARA A CORJA DE RATOS.

O REGIME MILITAR, A DITADURINHA DE MERDA, NÃO FUZILOU SEUS OPOSITORES PEÇONHENTOS NO PAREDÃO, COMO FIZERAM AS DITADURAS COMUNISTAS QUE DURAM ATÉ HOJE E DEU NO QUE DEU.

HERANÇA MALDITA!