segunda-feira, 17 de maio de 2021

O Golpe “homeopático” do STF em curso


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Sérgio Alves de Oliveira

 

A palavra “golpe” é a que mais anda solta na boca dos políticos de esquerda , dos seus “capangas” togados dos tribunais, e da sua mídia “amestrada”, invariavelmente atribuindo a tentativa de golpe aos “outros”.                                                          

Qualquer pensamento, sugestão, insinuação ou proposição, de quem quer que seja,que divirja das manobras obscuras do círculo  esquerdista, e que possa, eventualmente, se afastar um só milímetro do projeto político de retomada total do poder traçado pelos chamados “progressistas”, apeados do poder em 64, imediatamente é acusado de estar propondo um “golpe”. É a palavra que mais se lê hoje nos jornais serviçais da esquerda .

Os progressistas  brasileiros, e toda a sua “curriola” de colaboradores, na verdade estão sendo absolutamente coerentes e fiéis à pregação de um dos maiores nomes mundiais do socialismo, Vladimir Lênin, líder “bolchevique” da Revolução Russa, que em outubro de 1917, a partir da viagem de trem que fez de Zurique à Estação Finlândia, planejou e executou o derrube violento  do regime dos Czares.                                 

Dizia Lenin: ”Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é”.

Mas esse bando de políticos esquerdistas  brasileiros, e “outros” mentirosos de igual laia, na verdade simplesmente tentam “estigmatizar” a palavra “golpe”, a partir da conotação que querem emprestar ao movimento cívico-militar de 31 de março de 1964, que apeou do poder o Governo João Goulart, que comprovadamente tinha planos de efetivamente dar um“golpe”, de esquerda, inclusive fechando Congresso Nacional, com dia marcado, 1º de maio desse mesmo ano (1964), dia do “trabalho”. Portanto é preciso que se desestigmatize totalmente o que eles chamam de “golpe de 1964”.

O movimento cívico-militar de 31 de março de 1964 não foi um “golpe”, nem um “golpe militar”, porém o contrário, um “contragolpe”, que  felizmente conseguiu frustrar a tempo a tentativa do “golpe comunista” que a esquerda acampada no Governo Goulart pretendia desencadear, com total apoio dos sindicatos, inclusive alguns cogitando da implantação de uma “república sindicalista”, a exemplo do que acontecera antes durante o “peronismo”argentino.

Mas mesmo que esse pessoal que acusa todos os outros do que eles mesmos  são e querem, fossem simples analfabetos funcionais políticos, o que não corresponde à realidade, pois eles são, de fato, golpistas por “natureza”, há que primeiramente se distinguir entre os vários tipos de “golpes” que existem.                                                                                                                                      

Dentre outras espécies,tanto o “golpe”,quanto o “contragolpe”, podem ser FÍSICOS,ou POLÍTICOS. Os “físicos” podem ser o choque de um objeto contra outro, um impacto,uma batida,ou uma pancada,por exemplo. Já os golpes (ou contragolpes) “políticos” geralmente correspondem aos chamados “golpes de estado”, ou “contragolpes de estado”, à derrubada da ordem constitucional vigente. E podem ser violentos,ou não,corresponder aos interesses da maioria ou da minoria.

O “contragolpe político” de 31 de março de 1964 no Brasil sabidamente não usou de qualquer violência, física ou armada, tanto que os que estavam no poder e foram derrubados fugiram facilmente para o exílio. Não houve um só tiro. E o povo também não se opôs a 64.                                                                                      

Mas a história acabará esclarecendo a contento se o contragolpe de 64 no Brasil  se transformou com o tempo, ou não, numa REVOLUÇÃO. Apesar de não ter sido uma mobilização que tenha causado grande impacto na transformação do mundo,como  aconteceu com a Revolução Francesa, de 1789, e a Revolução Russa,de 1917, no mínimo  essas mudanças de 1964 a 1985, podem ser equiparadas,ou foram até superiores, às ocorridas na “Revolução de 1930”, que durou até 1945, liderada pelo então Presidente Getúlio Vargas. Se a primeira merecer o título de “revolução”, 1964 certamente  também fará jus a essa denominação.  

Mas a verdade é que tanto o movimento de 1930, quanto o de 1964, causaram grande impacto no desenvolvimento e progresso do Brasil, contrastando com a estagnação econômica e de realização de obras públicas de infraestrutura, bem como a corrupção desenfreada que se instalou no Brasil após, de 1985 a 2018, garantindo alguns que teriam sido roubados do erário cerca de 10 trilhões de reais,mais que o valor do PIB brasileiro.

Mas o novo golpe planejado pela esquerda é de um tipo absolutamente inédito no mundo. É “jurisdicional”. Durante o tempo em que governou, de 1985 até 2018, a esquerda nomeou todos os ministros do Supremo Tribunal Federal, exceto um, nomeado recentemente pelo atual Presidente Jair Bolsonaro. Nessa condição, como “guardiões” da Constituição, esses “Supremos” Senhores tem trabalhado com muito afinco para defender os interesses da esquerda,por quem foram nomeados,e da corrupção desenfredada, sem paralelo no mundo.

Com total apoio de um “Congresso Nacional” que deixa muito a desejar, num processo de “toma lá-dá-cá” entre eles, sem limites, de recíproca proteção, o STF ajuda a sabotar e boicotar a governabilidade do país,inviabilizando o mais possível o Governo Bolsonaro,apostando numa interrupção do mandato presidencial,seja por impeachment, ou cassação do seu mandato, a exemplo da tal ridícula “CPI da Covid-19”, ou ainda derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022, ”apostando” na suposta memória curta do povo ,que não lembraria  nas próximas eleições que o caos político, econômico e social hoje vividos no país foram todos, sem exceção, causados por essa mesma “gentalha” de esquerda que ainda tem a “cara de pau” de pretender a volta ao poder.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

2 comentários:

Nelson disse...

O que está escrito adere perfeitamente com a percepção que tenho, vivi 1964 com perfeita consciência, a narrativa é completamente verdadeira. Hoje assistimos à atuação de um STF aparelhado cuja única e primordial atividade é boicotar o governo federal e detonar o Presidente da República legitimamente eleito. Uma vergonha inominável.

Nelson disse...

Narrativa absolutamente verdadeira, adere completamente com a minha percepção dos fatos.