sábado, 8 de maio de 2021

Rio de Sangue


Artigo no Alerta Total -
www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

A tragédia acontecida na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro que culminou com a morte de mais de 27 pessoas é um ponto de inflexão para conhecermos a realidade brasileira e sabermos o que precisa ser alterado e transformado com agilidade pelas autoridades governamentais. O rio de sangue da favela do Jacarezinho mostra a luta intestina entre as forças policiais e comandos do crime organizado e o poder de dominação em lugares nos quais o Estado não exerce seu papel ou minima influência.

No governo do ex presidente Michel Temer o Exército se mobilizou no Rio de Janeiro colimando reduzir o fluxo da criminalidade e ascendente insegurança na cidade que afasta turistas e mata o turismo. Mas o problema é mais profundo parte de uma gritante desigualdade social e falta de políticas públicas no enfrentamento não será com mortes e balas que a polícia resolverá o grave aspecto da miserabilidade e causa social.

O primeiro passo seria um programa desfavelamento dos morros e se o dinheiro aplicado na copa do mundo e jogos olímpicos fosse destinado ao trabalho de reconstrução de habitações populares seguramente o Rio de Janeiro não seria tão violento e uma cidade maravilhosa apelidada como São Paulo cidade linda, apenas no jargão dos governantes em vésperas de campanha eleitoral para conquistar o voto do cidadão menos avisado.

E o cenário de guerra ganha reportagem internacional de entidades que exigem pelos direitos humanos uma investigação séria e imparcial. O governo já mostrou o arsenal e a morte de um policial,mas  não é só o comando poderia muito bem tentar antes uma negociação com o exército e a polícia militar o Bope para que o comando do crime organizado ao perceber o cerco se escafedesse e evitasse com isso tantas mortes as quais em nada repercutirão favoravelmente em prol da paz social e do desarmamento de quadrilhas que sempre fizeram do domínio do fato a circunstância principal de instigar tudo e todos ao submundo do crime.

E quando o Estado não participa ou não ingressa nessa seara o domínio cairá em mãos vulgarmente dos melhores treinados em armas vendidas clandestinamente e retiradas de localidades mediante ardiloso procedimento.A população das favelas no RIO DE JANEIRO assusta qualquer Nação do mundo e nâo hà um sò programa sòlido e consistente para quebrar as pernas do crime organizado e transformar as favelas em construções populares adequadas à dignidade humana constitucionalmente assegurada.

No momento da pandemia recrudescendo e da total falta de segurança da população que vive sob o medo e o temor de grandes traficantes è momento do Estado ousar e fazer um grande programa para por fim às favelas e locais  insalubres que se proliferam ao longo dos morros e de locais infrequentáveis.

Quando a União der as mãos ao governo do Estado e a Prefeitura se juntar para um pacto de combate à violência e moradia digna todos sairemos ganhando e as manchetes internacionais não mais noticiarão as calamidades e as cenas de guerra que se sucedem com frequência e a televisão faz questão de tornar público.

O Rio de sangue que mostra a capilaridade da marginalidade e a leniência do ESTADO BRASILEIRO consolida um caos sem fronteira e a sociedade deve pressionar as autoridades para que ajam com eficiência e prudência acima de tudo  Programas sociais que salvaguardem a vida e protejam moradores menos favorecidos com educação, cultura e saùde devem ser o objetivo a ser perseguido cotidianamente.

E sem uma política pública larga e absolutamente voltada para os interesses da sociedade com a pandemia vão se multiplicar os movimentos de banimento dos criminosos e ações policiais acima da necessidade que uma Nação desenvolvida reclama e espera.

Carlos Henrique Abrão é Doutor em Direito Comercial pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Nunca tinha visto um carregado para 12 daquele jeito! O Fachin deve acreditar que aquilo é arma de airsoft.

Anônimo disse...

Falta muito para o movimento de banimento dos criminosos e ações policiais ficarem ACIMA das necessidades da sociedade.