quarta-feira, 23 de junho de 2021

A legítima dúvida sobre a honestidade eleitoral


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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O Tribunal Superior Eleitoral colocou o Presidente Jair Bolsonaro em uma sinuca de bico, dando quinze dias para ele apresentar provas de eventuais fraudes eleitorais na eleição de 2018. Acontece que a turma defensora do Trâmite Sigiloso Eleitoral também comete uma jogada suicida na mesa de bilhar da política, porque não tem como comprovar - a não ser pela via da retórica dogmática e vazia - que o mecanismo de escolha dos representantes no Brasil tem 100% de segurança, honestidade absoluta e hipótese nula de fraude. Por isso, em vez de debate inútil, o fundamental seria o aprimoramento do modelo de votação eletrônica. Basta combinar a impressão de votos pela urna eletrônica com a (re)contagem pública, filmada e fiscalizada diretamente pelo eleitor, de 100% dos votos impressos.

 

Dificilmente, Bolsonaro conseguirá apresentar a prova concreta de que houve “corrupção” eleitoral em 2018 - conforme pedido do corregedor-eleitoral Luiz Felipe Salomão. Da mesma forma, na contramão, o TSE não consegue apresentar provas concretas (objetivas, reais e verdadeiras) de que não há risco de fraude nas urnas eletrônicas, na transmissão de dados dos votos até o computador central na “sala-cofre” em Brasília ou, até, na totalização final dos votos. O Judiciário Eleitoral obriga todo mundo a acreditar no dogma da infalibilidade e da “honestidade absoluta” de um processo totalmente informatizado. Por isso, em vez da polêmica inconclusiva e sem fim, o mais lógico é aprimorar o sistema de votação, injetando transparência na modernidade.

 

A pergunta que nunca quer calar: Por que o Establishment, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral se coloca contra qualquer aprimoramento ou mudança que aumente a segurança do esquema de escolha dos representantes políticos no Brasil? Tamanho reacionarismo institucional é incompreensível, inaceitável e insustentável. Agora, o sistema de poder faz de tudo para sabotar a provável aprovação, no Congresso Nacional, da Proposta de Emenda Constitucional que institui o voto impresso pela urna eletrônica. A sorte do Estamento Burocrático, do Sistema da Tutela Federal e dos defensores dogmáticos do Trâmite Sigiloso Eleitoral é que a PEC 135 - defendida como solução mágica pelos bolsonaristas - não resolve a questão da segurança e da transparência total eleitoral. É inútil uma “auditoria do voto” feita apenas de modo parcial, e ainda se a “Justiça” Eleitoral, por benevolência, aceitar o pedido feito por algum candidato ou partido que se achar prejudicado pelo resultado.

 

Fala muito sério! O Brasil não necessita de mais judicialização do que já tem. O País precisa, na verdade, de recontagem pública dos votos combinada com a votação eletrônica. Infelizmente, o Presidente Bolsonaro também embarca na polêmica inútil de questionar o mecanismo de votação, sem ter provas concretas ou sem comprovar como a eventual fraude acontece na urna, na transmissão de dados ou na totalização final dos votos. Bolsonaro ganharia mais - e o debate político no Brasil, também - se o Presidente da República saísse em defesa da recontagem pública de 100% dos votos, e não da mera “auditoria do Voto”. A postura de Bolsonaro pode gerar o mesmo desgaste público da defesa simplista da “cloroquina”. Talkey???




#3em1 - TSE impõe a @jairbolsonaro  15 dias para provar fraude nas eleições de 2018. Presidente deveria defender a transparência total eleitoral. Impressão pela urna eletrônica e recontagem pública, filmada, de 100% dos votos. "Auditoria" é ingenuidade - https://youtu.be/I0_5DE7_x6o

 

Demagogia extremista comunista - Foram patéticos os discursos do Deputado Marcelo Freixo e do governador do Maranhão, Flávio Dino, na cerimônia de filiação ao Partido Socialista Brasileiro. Ex-filiado ao PC do B vomitou o ódio contra o risco de a reeleição de Bolsonaro representar uma vitória do nazismo e do fascismo. Ex-filiado ao PSOL, Freixo atingiu o ápice da demagogia ao afirmar que a eleição de 2022 será a mais importante da História, “porque corre o risco de ser a última eleição no Brasil”.

 

Erro Maior - Do vice-Presidente, Hamilton Mourão, no final do programa de Roberto D’Ávila na Globonews: "Eu vou dizer para ti qual é o nosso maior erro, na minha visão: a questão de comunicação desde o ano passado. De campanhas de esclarecimento à população. Acho que esse foi o grande erro, uma campanha de esclarecimento firme, como tivemos no passado, de outras vacinas, mas uma campanha de esclarecimento da população sobre a realidade da doença, orientações o tempo todo para a população. Eu acho que isso teria sido um trabalho eficiente do nosso governo".

 

Loucura, Loucura - O deputado Paulo Eduardo Martins perguntou ontem no Twitter: “As pessoas que atacaram a Câmara dos Deputados e impediram o funcionamento das comissões serão enquadradas como autores de atos antidemocráticos?” Resposta: NÃO! "Índios" que metem flecha em seguranças são inimputáveis! Igual aos "Malucos". Tipo Adélio Bispo. Talkey?

 


Mídia de morte - Coisas de um Brasil Lazarento e sua mídia funérea. Campeonato dos coveiros mais rápidos do covidão… Fala sério...

 

Próxima crise programada - A cúpula da politicagem já fala em racionamento educativo para evitar apagão. Já está no roteiro o novo pepino depois que a vacinação matar o covidão como "tema da pauta". A próxima atração contra @jairbolsonaro é a crise hídrica. O Presidente terá de fazer chover. Pode, S. Pedro?




Confira, também no #3em1 Jorge Serrão reflete sobre a necessidade de uma avaliação criteriosa pós pandemia, em meio à falta de verdades científicas, e analisa a mudança de postura dos senadores da CPI durante o depoimento de Osmar Terra https://youtu.be/llxNT5zsaxQ 

 








 

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Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Junho de 2021.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sobre esses "quinze dias" para JB apresentar provas de eventuais fraudes eleitorais na eleição de 2018...

Dou toda a razão ao TSE. Afinal, se o presidente em pessoa afirmou tal fato, nada mais justo que ele prove tal afirmação.

O problema é que, conhecendo JB, tudo não passou de mais uma bravata, tipo daquelas que, para mudar de assunto, ele diria: "vamos passear de motocicleta?"

Só que a situação é tensa para JB. Passeios de motocicletas não vão mudar o fato de que, se JB não apresentar essas provas, terá cometido crime - calúnia. E se apresentar, também terá cometido crime - prevaricação. O ônus da prova é todo de JB e não do TSE. Tentar mudar o assunto para a questão de fraude nas urnas é desonesto nessa situação específica.

Enfim, como justiça e crime, no Brasil, são abstrações muito ao gosto de quem interpreta a lei, pode ser que JB se saia bem dessa, e quem sabe, poder continuar a empinar sua motocicleta Brasil afora.