quarta-feira, 9 de junho de 2021

Monte (Ciro Gomes) Santo e Canudos


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Johil Camdeab de Abreu

Monte Santo é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada para 1.º de julho de 2020 era de 49 278 habitantes.

Monte Santo ficou conhecido na história do Brasil por ter sido o quartel-general do exército durante a Guerra de Canudos em 1897. Além disso, em 1784, no interior do município de Monte Santo, foi encontrado a Pedra do Bendegó, o maior meteorito já encontrado em solo brasileiro.

Destruída pelo Exército e alagada por açude, Canudos sobrevive em meio a escombros e miséria.

Antes de tudo vale lembrar que apesar de ter ficado famosa na boca de Antônio Conselheiro a frase não é de sua autoria, sendo uma espécie de "provérbio profético" comum dos sertanejos na época. A frase representava uma crença de que, em um momento futuro, a situação miserável do sertão seria revertida, e as terras inférteis se tornariam férteis e os sertanejos poderiam plantar e colher em abundância, superando a miséria do sertão e a desigualdade social.

A profecia sertaneja é conhecida. Em linhas simples, fala de um mundo que muda. Nele, o sertão vira mar e o mar vira sertão. Mas o sertão – ou melhor, parte dele – acabou virando rio. Aconteceu na Bahia, na cidade de Canudos.

Em 1893 Antônio Conselheiro chega a Canudos, um pequeno vilarejo à margem do rio Vaza Barris, na Bahia. O modo de produção coletiva e a dinâmica de mutirões para construir os pilares da cidade, além das casas de pau a pique das famílias que chegavam, atraíram milhares de sertanejos que fugiam do latifúndio e da tirania dos coronéis. Chegavam por dia cerca de 12 novas famílias.

É nesse momento de crescimento rápido que a comunidade se recusa a pagar impostos e se organizar da forma que a recente República exigia. É aí que a vila de Canudos é renomeada por Conselheiro e passa a se chamar Belo Monte.

Canudos crescia e assustava não apenas os latifundiários da região, que perdiam diariamente seus vaqueiros, mas também assustava o Estado, que via a comunidade como uma ameaça ao estabelecimento da nova forma de organização política do país.

O massacre teve início em 1896. A justificativa dada pelas tropas para o ataque seria a invasão da cidade de Juazeiro, no Norte baiano. O fato é que Conselheiro e uma parte dos habitantes iriam a Juazeiro buscar madeiras para a construção da Igreja da vila, que já havia sido paga, mas não foi entregue. O primeiro combate aconteceu ainda no caminho, onde hoje fica o município de Uauá.

A guerra era veiculada nos jornais de circulação nacional, especialmente no sudeste, onde Canudos parecia uma iminente ameaça ao país inteiro. Luiz Paulo, coordenador do Projeto Canudos, relaciona a mídia ao ódio coletivo que Canudos despertou em todo o país. “A mídia sempre representou as elites. Na época as reportagens retratavam o povo de Canudos como um bando de malucos. Até hoje surgem comentários do tipo, nos retratando como jagunços, o que é muito pejorativo”.

A primeira das quatro investidas contra o vilarejo foi derrotada rapidamente pela comunidade. Por mais que o Exército tivesse armas de fogo, o povo de Canudos tinha um aliado: a Caatinga. O reconhecimento do território facilitava a locomoção dos grupos que vigiavam a cidade e impediam, com paus e pedras, a chegada das tropas na cidade.

O Estado mandou mais combatentes para Canudos do que para a Guerra do Paraguai, o maior conflito internacional da América Latina. Mesmo com o apoio do Estado e dos fazendeiros, as três expedições enviadas foram derrotadas pela população, inclusive pelas crianças.

A vitória da comunidade nas três tentativas veio acompanhada de muitas mortes, devido a diferença de armas e ferramentas. O Exército tinha armas, mas não conhecia o terreno e subestimou a comunidade. Os conselheiristas tinham um grande domínio sobre a geografia da região, rodeada de serras, mas tinha em mãos apenas paus, pedras, facas e armas para caçar passarinhos.

A expedição Artur Oscar, a quarta e última, destruiu a cidade de Canudos. Grande parte da população foi morta por degolamento e a vila incendiada. Ainda assim, os sobreviventes reconstruíram a vida no mesmo local da Guerra.

Até hoje a história da cidade e - principalmente do massacre - seguiam a linha de raciocínio de pesquisadores que criminalizavam os moradores que resistiram aos ataques e, especialmente, criminalizavam Antônio Conselheiro, além das tentativas de provar que o beato era louco.

Nos últimos anos novas pesquisas confrontam o que estava sendo dito pela Universidade e pela mídia. É o que ressalta o padre José Wilson de Andrade, que também possui doutorado sobre a história de Canudos. “Agora tem um visão política sobre o lado dos pobres e dos movimentos sociais. Essa é a nossa ótica. A entrada de pessoas pobres na Universidade é o que possibilita essa mudança de visão. Canudos foi uma guerra do litoral, dos poderosos, do exército, dos políticos, dos fazendeiros, contra o povo de Canudos, com faca, facão e espingarda. Agora estamos constatando isso sociologicamente”.

Em 1968 o Departamento Nacional de Combate à Seca (DNOCS) construiu o Açude Cocorobó na tentativa de oferecer água aos cerca de 20 municípios da região. A justificativa do progresso e combate à seca foi dada pelo Estado para inundar a cidade onde o massacre aconteceu. O açude tem uma extensão de 12km e 250mil m³, mas não abastece nem a cidade de Canudos inteira. Os sobreviventes do massacre e seus descendentes foram novamente expulsos da terra em que viviam, mas fundaram uma terceira Canudos, que existe até hoje.

O novo CONSELHEIRO do sertão nordestino:



https://www.youtube.com/watch?v=RX3csWhVxto

Johil Camdeab de Abreu é Panfletário Virtual e Recordista de Memes.

5 comentários:

Johil Camdeab Areu disse...

Peço desculpas aos leitores por não ter informado que este texto é um “copiar, colar” da Wikipédia e de uma matéria publicada pela Rádio Brasil de Fato em 14 de Novembro de 2017 de autoria de Vanessa Gonzaga, diretamente de Canudos (BA).
Johil Camdeab Abreu.

Johil Camdeab Abreu disse...

Peço desculpas aos leitores por não ter informado que este texto é um “copiar, colar” da Wikipédia e de uma matéria publicada pela Rádio Brasil de Fato em 14 de Novembro de 2017 de autoria de Vanessa Gonzaga, diretamente de Canudos (BA).
Johil Camdeab Abreu.

Anônimo disse...

Antonio Vicente Mendes Maciel,(Antonio Conselheiro) está se revolvendo no túmulo, bem como o escritor de os Sertões.

Anônimo disse...

Antonio Vicente Mendes Maciel (Antonio Conselheiro) está se revolvendo no túmulo, bem como o escritor de Os Sertões. Este vai reescrever a história.

Anônimo disse...

Ciro Gomes foi admirar o resultado do ideal maçônico republicano atropelando a expressão da religiosidade católica do povo brasileiro sob a soberania de Cristo Rei?