domingo, 27 de junho de 2021

Super Moro vem ou não candidato a Presidente?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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As línguas ferinas na imprensa e nas redes sociais acusam o Poder Supremo de ser “o padrinho” da candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. Fato concreto é que o Supremo Tribunal Federal deu um golpe em três instâncias do Judiciário Federal, ao anular os julgamentos da Lava Jato nos casos do Triplex do Guarujá, do Sítio de Atibaia e do Instituto Lula. O STF tirou tudo de Curitiba e obrigou os processos a começar, do zero, na Justiça Federal no Distrito Federal. Tudo sem direito a que se usem provas obtidas anteriormente. Formalmente, o Supremo não inocentou Lula. Mas o efeito prático foi esse. O poderoso chefão do PT teve seus direitos políticos restabelecidos com a “anulação” das condenações por corrupção e lavagem de dinheiro. Nada de anormal! Coisas do Brasil da Impunidade e da Injustiça, consagrando a força do regime do Crime Institucionalizado.

 

Felizmente, existe a tese, a antítese e a síntese. O mesmo Poder Supremo também pode acabar “acusado” de ser o padrinho de uma candidatura presidencial com capacidade de desagradar tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto o atual Presidente da República (que tem direito à absurda reeleição reinventada por FHC). Ao “condenar” o ex-juiz Sérgio Fernando Moro como “suspeito” nos julgamentos de Lula, a maioria do STF pode ter lançado e turbinado a candidatura ao Palácio do Planalto do ex-ministro da Justiça de Jair Messias Bolsonaro. Ironia da História: o “herói nacional” na Lava Jato, que saiu desgastado do governo como “traidor” de Bolsonaro e recentemente foi rebaixado ao status de “bandido” pelo Poder Supremo, pode ressurgir das cinzas como o tão procurado nome para a “terceira via” (alternativa a Bolsonaro e Lula).

 

A situação é curiosa e contraditória. O Establishment não deseja a continuidade de Bolsonaro. Também não tem interesse no retorno de Lula. Acontece que não há clareza de que o Estamento Burocrático veja Moro como “alternativa”. Só é conveniente ponderar que, agora, o distanciamento histórico, apresenta sinais de que Moro foi “usado” como instrumento do esquema de poder para detonar e destronar o PT do poder federal. A saída do PT interessava ao “primo” PSDB - que desejava retornar ao Palácio do Planalto na eleição de 2018. A petralhândia sempre reclamou que a queda de Dilma e a punição a Lula tinha “um dedo” tucano. A tal “imparcialidade” de Moro era evocada pelas ligações políticas da mulher dele, Rosângela, com o tucanato.

 

A “tese” de “tucanagem” contra o PT se fortaleceu com a ida de Moro para o governo Bolsonaro - por ideia, articulação pessoal e indicação direta de Paulo Guedes. O “Super Moro” era um dos trunfos de Bolsonaro - até acabar se auto-expelindo do governo, de maneira politicamente desastrosa. Moro preferiu dar mais ouvidos aos conselhos da esposa e de sua assessoria (a nora da jornalista Miriam Leitão, uma das principais “inimigas” de Bolsonaro dentro do Grupo Globo). Ao romper, bruscamente, com Bolsonaro, Moro jogou fora uma quase certa e prometida indicação para o Supremo Tribunal Federal. Foi um alívio para o STF e para o Establishment - que não queriam Moro naquele super-cargo. 

 

Existem outros fatos históricos concretos e inegáveis a serem pesados na análise sobre a situação de Moro. A chamada “estratégia das tesouras”, no revezamento entre PSDB e PT, foi interrompida bruscamente por um criminoso desastre: a facada de Adélio Bispo em Jair Bolsonaro no dia 6 de setembro. Bolsonaro sobreviveu por milagre (e competência dos médicos). Não participou de debates que poderiam desgastá-lo. Os adversários recuaram e não atacaram a “vítima” com virulência. Resultado: a chapa Jair Messias Bolsonaro e Antônio Hamilton Mourão saiu vencedora. O Establishment perdeu. No entanto, preparou o troco. Bolsonaro é sabotado pelo Mecanismo desde que foi eleito. A pancadaria implacável tende a piorar muito até outubro de 2022. Bolsonaro se fia em um acordo com o presidente da Câmara, Arthur Lira, e com o “Centrão” para sobreviver.

 

Definitivamente, Moro não parece o candidato preferível pelo Establisment para destronar Bolsonaro e impedir uma vitoria de Lula - que também não interessa ao Estamento Burocrático. Acontece que, no jogo do poder, quase sempre, vale o princípio do “Pragmatismo Acima de Tudo”. Por isso, se não tiver outro jeito (nem jeitinho), o Sistema vai apostar as fichas em Moro. Atualmente morando e trabalhando nos Estados Unidos, mantendo um silêncio quase obsequioso sobre assuntos políticos no Brasil, Moro tem até outubro para se filiar a um partido político. A opção natural é pelo Podemos, mas a cúpula do PSDB (que ainda não engole o nome de João Agripino Dória) amaria ter Moro em seus quadros.

 

Até Dória pode ter interesse em Moro, caso consiga costurar um acordo que permita vencer as prévias tucanas, também viabilizando uma complexa negociação para ter o ex-juiz como vice. O jogo está escancaradamente aberto. Depende do grau de vaidade, ambição e estratégia de cada um dos envolvidos em complicadas negociações de bastidores. O nome de Moro nunca pode ser desprezado, porque ele representa e resume, ao mesmo tempo, o “anti-Bolsonaro” e o “anti-Lula”.

 

Quem presta atenção nesse jogo é Ciro Gomes, que também tenta se viabilizar como terceira via (pela esquerda). O cearense do PDT não gostaria de ter Moro no meio da concorrência. Por enquanto, ele tenta crescer atacando, duramente, seu ex-aliado Lula, enquanto bate, com menos intensidade, em Jair Bolsonaro. Ciro está de olho na grande fatia da classe média que rejeita majoritariamente o petista, mas que também se desencantou com o “estilo” de Bolsonaro. Se Moro entrar na disputa, embola o jogo. O Establishment vai tentar este “golpe”, uma espécie de “shadow solution” (solução das sombras). O sistema de poder fará de tudo para organizar um esquema que permita, no segundo turno eleitoral de 2022, uma espécie de “consórcio” entre PSDB, esquerdas e “centrinho” contra Bolsonaro.

 

Por tudo isso, cada vez mais se reduz o espaço para erros táticos e estratégicos de Bolsonaro. A prioridade máxima dele é acertar na escolha de um nome confiável para a vaga de Marco Aurélio de Mello que se aposenta (5 de julho) no Supremo Tribunal Federal. Outra frente de batalha de Bolsonaro é a aprovação da regra de impressão do voto pela urna eletrônica. O Establishment fará de tudo para que nada mude. Pelo menos 11 partidos já fecham questão contra a PEC 135. A votação será um teste para medir o grau de fidelidade da base aliada a Bolsonaro.

 

Além disso, Bolsonaro precisa se filiar a um partido político. Não conseguiu viabilizar a fundação da Aliança pelo Brasil. A opção (forçada) pelo Patriotas começa a se desenhar como desgastante. Sem partido forte, com grana do fundo partidário, e sem base política confiável no Congresso, Bolsonaro se fragiliza para a reeleição. A eventual “entrada em campo” de Sérgio Moro também não beneficia o Presidente - que preferia seguir na polarização confortável contra Lula (um personagem desgastado pela corrupção).

 

Por fim, Bolsonaro ainda tem de vencer, antes da eleição de 2022, pelo menos três batalhas. A primeira contra a “pandemia” (com vacinação em massa e redução profunda da incidência da doença). A segunda pela retomada concreta da economia, com população (sobretudo a classe média) sentindo, de fato, a melhora das condições de emprego e renda, com perspectiva de progresso pessoal e familiar. A terceira, talvez a mais complicada, a “batalha” permanente de Bolsonaro contra seu próprio estilo - fonte geradora de muitos desgastes pessoais que a oposição e a mídia canalha têm sabido muito bem explorar para desgastar e sabotar a imagem do Presidente - que segue popular, embora as “enquetes” (ops, “pesquisas”), nada confiáveis, indiquem o contrário.

 

Resumindo: O bagulho é doido até outubro de 2022. Única (quase) certeza até lá é que a Rede Globo não deve ter renovadas as concessões de seus cinco canais convencionais de televisão aberta. O resto, previsível, é pura baixaria política e muita pancadaria até o provável segundo turno, em 15 de novembro de 2022. Bolsonaro, Lula, Ciro, Dória (?) e (talvez) Moro vão quebrar o pau até o juízo eleitoral final.       

 








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Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Junho de 2021.

5 comentários:

Anônimo disse...

Do jeito que as coisas estão indo, não é a Globo que não terá renovada sua concessão. É Bolsonaro que não terá renovado seu mandato... E, de graça, virão no pacote Lula e o PT renovados, com muita ideologia de gênero, bolsismo, cotismo e politicamente correto.

Loumari disse...

Se não são comunistas por que utilizam as tácticas comunistas?

Para Göbbels, «una mentira repetida mil veces se convierte en una verdad»

Con el «Reich» en llamas y la «Wehrmacht» retrocediendo en todos los frentes, aún lograba que amplios sectores del pueblo alemán pensara que la victoria era posible.

Achacan a Göbbels un trastorno narcisista de la personalidad y quizás sea ello lo que esconden los 32 tomos del diario que no dejó de escribir hasta el final de sus días.

En cualquier caso, es evidente que su labor al frente de la propaganda del Partido Nazi, y luego del Tercer Reich, fue uno de los pilares en los que se asentó la popularidad del nacionalsocialismo en los primeros años y su voluntad de resistencia en los momentos de la derrota.

Loumari disse...

La larga guerra del siglo XX. Entreguerras (X)

Para Göbbels, «una mentira repetida mil veces se convierte en una verdad»

Con el «Reich» en llamas y la «Wehrmacht» retrocediendo en todos los frentes, aún lograba que amplios sectores del pueblo alemán pensara que la victoria era posible.

Achacan a Göbbels un trastorno narcisista de la personalidad y quizás sea ello lo que esconden los 32 tomos del diario que no dejó de escribir hasta el final de sus días.

En cualquier caso, es evidente que su labor al frente de la propaganda del Partido Nazi, y luego del Tercer Reich, fue uno de los pilares en los que se asentó la popularidad del nacionalsocialismo en los primeros años y su voluntad de resistencia en los momentos de la derrota.

Multiplicador

La palabra de Hitler, sus discursos y sus mítines labraron primero su camino en la política y, con el tiempo, el triunfo electoral. Pero era físicamente imposible que el Führer (tanto en el partido como luego del Estado Alemán) pudiera hablar tanto y tan continuado… Y será Göbbels quien multiplicará sus palabras a través de las emisiones radiofónicas y quien logre el eco de las mismas por medio de las reseñas periodísticas.

Pero el Ministerio del Reich para la Propaganda sería mucho más que eso. Orientación, censura, consignas… Prensa y radio eran controladas por Göbbels de manera férrea, al tiempo que promovía todo tipo de actos de masas y creaba una escenografía colosal que, aún hoy en día, impresiona o asusta. Pero a nadie deja indiferente. Su influencia se extendía a la literatura, el teatro e incluso al campo cinematográfico. Bajo su mandato, todos los medios de expresión fueron puestos al servicio de una ideología y de un partido.

Y cuando, con la guerra, Hitler empezó a distanciar sus apariciones y su palabra fue enmudeciendo, Göbbels se convertiría en la voz de referencia de Alemania. Con verbo rotundo y apasionado, se crecía ante los micrófonos, hasta el punto de que el auditorio ignoraba su menguada estatura o su evidente cojera.

Con el Reich en llamas por los bombardeos aliados y la Wehrmacht retrocediendo en todos los frentes, aún lograba con sus discursos que amplios sectores del pueblo alemán pensaran que la victoria era todavía posible. Su axioma, un axioma consustancial con el propio régimen, era que la voluntad de vencer conduce indefectiblemente a la victoria.

Y su técnica se resume en una sola frase a él atribuida: «Una mentira repetida mil veces se convierte en verdad»… Todos los medios eran buenos para conseguir sus propósitos, sobre todo cuando se puso en práctica lo que el mismo bautizó como «Guerra Total» (Der Totale Krieg).

Hasta el último día

Hasta qué punto Göbbels terminó creyendo lo que predicaba a través de artículos o intervenciones ante los micrófonos es difícil de dilucidar. Pero tanto él, como su esposa Magda (cuyo fanatismo era, sin duda, superior incluso al de su marido) se mantuvieron fieles a Hitler hasta la muerte.

En el momento final, cuando todos los prebostes nazis buscaron sólo su propia salvación por medio de la huida o intentaron pactar con el enemigo, únicamente el matrimonio Göbbels y sus seis hijos, entre todas las jerarquías nazis, se encerraron en el búnker con Hitler. Tras el suicidio de éste, el matrimonio, después asesinar a los niños, puso fin a sus vidas, desapareciendo para siempre junto al régimen que habían colaborado a crear y a la persona que lo había encarnado.


https://www.abc.es/cultura/20140305/abci-para-gobbels-mentira-repetida-201403051128.html?ref=https%3A%2F%2Fwww.google.com%2F

Anônimo disse...

Se Sérgio Moro foi usado pelo PSDB para tirar o PT do poder, FHC deve ter obtido a anuência de Lula, que queria se candidatar após o primeiro mandato de Dilma, mas ela insistiu na reeleição (atitude de feminista inconsciente da sua posição de fragilidade política). Moro deve ter sido usado também para tentar prejudicar a credibilidade do presidente Bolsonaro. O argumento que ele deu para sair do governo mostra que sua personalidade é a de se sobrepor aos outros, pois queria ditar a linha do governo Bolsonaro (improvável ele não saber que o Direito não é uma ciência exata, depende de interpretação e contexto). O capitão Durval Ferreira disse que o establishment elegeu deputados e senadores no PSL em 2018 no lugar dos verdadeiros conservadores para que, após eleitos, se dissessem desiludidos com o presidente e passassem à oposição ao governo, minando sua base de apoio e travando a aprovação de importantes projetos e pautas conservadoras (e o presidente sabia disso de antemão). Se não participou conscientemente da estratégia do PSDB, mostra que Moro é honesto, mas não entende a realidade do ambiente político, e seria manipulado no mais alto cargo do Executivo brasileiro (é o que a Maçonaria quer?) ou criaria uma crise por avaliação tacanha da situação. O presidente Bolsonaro, considerado de poucas luzes, nunca se deixou manipular por suas esposas, mesmo a que estava sendo engrandecida pela esquerda para atingir o então deputado. A propósito, o apelo à vaidade é usado pelos signos do Galo no horóscopo chinês (como Lula, Ciro Gomes, Marta Suplicy) para manipular os do signo do Dragão (como Michel Temer, Geraldo Alckmin, Patrícia Pillar, João Santana, Cristiano Zanin Martins, Vladimir Putin) aos seus propósitos.
Seria uma piada a classe média escolher o "estilo" de Ciro Gomes para substituir o "estilo" do presidente Bolsonaro. Além disso, Ciro é ligado ao PCCh e, se fosse eleito em 2018, já estaríamos subordinados à escravidão a que a China submete o seu povo e quer estender ao mundo nesta "pandemia".
Na campanha de 2018, Ciro disse em uma reunião que iria destruir a hipocrisia dos religiosos, e é preciso atentar ao que o maçom João Santana está tramando quando levou Ciro ao Arraial de Canudos.

Almanakut Notícias - São Paulo - Brasil disse...

OUTRO HERÓI DA CAPA CURTA, COMO JOAQUIM BARBOSA.

ELE PODERÁ AQUELE HUMORISTA GAÚCHO DO BOMFA NA CAMPANHA.