segunda-feira, 5 de julho de 2021

As alternativas da Oclocracia brasileira: Lula ou Bolsonaro

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Sérgio Alves de Oliveira

 

Tenho plena consciência que vai ser muito difícil ver acolhida a publicação dessa  matéria que estou pretendendo levar à discussão dos brasileiros que, “culturalmente”, através de uma longa e profunda lavagem cerebral, tanto “idolatram” a tal democracia na forma que lhes foi enfiado goela abaixo, inserindo-a nas constituições e leis.

Mas o que “pensam” que é democracia não é. Nem nunca foi. Não pode haver uma  democracia verdadeira cheia de vícios que retiram toda a virtude que deveria ter esse modelo político que, na visão de Aristóteles, seria uma das formas PURAS de governo, ao lado da monarquia (governo de um só), e da aristocracia (governo dos melhores). Mas o grande filósofo da Grécia Antiga também previu as formas IMPURAS de governo, que seriam, respectivamente, a tirania, como corrupção da monarquia, a oligarquia, deturpação da aristocracia, e finalmente a demagogia, uma degeneração da democracia.

 

Mais tarde Políbio, historiador e geógrafo também grego, manteve a mesma classificação aristotélica de governos, mas substituiu a demagogia pela oclocracia, tornando mais amplos os vícios da democracia. E tudo indica que seria exatamente esse o modelo político em prática no Brasil, a OCLOCRACIA, usufruída pela pior escória da sociedade levada a fazer política, e sustentada por uma massa ignara, carente de consciência política. Alguns preferem dizer que o regime político do Brasil seria  a “cleptocracia”, ou seja, o regime dos ladrões do erário. Mas a “oclocracia” na verdade “incorpora” e é mais completa que a “cleptocracia”, incluindo  todos os demais vícios da democracia, inclusive a “demagogia” dois séculos antes  prevista por Aristóteles.

 

Essa “democracia” deturpada pode ser verificada com a simples análise dos que foram  eleitos presidentes da república no período pretensamente “democrático” a partir da segunda metade do Século XX, até hoje, passando pelos Presidentes Juscelino Kubitschek (1956 a 1961), Jânio Quadros/João Goulart (1961 a 1964), José Sarney (1985 a 1990), Collor de Mello/Itamar Franco (1990 a 1995), Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2003), Lula da Silva (2003 a 2011), Dilma Rousseff/Michel Temer (2011 a 2018), e o próprio atual Presidente Jair Bolsonaro, que tomou posse em 01/01/2019.

 

Isso não quer dizer que se teria melhores alternativas nas demais candidaturas presidenciais, impostas pelos viciados partidos políticos e homologadas pela Justiça Eleitoral, cúmplice em todo esse processo de podridão política. O grande dilema do eleitor quando chega na frente da urna dá no mesmo que ele ter que retirar um pedaço de “merda” limpa de dentro de uma fossa séptica.

 

Especialmente em relação aos Brasil, na atualidade, as únicas candidaturas fortalecidas pela mídia - grande,média, ou pequena - coincidem exatamente com a bipolarização das candidaturas de Lula ou Bolsonaro, que provavelmente disputarão entre eles o 2º Turno nas eleições presidenciais de outubro de 2022. A “grande mídia”, por seu turno, na sua quase totalidade, está “fechada” com a candidatura do criminoso e ex-Presidente da República, Lula da Silva, que teve a sua candidatura liberada pelo nada decente Supremo Tribunal Federal. E é pouco provável que a soma das mídias, especialmente virtuais, médias e pequenas, que apoiam Bolsonaro, consigam superar a gigantesca força da “grande mídia”, com seu candidato e “sócio”, Lula.

 

Particularmente penso que as escolhas que os partidos políticos nos impõem em conluio com a Justiça Eleitoral significam mais ou menos a mesma coisa que ter de escolher algum tipo de “execução” que se preferiria ter, se fosse o caso, é claro: se na forca, na cadeira elétrica, mediante injeção letal, afogamento, na guilhotina, fuzilamento, ou queima na fogueira, como na “inquisição”. Mas a culpa não é exclusiva dos políticos.

 

O filósofo francês  Joseph-Marie de Maistre deixou imortalizada a frase “Cada Povo tem o governo que merece”. Por isso o povo não pode ser absolvido pela “democracia” que pratica, e pelo “lixo” que escolhe e tem que engolir ao conceder mandatos eletivos a gente da pior laia. Lamentavelmente, o Brasil parece ter conseguido se enquadrar no baixo nível da política “democrática” dominante  no mundo, que coincide exatamente com a “oclocracia”, na visão preconizada pelo genial pensador brasileiro, Nelson Rodrigues.

 

Segundo o pensador, ”a maior desgraça da democracia é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas, que são a maioria da humanidade”, e que “os idiotas vão tomar conta do mundo. Não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”. E essa desanimadora previsão parece efetivamente ter tomado conta da quase totalidade do mundo. Do Brasil,com absoluta certeza.

 

Mas tudo leva a crer  que dentro dos “abomináveis” candidatos a candidatos a presidência da república que estão ainda disputando a “tapas” as suas respectivas candidaturas presidenciais, o único nome que se “salva” dessa nominata ainda é o do ex-Juiz Sérgio Moro, talvez por não ser um político tradicional, como aqueles que já estragaram tanto o pais, e que acabou caindo na política praticamente por “acidente”, interrompendo a brilhante carreira de juiz de direito que vinha tendo e, que queiram ou não aceitar essa verdade, acabou se constituindo involuntariamente no principal cabo eleitoral da eleição de Bolsonaro, ao condenar para trás das grades muitos corruptos da política.

 

Mas com certeza existem milhares de outros brasileiros que seriam ainda melhores que Sérgio Moro para comandar o país. Mas esses com certeza não estão entre os demais “presidenciáveis”. É por essa razão  que nossa abordagem se limita exclusivamente aos “presidenciáveis” que estão hoje na vitrine política. Sérgio Moro é o melhor deles, sem dúvida.

 

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

2 comentários:

Luiz Clemente disse...

Realmente não estamos numa democracia. Ficam repetindo "estado democrático de direito" mas não temos nenhum dos dois. Moro seria uma boa opção mas não tem o apoio da cleptocracia.

Chauke Stephan Filho disse...

Nossa democracia é só uma tragicomédia.