sábado, 23 de março de 2019

O inútil silêncio dos nem tão inocentes



Mesmo que Michel Temer não abra o bico, o Ministério Público Federal pretende denunciá-lo por novos crimes, na semana que vem. A previsão é que o tempo feche, também, para os tucanos, graças as próximas delações na Lava Jato e variantes...






Releia o artigo: 

O Capimunismo de Quadrilhas começa a ruir no Brasil

DIARRÉIA



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Nada como um dia após outro.

Hoje réu; amanhã réia!

Acometida por uma dilmorréia causada por paura bruta, nossa “deusa” caída está da vida p. 

Titânide, filha de Urano e Gaia, ainda não se deu conta de que acabou-se a gandaia.

Devido a sua brilhante capacidade em dizer asneiras sem corar, sempre terá emprego se a coisa piorar.

Sua obstinação em dobrar a meta, transforma-la-á em olímpica atleta.

Assalto com vara (junto com a comunidade porcina); Fung Ku (variante de Kung Fu); ciclismo (ou cinismo?). Também compete tomando grapete?

Acabado o verão, como as coisas ficarão?

Neste outono esquivo já há um bolo esportivo.

Quem será o próximo depenado?

Ou, quem será o primeiro tucano a entrar pelo cano ?

Para sermos breves, invocaremos o abominável homem das neves.

O bom cabrito não berra; nem no planalto, nem na serra.

Cairá na armadilha o pá d'ilha da fantasia; pá de cal sobre o mourisco maioral?

Ficará ao Deus dará o Juquinha de cá?

Maracujáquico suco para eliminar tanto muco?

Em tempos bicudos quais serão os escudos?

O urubusário está caipora. Quem primeiro cairá fora?

Até estourar da impunidade a bolha, recomenda-se o uso de champagnica rolha. 

Nada será igual após o uso de laxantes.

Nem, deste país nunca dantes na história, viu-se passar à merda a glória.

Tenho dito. Será o benedito?

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Fim de Festa ou Educação vem de berço?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jaime Rodrigues Sanchez

"O PROBLEMA É QUE ESTAMOS NO FIM DA FESTA, O BRASIL JÁ QUEBROU, OS MILITARES ESTÃO QUERENDO ENTRAR NA FESTA NO FINALZINHO, QUANDO JÁ ESTÁ AMANHECENDO, A MÚSICA JÁ ESTÁ ACABANDO, NÃO TEM MAIS NINGUÉM PARA DANÇAR".

Estas foram as palavras do “presidente” da Câmara, Rodrigo FELINTO IBARRA EPITÁCIO Maia, sobre a reestruturação da carreira militar (quanto sobrenome famoso para uma pessoa tão pequena).

FIM DE FESTA - Realmente a festa acabou. Pelo menos, assim é o que esperam os milhões de eleitores do Presidente Jair Bolsonaro.

Militares não entram em “festas”, a não ser as quando comemoram suas glórias e as datas Nacionais.

O que o senhor chama de festa e que realmente quebrou o Brasil durou 34 anos, onde os militares tiveram sempre o papel de “porteiro” e “segurança”, obedientes à subordinação constitucional ao Comandante-em Chefe e atrelados à disciplina e lealdade de que foram forjados enquanto, lá dentro, se locupletavam os políticos, dançando de rosto colado, em atitude promíscua, com doleiros e empresários corruptos. Os melhores dançarinos estão exatamente na casa que V. Exa. “preside”. 

Mais tarde, foi convidada ao sarau a “Suprema Casa da Mãe Joana” para garantir as maracutaias. Os novos convidados já haviam sido escolhidos a dedo, de preferência sem muitos títulos e saber jurídico, para que pudessem ser mais facilmente comprados e manipulados, passando a enlamear uma instituição fundamental para o estado de direito, guardiã da Constituição Federal, que já contou com os mais ilibados nomes do judiciário brasileiro. 

Enquanto vocês dançavam, em eventos duvidosos, os militares desdobravam-se no País e no exterior, em operações de Garantia da Lei e da Ordem; atuando em tragédias naturais; em catástrofes provocadas pelos vícios do sistema; construções de estradas e infraestruturas logísticas; enviando a saúde onde o governo não consegue atender à população, especialmente na Amazônia; representando o País em Missões de Paz da ONU e muitas outras atividades de interesse público, a despeito do seu “soldo defasado”.

Para piorar o despropósito de suas palavras, o senhor “esqueceu” que o congresso, há menos de três meses, referendou um aumento escandaloso de salário para o judiciário que, por acaso, irá beneficiar diretamente Vossas Excelências.

A festa a que se refere começou a acabar quando um Deputado recebeu telegrama vindo da ECT e se aborreceu no salão com o “anfitrião” JOSÉ DIRCEU resolvendo chamar a polícia. Todos foram parar na “Suprema Delegacia da Mãe Joana”, já contaminada com os membros maleáveis e um síndico “rígido”, mas que não resistiu às pressões dos condôminos e “pulou do barco” alegando câimbras mentais.

Após espetáculo inédito, os fantoches se desdobraram em depoimentos e votos rebuscados e às vezes desconexos, para ludibriar o povo e, ao final do último ato, ocultar o dono da festa e punir o anfitrião com apenas 7 anos e 11 meses anos de prisão, tendo ela extinta em 2016 pelos lacaios de toga.

Como resultado desse teatro, todos os atores estão de volta na operação Lava-Jato e a luta pela sobrevivência dos “patrões” continua, sem trégua, desafiando a cada dia a vontade popular de passar o País a limpo.

O caldo entornou de vez, quando um doleiro, embevecido por uma música romântica, apaixonou-se por um empresário do petróleo e resolveu presenteá-lo com um carro importado, desencadeando uma operação com sentenças que já somam mais de 2 mil anos de prisão.

EDUCAÇÃO VEM DE BERÇO – Filho de um político condenado por improbidade administrativa, coincidentemente envolvendo a empreiteira OAS, o Deputado Rodrigo Maia permanece apenas indiciado, envolvido em supostas trocas de “favores políticos” com a empreiteira no Congresso, além de, juntamente com seu pai, estar sendo investigado por envolvimento em ações fraudulentas junto à empreiteira Odebrecht.
Sr. Rodrigo.

Antes de dirigir-se jocosamente e tentar diminuir uma instituição honrada e prestigiada como as Forças Armadas, o senhor deveria estar preocupado em explicar as acusações que vêm sendo divulgadas sobre a sua conduta e a do seu pai, inexplicavelmente estacionadas na PGR.

Jaime Rodrigues Sanchez é Major-Brigadeiro, na reserva.

sexta-feira, 22 de março de 2019

O Capimunismo de Quadrilhas começa a ruir no Brasil



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Conceito objetivo do jurista Antônio Ribas Paiva: Crime Organizado é o consórcio delitivo entre criminosos e agentes públicos. O Mecanismo Criminoso se institucionaliza sempre que ocorre a conivência dolosa, a omissão intencional e a conveniência culposa dos personagens na máquina estatal, na esfera empresarial e no submundo dos bandidos. Assim se estrutura o Estado-Ladrão – resultado da parceria público-privada focada na prática da Corrupção Sistêmica.   

Assim fica mais fácil para um marciano entender por que o Brasil tem dois ex Presidentes da República presos por crimes ligados a práticas rentáveis de corrupção. Tem tudo para crescer a lista de condenados-presidiários, se forem ampliadas as “colaborações judiciais” (mais conhecidas como delações-premiadas) derivadas dos processos da Operação Lava Jato.

Será inevitável a punição exemplar a ex governadores, senadores, deputados e vereadores que se unem a “empresários”, “juristas”, policiais,  militares e bandidos do alto ou do baixo escalão para praticar o Capimunismo de Quadrilhas do Brasil. Quem delinqüe neste regime de Crime Institucionalizado precisa ser julgado e punido por Júri Popular, formado por eleitores com comprovada e ilibada formação jurídica – e não por tribunais nomeados politicamente.

Depois de Lula da Silva (até agora condenado duas vezes) e Michel Temer (apenas preso preventivamente, mas que deve ser solto brevemente), quando será a vez da Dilma Rousseff? A galera já brinca nas redes sociais... Se a Lava Jato pegar a Dilma, já tem direito a pedir música no “Fantástico” da Rede Globo. O “direito” é concedido a jogadores que marcam três gols em uma partida de futebol... Aguardamos a canção de Beto Richa, ex-governador do Paraná preso três vezes recentemente...


No dia do aniversário do Presidente Jair Bolsonaro (talvez por coincidência do destino) foi o povo brasileiro quem ganhou de presente a prisão, mesmo que temporária, provisória ou preventiva, de Michel Temer, Moreira Franco e outros menos votados. O responsável pelo espetáculo judiciário foi o titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O juiz Marcelo Bretas se baseou em provas robustas que o Ministério Público Federal reuniu, a partir de delações premiadas, na Operação Radiotividade – uma “prima” da famosa Lava Jato.

Por isonomia com o prisioneiro Luiz Inácio Lula da Silva, que conta com o privilégio da prisão em uma sala especial da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o (por enquanto) preso Temer também teve direito a uma sala-cela especial na Superintendência da Polícia Federal na Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil, porém repleta de bandidos. A galera já indaga quando Gilmar Mendes (ou algum desembargador federal ou ministro do Superior Tribunal de Justiça vai decretar “Fora, Temer”, deixando que o marido da bela Marcela responda a 9 processos em liberdade... Temer Fora? Já valeu o susto...

Já com o “parceiro” Moreira Franco – outro poderoso que tende a ser solto em breve - a coisa foi muito mais “legal”. Quando que o famoso “Gato Angorá” (eminência parda de várias administrações federais da Nova República e ex-governador do RJ) poderia imaginar que voltaria preso para Niterói – cidade que deixou quase falida quando foi prefeito no final da década de 70 e começo dos anos 80? Moreira se juntou ao ex-governador Luiz Fernando Pezão no Batalhão Prisional da Polícia Militar – que fica na “Cidade Sorriso”.   

O processo legal contra Temer e seus parceiros correrá normalmente... O tempo e as provas mostrarão se ele é inocente ou culpado... O mais importante foi o efeito simbólico da punição provisória. No instante em que o Mecanismo do Crime Organizado ameaçava e desafiava acabar com a Lava Jato, o Judiciário Federal demonstrou que ocorre o fenômeno contrário. Existe chance de punição exemplar a políticos poderosos que lideram esquemas bilionários de corrupção na máquina estatal brasileira.

A prisão de Temer foi um presente, sim, para Jair Bolsonaro – cujo governo foi eleito com a promessa do combate à corrupção. Também foi um presentão para o ministro da Justiça Sérgio Moro. O ex-juiz da Lava Jato foi vergonhosamente desafiado pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que faz corpo mole e tenta sabotar o trâmite do Projeto Anti-Crime de Moro & CIA (sem trocadilho infame com a agência norte-americana visitada recentemente por Bolsonaro e Moro). Aliás, por ironia do destino, Maia é casado com a enteada do Moreira Franco – uma espécie de fakesogro...

Devagar, devagarinho - como cantaria quem curte um pagodinho -, o Capimunismo de Quadrilhas começa a ruir no Brasil dominado pelo Crime Institucionalizado. Agora só falta a cúpula do Poder Judiciário constatar que este movimento é historicamente irreversível. A maioria da sociedade brasileira não agüenta mais pagar o altíssimo preço da corrupção sistêmica. O Judasciário está em xeque. O Judiciário, do qual se espera Justiça, precisa renascer e prevalecer. Sem Segurança do Direito não temos Democracia.

Ditadura Togada – ou do Crime Organizado – não mais interessa ao Brasil que clama por reformas, mudanças estruturais, crescimento e desenvolvimento. Capimunismo de Quadrilha, Nunca Mais!

Leia o artigo do Carlos Maurício Mantiqueira: Prisão de Ventre






Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Membro do Comitê Executivo do Movimento Avança Brasil.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Março de 2019.

Prisão de Ventre



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A constipação é democrática; pode alcançar qualquer um.

"Pode não ser causada por doenças subjacentes. Algumas causas comuns incluem desidratação, dieta com baixa ingestão de fibras, sedentarismo ou efeitos colaterais de medicamentos”.

Pessoas de pouca fibra e com apetite voraz são propensas a esse tipo de problema.

Os antigos recebiam a proteção de Proserpina. Nos dias atuais, eliminaram o ser para encurtar a palavra.

Talvez o tratamento mais eficaz seja o enema.

Os modernos césares cruzaram diversas vezes o Rubicão. A célebre frase “Alea jacta est” já desbotada pela poeira das legiões, converteu-se em “Lava jacta est”.

Como Pôncio Pilatos, o atual procônsul lava as mãos.

Havia abundante quantidade de pelos de gato angorá nas vestes do bolo fofo que se desmaia.

O pessoal mais jovem não lê. Fica uma sugestão: “Um certo capitão Rodrigo”. Te cuida, Bolinha!

Há males que vem pra bem. Com a mudança da estação, talvez não se consiga aprovar o sonho dourado da banca.

A previdonça não passa de uma geringonça, impingida na agenda do Mito, por obra e graça das periguedes de plantão. Não foi de campanha promessa. Homessa! 

Urgência é para a Mudança Tributária.

De mais a mais, limpemo-nos com jornais, enquanto eles não acabam na pura escatolofalência.

Afinal, já dizia um sábio: “Quem herda, herda; quem não herda fica na mesma”.

E como dizia o falecido Wagner Montes, "Vamos Limpando"...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador. Contra a Prisão de Ventre, recomenda o remédio “Almeida Prado”. E, por piedade, implora que não toquem a campainha do mineirinho às 6 horas da manhã, porque um susto Federal pode dar dor de barriga, e cheirar muito mal...

quinta-feira, 21 de março de 2019

Quem disse que a Lava Jato morreu?


Piada séria sobre Michel Temer na cadeia.

O que Gilmar Mendes teria pensado, de imediato, sobre a prisão do ex-Presidente?

- Fora, Temer! Fora, Temer! Fora, Temer!

O juiz Marcelo Brettas, baseado na delação premiada do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, mostrou que a Lava Jato está mais viva que nunca.

Agora, só falta a petelândia, em igualdade de solidariedade a Lula, lançar a campanha “Temer, Livre”.

Temer, Moreira Franco, Coronel Lima e demais presos não devem passar muito tempo presos. Mas o susto já vale de exemplo...

E os marcianos devem estar comentando:

- Que vergonha o Brasil... País com dois presidentes presos...

Mas os incavenuzianos advertem: Há vagas para outros...

Melhor o Bolinha parar de brigar com Sérgio Moro, porque a Lava Jato não perdoa nem sogro de mentirinha...

E antes que a gente esqueça, Feliz Aniversário, Jair Bolsonaro!


A Versão Brasileira da Momo



Pode existir algo mais falso e fantasioso que o golpe da boneca picareta? Claro que sim... Os canalhas da Internet criaram a versão Momo do $talinácio... Por favor, tirem as crianças da frente da telinha... O "Momolusco" nunca está para brincadeira...




O vídeo do senador Jorge Kajuru que tirou Gilmar Mendes do sério... Será que está nascendo um candidato precoce à sucessão de Jair Bolsonaro? Olho no Kajuru... A Ordem é do Gilmar!




Fala sério... Será que a popularidade de Bolsonaro, segundo o Ibope, caiu mais que a da cúpula do Judiciário?

Imagina o que pode acontecer se mandarem soltar o Lula no dia 10 de abril?

Recado do Momolusco


CHAFURDÂNCIA



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O momento político é eletrizante. Dá choque! Temos que analisar a impedância da resistência porcina no circuito planaltino.

Vendo a imparável aproximação do grande flambador, Massari Konoku, os urubus, em grande alvoroço, tentam deglutir o abacático caroço.

Ameaçam, a torto e sem direito, os prosopopéicos cidadãos indignados com a chafurdância.

Gostariam suas excrescências que gente de truz se comportasse como avestruz?

Há no momento, no urubusário, o seguinte sentimento: Vão-se os anéis; fiquem os dedos”.

Para tentar salvar os dez, entregarão os anéis do boca-mole; até seu anel de couro.

O morituro servirá como uma espécie de fusível (ou “fusil” como diz o caboclo!).

Para evitar que se queime toda a instalação e possível incêndio do prédio, entregarão a cabeça do novel Pompeu de bandeja.

Em nossa modesta opinião, não será o suficiente para evitar a catástrofe.

Manu militari a limpeza será geral. De nada valerão as lamentações das madalenas (e madalenos) arrependidas(os).

Desde o totó até o defensor dos que ao pó já retornaram, não ficará pedra sobre pedra.

“Pau no Gatuno” e "Sebo nas canelas!”

Para o jogo ficar legal, não vale exílio em Portugal.

Lapidados os que se pensavam deuses, o efeito cascata se alastrará por toda a administraCão.

Que delícia é conjecturar sobre os “segredinhos” que foram confiados ao mouro pela águia careca!

Será que a Companhia vai chamar de meus louros os urubus?

Que tão grande esplendor; que tão grande lume?

Sem os méritos necessários, a seguir, resumo:

O poderoso de hoje, amanhã levará fumo!

Mas Juízo Final verdadeiro só se for na ponta do isqueiro.

Massari Konoku, precisamos de você!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Pareado ou República


Alto custo do Judiciário

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

O problema não é o STF, mas a sua composição e o fato do povo não ter instrumentos de fiscalização sobre sua atuação.

Por esse motivo, o Judiciário Brasileiro é um pareado medieval, em distonia com os objetivos constitucionais.

Os  Poderes da República não são HARMÔNICOS e INDEPENDENTES. São incestuosos.

É um amasiado de poder contra a  Nação!!!

Lembrem-se: Todo APRIMORAMENTO INSTITUCIONAL passa antes pelo PODER JUDICIÁRIO, que deveria ser o garante da SEGURANÇA DO DIREITO (democracia).

Democracia, Já!!! República, Já!!!

BRASIL! ACIMA DE TUDO!!!

Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club.

O Declínio Moral da Humanidade



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

A decadência moral da Humanidade está em curso e se espalha como metástase nos corpos das Nações, embrulhada – pasmem – no celofane de avanços e progressos. Os valores do espírito – a ética, a moral, o respeito aos mais velhos, a proteção às crianças, a verdade, a disciplina, o zelo, a ordem, a solidariedade – são enxotados da paisagem dos costumes para ceder lugar a outros valores, esses cunhados no metal que compra coisas materiais. Aqui e alhures, a ambição reina. A invasão bárbara da modernidade, puxada pela locomotiva da globalização, chega ao centro e ao fundo da sociedade mundial nivelando comportamentos e banalizando desejos.
Estamos vivenciando um choque gigantesco, global, como prega Samuel P. Huntington, entre a Civilização e a barbárie. Ameaças rondam as conquistas das Nações nos campos da religião, arte, filosofia, ciência, tecnologia, enfim, em todos os espaços do conhecimento. Floresce um relativismo moral e cultural, abrem-se as comportas da ilegalidade, expande-se o comércio de drogas e de armas, gerando uma onda global de criminalidade.
Estados fracassados, declínio de ideologias, amortecimento de partidos, debilitação da família, quebra da confiança e corrosão dos eixos da política compõem os traços da paisagem anárquica nos quadrantes da Humanidade. A lei do revólver se instala. Jovens, submetidos aos vícios e costumes dos tempos modernos – o bullying, a competição acirrada, os games de lutas e guerras, o heroísmo dos matadores, a solidão no meio da multidão – acabam arranjando os meios que eternizarão suas imagens e sonhos.
A comunicação tecnológica faz sua parte, unindo o aqui e o fim do mundo. Consolida-se uma rede transnacional de feitos de horror, como esses praticados por “heróis mascarados” que invadem escolas, atiram a esmo, deixando um rastro de mortes e sangue.
Em breves linhas, este é o cenário que pode explicar, em parte, o evento bárbaro ocorrido na Escola Estadual professor Raul Brasil, em Suzano, Grande São Paulo, em que Guilherme Tadeu, de 17 anos, e Luiz Henrique, de 25, atacaram alunos e funcionários, matando oito pessoas. Fechando a cena de horror, Guilherme matou o comparsa e se matou.
Imagens parecidas: em abril de 1999, dois estudantes invadiram a escola secundária Columbine, nos EUA, matando 13 pessoas e deixando 21 feridas. Em 2012, atirador mascarado matou 12 pessoas e feriu 50 em Denver, no Colorado, durante estreia do novo filme de Batman dentro em uma sala de cinema lotada.
O fato é que eventos como esses precisam ser analisados sob a perspectiva das grandes transformações por que passa o planeta. Restringir a questão à dualidade armamento/desarmamento é ter visão curta. Se os professores tivessem armas, não haveria tal matança em Suzano, garante um senador paulista. Ora, que garantia é essa? Poderia ser pior. Urge entender a realidade do jovem, com seus problemas de saúde mental, verificar meios que poderiam melhorar a proteção às escolas, envolver famílias e comunidade nos projetos educacionais, entre múltiplas ideias.
Huntington sugere pistas que podem ser seguidas, entre as quais o compartilhamento dos valores-chaves comuns das religiões – cristianismo ocidental, ortodoxia, hinduísmo, budismo, islamismo, confucionismo, taoísmo, judaísmo – com o fito de desenvolver uma civilização universal. Importa, sobretudo, evitar o fortalecimento do “paradigma do caos”, ancorado na quebra mundial da lei e da ordem.
Os avanços civilizatórios nos campos da biotecnologia, da inteligência artificial, da agricultura e das comunicações serviriam, afinal, para quê ante o descalabro que se multiplica, seja em sistemas consolidados, seja em democracias incipientes?
Os choques trazidos pela contemporaneidade constituem ameaça à paz mundial e têm muito a ver com a pobreza de argumentos de políticos e governantes, para os quais armar a população é a alternativa capaz de assegurar paz e bem estar. Pode ser justamente o contrário.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato