terça-feira, 17 de outubro de 2017

A bandidagem revolucionária está certa?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O brasileiro vive aterrorizado nos grandes centros. As redes sociais cansam de exibir flagrantes das barbáries urbanas. As explosões de violência nas favelas do Rio de Janeiro ganham algum destaque internacional. Estranhamente, não acabem comparadas aos atentados terroristas pelo mundo afora - aos quais nossa mídia dá tanto destaque. No Brasil, 67 mil pessoas por ano são assassinadas violentamente.

Agora, a maior cidade da América Latina também se destaca como cenário brutal de uma guerra civil não declarada. Foi descoberta ontem uma fábrica clandestina de armamento pesado e munições, na região metropolitana paulistana. Havia 49 armas prontas para serem negociadas com as facções criminosas. Hoje foram exibidas imagens de bandidos que desafiam a sociedade. Sexta passada, usando metralhadoras para praticar arrastões na Ponte Morumbi, acesso a uma área nobre da capital paulista.

O jurista Antônio José Ribas Paiva destaca que, até as eleições de 2018, nada menos que 1 milhão de brasileiros serão dizimados em assaltos, abandonados nas filas de hospitais ou na ignorância do trânsito. Eis a combinação entre a ousadia dos criminosos, combinada com a “omissão” culposa ou dolosa do poder público. Até quando será tolerado este verdadeiro genocídio do povo brasileiro? O massacre é promovido pela ditadura do Crime Institucionalizado. E alguns babacas ainda têm a cara de pau de reclamar de uma “ditadura militar”...

A sociedade brasileira precisa tomar ciência de que não são fenômenos isolados as ações criminosas (tanto dos refinados ladrões da coisa pública, quanto a praticada por guerrilheiros urbanos do narcotráfico). Tanto a corrupção sistêmica da zelite da politicagem quanto a violência dos bandidos mequetrefes são praticadas de maneira estrategicamente orquestrada. O plano é gerar medo nas pessoas e destruir a crença dos cidadãos no atual modelo de Estado. O objetivo final é gerar pré-condições de insatisfação e terror para as mudanças pela via “revolucionária”.

Além disso, o Crime Institucionalizado é um fator de Controle Social. Antônio José Ribas Paiva lista várias ações concretas que promovem a manipulação da sociedade. Uns claramente perceptíveis e outros nem tanto: transtornos biológicos com horário de verão, criminalidade, insegurança pública, desemprego, endividamento, sistema de saúde precário, educação decadente, trânsito caótico, pontos na carteira de motorista, multas escorchantes, confisco tributário, choques ideológicos, diferenças biológicas, concorrência entre os gêneros, instabilidade familiar, lei seca, proibição de fumo, leniência com o tráfico de drogas e etc.

Vale insistir na pergunta: Até quando a maioria da sociedade suportará a verdadeira e ilegítima atuação dos Ditadores do Crime que infelicitam a Nação brasileira por todos os meios? Até quando vamos ser omissos e coniventes com a atuação do regime ditatorial do Estado-Ladrão? Será que os militares, responsáveis pela Defesa e Segurança da Nação, tomarão alguma providência mais contundente contra a organização criminosa que almeja, também, destruir as Forças Armadas?

É por isso que é imprescindível e inadiável uma inédita Intervenção Constitucional – dirigida pelo Poder Civil e apoiada pelo Poder Militar. Não adianta ficar reclamando da barbárie nas redes sociais ou, eventualmente, em protestos de rua. É fundamental uma mobilização das pessoas de bem para um debate em torno de soluções concretas e imediatas para a reinvenção do Brasil.

Se nada for feito rapidamente, o Crime manterá e ampliará sua hegemonia. A manutenção da barbárie institucional e social interessa ao esquema globalitário que, historicamente, mantém o Brasil escravizado, graças à omissão, incompetência ou falta de vergonha na cara da maioria da sociedade brasileira.

A bandidagem revolucionária, patrocinada e viabilizada por grandes esquemas financeiros, precisa ser contida. Se não for, a “guerra brasileira” seguirá batendo recordes diários de mortos, feridos e afetados psicologicamente pelo terror.

Enquanto isso, vamos sendo distraídos pelos roteiros das novelas televisivas, pelo futebol, pelo carnaval ou pelos escândalos divulgados no noticiário político... Uma novidade é que a Dilma Rousseff quer usar as delações do doleiro Funaro contra Temer, para anular o impeachment...

Outra novidade é que já tem ideólogo petista torcendo pela vitória do Jair Bolsonaro em 2018, acreditando que o “mito” criará as pré-condições para o atrasado projeto bolivariano de poder no Brasil...

Já, já, seremos distraídos pelo fla-flu eleitoral de 2018...

Será que a bandidagem revolucionária está certa?


Grande cineasta



Chorinho do aliado



Barriguinha do Aécio



Coisa russa...



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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Outubro de 2017.

Rá, Ta, Ta...


“País Canalha é o que não paga precatórios”
              
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Não, amáveis leitores, não é ainda o que vocês estão pensando ( e ansiosamente aguardando).

É apenas a caravana das ratazanas na manobra “vê se me engana”.

Mas a felina não é vegana.

Espera com monástica paciência o fim do show de horrores protagonizado por nada respeitáveis senhores (e também, ora bolas, por decaídas senhoras).

Já o povo, nauseado, espera o fim da novela em atitude “vaca amarela”.

Quando a função chegará ao fim? Talvez no dia de Halloween.

Haverá defunção dos fracos de coração?

Façamos nossas apostas. Quem serão os primeiros bostas a comer grama pela raiz?

O dono de empinado nariz? Ou alguma outra sumidade; codinome Sherazade?

Em minha modesta opinião, os urubus primeiro perecerão.

Motorciclópico? Sinesíforo de uísque? Falastrão mendaz?

Agentes do leva e traz ou engomadinho que leva atrás?

Viagem a Bora Bora? Ou fraldas que quem borra, borra?

Perdidos neste mundo afora (outrora com dedo em riste) acharão quem os defenda, como defenderam Baita triste?


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Reforma Política, já! Vamos diminuir nossos impostos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Não sei quem foi o autor deste levantamento.

______________________
               
1 - Você sabe quanto custa um Deputado Federal ou um Senador da República por MÊS?

– Salário: R$ 33.763,00. – Verba de gabinete: R$ 92.000,00.

– Auxílio moradia R$ 3.800,00. – 8 passagens aéreas por mês – variável de acordo com a base política do parlamentar. – Cota gráfica: R$ 1.000,00 e mais 5 assinaturas grátis de jornais e periódicos. – Verba indenizatória: R$ 15.000,00 – (ressarcida para gasolina, hospedagem em hotéis, alimentação e aluguel de escritório). É muito comum os Deputados Federais e Senadores almoçarem e jantarem, nos restaurantes mais caros de Brasília.  Somos nós que pagamos a conta...

– Despesas com saúde: podem se tratar e se internar em quaisquer hospitais particulares do Brasil.  São ressarcidos ao apresentarem as contas. Ninguém quer ir para um hospital público. – Cota postal e telefônica: R$ 4.000,00 – 2 Salários extras R$ 67.526,00 – (Um em fevereiro, no início do ano legislativo e outro em novembro, no fim do ano legislativo).

Dividindo todas essas vantagens acima, os Deputados Federais e Senadores custam ao Brasil, por mês, cada um, R$ 154.563,00 (cento e cinqüenta e quatro mil e quinhentos e sessenta e três reais).

2 – Você sabe quantos Deputados Federais e Senadores têm os Estados Unidos?

– 435 deputados federais e 100 senadores (2 senadores por cada Estado – são 50).  O Brasil tem 513 Deputados Federais e 81 Senadores (3 por estado – são 27).  O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos é cinco vezes maior que o nosso, e nós gastamos mais com os Deputados Federais e Senadores.

Se nós fizéssemos uma redução no número de Deputados Federais e Senadores por Estado, teriamos: 1 Deputado Federal para cada 1 milhão de habitantes, por exemplo:

São Paulo – 45.000.000 por habitante – 45 Deputados Federais e 02 senadores

Minas Gerais – 20.000.000 por habitante – 20 deputados federais e 2 Senadores

Rio de Janeiro – 17.000.000 por habitante – 17 Deputados Federais e 2 Senadores. Os Estados que não tivessem 1 milhão de habitantes, como o caso do Acre – 800.000; Amapá – 734.000 e Roraima – 488.000, teriam direito a 1 Deputado Federal e 2 Senadores da República.

O Deputado Federal representa a população e o Senador da República, o Estado.

Isso redundaria numa diminuição de: 513 Deputados Federais para 205 Deputados Federais.

81 Senadores da República para 54 Senadores.(2 senadores por cada  Estado e o Distrito Federal).

Com esta medida, o Brasil deixaria de pagar por mês R$ 51.778.605,00 (cinqüenta e um milhões setecentos e setenta e oito mil e seiscentos e cinco reais).

Os impostos diminuiriam e os gêneros alimentícios também (o arroz, o feijão, os legumes, as frutas, as hortaliças e as carnes). Haveria também mais recursos para construir hospitais, escolas, creches e moradias.

Simples, assim. Ou o povo se une ou a classe política acaba com o Brasil!  

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A pobreza do debate sobre “Intervenção”


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

É assustadoramente burro e pobre o debate sobre aquilo que os donos do poder preferem meramente chamar de “Intervenção Militar”. Raciocinando com o intestino, ou na base de faniquitos emocionais, os mantenedores do sistema do Crime Institucionalizado no Estado-Ladrão, alegam que qualquer ação das Forças Armadas seria um “golpe” contra o “regime democrático”. Tal alegação ignora a realidade e o conceito certo. Peca pelo excesso de cinismo na manutenção de tudo do jeito ruim que está.

Quem dá golpe é o Crime – que se institucionalizou. Na verdade, o que impera no Brasil é uma demo-cracia (gestão corrupta do demônio). Aqui não temos “Segurança do Direito através do exercício da razão pública” – que é o conceito correto de Democracia. O povo não governa. È desgovernado pelos corruptos. Nossa Constituição é tão fascista que permite a “intervenção estatal” em tudo, sobretudo na vida de todos. A Carta de 88 legitima até a tão temida “Intervenção Militar”. Vide o artigo 142 – que autoriza até a “intervenção” das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem, conforme habitualmente tem ocorrido no Rio de Janeiro.

Os inimigos da verdadeira Democracia, geralmente mamadores nas tetas estatais ou sócios do Crime Institucionalizado, cometem um pecado básico: não apresentam soluções para assegurar a plena segurança jurídica no Brasil. Interpretam a Constituição de 1988 de maneira, dogmática ou cúnico-pragmática – dependendo a situação e das conveniências que favoreçam aos autodenominados “donos do poder”. Eles aprovam quando os militares são escalados para enxugar gelo no ataque ao narcotráfico. Mas fazem beicinho quando se cogita a possibilidade de as Forças Armadas serem convocadas – pelo legítimo povo – para colaborar no necessário e inevitável processo de mudanças.

1964 não vai se repetir. Os Generais não darão “golpe”. Eles aprenderam com os erros daquela “intervenção”. O compromisso dos militares é realmente com a Democracia. No dantesco quadro da vida pública brasileira, o legítimo Poder Militar apenas se prepara para apoiar a ação da cidadania, assim que for deflagrado o irreversível processo de mudanças institucionais. O primeiro passo será o clamor por uma Nova Constituição baseada em princípios legais republicanos, federalistas que garantam a liberdade do indivíduo diante do poderio estatal.

O debate precisa ir além da mera “intervenção militar” – que nada resolve se for feita na base de um “voluntarismo tenentista” (como ocorreu em 1964, quando os militares firmaram uma parceria com o poder econômico e a classe política, para formar o consórcio que ocupou a presidência, por 21 anos. Um General era titular do Palácio do Planalto, mas quem ditava as ordens, de verdade, era a Oligarquia Financeira Transnacional que controla o Brasil. Os fardados desconheciam o real inimigo. Os militares acertaram na gestão da infraestrutura, porém falharam na gestão econômica e, mais grave de tudo, erraram na gestão da Liberdade.

Agora tudo será diferente. Os generais não cogitam assumir o poder por longo prazo. A intervenção deles seria pontual para apoiar a ação dos legítimos inimigos do Crime Institucionalizado. O caminho é outorgar uma Nova Constituição que restabeleça as Instituições – comprometidas pela plena atuação criminosa. O momento, agora, é de um exaustivo debate que produza soluções concretas para o Brasil, com base na Lei, na ordem, na segurança e nos princípios republicanos, federalistas, transparentes e libertários.

O Estado-Ladrão tem de ser eliminado. Mas isto não acontece em passe de mágica, por decreto. É preciso reinventar o Brasil. A missão é complexa e complicada porque não se foca nas soluções. Agora, ganha força (como nunca) a proposta da “Intervenção Militar”. Novamente, é preciso insistir que ela não basta, e por isso não acontecerá na forma tradicional de um “golpe”. Antes de qualquer mudança efetiva, é fundamental fechar um pacote do que é preciso fazer para mudar.

O Comandante do Exército, General Eduardo Villas-Bôes tem insistido que a sociedade brasileira precisa discutir exaustivamente que Projeto Estratégico de Nação se deseja. Alguns grupos promovem estudos e formulam projetos sérios de soluções. Tal debate precisa aumentar de dimensão. Ainda está abaixo do desejável e do necessário. Enquanto isso, o Crime Institucionalizado tenta se reinventar, para deixar tudo do jeitinho como sempre esteve... Por isso, bandidos e idiotas agora se arrepiam com o crescimento da aceitação da Intervenção como uma “saída”.

O Poder Militar é o sustentáculo de qualquer Nação. No Brasil, nossas Forças Armadas vêm sendo avacalhadas e esvaziadas sistematicamente. Sem orçamento ideal, têm cumprido missões que vão muito além do que está previsto no texto constitucional. Os militares são atacados ideologicamente e desafiados pelos tentáculos operacionais do crime organizado. As “Legiões” analisam o cenário e vão suportando aos ataques, do jeito que podem, na estrita observância de leis que precisam ser revistas e mudadas, após um amplo debate.

O erro crasso que a sociedade brasileira é levada a cometer agora é não cumprir seu papel de legítima pressão e livre debate para pensar soluções que neutralizem o poder do Crime Institucionalizado. Em vez de debate inteligente, tome desvio de atenção com o noticiário sobre o enxugamento de gelo contra a organizada bandidagem.

Sigamos nos distraindo com a novela sobre o destino de Aécio, a guerra STF x Senado, e campanha para arrasar com Michel Temer (mereça ele ou não), enquanto Lula prepara sua milagrosa campanha para retornar à Presidência da República, com Gleisi Hoffmann fazendo até discurso de “apoio aos militares” que podem ajudá-los na retomada e consolidação do projeto bolivariano...

Afinal, militares petistas (eles existem, ninguém duvide) agem mais quietos que os militantes e os meliantes de plantão... As assombrações seguem mais vivas que nunca...


Releia o artigo de domingo: Mais um Grande Golpe contra os Militares


Senado x STF



Negação perigosa



Serviço de Proteção ao Temer



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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Outubro de 2017.

Torquemada versus Dona Onça


“País Canalha é o que não paga precatórios”
              
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um brilhante professor define “louco” como sendo aquele que, AO MESMO TEMPO, perdeu a autoestima, o instinto de conservação e o respeito pelo dinheiro.

Os torquemadas tupiniquins perderam apenas o seu instinto de conservação.

Temendo perder o poder e privilégios acumulados por séculos, tentam “domesticar” a Onça provocando-lhe medo.

No dia da limpeza geral, serão devorados sem a menor comiseração.

Chega de “deuses” e “semideuses” intocáveis. As funções de proteger a sociedade e a lei , há muito ficaram em segundo plano.

Hoje buscam protagonismo político por caminhos ínvios.

Menos expostos que o urubuzário, procuram aproveitar o momento de fragilização do judas ciário para ascender ao estrelato.

Muitos (já da geração degradada pela ação demolitória de nosso sistema educativo) não estudaram latim e portanto ignoram o significado de “In vi non argumentandi”.

Numa tradução tabajara:

Pirar pra Timbuktu antes de pirarucu.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

domingo, 15 de outubro de 2017

Mais um Grande Golpe contra os Militares


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Os autoproclamados donos do poder acabam de passar um recibo de que estão preocupados com duas “ameaças” objetivas à continuidade de sua hegemonia e esquemas corruptos, no modelo capimunista rentista de “mamação” nas tetas estatais. A primeira “ameaça” é o crescimento das pessoas que aderem à tese e reinvindicam, abertamente, uma “intervenção militar”. A segunda “ameaça” é o crescimento da candidatura presidencial de Jair Bolsonaro – ironicamente interpretada como uma espécie de “intervenção militar” pelo voto direto.

Os ameaçados partiram para a ofensiva. O canhão de ataque contra a “Intervenção Militar” e Bolsonaro é dos mais poderosos: os veículos do Grupo Globo. A Edição 1008 da revista Época produziu uma reportagem “exclusiva” para servir de vacina contra o vírus da admiração popular por uma “solução militar”: “A Corrupção Fardada” –Investigações do Ministério Público Militar expõem centenas de casos de desvio de dinheiro público nas Forças Armadas”. Certamente, o assunto vai repercutir no Fantástico e nas próximas edições do Jornal Nacional, além de ser cozinhado pelo jornal O Globo.

O texto da Época deixa clara a intenção político-ideológica da ofensiva “Global”: “Registros da Procuradoria-Geral da Justiça Militar, obtidos com exclusividade por Época, expõem os abusos com dinheiro público nas Forças Armadas. São 255 processos pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público em proveito próprio) e 60 por corrupção ativa ou passiva – todos abertos nos últimos cinco anos”. A matéria tira a conclusão implacável: “Sim, também há corrupção no Exército, na Marinha e na Aeronáutica”.

Época prossegue: “O valor estimado de prejuízo aos cofres públicos nesses principais casos é de R$ 30 milhões”. A reportagem de Aguirre Talento ressalva dois fatos objetivos: 1) “Os militares administram um orçamento anual de R$ 86 bilhões, quase tudo atrelado a salários e pensões; apenas apenas R$ 7 bilhões são gastos ou investimentos e estão, portanto, sujeitos a desvios como esses investigados”. 2) “Militares não têm acesso aos maiores cofres do governo federal, não fazem campanha eleitoral e não tem conexões no Congresso para aprovar leis. Ou seja, têm menos oportunidades de fazer negociatas”.

As verdadeiras intenções da matéria da Época aparecem em seguida: “Embora os casos não apontem um cenário de corrupção institucionalizada ou generalizada, os processos trincam o argumento recentemente vociferado por apoiadores de uma estapafúrdia intervenção militar como solução para a crise atual, como defendido recentemente pelo general do Exército Antônio Hamilton Martins Mourão. Confortável, usando um uniforme repleto de medalhas no peito diante de uma platéia dócil em uma loja maçônica de Brasília, em 15 de setembro o general acenou com a possibilidade de intervenção militar para extirpar o os corruptos da vida pública”.

As oito páginas da Época prestam um relevante serviço no combate à corrupção. Afinal, nenhuma investigação em andamento deve ficar escondida dos olhos da opinião pública. No seio do Estado-Ladrão brasileiro, ninguém está acima de qualquer suspeita – inclusive os setores das Forças Armadas que cuidam de compras, obras terceirizadas ou serviços. Tudo no setor público brasileiro precisa ser controlado de modo mais eficiente, direto e democrático.

Acontece que a intenção tática da reportagem da Época (ferrar a imagem dos militares) pode fazer o feitiço virar contra o feiticeiro ideológico. Não será a pontual “Corrupção Fardada” que mudará a imagem que a maioria da população tem da instituição militar. Além disso, quanto mais se ataca os militares, maiores são as chances de eles fortalecerem seu tradicional “espírito de corpo”. A tese intervencionista ainda divide os generais. Depois de mais uma ataque midiático, a tendência é que a “solução” conquiste mais adeptos no Alto Comando e adjacências.

A situação nos quartéis é mais tensa do que pode supor a vã filosofia dos inimigos ideológicos dos militares. Generais, Almirantes e Brigadeiros estão preocupados com o emprego das Forças Armadas nas operações de Garantia da Lei e de Ordem (GLO) contra o narcotráfico. Alguns membros (ideológicos de esquerda) do Ministério Público Federal e do Ministério Público Militar ficam de plantão para denunciar os militares, diante de qualquer vacilada. O jogo tende a ficar menos nervoso - com as novas medidas legais para disciplinar as ações de GLO.

Aliás, a explosão de violência, com requintes de barbárie, é um outro assinto que preocupa mais os militares que os rotineiros ataques ideológicos contra a imagem das Forças Armadas. Não é à toa que os Generais também aproveitam a mesma edição da revista Época que ataca as honestidade das instituições militares para viralizar dois trechos da entrevista do Desembargador Federal João Pedro Gebran Neto, relator dos casos da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre:

“Desalento é ver 14 milhões de pessoas desempregadas. É essa falta de confiança nas autoridades e nas instituições e a expectativa de que apareça alguém para resolver nossos problemas. Temos de discutir, trabalhar, conversar. Precisamos de transparência, ordem e organização. À medida que o Brasil retome sua marca de crescimento e as estruturas voltem a funcionar, vamos voltar a ter bons motivos para sorrir. Nos lugares do País onde o dinheiro foi mal gasto, isso vai demorar um pouquinho mais. Acho que o Brasil vai sair dessa”.

“Há uma coisa que piorou muito: a violência. Matamos 64 mil pessoas por ano. Este é um dado catastrófico. É uma guerra civil”.

Os militares concordam com Gebran Neto. Por isso que a inevitável “Intervenção” não será “militar”, mas sim “Constitucional”. Militares não darão “golpe” – da mesma forma como não aceitam sofrer golpes. O Poder Fardado só tem como alternativa apoiar aqueles que promoverão as mudanças estruturais no Brasil. É isso que apavora os donos do poder que nada querem mudar...


O Primeirão


Quem manda em quem



Mal pintado...




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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 15 de Outubro de 2017.
Viva o Dia do Professor!!!

Análise Conjuntural


“País Canalha é o que não paga precatórios”
              
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Atendendo a sugestão de um ilustríssimo general, fui às ruas no último dia 12 de outubro, em São Paulo, para demonstrar minha indignação com o atual estado de coisas em nosso país.

Houve uma passeata desde a Av. Paulista até a Praça da Sé, que reuniu não mais de quinhentas pessoas.

O número aparentemente pífio, é, no entanto, muito significativo.

Nosso povo, além de ordeiro e trabalhador, é muito inteligente e perspicaz.

Depois de manifestações que reuniram milhões, em passado recente, os cidadãos elegeram , no primeiro turno, um novo prefeito de São Paulo.

O fato inédito, demonstrou que estamos fartos da classe política e votamos naquele que menos aparentava lhe pertencer.

Para nossa tristeza (não surpresa) o bocó ungido mostrou-se picado pela mosca azul do poder.

Se a dona Onça não tomar providências enérgicas, voltaremos à panacéia das eleiCães.

Com urnas fraudadas, fundos partidários com o suado dinheiro do contribuinte, passar-nos-emos o definitivo diploma de otários.

Já nos basta ver impunes os bandidos sem terra ou sem teto.

Deus não permita que nos tornemos sem esperança.

Verdadeiros sem-onça.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Eleições: por que não


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

No ritmo do massacre do povo, pela ditadura do crime, alcunhada de "Nova República", até as tais  eleições de outubro de 2018 , 1 milhão de brasileiros serão mortos; assassinados em assaltos, abandonados nas filas dos hospitais e nas precárias estradas.
         
A tragédia é que de nada valerá o genocídio do povo, porque as eleições apenas garantirão, que tudo continuará como dantes. Exatamente como ocorreu no impeachment da Dilma. O massacre continuou.
     
Por tudo isso, temos que intervir no processo político, através de nossas mandatárias, as Forças Armadas, para afastar o crime do Poder do Estado e salvar os brasileiros.
       
Não é apenas uma questão acadêmica, um debate ideológico, é a salvação das vidas de milhares de brasileiros.
       
Nossos generais, certamente  cumprirão o seu dever, protegendo o povo e a Pátria, cassando o mandato do crime.

VIVA A INTERVENÇÃO!!!


Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club.

A Seleção e o STF


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Lárcio Laurelli

Ao alvorecer do novo horário de verão, a Nação perplexa e a Pátria inconformada assistem a espetáculos inimagináveis. A seleção brasileira classificada depois do maior vexame da história na copa de 2014... Dizem que o jogo com a Alemanha foi vendido, fato em apuração... Mas o que é fundamental a dizer é que os 11 jogadores não são tão conhecidos como os Ministros da Corte Suprema. Julgamentos longos, demorados, prestação jurisdicional sem efetividade, a Corte está fora dos seus poderes, e não pode e nem deve analisar e julgar tudo,quando o legislativo se omite ou age com culpa e de forma igual o Executivo.

No caso em torno dos poderes cautelares bastaria apenas determinar o monitoramento por meio de tornozeleira que evitaria esse inócuo debate e o enfrentamento entre os poderes da República. O conjunto da obra indica
uma quantidade inúmera de erros ao longo dos anos que nos sepultaram numa ditadura economica e também de ordem política. A composição do STF deve ser revisada,não é possível a escolha de pessoas do entorno do Presidente em preterição aos juristas  e especialistas no tema, essa divisão muito evidente da Corte Suprema apenas leva a sociedade à incerteza e também insegurança jurídica.

Nas cortes constitucionais européias e na norte americana não observamos julgamentos de tamanha integração, demora e um voto médio do presidente para decidir a questão,normalmente existe uma qualificada maioria que se orienta e tudo é facilitado pela interpretação ao lado do ordenamento jurídico. Infelizmente qualquer matéria ganha foro no STF e a canalhice do foro privilegiado levou o Brasil ao caos, pois ao lado da imunidade também se acrescenta a impunidade gerada pela tartaruga em movimento quando se chega à espera de uma década ou mais para o julgamento de uma determinada causa envolvendo ilícito cometido pelos parlamentares.

Essa realidade precisa ser mudada e de forma urgente,no século da tecnologia impossível sustentarmos julgamentos com duração de 12 ou 13 horas para dar um resultado que delega ao parlamento dizer se o político sofre restrição ou constrangimento no exercício do mandato. Enfim se a última palavra cabe ao parlamento porque a delonga no julgamento.

O caso recente da extradição de um italiano condenado no seu País é emblemático. Estamos analisando a questão há década e sem o escopo definido, quando o Presidente acenou extradição,eis que o STF barrou por meio de  liminar até analise de mérito da primeira turma. No entanto, se a extradição cabe ao Presidente por força da Constituição federal não estaria havendo outra intromissão no princípio da separação de poderes.

Nossos ministros do STF são conhecidos com extrema facilidade também
pelas transmissões dos julgamentos e entrevistas concedidas. Nossos onze jogadores da seleção que irá à Russia não têm a mesma musculatura ou capilaridade. É que com exceção de 2 ou 3 jogadores de peso, os demais ainda estão em teste e poderão ou não ser aproveitados na qualidade de titulares.

Ao contrário,nossos 11 Ministros a partir da posse são vitalícios e podem exercer a jurisdição até 75 anos,gostem ou não,a situação é de uma repaginação na formação, estrutura e matéria de competência da corte suprema que está abarratada, entulhada e de coisa sem relevo ou repercussão. Donde vem a midia e diz que tudo está judicializado, mas se esquece de enxergar que são os partidos, os políticos e as autoridades que se entrechocam para desaguar tudo no STF.


E enquanto a corte não mudar seu estilo sua forma de perceber ou interpretar com julgamentos enxutos e diretos, objetivos,sem canseira ou perda de tempo, manteremos a mesma irracionalidade, com gastança e prejuízo ao povo e a Nação. Não basta que conheçamos, um a um,os Ministros da Suprema Corte e desconheçamos o escrete da copa de 2018, pois que é melhor ficar no anominato ao aparecimento extremamente imperfeito a colocar em risco o futuro da democracia e a capacidade de reorganização institucional.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Cármen Lúcia mostrou sua verdadeira face


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Apesar da tremenda “paparicação” que certa mídia aparentemente disposta a prestigiar a Operação Lava Jato dedicou à Ministra Cármen Lúcia (STF), que assumiu a presidência do Tribunal em lugar do desgastado Ministro Ricardo  Lewandowski, hoje  ficou claro a que ela veio.
Escrevo sobre essa mesma mídia que antes projetava o Governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro - que hoje responde a “mil” acusações de corrupção - ou o então Presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, também  envolvido em falcatruas, como prestigiados acima de Deus. O “cartaz” de Sérgio Cabral em Brasília era tanto que a Presidente Dilma Rousseff estremecia e vibrava, de tanta alegria e emoção, da cabeça aos pés, só em ouvir a pronúncia do nome  desse cidadão. Era o “queridinho” de estimação da Presidente Dilma, que hoje ainda tem a “cara-de-pau” de viajar pelo mundo por conta  dos que pagam impostos, reunindo plateias de “babacas” em todo o mundo dispostos a ouvir as suas mentiras e infundadas lamúrias.

Pior ainda é o que acontecia com Sérgio Gabrielli,o “deus” da Petrobrás. Quando começaram  alguns rumores de que ele poderia  ser afastado da petroleira, aquela imprensa comprometida até debaixo d’água com “eles”  ampliava  e “apimentava” essas versões de  tal sorte que se porventura  isso acontecesse seria um enorme “baque” no valor de mercado da empresa e que as  suas ações teriam uma queda vertiginosa. Ficar ou não ficar Gabrielli era quase uma questão de sobrevivência, de vida ou morte para a estatal. Mas  Gabrielli  saiu e não deu em nada. Mas continuou a corrupção desenfreada que já existia  no seu tempo.

Ora, é evidente, pois, que o papel da Grande Mídia ,nesses casos, foi meramente o de fazer “comerciais”, pró-Governo, certamente bem remunerados. Ninguém mais duvida que especialmente a Grande Mídia só divulga as versões dos fatos conforme é comprada.

Quanto às expectativas  em torno do nome da Ministra Cármen Lúcia, que assumia a Presidência do Supremo, o puxassaquismo midiático passou de quaisquer limites. Ela  viria para “moralizar” o Supremo ,diziam e escreviam. E ela  seria  mais “macho” nas suas atitudes que os próprios Ministros  que têm na Carteira de Identidade escrita  a condição de sexo “masculino” (distinção que em breve provavelmente acabará  com a tal de  “ideologia de gênero”).

É realmente difícil traçar um perfil exato dos Ministros do Supremo. Eles divergem nos seus julgamentos somente nos limites admitidos pelo “Sistema”. E essas divergências nas “miudezas” dá a falsa impressão de “independência”. Porém o mesmo não acontece nas questões ESSENCIAIS, naquelas mesmas que poderiam abalar o domínio do “Sistema” ,gerenciado exatamente  nos Três Poderes. Nessas situações o espírito-de-corpo  do Tribunal não tem divergências e “fecha” inteiramente com o “Sistema”, do qual não passa de gerente e “cão-de-guarda”.

No que pertine à “organização criminosa” que fincou raízes fundas nos Três Poderes, no próprio “Sistema”,portanto,não se vê também no STF qualquer “arranhão” que possa trazer algum prejuízo ao domínio dessa  organização criminosa, dessa “quadrilha”. Todos “fecham” nesse desiderato.

Muita  esperança da sociedade civil  foi jogada na lata de lixo pelo STF. Essa última  que fizeram agora com “delinquente”  Senador Aécio Neves passou de todos os limites. Qual o currículo desse “cara”, além de ser neto de Tancredo Neves (que para mim também não tem qualquer currículo, mas que tem cartaz de  “estadista”)?

Torna-se muito claro que o Supremo, por sua maioria (6x5),se acovardou no cumprimento do seu dever. Mas ele preferiu abrir mão da sua responsabilidade e competência para deixar com o próprio Senado a tarefa de descascar esse “abacaxi”.  É evidente que Aécio será absolvido. Esse pessoal nem tem mais noção sobre o que é “vergonha-na-cara”. E como o Aécio é a “cara” do Senado, condenar Aécio daria no mesmo que condenar o Senado, que estaria proclamando: “eu (Senado) não tenho vergonha na cara!!! “


Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.