terça-feira, 24 de maio de 2016

A fria temporada de planejamento temerário


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Michel temer foi obrigado a discutir a relação com seus ministros enrolados com a Lava Jato bem antes do previsto. Eis o problema de quem aceita ser obrigado a suportar um relacionamento politicamente temerário para tentar governar interinamente. Temer sabe do altíssimo risco de divórcio litigioso com as velhinhas de taubaté que fingem apoiá-lo incondicionalmente. A temporada de traições políticas no Brasil parece funcionar permanentemente. O "competente e dedicado" Jucá foi exonerado a fórceps...

Nesses tempos de relações temerárias, soa interessantíssima a notícia de que a Corregedoria Nacional de Justiça, ministra Nancy Andrigui, tenha recomendado aos cartórios que não façam novas escrituras públicas de reconhecimento de uniões civis entre mais de duas pessoas. O Conselho Nacional de Justiça avalia a legalidade e legitimidade do registro de uniões poliafetivas ou trisais (quando incluem apenas três indivíduos). O CNJ acatou uma representação judicial da Associação de Direito de Família e das Sucessões (ADFAS), que solicitou a proibição de novas escrituras até que a matéria seja devidamente regulamentada.

A recomendação do CNJ gera uma reflexão sobre como lidar com um governo que depende de relações politicamente poliafetivas para sobreviver em ritmo de suruba institucional. O que fazer? Temer deve estar se perguntando...  O ministro vela de sete dias Romero Jucá foi apagado por uma gravação telefônica indiscreta. A vida segue dura no governo interino - até agora bastante parecido com o anterior. A terça promete ser dramática. Tem prova de fogo no inferno do Congresso Nacional. Michel Temer precisa de autorização parlamentar para registrar o déficit primário de R$ 170,5 bilhões em 2016.

Para apreciar a matéria, são necessários 257 deputados e 41 senadores presentes. Dureza na véspera de feriadão... Além disto, tem outro risco: 24 vetos presidenciais trancam a pauta de votação. A oposição já advertiuu que obstruirá a sessão marcada para as 11h. Temer tem até 30 de maio para votar a mudança na meta. Caso isso não ocorra, Temer incorrerá em crime de responsabilidade fiscal para pagar as despesas da máquina pública, por meio de pedaladas fiscais. Se o Congresso não autorizar o governo a registrar o rombo de R$ 170,5 bilhões, será necessário um contingenciamento de R$137,9 bilhões, o que poderá provocar a paralisação da máquina.

A petelândia torce para que Temer caia da bicicleta. Por isso, farão o diabo para não permitir que o Presidento ganhe uma espécie de "cheque especial" para segurar seus 180 dias de interinidade. Estão previstos novos vazamentos seletivos contra integrantes temerários da equipe de Temer. O problema é que pau que dá em Chico Buarque também dá em quem não tem a santidade política de um Papa Francisco. A Lava Jato também vai criar ainda mais problemas para os petistas e comparsas próximos.

A previsão do tempo é que muita gente ruim passe um inverno super gelado na tal República de Curitiba. Dizem até que já tem gente treinando para tomar banho geladinho... A Lava jato 30 está em andamento... Tem mais...  

Confira a terceira edição de segunda-feira: Temer prepara a venda do Brasil a preço de banana

Releia a primeira edição de ontem: Militares exigem Justiça


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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Maio de 2016.

JUQUINHA, VENHA CÁ!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

JUquinha, venha Cá!

De chuchu beleza a juju tristeza.

Pobre romeiro cuja romaria faz que gente de Roma ria!

Reze para que “delimitar” não vire de militar.

Agora não é só meu boi que espalha merda. Há vários auxiliares.

Benditas gravações que enchem de esperança nossos corações.

“Isso não fica assim !”. Claro que não; vai feder muito mais !.

Nada a temer de um homem probo que quer se afastar de um ogro.

“Seu machado, dona enxada foi-se”.

Nunca merdandantes na história deste país estiveram de quarentena.

Agora o bigode terá “cheirinio de fadô”.

Haverá reações em cadeia. E detê-las ninguém se atreve, porque a arte é longa e a vida breve.

Pelo menos na Alemanha já é conhecida a manha.

Artista merqueltrefe não ganha prêmio em Cannes. Talvez em cana: um peixinho vermelho no aquário; presente de um povo otário.

Enquanto isto, dona Onça...

(Xiiii! Lá vem o chato que pensa ser ela a única a consertar a república desengonçada !)

A faute de mieux on couche avec sa femme.

“Et je m'en vais au vent mauvais qui m'emporte deçà, delà, pareil à la feuille morte”.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Profecia de Maio


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant'Ana

O quanto cristãos podem aprender com seus livros sagrados? Sempre me
impressionou uma passagem do Velho Testamento: o povo judeu, depois de, sob a liderança de Moisés, fugir do cativeiro e errar pelo deserto (durante 40 anos, como se lê em Êxodo), queixava-se lamurioso, dizendo "Oxalá tivéssemos sido mortos pela mão do Senhor no Egito, quando nos assentávamos diante das panelas de carne e tínhamos pão em abundância!"

Era a velha mentalidade de escravo. Com os apertos da vida no deserto, a memória evocava a sensação boa dos momentos em que a fome era saciada, esquecendo a humilhação, as privações e todo o sofrimento do cativeiro.

É uma inclinação, em maior ou menor medida, de todos nós, humanos: sentindo fraqueza diante das agruras do presente, tendemos a buscar refúgio no passado, filtrando memórias e nutrindo lembranças distorcidas. E, assim, omitindo o que foi ruim e idealizando o que foi bom, criamos no imaginário a fantasia de um bem-estar que excede a realidade. Disso fala o texto sagrado. Mas quantos conseguirão abstrair a verdade ali exposta?

Pois não passará muito tempo e veremos essa inclinação ser confirmada por alguns que, professando a fé cristã, hoje celebram a queda do PT. São pessoas que têm razões para repudiar a ideologia petista, sobretudo pela degradação de certos valores que consideram essenciais, os quais são deliberadamente desrespeitados pelo PT. Mas quando, daqui a pouco, sobrevierem frustrações - e Michel Temer parece ter grande aptidão para frustrar expectativas -, vão olhar para trás e enxergar com inusitada simpatia o governo que se arredou do poder. As promessas utópicas dos ausentes, as crenças forjadas por marqueteiros e as versões urdidas pela demagogia serão confundidas com um cenário de bonança que nunca existiu.

É a fantasia de uma felicidade extraviada. Vão esquecer o autoritarismo, a intolerância, a corrupção, o desmantelamento da economia, a insegurança jurídica, o aparelhamento do Estado, a imposição ideológica na educação formal (com o acréscimo da interferência estatal naqueles aspectos da formação da personalidade que competem à família), a prática contumaz da incitação ao ódio, a mentira como método e até a vulgaridade detestável de governantes inqualificáveis. É previsível, portanto, que haverá quem apague da memória o comportamento de um governo que caiu de podre - oxalá, em definitivo. Sim, desse modo vão proceder muitos que, de hábito, leem o livro sagrado.

Pois bem, apesar do título, este não é um texto profético: é só uma previsão baseada no conhecimento das debilidades humanas. Agora, muito cuidado! Que o comportamento ora descrito não se confunda com a necessária e desejável crítica aos tropeços governamentais.

É uma questão de postura: podemos ser viscerais (enxergando a realidade a partir de nossas conveniências particulares) ou racionais (dados à análise, à ponderação, à solidariedade e ao agir responsável).

No que narra o Velho Testamento - linguagem metafórica -, os hebreus vagaram por 40 anos no deserto até conquistarem propriamente a liberdade. Penaram, mas aprenderam. De quantos anos necessitarão os brasileiros para alcançar o país sonhado? E que país queremos nós?

"Quem não sabe o que procura não percebe quando encontra", dizia Augusto Comte. Com efeito, nem todo mundo sabe o que quer. Nem todos sabem o que buscar. Seria arbitrário, em qualquer hipótese, pretender apontar aquilo que atenderia as expectativas do imenso e variado número de pessoas que compõem o país. Pode-se, contudo, assinalar algo que ninguém de sã consciência desprezaria: sem dúvidas, todos quererão viver num país com liberdade e abundância. Como alcançar essa meta? Como fazer que exista uma clara e generalizada consciência de que esse "estado de bem-estar" tem um custo, qual seja, o de cada um assumir responsabilidade, exercitar autonomia e ter a iniciativa de solucionar seus problemas em vez de aguardar a tutela do Estado ou a aparição de um "salvador da pátria"?

Uma coisa é certa: enquanto os brasileiros esperarem por um Moisés que conduza o povo através do deserto moral que infelicita o Brasil, não haverá a nação feliz a que, de algum modo, todos aspiram.


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito

Despolitizar + Descorromper = Desenvolver


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

O Brasil atravessa um momento tenso e ao mesmo tempo intenso na sua modernidade e jovialidade democrática, pipocam todos os dias escândalos que desnorteiam a governabilidade e colocam em risco o funcionamento do mercado, impactando na economia e nos aspectos confiança e credibilidade.

O melhor seria despolitizar os meandros do poder e colocar a gestão pública nas mãos do conhecimento, da ciência e de pessoas capazes, o critério da meritocracia, com isso ganharemos qualidade e eficiência reduzindo em muito o terror da corrupção que nos enlameia e traz a pecaminosa idéia da falta de agentes públicos que ostentem moralidade, ética e decência.

A presença de velhos coronéis envergonha a todos e nem bem começaram os acesos debates para o pleito municipal de outubro. Eis que temos os antigos políticos já no quadro septuagenário e octogenário, somente comprovando que os mais jovens não tem acesso ou possibilidade de lançar suas próprias candidaturas, ante o fator hermético dos partidos políticos.

A presença de 35 deles na democracia é um sinal que nada funciona. Deveria a maioria ser extinta pela disfunção e também ao tempo por causa da corrupção,com isso abririam oportunidades para que os cobertos pela ficha limpa dedicassem tempo para a Nação. Bom exemplo vem da Itália que vota suas reformas e nela o representante local também terá assento no parlamento, o que indica em termos de Brasil a desnecessidade do modelo bicameral e da quantidade de políticos.

Nessa visão, teríamos a projeção unicameral e uma parte dos deputados estaduais conservaria a representação federal, sem a necessidade de mantermos no congresso,parlamento único,matéria estranhas ao ambiente e votação pelas lideranças o que desserve a democracia. O governo interino sofre uma luta intestina daqueles inconformados pela derrubada, acusam o golpe e não aceitam o impedimento.

A única maneira de se combater a discórdia que está disseminada é lançar nomes competentes de pessoas idôneas sem mácula ou qualquer nesga em relação à corrupção. O momento é oportuno e a conjugação de esforços ainda maior, se o político comanda a pasta seus subordinados ficarão sem livre arbítrio e cairão na armadilha do congelamento da tecnologia pela indicação política.

O novo governo tem jovens inexperientes e a formação é um concerto estabelecido para se ganhar a maioria em ambas as casas, mas é muito pouco, temos tempo razoável para ambicionarmos o melhor. O governo de há muito está recuado, acuado e nas lonas, com o déficit e não arrisca nada absolutamente. Uma parte do volume de reserva, considerada intocável poderia servir de mote para reconstrução do Brasil em ruínas e melhoria do emprego,trabalho e produção.

A fórmula matemática precisa não existe e continuaremos tateando entre as experiências e as denuncias que não cessarão em momento algum. Governo provisório percorre o caminho de acreditar na inocência mas não pode tergiversar. Estamos numa etapa periclitante da vida nacional e qualquer erro será nocivo. A população e a sociedade civil entendem que o limite está esgotado e nada mais querem exceto uma revolução na política e uma metamorfose nos políticos.

Que o governo atual se lembre de despolitizar, descorromper e passe ao desenvolvimento, com políticas de crescimento e o estancar da sangria de gastos públicos, já que o Estado brasileiro se mostrou incapaz e ineficiente frente aos compromissos assumidos nas urnas.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Cultura - retrocesso para frente


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ipojuca Pontes

Numa orquestração típica de quem suga há décadas, de forma parasitária, os cofres públicos - e, muito pior, de quem procura embotar noite e dia a alma da nação com a criminosa propaganda ideológica vermelha -, a parte mais ruinosa da chamada “classe artística”, porta-voz da melopéia lulopetista (comunista) tramada no bunker do mafioso Instituto Lula e coordenada nos fundos dos do Palácio da Alvorada, passou a encarar o impeachment da nociva Dilma como “golpe” e a fusão do malfadado Ministério da Cultura ao Ministério da Cultura como um “retrocesso”.

Sim, é nocivo, mas é real: na base do histerismo irracional, a corporação parasitária quer acuar, a um só tempo, a correta decisão de Michel Temer, o intimidado Ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho e, por último, porém não menos importante, mais de 80% da população brasileira revoltada com a corrupção, a miséria, o desperdício, a safadeza institucional, a vagabundagem bem remunerada e o paquidérmico Estado socialista fomentado pela quadrilha (ora desorganizada) petista.  

O Ministério da Cultura - criado em pelo coronel Zé Sarney, uma figura sob todos os pontos de vista lamentável - é um caso clássico de “avanço, para trás”. Ele representava no Brasil oficial, até então, a manutenção da mais agressiva forma de aparelhamento do Estado para usufruto de uma casta privilegiada de “señoritos” que se diz à procura de uma controversa “identidade nacional” cacarejada em torno do chamado “multiculturalismo”, mistifório marxista para fermentar o acirramento da luta de classes.

O fato concreto é que o extinto MinC, para a grande maioria da sociedade brasileira, valia, exatamente, o peido de uma gata. Em resumo, basta verificar: com o aparato oficial não se criou sequer um arremedo de mercado nem se fez, como era alardeado, qualquer tipo de inclusão da massa espoliada. Tudo não passava de propaganda (cara) enganosa!

(Lembrete irônico: quanto o MinC se fez projeto, em meados de 1985, comunistas tradicionais como Antonio Callado, Moacir Werneck de Castro e Leandro Konder, entre outros, redigiram um manifesto protestando contra a sua criação. Eles temiam que o monstruoso aparato fosse manipulado pela “turma da direita” (seguiam, claro, o mote  canalha de Lênin: “Acuse-os do que você é ou pretende fazer”).

Eis o fato escandaloso: sem considerar juros nem correção monetária, o Minc jogou pelo ralo, nos últimos tempos, por baixo, mais de um (1) trilhão de reais. Repito: mais de um trilhão de reais. No seu rastro, se expandiu uma pesada burocracia cultural em conluio com a casta de serviço empenhada em usurpar a grana do Estado (leia-se contribuinte) para a consecução de projetos pessoais, inexpressivos, muitos vergonhosos e/ou  politicamente ideologizados.

Embora vivesse afogado na divulgação de programas de pura marquetagem, pontos de cultura, editais afirmativos, etc., o Ministério da Cultura petista funcionava, na prática, como um vertiginoso mensalão para cooptar medalhões e medalhinhas  da área e manter a peso de ouro uma entranhada burocracia militante no espaço perdulário da cultura oficial. Um horror!

Tudo acima mencionado é mais do que sabido e pressentido pela sociedade brasileira que foi às ruas  gritar contra a corrupção e exigir a queda de Dilma, de Lula e do PT. Salvo os sanguessugas do “Estado forte”, beneficiários do festim que levou o Brasil ao buraco negro total, ninguém em sã consciência aguentava mais o rojão. A bolha secou em meio a insolvência geral.    

Bem, se o Império do Mal foi derrubado, qual o problema?
O problema é que os vossos políticos, muitos deles ignorantes, se curvam diante da palavra “cultura” incensada pela mendacidade da onda vermelha. Nem Lula - o Ogro Pilantrópico -  nem Renan Calheiros – o Campeão da Lava-jato -  jamais entraram num teatro e, pelo que se sabe, a cultura do indiciado presidente do Senado é a cultura do gado, por sinal, inexistente. Cultura, vale dizer, não tem nada a ver com órgão oficial de governo e suas patranhas. Ela deve ser entendida como a tradição de normas de condutas aprendidas e que nunca foram “construídas” – o que nos remete à questão de que a evolução cultural não é só fruto da criação consciente da razão. Mas como explicar isso a essa gente sem fazer, antes, o haraquiri francês?  

O temor, em suma, é que, pressionado pela mídia esquerdizante, o inseguro governo Temer “avance, para trás” e sacrifique ainda mais a população estuprada. Desde já, ele precisa saber que Caetano Veloso (o intelectual de miolo mole, no dizer de Merquior), Gil, Chico Buarque, Barreto, Fernanda Montenegro et caterva são, direta ou indiretamente, beneficiários do festim e não têm nenhuma responsabilidade com o possível soerguimento econômico e político da nação. Eles já se manifestaram “contra o golpe” e são aliados da desonesta Dilma Rousseff, marionete de Lula, do PT e do projeto “socialista bolivariano” de Fidel Castro - este, sim, um atraso abismal.

PS   Será necessário, ainda uma vez, colocar milhões de pessoas nas ruas para que a sociedade brasileira reafirme que não quer mais pagar o festim diabólico do aparelhado MinC?

Ipojuca Pontes é Jornalista, Escritor, autor teatral e cineasta.

Nossa história em quadrinhos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arnaldo Jabor

A mão de Marinho embolsa três mil reais. Lula e Dilma sujam as mãos de petróleo (em todos os sentidos). A mão de Marinho apontando para o mensalão. Jefferson cantando ópera. Jefferson e Dirceu em duelo no Congresso: “Sai, Dirceu”. Lula dá entrevista em Paris sem saber de nada.

Erenice Guerra ri com todos os dentes na Casa Civil. Carlos Lupi, ex-faxinado, beija a mão de Dilma : “Eu te amo, Dilma!”. O olho roxo de Jefferson. Mantega sorrindo: “Temos uma nova matriz econômica”. Flash para a frente: 11 milhões de desempregados marcham pelas caatingas e pampas. A refinaria de Pasadena, lata velha enferrujada com dístico: O Petróleo é Nosso (i.e. do PT). A folha de papel que Dilma não leu — preço: 1 bilhão e duzentos milhões de dólares. Outras refinarias: Abreu e Lima (de oito para 20 bilhões), sócia do Chávez, que deu calote. Rosto do “cumpanheiro” Chávez no imenso retrato que Maduro deu a Dilma. Passarinho canta no ouvido de Maduro. Um Land Rover novinho com a estrela do PT. O jardim do Alvorada com estrela do PT. O substantivo inventado para o povão entender: presidenta. Joaquim Barbosa dá porradas na trêmula figura de Lewandowski. Delúbio fazendo o V da vitória. Bolsonaro faz saudação fascista. André Vargas, Dirceu, Genoino fazem a saudação comunista. Marco Aurélio Garcia bate as mãos fechadas para a oposição, toc toc toc. A deputada Angela Guadagnin do PT dança rock na Câmara. A cara de profunda seriedade de Delcídio do Amaral na CPI dos Correios. A cara de Delcídio em desespero dentro do banheiro, arrependido, se esbofeteando no espelho. Os cabelos brancos de Delcídio, os negros cabelos de Lobão organizando o Eletrolão, que vem aí. O penteado da Dilma, crista de galo trêmula sobre seus olhos luzindo de delirantes certezas absolutas. Dilma emagrecendo sem parar — fome zero? Dilma andando de bicicleta com capacete de frango da Sadia na imensa solidão de Brasília. Lula com chapéu de cangaceiro dançando xaxado, sem saber de nada, nunca. Lula na alegria roceira das festas caipiras obrigatórias, com ministros constrangidos de chapéu de palha. Duzentos mil dólares rolam de dentro de uma cueca. “Essa cueca não é minha! Só uso zazá!” Rui Falcão e seu triste rosto com saudades dos bons tempos soviéticos. Stédile berrando: “Façam filhos; eles vão conhecer o socialismo!”. MST arrasa agroindústria — a alegria de mulheres de rosto tapado destruindo laboratórios. Foto do passado: mão de petista planta “vassoura-de-bruxa” em Ilhéus e acaba com a “reacionária produção de direita” de cacau. Corpo caído de Celso Daniel que, conforme versão oficial, suicidou-se. Oito testemunhas do suicídio de Daniel mortos um a um. Frase de Trotsky: “Quem disse que a vida humana é sagrada?”. Coincidência. As carantonhas de negaças: “Não, não fui eu, mentira indigna, minha honradez, meus filhos, são aleivosias contra minha vida sem mácula, nunca, jamais”. Nunca ninguém assumiu nada. Quando veremos um cara berrar: “Sim, eu sou um canalha!”. Só o herói Jefferson o fez, salvando o Brasil. Brasília é um santuário, deputados pendurados na catedral, junto aos anjinhos de Ceschiatti. O rosto de Dirceu envelhecendo em slow motion — pena do Dirceu. Rosemary Noronha deita a cabeça no ombro de Lula, que não viu nada — “quem será essa mulher com a cabeça no meu ombro?”. Maluf abraçado em Lula passa a mão carinhosamente no rosto de Haddad. Dilma se abraça com Collor. Um Lamborghini amarelo flutua sobre os jardins da Casa da Dinda. A barriga imensa do Ricardo Pessoa da UTC rolando em Brasília, a corrupção estampada na roupa e na barriga, conduzido pelo japa bonzinho.

Os rostos pálidos dos denunciantes, eles mesmos impressionados com a bacanal que promoveram no país. O olho de Cerveró girando em busca de nosso futuro caolho. A progressiva evidência de que não há inocentes; todos são cúmplices. Políticos de cuecas nas bacanais na casa da mãe Joana, com a cafetina ameaçando: “se algo me acontecer, as agendas serão abertas...”. Os sobrinhos de Lula, os amigos dos filhos de Lula, os pedalinhos de Lula, as escrituras laranjas de Lula. E as pedaladas de bilhões? Grandes propinas seguem a máxima famosa de Quércia: “dez por cento é pra garçom”. O pobre Joaquim Levy, vagando como um padre triste tentando organizar o orçamento. O ousado chiclete na boca de Monica Moura (Santana), sorrindo e mascando com a certeza de que nunca iria em cana. Foi. A foto de Lula no apartamento tríplex, discutindo a decoração com Leo Pinheiro, presidente também da nova ala da empresa: “OAS — Casa e Decorações”. Pátios de indústrias fechadas, balcões vazios. Temer à beira de um buraco de 170 bilhões de reais, com o Cunha agarrado no seu pé. As sete vidas de Eduardo Cunha, mandando na Câmara de longe, com sua extraordinária personalidade, que é caso para estudos clínicos de psicopatia. Imensas latas de carne enlatada que Cunha vendeu na Suíça, de porta em porta. Cunha e a importância para historiadores do futuro por seu grande mérito: sintetizou, escrita no próprio corpo, a história da trágica chanchada brasileira. Cunha chegará ao argumento final de defesa: “Eu não sou eu!”. Panelas batendo. A bunda da miss Bumbum sambando no Ministério do Turismo. Será que fazem de propósito para nos escandalizar? E a incrível invasão dos pixulecos, a maior dor para o narcisista Lula, que sempre sonhou com sua ex-imagem futura perfeita e que hoje pode ir em cana.

E os palavrões sonoros nas escutas? E o papelzinho para nomear Lula para a Casa Civil? E a emocionante dedicação, a ardorosa defesa que José E. Cardozo fez da presidenta em agonia? E Lula, no discurso da saída de Dilma, ao fundo, imperceptível, quase tapando a cara para não ser visto?

E tudo culmina na imagem de um imenso bigode atrás do qual se pendura um ogro medieval, a patética figura de nossa ignorância secular: o brasileiro real Waldir Maranhão.

Será que dá para salvar alguma coisa, ou nosso destino é realmente o brejo? Que será que vai nos acontecer? Provavelmente, nada. E minha vida vai passando... Ainda bem que vou morrer um dia e não verei mais essa merda.

Arnaldo Jabor é Cineasta e Jornalista. Originalmente publicado em O Globo em 24 de maio de 2016.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Temer prepara a venda do Brasil a preço de banana


3a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Mesmo cogitado pelo Presidento Michel Temer, o sociólogo Moreira Franco nem quis saber de assumir o lugar de Romero Jucá no Ministério do Planejamento - que agora anunciou estar de licença. Não porque o velho Gato Angorá (apelido com o qual Leonel Brizola o imortalizou) não seja bem visto pelos demais articuladores políticos do Congresso. No posto estratégico de Secretário-Executivo do Programa de Parcerias e Investimentos, Moreira tem a missão maior de aproveitar o clima de "bacia das almas" para negociar tudo que o Brasil ainda tem de bom e lucrativo. Grandes avaliadores como o Rothschild Group já fazem a peneira das excelentes oportunidades.

A autoridade de investimentos do Catar, Abu Dhabi Investment Co PJSC, e a Mubadala Development Co PJSC e a canadense Brookfield Asset Management figuram entre os fundos soberanos convidados a participar dos "roadshows" que o Ministério das Relações Exteriores (com José Serra) pretende realizar em Londres e Nova York para anunciar e articular a negociação de lucrativos ativos das estatais (empresas de economia mista). O objetivo é faturar até US$ 20 bilhões de dólares nos próximos dois anos. O problema é se os investidores externos aceitarão botar seu rico dinheirinho em um País completamente desgovernado pelo crime organizado...

A lista do que pode ser negociado a preço de banana já é conhecida do mercado. Subsidiárias e várias Sociedades de Propósito Específico (SPEs) da Petrobras figuram como jóias da coroa. Aposta-se na venda de fatias do governo federal em até 230 empresas do setor elétrico, sendo 179 Sociedades de Propósito Específico nas mãos da Eletrobras. Entrariam na dança dezenas de empreendimentos nas áreas de geração, distribuição e transmissão de energia e em parques eólicos. Entram na listinha de vendáveis parte dos Correios e da Casa da Moeda. Também fazem parte do rol de ativos à venda fatias da Infraero, as companhias Docas, a Caixa Seguros e o IRB Brasil.

Quem defende um modelo de Estado Mínimo comemora. Mas é bom ficar esperto para não ser feito de "minorotário" durante a onda de compra-e-venda. O problema é saber se o Estado brasileiro passará, de fato e de direito, pelas reformas necessárias (conhecidas, porém nunca implementadas, por sacanagem, má vontade ou incompetência. Se não houver mudança no modelo, o Estado brasileiro prestará o mesmo desserviço de agora, roubando recursos dos cidadãos e das empresas através de um assalto tributário sem uma justa contrapartida social e produtiva.

O anúncio de um "Brasil à venda na bacia das almas" remete a uma belíssima reflexão sobre poder e dinheiro feita pelo personagem Francisco D’Anconia, um industrial rico e playboy, no filme "The Fountainhead", de 1949, baseado na obra de Ayn Rand, com título idêntico. O figurão parece estar falando de Bruzundanga:

"O dinheiro é o barômetro da virtude de uma sociedade. Quando há comércio não por consentimento, mas por compulsão – quando para produzir é necessário pedir permissão a homens que nada produzem – quando o dinheiro flui para aqueles que não vendem produtos, mas influencia – quando os homens enriquecem mais pelo suborno e favores do que pelo trabalho, e as leis não protegem quem produz de quem rouba, mas quem rouba de quem produz – quando a corrupção é recompensada e a honestidade vira um sacrifício – pode ter certeza de que a sociedade está condenada".

Reflexão justa e perfeita para resumir a tragicomédia vivida por uma sociedade brasileira condenada ao subdesenvolvimento e à destruição por regime Capimunista, rentista, cartorial, centralizador e corrupto.
Azar do Romero Jucá e de quem mais vier a ser pego pela lava Jato ou demais operações... Eles podem ficar de fora da intermediação de lucrativos negócios (ou negociatas)...

Confira a segunda edição desta segunda-feira: Temer acaba sem começar por causa de Jucá?

Releia a primeira edição desta segunda-feira: Militares exigem Justiça


A Hora de Temer

Confira o duro editorial de O Globo detonando Romero Jucá:

NÃO SE DISCUTE a legitimidade do governo interino de Michel Temer, eleito pelos mesmos votos que mantiveram a presidente Dilma no Planalto, hoje afastada à espera do julgamento do seu impeachment.

TEMER, porém, precisa entender a delicadeza do momento político e econômico, que lhe exige ações duras, rápidas, sem tergiversações. Na economia, a partir da qualidade da equipe que tem conseguido montar e das análises já feitas em público, o governo parece bem encaminhado.

NA POLÍTICA, nem tanto. Entende-se que Temer necessita de sólido apoio no Congresso para conseguir aprovar reformas imprescindíveis, sem as quais o país não superará a crise fiscal. Mas tudo tem limites.

COMO É O CASO DA REVELAÇÃO, feita pela “Folha de S.Paulo”, de diálogos do braço-direito do presidente, o senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), ministro do Planejamento, com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, gravados por este.

O CONTEÚDO do que foi revelado, e não desmentido pelo ministro em entrevista coletiva, torna inviável a sua permanência no governo. O presidente interino pode inviabilizar sua gestão caso decida manter Jucá.

O MINISTRO dá explicações clássicas, reclamando de que frases estão fora de contexto e assim por diante. Mas fica translúcido que Jucá e Machado, dois apanhados nas malhas da Lava-Jato — o ministro ainda sendo investigado —, tramavam barrar a Operação num eventual governo Temer. O contrário do que o próprio presidente se comprometeu a fazer ao assumir. Os diálogos, portanto, também atingem Temer.

ATÉ PARA NÃO DAR RAZÃO aos lulopetistas que denunciam uma trama contra a Lava-Jato por trás do impeachment de Dilma, o presidente não pode demorar para afastar o auxiliar. Ou o próprio Jucá deve entregar o cargo, para poupar Temer de mais dissabores. O tempo corre contra o governo.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Maio de 2016.

Temer acaba sem começar por causa de Jucá?


2a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Michel Temer não terá outra alternativa senão torcer para que Romero Jucá peça para sair ou, na hipótese extrema, seja saído pelo Presidento em exercício. Temer merece ser responsabilizado pelo erro inicial de nomear Jucá para o Ministério do Planejamento, mesmo sabendo que, mais cedo ou mais tarde, ele passaria de investigado a réu na Lava Jato. A divulgação da gravação de Jucá fazendo ameaças contra a temida "República de Curitiba" foi apenas mais uma gotinha no mar de merda.

O tiro de misericórdia em Jucá pode ferir mortalmente o governo provisório de Michel Temer. Junto com Henrique Meirelles, o poderoso Jucá seria o articulador, no Congresso nacional, pela aprovação de todas as medidas fiscais que poderiam viabilizar a interinidade de Temer, até a aprovação final do impeachment de Dilma Rousseff. A confusão gerada pela arrogante falastrice de Jucá cria um clima de colapso para Temer. A gravidade da situação se torna extrema porque Jucá é o Presidente do PMDB. O teto do Jaburu desabou simbolicamente.

Temer ainda pondera que é preciso dar a Jucá um direito de defesa. Impressionante é a cara de pau do ministro do Planejamento. Apesar do conteúdo do grampo que o pega detonando a Lava Jato, Romero Jucá ainda teve a coragem de repetir, hoje cedo, como se nada fosse com ele, o mesmo papo furado de sexta-feira passada: "Primeiro, eu não me sinto constrangido (em continuar no cargo de ministro), porque não estou fazendo nada errado. Quanto às investigações, estou muito tranquilo, à disposição para dar qualquer esclarecimento. Numa democracia madura, qualquer um pode ser investigado se houver alguma dúvida. Não há nenhum demérito em ser investigado, só em ser condenado".


A petelândia está em festa... Mas será que Temer vai afundar mais depressa que a Dilma? A dúvida começa a se tornar realidade... Pobre Temer... Antes de nomear seus ministros, esqueceu de perguntar o que eles falaram de tanta merda nos telefones grampeados...

Filigranas

Os diálogos comprometedores são de ruborizar até uma república sem vergonha como a nossa:


SÉRGIO MACHADO - Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.
ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?
MACHADO - Agora, ele acordou a militância do PT.
JUCÁ - Sim.
MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.
JUCÁ - Eu acho que...
MACHADO - Tem que ter um impeachment.
JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.
MACHADO - E quem segurar, segura.
JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.
MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.
JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.
MACHADO - Odebrecht vai fazer.
JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.
MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.
[...]
JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.
[...]
MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.
MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.

[...]

MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.
JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.
*
MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...
JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...
MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.
JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].
MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?
JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.
[...]
MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.
JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...
MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.
JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.
MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.
JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.
MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.
JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.
MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?
JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.
MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.
*
MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...
JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.
MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...
JUCÁ - É, a gente viveu tudo.
*
JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.
MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]
JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...
MACHADO -...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...
JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.
[...]
MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.
JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Releia a primeira edição desta segunda-feira: Militares exigem Justiça


Jucá perdido


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