terça-feira, 23 de abril de 2019

Auto-oposição, ninguém merece!



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Perdão pela insistente repetição. O desafio ajudar o Presidente Jair Bolsonaro a governar o Brasil é para águia e não para pombinho... É missão para samurai e não para gueixa... É estratégia para ideólogo e não para 171 acadêmico... Exige aplicação tática para quem tem coragem e honra para agir com respeito, disciplina e ordem. O governo precisa de um claro Projeto de Nação, com objetivos capazes de unir a maioria das pessoas de bem e bom senso.

Vamos poupar detalhes sórdidos expostos nas redes sociais, na extrema mídia intriguenta e até na transparência do porta-voz do próprio governo. Não dá para entender um governo que consegue fazer oposição a ele mesmo. Tudo por ação centralizada equivocada, excesso de personalismo, erro de leitura conjuntural e falta de staff com vivência política necessária para administrar objetivos comuns que não conseguem ser definidos claramente pelo governo.

Enquanto não apresentar um Projeto de Nação, com objetivos, metas e responsabilidades bem definidas, com prazos possíveis de serem cumpridos, o governo Bolsonaro seguirá refém do Centrão do Congresso ou dos grupos antagônicos que fazem parte da administração federal. Curiosa e lamentavelmente, a oposição é zero a esquerda (sem trocadilho). Até agora, além dos supostos aliados do “baixo-clero” da Câmara, o governo Bolsonaro tem rendimento questionável porque joga contra ele mesmo.

O desafio imediato e urgente de Bolsonaro é acabar ou neutralizar a esquisita “auto-oposição”. O problema não ocorre por fanfarronismo ou personalismo. A causa principal é a falta do projeto estratégico visível e compreendido pela sociedade e, principalmente, pelos colaboradores escalados e/ou pagos para cumprir as missões, objetivos e metas para tornar a gestão eficiente, eficaz e efetiva; combater a corrupção e o mecanismo do crime organizado; melhorar a sensação de segurança; e criar condições estruturais para o desempenho econômico – os ultinmatos dados pelas urnas a Bolsonaro.

Por favor, Presidente Bolsonaro: Pare de cometer e não deixe que seus assessores pratiquem auto-oposição. Se tal erro primário persistir, uma oposição burra e destrutiva tem tudo para renascer do esgoto...

A guerra de todos contra todos só se intensifica. O Mecanismo segue intacto. O Crime Institucionalizado deseja que a desorganização persista. O povo deseja resultados concretos. Realize, Bolsonaro. Fale menos, cobre mais e faça mais!

Mindfullness, Presidente! Ore, medite, cobre e realize! Auto-oposição, ninguém merece...

Leia, abaixo, o artigo de Gaudêncio Torquato: 

Chimpanzé, Maquiavel e Gândhi







Salve, Jorge! Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Membro do Movimento Avança Brasil.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Abril de 2019.

Salpicância



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O supremo castigo para um ser pensante é dar-se conta de sua irrelevância.

Para quem se atreve a escrever, o fato é ainda pior.

Um escrito preparado com carinho e dedicação, com pesquisas bem feitas e com redobrada atenção, passa em brancas nuvens.

Bem disse Hamlet: “Palavras, palavras, palavras...”

Livros maravilhosos, verdadeiras jóias de conhecimento e inteligência, repousam um sono eterno em bibliotecas ou, pior, servem para calçar algum móvel de pé quebrado.

Todo bibliófilo é um egoísta. Avarento possuidor de objetos com apenas valor de estima.

Na obra-prima “A ilustre Casa de Ramires” um jovem senhor diz aos antigos guerreiros comandados por seus antepassados: “...de que me servem as vossas armas — se me falta a vossa alma? “.

Odeio mais os idiotas que os bandidos.

Atualmente há nas redes sociais um bando de bocós defendendo a tal reforma da (im)previdência e seu ladino vendedor, com frases e slogans tais como “se não for aprovada, o Brasil quebra !!!”; “ é para tirar direitos dos políticos...”

A crise econômica se agrava dia a dia. Em lugar de gerar empregos o novo governo embarcou no canto da sereia do “mago” dos banqueiros.

Terminará encurralado e ,então, a contra gosto, convocará a intervenção prevista no art. 142 da Constituição Federal.

Os fantasiados de guerreiros de ópera bufa, terão suas reputações salpicadas de opróbrio.

Têm armas mas falta alma?

Até nosso amado Mito resvala no populismo e na fanfarronice.

Por quê? Medinho dos narizinhos torcidos de governos estrangeiros ou da lacração “É golpe !”?

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Chimpanzé, Maquiavel e Gândhi


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

A democracia é um jogo de cooperação e oposição. Com jogadas entre contrários. No certame de cooperação, as regras são a persuasão, a negociação, os acordos, a busca de espaços de consenso. Já no jogo de oposição, procura-se medir forças, confrontar o adversário, provocar tensões, desgastar, impor a vontade pela força. Ultimamente, o jogo das oposições não tem sido bem jogado, tanto em função da derrota por elas sofrida no último pleito como pela reclusão do seu principal jogador, o ex-presidente Lula. 
Mas no Brasil, as manobras divisionistas acabam se superpondo às táticas de cooperação e é por isso que o país anda devagar. Veja-se esse início de governo Bolsonaro. Pela extraordinária vitória obtida por ele, as reformas – inclusive a Previdenciária – deveriam estar, a essa altura, em estado bem adiantado. Ao contrário, caminham devagar, a passos lentos, quase parando.
E não se pense que esse andar de tartaruga se deve à oposição, aos chamados partidos de esquerda, PSOL, PT, PSB. O confronto mais forte provém de grupos incrustados nas entranhas do próprio Governo. Os partidos do centrão, todos com um pé atrás, olham para onde caminha o governo, lutam por espaços de poder e influência. E haja desconfiança. O que se vê é um jogo de soma zero. Ao avanço do governo, um recuo da base parlamentar.
Pinço a concepção do sociólogo Carlos Matus, em seu ensaio Estratégias Políticas. Impera entre nós o estilo chimpanzé de fazer política. Que se baseia no projeto de poder pessoal, de rivalidade permanente, de hierarquização de forças. Cada partido quer ser melhor e com mais força que outro. Já o presidente Bolsonaro e seu entorno militar parecem optar pelo modelo Maquiavel, onde o personalismo do Príncipe, eixo do sistema, se subordina a um projeto de Estado. Construir um Estado de Direita.
Presenciamos uma luta entre os dois estilos. De um lado, os políticos, inspirados no lema “o poder pelo poder”, usam a arma do voto no Congresso para atingir o objetivo de preservar e ampliar territórios. Disparam processos de tensão, ameaçam o Governo com retiradas de apoio, buscam coalizões entre eles. Assim, a natureza política se assemelha ao instinto chimpanzé, para quem a luta tem como foco a conservação da própria espécie (“o fim sou eu mesmo”). Representar o povo? Ah, quimera.
Já o presidente Bolsonaro está mais para o estilo maquiavélico. Seu discurso é claro: ele não é o projeto - o projeto é o Brasil, mas construir a Pátria que o povo quer só será possível com ele. Todos os meios devem se adequar ao objetivo: livrar o Brasil das esquerdas, do PT, do comunismo, das forças que atrasam o país. Ele só vê amigos nos aliados militares, nos grupos evangélicos, nos núcleos de direita, nas massas de apoio e nos filhos. Todos os outros são inimigos. 
Tudo deve ser sacrificado pelo projeto. Para governar, a conduta maquiavélica acabará fazendo concessões ao estilo chimpanzé dos políticos, com estes abocanhando fatias de poder. Basta esperar. O presidente alimenta suas bases sociais incentivando-as a perfilar ao lado das reformas.
Nas margens da sociedade reina um clima de expectativas. Os pobres não têm munição para fazer guerra. Grudam-se ao Bolsa Família. Os marginalizados recebem o pão, cultivam laços de amizade entre si, buscam cooperação. E têm a honestidade como valor. Os necessitados são mais afeitos ao estilo Gândhi. Vivem expectativas, enfrentam dissabores, as tragédias do cotidiano, as chuvas destruidoras. Choram a morte dos seus, depositando sua fé no divino, indo às igrejas, rezando, implorando aos céus.
É assim que o país está fatiado: entre Chimpanzé, Maquiavel e Gândhi. Os tempos exigem diálogo, elevação dos espíritos, negociação, convivência, um pacto por causas coletivas, coisa difícil ante a onda chimpanzé que se alastra.
Mas o Brasil carece muito do estilo Gândhi. Assim, os cidadãos sentiriam mais vergonha de cometer atos ilícitos. O fato é que a sem-vergonhice aplaude o estilo chimpanzé. Sob as bênçãos de Maquiavel.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

segunda-feira, 22 de abril de 2019

As próximas jogadas supremas



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Supremo Tribunal Federal não vai parar apenas na permissão para que o prisioneiro Lula conceda entrevistas (afinal, ficou decidido, consensualmente com o jogo de pressão da sociedade, que a liberdade de expressão vale para todos, inclusive para o chefão petista). Preparem a alma para as próximas ousadias e travessuras supremas. O bicho vai pegar e vai ser pego... É dialético...

O STF tem grandes chances de conceder um habeas corpus para Lula, antes mesmo de definir se segue valendo, ou não, a prisão após decisão de órgão colegiado em segunda instância judicial. Vários condenados da Lava Jato estão no privilegiado regime de prisão domiciliar. Por isso, tem ministro no STF indagando: por que Lula (também) não pode ficar “preso” em casa?

E a entrevista de Lula? Pode ser interessante. Ele tem uma chance de encenar uma oposição ao governo, fazendo cobranças ao Presidente Jair Bolsonaro. Se Lula não fizer isso, aí sim, vai se condenar ao cantinho mais medíocre da História. Se fizer críticas construtivas ou destrutivas, ajudará Bolsonaro a governar – privando-o da solidão dos elogios dos puxa-sacos (que, quase sempre, conduzem um governante ao desastre). Assim, quem sabe, a gente escapa, definitivamente, do risco de sofrer repetições do modo Dilma ou Temer de governar...

Tudo que a cúpula do STF fez até agora – gerando polêmicas dentro e fora do Judiciário – indica que a Corte entrará em uma fase de “liberou geral”. A casa vai cair para quem não tiver capacidade, sensibilidade e poder para suportar a subida infernal de pressão na guerra de todos contra todos. Quem sobreviver verá... Quem não agüentar poderá “pedir para sair”... A gestapo que se cuide, pois será forçada a experimentar do próprio veneno... A previsão é de clima de Estado de emergência...

Mas é bom ficar esperto, porque a tendência libertadora também dará lugar a uma onda repressora. Se pau que der em Chico também der em Francisco, muito malandro que hoje está soltinho da silva tende a ser preso. A Polícia Federal nunca investigou tanto. Os delatores premiados devem ganhar mais protagonismo, revelando provas objetivas que justifiquem novas prisões e algumas solturas.

O jogo brutal é para águia e não para pombinho... É missão para samurai e não para gueixa... A estratégia é para ideólogo e não para 171 acadêmico... A tática é para quem tem coragem e honra para agir com respeito, disciplina e ordem. A guerra de todos contra todos vai longe... Só vai valer chute do pescoço para cima...

Na guerra, no entanto, temos lances dialéticos... O Instituto de Gilmar Mendes promove a sétima edição de seu Fórum Jurídico em Portugal, e a maior estrela é Sérgio Moro. Curiosamente, o Ministro da Justiça de Bolsonaro é uma das figuras mais criticadas pelo polêmico supremo magistrado... Sabe o que isto significa? 

Pensa...

No mais, o Flamengo conquistou seu 35º título de Campeão Carioca, e o Corinthians faturou seu 30º Paulista. Além da alegria das grandes torcidas, sabe o que isto significa politicamente?

Nada...

Releia o artigo de domingo: O Supremo Coelhinho da Páscoa








Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Membro do Movimento Avança Brasil.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Abril de 2019.

Pascoela em nossa Goela



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Passadas extravagâncias pascais, voltam à cena os pascácios federais.

Tentarão de tudo para esconder a mazela dos urubus e companhia bela.

Escafeder-se-ão em palácio ou em favela.

Bruxas tentarão disfarçar-se em mortiça Manoela.

E a própria Dona Onça que há séculos por nossa Pátria zela, dá sinais de cansaço diante de tamanho fracasso.

A porcada faminta, no governo sem espaço, tem medo de ouvir gritos como “Selva!” e “Aço”!

Sem inspiraCão e sem esperança, por abúlica fase, passo.

Resta-me apenas colher os louros do Parnaso.

Menos mal que se aproxima o fim da injustiça fedorenta. Desbaratá-la, agora o povo tenta.

"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!”

Os que tem a dita do sereno pensamento não se fia em palavras que se esvaem como vento.

Mole ou dura é a massa do queijo meia cura.

Adeus “boquinha”, adeus sinecura, é a lamentação dos sem “alimentação”. 

Propinas, articulações e diálogo, de agora em diante, só na infernal porta de Dante.

"Deixai toda esperança ó vós que entrais!”

Nas belas palavras de Virgílio, quem prevaricar ajoelhará no milho.

É gritante a diferença entre o Cisne de Mântua e um urubu tribufu.

Diante de cagadas tais e tantas, os “deuses” nos lembram as peripécias da Anta.

Bons tempos da tubaína, do crush e fanta!

Quando entre padrecos não havia sacripanta.

Este texto vai chegando ao fim. Há gato na tuba da banda do Serafim!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Xadrez esquizofrênico jogado pelos membros do STF


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Diante da última notícia  a circular na internet, da autorização  que teria  sido dada pelo presidente do STF ao “muar de São Bernardo” para  manifestar-se através de uma  entrevista à “ Falha” de  São Paulo,  contrariando decisão  anterior de outro ministro, (ato que abriria precedente e criaria  a necessária jurisprudência para  que personagens como Marcola, Champinha e outros trastes sociais também o pudessem fazer) logo após  a derrota do alcunhado “amigo de amigo  do meu pai  e seu assecla o “ Lex Luthor” sub desenvolvido, diante da pressão popular  contra sua ordem para censurar uma revista que o mostrava, de maneira nada lisonjeira, na lista dos beneficiários das propinas da Odebrecht, e assim como seus “detratores” nas redes sociais, só me resta pensar que o personagem em questão, ou não passa de uma criança mimada que não sabe perder, ou está jogando um jogo “sui generis”, cujas regras somente são conhecidas por ele e seus pares, que se revezam entre maldades e bondades, o  “Xadrez Esquizofrênico”.

Nele, os bispos são substituídos por “juízes” e se movem em círculos para confundir os peões, a Torre anda sempre na diagonal, o cavalo salta quantas peças forem necessárias para escapar a perseguição e escoicear o adversário, a rainha responsável pelo “status” dos juízes estoca vento  e saúda a mandioca, o rei rouba os peões e esses últimos, somente se movem na eventualidade de um xeque-mate que  os expulse  do tabuleiro definitivamente.

Para completar, não existem peças brancas e pretas, segundo os jogadores, se existissem poderiam ser vistas como uma forma de segregação, sendo assim todas são cinza.

Isso teria como vantagem extra, o fato de que ninguém saberia jamais quem estaria ganhando ou perdendo.

Em tal jogo, todos são cúmplices da canalhice, até mesmo o homem que serve o cafezinho e o que veste a toga nos jogadores.

Utilizando as sábias palavras do “Velho Guerreiro”, diria que: todos eles sabem que não estão ali para explicar e sim para confundir.

Com essa última jogada, (liberar a entrevista do muar) o “amigo do amigo de meu pai”, parece estar tentando fugir da justiça que se aproxima; seu advogado poderia alegar que seu cliente estaria sofrendo de profundos distúrbios mentais devido à pressão do cargo, isso justificaria suas últimas decisões e lhe garantiria uma pena de reclusão mais amena.

Internado então em um manicômio, após escapar do vexame de ir para a prisão, o único que teria a temer seria o fato de sentir-se em casa, nas novas instalações.

Afinal vivemos em um mundo de aparências, onde a realidade pouco ou nada parece importar.

O “muar de São Bernardo” visto pelo povo humilde como “pai dos pobres”, detém, muito provavelmente, o ignóbil título de maior ladrão de todos os tempos nesse planeta.

A absurda quantidade de dinheiro arrecadado como doação para uma das mais poderosas e ricas instituições do mundo, a Igreja Católica,  objetivando a reconstrução de Notre Dame, além de possibilitar o imediato início das obras, deixa às claras a existência de uma elite econômica mundial, que está mais interessada em aparentar bondade do que investir em resolver os problemas de fome, sede, doenças e justiça das populações menos privilegiadas.

Como disse Kurt Vonnegut em um de seus livros, respondendo à pergunta insólita: O que é aquela coisa branca no cocô de passarinho?  É cocô de passarinho também.

Assim podemos ter certeza do que podemos esperar de canalhas, aparentem o que aparentem no momento; mais canalhice. 

Dito isso, desejo que todos meus leitores tenham tido uma Feliz Páscoa, afinal de contas, todos podemos ter dias felizes, dias ruins, dias péssimos e até mesmo Dias Toffoli.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

domingo, 21 de abril de 2019

O Supremo Coelhinho da Páscoa



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Imagine uma conversa com o personagem mais importante do fim de semana... Perdão... Não estou falando de Jesus Cristo... Mas daquele em que os incautos são levados a crer fielmente... O bichinho lindo, felpudo e generoso... Foi papo rápido...

- Supremo Coelhinho da Páscoa, o que trazes para alguns integrantes da mais alta Corte Constitucional brasileira?

- Um ovo podre...

- Você não teme ser censurado ou preso por tal ato criminoso?

- Não! Porque tenho caríssimos advogados e conto previamente com a sorte de que um dos presenteados manda sempre soltar quem está errado...

- Mas, Coelhinho, e se o povo na rua e a Procuradoria Geral da República pressionarem por uma punição exemplar para você?

- Ninguém fará nada, porque sou amigo do amigo dos inimigos...

- Então, já que está livre para dar entrevistas, qual o seu presente para os brasileiros neste domingão solene?

- Uma cenoura rababesca!

--------- (Fim de papo) --------

Ainda bem que tal diálogo é imaginário. Coelhinho da Páscoa é uma invenção comercial. Coelho não bota ovo. O bichinho pascal é ficcional. Igual à Democracia brasileira. É uma figura para vender ilusões. Uma delas é de que “as instituições funcionam normalmente” por aqui. É mais fácil acreditar na existência da galinha dos ovos de ouro. Só que ela já nasceria existencialmente inviabilizada. Seria imediatamente roubada pelo Estado-Ladrão tupiniquim.

Deixemos o maravilhoso mundo da fantasia e vamos para mais uma inútil análise da realidade brasileira... A guerra sem-fim de todos contra todos os podres poderes caminha para seu mais alto nível de truculência. A situação só não sai do controle porque somos uma Nação viciada em sobreviver sob regime DEMO-Crático (nosso leitor já conhece a tradução tabajara: Governo Demoníaco). A pancadaria e os impasses indicam que o maior obstáculo para o Aprimoramento Institucional é o Sistema Judiciário (incluindo a magistratura, o Ministério Público, a Polícia Judiciária e a Advocacia).    

Muito conhecido e respeitado na área militar, o jurista Antônio José Ribas Paiva tem alguns conceitos fundamentais para o momento crítico brasileiro. 1) “Democracia é a Segurança do Direito”. 2) “O parâmetro da Autoridade é a Legalidade. Fora disso, é prevaricação ou abuso de poder”. 3) “Todo aprimoramento Institucional passa, primeiro, pelo Poder Judiciário”. Interligando e resumindo esses três princípios, fica desenhado o atalho para as mudanças estruturais no Brasil. A Constituição e a interpretação que lhe dá o Supremo Tribunal Federal são as pedras no caminho democrático.

Felizmente, temos outro jurista que assumiu a linha de frente para combater ações equivocadas e omissões de alguns integrantes do Supremo Tribunal Federal. Autor do livro “Da Cleptocracia para a Democracia em 2019 – Um Projeto de Governo e de Estado” (Editora Thompson Reuters/Revista dos Tribunais), o advogado Modesto Carvalhosa agora faz uma proposta urgente: “A Procuradoria Geral da República deve promover a prisão imediata de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes a fim de que deixem de ameaçar e ofender a cidadania brasileira”.

Carvalhosa – que já formulou pedidos de impeachment do também supremo magistrado Gilmar Mendes – justifica, legalmente, a ação contra o atual presidente do STF: “Dias Toffoli e seu companheiro Alexandre de Moraes transformaram o STF em um tribunal de exceção, declarado no artigo V e inciso XVI da Constituição, no mais grave delito contra as liberdades públicas numa democracia. No comando desse tribunal de exceção, estabeleceram esses dois abusivos funcionários públicos um clima de terror mediante a prática continuada de crimes de ameaça, constrangimento ilegal, violência arbitrária e invasão de domicílio cominados nos artigos 132, 146, 147 e 150 do Código Penal”.

Modesto Carvalhosa se baseia no recente fato concreto. José Dias Toffoli escalou Alexandre de Moraes para relatar a investigação contra suspeitos de “atentarem contra a imagem de ministros e do próprio Supremo Tribunal Federal. O Ato Supremo – que provou censura contra duas publicações e operações de busca e apreensão pela Polícia Federal na residência dos “suspeitos” - foi baseado na interpretação do artigo 43 do Regimento Interno do STF. Aliás, a cidadania deu mole e nunca percebeu a existência de tamanha jabuticaba jurídica...

O presidente do STF exagerou na dose repressiva. A reação foi mais forte que o dano causado. O estrago institucional foi feito. A única solução para repará-lo é uma punição exemplar com base na Lei. Será pouco convincente que a cúpula do Supremo peça “meras desculpas”. O erro não pode se transformar em mais uma pizza indigesta. Os segmentos esclarecidos da sociedade devem pressionar o Senado para que tome as providências cabíveis nesta situação delicadíssima.

No entanto, sobre o comportamento de alguns ministros do STF também cabe uma análise dialética. Será que Toffoli e seus colegas não estariam advertindo que aquilo que vale agora passa a valer para todos? Será que o Supremo deixará de cumprir o papel histórico de protetor de uma classe dirigente e da Gestapo que sempre praticou o rigor seletivo contra seus alvos/inimigos de ocasião? Será que o Supremo entrará em uma “Era de liberou geral”?

Atingimos o limite do absurdo institucional em um regime supostamente democrático (pelo menos nas formalidades das letrinhas legais). A guerra de todos contra todos fica ainda mais tensa. Procuradores da República chegaram ao cúmulo de pedirem um habeas corpus preventivo com medo de serem presos por ordem dos “deuses” do STF... Imagina se Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Celso de Mello e Marco Aurélio de Mello partirem realmente para cima do Ministério Público – como nunca antes na História desse País?

A pergunta que a maioria da sociedade brasileira faz é: Quando o Mecanismo Judasciário (entendido como o somatório da magistratura + Ministério Público + Polícia + Advocacia) deixará de proteger a oligarquia criminosa que corrompe, persegue e extermina pessoas no Brasil? Outra indagação pertinente: Quando o Mecanismo Judasciário deixará de inocentar ou beneficiar bandidos que deveriam estar cumprindo pena na cadeia – e não em residências de luxo que deveriam estar apreendidas, porque foram adquiridas criminosamente?

O Supremo Coelhinho da Páscoa e seu Mecanismo Judiciário não têm legitimidade para sacanear a maioria honesta do povo brasileiro. A galera do bem exige punição aos corruptos e a seus apoiadores ou patrocinadores. A cleptocracia rouba os brasileiros, extermina os empregos e assassina mais de 70 mil pessoas por ano. Tudo sob um regime de exceção com impunidade ampla, geral e irrestrita.

Essa Ditadura do Crime Institucionalizado tem de ser banida do Brasil. Este foi o recado expresso dado pelas urnas na eleição presidencial de 2018. Os ministros do STF que não querem compreender tal desejo precisam ser democraticamente substituídos por quem tem compromisso real com a Lei, a Ordem e a Democracia.

O Brasil dispensa a figura do Supremo Tirano Federal. O Mecanismo Judasciário precisa ser criticado e revisto urgentemente em todas as suas instâncias. Necessitamos de um sistema Judiciário capaz de promover Justiça – e não justiçamento, pela via do perdão conveniente ou do rigor seletivo. O ministro Luis Roberto Barroso tem toda razão: “Vivemos no Brasil um momento sombrio, pelo qual precisamos passar, para amadurecermos”.

Enfim, temos de estabelecer a Democracia – que é a Legalidade, com Legitimidade, Acima de Tudo. Vamos refundar o Brasil. O resto será conseqüência...

Vídeo manifesto



Assista ao vídeo manifesto de Ricardo Couri - veiculado no Youtube - criticando a "Ditadura do Supremo".  









Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Membro do Movimento Avança Brasil.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Abril de 2019.

Coelhinho Imprudente


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O pequeno animal sempre foi caçado por todo tipo de vândalos.

No momento há um “mágico” que tira diversos de sua cartola, por motivos perversos.

Distrair a distinta platéia dos verdadeiros problemas, é um deles.

Num país com milhões de desempregados, falar (e tentar impor na marra) uma reforma da (im)previdência sem antes cobrar os grandes devedores, sem uma prévia auditoria do sistema atual que demonstrará ser o mesmo superavitário, sem acabar com a canalhice do DRU (Desvinculação das Receitas da União) que suga cerca de trinta por cento da receita previdenciária para pagar os juros da dívida pública interna fictícia para os “bancos bonzinhos”, é no mínimo, crime de lesa-pátria.

Entregar a soberania do Brasil ao sistema financeiro internacional, através do eufemismo “independência do Banco Central” é ainda mais grave.

Enquanto os Altos Comandos das Forças Armadas não tomarem providências para repelir esse ato de Guerra de Quinta Geração, de nada valerão os belos discursos e cerimônias encomiásticas.

O nosso amado Mito e seu ilustre Vice não conhecem as ardilosas práticas dos implantadores da Nova Ordem Mundial. Estão sendo levados no bico.

Um bando de idiotas desinformados defende nas redes sociais ambas as medidas.

É preciso que nesta Páscoa, os poucos “coelhinhos” ainda pensantes, levem a Verdade junto com os ovos de chocolate.

Fora com o sinistro ministro Paulo Guedes enquanto ainda é tempo !

A intervenção prevista no art. 142 da Constituição Federal virá cedo ou tarde.

É a única forma de realizar a “limpeza” necessária nos três podres poderes.

Talvez muitos coelhos sejam postos em panelas e virem guisado.

Não importa.

Defender o Brasil é preciso; viver não é preciso.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.