sexta-feira, 23 de junho de 2017

Cunha prevê prisões de Moreira e Geddel, enquanto advogado de Temer quer invalidar gravação de Joesley


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O inferno de Michel Temer está longe de terminar. Os próximos alvos para atingir o Presidente serão seus “homens de confiança”. O ilustre preso Eduardo Cunha faz vazar a premonição de que Moreira Franco e Geddel Vieira Lima serão presos por fatos delatados pelo doleiro Lúcio Funaro.´Estranhamente aliviando Eliseu Padilha em sua maldição, Cunha também aposta que, assim que fechar sua delação (negata oficialmente até agora), será solto pelo Supremo Tribunal Federal.

As “Memórias do Cárcere”, versão com lembranças ao passado de Eduardo Cunha, são a nova promessa de superar o potencial destrutivo das delações premiadas da Odebrecht, JBS, OAS e outras “transações penais” na Lava Jato. Desde a segunda semana de maio, Cunha escreve os anexos de sua “colaboração” com o Ministério Público Federal. O advogado Décio Lins e Silva nega tal versão sobre a estratégia do “Malvado Favorito” da politicagem tupiniquim.

Quem pode ser tão ou mais destrutivo que Eduardo Cunha? O doleiro Lúcio Bolonha Funaro em fase adiantada na negociação da delação. Outro mais bombástico que ambos? O famoso “Homem da Mala” de R$ 500 mil reais. O deputado afastado Rodrigo Loures estaria “a ponto de explodir”, preso em uma sala na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, sozinho e impedido até de ver televisão. Loures só não parte para a deduragem premiada porque seu advogado Cezar Bittencourt é inimigo da transação penal.

Já o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, tem até terça-feira para denunciar ou arquivar a investigação por corrupção passiva e organização criminosa contra o Presidente Michel Temer. A tendência é que a agonia seja dividida. A acusação sobre obstrução de Justiça deve ser feita depois de concluída a perícia da Polícia Federal naquela conversa que Joesley Batista gravou com o Presidente no subsolo do Palácio do Jaburu.

A “sorte” de Temer é que a denúncia precisa ser aceita pela Câmara dos Deputados – o que tem enorme chance de não ocorrer, apesar das evidências e dos fatos comprovados. São necessários pelo menos 372 dos 513 votos de parlamentares para que o Supremo Tribunal Federal seja autorizado a seguir com o processo contra o Presidente que seria afastado automaticamente do cargo.

O advogado de Michel Temer, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, já tem uma tese para a eventualidade de o Presidente acabar virando réu. O argumento formal é que a gravação de Joesley contra Temer foi captada de forma ilícita. Assim, ela não pode ser usada para embasar uma acusação criminal. Em entrevista ao  jornal Valor Econômico, Mariz adverte: "É prova ilícita, a não ser que você esteja gravando para se defender no futuro. Há jurisprudência nesse sentido".

O advogado faz uma ponderação sobre a principal dificuldade de seu trabalho no caso: “Ainda vou conversar com algumas pessoas sobre a licitude ou a não licitude da prova. Mas, aí, você cai em uma questão formal. Não é material, então, é algo que não basta. Nós temos de destruir a prova como prova. E não apenas no sentido formal, ainda que isso ajude. Mas eu preciso mostrar que aquilo é mentira”.

O defensor de Temer chama atenção sobre a credibilidade do denunciante Joesley Batista: “Não sei se o procurador é ingênuo. Sei que é um homem capaz, um bom promotor, um homem que luta por algo que acredita. Agora, que o Joesley está usando o Ministério Público, é óbvio. Nunca se viu um tratamento tão díspar em situações parecidas. O tratamento que se deu a esse grupo não foi dado para nenhuma outra empresa, para nenhum outro relator nessa história recente da Lava-Jato”.

Antônio Cláudio Mariz de Oliveira não perde a oportunidade de atacar os fundamentos da Operação Lava Jato: “O processo penal que tem que estar calcado em provas, em indícios muito fortes, em situações que não devam ser fruto de uma criação mental. A Lava-Jato vai acabar um dia e nós vamos continuar e, eventualmente, vamos precisar destes princípios do processo penal que estão sendo colocados de lado. E um desses princípios é a necessidade de uma prova robusta para acusar alguém”.

O advogado de Temer desfia uma tese repetida por muitos juristas: “A Lava-Jato está desmoralizando o direito penal, o processo penal, pelos seus excessos. A Lava-Jato está procurando situações, saídas, para alcançar seus objetivos à revelia da lei. Delação premiada é um instituto do direito americano, que é calcado em outros princípios. É um direito negocial. Mesmo lá quem aplica o regime de cumprimento da pena é o juiz. Aqui não. Aqui vocês viram esse caso do Joesley em que o Ministério Público fez tudo. Uma homologação meramente formal que o Supremo está aceitando”.

Mariz defende outra tese que renderá muito debate: “No meu entender você não combate crime com punição. A punição é necessária, mas ela se dá pós-crime. Você combate o crime com medidas prévias, que evitem o crime. No caso da corrupção, você tem que combater com uma mudança ética da sociedade, que é uma coisa um pouco utópica, mas você pode combater a corrupção com sistemas legais que protejam o erário. Que separe o público do privado”.

O criminalista critica o papel do Ministério Público na formulação de denúncias, o que também é reclamação corrente de muitos juristas: “O papel aceita tudo. Hoje, infelizmente, estamos assistindo denúncias, cujos os fatos são lançados ao léu. No curso da instrução processual o Ministério Público procura dar força para aquilo que ele falou lá atrás. Mas nem sempre já na denúncia você tem fatos concretos, dando embasamento à acusação. Não tem uma materialidade concretizada em fatos”.

Resumindo: tem muita coisa a ser debatida e passada a limpo em um Brasil dominado pelo Crime Institucionalizado e sua corrupção sistêmica, onde o regramento excessivo viabiliza, ao mesmo tempo, a impunidade e o rigor seletivo – dois vícios que violentam o princípio básico de Justiça. A temporada de deduragens está longe de terminar, na guerra de todos contra todos – também sem data para encerrar.

Enfim: mudar a estrutura do Estado Brasileiro, reiventando a Nação com um choque republicano e federalista, é a única saída civilizada. A outra é o aeroporto... Mas esta é só para quem ainda pode muito... Ou para quem perdeu totalmente a esperança e cansou de Bruzundanga...

Vale tudo


Mais um na conta


Mentirinha inacreditável


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Junho de 2017.

A Filha de Iorio


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Peça de teatro escrita pelo semideus Gabrielle D'Annunzio é considerada a tragédia mais importante desde os tempos da Grécia clássica.

A edição argentina (La hija de Iorio) ISBN 950-03-0666-2 tem um importante prólogo por Ricardo Baeza.

A tragédia brasileira atual supera a obra de ficção.

O povo generoso é inculto, rústico e sem autoestima.
Assiste com indignação infantil a vergonhosa pantomima do teatrinho de João Minhoca em que se converteu o planalto.

Quando surgirá um Carlos Martel a por cobro no avanço despudorado de ladrões e traidores?

Como conseguem dormir os perjuros que prometeram dar a própria vida para defender a Pátria?

Será que apenas os velhos terão coragem de arriscar a própria vida (tornando-a um pouco mais breve) para garantir um futuro decente aos filhos e netos?

Quaisquer outras tentativas de tapar o sol com a peneira serão apenas
"Palavras, palavras, palavras!”.

É agora ou nunca.

“Por São João!” ; que surja um Condestável.

Então a Nação dirá:

LAUS DEO


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Fascismo e o Marxismo Cultural


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Transcrito da página MAXISMO CULTURAL, na Internet

A verdade vos libertará. - João 8:32
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Marx identificou uma problemática cultural na alienação do proletariado, ao dizer que a religião é o ópio do povo. Isso foi analisado de forma mais sistemática por Antonio Gramsci, que vivenciou toda a crise teórica do comunismo após a I Guerra. Esta crise do marxismo gerou 2 filhos: o fascismo e o marxismo cultural, cada um deles com uma proposta bastante clara para chegar aos seus objetivos de dominação.

O fascismo, que também é um filho bastardo do comunismo, foi o caminho encontrado por Mussolini e Hitler para implantar a revolução em suas nações. Ambos queriam a mesma coisa que Lênin e Stálin, ou seja, uma sociedade sem mercado livre, “justa", com “igualdade" e um Estado forte, obtido através de uma ditadura totalitária. Achavam que a ideologia de classe não era um chamariz atraente o suficiente para fomentar a revolução marxista. Hitler e Mussolini perceberam, na I Guerra, um sentimento patriótico que levou o povo a lutar, a defender os “interesses burgueses" e criaram o fascismo: enquanto o marketing de Stálin falava do proletariado, do trabalhador, da lógica de classes, Hitler e Mussolini falavam dos sentimentos nacionais, de raça, ou seja, dos princípios norteadores do fascismo.

Por outro lado, Antonio Gramsci, grande propugnador do marxismo cultural, colocou como projeto para a implantação do socialismo e do marxismo a destruição lenta e gradativa da cultura ocidental. A esse processo Gramsci chamou de “modificação do senso comum". Para que houvesse o predomínio da mentalidade marxista, não havia a necessidade de uma grande estrutura que sustentasse o saber. Bastava apenas uma ideologia convincente, numa espécie de jogo de marketing. Para o marxismo, sem sombra de dúvida, não existe a verdade, mas um jogo de marketing[1].

Como visto, tanto o fascismo como o marxismo cultural faziam basicamente as mesmas coisas, com a simples diferença de usar uma propaganda diferente para alcançar os mesmos objetivos. A mentalidade revolucionária funciona assim, “metamorfoseando" seu marketing de acordo com a época. Por exemplo, Stálin pretendia implantar o socialismo através de uma sociedade atéia, marcada pela perseguição à Igreja; os novos marxistas perceberam que perseguir a Igreja é algo sempre danoso ao ideal revolucionário, pois quanto mais cristãos são mortos, mais mártires são criados e mais forte fica o cristianismo. Com o passar do tempo perceberam que o caminho mais seguro para mudar a mentalidade do mundo é o de entrar na Igreja e mudá-la, desde dentro[2].

Os marxistas sabem que a Igreja é sustentada por uma lógica burguesa, que tem “apego" ao certo e ao errado, ao moral e ao imoral, e usarão isso contra ela. Eles não têm uma opinião clara sobre qualquer tema: quando algo ajuda a revolução, são favoráveis; quando atrapalha, abominam[3].

Exatamente por isso, o marxismo tem um sistema racional versátil, revolucionário e dialético. Gramsci já alertava para a não existência do bem ou do mal, tendo como um de seus inspiradores a figura de Maquiavel, ao dizer que tudo aquilo que Maquiavel fez a favor do Príncipe, precisava ser feito a favor do Partido Comunista. Existe aquilo que é oportuno, aquilo que ajuda ou não a revolução. Tudo o que existe de realidade racional é fruto de uma criação humana. Não existe verdade, que determine um agir.

Isso é bastante coerente da parte dos marxistas, pois só haveria uma ordem a ser seguida no agir se houvesse um intelecto criador. Como são ateus, defendem que o intelecto criador não existe e, portanto, não há ordem a ser seguida ou verdade que determine o agir humano.
    
Só para esclarecer esta idéia, dizer que a ordem que existe no mundo não é obra de um Criador, não foi mérito dos marxistas. Por incrível que pareça, a visão tradicional de que a ordem que existe no mundo é criacional, racional, foi combatida por obra de um cristão piedoso chamado Immanuel Kant.
    
Para Kant, o mundo em si, os objetos, o númeno[4], o que está fora da mente humana é irracional, caótico. O que realmente existe é desconhecido, pois o homem só tem acesso a um fenômeno, que é compreensível ao intelecto graças às categorias mentais que condicionam (e possibilitam) o pensamento. Na Crítica da Razão Pura, por exemplo, Kant mostra que a ordem da física newtoniana não está no númeno, na coisa em si, e também não foi colocada nas coisas pelo Criador. Na verdade, a ordem foi imposta à realidade pelo intelecto. A física de Newton funciona não porque o mundo é assim, mas porque a mente humana a fez assim. Kant, assim, é um grande exemplo de paralaxe cognitiva[5]. Resumindo, para Kant a realidade é absolutamente caótica e irracional. Quem cria a racionalidade é o intelecto humano.
    
O marxista também pensa dessa forma, não por concordar com o pensamento kantiano, mas por afirmar que a ordem imposta ao mundo irracional é a que traduz o interesse de uma classe, especificamente, o da classe burguesa. Segundo o marxismo, existe uma superestrutura (baseada na religião judaico-cristã, na filosofia grega e no direito romano) que justifica o status quo, a situação opressora na qual a sociedade se encontra. Esta superestrutura cria uma cultura que busca defender seus interesses de classe. As pessoas, inoculadas por esta cultura, passam também a defender os interesses da classe burguesa.

Concluindo, é necessário entender que os agentes da luta cultural possuem visões de mundo diferentes. Assim, para que a revolução cultural aconteça é necessário incutir na cabeça dos cristãos a idéeia de que o cristão não odeia nada, de que ele deve defender a paz custe o que custar. A Igreja, à medida que vai assimilando as idéias revolucionárias, passa a ser uma sociedade igualitária e que, por engenharia social, quer implantar, neste mundo, uma terra sem males[6]. Os marxistas sabem que sem transformação da religião numa força socialista, a revolução não irá acontecer.

Referências

1.     Existe uma coisa muito importante que é sempre preciso ter diante dos olhos: para se compreender bem o pensamento marxista, é necessário ter a certeza de que a verdade não existe. Enquanto houver fixação na verdade, na lógica, não será possível compreender ou ser um bom marxista. O marxista vê o mundo a partir da irracionalidade. E isso é uma demonstração de certa coerência, pois, já que, segundo a sua filosofia, Deus não existe, tudo o que existe é irracional.
2.     A Igreja Católica tradicional é uma instituição hierárquica, com uma economia (ação) sacramental que tem por finalidade última levar o homem para o céu. Para destruí-la, é necessário transformá-la numa sociedade igualitária, sem uma economia sacramental, transformando tudo numa engenharia social, buscando imanentizar a escatologia. O céu foi trazido para este mundo pelos marxistas.
3.     Por exemplo, os homossexuais: na Rússia são abominados, pois atrapalham na implantação da mentalidade do homo sovieticus, homem forte, que possibilita a revolução; no Ocidente, são essenciais, pois são usados como meio para destruir a ética judaico-cristã.
4.     Segundo o dicionário Michaelis: substantivo masculino (do grego νοούμενoν, noûmenon) Filos 1 A coisa em si, por oposição ao fenômeno ou às coisas tais como aparecem e são conhecidas. 2 Fato concebido pela consciência, mas não confirmado pela experiência. 3 Objeto cuja existência é abstrata e problemática.
5.     A paralaxe (do grego παράλλαξις, alteração) cognitiva é o deslocamento, na obra de um pensador, entre o eixo da especulação teórica e o da experiência concreta que ele tem da realidade. Tal conceito é apresentado pelo filósofo Olavo de Carvalho, tanto em seus escritos (cf. http://www.olavodecarvalho.org/semana/040710globo.htm) como em seu programa Trueoutspeak (cf. trecho do programa do dia 19 de fevereiro de 2007 postado no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=EjaTyPbVxog). Exatamente por isso, o pensamento kantiano é inconciliável com a mensagem cristã.
6.     Quando o Papa João Paulo II se encontrou com o Padre Ernesto Cardenal, ministro de um governo comunista, repreendeu veementemente o Padre diante das câmeras de todo o mundo. O Padre defendia a existência de duas igrejas: uma popular e outra romana, da hierarquia. A romana propaga a ideologia do magistério, com uma superestrutura imperialista e opressora. A outra igreja, do padre Ernesto Cardenal, seria uma igreja popular, que, na verdade não existe, mas é simplesmente instrumento de implantação da ideologia partidária.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

A suprema escolha de qual lado ficar


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Aproxima-se o momento derradeiro em que os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal ficarão obrigados a escolher e mostrar, claramente, de qual lado realmente estão. Eles vão acompanhar o desejo de combate efetivo à corrupção da maioria dos brasileiros? Ou correrão o risco temerário (sem trocadilho infame) de aliviar a barra dos agentes conscientes do Crime Institucionalizado? Não existe mais espaço para indefinições no Brasil em rota de mudanças – para o bem ou para a manutenção do mal.

No curtíssimo prazo, quase imediatamente, os supremos magistrados têm obrigação moral de revelar ao País de que lado da Lava Jato estão. Até agora, a judicialização da politicagem não produziu resultados claros. Ainda está no ar aquela impressão (quase uma sina maldita) de que as poucas punições efetivas até agora logo se transformarão em impunidade na prática. São um deboche as tais “prisões domiciliares” para os criminosos do andar social de cima. Imagina o ódio acumulado pelos bandidos pés de chinelo que seguem apodrecendo em nossas cadeias medievais...

Vide os casos das “libertações” José Dirceu (que retomou suas atividades revolucionárias), Adriana Anselmo (cuja irmã está até bancando a obra de colocar rede wi-fi de Internet no salão dos empregados do prédio de luxo no Leblon) e de Andréia Neves (irmã que é o verdadeiro cérebro e operadora oculta do presidenciável tucano em desgraça Aécio Neves) e de tantos outros menos votados. Agora os brasileiros ficam chocados com o benefício de “home-prision” (em inglês fica mais bonito) para o médico Roger Abdelmassih – de 74 anos, condenado a 181 anos de prisão por estupro de dezenas de pacientes de sua luxuosa clínica de inseminação artificial.

A injustiça se repete. Poderosos conseguem postergar a punição efetiva. Os milagres acontecem nos andares elevados do Judiciário: nos órgãos especiais dos Tribunais de Justiça, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal – que acaba obrigado a cuidar de tudo porque nossa Constituição interventora, repleta de direitos e benefícios, permite que tudo, qualquer coisa, seja judicializada. No momento, está pegando muito mal este negócio de “minha casa, minha cela” para os poderosos...

A falha estrutural de nosso sistema Jurídico ainda deixa no ar a dúvida cruel: Será que existem mais coisas entre os políticos e as togas do que pode supor a vã filosofia dos que sonham com um combate efetivo contra a corrupção sistêmica? Até que ponto um STF indicado por políticos (muitos deles agora enrolados nas Lava Jatos da vida) não sofre influência danosa da politicagem e dos agentes reais do Crime Institucionalizado? São perguntas feitas pelo cidadão comum com um mínimo de neurônios funcionando...

O Supremo tem a oportunidade de confirmar, ratificar, corroborar de que lado está... A definição sobre as regras de delação (ops, colaboração) premiada é apenas um capítulo do processo de posicionamento em relação à Lava Jato. Magistrados têm muito poder em um País que judicializa tudo por causa do regramento excessivo que permite a “interpretação” de leis nunca claras e que conflitam entre si. A turma togada que pode muito só não pode esquecer que não pode tudo...
  
Lula indefensável


Dono ou dano


Novas denúncias


Mosquetagem


Desqueixável


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Junho de 2017.

Surtremo Triponal Foderall


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A suprema felicidade do filósofo é ver que um discípulo o supera.

Surtemos e tremamos de espanto ao presenciar egotrips de urubus, da agência funerária self-service, na Sodoma planaltina.

Lembrei-me da sugestão light de um anjo decaído: “Estupra mas não mata!”.

Nossa amada Cãostituição ultimamente tem sido abusada sem o menor pejo ou remorso. Acho que são radicais da Égira.

No trem fantasma em que nos encontramos, de sustos e sobressaltos não estamos faltos.

Nada a temer; afinal as instituicães estão funcionando...(au, au !).

A cobiça internacional por nossas amazônicas riquezas, nem cãomandante nega. Ao visitar o país da rima, deveria recordar ao monarca (que quis visitar incógnito uma raposa ensolarada, pensando fosse dona Onça de nada) a bela recepção que inesperadamente teve.

Em linguagem felina o caso significa:”Isto daqui tem dono e sabemos onde você está !”

A porcada logo, logo, virará churrasco muito embora para muitos, agora, provoque asco.

De tanto rir, já piramos!

Quando o arquidiabo pirará?


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Brasil e os Agentes do Poder


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ronaldo Fontes

A vida em sociedade abriga uma tendência comportamental sedimentada na obediência, pois sem alguma estrutura de autoridade é impossível haver uma sociedade organizada.

Alguns estudiosos contudo, entendem que a obediência possa sobrepujar a ética, a moral e a solidariedade, bases da convivência harmônica em sociedade.

Milgram, pesquisador da Universidade de Yale, realizou experimento com voluntários que descarregavam choques elétricos fictícios cada vez mais fortes em um ator(aluno) que oculto esbravejava e gritava ao levar os “choques” a cada pergunta que deliberadamente respondia errado.

O pesquisador verificou que o sofrimento fictício, manifestado pelo “aluno”, pressionava os voluntários “professores” a desistirem, porém o pesquisador os mandava prosseguir.

2/3 dos “professores” participantes foram obedientes em provocar sofrimento, diante da ordem do pesquisador, que interpretou seus resultados:

1- A maioria das pessoas possuem instintos agressivos.

2- Pessoas que possuem controle total sobre outra utilizam tudo o que tem de sádico e bestial para oprimi-la.

3- A legitimidade social abre portas para a possibilidade de um poder agressivo.

4- Um número pequeno de pessoas possui recursos internos que lhes permite resistir à autoridade despótica.

5- A pessoa se sente responsável perante a autoridade que a dirige, mas nenhuma responsabilidade pelo que a autoridade exige.

6- Em tais situações, nas quais a pessoa não se considera responsável por suas ações, pois está executando desejos de outra, ela é denominada de “AGENTE DE PODER”

Esses Agentes de Poder existem no exército, nas empresas, nos hospitais, nas escolas, universidades e principalmente na política, etc... Geralmente possuem uma boa vida, galgam muitos postos elegantes e distintos, são ricos e dormem muito bem, acreditando estarem realizando o trabalho em seu benefício e de sua família.

Contudo, a cobrança virá e estamos vendo isso no Brasil atual, pois o sofrimento pode ser promovido de várias formas não necessariamente com choques elétricos. A traição à pátria e ao povo é uma forma de provocar sofrimento coletivo.

Um pouco de estudo é suficiente para reconhecer quem são os "pesquisadores" e quais seus interesses.

Não é muito difícil reconhecê-los, com boa vontade e pró-atividade estará resolvido, pois os Agentes de Poder, seus lacaios, estão estampados nas páginas policiais. E muitos outros ainda virão quando a Lava–Jato se capilarizar em esguichos nos quintais.


Ronaldo Fontes, Médico, é Presidente do Instituto Foro do Brasil.

O Marxismo Cultural e a Revolução Cultural de Antônio Gramsci


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Texto de Linda Kimball - autora de diversos artigos e ensaios sobre cultura e política. Publicado no American Thinker – http://www.americanthinker.com

A verdade vos libertará. - João 8:32
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Os americanos subscrevem atualmente a duas más-concepções; a primeira é a idéia de que o comunismo deixou de ser uma ameaça quando a União Soviética implodiu; a segunda é a crença de que a Nova Esquerda dos anos sessenta entrou em colapso e desapareceu também. “Os Anos Sessenta Estão Mortos, ” escreveu George Will (“Slamming the Doors, ” Newsweek, Mar. 25, 1991).
    
Uma vez que, como um movimento político, a Nova Esquerda não tinha coesão, ela desmoronou-se; no entanto, seus revolucionários reorganizaram-se e formaram uma multitude de grupos dedicados a um só tópico. É devido a isto que hoje temos as feministas radicais, os extremistas dos movimentos negros, os ativistas “pela paz”, os grupos dedicados aos “direitos” dos animais, os ambientalistas radicais, e os ativistas homossexuais.
     
Todos esses grupos perseguem a sua parte da agenda radical, através de uma complexa rede de organizações. tais como a “Gay Straight Lesbian Educators Network” (GSLEN), a “American Civil Liberties Union” (ACLU), “People for the American Way”, “United for Peace and Justice”, “Planned Parenthood”, “Sexuality Information and Education Council of the United States” (SIECUS), e a “Code Pink for Peace”.
     
Tanto o comunismo como a Nova Esquerda encontram-se vivos e de boa saúde aqui na América, preferindo usar palavras de código tais como: tolerância, justiça social, justiça econômica, paz, direitos reprodutivos, educação sexual e sexo seguro, escolas seguras, inclusão, diversidade e sensibilidade. Tudo junto, isto é marxismo cultural mascarado de multiculturalismo.
    
O nascimento do multiculturalismo
    
Antecipando a tempestade revolucionária que iria batizar o mundo num inferno de terror vermelho, levando ao nascimento da terra prometida de justiça social e igualdade proletária, Frederich Engels escreveu:
    
“Todas as (…) grandes e pequenas nacionalidades estão destinadas a desaparecer (…) na tempestade revolucionária mundial (…). (Uma guerra global) limpará todas (…) as nações, até os seus nomes. A próxima guerra mundial resultará no desaparecimento da face da Terra não só das classes reacionárias (…) mas (…) também dos povos reacionários.(“The Magyar Struggle”, Neue Rheinische Zeitung, Jan. 13, 1849).
    
Quando a Primeira Grande Guerra terminou, os socialistas perceberam que algo não havia corrido bem, uma vez que os proletários do mundo não haviam prestado atenção ao apelo de Marx de se insurgirem em oposição ao capitalismo como forma de abraçarem, no seu lugar, o comunismo. Devido a isto, estes mesmos socialistas começaram a investigar o que havia corrido mal.
    
Separadamente, dois teóricos marxistas, Antonio Gramsci (Itália) e Georg Lukacs (Hungria), concluíram que o Ocidente cristianizado era o obstáculo que impedia a chegada da nova ordem mundial comunista.
     
Devido a isto, eles concluíram que, antes da revolução ter sucesso, o Ocidente teria que ser conquistado. Gramsci alegou que, uma vez que o Cristianismo já dominava o Ocidente há mais de 2 mil anos, não só esta ideologia estava fundida com a civilização ocidental, como ela havia corrompido a classe operária.
    
Devido a isso, afirmou Gramsci, o Ocidente teria que ser previamente descristianizado através duma “longa marcha através da cultura”.
    
Adicionalmente, uma nova classe proletária teria que ser criada. No seu livro “Cadernos do Cárcere”, Gramsci sugeriu que o novo proletariado fosse composto por criminosos, mulheres, e minorias raciais. Segundo Gramsci, a nova frente de batalha deveria ser a cultura, começando pela família tradicional e absorvendo por completo as igrejas, as escolas, a grande mídia, o entretenimento, as organizações civis, a literatura, a ciência e a história. Todas estas instituições teriam de ser transformadas radicalmente e a ordem social e cultural teria que ser gradualmente subvertida de modo a colocar o novo proletariado no topo.
    
O protótipo
    
Em 1919, Georg Lukacs tornou-se vice-comissário para a Cultura do regime bolchevique de curta duração de Bela Kun, na Hungria. Imediatamente ele colocou em marcha planos para descristianizar a Hungria, raciocinando que, se a ética sexual cristã pudesse ser fragilizada junto à crianças, então o odiado patriarcado bem como a Igreja sofreriam um duro golpe.
    
Lukacs instalou um programa de educação sexual radical e palestras sexuais foram organizadas; foi distribuída literatura contendo imagens que instruíam graficamente os jovens a enveredar pelo “amor livre” (promiscuidade) e pela intimidade sexual (ao mesmo tempo que a mesma literatura os encorajava a ridicularizar e a rejeitar a ética moral cristã, a monogamia e a autoridade da Igreja). Tudo isso foi acompanhado por um reinado de terror cultural perpetrado contra os pais, sacerdotes e dissidentes.
    
Os jovens da Hungria, havendo sido alimentados com uma dieta constante de neutralidade de valores (ateísmo) e uma educação sexual radical, ao mesmo tempo que eram encorajados a revoltarem-se contra toda a autoridade, facilmente se transformaram em delinqüentes que variavam de intimidadores e ladrões menores, para predadores sexuais, assassinos e sociopatas. A prescrição de Gramsci e os planos de Lukacs foram os precursores do que o marxismo cultural, mascarado de SIECUS, GSLEN, e a ACLU – agindo como executores da lei judicialmente aprovados – mais tarde trouxe às escolas americanas.
    
Construindo uma base
    
No ano de 1923 foi fundada na Alemanha de Weimar a Escola de Frankfurt – um grupo de reflexão marxista. Entre os fundadores encontravam-se Georg Lukacs, Herbert Marcuse, e Theodor Adorno. A Escola era um esforço multidisciplinar que incluía sociólogos, sexólogos e psicólogos. O objetivo primário da Escola de Frankfurt era o de traduzir o marxismo econômico para termos culturais.
    
A Escola disponibilizaria as idéias sobre as quais se fundamentaria uma nova teoria política de revolução (com base na cultura), aproveitando um novo grupo “oprimido” para o lugar do proletariado infiel. Esmagando a religião e a moralidade, a Escola construiria também um eleitorado junto aos acadêmicos, que construiriam carreiras profissionais estudando e escrevendo sobre a nova opressão.
    
Mais para o final, Herbert Marcuse – que favorecia a perversão polimorfa – expandiu o número do novo proletariado de Gramsci de modo a que se incluíssem os homossexuais, as lésbicas e os transsexuais. A isto juntou-se a educação sexual radical de Lukacs e as táticas de terrorismo cultural. A “longa marcha” de Gramsci foi também adicionada à mistura, sendo ela casada à psicanálise freudiana e às técnicas de condicionamento psicológico.
O produto final foi o marxismo cultural, hoje em dia conhecido no Ocidente como multiculturalismo.
    
Apesar disto tudo, era necessário mais poder de fogo intelectual, uma teoria que patologizasse o que teria que ser destruído. Nos anos 50 a Escola de Frankfurt expandiu o marxismo cultural de modo a incluir a idéia da “Personalidade Autoritária” de Theodor Adorno. O conceito tem como premissa a noção de que o Cristianismo, o capitalismo e a família tradicional geram um tipo de caráter inclinado ao racismo e ao fascismo.
    
Logo, qualquer pessoa que defenda os valores morais tradicionais da América, bem como as suas instituições é, ao mesmo tempo, um racista e um fascista. O conceito da “Personalidade Autoritária” defende também que as crianças criadas segundo os valores tradicionais dos pais irão tornar invariavelmente racistas e fascistas. Como conseqüência, se o fascismo e o racismo fazem parte da cultura tradicional da América, então qualquer pessoa educada segundo os conceitos de Deus, família, patriotismo, direito ao porte de armas ou mercados livres precisa de ajuda psicológica.
    
A influência perniciosa da idéia da “Personalidade Autoritária” de Adorno pode ser claramente vista no tipo de pesquisas que recebem financiamento através dos impostos dos contribuintes.
    
Em agosto de 2003, a “National Institute of Mental Health” (NIMH) e a “National Science Foundation” (NSF) anunciaram os resultados do seu estudo financiado com 1.2 milhões de dólares, dinheiro dos contribuintes. Essencialmente, esse estudo declarou que os tradicionalistas são mentalmente perturbados. Estudiosos das Universidades de Maryland, Califórnia (Berkeley), e Stanford haviam determinado que os conservadores sociais… sofrem de “rigidez mental”, “dogmatismo”, e “aversão à incerteza”, tudo com indicadores associados à doença mental. (http://www.edwatch.org/– ‘Social and Emotional Learning” Jan. 26, 2005).
O elenco orwelliano de patologias demonstra o quão longe a longa marcha de Gramsci já nos levou.
    
O politicamente correto: Uma idéia correspondente e diabolicamente construída é o conceito do “politicamente correto”. A sugestão forte aqui é que, para que uma pessoa não seja considerada “racista” e/ou “fascista”, não só essa pessoa deve suspender o julgamento moral, como deve abraçar os “novos” absolutos morais: diversidade, escolha, sensibilidade, orientação sexual, e a tolerância. O “politicamente correto” é um maquiavélico engenho de “comando e controle” e o seu propósito é a imposição de uma uniformidade de pensamento, discurso e comportamento.
    
A Teoria Crítica é outro engenho psicológico de “comando e controle”. Tal como declarado por Daniel J. Flynn, “a Teoria Crítica, tal como o nome indica, só critica. O que a desconstrução faz à literatura, a Teoria Crítica faz às sociedades.” (Intellectual Morons, p. 15-16).
    
A Teoria Crítica é um permanente e brutal ataque, através da crítica viciada, aos cristãos, ao Natal, aos Escoteiros, aos Dez Mandamentos, às nossas forças militares, e a todos os outros aspectos da sociedade e cultura americana.
    
Tanto o “politicamente correto” como a Teoria Crítica são, na sua essência, intimidações psicológicas. Ambas são maços de calceteiros psico-políticos através dos quais os discípulos da Escola de Frankfurt – tais como a ACLU – estão forçando os americanos a se submeterem e a obedecerem aos desejos e aos planos da esquerda. Estes engenhos desonestos não são mais do que versões psicológicas das táticas de “terrorismo cultural” de Georg Lukacs e Laventi Beria.
    
Nas palavras de Beria:
    
“A obediência é o resultado do uso da força (…). A força é a antítese das ações humanizantes. Na mente humana isto é tão sinônimo com a selvageria, ilegalidade, brutalidade e barbarismo, que é apenas necessário exibir uma atitude desumana em relação às pessoas para receber dessas pessoas as posses de força.(The Russian Manual on Psychopolitics: Obedience, por Laventi Beria, chefe da Polícia Secreta Soviética e braço direito de Stalin).
    
Pessoas com pensamento contraditório, pessoas que se encontram “sentadas em cima do muro”, também conhecidos como “moderadas”, centristas e RINOs (ed: RINO = Republicans In Name Only, isto é, falsos republicanos), carregam consigo a marca destas técnicas psicológicas de “obediência”. De uma forma ou outra, estas pessoas – que em casos literais se encontram com medo de serem vítimas dos agentes de imposição de obediência, decidiram ficar em cima do muro sob pena de serem considerados culpados de terem uma opinião.
    
Ao mínimo sinal de desagrado dos agentes de imposição de obediência (isto é, polícias do pensamento), estas pessoas içam logo a bandeira amarela de rendição, onde está escrito de forma bem visível: “Eu não acredito em nada e eu tolero tudo!”
    
Determinismo cultural
    
A cavilha da roda [inglês: "linchpin"] do marxismo cultural é o determinismo cultural, parente da política de identidade e da solidariedade de grupo. Por sua vez, o determinismo cultural foi gerado pela idéia darwiniana de que o homem não é mais que um animal sem alma e que, portanto, a sua identidade - a sua pele, as suas preferências sexuais e/ou as suas preferências eróticas - é determinada pelo exemplo.
    
Esta proposição rejeita o conceito do espírito humano, da individualidade, do livre arbítrio e de uma consciência moralmente informada (associada à culpabilidade pessoal e à responsabilidade) uma vez que ela nega a existência do Deus da Bíblia.
    
Conseqüentemente, e por extensão, ela rejeita também os primeiros princípios da liberdade americana enumeradas na Declaração de Independência. Estes são os nossos “direitos inalienáveis, entre os quais encontram-se a vida, a liberdade e a busca pela felicidade.” O marxismo cultural deve rejeitar todos estes princípios porque eles “foram doados pelo nosso Criador” que fez o homem à Sua Imagem.
    
Para David Horowitz, o determinismo cultural é …” política de identidade – a política do feminismo radical, da revolução e do afro-centrismo – que formam a base do multiculturalismo acadêmico (…) uma forma de fascismo acadêmico e (…) de fascismo político também”. (Mussolini and Neo-Fascist Tribalism: Up from Multiculturalism, by David Horowitz, Jan. 1998).
    
É dito que a coragem é a primeira das virtudes porque sem ela, o medo paralisará o homem, impedindo-o assim de agir segundo as suas convicções morais e de falar a verdade. Assim, trazer um estado geral de medo paralisante, apatia e submissão – as correntes da tirania – é o propósito por trás do terrorismo cultural psico-político, uma vez que a agenda revolucionária da esquerda comunista deve, a qualquer preço, estar envolta em secretismo.
    
O antídoto para o terrorismo cultural é a coragem e a luz da verdade.
    
Se nós queremos vencer esta guerra cultural, reclamando e reconstruindo nosso país, para que os nossos filhos, e os filhos dos nossos filhos, possam viver numa “Cidade Resplandescente situada na Colina”, onde a liberdade, as famílias, as oportunidades, o mercado livre e a decência floresçam, temos que reunir a coragem de modo a que possamos, sem medo, expor a agenda revolucionária da esquerda comunista à Luz da Verdade. A verdade e a coragem de declará-la, nos libertará.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Será que a Lava Jato atingiu as togas superiores?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Na judicialização da politicagem, milagres não acontecem por acaso. O estranho adiamento da decisão sobre a prisão preventiva (ou não) e a manutenção do mandato (ou não) de Aécio Neves, combinada com a “soltura” (em prisão domiciliar, kkkkk) da irmã e seu primo, sugerem que existem mais coisas entre os políticos e as togas do que pode supor a vã filosofia. Repetiu-se uma rotina esquisita: um poderoso que sabe demais sobre tudo e todos sempre consegue postergar a punição nos andares elevados do Judiciário. O fenômeno joga no ar uma dúvida cruel: será que a Lava Jato atingiu as togas superiores?

O povinho pensante nas redes sociais achou muito estranho o fato de o relator da suprema Lava Jato, Edson Fachin, ter tirado das mãos de Sérgio Moro vários casos que envolvem o ex-Presidente Lula e a Odebrecht. Moro tem tudo para decidir, ainda esta semana, se condena ou inocenta o poderoso Lula. É enorme a chance de uma condenação com pena alta e decretação de prisão. Do mesmo jeito como é altíssima a chance de Lula ser beneficiado com o direito a recorrer em liberdade de uma eventual condenação. Afinal, ele é um daqueles que sabe (demais) sobre tudo e todos nos três poderes...

O regramento excessivo – uma das causas da corrupção sistêmica e da impunidade no Brasil – viabiliza que tudo possa acontecer. Quando os operadores dos “mecanismos do sistema” desejam assassinar a reputação de alguém, o rigor seletivo da jagunçagem opera a plena velocidade. Quando o interesse é proteger delinqüentes comprovados, o espírito maligno da razão cínica e canalha baixa nos “interpretadores da lei”, e os bandidos conseguem uma blindagem que deixa o cidadão honesto muito pt da vida, indignado ou desanimado. Eis a nossa hedionda “normalidade” do Crime Institucionalizado.

Até quando o Brasil vai conseguir suportar um Presidente da República que perdeu todas as condições morais de seguir (des)governando? A todo momento surge uma delação premiada que arrasa com Michel Temer. Depois da famosa gravação do Joesley Batista, agora veio a dedurarem do “corretor de valores” (na verdade, o doleiro de todos) Lúcio Bolonha Funaro. Fatos por ele revelados e comprovados arrasam com Temer, Eduardo Cunha, Moreira Franco, Geddel Vieira Lima e outras figuras muito próximas do maridão da bela Marcela. A dúvida é: até quando a maioria parlamentar vai conseguir blindar Temer, indicando que não aceitará denúncias da Procuradoria Geral da República contra ele no Supremo Tribunal Federal?

Resumindo: tem coisa muito mais estranha no ar que o fato incomum de o Rio de Janeiro ficar debaixo d’água no mês de junho – marcado pela secura e quando não costuma chover. É o inverno doido no inferno criminoso de Bruzundanga. O País na (a)normalidade caminha a todo vapor para um desastre de conseqüências inimagináveis. Criminalidade fora de controle sempre redunda em explosão descontrolada de violência – o que pode gerar o caos ou servir de estopim para mudanças estruturais.

Judicialize a Polícia


Libertas geral


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Junho de 2017.