terça-feira, 3 de maio de 2016

A Grande Farsa: Temer dá todo poder a Meirelles, homem de Lula e provável vice do PT em 2018


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Michel Temer Lulia substituindo a Dilma Vana Rousseff já é considerado o maior golpe dado por Luiz Inácio Lula da Silva. É uma grande farsa fingir que tira quem está 13 anos poder (o PT), para deixar quem continua há 31 anos (o PMDB). Impeachment não é golpe. No entanto, os desdobramentos planejados são puro golpismo farsante. Muda-se a Presidenta, mas nada se altera estruturalmente.

Lula planeja o retorno triunfal em 2018, tendo como vice seu executivo preferido, Henrique Meirelles, que nunca escondeu de ninguém o sonho de infância de chegar à Presidência do Brasil. O plano do consagrado banqueiro não é "original"... A novidade é ter a conivente conveniência de Michel Temer. O papel dele é assumir agora e cuidar dos negócios do PT-PMDB - ameaçados pela Lava Jato.

A grande farsa tem um roteiro manjado. O impeachment golpeia a "incompetenta" Dilma. Temer, antes mesmo de assumir, já escala Henrique Meirelles como seu principal ministro. O Deus-Mercado o vende como o salvador da pátria na economia em crise estrutural. Afinal, "Ministro confiável tem nome"... Meirelles é o timoneiro do grupo J&F - onde rumores de mercado garantem que a família de Lula tem participações e interesses. Não é curioso que, justamente quando Dilma cai, Lula consegue emplacar Meirelles no Ministério da Fazenda (cargo que é um pleonasmo para quem já controla as lucrativas fazendas da Friboi)?

Michel Temer já sinalizou para a imprensa aliada que terá uma conversa para fechar um grande acordo de pacificação com Lula, assim que assumir a cadeira de Dilma. Na verdade, já fechou o pacto. Lulia não briga, nem brinca, com Lula. Jogam juntos, há vários anos, no mesmo time que usa a camisa do PT, porém conta com o patrocínio político do PMDB. Para Lula, a escalação de Meirelles como "capitão" da equipe de Temer é um lance de continuidade dos negócios. O joguinho de politicagem é mera ilusão.      

Demorou, mas Dilma foi jogada para escanteio. Ela nunca topou Meirelles. Tanto que ele também não aceitou continuar no BC do B na primeira gestão dela. Meirelles quase foi vice de Dilma na eleição passada. Só teve de sair do páreo pela força interna de Michel Temer no PMDB. O nome de Meirelles era o único com total aval externo dos banqueiros internacionais para 2014. Por isso permanece com Vigor (outra marca da Friboi?) para seguir com o projeto de poder político e econômico.

A chapa presidencial de 2018 será formada pela dupla Lula-Meirelles? Depende muito mais da saúde de Lula. O plano estratégico de Temer e de Lula é que tudo agora pareça mudar, tirando a Dilma, conforme desejo popular da maioria, a fim de que tudo permaneça do mesmo jeito. Michel Temer, definitivamente, não representa mudança. Temer já sinalizou que pensa na volta da CPMF e considera difícil reduzir o número de ministérios... Temer não assume um compromisso concreto em reduzir impostos. Fala apenas vagamente no assunto. Com Temer, a crise real só tende a aumentar... Só as velhinhas de taubaté do rentismo preferem não enxergar tal obviedade ululante...

Temer não consegue responder à pergunta que fica engasgada na garganta cortada do petista sem noção: "Vai tomar o lugar da Dilma para quê? Será que o maridão da Marcela (bela, recatada e do lar) é mais um contaminado pelo vírus que infesta a politicagem de Brasília: a Corruptocefalia. O mal tem como sintomas achar o povo idiota, enquanto toma o dinheiro público, via impostos ou roubalheiras promovidas por aliados e/ou laranjas...

Aposta-se em Brasília na renúncia da Presidenta. Tudo pode acontecer... O certo é que ela tem ordens de Lula para levar até o fim a grande farsa da "resistência" ao "golpe". Faz parte da encenação de Dilma o envio da proposta de emenda constitucional que antecipa a eleição presidencial para 2 de outubro deste ano. Nada anormal porque o PT adora golpes - medidas ao arrepio da legitimidade que não resolvem a situação institucional e ainda tendem a agravá-la.

O acordo Lula-Lulia tem uma pedra gigante no meio do caminho. O nome dela é Rede Globo. Até agora, a família Marinho tem embarcado na "solução" Temer, de forma acrítica. Os globais só não podem esquecer que Lula tem como prioridade estratégica "ferrar o Grupo Globo". Malvados do mercado já falam na existência de um "cavalo de tróia". Hoje, um dos maiores patrocinadores dos programas globais são os produtos da holding J&F - comandada pelo Meirelles, quase futuro ministro da Fazenda do Temer e sempre amigo de Lula...

Te cuidem, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto... O mar não está para Lula, mas está para Lulia... Quem cair na grande farsa, mais manjada que aposta falsa no Cassino do Al Capone, tem tudo para sofrer prejuízos irreparáveis...

 Releia a segunda edição de segunda-feira: A Grande Farsa  

Alerta contra Dilma


Desembargador Laércio Laurelli chama atenção para uma postura legal que Dilma Rousseff será obrigada a observar no processo de impedimento

Fúria arrecadadora

Quem não gostou da elevação de 0,38% para 1,1% da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na compra de moeda estrangeira em espécie deve se preparar para o pior.

O plano do desgoverno é aumentar essa cobrança para um patamar de até 3%.

Já se paga uma alíquota de  6,38% incidente sobre os demais instrumentos utilizados para a aquisição de bens e serviços no exterior, como cartão de crédito, de débito ou pré-pago.

Milagre explicado

Não foi à toa que o "pequeno" Leicester City se sagrou campeão da Premier League da Inglaterra, com duas rodadas de antecedência.

Quem comanda o clube é o bilionário tailandês Vichai Srivaddhanaprabha, empresário do ramo de free shops e dono de uma fortuna estimada em US$ 2,2 bilhões (R$ 7,7 bilhões).

O Leicester City foi comprado em 2010, quando ainda estava na segunda divisão, com a promessa de chegar ao top-5 da Inglaterra até 2017.   

Ou seja, não existe milagre: as simples e complexas vitórias dependem de trabalho, dedicação, competência e investimento correto no capitalismo produtivo.

Proteção necessária


Vexames


Vote chapa 2

Leia o artigo de José Renato dos Santos: Por que sou candidato a Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo?


Eleições na Maçonaria


Entrevista do programa Direito e Justiça em Foco com José Renato dos Santos

Manaus sob oveiro comunista


Na campanha de 2012, Senadora Vanessa Graziottin, mentiu para o Brasil inteiro dizendo que jogaram ovos nela durante a campanha para a prefeitura de Manaus.
Vale a pena ver o filme onde foi homenageada pelo panfletário virtual.

Falta pouco


A tocha da olim-piada está chegando, enquando Dilma vai saindo...

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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 3 de Maio de 2016.

Lagarto ou Lagartixa


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

No judas ciário não tem apenas maus e preguiçosos. Também há idiotas !
Já, já algum rocinante manda suspender a lei da gravidade. Mas só por 72 horas!

Cem milhões de usuários inocentes que se lixem.

Afinal a “otoridade” está acima do bem e do mal.

Deveria entrar para a organização CAGOP. (www.cagop.org)

Quem sabe se aperfeiçoe como republicano.

Por aqui só nos resta entrar pelo cano.

Ai dele se atrapalhou algum romance.

Amor de perdição.

Que falta faz o poder moderador.

Numa hora dessa haveria sopapos à beça.

Faltos, diremos “Homessa!”


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Não permitamos a troca de seis por meia dúzia


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Pimentel

Estamos na iminência de um novo governo. É inevitável que assim seja. Nosso país não parou somente. Está em queda livre. A incompetência e a irresponsabilidade estão destruindo nossa economia, enquanto a presidente, desesperada para se manter no cargo, inferniza a vida dos brasileiros com seus discursos ameaçadores e vazios.

Pioram rapidamente as contas públicas, o desemprego segue em ascensão e a produção diminui a cada dia com o prolongado declínio dos investimentos. O buraco nas contas públicas chegou a 5,77 bilhões segundo os últimos cálculos do Banco Central. Não há Brasil que suporte.
Mas não é só isso. A corrupção foi institucionalizada. Nunca antes na história deste país se roubou tanto quanto nos últimos 13 anos. O governo petista nem esconde mais que virou um ajuntamento de larápios. E contaminou todas as instâncias do poder político, sobretudo, mas não somente, o Executivo e o Legislativo.

Os presidentes do Congresso são réus e uma grande parte dos representantes do povo naquela Casa têm contas a pagar por envolvimento em atos de corrupção explícitos e desvio de conduta ética e moral. O Brasil não é mais visto com o respeito de antes pela comunidade internacional. Não merecemos isso. Precisamos de uma nova oportunidade, por pequena que seja.

Um novo governo, não nos iludamos, provisório nesse contexto, terá pouca chance de obter algum êxito sem um grande acordo entre os homens de bem que ainda restam na nossa política, nem tantos, e sem a participação e a cobrança permanente da sociedade.

Mas há algo ainda essencial: o afastamento e a punição rigorosa de todos os representantes do povo que desmereceram a confiança neles depositada. Inconcebível que se fale em imunidade para ladrões. Em especial para assaltantes dos cofres públicos. Suas punições, ao contrário, devem ser exemplares e extremamente rigorosas. Sem isso nada feito.

Dados do Supremo Tribunal Federal (STF) – foro para julgamento de deputados e senadores – infelizmente não trazem qualquer alento nesse sentido. Não punem políticos que praticam crimes. Algo de muito errado e suspeito se passa naquela suprema Corte. A prescrição acaba sendo a regra geral. Uma vergonha que precisa ter fim se desejamos mudar esse País.


Gilberto Pimentel, General, é Presidente do Clube Militar.

Colapso do Estado Brasileiro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

O intricado nó da realidade do Estado Federativo Brasileiro demonstra erros palmares que, hoje, chegam à Justiça, falta de pagamento de aposentados e pensionistas, redução da jornada de trabalho, parcelamento, e a perda do poder aquisitivo, com o aumento da inflação, na contramão do crescimento e melhoria do ambiente empresarial.

A última cartada se consubstanciou na decisão do STF de adiar o julgamento do índice em relação às dívidas entre os Estados e a União. Bom saber que a matéria envolve o aspecto financeiro e também orçamentário. Retirar juros compostos da montanha da dívida significa tornar a maioria dos Estados credora, e não devedora da União.

O que acontece na prática é que o Governo Federal rola diariamente a sua dívida, que é de trilhão, junto aos bancos e sistema financeiro como um todo, mas a relação entre ambos não se confunde com o mecanismo de puro direito público.

Faltam diálogo, consenso e, sobretudo, bom senso para se chegar a um denominador comum, se o Estado desaqueceu a economia e tomou mais dinheiro para resultados sociais eleitorais, não é justo, e muito menos plausível, que a Federação entre em colapso diante da mania da União não querer negociar ou fazer os repasses devidos.

Constata-se que mais de 1.500 prefeituras do País tiveram suas contas bloqueadas por causa das dívidas entre as comunas e o Governo Federal. A situação é traumática e, ao mesmo tempo, dramática.

O redesenho desse mecanismo passa pelo prisma do corte das despesas e ajustamentos dos investimentos, mas, de qualquer forma, capitalizar a dívida dos Estados representa uma anomalia e abre espaço para o monstrengo do caos.

Não cabe penalizar Estados, mais ricos e pobres, e, se a União depende dos bancos para rolar seu impagável endividamento, esse pressuposto não tem simetria, mas sim assimetria entre a dívida pública.

Quiçá a TJLP, IPC ou INPC, mas impor um divisor de agua é fundamental a fim de que o rombo não seja ainda mais danoso ao Brasil.

Dizem alguns que, se os juros simples forem aplicados, o prejuízo ultrapassará 400 bilhões de reais e teremos uma dívida pública muito perto do produto interno bruto do País.

O STF, chamado para resolver o impasse, simplesmente resolveu dar uma trégua e manter as liminares que beneficiam dezenas de Estados, pois o sobrestamento por 60 dias significará que a matéria somente retornará à pauta no mês de agosto de 2016, quando a questão do impedimento presidencial estará avançada e a negociação poderá ser retomada a fim de que esse verdadeiro périplo tenha um caminho menos tortuoso e mais destinado a valores que possam receber tratamento isonômico.

Na simbiose normativa, se a União toma a juros bancários, ela está a financiar indiretamente a dívida dos Estados também amparada no mesmo principio e igual fundamento.

Entretanto, a premissa representa meia verdade, isto porque, se o Estado Brasileiro não fosse deficitário, e sim superavitário, o sistema financeiro estaria com menos ambição e os juros, dentro de limites razoáveis, descortinando a plausibilidade de pagamento.

Os bilhões devidos pelos Estados brasileiros à União a fragilizam e tornam os direitos adquiridos em xeque, na medida em que os beneficiários pelas aposentadorias e pensões sofrem atrasos, não a recebem e os serviços públicos definham a olhos vistos a cada dia no território nacional.

Como impor regras de juros capitalizados para Estados paupérrimos que não conseguem cumprir suas funções constitucionais, e mesmo os mais fortes não conseguem atender ao teto para os professores?

O colapso está revelado e bem demonstrado essencialmente pela função na tipologia de submeter tudo ao Judiciário, que terá o papel de aparar as arestas e determinar quem tem razão, já longe de uma solução pela via conciliatória.

Qualquer decisão a ser proferida deverá ser conforme a nossa realidade, e muitos Estados não terão meios de pagar juros capitalizados ao nível do que se pretende.

Nem capitalização, muito menos juros simples, pois ambos distorcem a dívida, o primeiro torna o valor excessivo, o segundo traz, de alguma forma, o enriquecimento sem causa.

Colocando todos os Estados e o Governo Federal à mesa, eles terão pela frente o diálogo, fruto do entendimento e de um indexador capaz de modular a situação, quando não a conversa particular com cada Secretário da Fazenda ou o próprio Governador para recriar o pacto federativo.

Da forma como estamos e do jeito pelo qual passamos, o colapso é um ponto fora da curva e a União nunca priorizou o debate ou a redução desse escandaloso modelo que obriga aos Estados o pagamento de volumes mensais indecorosos e altamente danosos às suas próprias finanças.

Não existe solução sem um meio termo, se a União quiser manter o status quo tanto pior, se os Estados optarem pelo “quanto melhor pior”, em relação ao Governo Federal, o rombo afetará todos programa sociais.

A indecisão do STF, na verdade, simboliza, de modo emblemático, uma advertência, sinalização e concita aos interessados a concluírem boas negociações antes do julgamento que, decerto, não agradará a todos e, muito menos, à maioria descapitalizada e vivenciando momentos de uma crise sem data para ir embora.


Carlos Henrique Abrão, Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Doutor pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos.

O impostaço do Dia do Trabalho


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

A infeliz iniciativa que teve a Presidente  Dilma Rousseff nesse melancólico  feriado de 1º de maio, Dia do Trabalho, anunciando  reajuste do “bolsa família” e, ao mesmo tempo, incrivelmente, do imposto de renda, na verdade comprova que ela está certa. O processo de impeachment aprovado na Câmara Federal contra ela não encontra respaldo na realidade dos  fatos , nem é o remédio mais apropriado.

Nenhuma surpresa tem o anúncio da correção dos valores pagos a título de “bolsa família”, o que já seria de se esperar , em virtude da política de assistencialismo exacerbado  e demagógico que marcou todos os governos do PT,desde  2003.

Entretanto o aproveitamento dessa mesma data para anunciar uma correção de 5% no imposto de renda é de uma estupidez sem precedentes. Esse reajuste significa o mesmo que comunicar a diminuição do salário dos trabalhadores, porque  em última análise são eles os principais pagadores de todos os impostos e demais tributos. Portanto o que essa Senhora fez não deixa de ser o festejo da  diminuição do salário dos trabalhadores, justamente no dia internacionalmente dedicado a eles.

Esse assalto ao bolso dos trabalhadores brasileiros é imensamente agravado pelo fato deles já suportarem a mais elevada carga tributária do mundo, numa espécie de  “terrorismo tributário”, considerando  a relação entre o que é pago em tributos e o retorno em benefícios à sociedade, tudo  apontado por organizações internacionais idôneas.

Então a Presidente Dilma,em última análise, está  certa. Não seria o caso da instauração de processo para seu impedimento. Essa decisão da Câmara foi errada. O que deveria ter sido feito é a abertura de um processo para sua INTERDIÇÃO, não pelo Poder Legislativo (Câmara Federal e Senado),porém por  Uma  Junta Psiquiátrica, cujo roteiro está bem detalhado nas disposições do Código Civil que tratam da interdição judicial por problemas mentais, tornando a pessoa juridicamente incapaz, desde  que presentes os pressupostos pertinentes. Ora, se qualquer pessoa pode estar sujeita à esse tipo de restrição, não  seria concebível privilegiar nem mesmo a autoridade máxima do país, segundo o princípio constitucional da igualdade de todos perante a lei.

Mas além de eventuais problemas mentais, difícil é saber quais outras razões poderiam ter contribuído para a Presidente  Dilma  tomar essa atitude justamente no dia menos  apropriado, ou   seja, no Dia do Trabalho. Seria uma vingança pela falta de apoio que estaria tendo nessa hora difícil em que responde ao processo de impeachment?  Ou seria para mostrar “quem é que manda” ? Ou talvez uma atitude de deboche contra tudo e contra todos?


Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

Políticos ignoram a economia


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Hélio Duque

No geral a classe política brasileira, em todos os níveis, despreza e ignora os fundamentos econômicos. A economia brasileira não integra a visão, com honrosas exceções, dos homens públicos nacionais. Até o STF (Supremo Tribunal Federal) acaba de comprovar isso: não soube distinguir a diferença de “juros simples” e “juros compostos”.

A crise econômica e social que vivemos com o aumento do desemprego, na ordem de mais de 11 milhões de trabalhadores, a paralisia em todos os setores dinâmicos é relegada à situação secundária. A deterioração dos indicadores socioeconômicos, agregada a uma trajetória explosiva da divida pública, aprofunda a recessão da economia de maneira cavalar.

No final de fevereiro, a dívida bruta da União, Estados e municípios ultrapassou o nível de R$ 4 trilhões, crescendo na velocidade de R$ 2 bilhões por dia. Na Câmara, em 17 de abril, quando se votou o impedimento da Presidente da República, essa realidade foi ignorada. A dívida pública federal responde por R$ 2,9 trilhões.

Paralelamente, parcelas gigantescas da população não tem dimensão real da crise econômica e social em que estamos mergulhados. A desarrumação da economia, gerada pela “nova matriz econômica” do governo Dilma Rousseff, foi o tiro detonador que jogou o País no despenhadeiro da recessão. O Congresso Nacional, com poucas exceções, vem demonstrando não ter consciência do fato de a crise poder piorar, sem ajuste fiscal. Ele não pode ser superficial, precisa ser estrutural: disciplinando as despesas públicas, redefinindo as taxas de juros e melhorando a dinâmica da dívida pública. Aprofundando reformas na estrutura do Estado, que possibilite a retomada dos investimentos públicos.

No ano passado, 2015, a União, os Estados e municípios cortaram 35% dos seus investimentos. Em contrapartida os investimentos privados seguiram no mesmo rumo. É o investimento público e o privado que eleva a capacidade produtiva da economia. A tragédia das contas públicas se soma ao elevado endividamento do setor privado.

Resultado: o desemprego avança traduzindo no fato de 60 milhões de brasileiros estarem em situação inadimplente, de acordo com dados de rede de lojistas do Brasil. Evidenciando que os avanços sociais alcançados nas últimas duas décadas estão sendo revertidos, afetando diretamente a população de baixa renda.

O cientista político carioca Jairo Nicolau acredita que a crise econômica terá efeitos profundos na vida nacional e deve durar muito. Afirma: “Os desafios são gigantescos. Concentramos uma enorme energia nas discussões sobre o impedimento da presidente e os temas fundamentais saíram da agenda.

Temos um encontro marcado com uma economia destruída e com piora das condições de vida da população”. Para Nicolau: “É crescente o divorcio entre o sistema representativo e a sociedade brasileira. Os primeiros sinais apareceram em 2013, se aprofundaram nas eleições de 2014, com a alta taxa de votos nulos e brancos para o Congresso e, mais recentemente, na rejeição aos partidos políticos”.

No executivo temos um governo que não consegue governar. Aprovado no senado o seu afastamento, um novo governo teria melhores condições de buscar uma agenda de emergência, atacando a sangria fiscal e mandando para o Congresso nova lei orçamentária buscando superávit primário no próximo ano. Seria um sinal positivo, oxigenando o ambiente de negócios, definindo objetiva abertura comercial e priorizando as concessões de obras de infraestrutura para o setor privado.

Estaria construindo um novo horizonte para a economia brasileira, possibilitando a difícil retomada de alguns núcleos produtivos geradores de emprego. Essa agenda emergencial, verdadeiro SOS, exige que o poder legislativo não venha com falsos “slogans” a ser um obstáculo. O Congresso Nacional não pode fazer cara de paisagem, como se não tivesse responsabilidade na crise. Sua omissão e apoio às políticas erráticas e populistas atingem situação e oposição. A última por não resistir no combate político e parlamentar ao desastre que se antevia. Poucas foram as vozes resistentes. Amedrontou-se pelos altos índices de popularidade do governo, sustentadas artificialmente pelo “marketing da mentira”.

Agora chegou a hora da verdade: não devem os parlamentares temer a impopularidade momentânea, ante as medidas que devem ser implantadas para recolocar o Brasil no caminho desafiador do reequilíbrio das contas públicas, garantindo o aumento da eficiência na economia. Fora dessa alternativa, mergulharemos na hecatombe social.


Helio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.

Uma história do Gulag


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O livro “GULAG, uma História dos Campos de Prisioneiros Soviéticos”, escrito por Anne Applebaum, lançado no Brasil em 2004 pela Ediouro Publicações S.A. foi dedicado àqueles que descreveram o que aconteceu.

Abaixo um resumo da Introdução, apenas:

Esta é uma história do GULAG. Uma história da vasta rede de campos de trabalhos forçados que outrora se espalhavam por todo o comprimento e toda largura da URSS, das ilhas do Mar Branco às costas do Mar Negro, do Círculo Ártico às planícies da Ásia Central, de Murmansk a Vorkuta e ao Casaquistão, do centro de Moscou à periferia de Leningrado.

A palavra GULAG é um acrônimo de Glavinoe Upravlenie Lagerei (Administração Central dos Campos). Com o tempo passou a indicar não só a administração dos campos de concentração, mas também o próprio sistema soviético de trabalho escravo, em todas as suas formas e variedades: campos de trabalhos forçados, campos punitivos, campos criminais e políticos, campos femininos, campos infantis, campos de trânsito. De modo anda mais amplo GULAG veio a significar todo o sistema repressivo soviético, o conjunto de procedimentos que os presos outrora denominaram “o moedor de carne”: as prisões, os interrogatórios, o traslado em vagões de gado sem aquecimento, o trabalho forçado, a destruição de famílias, os anos de degredo, as mortes prematuras e desnecessárias.

O GULAG tinha precedentes na Rússia czarista, nas turmas de trabalho forçado que operaram na Sibéria desde o Século XVII até o início do Século XX. Quase imediatamente após a Revolução Russa, ele assumiu sua forma moderna e mais familiar, tornando-se parte parte integral do sistema soviético, O terror em massa, contra oponentes reais ou pretensos, foi parte da Revolução desde o começo. No verão de 1918, Lenin, o líder revolucionário, já exigira que indivíduos “indignos de confiança” fossem encarcerados em campos de concentração fora das cidades principais. Em 1921 já havia 84 campos d concentração em 43 províncias, a maioria destinada a “reabilitar” esses primeiros inimigos do povo. 

A partir de 1929 os campos adquiriram nova importância. Naquele ano, Stalin resolveu usar o trabalho forçado tanto para a industrialização da URSS quanto para explorar os recursos naturais no extremo norte, quase inabitável do país. Também naquele ano a polícia secreta soviética passou a assumir o controle do sistema penal soviético, lentamente arrebatando do Judiciário todos os campos e prisões. Com o impulso das prisões em massa em 1937/1938, os campos entraram num período de rápida expansão. No final da década de 30 podiam ser encontrados em cada um dos doze fusos horários da URSS.

Ao contrário da idéia corrente, o GULAG não parou de crescer quando chegou o final dos anos 30. Ao invés disso, continuou a expandir-se durante toda a II Guerra Mundial e a década de 40, atingindo seu apogeu no início dos anos 50. Nessa época, os campos já desempenhavam um papel crucial na economia soviética: produziam um terço do ouro do país, boa parte do seu carvão e madeira e muito de tudo o mais.

No decorrer da existência da URSS, surgiram pelo menos 476 complexos distintos de campos, consistindo em milhares de campos individuais, cada um dos quais tendo de algumas centenas a milhares de pessoas. Os presos trabalhavam em quase todas as atividades imagináveis – derrubada e cortes de árvores, transporte dessa madeira, mineração, construção civil, manufatura, agropecuária, projetos de aviões e peças de artilharia – e, na realidade, viviam num Estado dentro do Estado, quase numa civilização em separado.

O GULAG tinha suas próprias leis, seus próprios costumes, sua própria moralidade e até sua própria gíria. Gerou sua própria literatura, seus próprios vilões, seus próprios heróis, e deixou sua marca em todos que passaram por ele, fosse como presos, fosse como guardas. Anos após de libertados, os habitantes do GULAG muitas vezes eram capazes de reconhecer os condenados nas ruas, simplesmente pelo “olhar”.

O número total de prisioneiros nos campos costumava girar em torno de 2 milhões, mas o número total de cidadãos soviéticos que tiveram alguma vivência nos campos na condição de presos políticos ou comuns, é muito maior. De 1919, quando o GULAG iniciou sua maior expansão, a 1953, quando Stalin morreu, as melhores estimativas estimam que cerca de 18 milhões de pessoas passaram por esse enorme sistema.

Como sistema de trabalho em massa que envolveu milhões de pessoas, os campos desapareceram com a morte de Stalin. Embora ele houvesse acreditado a vida toda que o GULAG era essencial para o crescimento econômico soviético, seus herdeiros políticos bem sabiam que os campos, na realidade, eram um dos motivos para o atraso nacional e a política de investimentos deturpada. Dias após a morte de Stalin, seus sucessores começaram a desmantelá-los.

No entanto, os campos não desapareceram por completo. Em vez disso, eles evoluíram. Durante toda a década de 70 e o início da década de 80, alguns foram reformulados e usados como cárceres para uma nova geração de ativistas, de nacionalistas anti-soviéticos e de criminosos. Ainda nos anos 80, o presidente americano Ronald Reagan e seu equivalente soviético, Mikhail Gorbachev, discutiam os campos da URSS. Gorbachev – ele próprio neto de prisioneiros do GULAG – só começaria a dissolver os campos em 1987.

Contudo, embora tenham durado tanto tempo quando a URSS e milhões de pessoas tenham passado por eles, a verdadeira história do GULAG não era de modo algum bem conhecida até recentemente, mesmo os fatos concisos até aqui relacionados, mesmo que sejam familiares à maioria dos estudiosos da história soviética, não penetraram na consciência popular ocidental. “O conhecimento humano”, escreveu Pierre Rigoulot, historiador francês do comunismo, “não se acumula conforme os tijolos de uma parede, que se eleva gradualmente, acompanhando o trabalho do pedreiro. Seu desenvolvimento, mas também sua estagnação ou recuo, depende da estrutura social, cultural e política” .

Poder-ser-ia dizer que até agora inexistia a estrutura social, cultural e política para o reconhecimento do GULAG.  

Intelectualmente, americanos e europeus ocidentais sabem o que aconteceu na URSS. Em 1962/1963, “Um Dia na Vida de Ivan Denisovitch”, o aclamado romance de Alexander Soljenitsin sobre a vida nos campos, foi publicado no Ocidente em diversos idiomas. Em 1973,“Arquipélago Gulag”, a história oral dos campos que Soljenitsin escreveu, tornou-se motivos de muitos comentários quando lançado. Durante a década de 80 – os anos da glasnost – foram feitas muito mais revelações sobre o GULAG, e também elas receberam a devida publicidade no exterior.

Para muitas pessoas, porém, os crimes de Stalin não inspiram a mesma reação visceral que os de Hitler. Na época dos grandes julgamentos de Moscou, enquanto Stalin arbitrariamente condenava aos campos milhares de membros inocentes do Partido, o dramaturgo Bertold Brecht disse que “quanto mais inocentes eles são, mas  merecem morrer” (Robert Conquest, “O Grande Terror”).

Ao fim da II Guerra Mundial, enquanto os campos de Hitler eram liberados, os de Stalin se expandiam. Agora, a II Guerra Mundial pertence a uma geração anterior. A Guerra Fria também já acabou e as alianças e dissenções que ela produziu mudaram de vez. Hoje, a esquerda e a direita ocidentais competem entre si a respeito de outras questões. Ao mesmo tempo, a ameaça do terrorismo à civilização ocidental torna ainda mais necessário o estudo da velha ameaça comunista a essa mesma civilização.
Em outras palavras, a “estrutura cultural, social e política” mudou. No final da década de 80, na URSS de Mikhail Gorbachev, começou a aparecer uma enxurrada de documentos a respeito do GULAG e pela primeira vez os jornais publicaram histórias a respeito da vida nos campos de concentração soviéticos.

Talvez o mais importante: o livro não faz justiça à história dos “degredados especiais”, os milhares de indivíduos que freqüentemente eram arrebanhados ao mesmo tempo e pelas mesmas razões que os presos do GULAG, que eram enviados não para os campos, mas para as longínquas aldeias de degredo, onde muitos milhares morreram de inanição, frio e excesso de trabalho. Embora a história desses degredados esteja estreitamente vinculada a do GULAG, contá-la por inteiro exigiria outro livro com a extensão deste. Esperamos que algum dia alguém o escreva.

Assinale-se que o GULAG não surgiu prontinho do nada. Em vez disso refletiu os padrões gerais da sociedade russa de então. Se os campos eram imundos, se os guardas eram brutais, se as turmas de trabalho eram desleixadas, isso em parte se deve ao fato de que a imundície, a brutalidade e o desleixo eram abundantes em outras esferas da vida soviética. Se a vida nos campos era horrível, insuportável, desumana, se a mortalidade era alta, isso tampouco chegava a ser surpresa: em certos períodos a vida na URSS também era horrível, insuportável e desumana, e a mortalidade se mostrava tão elevada fora quanto dentro dos campos.

De resto, tampouco é coincidência que os primeiros campos tenham sido estabelecidos imediatamente após a sangrenta, violenta e caótica Revolução Russa. No decorrer da Revolução, do terror imposto depois dela e da subseqüente Guerra Civil, pareceu a muitos que a própria civilização fora destruída de modo permanente.  “Sentenças de morte eram impostas arbitrariamente”, escreveu o historiador Richard Pipes, “pessoas eram fuziladas sem motivo ou libertadas de modo igualmente imprevisível”.

A partir de 1917 todo o conjunto de valores de uma sociedade ficou de pernas para o ar: a riqueza e a experiência acumuladas durante uma vida inteira tornou-se uma desvantagem, o roubo era glamorizado como “nacionalização”, o assassinato virou parte da luta em prol da ditadura do proletariado.  O aprisionamento inicial de milhares de pessoas por Lenin, simplesmente porque antes tinham riqueza ou títulos aristocráticos, não chegava a ser estranho ou despropositado.

No inverno de 1941/1942, quando um quarto da população do GULAG pereceu de inanição, talvez um milhão de habitantes de Leningrado tenham também morrido de inanição, isolados pelo bloqueio alemão.

É bem verdade que os moradores de Leningrado morriam em casa, ao passo que o GULAG destroçava vidas, destruía famílias, arrancava os filhos dos pais e condenava milhões a viverem a milhares de quilômetros de seus familiares.

A população do GULAG e a população do restante da URSS compartilhavam muitas outras coisas além do sofrimento. Dentro e fora dos campos era possível encontrar as mesmas técnicas de trabalho desleixadas, a mesma burocracia criminosamente estúpida, o mesmo descaso sombrio pela vida humana.  

Na URSS de Stalin, a diferença entre a vida nos campos e a vida fora deles era apenas de grau. Talvez por isso, o GULAG foi muitas vezes descrito como a quintessência do sistema soviético. Mesmo na gíria dos presos, a vida fora do arame farpado era não a “liberdade” e sim a bolshaya zona, a zona prisional grande, maior e menos letal que azona pequena do GULAG, mas não mais humana, e certamente não mais humanitária.

Finalmente, em retrospecto, deve ser assinalado que na Alemanha nazista os primeiros alvos foram os aleijados e os retardados. Posteriormente, os nazistas se concentraram nos ciganos, nos homossexuais e, finalmente, nos judeus. Na URSS, as vítimas foram, primeiro “a gente de antes” (supostos partidários do antigo regime) e depois “os inimigos do povo”, termo vago que abrangia não apenas os pretensos opositores políticos do regime, mas também certos grupos nacionais e étnicos caso eles parecessem, por motivos igualmente vagos, ameaçar o Estado Soviético ou o Poder Stalinista.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

A Grande Farsa


2a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Nossas zelites oligárquicas são mesmo especializadas. No quê? Em buscar saídas para se perpetuarem no poder. Se possível, lucrando de modo rentista ou roubando deslavadamente. Façamos um exercício breve, sintético, simples mas eficaz dos acontecimentos recentes, para constatarmos uma grande farsa em andamento na veloz sucessão de Dilma Rousseff para Michel Temer:

a.    Lula estava disposto a brigar com todas as forças para assumir a Casa Civil do Governo Dilma. Não toca mais no assunto e nem vai à mesma manifestação de 1º de Maio que a Presidenta.
b.    Lula tentou diversas vezes emplacar o ex-banqueiro Meirelles como Ministro da Fazenda do Governo Dilma. Nunca conseguiu e divulgava que quando assumisse a Casa Civil seria uma de suas primeiras medidas – combinado com a Presidenta, claro.
c.    Michel Temer anuncia que tomará todas as medidas necessárias para reduzir o tamanho do Estado brasileiro e que se preciso fará privatizações.
d.   Michel Temer promete que vai extinguir Ministérios e que é preciso cortar o gasto e as despesas públicas senão o país não voltará a crescer.
e.    Michel Temer recebe apoio do PSDB para fazer um governo de “salvação” ou dito “emergencial”.
f.     Michel Temer recebe diversas Centrais Sindicais, que fazem romaria e discursam que precisam defender os interesses dos trabalhadores.
g.   Michel Temer recebe representantes dos diversos setores empresariais, federações de indústria e do comercio e grandes empresários para ouvir as sugestões que tirem o Brasil da Crise.
h.   Michel Temer começa a discutir com os Partidos Políticos as distribuições de cargos que caberia a cada grupo político, em seu eventual governo.
i.     Michel Temer admite que será difícil fechar Ministérios pois precisará de bastante apoio político para as mudanças que o Brasil precisa.
j.     Michel Temer ameaça a volta da CPMF pois é preciso aumentar os impostos para equilibrar as contas públicas.
k.    Michel Temer se reúne diversas vezes com o ex-banqueiro Meirelles que já fala praticamente como seu Ministro da Fazenda.
l.     Michel Temer “deixa vazar” que, assim que empossado, conversará com Lula, buscando entendimentos políticos.

Não devemos nos esquecer que o STF acabou de abrir mais inquéritos contra os Senadores Renan Calheiros e Romero Jucá, avalistas e cardeais do PMDB no futuro governo Temer.

Não é nem necessário falarmos do Presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, aquele com quem Michel Temer tem uma dívida política “impagável”.

Deixa ver se eu entendi: só a Dilma que sai do baralho.

a)   O Lula vai nomear diversos novos Ministros do Michel Temer.
b)   O PMDB vai ter muitos Ministérios e a Presidência da República.
c)   O PSDB ganha espaço no novo governo e serão coleguinhas de Ministério de Petistas notórios, mas não filiados.
d)   O PSDB apoiará o PMDB em nome de um novo projeto para o país.
e)   O MALUF e seu famoso PP estarão contemplados mais ainda do que já estiveram em todos os governos anteriores.

E implanta-se a CPMF porque é necessário muito imposto para deixar todo esse pessoal feliz?

É isso ou faltou listar alguma coisa.

Faltou sim.

Mantendo Ministérios importantes e com bastante recursos, o PT fará uma oposição moderada e vai tentar emplacar LULA Presidente em 2018. Vice ideal? Henrique Meirelles...

LULA tem falado abertamente que, quando voltar a ser Presidente da República, entre suas primeiras decisões será a de punir a REDE GLOBO.

Para LULA, seguidor do modelo bolivariano, punir um veículo de comunicação é fechá-lo.

FECHAR MESMO! Acabar com o negócio. Claro, distribuindo o espólio lucrativo para aliados e amigos próximos.

Será que o pessoal da Rede Globo está percebendo a grande farsa que estão organizando em Brasília?

Reveja a primeira edição desta segunda-feira: Antecipação de eleição presidencial proposta por Dilma desesperada é o inútil golpe no golpe

Releia o artigo de domingo: Feia, Vagabunda e Mundana  




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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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