terça-feira, 30 de agosto de 2016

Petelândia aterroriza São Paulo contra o impeachment


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Não se conserta um desastre quando a dimensão da tragédia já se consumou - sobretudo no imaginário popular. Eis a lição que a teimosia e a falta de visão estratégica de Dilma Rousseff não permitirão que ela tire deste momento presente na História. O impeachment tornou-se inevitável porque a expectativa de poder migrou da Dilma afastada para o Michel Temer interino - mesmo que ele ainda soe como uma opção temerária e ainda não confiável para resolver graves problemas econômicos.

Dilma Rousseff não teria caído se tivesse governado com a qualidade, segurança, equilíbrio e eficiência com que atuou no histórico depoimento de 29 de agosto de 2016 ao Senado. Dilma foi melhor que o esperado em sua defesa contra o impeachment impossível de reverter. Ela perderá, definitivamente, a Presidência. Deve ganhar vários processos judiciais quando perder o foro privilegiado. Como prêmio de consolação no julgamento, Dilma bem que merecia um Oscar (Melhor atriz, combinado com Efeitos Especiais). Dilma precisará da mesma resistência de ontem para suportar as broncas que logo virão contra ela - muito piores e mais graves que as pedaladinhas fiscais do impedimento.

Foi um belíssimo "Embromation Day"... Durante 15 horas, Dilma Rousseff repetiu um "mantra" que dificilmente será seguido pelos senadores pré-programados para condená-la. Dilma insistiu na tese o tempo todo: "Não se pode tirar do poder uma Presidente(a) eleita pelo voto direto sem a comprovação de um crime de responsabilidade". Apesar do esforço retórico da bem preparada defesa, e do trabalho agerruido da tropa de choque do jardim de infância, o impeachment passará. Não adianta chorar. A expectativa de poder - sobretudo o econômico que influencia o político - favorece, no momento, Michel Temer. Depois, o jogo pode mudar... A dúvida persiste: até quando os peemedebostas vão sobreviver à crise estrutural do Estado Capimunista brasileiro?

Pouco ou nada importou o que Dilma Rousseff disse em seu discurso ou em suas respostas aos senadores que julgam seu impeachment. Dilma, afastada da Presidência da República, já era im cadáver politicamente insepulto! Inegavelmente, a Presidanta foi vítima do golpismo. Ela só não teve sinceridade nem honestidade intelectual para fazer a autocrítica de que o golpe foi dado por ela mesma contra si mesma. Dilma não caiu: derrubou-se! Claro que os corruptos do PT, PMDB e demais comparsas ajudaram... No entanto, a culpa de perder o poder é principalmente da arrogância dela.

Dilma não sobreviveu a si mesma, nem ao tsunami de corrupção que atingiu o PT e que ganhou amplitude midiática e popular graças aos movimentos de rua que foram habilmente instrumentalizados pela oposição ao regime nazicomunopetralha. A petelândia, que sempre se arvorou de ter a hegemonia das massas, perdeu a batalha comunicativa e política. A Lava Jato foi fatal. Lula acabou condenado previamente, passando de falso herói a grande vilão do Brasil. O desastre dele e do PT arrasou com a Dilma. O fracasso econômico completou o serviço.

O juízo final de Dilma recomeça às 10 horas no Senado. A previsão é que os trabalhos desta terça-feira avancem pela quarta-feira. De madrugada, a decisão fatal contra Dilma será tomada. O mínimo de 54 votos para detonar Dilma já está garantido. Assim que o Senado tirar o segundo mandato de Dilma, o sucessor Michel Temer assume imediatamente a Presidência da República.

O curioso e irônico é que, neste dia 31, como Temer já tem viagem programada para a reunião do G-20 na China, teremos outro Presidente interino: Rodrigo Maia - o sucessor do Eduardo Cunha que foi fundamental para degolar a Dilma. O Brasil deveria acabar com essa palhaçada de dupla-presidência nas viagens presidenciais ao exterior.

Mais palhaçada? Em São Paulo, a petelândia começa o dia bloqueando, com pneus queimados, todas as pistas das Marginais Tietê e Pinheiros. Ações básicas de terrorismo urbano conseguem parar a maior cidade do País no protesto contra o impeachment. Tudo feito de maneira profissional por militantes fanáticos. A Polícia, que estava de prontidão, foi lenta demais em reprimir os terroristas urbanos. Militantes do MTST botaram um caminhão de bombeiro para correr.

A baderna que não ocorreu no governo provisório de Temer tem tudo para se fortalecer a partir de agora, quando ele assume definitivamente. O terror vai se ampliar... Toda véspera de eleição é assim... Mas, agora, a queda de Dilma e a inevitável posse de Temer facilitam a radicalização do momento.

A esquerda segue em hegemonia no Brasil. Caso consiga se reinventar, o petismo que agora em desgraça tem tudo para retomar o poder, futuramente.

Fashion


Embromation Day


Insuportáveis


Preço da traição


Saia logo




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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Agosto de 2016.

Ratatatatatatanta!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Não, amáveis leitores. Não se trata de uma metralhadora.

Rajadas de asneiras de Anta.

Amanhã não será mais amanhAnta!

DesAntificados e desinfetados, os covis dos tarados.

Rasgaremos a página.

O tempo ruge!

Dona Onça, deitada em berço esplêndido, virará pro lado e continuará no sono dos justos. Nosotros (pobres mortais) continuaremos levando sustos.

Já fui chamado de tudo: prefiro calar; ficar mudo.

Mas por afinidade com cão, tenho olfato muito apurado pra maldade.

Sinto ou pressinto cheiro de carniça.

Mais sofrerá quem mais cobiça.

Já estamos fartos de cobras e lagartos.

No caso de gente mixa, também de lagartixa.

Muito me dirão: “Sois mau profeta!”

Mas conheço o limite e não dobro a meta.

Vícios de linguagem e de outros tipos, surgirão de popótamos hipos!

EsperneAnta, ninguém mais aguAnta!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

"Nós fomos chamados de idiotas"


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant'Ana

Faz alguns dias, Toquinho - músico notável que nunca emprestou sua "celebridade" a nenhum partido político - deu uma entrevista à Rádio Gaúcha. E, respondendo a uma pergunta, assim falou dos governos petistas (Lula e Dilma): "Nós fomos chamados de idiotas, estes anos todos, com tantas mentiras, tantas jogadas políticas (...). É uma coisa muito ruim a gente ser enganado (...)"

Corrijo o tempo do verbo: a turma do PT segue chamando os brasileiros de idiotas! Poderia eu dar muitos exemplos, mas vou indicar apenas um.

A senhora Dilma Rousseff, com a mais desajeitada malandragem, desde que se viu na iminência de sofrer o impeachment, vem insistindo em defender a realização de um PLEBISCITO para, segundo ela, o povo manifestar-se sobre a realização de eleições gerais antecipadas. Ah, é?

Em 2005, o governo petista engendrou um referendo para o povo opinar sobre a proibição do comércio de armas (já incluída na lei, mas pendente da aceitação popular). O recado das urnas foi claro: "Não aceitamos desarmar quem vive na legalidade, enquanto bandidos seguem armados."

Sim, os brasileiros votaram contra o "desarmamento", contrariando o projeto petista de poder (baseado este na doutrina de Antonio Gramsci). E o que fez o governo lulo-petista? Ora, deu uma banana para o povo! passou por cima da tão decantada "soberania popular" e manteve o que ele havia metido no Estatuto do Desarmamento - por ele impingido ao povo em 2003.

Para o PT, a "vontade popular" só é válida quando está de acordo com o projeto de poder do partido. Só quando o povo aceita ser tangido como rebanho inconsciente. Do contrário, é simplesmente ignorada, desdenhada e atropelada.

Embora sejam incontáveis os exemplos de mentiras, fraudes, traições e toda sorte de vilania praticada por essa gente, uns quantos brasileiros seguem acreditando que o PT é capaz de cumprir acordos e de honrar palavra empenhada. Apesar de todas as evidências, acreditam em Dilma Rousseff e na falácia do plebiscito (que, sim, é a tentativa de golpe da
Dilma).

Lamentável. Dilma e seu círculo de apoiadores tratam os brasileiros como idiotas. Mas tem uma coisa: aceitar ou não a condição de idiota é a escolha pessoal de cada um!


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

A Vitória do Socialismo Real em escala mundial


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo é mais um resumo de um dos capítulos do livro “A NOMENKLATURA – Como Vivem as Classes Privilegiadas na União Soviética”, de autoria de MICHAEL S. VOSLENSKY, considerado no Ocidente um dos mais eminentes especialistas em política soviética. Foi professor de História na Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba, em Moscou, e membro da Academia de Ciências Sociais junto ao Comitê Central do PCUS. O livro foi editado no Brasil pela Editora Record.

NOMENKLATURA, uma palavra praticamente desconhecida pela maioria dos brasileiros, exceto por alguns especialistas, merece tornar-se tão célebre quanto o termo GULAG. Designa a classe dos novos privilegiados, essa aristocracia vermelha que dispõe de um poder sem precedentes na História, já que ela é o próprio Estado. Atribui a si mesma imensos e inalienáveis privilégios – dachas e moradias luxuosas, limusines, restaurantes, lojas, clínicas, centros de repouso especiais e quase gratuitos -.
                        _______________________


Eis o objetivo declarado da Nomenklatura, aplicando o princípio leninista que preconiza procurar o ponto fraco do adversário e aí concentrar seu ataque: ela tenta sua chance em diversos pontos do planeta. É na Europa que procede com mais método, ainda que com bastante circunspecção. A Europa não constitui, propriamente dito, o ponto fraco do campo ocidental, mas sempre segundo Lenin, “ela constitui o elo particular que convém agarrar com todas as forças paa ter toda corrente nas mãos.

Atualmente, a produção industrial dos países socialistas representa mais de um terço do total mundial. Se a Europa Ocidental caísse sob o controle da Nomenklatura, essa proporção aumentaria consideravelmente, assegurando-lhe, assim, uma predominância absoluta nesse setor primordial. Ocorreria o mesmo em termos de mão-obra e potencial científico.

A passagem da Europa PA o campo nomenklaturista faria, pois, pender a balança a favor da Nomenklatura. Os que, na América, falam ativamente em se barricar, se necessário, na “fortaleza americana”, deveriam indagar-se que perspectivas se ofereceriam aos EUA, se tivessem de enfrentar uma Nomenklatura dona da massa continental coberta pela Europa, Ásia, África, uma Nomenklatura que se entregaria, além do mais, a um trabalho de sapa em seu próprio território. A integridade da Europa Ocidental é essencial, pois é ela que e determina a resposta à pergunta feita por Lenin: “Quem vencerá quem?”

Isso não impede, de maneira alguma, a Nomenklatura de passar ao ataque simultaneamente em outras partes do mundo. No Sul da Europa e no Sul das repúblicas soviéticas da Ásia Central se estendem as vastas superfícies dos países do Terceiro Mundo. Ela lançou uma ofensiva nessa direção, tendo como objetivo de instaurar ali, por todos os lados, Estados do tipo “Democracia Popular” (os projetados para o Terceiro Mundo são, para Moscou, “Estados nacionais democráticos”). E se isso ainda não está no domínio do possível,ela espera conseguir uma “finlandização” adaptada às possibilidades do bloco África-Ásia.

A Índia, de Indira Gandhi (antes da derrubada e depois da volta desta), nos fornece um bom exemplo do que poderia ser esse tipo ‘finlandização”. A Finlândia é um pequeno país, enquanto a Índia é imensa e conta com uma população muito mais numerosa do que a da União Soviética, mas, a despeito dessas diferenças flagrantes, as relações que ela mantinha, sob Indira Gandhi, com a URSS, lembravam as que existiam entre a Finlândia e Moscou. Durante esse período, a Nomenklatura soube explorar o medo sentido pelos dirigentes indianos diante da China PA torná-los conciliadores e receptivos a seus conselhos.

Durante os últimos anos a África viu nascer numerosos governos do tipo das democracias populares. Um Estado do Terceiro Mundo deve reunir um certo número de condições antes de ostentar o label de “país de orientação socialista” pela Nomenklatura. Ela não leva em consideração nem o nível de desenvolvimento das forças produtivas nem a importância da classe operária, nem mesmo a existência de um partido comunista: as tomadas de posição pró-ocidentais ou pró-soviéticas do regime considerado constituem para ela o critério essencial desse reconhecimento. Disso resultam certas flutuações nas apreciações que a propaganda da Nomenklatura faz sobre a natureza dos regimes políticos dos diversos Estados do Terceiro Mundo.Os partidos baatistas, no poder na Síria e no Iraque, foram, durante muito tempo, tachados de fascistas, e agora são considerados democráticos e revolucionários. Kadhafi, que ela tratava anteriormente de reacionário, fascista e fanático, transformou-se depois em estadista progressista e socialista.

A atitude dos governantes pode ser decisiva. Assim, a República Centro-Africana, aos olhos de Moscou, poderia constituir um Estado Nacional-Democrático perfeitamente aceitável. Para isso bastaria Bokassa declarar-se Secretário-Geral do Partido, mandar o imperialismo norte-americano para os quintos dos infernos, e proclamar seu devotamento indefectível aos ideais socialistas. Mas, ao invés disso, proclamou-se Imperador, demonstrando, sem equívoco a orientação pouco socialista de seu regime.  

Seria um erro querer minimizar o impacto da política seguida pela Nomenklatura nesses países, pois ela sabe jogar com a hostilidade que os povos do Terceiro Mundo votam aos seus antigos colonizadores, e a sua propensão a considerar os ocidentais como recolonizadores em potencial, quer possuam colônias ou não. Bem curiosamente, a União Soviética, última potência colonial do mundo, figura do lado anticolonialista na opinião dos políticos do Terceiro Mundo. O desenvolvimento econômico constitui o problema essencial da maior parte desses países. Nesse domínio, o Ocidente lhes poderia ser de muito maior valia do que a URSS, e conseqüentemente, o Ocidente seria o aliado natural do Terceiro Mundo.

Mas, a Nmenklatura lançou um slogan afirmando o contrário, e ele foi levado a sério nos círculos políticos do Terceiro Mundo, Eis aí um dos êxitos mais importantes de sua diplomacia e de sua propaganda, pois lhe permitiu ganhar o apoio sistemático de um certo numero de países do Terceiro Mundo, vozes começaram a se fazer ouvir para denunciar a política neo-colonialista da Rússia nos países em vias de desenvolvimento. Mas, com toda evidência, levará muito tempo antes que esta tomada de consciência repercuta sobre a política externa desse país.

Enquanto espera, a Nomenklatura não se limita a querer edificar sociedades socialistas nos países do Terceiro Mundo e da Europa Ocidental. Visa igualmente a América do Norte, a Austrália e a Nova Zelândia. Documentos oficiais do PCUS e de outros partidos comunistas afirmam, com vigor, que o socialismo não parará nas portas de nenhum país do planeta, que ele representa o futuro radioso da humanidade inteira.
Radicalismo verbal? Não! É realmente o plano da classe dos nomenklaturistas. Sob a capa do socialismo real para todos, a Nomenklatura procura instaurar sua hegemonia sobre a totalidade do planeta.

Há uma opinião que surge de tempos em tempos no Ocidente. Segundo ela, seria possível conter a agressividade da Nomenklatura, pagando-lhe um tributo que consistiria em ajudá-la a vencer as dificuldades que encontra tanto nos países do Leste quanto na União soviética. É o conteúdo da famosa “doutrina Sonnenfeld”, que afirmava que os EUA deveriam dar mão forte as dirigentes soviéticos para lhes permitir boas relações “orgânicas” com os povos dos outros países do Leste. Alexander Yanov, que emigrou da URSS para os EUA, enunciou idéias bem semelhantes quando recomendou aos ocidentais apoiar a “NOVA CLASSE”.

O defeito desses raciocínios é que eles desprezam um dado fundamental: é impossível livrar-se do expansionismo e da agressividade da Nomenklatura, mesmo pagando-lhe tributo, pois eles constituem a característica fundamental dessa classe. Quando muito, pode-se, deixando-lhes como alimento povos e países – aliados potenciais – ganhar tempo, enquanto ela está ocupada em devorá-los e digerí-los. Mas, quando o último prazo se esgotar, e quando se estiver à beira do abismo, não restará mais nenhum aliado.

É claro que existe outra linha de conduta possível, conclui o autor do texto, aqui resumido: MICHAEL S. VOSLENSKY.   

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Dilma pode revogar a Lei da Gravidade?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Pouco ou nada importa o que Dilma Rousseff dirá em seu discurso ou em suas respostas aos senadores que julgam seu impeachment, nesta segunda-feira histórica de 29 de agosto de 2016. A caída Dilma, afastada da Presidência da República, já era! Inegavelmente, a Presidanta é vítima do golpismo. Pena que Dilma não tem sinceridade nem honestidade intelectual para fazer a autocrítica de que o golpe foi dado por ela mesma contra si mesma. Dilma não caiu: derrubou-se! Claro que os corruptos do PT, PMDB e demais comparsas ajudaram...

No "Dia Nacional do Vaqueiro", Dilma vai para o brejo transportada pelo próprio discurso mentiroso que irá proferir a partir das 9 da manhã. A viagem de Dilma ao inferno que ela mesma criou tem explicação tragirônica. Dilma não é ré. É a própria marcha-ré. Assim, ela entra em sua reta final junto com um julgamento que já encheu o saco da maioria das pessoas de bom senso. Dilma já vai tarde, sem nunca ter sido "Presidente" de verdade. Neste sentido, corromper o gênero do cargo foi até simbólico para justificar tanta mentira e incapacidade presidencial.

Claro, a maioria dos brasileiros vai grudar o olho na televisão para o espetáculo programado: Dilma dirá o que quiser, e responderá a perguntas de pelo menos 45 senadores do jeito que ela julgar conveniente. Dilma sacramentará seu suicídio político. Ela não merece prêmio de consolação por ter ajudado a assassinar a esperança do povo brasileiro. Perder os direitos políticos é pouco para quem colaborou, por ação, inação ou incompetência, com a demolição da economia brasileira.

O aquecimento de Dilma para o grande evento foi o pior possível. Seus treinadores no "enquadramento" de discurso foram Luiz Inácio Lula da Silva, Jaques Wagner e Nelson Barbosa. O domingo foi tão tenso que a Dilma das pedaladas nem andou de bicicleta como de hábito. Na galeria do Senado, espera-se que Dilma conte com o "apoio moral" do próprio Lula. Ele vai liderar o grupo de 35 puxa-sacos que fazem questão de apoiar Dilma até o fim. Dilma terá de suportar, também na galera próxima, a presença de 30 líderes dos movimentos de rua que tanto lutaram por seu impeachment.

Vale insistir por 13 x 13: O Brasil precisa de governos disruptivos - que reinventem a realidade do mercado, para melhor, com um mínimo de intervenção, juros reduzidos, menos imposto e mais justiça fiscal, e liberdade para trabalhar, produzir e empreender de maneira colaborativa. Tudo, óbvio, com investimento imediato em Ensino Fundamental de altíssima qualidade, sem babaquices ideológicas. Temos de adotar paradigmas corretos para mudar o País de verdade.

Infelizmente, estamos longe de tal cenário de mudança desejável no atual quadro de "tira Dilma" e "efetiva Temer". A decisão final do impeachment sai, no máximo, até dia 30. Michel Temer assume imediatamente após a confirmação da condenação de Dilma por crime de responsabilidade. O problema concreto é: o PMDB continuará no poder federal - onde sempre tem estado, direta ou indiretamente, desde 1985, quando ocorreu o golpe da Nova República que botou José Sarney no poder com a morte de Tancredo Neves.

A dúvida é: até quando os peemedebostas vão sobreviver à crise estrutural do Estado Capimunista brasileiro?

Dilma não sobreviveu. Hoje, pelo menos, tem a chance fatal de tentar fazer a defesa do indefensável. Seu fracasso prévio é previsível. Dilma não tem como revogar a Lei da Gravidade... No "Hospício" do Senado, tudo pode ser possível...

Releia o artigo de domingo: Véspera do fatal Dia D para Dilma

Reveja, também: Muito além do Hospício - um pornodocumentário


Carta para a ONU

Reunidos e de forma uníssona, mais de 40 Movimentos Contra Corrupção, por iniciativa do Movimento Federalista, redigiram em 5 línguas carta endereçada ao Sr. Secretário Geral da ONU, com cópia para o Embaixador do Brasil na ONU e a Comissão de Direitos Humanos da mesma entidade, além de noticia para a imprensa mundial, para desmascarar o agora indiciado Luís Inácio Lula da Silva.

Veja Abaixo a versão em português:
http://www.movimentofederalista.org.br/carta-onu/

O único problema estratégico da bem intencionada Carta à ONU é dar legitimidade à manobra dos globalitaristas petralhas que tanto ajudam a ferrar o Brasil, obedecendo às cartilhas da Nova Ordem Mundial, da qual as Nações Unidas são a principal representante.

Chutou bonito


Ronaldo Caiado detonou o lindinho senador Lindbergh Farias:

“Como é o estilo dos petistas, Lindbergh projeta nos outros os crimes que comete. Eu sou ficha limpa, não tenho processos no STF, não estou na Lava Jato, não cometi qualquer crime e posso andar de cabeça erguida. Já Lindbergh… Confira a ficha corrida:

– Acusado de montar esquema de captação de propina na Prefeitura de Nova Iguaçu entre 2005 e 2010;

– Acusado de montar fraude em licitação de gás de cozinha para preparar MERENDA ESCOLAR;

– Investigado por transações suspeitas entre prefeitura e o Instituto de APOSENTADORIA dos Servidores Municipais (Previni) em valores que chegam a R$ 300 milhões;

– Acusado de achacar BNDES para financiamento de hotel de R$ 10 milhões em Natal pertencente a seu irmão;

– Nomeou PAULO ROBERTO COSTA arrecadador de recursos de empreiteiras para financiar campanha de 2014;

– Recebeu R$ 2 milhões de dinheiro do Petrolão na campanha de 2010 intermediado por Alberto Youssef;

– Aparece em documento apreendido na Lava Jato sob alcunha de “Lindinho” e a quantia de R$ 200 mil;

– Responde a 15 inquéritos e uma ação penal no STF (recordista no Senado). Acusado de crimes de responsabilidade, contra o sistema financeiro, quadrilha e corrupção.

Segue lista abaixo:

Ação penal 679 – Recusa, retardamento ou omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura de Ação Civil Pública
(Data de autuação: 12/04/2012)

Inquérito 3079 – Crimes da Lei de Licitações
(Data de autuação: 08/02/2011)

Inquérito 3121 – Crimes contra a ordem tributária
(Data de autuação: 17/03/2011)

Inquérito 3124 – Crimes da Lei de Licitações
(Data de autuação: 18/03/2011)

Inquérito 3135 – Crimes de responsabilidade/crimes da Lei de Licitações/emprego irregular de verbas ou rendas públicas
(Data de autuação: 24/03/2011)

Inquérito 3163 – Improbidade administrativa
(Data de autuação: 18/04/2011)

Inquérito 3223 – Crimes da Lei de licitações
(Data de autuação: 08/06/2011)

Inquérito 3334 – Crimes de responsabilidade/crimes da Lei de Licitações
(Data de autuação: 21/10/2011)

Inquérito 3371 – Crimes da Lei de Licitações
(Data de autuação: 22/11/2011)

Inquérito 3375 – Crimes da Lei de licitações
(Data de autuação: 01/12/2011)

Inquérito 3497 – Crimes da Lei de licitações
(Data de autuação: 04/06/2012)

Inquérito 3511 – Peculato/Crimes da Lei de Licitações
(Data de autuação: 04/07/2012)

Inquérito 3595 – Crimes contra o sistema financeiro nacional/emprego irregular de verbas ou rendas públicas/quadrilha ou bando
(Data de autuação: 25/01/2013)

Inquérito 3607 – Crimes contra as finanças públicas crimes da Lei de Licitações
(Data de autuação: 13/02/2013)

Inquérito 3616 – Crimes da Lei de Licitações/corrupção passiva
(Data de autuação: 13/02/2013)

Inquérito 3618 – Corrupção passiva /competência
(Data de autuação: 15/02/2013)”

Viagem programada

As Farc anunciaram ontem que pretendem se transformar em partido político.

Deve ser por isso que já tem um monte de malandro, na petelândia, pensando em se mudar para a Colômbia.

A narcoguerrilha que matou dezenas de milhares de pessoas ao longo dos anos está apenas se adaptando ao planejamento do Foro de São Paulo - de conquistar o socialismo pela via da ocupação política do poder, e não apenas usando a violência da luta armada.

Presença garantida


Vanguarda do atraso em ação


Sucesso na selva amazônica da politicagem


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Agosto de 2016.

A Montanha pariu um Rato

Parturiunt montes, nascetur ridiculus mus

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Antigamente, quando ainda não estávamos todos imbecilizados (em maior ou menor grau) as pessoas não gastavam seu tempo – nosso bem mais precioso – ouvindo idiotas por mais de um minuto.

Anteparos eram postos para evitar que gostos opostos se engalfinhassem no pancrácio.

Antítese e tese eram uma espécie de bouillabaisse . Cabeças de bagre ou equivalente covarde. Tomava-se em prato de sopa, com guardanapo no pescoço, pra não sujar a roupa.

Antes da prosopopéia da entrada da Anta “véia”, veremô-la acompanhada da bruxa Alcéia. O grego Horácio criticava o grande espalhafato de um empreendimento que fracassa na execução.

O filme (ou docãomentário) talvez tenha por título: “O ronco do vulcão foi só arroto do petrolão!”

No caso presente (e no passado), foram milhares de ratos espalhados.

Dona Onça (putz!, o cara não se cansa de clamar por quem não quer trabalhar ?) ou seus parentes gatos, terão um cheio prato: Ratatouille.

Os urubus de capa preta, poderão fazer careta; não tem mais como esconder tanta mutreta.

E por aqui ficamos. No futuro, livres de nosso amos.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Lewandowski é a Raposa cuidando do Galinheiro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Por mais que se esforce para aparentar isenção e imparcialidade na condução do processo de impedimento por crime de responsabilidade da Presidente afastada Dilma Rousseff,no Senado Federal, Sua Excelência, o Presidente do Supremo Tribunal Federal-STF, Dr. Ricardo Lewandowski, com muita frequência, “escorrega” e não consegue esconder a  sua notória parcialidade em benefício do trabalho da defesa, ou seja,no sentido de absolvição da “ré”.

Sábado (27.08.16), o Senador Lindberg Farias (PT/RJ), que integra o grupo que defende a Presidente afastada, aproveitou a oportunidade que lhe surgiu na sessão plenária para ler, na íntegra, a opinião do Ministro Lewandowski, publicada na imprensa, onde Sua Excelência não deixa qualquer dúvida que ele não enxerga nenhum crime de responsabilidade de Dilma  nos autos da ação que tramita no Senado. Sem dúvida o Presidente do Supremo e do impeachment não poderia ter feito essa declaração no estágio em que se encontra o processo. Esse episódio não teria sido previamente “combinado”? Não teria sido provocado para inibir e constranger os Senadores que se mostram em princípio favoráveis à condenação de Dilma?

Também não deve ser por mera coincidência, ou por razões “divinas” que escapariam da nossa limitada compreensão, o possível acerto de compatibilizações entre os calendários do julgamento do impeachment pelo Senado, e a mudança de comando no STF, saindo Lewandowski e assumindo o seu lugar a Ministra Carmen Lúcia. Essa farsa está tão notória que tão logo terminado o julgamento do impeachment no Senado haverá a substituição de comando no STF. Nem sei se vai ser possível ao Ministro que presidiu o impeachment chegar a tempo no STF para dar posse à sua substituta. Parece tudo “combinadinho”, não?

Tudo leva a crer que SIM,mesmo porque não é segredo para ninguém os vínculos antigos existentes entre Sua Excelência e a cúpula do Partido dos Trabalhadores, do qual é “cria”. Apesar da sua invejável “classe”, inclusive paradisfarçar,a  condução do processo que preside e as restrições e “cortes” à acusação evidenciam toda essa tendenciosidade. Nem mesmos os raros  puxões-de-orelha dados na defesa (para a qual ele também “advoga”), disfarçam essa situação.

Na verdade desconheço se, tecnicamente, poderia, ou não, ser movido novo processo de impedimento contra Dilma, por qualquer outra infração sujeita à processamento por crime de responsabilidade, na hipótese dela ser absolvida agora no Senado por mais de 1/3 (um terço) dos Senadores, pelas “pedaladas fiscais”. Mas a verdade é que ninguém mais teria qualquer moral para provocar novo impeachment, depois dessa eventual absolvição.

Essa  absolvição estaria servindo como uma espécie de “salvo-conduto”, garantia,evitando novas tentativas de processá-la por crime de responsabilidade, apesar de aparentemente existirem vários motivos para tanto. Trocando em miúdos, a  rejeição do impeachment em curso no Senado,no mínimo sob o ponto de vista moral, significaria o mesmo que uma decisão transitada em julgado,em relação a todos os outros crimes de responsabilidade que surgissem,se fosse o caso.

Tudo leva a crer que a iniciativa de processar Dilma por crime de responsabilidade, derivado das chamadas  “pedaladas fiscais”, foi uma iniciativa irresponsável e mesmo leviana. Até parece que teria sido atitude por “encomenda”, para favorecê-la, numa trama teatral, no sentido de ficarem omitidas da discussão parlamentar os crimes de responsabilidade  (e também comuns) mais graves que  a “ré” teria cometido ou participado,como Presidente da República,e  notória chefe governamental da maior quadrilha de corruptos já surgida no Brasil.

Algo semelhante deu-se quando as autoridades dos Estados Unidos capturaram, processaram, julgaram e prenderem o gângster ítalo-americano Al Capone, considerado por muitos o mais frio, violento e sem escrúpulos de todos, acabando com a sua carreira criminosa. Mas ele não foi pego pelos seus crimes mais terríveis, porém por mera sonegação fiscal. É em última análise o que aconteceria com Dilma, mesmo na hipótese  de procedência da ação por crime de responsabilidade a que responde perante o Senado Federal.

Os seus maiores crimes seriam esquecidos, perdoados, deixando ao povo brasileiro, tão enganado durante todos esses anos, uma enorme conta que só poderá ser paga mediante o sacrifício de várias gerações. A  única diferença entre as condenações de Al Capone e Dilma Rousseff é que o primeiro recebeu condenação por sonegação fiscal e Dilma  por “pedaladas fiscais”, que na hierarquia dos crimes  estão entre os menos graves.


Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

Suicídio Político


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Há pouco tempo atrás assistimos um espetáculo trágico quando um co piloto da Germanwings aproveitando a folga do piloto que se deslocou até o toilette fechou a porta de acesso a cabine e de propósito derrubou a aeronave matando mais de 150 pessoas. O que assistimos
​no Brasil não é diferente. O partido que assumiu o poder tinha de tudo para levar o País a potência mundial e figurar entre as maiores economias do planeta com estabilidade da moeda , redução da inflação e controle dos gastos públicos.

A diferença é que no comportamento que se viu eles não praticaram o suicídio, e assim não fariam, mas a morte de sonhos, esperanças, do futuro de gerações, com atingimento de duplo produto interno bruto e acima de tudo culpam sempre aos outros, desde a crise estrangeira, a maledicência da globalização, parlamentares que não ajudaram na aprovação de medidas no parlamento e nunca jamais usariam as sandálias franciscanas para reconhecimento da própria culpa.

De um voo de brigadeiro há anos desde a introdução do plano real e quando nossa moeda, lembram-se todos, valia mais do que a norte americana, passamos por contratempos e atingimos níveis de horrores econômico e político lamentáveis. Comete-se o suicídio quando se fecha o olhar para o exterior, quando não se importa com o Brasil e se joga no lixo a esperança de milhões de brasileiros, com uma violência e mortes acima de países em guerra.

Nesse contexto involuimos para uma economia terrível e que somente dez anos para a frente serão necessários para que a aeronave estabilize-se e não sofra graves e inconsequentes turbulências. Há uma manifesta falta de governabilidade e tanto assim que se propuseram a antecipar por meio de plebiscito as eleições,mas sem que o Brasil tenha um sossego nas finanças,na política de crise na situação dos funcionários, na reforma da previdência, e principalmente no seu futuro,as eleições nada representam,com ou sem legitimidade popular aquele que assume deve também evitar o suicídio politico. E como fazer essa lição relevante,compondo uma equipe competente e de pessoas dotadas de meritocracia, sem o meio de campo com políticos que não possuam ficha limpa e traçando um futuro exuberante de crescimento e preservação dos serviços públicos,da eficiência equalização das despesas.

É triste assistirmos parques de preservação mundial sem recursos financeiros, hospitais fechando e estabelecimentos de ensino sucateados, por uma politica econômica sem limites de gastos, na qual o social preenchia qualquer dúvida e dava as regras do jogo. No entanto, as escolas continuam com um ensino desqualificado, os atendimentos públicos
​deixam filas e mais filas, e com tudo o que notamos a cidadania corre sério risco da falência do poder público. Os investimentos desapareceram forte e suficientemente a fim de não termos confiança e credibilidade no exterior, precisamos virar o jogo e será olímpico para talvez, não ganharmos medalhas, mas também não recuarmos no índice de desenvolvimento econômico e na visão que os estrangeiros ainda sentem e ressentem do Brasil.

A nobre classe politica desgastada,arranhada e que enxovalha o Brasil nos debates no cenário do parlamento agora com a cara mais deslavada se apresenta para eleições municipais como se fosse tudo transformado e mudado da agua para o vinho,nada mais ilusório e pura mentira. A programação do novo governo terá que fazer um engenhoso trabalho e
​de recuperação lenta e gradual da economia,dos índices e sem se despreocupar com o social, programas adotados com entrega de casas com defeitos,sem equipamentos com rachaduras e fissuras,nada disso interessa à sociedade civil, mas sim precisamos virar o aspecto de dar o peixe para ensinar a boa pescaria e graúda.A história saberá contar em detalhes que os responsáveis pelo suicídio político causam defaut na economia e não podemos viver de sobressaltos de processos delongados de impeachment, e total falta de governabilidade.

Farsa, golpe, traição, ausencia de dolo, todas as expressões foram usadas e repetidas, mas não mudam a realidade do País de hoje. Não querem enxergar e sonegam à população o que fizeram e mudaram o horizonte de crescimento e desenvolvimento para uma subnação, na qual os esteriotipos predominam e as facções criminosas dominam o que é mais danoso,a cada dia uma tragédia de desvio de dinheiro,de surrupio e de corrupção. O Estado Brasileiro deve ser reduzido ao máximo, e revisto o modelo federativo com repercussão na receita e na sua distribuição.

Permaneceremos indignos dos conceitos desenvolvimento se nos acostumarmos as esmolas do estado malfeitor e de construtor de esqueletos em obras públicas as quais não terminam e simplesmente sofrem aditamentos milionários sem fiscalização e quando nos deparamos jorraram o dinheiro do contribuinte. No momento,o Estado só fala em aumento de impostos e controle das despesas,mas antes de mais nada precisa traçar diretrizes e acabar com a desmesurada máquina pública e reorientar a sua  política para cortar na carne o que é supérfluo e não ousar mais destruir as pilastras da Nação.

A cidadania não se sentirá recompensada enquanto não reconstruir os sonhos que lhe foram retirados mediante promessas e maciças propagandas ilusórias, de engano,do estelionato político que tanta ruina provocou no Brasil contemporâneo.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Prefácio do Livro "Stalin 1939-1953 - Triunfo e Tragédia"


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O autor do livro, Coronel-General do Exército Soviético DMITRI VOLKOGONOV (1928-1995) teve total acesso aos arquivos do Partido Comunista da URSS. Oficial da arma de Propaganda, responsável pelas publicações militares e pela instrução política na Academia Militar, foi assessor de Segurança Nacional de Boris Yeltsin. Escreveu “Lenin, Trotsky e os Sete Líderes”, uma breve história dos chefes da União Soviética de Lenin a Gorbachev.

Este prefácio foi escrito por HAROLD SHUKMAN, St Antony’s College, Oxford, Agosto de 1990.
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A História Soviética Escrita, como a própria União Soviética, passa no momento pelas mais profundas mudanças. Praticamente todo princípio e axioma dos últimos 60 anos foi contestado e rejeitado. Acadêmicos soviéticos radicais já começam, inclusive, a desfolhar a coroa dourada do halo de Lenin, e muitos afirmam que a doutrina marxista dos meados do Século XIX é irrelevante para as necessidades dos dias presentes.

Essa nova tendência de desvendar a verdade começou em 1956, quando Kruschev pronunciou seu “discurso secreto” no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, condenando Stalin pelos expurgos sangrentos dos anos 1930. Mas essa fase durou pouco, porque o regime de Brejnev, apenas interessado em si mesmo e temendo solapar sua própria legitimidade deu fim ao debate. Nada mais pôde ser dito sobre o assunto (exceto pelos dissidentes) até que a gerontocracia se extinguiu. Por volta de 1985, Brejnev, Andropov e Chernenko já tinham deixado o palco e uma nova geração personificada por um Gorbachev com 54 anos de idade estava no limiar do Poder. Vinham homens galvanizados em 1856 com a crença que o sistema podia ser reformado, modernizado e tornado eficiente, que trouxeram a público as idéias que nutriram por trinta anos. A União Soviética entrou no período de suaperestroika ou reconstrução.

Vacilante, depois com maior confiança, o novo regime apresentou também a glasnost – a transparência – que afinal significa dizer a verdade, dar fim à prática stalinista de manipular a opinião pública com mentiras de todo tipo, e abrir perante o público assuntos que o Partido sempre considerou de sua exclusiva responsabilidade e não-partilháveis. A transparência teve início na primavera de 1986 com o desastre da usina elétrica nuclear de Chernobyl, que se alastrou sobre a vida de europeus ocidentais e arrancou uma franqueza inusitada das autoridades soviéticas. Surgida uma fresta na cortina, tendo o Estado admitido suas imperfeições pela primeira vez, intelectuais soviéticos começaram atestar cautelosamente o novo clima. Manuscritos que dormiam havia muito tempo nas gavetas foram tirados e oferecidos aos editores, que ainda estava longe de saber da reação que provocariam quando fossem publicados. A censura ainda vigorava e, aliás, permaneceu, pelo menos nominalmente, até o verão de 1990. Mas os autores, antes encorajados pelo espírito de 1956 a escrever com fidelidade sobre 1917 e os anos seguintes, começaram a se manifestar.

Anatoly Rybakov não soube até abril de 1987 se seu romance – escrito vinte anos antes – sobre Stalin, Children of the Arbat seria publicado na União Soviética, mas o foi, e, aos poucos, memórias e livros de não-ficção começaram a aparecer. Nos primeiros meses de 1988, principiando com Nikolai Bukharin, os bolcheviques da velha guarda, exterminados por Stalin como “inimigos do povo” foram reabilitados postumamente e seus julgamentos oficialmente denunciados como feitos com base em provas falsas. Nomes de não-pessoas puderam ser mencionados sem provocar represálias, e o processo vem se mantendo incólume desde então, culminando no início de 1990 com um debate aberto e não-ideológico sobre Trotsky.

Já era tempo de aparecer um estudo competente e bem documentado sobre Stalin e sua época. Até há um ano ou dois, a maior parte das revelações não era feita por historiadores profissionais, mas por jornalistas e escritores e, na verdade, os historiadores, para quem os arquivos continuavam – e, em boa parte, continuam – fechados, criticavam-se por esse estado de coisas. Porém Dmitri Volkogovov não era um membro típico daintelligentzia: tratava-se de um coronel general responsável pela educação política do Exército e por suas atividades editoriais. Nessa posição, vinha tendo acesso raro aos arquivos, conversava com chefes do partido e com militares dos altos escalões, de há muito aposentados, com experiências pessoais da era de Stalin, dos julgamentos e expurgos, do ambiente no quartel-general durante a guerra, do comportamento pessoal de Stalin e de sua vida familiar.

Entre os acervos de arquivos que Volkogonov usou neste livro, o mais importante é o do Partido Comunista, depositado no Instituto de Marxismo-Leninismo. Aqui, pela primeira vez, tem-se um lampejo, entre outras coisas, dos debates havidos nas plenárias do Comitê Central durante o período e que, melhor do que qualquer outro documento, dão um sabor do ambiente que imperava na chefia. Os arquivos do Exército e da NKVD proporcionam uma imagm única da mentalidade e do comportamento dos comandantes militares e altos membros do aparato comunista. Entrevistas com auxiliares de Stalin e suas famílias acrescentam muito ao nosso conhecimento de como Stalin vivia.

Chega a dar um frio na espinha ler seus comentários lacônicos sobre as listas de sentenças de morte que lhes eram apresentadas pelos assistentes e sua total desconsideração pelos mais angustiantes de pedidos de clemência a ele enviados por pessoas diversas como uma solitária camponesa e o teórico favorito de Lenin, Nikolai Bukharin. Volkogonov examinou a biblioteca pessoal de Stalin e fez uso das anotações à margem dos livros e dos trechos sublinhados, de modo a lançar mais luz sobre o modo de pensar de Stalin. Enquanto outros historiadores soviéticos continuam batendo às portas do arquivos, para eles firmemente trancadas, é de duvidar que outro livro com tão vasta e rica coleção de documentos venha a ser escrito sobre esse período.

Nascido em 1928 em Chita, na Sibéria Oriental, Volkogonov é filho de um técnico em agricultura e de uma professora. Em 1937 seu pai foi preso e, soube ele depois, fuzilado. O restante a família foi então mandado ao exílio, em Krasnoyarsk, na Sibéria Ocidental. Em 1845, Volkogonov alistou-se no Exército e, a despeito do seu passado politicamente duvidoso, rapidamente progrediu na carreira, entrando na Academia Militar Lenin em 1961, onde se formou e chegou ao magistério. Transferido em 1970 para o Departamento de Propaganda do Exército, adquiriu a reputação de linha-dura que advogava a doutrinação ideológica do Exército, e escreveu numerosos livros sobre o assunto.

No entanto, ao mesmo tempo, ele colhia material para um livro sobre a era de Stalin, que não se limitaria a jogar a culpa no ditador e em seus acólitos. Em vez disso, identificaria como causa da perigosa situação da União Soviética, a combinação letal do comunismo autoritário de Lenin com a implacável impulsão de Stalin pela onipotência pessoal, e sua criminosa manipulação das rivalidades internas e da inércia do Partido, mais o caráter passivo dos russos, seu amor por líderes fortes, sua ignorância da democracia, e sua ausência de autonomia pessoal.

Como muitas das figuras mais radicais da vida pública soviética, Volgokonov admitiu em público não mãos acreditar nos dogmas e mitos que antes aceitara cegamente. Reconhece que não emergiu, como os dissidentes que admira, um advogado ostensivo da verdade e da justiça. A exemplo de muitos outros que estão na linha de frente do movimento de reforma, também aceita ter vivido duas vidas mentais, perseguindo uma carreira na educação militar, enquanto reunia subsídios nos desvãos do passado tão assiduamente como qualquer dissidente perseguido. Começou a escrever seu livro em 1978 e completou a primeira parte em 1985.

Tal grau de desamor não poderia continuar por muito tempo sem conseqüências. Em 1985, ele foi alertado de que sua pesquisa histórica era incompatível com o trabalho que fazia na administração política central, e que ele teria que optar por uma ou outra atividade. Escolheu tornar-se diretor do Instituo de História Militar do Exército, onde completou seu livro sobre Stalin. Lá compilou também detalhes completos sobre os expurgos no Corpo de Oficiais, e reuniu documentos até então inéditos paa um estudo em grande escala sobre Trotsky. Prepara-se para encetar uma reinterpretação de Lenin.

Uma das mais surpreendentes características da nova cena soviética tem sido o surgimento de jornalistas e historiadores. De economistas e físicos, de filósofos, músicos e poetas como políticos radicais, muitos deles membros do partido, que se tomaram de inspiração nos anos de 1950, mas mantiveram a cabeça baixa durante a era Brejnev. Como eles, mas singular entre os militares mais antigos, Volkonogov, deputado do povo no Parlamento russo, esposou abertamente a filosofia da democracia liberal, a economia de mercado e uma nova Carta livremente negociada de união das repúblicas, ou de sua independência, se assim preferirem. Em julho de ‘1990, pediu a condenação oficial dos crimes de Stalin, e, de fato, um mês depois, o governo soviético expediu um decreto condenando Stalin por “violar os direitos básicos sociais e econômicos do povo soviético e por privá-lo das liberdades que a sociedade democrática considera naturais e inalienáveis”. 

Quanto ao Partido Comunista, Volkogonov considera que lhe falta capacidade para se adaptar ao regime democrático e que perdeu a iniciativa política para grupos democráticos mais em sintonia com as necessidades do povo, e chamou a atenção durante o XXVIII Congresso, em julho de 1990, para o fato de que, se o Partido não se harmonizasse com os princípios gêmeos do império da lei e do primado da democracia, e fracassasse ante o desafio de competir pelo Poder em igualdade de condições com os demais partidos, estaria fadado ao mesmo destino dos Partidos Comunistas da Europa Oriental em 1989.

O tema sobre o qual Volkogonov fundamenta tanto seu livro como sua atividade como político é o da sua consciência. O fracasso em exercitar a consciência levou os bolcheviques a privarem o povo de poder, ao se alinharem com a idéia ruidosamente falsa de Stalin de estar servindo à causa do socialismo e a tolerarem os mais horrendos crimes cometidos, na história da Rússia, contra a sociedade.

Hoje, o teste da consciência na União Soviética é ser capaz de admitir que as conquistas do país nos últimos 70 anos, tais como são, poder-se-iam conseguir e, na verdade, superar, por métodos diferentes, políticas distintas, líderes outros, e que qualquer dessas alternativas teria conseguido o regime comunista à marginalidade utópica.  

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.