quinta-feira, 31 de julho de 2014

MPF pode denunciar ministros do TCU por improbidade que livrou Dilma de responder por Pasadenagate


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Tende a se configurar em tiro pela culatra e gol contra absoluto a equivocada jogada de impedir, ao menos por enquanto, que Dilma Rousseff e demais membros do conselho de administração da Petrobras fossem obrigados a “tomar no TCU”, por causa do rombo da refinaria Pasadena, um dos mais desastrosos negócios da Petrobras.

A gíria chula usada nos bastidores políticos, jurídicos e econômicos, “tomar no TCU” ironiza o erro fatal causado por um lobby de bastidores feito pelo ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Advogado Geral da União, Luis Inácio Adams, para tentar poupar Dilma de mais desgaste do que já tem na antevéspera reeleitoral. Temia-se que Pasadena se transformasse em um “Passadilma”...  

Deputados do PSDB ameaçam acionar o Ministério Público Federal para pedir que os membros do “Tribunal” de Contas da União sejam enquadrados em crime de improbidade administrativa, por terem tomado a decisão política – e não técnica – de enquadrar a diretoria executiva e livrar conselho de administração da Petrobras pelo prejuízo de US$ 792 milhões de dólares na compra da refinaria Pasadena, no Texas, EUA. A bronca pode atingir os ministros Augusto Nardes (presidente), Aroldo Cedraz (vice e corregedor), Valmir Campelo, Walton Alencar Rodrigues, Raimundo Carneiro, Benjamim Zymler, Ana Arraes, José Jorge e José Múcio Monteiro Filho.

A tese contra os ministros do TCU é objetiva. Eles não poderiam ter ignorado o Estatuto da Petrobras. Nele está escrito que a responsabilidade sobre a aquisição de ativos cabe ao conselho e não à diretoria executiva. Por isso, não tem validade jurídica a decisão unânime dos conselheiros do TCU de poupar Dilma e demais conselheiros envolvidos no caso Pasadena. Desviar a culpa apenas para a diretoria foi um “gol de alemão”.

A bronca maior dos tucanos recai sobre dois membros do TCU. O relator José Jorge preferiu poupar Dilma e demais conselheiros, sendo providencialmente seguido acompanhado, na votação, pelos demais ministros. O ministro José Múcio Monteiro fez ainda pior, por ter se reunido com o ex-Presidente Lula da Silva, na véspera de o caso ser avaliado pelo “tribunal” (que não é tribunal no sentido judiciário do termo, mas apenas um órgão auxiliar de fiscalização das contas públicas, tecnicamente vinculado ao Poder Legislativo, mas cujos membros são indicados pelo Executivo, no pior estilo do Capimunismo brasileiro).

Investidores da Petrobras, insatisfeitos com a decisão pizzaiola do TCU, suspeitam que exista algo de muito sinistro por trás do caso Pasadena – que pode ser uma réplica de outros negócios estranhos e considerados “caixas-pretas” em bilionárias “sociedades de propósito específico” formadas no sistema Petrobras. Os investidores lembram o estranho recuo verbal feito pelo ex-diretor internacional da empresa, Nestor Cerveró, na audiência de cinco horas e meia de 16 de abril deste ano, na Câmara dos Deputados. Segundo Cerveró declarou, a compra de Pasadena foi decidida na Dinamarca, em uma reunião com Luiz Inácio Lula da Silva. Cerveró saiu da sala de audiência junto com o advogado e voltou, nervoso, negando o que revelara: “Não houve nenhum envolvimento do presidente Lula neste assunto. Até porque não cabia”.

Lula e Dilma só se livram dos problemas na Petrobras porque o Brasil é o Pais da impunidade. A regra é claríssima. Como a Petrobras é uma empresa controlada pela União, o Presidente da República, sua diretoria e conselheiros administrativos e fiscais são os responsáveis diretos por seu sucesso ou fracasso de gestão. Por isso, o Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva e a Presidenta Dilma Rousseff, junto com o conselho diretor da estatal de economia mista, têm de responder, individualmente, na Justiça, por prejuízos gerados por tomadas de decisão com característica de má gestão ou comprovada corrupção.

Coração apertadinho

A avaliação do caso Pasadena contou com uma equipe “multidisciplinar” da Petrobras assessorada pela Deloitte, Muse Stancil, Thompson & Knight, além da avaliação financeira do Citigroup que indicou “razoabilidade” da operação.

Mas quem anda mais preocupado com os problemas na Petrobras é o ex-conselheiro da empresa e hoje poderoso executivo do grupo Abril, Fábio Coletti Barbosa.

Investidores lembram que, desde 2005, ele foi o perito financeiro do comitê de auditoria da Petrobras, que sempre aprovou todos os negócios nos 10 anos em que figurou como “representante dos minoritários”, graças aos votos dos fundos Petros, Previ, Funcef, além do BNDES e BNDESpar – grandes acionistas da estatal de economia mista...

Perigo maior...

Fábio Barbosa, e por extensão o Banco Santander, que ele presidiu nos tempos em que atuou no Conselhão da Petrobras, têm a memória financeira daquilo que investidores apostam ser um dos mais graves problemas na Petrobras: as aplicações de mais de US$ 7 bilhões no fundo BB Millenium 6, que viraram pó, e podem se transformar em alvo de uma ação judicial na corte de Nova York.

Se, por uma desgraça do destino petralha, os investigadores da Operação Lava Jato encontrarem mais relações entre o esquema de fundos e as operações bilionárias de lavagem de dinheiro, supostamente operadas pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e seu sócio-doleiro Alberto Youssef, ambos presos, o escândalo do mensalão vai parecer roubo de galinha do vizinho.

O pânico toma conta do PTitanic, na beira do abismo e rumo às profundezas abissais.

Vade retro



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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Julho de 2014.

As pesquisas eleitorais e a Bolsa de Valores


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arthur Jorge Costa Pinto

Sem dúvida, existem influências de expectativas políticas nos mercados financeiros globais. As cotações das ações oscilam com impetuosidade onde ainda existem áreas de tensões com conflitos inadmissíveis de ordem econômica, político e social, principalmente em regiões que apresentam grandes volumes atrativos de recursos naturais estratégicos.

Após o processo de redemocratização no Brasil, as pesquisas políticas têm influenciado diversos indicadores financeiros. O PT começou a sua ascensão nas eleições presidenciais de 2002, quando Lula foi escolhido como candidato oficial da seita inventada por ele e seus sócios-companheiros, revelando chances de vitória para ocupar a Presidência da República. Imediatamente, o dólar disparou, chegando ao patamar de R$ 3,99, o “risco país” bateu recorde de 2.400 pontos e o mercado reagiu visivelmente estressado. É uma das características dos mercados exagerarem no movimento de preço.

O clima de pessimismo, como acontece agora, era igualmente espantoso naquela época, pois, caso eleito, o candidato metalúrgico seria uma ameaça para o equilíbrio econômico, com descontrole nos gastos públicos, calote no pagamento de juros da dívida e adoção de reformas antiliberais, correndo o perigo de ser deposto após alguns meses de sua gestão; com isso, o nervosismo tomou conta do mercado e essas hipóteses foram denominadas de “risco Lula”.

Vitorioso, no pleito seguinte Lula conseguiu sua reeleição e, no outro, este “Creador”, com muita dificuldade emplacou sua “criatura”, apresentando-a como sua sucessora na continuidade das políticas antes implementadas.
Estamos no decorrer de um ano com eleições majoritárias no País; as expectativas políticas dominam com movimentos intensos o nosso mercado financeiro. A partir de março deste ano, tem sido convergente o pensamento dos analistas de que as pesquisas eleitorais se sobrepõem às perspectivas da economia, com seus fundamentos sendo conduzidos pelo mercado, ao menos, no curto prazo.

O mercado tem dado inúmeras provas de que repudia frontalmente a política econômica intervencionista de Dilma, pela forma inconsequente como ela vem sendo conduzido durante o seu mandato. Estamos sob uma forte ameaça de estagflação (estagnação em cenário de inflação), com possibilidades reais de um PIB negativo. Diante disso, instalou-se uma relação direta e inversa dos índices eleitorais e os da Bolsa de Valores - “Quando Dilma cai nas pesquisas, a bolsa sobe, e vice versa”.

O mercado rejeita Dilma, quer tirá-la do Planalto pela força das urnas e faz questão de expressar esta “genuína” intenção. A evidente rejeição do mercado é muito pior do que a rejeição dos eleitores, que também tem sofrido elevação nas últimas pesquisas, fazendo acender o sinal vermelho na campanha do PT, que enfrenta turbulências, com a nítida divisão entre os “lulistas” que demonstram ser a grande maioria e os “dilmistas”, uma minoria que mingua.

Confrontando-se com outros mercados financeiros, o bailado das cotações na nossa Bolsa demonstra acentuados indícios de que a disputa do pleito será acirrada, com as pesquisas atuais sinalizando um final imprevisível, com boas possibilidades do principal candidato da oposição sagrar-se vencedor. Talvez seja essa uma justificativa plausível para o descolamento da Bolsa brasileira, nos últimos meses, dos demais mercados emergentes.



Nos últimos quatro meses, o Ibovespa, o mais importante índice do nosso mercado de ações, subiu em dólar, aproximadamente 30%, praticamente o dobro da alta média verificada no mercado de emergentes. Em janeiro deste ano, partindo-se de uma mesma base, enquanto o indicador MSCI (criado pelo banco Morgan Stanley), destinado aos mercados emergentes, seguindo o índice S&P da Bolsa de Nova York, teve um crescimento até o final de julho superior a 5%, o MSCI Brasil chegou bem próximo de 15%.

É natural levantar-se suspeitas, uma vez que parte desse resultado se origina em um ambiente no qual o crescimento desacelera e a inflação acelera, atribuindo-se esta tendência a fatores externos da economia. Na verdade, atravessamos uma fase com dificuldades para produzir, comercializar e apresentar lucros crescentes, então por que os pregões encontram-se tão entusiasmados?

Em função disso, o UBS (banco global de investimentos privado) estabeleceu algumas variáveis, comparando o atual período de alta em nosso mercado de ações com as próprias tendências históricas, aliadas ao desempenho dos indicadores financeiros em outros emergentes. O resultado apresentado é que quase metade da diferença atual se deve exclusivamente a influências políticas, demonstradas nas pesquisas eleitorais e suas projeções para a eleição de outubro próximo.

Idêntico exercício foi realizado para as altas apresentadas atualmente nas cotações das ações da Petrobrás, Eletrobrás e Banco do Brasil, as grandes vedetes estatais do mercado de ações brasileiro, tendo elas a característica de serem bastante susceptíveis a uma maior exposição aos ruídos políticos e às projeções eleitorais. A conclusão foi que, nos últimos meses, dependendo do índice com o qual é feita a comparação, de 20% a 40% das altas além da curva “normal”, no Brasil, podem ser justificadas pelas percepções do mercado com as novas políticas a serem implementadas pelo novo governo do que pelo desempenho apresentado pelo segmento empresarial específico do momento.

Comenta-se que determinados investidores, em busca de maiores ganhos, compram papeis ligados a essas estatais controladas pelo Governo, já apostando na vitória da oposição nas eleições de outubro e, consequentemente, contribuindo assim para a elevação dos preços desses papéis no curto prazo – “quem chega primeiro ao poço bebe água limpa”.

A oportunidade cria um ambiente para estimular os exageros, para ambos os lados, permitindo duas situações interessantes e distintas - os investidores podem exorbitar nos seus investimentos em ações, em virtude das chances de vitória apresentadas pela oposição, até porque a visão do eleitor não está necessariamente associada à percepção do mercado e, a outra, quando se decepcionarem excessivamente no caso de um segundo mandato de Dilma. Portanto, poderá acontecer uma enorme alta (overshooting) com a oposição no Planalto e uma queda demasiada (undershooting) se Dilma continuar mais quatro anos. – “o poder da emoção é superior ao poder da razão”

Ultimamente, o mercado, nas vésperas de divulgação de pesquisas eleitorais, fica agitado e, algumas vezes, surgem boatos de uma possível queda ou alta dos índices de Dilma, o que fomenta ondas especulativas na Bovespa, proporcionando um ambiente adequado para a realização de lucros, no curtíssimo prazo.

Um exemplo bem atual - no dia 17.07 p.p., a ansiedade tomou conta da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) com a divulgação de que uma nova pesquisa apontaria uma queda da presidente Dilma na corrida eleitoral; o boato, disseminado, foi suficiente para contaminá-la imediatamente. Após cair durante boa parte da manhã, repentinamente, disparou, provocando uma alta de 800 pontos em aproximadamente 30 minutos logo no início da tarde daquele dia, até que terminou registrando uma pequena queda (0,14%) no fechamento do pregão. Para este acontecimento de causa e efeito, o mercado financeiro tem um forte sentimento- “a Bolsa sobe com o boato e desce com o fato”.

As pesquisas eleitorais propiciam a compreensão das tendências de opinião do eleitorado, que estarão geralmente determinadas por variáveis estruturais e conjunturais, concedendo ao processo eleitoral um grau de previsibilidade. A relação existente entre as expectativas de votos eleitorais e a Bolsa de Valores se dá pelo clima de incerteza que estamos vivendo e pela crença de que quando a economia vai mal, as intenções de voto nos candidatos governistas são afetadas negativamente e em candidatos da oposição, positivamente. O resultado da pesquisa eleitoral insinua possibilidade de mudança no poder, ou, simplesmente, um grande descrédito no atual governo.

A eleição presidencial 2014 será a principal “blue chip” da nossa Bolsa para os próximos meses e a permanência ou não da Presidente Dilma ditará o comportamento do mercado de ações para o próximo ano.


Arthur Jorge Costa Pinto é Administrador, com MBA em Finanças pela UNIFACS (Universidade Salvador).

Hora de restabelecer a Verdade


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O Brasil há muito, vive de mentiras.

Qual é o valor real do dólar americano?

Ninguém sabe. O (des)governo manipula a divisa para mascarar a inflação.

Num cenário de restabelecimento da verdade o primeiro passo é liberar totalmente o câmbio.

Todas as pessoas, físicas ou jurídicas, poderão ter livremente contas em moeda estrangeira, no país ou no exterior.

Após um curto período de tempo, haverá um equilíbrio entre a oferta dos exportadores e demanda dos importadores.

Estará salva a indústria e incentivados o agronegócio e a mineração.

O resto é conversa mole de idiotas ou mal intencionados.

As duas categorias, a seu modo, servem à governança do crime organizado que inviabiliza o Brasil.

Mário Quintana terá razão, em breve. Eles passarão. Eu passarinho...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Dois pesos e duas medidas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Humberto de Luna Freire Filho

A dona Dilma disse, recentemente, que é inadmissível o mercado interferir na política, ao comentar o informe do Banco Santander, apontando os reais riscos da economia brasileira. Pergunto: Dona Dilma no seu conceito o que é mercado?

No meu, significa indústrias, bancos, comércio, empreiteiras... Por que a senhora não admite como interferência política o fato das grandes empreiteiras financiarem a sua campanha eleitoral?

Por que as empreiteiras elegeram muitos dos deputados e senadores, que hoje fazem parte dessa sujeira chamada base aliada, e a senhora não considera interferência política? Por que os donos de grandes empresas circularam e circulam livremente nos fétidos porões do Palácio do Planalto, ou se reúnem em suítes de grandes hotéis de Brasília com altos funcionários do governo para juntos assaltarem os cofres públicos, e isso não é considerado interferência política?

Só é considerada interferência política quando alguém denuncia os desmandos da nossa mal dirigida economia? fato esse que põe em risco a poupança de quem trabalha ou trabalhou a vida inteira?

A verdade tem que ser dita; o cidadão brasileiro precisa ser informado, por fontes competentes e independentes, do risco que está correndo. A economia brasileira  está em queda livre.

Há quase uma década, está entregue a um lobotomizado (leucotomia quando nos lobos frontais), plantado no governo por um mal caráter que se manteve no poder por oito anos a custo de muitas falcatruas, envolvendo dinheiro público e mentiras bem aceitas pelo pobre substrato cultural, que predomina no eleitorado brasileiro.

A verdade é que o Exu de Garanhuns, ainda hoje, manda e desmanda em seu desmoralizado governo a ponto de obrigá-la a manter, à frente da economia por todo o tempo, o que parece ser um deficiente mental.


Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

A importância da autocrítica


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Izabella Vasconcellos

A meu ver, a tarefa mais difícil que temos, é julgarmos a nós mesmos antes de julgarmos o outro. A sensibilidade das pessoas às criticas é algo desesperador. Mas é muito fácil criticar o outro, não é mesmo? 

Somos tão acostumados com os nossos próprios defeitos que tendemos, inconscientemente, a enxergar só as debilidades dos nossos semelhantes – como se fossemos melhores (mesmo possuindo idênticas características comportamentais). 

Seremos pessoas melhores quando aprendermos a praticar - diariamente – a autocrítica. A autocrítica te ajuda a ‘’peneirar’’ as críticas alheias, pois ela (a autocrítica) te leva ao fantástico e tão necessário autoconhecimento. 

O autoconhecimento tem uma função sensacional: livrar você da dependência da aceitação alheia. Quem conhece a si mesmo não tem necessidade de autoafirmação. 


Izabella Vasconcellos é Advogada e Especialista do Instituto Liberal.

As Contradições do Marxismo


“Nem todos os membros da esquerda subscrevem as palavras de Danielle Mitterrand: “Cuba representa a síntese do que o socialismo pode realizar” – frase que constitui a mais arrasadora condenação socialismo jamais proferida”. (Jean-François Revel, no livro “A Grande Parada” – 2001).

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Os comunistas não admitem que existem contradições no marxismo e sim nos marxistas, que cometem falhas ao tentar colocar em vigor a “doutrina científica”.

Uma das manifestações mais visíveis da vassalagem explícita de todos os partidos comunistas do mundo a Stalin foi a adoção da tática das Frentes Populares, que significava uma aliança de partidos comunistas, socialistas e democrático-burgueses contra o fascismo, sancionada oficialmente pelo 7º Congresso do Komintern, em julho de 1935.

Em Cuba, todavia, como o PC – então denominado Partido Socialista Popular (PSP) – não conseguiu encontrar aliados social-democratas, liberais ou democratas, acabou apoiando o ditador Fulgêncio batista: “O Coronel Batista tornou-se um elemento importante da frente das forças progressistas (...). A reação e o fascismo unem suas forças e urdem planos desesperados para derrubar Batista” (Resolução Política do III Congresso do PSP, janeiro de 1939).

O Chile foi o único País da América Latina em que se tornou possível uma aliança desse tipo. Ali, o PC, o PS e o Partido Radical uniram-se sob a hegemonia deste último, possibilitando, em 1938, que Aguirre Cerda, líder da sua ala direita, fosse um candidato à Presidência e eleito presidente. Isso em detrimento de Marmaduque Grove, membro do PS, que havia liderado uma efêmera República Socialista, instalada no Chile durante 12 dias, em um levante militar, em 1932.

Mais tarde, em 1952, quando o PC e uma ala do PS finalmente uniram de fato, o candidato de ambos, o socialista Salvador Allende, obteve apenas 6% dos votos, só vindo a ser eleito presidente do Chile em 1970, quando se candidatou pela terceira vez.

Algumas declarações de um dos líderes do PC argentino, Gonzales Alberdi, ilustram os zigue-zagues da doutrina científica. Escreveu ele, em 1933, a respeito dos presidentes dos EUA, Franklin Delano Roosevelt: “Em Cuba, o poderoso movimento revolucionário das massas mostrou que Roosevelt é tão imperialista quanto Hoover” (“Informaciones”, outubro de 1933).

Mais tarde, em 1938, já sob a tática de Frente Popular ditada pelo Komintern, Gonzales Alberdi escreveria que “as tentativas ítalo-nazistas de promover o antiimperialismo contra os ianques fracassaram. As nações do continente compreenderam que a colaboração estreita com Roosevelt, que não pode ser considerado um representante das forças imperialistas do Norte, não diminui a autonomia de cada país e nem afeta a dignidade individual” (“Orientacion”, 15 de dezembro de 1938).

Mais adiante, em 1940, depois do pacto Molotov-Ribbentrop, Alberdi mudou de opinião mais uma vez e escreveu: “Em nome da luta contra o nazismo, o imperialismo ianque conspira contra as liberdades públicas das nações americanas” (“La Hora”, 14 de julho de 1940).

Após junho de 1941, no entanto, quando da invasão da Rússia pela Alemanha, e no contexto de uma aliança entre EUA e URSS, as análises voltaram a mudar. Então, qualquer propaganda contra o Imperialismo norte-americano passou a ser duramente criticada pelos partidos comunistas como “uma manobra a serviço do fascismo” e os críticos passaram a ser tachados de Trotskistas. “La Voz de México”, de 13 de maio de 1945, por exemplo, criticou a “demagogia antiimperialista dos trotskistas” e assinalou que “o esmagamento dos répteis trotskistas deve ser uma tarefa dos antifascistas”.

Desde essa época, denunciados como “provocadores” e “agentes do fascismo” pelos partidos comunistas, empurrados para as margens do movimento operário e internamente divididos em tendências e frações por lutas internas, os trotskistas ficaram e permanecem, até hoje, reduzidos a seitas compostas, em sua maioria, por intelectuais.

Em Cuba, embora Fulgêncio Batista tenha assumido o governo pela segunda vez, em 1952, por um golpe militar, o Partido Socialista Popular foi mantido na legalidade e seu diário, “Hoy”, continuou a sair. O ataque ao Quartel Moncada, em 26 de julho de 1953, do qual participou Fidel Castro, foi denunciado pelo PSP como “uma tentativa golpista, uma forma desesperada de aventureirismo típico dos círculos pequeno-burgueses sem princípios e envolvidos em gangsterismo” (“Carta do Comitê Executivo do PSP aos Militantes, 30 de agosto de 1953).

Apenas seis meses após o desembarque em Cuba, em 1956, dos integrantes do Movimento 26 de Julho, sob liderança de Fidel Castro, a direção do PSP voltou a manifestar-se: “É importante reafirmar que hoje, assim como ontem, rejeitamos e condenamos, e continueremos a rejeitar e condenar métodos terroristas e golpistas como ineficazes, prejudiciais e contrários aos interesses do povo” (revista “Fundamentos”, julho de 1957).

Somente em 1958, alguns líderes militantes do PSP se integrariam ao Movimento de 26 de Julho, contribuindo para o triunfo da guerrilha em 1959. Todavia, Blas Roca, Secretário-geral do PSP, em 1960, após a guerrilha ter tomado o poder, ainda escrevia: “Dentro dos limites a serem estabelecidos, é necessário garantir os lucros das empresas privadas, e seu funcionamento e desenvolvimento normais” (“Balanço do Trabalho do Partido desde a última Assembleia Nacional e o Desenvolvimento da Revolução”, Havana, 1960. Wladimiro Roca, filho de Blas Roca, é, hoje, um dissidente do regime cubano.

Após a morte de Stalin, em 1953, e o famoso discurso de Kruschev, em fevereiro de 1956, no XX Congresso do PCUS, denunciando os crimes de Stalin, foi inaugurada uma nova era para o comunismo na América Latina. Seguindo, como sempre, a orientação do PC soviético, que passou a defender uma política de coexistência pacífica, os partidos comunistas latino-americanos passaram a apoiar governos capitalistas considerados progressistas, como os de Juscelino Kubitschek e João Goulart, no Brasil.

Logo, o Partido Comunista Brasileiro buscou um fundamento teórico para essa nova linha política: “A contradição entre o proletariado e a burguesia não exige uma solução radical na presente etapa. Nas presentes condições do país, o desenvolvimento capitalista corresponde aos interesses do proletariado e de todo o povo (...). O proletariado e a burguesia se aliam em torno de um objetivo comum de luta por um desenvolvimento independente e progressista contra o imperialismo norte-americano” (“Declaração Política do Comitê Central”, Rio de Janeiro, Março de 1958).

A partir da Revolução Cubana, frente à nova tática posta em prática pelo Movimento 26 de Julho, baseada nos escritos de Che Guevara e Regis Debray, que generalizaram para toda a América Latina determinadas lições da revolução Cubana – a principal delas a chamada “Teoria do Foco Guerrilheiro” -, iniciou-se um novo período revolucionário, classificado de Castrismo ou Fidelismo, fazendo com que os ortodoxos partidos do continente entrassem em queda livre devido à sangria de militantes que, cada vez mais, optavam pela luta armada imediata.

Nesse sentido, o documento conhecido como a “2ª Declaração de havana”, em 1962, desempenhou um papel fundamental, assinalando que “o dever de todo o revolucionário é fazer a revolução. Sabemos que a revolução será vitoriosa na América e no mundo, mas é indigno de um revolucionário sentar-se à porta de sua casa e esperar que passe o cadáver do Imperialismo”.

A vassalagem, no entanto, continuou, agora ao Estado cubano, conforme relatou Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (“Clemente”), que foi o último dos comandantes da Ação Libertadora Nacional (ALN) durante os anos da Luta Armada. Em seu livro “Nas Trilhas da ALN”, teceu críticas à interferência dos cubanos na luta armada no Brasil, causadora de inúmeras mortes de militantes” e referiu-se “às evidentes contradições entre o real e a versão divulgada América Latina afora pelos cubanos”, assinalando que “o poder socialista instituiu a censura, impediu a livre circulação de ideias e impôs a versão oficial sobre a Revolução Cubana”.

Em tudo isso, não foi a monumental ignorância da doutrina científica que esteve na origem dos erros e contradições da esquerda, mas ela própria. Todavia, como o Partido  (assim, com inicial maiúscula) jamais erra, pois a doutrina é científica, a culpa nunca foi creditada á linha política, mas à sua má aplicação pelos militantes.

Nenhum partido comunista do mundo fez, jamais, uma autocrítica desses erros e dessas contradições. É como se não tivessem ocorrido...  


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Investidores avaliam que "guerra" contra Santander pode vazar provas sobre problemas na Petrobras


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A revanche com ares de ira marciana de Lula da Silva e Dilma Rousseff contra o Banco Santander representa o risco de se transformar em um dos maiores tiros pela culatra já dados pelos petistas desesperados com o risco concreto de perderem a reeleição. O banco espanhol, controlado pelos britânicos, tem a memória financeira daquilo que investidores apostam ser um dos mais graves problemas na Petrobras: as aplicações de mais de US$ 7 bilhões no fundo BB Millenium 6, que viraram pó, e podem se transformar em alvo de uma ação judicial na corte de Nova York. O pânico toma conta do PTitanic, na beira do abismo rumo às profundezas abissais.

Investidores apostam que a alta direção mundial do Santander sabe absolutamente de tudo que aconteceu na Petrobras, nas gestões Lula e Dilma. Fábio Barbosa, ex-presidente do banco no Brasil e hoje dirigente do Grupo Abril, foi membro do Conselho de Administração da Petrobras, na estranha qualidade de “representante dos acionistas minoritários”. O Santander foi o gestor do fundo Vênus – uma aplicação que também foi alvo de investigação da Comissão de Valores Mobiliários, mas acabou arquivada, como tantas outras queixas de investidores contra a falta de transparência em negócios da Petrobras.

Se a briga entre o governo e o Santander não for estancada, pode sobrar para a turma da Petrobras – segundo avaliação de vários investidores da companhia. A tendência é que vigore a tática de colocar panos quentes no conflito gerado pelo relatório que relacionava a melhora das intenções de voto em Dilma com o risco de “piora” econômica do Brasil. O sinal de paz foi dado pelo presidente mundial do Santander. Emilio Botín confirmou ontem que demitiu a responsável pelo estudo. Não citou o nome da prejudicada, em comunicado lacônico e complicado de entender:  “A pessoa foi demitida porque o banco, advertido, disse que tinha que ser demitida antes”.

Mais focado ontem no encontro mundial de reitores, que vai alavancar o super empreendimento educacional do Santander, e menos preocupado com as ameaças do governo Dilma contra o banco, Emilio Botín até chegou a fazer uma média com o ex-Presidente Lula, que vociferou broncas contra o banco: “O presidente Lula é muito amigo meu, e para ele só tenho elogios”. O “amigo” Lula tinha reclamado que: “Não tem nenhum lugar do mundo em que o Santander esteja ganhando mais dinheiro do que no Brasil. Aqui ele ganha mais do que em Nova York, mais do que em Londres, do que em Pequim, Paris, Madri, Barcelona”.

O governo não deve atrapalhar o Santander em sua estratégia de ganhar dinheiro no Brasil. Caso queira dar uma de marciano contra o banco espanhol, detalhes incômodos sobre o fundo venusiano e o BB Millenuim 6 podem emergir do esgoto das profundezas abissais da impunidade.

Mistura natural

Não deveria ser surpresa a notícia de que funcionários de vários órgãos dos ministérios de Minas e Energia e da Fazenda — como Receita Federal, Tesouro Nacional, Secretarias de Acompanhamento Econômico e de Política Econômica, além da própria secretaria executiva da pasta — foram encarregados de preparar a candidata-presidenta Dilma Rousseff para o debate eleitoral que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) fará com os três principais candidatos a presidente da República.

A tal “consultoria pública”, a partir de uma ordem que teria partido do comitê de campanha da Dilma, foi criticada pelo presidenciável tucano Aécio Neves, que deveria também valer como uma crítica a Fernando Henrique Cardoso, o “pai da reeleição”:

“Se eu já tinha muitas dúvidas sobre a reeleição, esse tipo de ação do governo ajuda a desmoralizar ainda mais o instituto da reeleição — disse Aécio, que complementou: — Essa é mais uma demonstração do governo do PT de não separar a coisa pública da partidária. Antes os ministros tinham certo pudor, não faziam campanha na hora do trabalho. Agora estão fazendo campanha full time e agora os técnicos do governo também estão sendo vinculados à campanha eleitoral”.

Censura denunciada

Recado do economista Felipe Miranda, sócio da consultoria brasileira Empiricus Research, inconstitucionalmente censurado pelo TSE, em entrevista à Infomoney:


“O que você viu com o Santander e com a gente foi uma censura muito grave. Agora os bancos, em geral, já estão adotando novos procedimentos para se relacionar com seus clientes a respeito de eleições. Então a liberdade de expressão já está prejudicada gravemente. Isso é algo muito sério e preocupante para o nosso País”.

Quem ainda não viu o texto “O Fim do Brasil” pode conferir no link, com áudio para facilitar a compreensão da leitura:
http://www.empiricus.com.br/video-ofimdobrasilpopup/

Bobagem eletrizante?

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tomalsquim, será o responsável por cuidar das propostas para setor de energia na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

Engraçado é que os petistas garantem que ele fará isto apenas nos finais de semana e depois do horário do expediente, mantendo-se no comando da EPE.

Vai trabalhar junto com Adhemar Palocci, diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte, que é irmão do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci (que anda meio sumido do noticiário).

Tomalsquim participou na montagem do novo modelo do setor elétrico nacional – este mesmo que tem dado problemas e prejuízos aos investidores.

No FMI é mais embaixo...

Precisa de mais alguma prova de que a Oligarquia Financeira Transnacional quer derrotar o PT?

A turma de Dilma e Guido Mantega ficaram PTs da vida com a crítica feita ontem pela diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde:

“É verdade que temos revisado para baixo nossas projeções para o Brasil e é verdade que todos temos reiterado as mesmas fortes recomendações para que reformas estruturais sejam feitas, gargalos sejam reduzidos na economia e que o potencial, a capacidade de o Brasil entregar crescimento seja liberada. E isso não vem sendo feito”.

Especialistas em terrorismo


Atenção, "oposição"

Um leitor do Alerta Total apresentou uma interessante sugestão para ser utilizada pela oposição ao questionar Dilma nestes tempos de campanha. É a seguinte a íntegra de sua mensagem:

“Assistindo ao Jornal da Band desta terça-feira (29), fiquei sensibilizado com a aflitiva situação de mães que ficaram sem ter onde deixar seus filhos depois do fechamento de uma creche em São Paulo.

Conforme informou o jornalista Boris Casoy, ‘A falta de creches é um problema enfrentado por milhares de mães em todo o país. Sem ter onde deixar os filhos, muitas são obrigadas a parar de trabalhar. Em São Paulo, 110 mil crianças de até três anos estão à espera de uma vaga.’

Lembrando-me que uma das principais promessas de Dilma na campanha das eleições em que saiu vitoriosa foi a abertura de vagas em creche, fui pesquisar o assunto em um site de busca.

Entre diversas outras coisas, encontrei no Estadão de 17 de dezembro de 2012 a matéria ‘Dilma promete 6 mil creches, mas entrega 7”. Na matéria, se lê: ‘A presidente Dilma Rousseff prometeu entregar 6 mil creches até 2014, mas chega à metade do mandato com apenas 7 unidades prontas – uma execução abaixo de 1% - sem previsão de quando serão inauguradas novas unidades. A expectativa de quem tem urgência em matricular os filhos vira decepção.’

Serrão, acho importante que a oposição seja alertada para fazer a comparação das promessas de Dilma com as matérias citadas, cujos links se seguem   



“Oposição”, vê se toma vergonha e cobra as burradas feitas pela petralhada...

Candidata amestrada



Quem tiver estômago, confira a íntegra a entrevista da presidenta Dilma Rousseff na Sabatina Folha UOL, realizada no dia 28 de julho de 2014 no Palácio do Planalto.

A tática petista é evidente: pode perguntar o que desejar que a Dilma só responde o que e como ela quiser...

Velha lembrança...

Como diria o falecido Millôr Fernandes, em recado válido para os petistas e petralhas pressionados pela Oligarquia Financeira Transnacional:

"Pepper in the oher's asshole is refreshment"...

Rainha de Sabá?



Não era este o nome da amiga do Rei Salomão, que fez o templo...

Saia da reta



Dentro, porém fora



Autosabotagem



"Onestaldo" da Silva



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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Julho de 2014.

Arbitrariedades da CNV


"A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam, não se importam, não se manifestam” 

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marco Antonio Felício da Silva

Entre as arbitrariedades praticadas pela Comissão Nacional da Verdade, inclusa a de não cumprir o que estabelece a própria lei que a instituiu, buscar a verdade histórica construída pelos antagonistas de então e não por um só lado, está a ameaça de conduzir a força os militares que se recusarem a comparecer, mediante convocação da mesma, para prestar depoimentos sobre possíveis crimes dos quais tenham participado no passado ou deles tenham conhecimento. A agravar, não cabe a tal comissão o poder legal de investigar qualquer cidadão por possíveis e pretensos crimes cometidos, pois, não tem ela, legalmente, caráter jurisdicional, próprio dos juízes, ou persecutório, próprio da Polícia Judiciária.

De mais a mais, ainda que não vigorasse a Lei de Anistia, se crimes ocorreram, praticados no passado por militares, durante a luta armada, iniciada pelas organizações subversivas comunistas, eram eles agentes do Estado, militares então em serviço ativo, devendo a Instituição Militar a que pertenciam e, ainda, pertencem, mesmo que reformados, responder inicialmente por tais pretensos crimes, crimes esses de natureza militar e como tal da competência da Justiça Militar.

O atual presidente da CNV, buscando a luz dos holofotes da Imprensa, mal que acomete os seus integrantes, tripudiando sobre velhos militares, sem qualquer reação de quem de direito, afirma que o atual Ministro da Justiça está sintonizado com a ameaçadora decisão de conduzir a força os militares que, se convocados, se recusarem a comparecer perante tal comissão, transformada em verdadeiro tribunal de exceção. Mostra total desrespeito ao Estado Democrático de Direito, pois, a vontade política de um ministro não pode se sobrepor ao ordenamento jurídico legal.

Assim, o Juiz federal Edilberto Barbosa Clementino, da Terceira Vara Criminal Federal de Foz do Iguaçu, negou pedido da CNV, interposto pelo MPF, para determinar a condução coercitiva de convocados pela CNV. O Juiz afirma que a lei que criou a CNV não possui dispositivo expresso para determinar a condução coercitiva daquele que falta à convocação para depoimento, o que impediria decisão nesse sentido. Há que ressaltar, que a Polícia Federal não pode deter e conduzir, mediante vara, militar do Exército, ainda mais mediante ordem ilegal.

Invoca, ainda, o Presidente da CNV o Código Penal, “Art. 330 - Desobedecer a ORDEM LEGAL de funcionário público: Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.”

Há que enfatizar que o crime em tela consubstancia-se pelo fato do agente desobedecer a ordem legal de funcionário público. Todavia, há de se observar que o ato de desobedecer consiste em não acatar, não cumprir, não se submeter à ordem de funcionário público, investido de autoridade para imposição de ordem.
Pergunta-se: Qual ordem legal está sendo desobedecida já que a malfadada comissão não tem poder jurisdicional ou persecutório?

Não podemos deixar de observar que a pessoa que exerce uma função pública – caso dos integrantes da CNV – deve se ater rigorosamente ao que possibilita o texto legal, sob pena de praticar ato de improbidade administrativa.

O escabroso em todo esse imbróglio é o gritante silêncio obsequioso, que ensurdece e agride a todos aqueles militares que participaram da luta armada, arriscando a vida em prol da liberdade que, hoje, dela usufruímos, na contramão da verdadeira História, na medida em que a lei e a Instituição são flagrantemente vilipendiadas e antigos camaradas abandonados a própria sorte em nome da reconstrução de uma estória que não passa de revanchismo odioso.

Marco Antonio Felício da Silva é General na reserva.

Felizmente...


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Felizmente os estúpidos que nos infernizam a vida são broncos e ignorantes.

Por certo nunca leram nenhum livro, e, se fingiram que leram, nada entenderam.

Assim, devo indicar aos prezados leitores um conto do autor italiano Pitigrilli (Dino Segre) chamado “Mary don't” que se encontra em seu livro “A Mulher de Putifar” (Casa Editora Vecchi Ltda. Rio de Janeiro, 1955).

Em determinado trecho o autor diz :” Um dia o povo explodiu, não pelas cidades destruídas, não pela pátria invadida, mas por estas estúpidas limitações da liberdade, que dia a dia o tinham feito engolir 'ufas !' não exprimidos … “.

Rodízio, Zona Azul, Ciclovias, Faixas exclusivas, Pedágio urbano, Indústria das Multas etc. vão acabar da noite para o dia.

Sorte se os aprendizes de ditador não tiverem o mesmo fim do “Duce”.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Dilma cai, Bolsa sobe...


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

A clara relação de causa e efeito observada no fenômeno "Dilma cai nas pesquisas, bolsa sobe", deveria acender nas hostes do governo um sinal de advertência a respeito do baixo nível de confiança que a política econômica inspira nos investidores que não vêem nela sinais claros de intenções e procedimentos de longo alcance. 

A, talvez pouco hábil, manifestação originária de algum departamento do Santander alertando clientes importantes de que a permanência no poder dos atuais cardeais petistas implicará numa alta probabilidade do país ser incapaz de apresentar um cenário econômico apto a navegar nos mares tempestuosos da persistente crise global, nada mais é, portanto, que a reafirmação de fato facilmente verificado por qualquer cidadão medianamente interessado nos caprichos do mercado diariamente anunciados. 

Assim, ao invés  de demonstrar indignação histérica por causa do posicionamento, correto mas aparentemente não oficial, de uma instituição bancária, e pedir a degola dos funcionários por ele responsáveis, o governo deveria renunciar ao aspecto eleitoreiro e imediatista de sua política econômica, inclusive com tentáculos no seu Banco Central, como mostram as recentes providências no sentido de aumentar o crédito num ambiente inflacionário, e começar a implementar medidas que resultem realmente numa tentativa de higienização de suas diretrizes, visando à inserção do país num fluxo internacional saudável, diminuindo ao mesmo tempo a importância dos parceiros raquíticos do Mercosul que, mais cedo ou mais tarde, decretarão a falência do bloco, fato facilmente evidenciado pela situação de penúria da Venezuela, apesar do chilrear de um determinado passarinho gozador, e do iminente calote argentino.


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de mar e guerra reformado - prgotac@hotmail.com