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sábado, 6 de fevereiro de 2016

O lucrativo abortismo por trás da Zika


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Brasil, metaforicamente, é uma Zika. A Macrocefalia Estatal, sob regime Capimunista Rentista Corrupto, é a causadora da microcefalia Política que perpetua nossa crise estrutural - mãe de todas as outras crises. Mantendo a maldita tradição de fingir que raciocina, sempre agindo com base em conceitos errados e premissas falsas ou mentirosas, o discurso oficial aproveita o Carnaval para desviar a atenção sobre o problema real e verdadeiro.

A impopular e incompetenta Presidenta acaba de decretar que a prioridade de sua Pátria Educadora é uma guerra de extermínio ao Aedis Aegypti. Nesta missão, a nossa Exterminadora do Futuro do Brasil, como grande Comandanta em Chefa das Forças Armadas, mobiliza até o Exército, a Marinha e a FAB (esta última, com o armamento disponível, em pé de igualdade para derrubar qualquer mosquito e mosquita). Assim, além de aumentar impostos para sustentar a farra infindável com o dinheiro público, Dilma consegue tratar todo mundo como Idiota.

Nossa Presidenta é uma Zika ambulante. Sua microcefalia política, ideológica e econômica não tem precedentes. A máquina de propaganda do Palhasso do Planalto já soltou um release em seus diversos "diários oficiais", regados à verba pública de publicidade, para anunciar que Dilma convocou seu staff para uma importantíssima reunião, na quarta-feira de cinzas, que irá definir detalhes de uma ofensiva contra o mosquito. Ansiosa pela batalha épica contra o inimigo, Dilma chegou a pensar em convocar seus 39 ministros para trabalharem na segunda-feira, a fim de vender aquela (falsa) impressão de que seu (des)governo não estaria caindo na folia enquanto o País fica refém da epidemia dos vários vírus espalhados pela mosquitagem.

Olha o plano da Dilma: "A ideia é que Dilma e todos os ministros, presidentes de estatais e até os integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, sejam convidados a se engajar pessoalmente na mobilização contra o zika, que acontecerá no dia 13 de fevereiro. Cada integrante do governo escolherá uma cidade atingida pela epidemia para participar do mutirão do dia 13 e participará ativamente da campanha, inclusive visitando moradores e ajudando na prevenção e destruição de criadouros do mosquito. Também participarão da mobilização do dia 13 o contingente de 220 mil homens das Forças Armadas".

É bom ficar de olho no que de hediondo pode estar por trás desta zika de marketagem. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta sexta-feira que os países atingidos pelo vírus zika permitam o acesso de mulheres à contracepção e ao aborto. O principal comissário de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra'ad Al Hussein já aproveitou para fazer a pregação do abortismo, discurso picareta que interessa aos grandes "açougues" transnacionais de saúde, de olho na lucrativa fabricação de "anjos" em países do Terceiro Mundo endemoniados pela ignorância e pobreza: "As leis e as políticas que restringem acesso a esses serviços devem ser urgentemente revistas em consonância com os direitos humanos, a fim de garantir na prática o direito à saúde para todos".

Bacana é que os marketeiros da Petelândia, defensores perpétuos do abortismo, escolheram o dia 13 (número do PT) para o lançamento da campanha...

Alguém duvida que estamos sob regime da Picadura (a ditadura do mosquito, da mosquita, da Anta, do Molusco e outros bichos menos ou mais votados)?

Se é assim, sob desgovernança do crime organizado, o jeito é imitar aquela facção da novela "A Regra do Jogo" e gritar o slogan: "Vitória na Guerra"!

Fala sério! Só uma inédita Intervenção Cívica Constitucional, com o cidadão exercendo seu Poder Instituinte, pode livrar o Brasil de tanta zika... O resto é Picadura!   

Troca a bola, não!


Excelente desculpa


Inimputável


Arrastão


Encurralados


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 6 de Fevereiro de 2016.

Le Carnaval des animaux


Saint-Saëns - Le carnaval des animaux (1886)


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Anta, molusco, porcos, renas, hienas e outros bichos já rasgaram a fantasia.

Todos vão dançar, cedo ou tarde. O pó de mico já foi espargido pelo boi.

O mesmo que espalha merda e não justifica o que tem. Quem herda, herda; quem não herda fica na mesma. Mente como lhe convém.

A dona Onça menos medo lhe causa. Parece estar na menopausa.

Teme mesmo um mourisco touro que tem padrinho careca com penas de ouro.

Mesmo que a pose não perca, a essa altura já bateu o rabo na cerca.

La vie en rose foi pro beleléu, num andar térreo ou lá no alto; pertinho do céu.

Faz das tripas pastilha de lítio para acalmar a ex. Em qualquer sítio ou num triplex.

Tem inveja do Saint-Saëns, Camille. Se achava um Rolls-Royce mas é Uno Mille.

Na quarta-feira, aquele Deus nos acuda. Em Curitiba ou na Papuda.

Resumindo: LE CARNAVAL DES ANIMAUX!

Tradução Tabajara: O carnaval desanimou!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Considerações sobre a Microcefalia


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Rebelo

Motivado por amigos aqui do Facebook, manifesto alguns aspectos das alterações neurológicas e o Zica vírus. 

1. Está confirmada à relação entre a infecção e a microcefalia. 

2. A infecção pode não comprometer o tamanho do crânio, mas causar, mesmo assim lesões cerebrais, oculares e auditivas. Isto tem sido pouco comentado e é muito importante, dado que aumenta o número de portadores de sequelas. 

3. O ponto de corte deveria ter sido mantido em 33 cm. O ministério da saúde arbitrou 32 cm para o diagnóstico da microcefalia. 

4. A transmissão sexual está confirmada.

5. A grande concentração do vírus na urina e saliva, provavelmente, tornam estes fluidos infectantes. Isto no Carnaval é especialmente preocupante. 

6. Neste momento, já devemos ter 4000 casos de microcefalia no Brasil. E devem aumentar muito até o meio do ano, quando teremos uma avaliação melhor da epidemia.

7. Resta torcer para que a vacina surja logo, pois as medidas de prevenção parecem não motivar as autoridades e a população. 

8. Estamos diante do mais perigoso agravante na crise da saúde nacional.
Áreas periféricas do Rio e o Nordeste poderão apresentar números que farão superarmos o 1,5 milhão de casos esperados.

9. A questão do aborto surge de modo forte em meio a este caos com todas suas discussões éticas e morais.

10. Por fim, o quadro da Zica tende a ser mais brando que o da Dengue, isto pode levar a um sub-diagnóstico, fator de aumento da transmissão.


Paulo Rebelo é Neurologista em Porto Alegre.

Pacto da Educação Brasileira contra o Zika


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Fossatti


A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), em parceria com o Ministério da Educação e em consonância com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), assumiu compromisso com o “Pacto da Educação Brasileira contra o Zika”, programa governamental de combate a este grave problema social que nosso pais enfrenta no momento. Desta forma, a ANEC convoca suas associadas a, mais uma vez, exercerem seu protagonismo na sociedade, atuando, de forma efetiva, cidadã e responsável, na defesa da vida e na construção de uma realidade social melhor.

O Pacto é uma ação governamental que assume a educação como a principal força no combate a esta grave emergência de saúde pública. A ANEC, por sua vez, reconhece nas suas associadas um importante centro de mobilização, tendo nas ações educativas um fundamento essencial para a conscientização da comunidade.

Sendo assim, conclamamos nossas associadas para juntos enfrentarmos o desafio de frear a proliferação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, o avanço dos casos de Dengue, Febre Amarela, Chikungunya e Zika, reconhecendo na prevenção a forma mais eficiente de impedir sua proliferação. Enquanto Educação Católica, somos milhões de brasileiros comprometidos e nossa força pode sim fazer a diferença.

Para tanto, é importante que cada escola, obra social e Universidade se dedique às ações de mobilização, conscientização e combate ao mosquito, bem como de assistência e orientação às famílias e comunidade.

No âmbito, escolar o MEC elegeu os dias 19 e 26 de fevereiro e o dia 04 de março para mobilizações, a serem realizadas em todo Brasil, e disponibilizou em seu Portal informações e recursos didáticos que podem ser utilizados para o desenvolvimento destas ações (http://portal.mec.gov.br/zikazero/index.html). Conclamamos a todos que possam aderirem a este calendário.

No âmbito Universitário, o MEC estará incentivando a pesquisa nas nossas universidades em busca de uma vacina ou soro que combata o Zika Virus e seus efeitos. De mesma forma, pedimos às nossas universidades que busquem, nas medidas de suas possibilidades, apoiarem esta importante iniciativa.

Este é um compromisso com as famílias, as gestantes e nossos futuros estudantes. Este é um compromisso com o nosso país. Todos contam com nosso empenho e competência para construir um país livre do mosquito. Façamos, pois, a nossa parte.

Prof. Dr. Paulo Fossatti, fsc é Diretor Presidente da ANEC.

A Lição da História: Vivemos na escuridão da mentira


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Francisco Torres de Melo

No século III a.C um pregador chamado COÉLET pelo seu saber e cultura teve sua obra inserida na Bíblia. Os ECLESIASTES são compostos de palavras vivas, escritas há mais de 2.300. Nas VICISSITUDES DO PRESENTE ensina que na vida há tempo para tudo.

Nós estamos em 2016 D.C e tem gente no Brasil que deseja criar coisa nova. Ledo engano. Tudo já foi escrito e reescrito.

CONFÚCIO afirmou em (500 a.C) que devemos “colocar a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros”.

PLATÃO 300 a. C disse com sabedoria: “O belo é o esplendor da verdade".
Vamos pular no tempo. Irei transcrever dois pensamentos bem atuais.

Como explicarmos que alguém com tão poucos dotes intelectuais e atributos sociais, alguém que não era mais  do que um recipiente vazio fora de sua vida política, inacessível e impenetrável até mesmo para aqueles que convivem com ele incapaz aparentemente de uma amizade genuína.....”

Aqueles que antes eram operários, ao se tornarem governantes ou representante do povo, deixarão de ser operários, passarão a olhar os operários do alto não representarão o povo, somente ele próprio... Quem duvidar disso é porque não conhece a natureza humana.” BAKUNIN

A quem podemos aplicar no Brasil os pensamentos acima?

Faça um estudo e diga quem é parecido no nosso campo político?

Tive vontade de esconder quem era a personalidade no 1º pensamento quando pulamos no tempo. Vou dizer: É Hitler descrito por IAN KERSHAW. Não é o EX-PRESIDENTE?

Tudo que foi escrito é o que vivemos atualmente.

VIVEMOS A ESCURIDÃO DA MENTIRA.


Francisco Torres de Melo, General de Divisão reformado, é coordenador do Grupo Guararapes.

Transporte de Autoridades


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Célio Pezza

Dentro da estrutura da FAB (Força Aérea Brasileira) existe, em Brasília, um grupo chamado GTE (Grupo de Transporte Especial), que é o responsável pelo transporte aéreo do Presidente da República, Ministros e demais autoridades. Fora o avião presidencial, essa frota dispõe de 15 aviões, desde jatos executivos até aviões com capacidade de, aproximadamente, 50 passageiros. Alguns modelos tiveram seus interiores modificados e transformados em salas VIPs, garantindo o máximo de conforto para seus usuários.

Em geral, o custo dessas aeronaves para deslocar autoridades chega a custar 20 a 50 vezes mais do que o valor das passagens aéreas em voos comerciais, mesmo considerando viagens em primeira classe. No caso de viajar somente um ou dois passageiros, o valor por passageiro fica astronômico. Um avião pequeno custa, aproximadamente, R$ 150 mil para ir de Brasília ao Rio de Janeiro; se forem 03 passageiros, significa um custo de R$ 50 mil por passageiro. A conta da gastança é simples.

Um levantamento efetuado de janeiro a setembro do ano passado mostrou um total de 2.206 voos para atender aos políticos, o que dá mais de 08 voos por dia. É um desperdício imenso de dinheiro público, enquanto o povo não tem moradia decente, saneamento básico, segurança, saúde, transporte, etc..

Por outro lado, a FAB efetuou somente 42 missões de transporte de pacientes e órgãos para transplantes nesse mesmo período, causando sérios problemas à população. Só o Ministério das Cidades fez 187 viagens; o deputado Eduardo Cunha usou a FAB por 110 vezes, e assim por diante. Em contraponto, no início do ano um menino de 12 anos não conseguiu receber um transplante de coração e morreu em Brasília pela falta de aeronave para transportar um órgão que estava disponível em Itajubá, no estado de Minas Gerais.

A FAB simplesmente alegou que não podia atender ao pedido de transporte por “questões operacionais”. Uma frase simples que causou a morte de uma criança. Vale lembrar que existe um decreto de 2002 que disciplina o uso de aviões da FAB e diz que seus jatos podem ser requisitados quando houver motivo de emergência médica, o que obviamente não foi considerado nesse caso.

Renan Calheiros usou jato da FAB para ir de Maceió até Porto Seguro para assistir ao casamento do senador Eduardo Braga. Sua assessoria disse, na época, que Renan participou do compromisso como presidente do Senado e que tem direito ao uso de aeronave oficial, mesmo que a viagem não seja oficial. Existem casos de políticos que viajaram para ver jogos da seleção, casos em que foram para Fernando de Noronha, mas que usaram aviões da FAB por questões de segurança e por aí vai.

O fato é que o desperdício do nosso dinheiro continua enorme, apesar dos discursos de muitos “representantes do povo”. Para todos os lados que olharmos com atenção, vamos verificar essa prática. Até quando? Essa é a pergunta que continua sem uma resposta. Bem, agora é Carnaval e não podemos nos preocupar com esses detalhes. Devemos nos preocupar com os blocos carnavalescos, com as marchinhas de alto padrão e com o desfile das escolas de samba. Até quando?


Célio Pezza é colunista, escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, A Palavra Perdida e o seu mais recente A Tumba do Apóstolo. Saiba mais em www.facebook.com/celio.pezza

Carta ao Papa Francisco


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gheula Canarutto Nemni

Caro Papa Francisco,

No apelo apaixonado pela justiça social que Sua Santidade fez em um discurso aos parlamentares Quenianos em Nairobi na semana passada, S. S. afirmou que "a violência, os conflitos e o terrorismo... são alimentados pelo medo e desespero... nascido de pobreza e frustração."
 
No entanto, nada, nem mesmo desespero, pode justificar o terrorismo.
 
As raízes do terrorismo residem apenas na educação baseada em ódio. Nós Judeus temos muita experiência com desespero. Mas a nossa história mostra outras maneiras mais construtivas de lidar com ele. O desespero jamais foi uma justificativa para que os Judeus cometam atos violentos em nome da nossa religião.
 
Fomos levados, acorrentados, em desfile pelas ruas de Roma enquanto o nosso Santuário em Jerusalém ardia em chamas. Fomos atirados em anfiteatros onde leões famintos e espectadores ansiosos esperavam por nosso sangue. Fomos queimados em autos-da-fé, fomos chamados marranos (NT: porcos), nos foi proibido acender nossas velas e também as orações em nossa língua ancestral foram proibidas. Fomos expulsos da Espanha. Vagamos por muitos países à procura de um novo lar.
 
Fomos massacrados em pogroms, nossas sinagogas foram destruídas, nossos filhos alistados forçosamente em exércitos dos quais eles nunca voltaram. Fomos privados de nosso direito ao trabalho, à propriedade, ao voto e até a falar. Nos foi roubada a dignidade que todo ser humano deve desfrutar por direito, simplesmente por nascer. 

Nossos dentes de ouro foram arrancados de nossas bocas e nossos braços marcados como se fôssemos animais enviados ao matadouro. Foi-nos dito "Volte para a sua terra natal" e agora que estamos em casa eles nos dizem "Caiam fora daí". 

Nós, Judeus, somos uma parte indissolúvel do tecido histórico do nosso mundo. A presença Judaica é o fio comum na maioria dos países do globo. Em todo lugar da terra onde chegamos, nós produzimos poetas, matemáticos, físicos, escritores, políticos, cientistas, médicos, inventores. Mesmo quando fomos trancafiados em guetos nunca paramos de escrever, pensar, discutir, produzindo o bem. Nós nunca colocamos nossas vidas em modo de espera, nem mesmo por pouco tempo.

Apesar de tudo isso, não ficamos cobrindo as cabeças com cinzas por milhares de anos. Nós carregamos o nosso destino em nossos ombros e amarramos a herança dos nossos antepassados ​​aos nossos corações e fomos à procura de um novo lugar onde se pudesse respirar novamente. 
Se você é ensinado que cada instante na terra é a maior riqueza que você possui, e que a vida é o dom mais precioso que você recebeu ao nascer, não há nem tempo nem vontade de chafurdar na auto-piedade. E não há espaço para o ressentimento.

Voltamos, sem nossos pais, nossos irmãos, nossos filhos, nossos maridos e esposas, para a Alemanha, Itália e França. Nós ficamos embaixo das janelas de nossas casas olhando para estranhos em que agora vivem em lugares que nos pertenciam antes da guerra. Arregaçamos as mangas, revelando números tatuados com fogo em nossos braços, e começamos tudo de novo, do zero. 

Os países interessados ​​em ondas de migração devem estudar a história Judaica e o nosso modelo de integração. Em cada novo lugar que chegamos, mantivemos a nossa regra de ouro: Nunca escorregar em nossas lágrimas. 

Nós não ficamos esperando por compaixão dos países que abriram as suas fronteiras para nós. Nós tentamos, desde o início, nos integrar no tecido social do lugar que estava nos acolhendo. E enquanto lhes agradecíamos, contribuímos com nossos talentos para o desenvolvimento e progresso, nosso e deles. 

Há aqueles que usam o desespero como uma justificativa para assassinar inocentes. E há aqueles que põem o desespero de lado, trancando-os na gaveta da memória, e tentam subir de volta ao topo, focando em novas oportunidades.

Caro Papa Francisco, Secretário John Kerry, Hillary Clinton, e centenas de pessoas influentes do mundo que estão à procura de uma razão, por um motivo, por trás da transformação dos indivíduos em estilhaços letais.

Ainda que vocês tenham pesquisado as vidas pessoais, trágicas destes assassinos (embora na maioria dos casos, eles vivam exatamente no mesmo padrão daqueles na sociedade que os rodeia), ainda que eles realmente tenham uma vida difícil, nada, nada, pode justificar um ato de violência cega contra outro ser humano. Nada, nada, pode justificar o privar um indivíduo de outro amanhã. Buscar alguma justificativa significa apenas uma coisa: preparar o solo para o próximo ato brutal, Deus nos livre. 

A História nunca maltratou uma nação mais do que vem maltratando o povo Judeu. Mas em todos os lugares aos quais o vento de ódio já nos transportou, nós temos nos integrado, aprendemos a língua local, recitando de cor Whitman, Eliot e Dickinson (NT: cantando Chico Buarque, comendo arroz e feijão, torcendo fervorosamente pela seleção). Nós inventamos o cheesecake pareve. A integração é algo que você tem que querer e tem de trabalhar todos os dias.

Jamais exigimos do lugar que nos acolheu para se adaptar às nossas regras. "Dina demalchuta dina" - a lei da terra deve tornar-se a sua lei também - diz o Talmud. Integração real, mesmo para o povo mais desesperado, pode ser realizada. Mas isso depende, em primeiríssimo lugar, dos valores transmitidos pela religião, pelas famílias e pelos professores daqueles que acabaram de chegar. E isso depende da vontade de se tornar parte da sociedade de uma forma construtiva e positiva.


Gheula Canarutto Nemni é uma educadora e escritora que vive em Milão, Itália. Seu livro mais recente é (No) si puo avere tutto (Não) se pode  ter tudo, Mondadorid 2015.

Os erros e as omissões de Stalin

Stalin e Hitler: parceiros no extremismo ideológico

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

“As nações pagam pelos erros de seus estadistas” (Nicolai Berdyev)

Um mês antes do ataque alemão à União Soviética na II Guerra Mundial, o grande timoneiro Stálin, falando a um grupo de auxiliares, decretou: “O conflito é inevitável, talvez em maio do ano que vem”.

A natureza dos erros de cálculo de Stálin não residia somente em suas avaliações equivocadas, nas suas previsões erradas, ou mesmo na determinação do agressor, embora, evidentemente, todos esses fatores estivessem presentes. Seus erros imperdoáveis derivavam do mando pessoal.

Em paralelo com o pensamento ortodoxo que então vigorava na Academia Político-Militar Lênin, uma série de questões heréticas foi levantada. Os autores enfrentaram de peito aberto as causas do fracasso da URSS na guerra soviético-finlandesa: o baixo nível cultural dos oficiais, a propaganda falsa sobre a invencibilidade do Exército Vermelho, a apresentação incorreta das missões internacionais do Exército Vermelho, e o preconceito prejudicial e profundamente arraigado, inevitável e praticamente sem exceção, de que as populações em guerra com a URSS supostamente se levantariam para o lado do Exército Vermelho.

Segundo avaliação de membros da Academia, “conversas sobre invencibilidade levam à arrogância, à superficialidade e à negligência da ciência militar: no campo da tecnologia, conduzem ao atraso; e no campo da teoria militar, ao desenvolvimento unilateral de noções de combate em detrimento de outras”.

O maior erro de Stálin pode ser considerado a assinatura do Tratado de Amizade e Fronteiras com Hitler, em 28 de dezembro de 1939, após a assinatura do Pacto Ribentrop/Molotov em 23 de agosto desse mesmo ano. Nas resoluções do Komintern e nas do XVII Congresso do partido, o nazismo havia sido adequadamente definido como um regime terrorista, militarista e ditatorial, e como a falange mais perigosa do imperialismo mundial. Nas mentes soviéticas, ele era a personificação do inimigo de classe em forma concentrada. E agora, não mais que de repente, passou a ser o melhor amigo!

É difícil para os historiadores explicarem o desvio cínico de Stálin para essa política que coonestou o fascismo, negando todas as anteriores premissas antifascistas e ideológicas do partido e do Komintern.

Na sua desesperada busca de formas de evitar a guerra, Stálin foi longe demais em suas concessões. É verdade que foi muito influenciado em sua política alemã por Molotov, Comissário do Exterior, cujas muitas afirmações tontearam tanto o povo soviético quanto os aliados da URSS.

Exemplificando, o discurso que pronunciou – aprovado por Stálin – no Soviet Supremo, em 31 de outubro de 1939, incluía o seguinte trecho:
A Alemanha está na posição de um Estado que se esforça pelo fim rápido da guerra e pela paz, enquanto Inglaterra e França, que ontem clamavam contra a agressão, são agora pela continuação do conflito armado e contra a paz. Círculos governantes na Inglaterra e na França tentaram recentemente se apresentar como lutadores pelos direitos democráticos dos povos contra o hitlerismo, com o governo inglês declarando que seu objetivo na guerra era, nem mais nem menos, ‘a aniquilação do hitlerismo’. Não faz o menor sentido, como é também criminoso travar tal guerra para ‘aniquilar o hitlerismo’ sob o falso estandarte da ‘luta pela democracia’. Nossas relações com a Alemanha melhoraram fundamentalmente. Isto aconteceu pelo fortalecimento das nossas relações de amizade, nossa colaboração prática, e por meio de nosso apoio político à Alemanha no esforço que faz pela paz”.

Afora o fato de tal mudança de linha política e ideológica causar perplexidade e estupor na mente pública, ela também revelava uma total falta de princípios. Stálin, que mandara milhões de pessoas para a morte ou para os campos de trabalho pela mais tênue suspeita de “impureza ideológica”, demonstrou uma excepcional falta de escrúpulos ao confraternizar com o fascismo. Embora muitos membros do Komintern não entendessem as razões da mudança ideológica tão súbita, não havia o que pudessem fazer para alterar a linha oficial da organização.

Até junho de 1941, o Komintern conflitou com os partidos comunistas e trabalhistas europeus quanto à avaliação do caráter da luta antifascista de seus países. Como no final dos anos 20 e início dos anos 30, as setas mais afiadas do Komintern eram reservadas para o ataque aos social-democratas como “cúmplices do militarismo”. A palavra “fascista”, a partir daí, desapareceu do vocabulário da liderança soviética.

A forma como foi preparado o plano para a defesa do país e para o desdobramento das Forças Armadas representa outra séria omissão. Pouco depois da assinatura do Pacto com a Alemanha, o Estado-Maior recebeu instruções pessoais de Stálin para a formulação desse plano. O planejador-chefe foi o futuro marechal, então coronel. A. M. Vasilievsky, cuja idéia básica era a de que o Exército deveria estar preparado para a luta em duas frentes: na Europa contra a Alemanha, e no Extremo Oriente contra o Japão. Esse plano, contudo, foi rejeitado pelo Comissário da Defesa.

O plano de defesa revisado ficou pronto para apreciação por volta de agosto de 1940, tendo de novo Vasilievsky como encarregado do planejamento, o qual, mais uma vez, sustentou que as forças soviéticas deveriam ser concentradas no setor ocidental. Tal plano foi submetido a Stálin em 5 de outubro de 1940. Stálin ouviu com atenção as explicações do Comissário da Defesa e do chefe do Estado-Maior, olhou para o mapa diversas vezes, caminhou pela sala por algum tempo e finalmente disse: “Não compreendo bem a insistência do Estado-Maior em concentrar nossas forças no setor oeste (...) Quero que o Estado-Maior pondere de novo e apresente um novo plano no prazo de dez dias”. Ou seja, ele entraria na guerra como um político confiante e não como um pensador militar.

O novo plano de defesa foi apresentado a Stálin, para outra avaliação, em 14 de outubro de 1940. Suas sugestões, evidentemente, haviam sido incorporadas, significando que a orientação básica das forças foi alterada para sudoeste. Nenhum dos chefes militares teve coragem ou argumentos para persuadir Stálin. A aprovação do plano por Stálin foi acompanhada da nomeação do general Zhukov para a chefia do Estado-Maior. No período de seis meses, três generais haviam ocupado essa função.

Segundo o acadêmico B. N. Ponomarev, antigo integrante do Komintern e secretário do partido, na primavera de 1941, provavelmente em final de maio, dois comunistas austríacos chegaram a Moscou “vindos de lá”. Mostravam-se alarmados com a enorme escala dos preparativos militares que tinham visto na Alemanha e nas fronteiras ocidentais da URSS, e com as infindáveis colunas de carros-de-combate, artilharia e caminhões que se deslocavam dia e noite para o leste. Essa informação foi passada a Giorgy Dimitrov (líder comunista búlgaro do Komintern), que a levou a Stálin.

Segundo Dimitrov posteriormente relatou a Ponomarev, Stálin recebeu calmamente a notícia dos austríacos e disse que não via razão para qualquer inquietação. E que, ainda no dia anterior, o Politburo apreciara o esquema de férias e a maioria dos membros e dos candidatos a membro estavam aproveitando a oportunidade para curtir o descanso de verão. Com essa observação, Stálin considerou o assunto encerrado.

Quando cresceu acentuadamente o fluxo de relatórios sobre a concentração de tropas alemãs na Polônia, Stálin escreveu uma carta pessoal a Hitler para dizer que estava surpreso com aqueles eventos, já que passavam a impressão de que o Führer se preparava para lutar com a URSS. Hitler respondeu também com uma carta na qual disse que a informação era correta, que muitas unidades de tropas estavam, de fato, agrupadas na Polônia.

Afirmou, entretanto, que suas tropas na Polônia não objetivavam ataque à União Soviética e que tencionava observar estritamente o Pacto com a honra devida de um chefe de Estado. Argumentou que os ingleses estavam efetuando pesados bombardeios no centro e no oeste da Alemanha e que, como o inimigo, do ar, podia observar livremente o terreno, ele fora obrigado a deslocar um grande efetivo de tropas para o leste.

Não obstante, os serviços militares de informação continuaram mandando relatórios alarmantes. No final de maio de 1941, o coronel Bondarev, de Kiev, relatou a chegada de novas unidades blindadas, de artilharia e de infantaria à Polônia Oriental. No setor ocidental, o coronel Blokhin, do Serviço de Informações, reportou que “especialmente a partir de 25 de maio as preparações da Alemanha contra a URSS foram intensificadas”e que um espião alemão submetido a interrogatório revelou que as operações militares eram uma possibilidade para breve.

O Comissário da Defesa enviou diversas missões para inspecionar as unidades blindadas nos distritos de fronteira e os resultados foram coligidos num relatório datado de 17 de junho. Alguns itens desse relatório: 1) a instrução é intermitente e não-coordenada; 2) o quadro de trabalho do treinamento da artilharia está defasado de dois a três meses; 3) a coordenação entre as diferentes categorias de tropas dentro das unidades é deficiente; 4) os regimentos mecanizados estão treinando como tropa a pé e não têm conhecimento adequado sobre qual sua missão; 5) as comunicações-rádio carecem de instrução; e assim por diante, totalizando 17 itens.

O chefe da propaganda política do Exército, A. I. Zaporozhets, fez um giro de inspeção pelas fortificações ao longo da fronteira ocidental e seu relatório para Stálin não foi nada animador: “A maioria dos distritos fortificados das nossas fronteiras ocidentais não está preparada para o combate. As posições de artilharia não têm canhões. Os distritos fortificados não contam com a quantidade necessária de instalações permanentes e especialmente construídas”. Stálin recomendou que os engenheiros trabalhassem “com mais afinco”.

Segundo o general Zhukov, Stálin resistiu a todas as tentativas do comando militar para pôr a tropa em prontidão na fronteira ocidental, pois seu temor de “provocar” Hitler tornara-se quase uma obsessão. Nesse meio tempo, Hitler ouviu de seus especialistas militares que o transporte ferroviário para o leste estaria completado em 19 de junho e que, pela noite de 21 de junho os primeiros aviões de ataque voariam em baixa altitude para novos aeródromos próximos à fronteira soviética, a leste do Vístula. Hitler fixou a hora H para as 3 horas de 22 de junho de 1941.

Na véspera de 22 de junho, o coronel-general M. P. Kirponos, comandante do distrito de Kiev reportou diversos casos de desertores alemães que haviam passado a fronteira. Eles revelaram que os germânicos iriam atacar naquela noite. O general Timoshenko telefonou imediatamente para Stálin. Stálin solicitou sua presença, juntamente com Zhukov e Vatutin. Quando chegaram, todo o Politburo estava reunido. Stálin, como de hábito, caminhava para lá e para cá e, tão logo os viu, perguntou: “Bem, e então?” Houve completo silêncio. Finalmente a voz de Timoshenko quebrou a tensão: “Temos que dar ordens imediatas para que todas as tropas dos distritos de fronteira entrem em alerta total para o combate”. Stálin retrucou: “Leia isto”. Zhukov leu a minuta de uma ordem do Estado-Maior que acentuava a necessidade de ação decisiva de acordo com o plano para repelir o inimigo. Stálin interveio: “Seria prematuro expedir agora essa ordem. Talvez seja possível resolver a situação por meios pacíficos. Devemos soltar uma ordem breve dizendo que um ataque pode ocorrer se provocado por ação alemã. As unidades de fronteira não devem se deixar provocar por qualquer coisa que possa causar dificuldades”.

O Politburo dispersou-se às 3 horas da madrugada. Foi a noite mais curta do ano. Stálin olhava para as ruas vazias através das janelas de sua limousine sem saber que as aeronaves alemãs já estavam voando por sobre a URSS. Mal tinha encostado a cabeça no travesseiro quando foi acordado por um telefonema do general Zhukov. Stálin tirou o fone do gancho e ouviu o breve relato de Zhukov sobre os ataques de aviões alemães a Kiev, Minsk, Sebastopol, Vilna e outras regiões. O general completou: “Entendeu o que eu disse, camarada Stálin?”. Stálin não respondeu. Eram 4 horas da manhã de 22 de junho de 1941.

Todas as autoridades civis e militares de proa achavam que a URSS, na melhor das hipóteses, sobreviveria por 3 meses. Mas o povo soviético as desmentiu. Contudo, a inacreditável resistência e a obstinação sem limites seriam creditadas à “sábia liderança de Stálin”, o responsável mais direto pela catástrofe. O triunfo, conseguido à custa de milhões de vidas, transformou Stálin em um verdadeiro deus. Tendo defendido a liberdade contra o nazismo, o povo soviético teria ainda que esperar décadas para ficar livre do stalinismo e, finalmente, do comunismo.

Ficou patente através de relatórios preparados por militares que as perdas soviéticas só poderiam ser estimadas aproximadamente, pois não seria possível estabelecer com exatidão o custo de vidas humanas, que ultrapassavam 15 milhões. No entanto, em uma carta, em 1956, ao Primeiro-Ministro sueco T. Erlander, Nikita Kruschev mencionou pela primeira vez um número “maior que 20 milhões”. O cômputo total só começou a ser trabalhado após o fim da União Soviética, com a abertura dos arquivos.

Notas:

Os dados acima foram extraídos do segundo volume do livro “Stalin – Triunfo e Tragédia” (editado em 2004) escrito pelo general do Exército soviético Dmitri Volkogonov, que teve total acesso aos arquivos e reviu o sigilo de 78 milhões de documentos do Politburo e de outros arquivos do Partido Comunista da União Soviética, na qualidade de assessor de Segurança Nacional de Boris Yeltsin.

O kamarada Stálin não foi esquecido. Em 3 de março de 2005, um grupo de militantes do agora Partido Comunista Russo prestou-lhe homenagens, em Moscou, recordando os 52 anos da sua morte, depositando flores em seu mausoléu.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Lula e a arte de só negar, no carnaval da vida...


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Evoluindo do status incômodo de "Informante" para "Investigado" na Operação Zelotes, Luiz Inácio Lula da Silva vai passar um carnaval dos infernos. O promotor paulista Cássio Conserino, que intimou Lula e a dona Marisa a prestarem depoimento no próximo dia 17 sobre o triplex do Guarujá e o demais rolos com a cooperativa dos bancários, espera que ambos compareçam ao Ministério Público.

Para piorar, a Força Tarefa da Lava Jato e o MP paulista se juntam para identificar os responsáveis pela reforma do sítio de Atibaia, que, oficialmente, pertence a dois sócios de um dos filhos de Lula: Fernando Bittar e Jonas Suassuna. As empreiteiras Odebrecht, OAS e Usina São Fernando se recusam a admitir que tenham bancado qualquer reforma na propriedade constantemente frequentada por Lula e seus familiares.

As ligações perigosas ficam evidentes a cada nova revelação. Documentos apreendidos pela Polícia Federal no escritório do pecuarista José Carlos Bumlai, em Campo Grande (MS), reforçam a tese de que ele pagou parte da reforma em sítio. Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, um representante da empresa Anjos & Porto Montagens de Estruturas Metálicas disse ter recebido R$ 40 mil de Bumlai por serviços na reforma do sítio. Uma planilha revela pagamentos de R$ 550 mil...

As escrituras de compra e venda do sítio em Atibaia indicam mais ligações íntimas entre os negócios de Lula, amigos e familiares. O negócio foi formalizado em 29 de outubro de 2010, no escritório do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, no 19º andar de um edifício de escritórios na Rua Padre João Manoel, no bairro dos Jardins, na capital paulista. Este é o endereço do escritório de Teixeira, que é amigo de Lula desde os anos 1980 e padrinho de Luís Cláudio, o filho caçula do ex- presidente.
O imóvel sítio custou R$ 1,5 milhão, dos quais R$ 100 mil foram pagos em espécie. Pelo documento, Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar, pagou R$ 500 mil, e Jonas Suassuna, primo do ex- senador Ney Suassuna, arcou com R$ 1 milhão. Dos R$ 500 mil pagos por Bittar, R$ 100 mil foram “recebidos em boa e corrente moeda nacional”.
Suassuna é dono, em sociedade com os filhos, Bianca e Caio, do Grupo Gol, conglomerado que reúne editora e empresas de tecnologia da informação e criação de aplicativos, como o “Bíblia no celular”, com trechos do livro sagrado na voz de Cid Moreira. Certamente por amizade, durante alguns anos, o Grupo Gol pagou o apartamento onde Lulinha morava, nos Jardins, em São Paulo. Agora, Lulinha mora em apartamento em Moema, de propriedade do empresário, pagando aluguel.

Mais ligações? Lulinha e Suassuna são sócios na empresa Gamecorp. Na versão dos advogados de defesa de Lula, Suassuna e Fernando Bittar, também sócio de Lulinha, compraram na mesma época dois terrenos contíguos, mas com matrículas diferentes na prefeitura de Atibaia. Os defensores alegam que eles não são sócios na propriedade.

Até agora, Lula tem sido um craque na arte de só negar... Nega tudo o tempo todo, embora seus opositores reclamem que ele sonega a verdade o tempo todo. Lula só não deve ter a mesma sorte do jogador Neymar, que ontem foi salvo pela Justiça Federal da acusação de sonegação fiscal em um processo que nem chegou ao fim, na esfera administrativa, na Receita Federal. O gênio do Barcelona passa um carnaval mais aliviado. A cada jogada da Polícia Federal ou do Ministério Público, Lula fica cada vez mais longe da mesma tranquilidade.

Como diria o imortal Nelson Rodrigues, são coisas do futebol da vida...

No mais, feliz carnaval para quem não tem triplex, nem sítio e nem recebeu propina em troca da venda de medidas provisórias, na carnavalesca roubalheira institucional de Bruzundanga...

O negócio é vestir a fantasia de mosquito, tomando cuidado com a "picadura" - a ditadura das picadas...

Pedindo passagem


Estilo Triplex


Cunha Jedi


A dupla


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 5 de Fevereiro de 2016.