Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
O Dólar não
saiu ontem às ruas para protestar contra tudo de errado que acontece no Brasil,
mas a nova subidinha da moeda globalitária frente ao irreal-Real voltou a
apavorar o governo. O Banco Central do Brasil foi forçado a apelar para sua
força de segurança monetária, intervindo no mercado futuro. A operação do BC do
B não deteve o movimento e a cotação chegou a R$ 2,17 – a maior nos últimos
quatro anos. A especulação assusta mais a turma da Dilma Rousseff que a onda de
passeatas ainda inorgânicas, sem um foco específico, apesar do aparelhamento
político-ideológico inicial. O Dólar já abriu hoje a R$ 2.18 - e paralelo a R$ 2,30...
Não há
dúvidas de que o “Inverno Brasileiro” esquentou. Mas o gabinete de crise do
governo ainda mantém a cabeça fria. Os marketeiros estudam como tirar proveito
(re)eleitoral da atual onda de insatisfação. A tranquilidade é tanta que a
Presidenta agiu previsivelmente, chovendo no molhado retórico. Dilma mandou sua
assessora Helena Chagas comunicar sua frase pronta. “As manifestações pacíficas
são legítimas e próprias da democracia”. Dilma não quer ficar pior na fita com
os jovens mobilizadores da opinião publicada nas redes sociais da internet. Tal
público é a grande maioria entre as algumas centenas de milhares de pessoas que
saíram às ruas de 11 capitais do País do Futebol, em plena Copa das
Confederações da Fifa.
O Inverno
Brasileiro ainda está longe de alguma Primavera Árabe. A onda de protestos por
aqui está mais para o movimento “Occupy Wall Street” do que “Tea Party”. Os
dois foram fenômenos norte-americanos bem distintos que usaram muito bem a
internet como meio de mobilização. O Occupy tem a cara deste “Inverno
Brasileiro”, pois é mais anárquico, sem liderança clara e serve mais para desopilar
o desejo incontido de protestar. O “Tea Party” tinha conotação política
conservadora, liberal, bem definida – coisa que estamos muito distantes no
Brasil, embora tenhamos protestos conservadores agendados para o mês de julho,
em Brasília.
O Alerta Total insiste na análise correta do
fenômeno. Houve uma motivação ideológica inicial, liderada por partidos de
esquerda ligados à chamada IV Internacional Socialista, para que os protestos ocorressem - de forma pacífica ou mais radicalizada em previsíveis conflitos
com a Polícia Militar. O alvo era o governo federal. Pontual e secundariamente,
os ataques também eram direcionados aos governadores Geraldo Alckmin (São
Paulo) e Sérgio Cabral (Rio de Janeiro).
Todo mundo com bom senso percebe que existe no
Brasil uma pré-condição para insatisfações pessoais ou coletivas, já que a
grande maioria das pessoas comuns está de saco cheio. Isto abriu caminho para
que a onda de protestos aumentasse. A mobilização pela internet, tentada várias
vezes sem sucesso, agora deu certo. A dúvida é se realmente conseguirão
pressionar o Governo do Crime Organizado. A indicação é que não. A petralhada
ainda pode tirar proveito eleitoral da confusão – igualzinha a que eles criaram
no interior nordestino para medir a eficácia e fidelidade ao Bolsa Família e
congêneres eleitoreiros.
O Alerta Total persiste na tese. O imponderável dos
movimentos de massa é que eles começam sempre por iniciativa de alguma
liderança e, se conseguem grande adesão, costumam evoluir e sair de controle,
com consequências político-institucionais imprevisíveis. Só o tempo vai dizer
se as manifestações de agora terão importância no futuro próximo.
Uma
constatação é positiva. O brasileiro saindo de seu estado de letargia e
passividade diante de tantas coisas erradas a sua volta já merece grande
comemoração. Foi lindo ver a garotada subindo no teto do Congresso Nacional.
Por outro lado, foi horrível ver as cenas de violência e vandalismo no final da
manifestação do Rio de Janeiro.
Por tais
contradições, ainda é muito cedo para uma avaliação sobre as consequências de
tais movimentos com a massa urbana jovem, descontente, na maioria apolítica ou
apartidária, e que fica facilmente enfurecida se provocada ou incentivada a
radicalizar.
O Brasil
parece de pólvora. O pavio é muito curto. Acendê-lo é possível. O difícil é
saber no que vai dar se ocorrer alguma explosão. Nossa “tradição” histórica é
de repressão política a movimentos de massa, principalmente se eles saem de
controle – como é o mais provável de acontecer.
Por
enquanto, tudo é festa... E o sistema Capimunista tupiniquim segue, inabalável,
em sua balada de ineficiência, baixa produtividade, terror fiscal, insegurança
jurídica, falsa flutuação cambial e permanente corrupção – fatores que só
consolidam o atraso e a colonização do Brasil diante do mundo.
Acionista minoritário sofre no Brasil
Ser acionista minoritário é muito difícil no
Brasil, ainda mais se a companhia de capital aberto é controlada por empresa
sediada no exterior e com atuação mundial.
É o que acontece com a Plascar Participações
Industriais S.A.controlada da International Automotive Components gerida pelo
bilionário Wilbur L. Ross Jr.
A empresa brasileira em questão é prejudicada pela administração global que a ignora, ou pior, pratica uma política comercial lesiva para beneficiar os interesses de outras empresas do grupo no exterior.
A empresa brasileira em questão é prejudicada pela administração global que a ignora, ou pior, pratica uma política comercial lesiva para beneficiar os interesses de outras empresas do grupo no exterior.
Abuso é praticado à luz do mercado
Os acionistas majoritários de fora desrespeitam os
interesses dos minoritários no Brasil.
Sua política sacrifica o desempenho da empresa
nacional em beneficio de outras controladas suas no exterior.
No caso da Plascar Participações Industriais S.A, perdem os acionistas minoritários e o Fisco brasileiro que deixa de cobrar impostos pois a rentabilidade fica com as empresas no exterior.
No caso da Plascar Participações Industriais S.A, perdem os acionistas minoritários e o Fisco brasileiro que deixa de cobrar impostos pois a rentabilidade fica com as empresas no exterior.
Silêncio do
Cardoso?
Tem gente jurando que nos atos de vandalismo ontem à noite, no Rio de Janeiro, tem o dedo da petralhada...
Era o que se comentava na porta da Universidade Cândido Mendes, em frente à Assembleia Legislativa - quase incendiada pelos terroristas...
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
O Alerta Total tem a missão de
praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores
humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo,
informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista,
Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total:
www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública
e Assuntos Estratégicos.
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ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação
sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso
simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Junho de 2013.
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