sexta-feira, 24 de junho de 2016

Quem cuidará de Lula, além de Moro?


3a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Será que Teori Zavascki está apostando na "multiplicação" dos Moros? Se a aposta for esta, pode ser ótima a decisão do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal em transferir para a Justiça Federal, em Brasília, e não para Sérgio Moro, em Curitiba, o inquérito em que Luiz Inácio Lula da Silva é investigado por tentativa de "silenciar" Nestor Cerveró - ex-diretor da Petrobras e ilustre delator premiado que agora cumpre pena em regime de prisão domiciliar, em um condomínio de luxo em Itaipava, região serrana no Rio de Janeiro, usando tornozeleira eletrônica. Cerveró foi xingado e vaiado no voo comercial de Curitiba ao Rio de Janeiro...

Lula também não pode mais viajar em voo de carreira sem ser receber apupos... O ex-Presidentro continua nas mãos de Moro. O titular da 13a vara Federal em Curitiba cuida dos inquéritos que investigam se pertencem a Lula um apartamento tríplex no Guarujá (SP) e o sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). Moro também irá julgar e as razões pelas quais as empreiteiras Odebrecht e OAS executaram obras milionárias nas propriedades. Moro ainda apreciará se há crime nas palestras do ex-Presidente contratadas a peso de ouro por empreiteiras.

No caso Cerveró, Teori jogou para a Justiça Federal em Brasília porque considerou que os supostos crimes ocorreram na capital federal, aparentemente sem relação direta com os desvios na Petrobras - que caba à "República de Curitiba" apurar e julgar. Teori escreveu: “Tais fatos não possuem relação de pertinência imediata com as demais investigações relacionadas às fraudes no âmbito da Petrobras. Na verdade, dizem respeito à suposta prática de atos, pelos investigados, coma finalidade de impedir a aviltar colaboração premiada entre Nestor Cerveró e o Ministério Público, a qual se voltava a um plexo de investigações”.

O processo que vai rolar em Brasília mexe com figuras poderosas, todas muito próximas de Lula: o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), o ex-assessor dele Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro, o banqueiro André Esteves, o pecuarista José Carlos Bumlai, e o filho dele, Maurício Bumlai. Lula e os demais companheiros de inquérito são suspeitos de terem cometido quatro crimes: integrar organização criminosa, patrocínio infiel, exploração de prestígio e lavagem de dinheiro.

A defesa de Lula teve uma vitória sobre o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que pediu a remessa dos processos para Curitiba - o que foi negado pelo ministro Teori. Os advogados de Lula não queriam que o caso fosse parar com Moro. O popular juiz é considerado "inimigo número 1" da Petelândia - agora em pânico com a "Operação Custo Brasil" e com o altíssimo risco de o tesoureiro João Vaccari Neto partir para a "colaboração premiada".

Agora, fica a pergunta: será que finalmente vai chegar a vez de Lula ser denunciado na Lava Jato? A tendência de resposta é positiva. No entanto, uma previsão nos meios políticos e jurídicos especula que algo só vai acontecer com Lula a partir de agosto, quando for definido o destino de Dilma Rousseff, com o impeachment ou a renúncia dela.

Até lá, Lula fica sob tensão. Mas a hora de dar um "Oi" para Moro se aproxima... E também tem o risco de dar outro "Oi" se o inquérito que investiga falcatruas luso-brasileiras também vingar lá em Portugal... É preciso torcer para o Moro da Terrinha não ter a carga genética dos tempos da santa inquisição...

Apartamento não tem imunidade


Tese do juiz Federal Antonio César Bochenek, parceiro do juiz Moro em vários artigos científicos:

"Sobre o debate a respeito da busca e apreensão num apartamento do Senado: Apartamento funcional não tem foro privilegiado. CONSTITUIÇÃO FEDERAL - DOS DEPUTADOS E DOS SENADORES - Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal".

Se realmente valer o que está escrito na Constituição, vai dar em nada a reclamação que a Advocacia do Senado move no Supremo Tribunal Federal para pedir anulação de provas obtidas no apartamento funcional.

O Ministério Público Federal já deixou claro que não investiga Gleisi Hoffmann, esposa de Paulo Bernardo, moradores do apartamento devassado em Brasília.

Desembargador Abrão palestrando


Brexit

Confira a segunda edição desta sexta-feira: Brexit pode nos ferrar ainda mais?

Leia o artigo do Carlos Maurício Mantiqueira: God save the Brexit!



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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Junho de 2016.

Brexit pode nos ferrar ainda mais?


2a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O que vai ou pode sobrar para o Brasil com o Brexit? Quem melhor respondeu foi o rubro-negro e ex-Presidente do Banco Central do Brasil, o economista Carlos Geraldo Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas. A entrevista de Langoni ao jornal Valor Econômico representa um chute no saco no otimismo que o Presidento interino Michel Temer tenta vender ao mercado. A equipe econômica de Henrique Meirelles sabe que estamos diante da recessão mais brutal e da mais grave crise estrutural da História. O Brexit só vai ajudar a atrasar as soluções para o Brasil.

Langoni foi realista com o Brexit: "O timing não poderia  ser pior para o mundo e principalmente para o objetivo brasileiro de uma saída rápida do ciclo recessivo. Essa decisão vai tornar as coisas, que já eram difíceis, mais difíceis". O economista da FGV prevê alguns movimentos: Haverá fugas de capitais de economias emergentes que dependem de commodities e que estão convivendo com déficit em conta corrente elevados ou com desequilíbrios internos, o que é o caso brasileiro.

Carlos Langoni traça uma previsão sobre o Real: "O câmbio vinha com um viés de valorização que vai ser interrompido em função  dos desdobramentos da saída do Reino Unido do mercado comum. A tendência nos próximos meses é de que o real, que vinha se acomodando num patamar de R$ 3,50 ou até um pouco menos, sofra alguma correção de rota".

Os banqueiros e rentistas especuladores certamente adoraram o que Langoni classificou como ruim em função do efeito Brexit sobre o Real: "A valorização do real frente ao dólar e a melhoria da inflação poderia dar um espaço ao Banco Central para reduzir os juros internos já no terceiro ou quarto trimestre do ano. E essa possibilidade poderá ser postergada ou mesmo afastada".

Sob ponto de vista da geopolítica, Langoni antevê uma grande instabilidade internacional: "A saída do Reino Unido dá espaço a um bloco mais protecionista e menos liberal, com peso maior para países como França, Itália, Espanha e a própria Alemanha, que hoje é uma economia com um viés liberal. Essa é uma consequência muito importante para o Brasil e para os países que querem fazer um acordo com o bloco no futuro. Vai ficar mais  difícil com a saída do Reino Unido".

Langoni acrescenta: "A segunda consequência é o efeito cascata. Em 2017 vamos ter eleições em países-chaves como Alemanha, França e Holanda. É bem provável que o exemplo do Reino Unido seja imposto por partidos nacionalistas ou até ultranacionalistas com um viés populista. Isso pode, sim, aumentar as dúvidas com relação ao futuro do bloco".

O problema brasileiro fica muito mais grave do que muito bem aponta o companheiro flamenguista Langoni com a decisão popular para o Reino Unido deixar a União Europeia. O Brasil continua não levando a sério, com amplo debate democrático, as soluções para a brutal crise estrutural - que é mãe das outras crises: política, econômica e moral. Se o Brasil avança na vontade de combater a corrupção, permanece estagnado na hora de tomar decisões corretas de política-econômica. Seguimos reféns do improdutivo Capimunismo rentista, em que o Estado é uma máquina de moer quem trabalha e os vermes de uma zelite parasitária.

Uma maioria apertadinha de britânicos (apenas 52%) resolveu dizer não a um modelo supranacional, globalitário, rotulado pela tal União Europeia - que é uma mistura artificial e falsa de países. Os controladores ingleses da economia transnacional foram tão malandros que nunca aderiram ao Euro, embora fingissem fazer parte daquela zona (sem trocadilho).

Agora, permanecer na UE interessava aos objetivos de controle deles sobre o resto do continente. Sem entender direito como o globalitarismo funciona, mas percebendo que algo não ia bem, o dividido povo da Inglaterra jogou seu peso sobre a turma do País de Gales, Escócia e Irlanda, para votar em favor da "imaginária" soberania da ilha...

O mundo ainda vai assistir a situações inimagináveis muito em breve. prometem ser tensos os dois anos de complexas negociações para o Reino Unido deixar a União Europeia. E tudo pode ficar ainda mais "zoneado" dependendo do resultado da eleição presidencial de novembro, nos EUA, entre Hillary Clinton e Donald Trump.

Se os otários do Brasil não tomarem vergonha na cara, definindo um rumo para o nosso País, sofreremos, aqui na periferia, os piores efeitos da briga de cachorro grande lá nas metrópoles globalitárias. Volatilidades e dificuldades de crescimento global vão nos impactar, diretamente, mercados merdejantes como o nosso.

Como diria Joel Santana, o Brasil já está "exit" do jogo. Por isso, cabe indagar: Como de costume, vamos para o resignado "seja o que Deus quiser"? Ou, por um milagre, aproveitaremos a merda reinante para promover a inédita "Intervenção Cívica Constitucional" - única quimioterapia institucional que pode nos salvar?

Leia o artigo do Carlos Maurício Mantiqueira: God save the Brexit!

Releia a primeira edição desta sexta de São João: Entre Brexit e PTexit, bandidos tentam se salvar apostando na suprema judicialização da politicagem


Recado Joanino


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God save the Brexit!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Os que tentam implantar o poder global, chamado de Nova Ordem Mundial, sofreram a primeira grande derrota com a saída do Reino Unido da União Européia.

Ficou claro que o povo britânico é zeloso de sua soberania.

Todos os bilhões gastos com a propaganda do “remain” não foram capazes de iludir a maioria.

Sabiamente o Reino Unido não havia entrado na moeda única; o Euro.

Fica assim mais fácil a burocracia de sua retirada.

Jorros de vômitos de veneno serão derramados nos próximos tempos.

Punição exemplar? Não acredito. A ilha já sofreu, no passado, o bloqueio continental napoleônico e resistiu.

Não será agora que os efeminados euro-histéricos a farão voltar atrás.

A curto prazo talvez a economia sofra um pouco. Mas a médio e longo termos, a certeza de um combate a terroristas disfarçados de imigrantes “bonzinhos” elevará o fluxo de turismo e investimentos a um crescimento jamais visto.

Poderão ser feitos tratados de livre comércio.

Mas subordinação a leis e cortes européias, never more.

Que Boadiceia proteja o corajoso povo, ciente da batalha que se travava.

Nem Pax Romana, nem Pax Europae.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Entre Brexit e PTexit, bandidos tentam se salvar apostando na suprema judicialização da politicagem


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Viva São João! Sexta tsunâmica nos mercados, por conta da decisão do povo do Reino Unido de tirar seu time da Zona do Euro? O Brexit venceu apertadinho por 52% a 48% dos votos. Os rentistas tupiniquins já levantaram da cama em pânico, porque as bolsas caem no mundo todo. O Primeiro-ministro britânico David Cameron já avisou que deixa o cargo em outubro... A eleição presidencial nos EUA, marcada para 8 de novembro, com o risco Trump tirando o humor da Hillary, fará subir a tensão global. Especuladores vão ganhar muito dinheiro até lá com o nervosismo artificial gerado pelo noticiário.

Por aqui, seguimos com o PTexit - royalties para o Carlos Maurício Mantiqueira. A Dilma Rousseff deve ser saída definitivamente no mês de agosto. Enquanto isso, seguimos com a mais brutal crise econômica combinada com a mais confusa crise política, tudo em função da crise estrutural e de nossa permanente crise de imoralidade. No Brasil, só os políticos corruptos (perdão pela redundância) conseguem estar mais tensos que os especuladores financeiros - que sempre lucram na calma ou na tensão com o modelo Capimunista. O medo dos bandidos, no curtíssimo prazo, é dificultar as regras para a prisão deles.

Não foi por outro motivo que o presidente do Congresso Nacional, o Renan Calheiros (PMDB-AL) enrolado com o Judiciário, determinou que a Advocacia Geral do Senado ingresse junto ao Supremo Tribunal Federal com uma reclamação questionando  se um juiz de primeira instância pode autorizar a entrada e a revista na residência oficial da senadora Gleisi Hoffmann, onde também morava o marido dela, Paulo Bernardo - desde ontem preso preventivamente sob acusação de ter embolsado uns R$ 7 milhões em dinheiro desviado de empréstimos consignados para os esquemas mafiosos do PT.

O principal objetivo é anular as provas obtidas na busca e apreensão, além de trazer o processo para o foro privilegiado do STF. A turma do valente Renan Calheiros - que já ameaçou pedir o impeachment do Procurador Geral da República Rodrigo Janot - também entrará com uma reclamação junto ao Conselho Nacional de Justiça contra o juiz de primeira instância Paulo Bueno de Azevedo, que autorizou a ação e a prisão de Paulo Bernardo. Advogados do Senado querem uma punição "disciplinar" para o magistrado.
.
Adivinha quem pediu para Renan detonar a ação para proteger o casal Paulo e Gleisi? Ninguém menos que o primeiro vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC). Claro, o pedido dele encontrou acolhida no meio de tantos senadores que correm o risco concreto de sofrerem devassas judiciais, muito em breve, por causa da Lava Jato ou por outras falcatruas. Novamente, sempre que convém à politicagem, eles ajudam a promover o perigoso processo de "judicialização da política".

O Supremo Tribunal Federal, que julga até briga de vizinhos por causa de galinha roubada, tem mais um pepino para descascar. Providencialmente, a tendência é que o STF empurre decisões polêmicas com a barriga escondida pelo elegante poder da toga. O presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, já resolveu que, apenas no segundo semestre (de repente, só depois da solução final sobre o destino da Dilma) haverá uma decisão definitiva sobre a prisão imediata ou não do réu condenado em segunda instância judicial. A polêmica seria julgada ontem, mas ficará para depois...

O fato institucionalmente temerário, em meio à guerra de todos contra todos os poderes é: entre Brexit e PTexit, bandidos tentam se salvar apostando na suprema judicialização da politicagem. A aposta tem tudo para dar zebra para o lado dos corruptos. A sociedade brasileira está de saco cheio e, literalmente, pt da vida...

Releia a segunda edição de quinta-feira: Uma Quimioterapia para o Brasil


Polêmica nipônica


Problemas  político-matrimoniais


Campanha grátis

Do publicitario Ênio Mainardi, uma observação pertinentíssima:

"A maior e melhor campanha de propaganda do Bolsonaro está sendo feita pelos seus...inimigos. Eta gente inteligente!"

Laércio Laurelli palestrando


Candidato a Presidente ou a Eliot Ness?


Galerinha do desarmamento aloprou ao leer no NYT que Rodrigo Janot avisou que dorme com uma pistola com 14 tiros no pente...

Bem vindo ao clube, Paulinho


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Junho de 2016.

PTexit!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

THE
COW
WENT
TO THE
SWAMP!!

A britadeira britânica evitou que a barbárie se apossasse definitivamente de um dos últimos lugares civilizados.

Os que escravizaram o mundo sabem o que ser escravo. Mesmo após décadas de imbecilização das novas gerações, o sentimento atávico do medo de perder sua soberania, prevaleceu.

Que nos sirva de lição.

Tremam os traidores que tentaram criam um Kosovo em “reservas” indígenas.

Não somos nem amarelos, nem brancos, nem negros, nem peles vermelhas.

Somos todos brasileiros! GRAÇAS A DEUS !!!

Não haveria melhor presente no Dia de São João.

Os ladrões estão dançando ou indo para a fogueira do Judasciário...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Intervenção ou Guerra Civil pelo PT?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ney de Oliveira Waszak

Em janeiro escrevi o artigo, “”Intervenção? Ou Guerra Civil pelo pt?”, onde questionei o porquê do Legislativo ou Judiciário não decretarem intervenção.
Hoje, diante dos acontecimentos não podemos contar com o Legislativo, pois sua grande maioria foi corrompida, conforme podemos ratificar em várias gravações e em ações no STF (Supremo Tribunal Federal). A maioria dos congressistas está envolvida em corrupção e furto do erário, ou seja, não agem em favor do Brasil.

No Judiciário também é de nosso conhecimento que existem Ministros que receberam favores do apedeuta, alguns; foram funcionários e outros com ligações de amizades. Sem querer criar juízo, fica difícil acreditar nas isenções, principalmente quando alguns desses Ministros não se julgam impedidos em participar da corte, quando esta julga o amigo, ações que o envolvam ou aos seus asseclas.

Esse Judiciário, deveria retirar qualquer sigilo referente a acusações feitas aos políticos e inclusive publicar o nome dos ainda supostos bandidos. No caso quem deve ser preservado é o povo brasileiro e não os facínoras.
No dia, 22 de junho de 2016, assistimos o Deputado Jair Bolsonaro, não envolvido nas falcatruas desvendadas pelo processo chamado lava-jato, como a grande parte dos Congressistas, e de direita, ser declarado réu, por ter feito um pronunciamento contra uma deputada, que não merece que seja declarado seu nome. Faço algumas ponderações:

1. A referida deputada defendeu o bandido “champinha”, que vitimou o casal Felipe e Liana, ele foi morto à enxadadas e ela após uma semana, sendo estuprada, por cinco bandidos, foi decapitada. Há época, essa dita deputada processava o Digníssimo Dep Bolsonaro, por ele ter se indignado com as atitudes da defensora do ESTUPRADOR;

2. A referida deputada agrediu o Dep Bolsonaro, acusando-o de ESTUPRADOR, durante uma entrevista, concedida por ele;

3. O Lema “Não Mereço Ser Estuprada”, era utilizado pela referida deputada, o Bolsonaro somente o repetiu;

4. Se não me engano, em plenário, os Congressistas tem imunidade, e não há restrição. Vimos recentemente alguns, infelizmente congressistas, incitarem a prática crime de morte e subversão e não assisti o mesmo zelo pelo STF;

5. O Projeto de Lei-5398/2014, do Dep Jair Bolsonaro, visa aumentar a pena para os crimes de estupro e estupro de vulnerável, exige que o condenado por esses crimes conclua tratamento químico para inibição do desejo sexual como requisito para obtenção de livramento condicional e progressão de regime. O deputado já se manifestou contra o livramento condicional e a progressão de regime.

6. Minha pergunta. Este Deputado é favorável ao crime de estupro, ou sua declaração foi uma reprimenda a deputada que o agrediu?

7. Será que há algo de podre no reino da Dinamarca, ou STF?
Após o afastamento da presidente terrorista e corrupta, assume o governo o Senhor Temer, que para corrigir os rumos, deve tomar atitudes duras e responsáveis, mas infelizmente, para garantir maioria no Congresso, manteve o chamado presidencialismo de coalizão, que somente serve para troca de favores.

O Presidente Temer, em minha opinião, deveria nomear auxiliares de respeito, honestos e com conhecimento na área de atuação e não se aliar a nenhum político da gestão anterior ou sobre o qual paire alguma dúvida quanto ao seu procedimento. Para obter a votação favorável, para aprovação de leis necessárias, sugiro apresentar ao povo as razões, esclareça a realidade e diga que a não aprovação por parte dos políticos é a derrocada do País, e peça que o povo participe do convencimento aos políticos, para que atendam as necessidades do Brasil.

O uso da velha forma do “toma lá dá cá”, irá levá-lo ao descrédito.
A GUERRA CIVIL, já é uma certeza, somente não sabemos o momento de sua deflagração. Senhor Presidente, o senhor tem nas mãos a condição de impedir tal certeza, o Senhor poderá ser um Estadista ou mais um dos políticos preocupados com o bem pessoal e do seu grupo.

Na minha ignorância vejo ainda como saída uma ação do Judiciário decretando a intervenção, definindo um grupo de brasileiros responsáveis para que num período definido, governe o País e nesse período seja empossada uma Constituinte, conforme dito acima.

Faço este alerta, pois o expurgo dos maus políticos e uma nova formatação no processo político eleitoral e na condução dos Poderes será a forma de evitarmos uma guerra civil, pois qualquer paliativo político nos levará ao conflito, digo isto desde a promulgação da atual Constituição, naquele ato afirmei: “Demos o primeiro passo para uma guerra civil”.

Esta Constituinte deverá ter objetivos bem definidos, dentre os quais sugiro:
Nova estrutura política eleitoral, sem os chamados votos de legenda e com limitação na quantidade de partidos;

Não permitir que os Poderes Legislativo e Judiciário definam seu ganhos salariais e vantagens, pois tais ganhos serão os definidos iguais aos dos funcionários públicos, da mesma forma a definição do regime de trabalho;

Quem desejar se aprofundar nas sugestões, acesse o artigo “Federação, como?”, de 20 de janeiro de 2013, procure pelo título no nosso sítio.

Caso não haja esta atitude pelo Judiciário, nos cabe exigir das Forças Armadas (FFAA), o cumprimento de sua missão. Esta convocação deverá ser evidenciada pela população nas ruas gritando pela intervenção constitucional, como forma de nos recolocar no caminho de progresso.

Em minha opinião, para que não se chegue à GUERRA CIVIL, será necessária a intervenção, com a prisão dos pseudos democratas que propagam o comunismo, o bolivarianismo, usando a corrupção e a degradação do Estado para sua perpetuação no poder.

Deve a Instituição interventora explicar detalhadamente, através da mídia, aos brasileiros os fatos provocadores da intervenção. Deve também a autoridade interventora, ainda divulgar nas Escolas e Faculdades, com uma clara explanação, sem o famoso politicamente correto, e sim falando de forma objetiva, nominando os bandidos, que na realidade são TRAIDORES.
Apesar de algumas atitudes descabidas, por parte de alguns Ministros do STF, ainda mantenho confiança nesta Instituição, mas se suas atitudes mostrarem que dão às costas ao Brasil, não resta outra atitude do brasileiro, a não ser exigir ação das FFAA.

Lembro ainda que além do perigo gerado por políticos comunistas e bolivarianos, afirmo que a guerrilha armada já está instalada no País, principalmente na área amazônica, um de seus braços é a Liga dos Camponeses Pobres, uma organização radical de extrema esquerda usando a luta armada como estratégia para chegar ao poder. Esta Liga está instalada em Rondônia e controla a entrada em seu território.

Não quero nosso Brasil, igual à Cuba ou Venezuela


Ney de Oliveira Waszak é Coronel na reserva.

Veríssimo e a Lava Jato


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant'Ana

Na crônica intitulada "Impaciência" (Estadão de 19/06/16) Luis Fernando Veríssimo - não sei se com malícia ou não - traz uma eficaz armadilha para capturar a consciência dos ingênuos. Veja-se o ardil.

Ele começa evocando o cinema americano, lembrando as artificiais cenas de pancadaria que iludem a percepção dos expectadores. A alusão produz imagens mentais, estratagema útil para ativar, no leitor, a "percepção estética", que é uma das formas de enxergar o mundo - ao lado da percepção empírica, filosófica, científica, etc. (A "percepção estética", aliás, é a que prevalece em adolescentes e artistas; embora imprescindível, longe está de ser a mais importante.) Delimitado esse território para os movimentos da reflexão do leitor, ele passa a um paralelo: coloca de um lado, a "justiça" exibida nos filmes americanos (de soluções rápidas, como gostariam todos os indignados, mas tão ilusória quanto as cenas de pancadaria); de outro, a "justiça" brasileira, tida por morosa e desigual. "Mas a expectativa mais irreal que o cinema americano nos legou foi a da justiça rápida", diz ele.

E ainda faz algumas ponderações elegantes, o que enseja ao leitor desavisado tomá-lo por isento: "A impaciência com a morosidade da Justiça é compreensível mas nem sempre é cabível. A demora não é uma peculiaridade brasileira, e é antiga."

Depois, deixa mais claro a que vem: "(...) as idas e vindas de um processo judicial existem para prevenir o erro, proteger do arbítrio e garantir os direitos de todos até o último recurso (...) a Justiça americana, além de também não ser de cinema, peca tanto pela ausência de instâncias e trâmites quanto a nossa pelo excesso. Com o agravante que lá erros judiciais muitas vezes não recorridos podem resultar em sentenças de morte." É verdade. Mas a sua omissão de algumas pertinentes ressalvas deixa o argumento incompleto, impreciso e adaptável a qualquer causa. E aqui vai uma pista: a turma do Veríssimo só resolveu valorizar a complexidade processual (muitos recursos!) depois da recente decisão do STF que autoriza cumprimento de pena já a partir da condenação em segundo grau, levando os "companheiros " condenados na Lava Jato a perder a possibilidade de enrolar indefinidamente o judiciário.

Veríssimo critica o que chama de "sistema judicial esclerosado", mas pondera - quem quiser que o tome por imparcial - que as "delongas", causadoras de impaciência, "são o que nos protege de uma Justiça, digamos, cinematográfica demais [de respostas rápidas]."

E na preparação do seu "gran finale", o veneno vem de carona, à semelhança daqueles alimentos apetitosos sobre os quais, uma vez que decidimos comer, é melhor não pensar - gordura trans, sódio, muito açúcar branco e farinha refinada... Ele oferece uma ilação bem ao gosto do leitor médio, adicionando a gordurinha que vai obstruir as artérias do pensamento: "Talvez a impaciência com a demora do processo judicial no Brasil tenha se agravado com o novo protagonismo do Supremo, instigado a se agilizar para acompanhar o açodamento da Lava Jato e da Polícia Federal, e não perder sua relevância no vertiginoso jogo político brasileiro."

Belo truque. Na literalidade do texto, o "açodamento da Lava Jato e da Polícia Federal" tem status de ideia acessória, enquanto a ideia principal é o "agravamento da impaciência com a demora do processo judicial". Mas é principal só na literalidade, porque o que interessa mesmo ao propósito da crônica é o acessório, isto é, que o leitor fixe , residualmente, a imagem de uma Polícia Federal (e toda a Lava Jato) "açodada" e disposta a atropelar a lei para ficar mais cinematográfica. O cérebro do leitor, concentrado no principal, não critica o acessório, que vai grudando nos vasos da consciência.

Agora, em que se baseia Luis Fernando Veríssimo para acusar a Polícia Federal e a Força-Tarefa da Lava Jato de açodamento? ele não explicita os pressupostos. Áh, mas é só uma crônica! Sim, um bom subterfúgio para difundir sem responsabilidade uma ideia. É o colesterol que vai esclerosar o discernimento do leitor ingênuo. Há outros resíduos ideológicos dos quais não me ocuparei.

No fim ele escancara: "Já temos o nosso justiceiro galã, o Moro, falta americanizar o resto." É o clímax. Eis um "argumento de erosão: ele não faz ataque frontal a Sergio Moro, o que poderia suscitar reação de quem tem um conceito bom do juiz. Mas se refere a Moro com expressões que o depreciam e o equiparam a personagem de um filme barato, encobrindo-o numa pátina de vulgaridade, erodindo a imagem que dele projeta na tela mental do leitor. Ora, chamar moro de "justiceiro" é reduzir a sua importância como magistrado. Chamá-lo de "galã" é introduzir, driblando a vigilância crítica do leitor médio, um estigma de vulgaridade na imagem do juiz. O que pretende Luis Fernando Veríssimo, quando insinua que a alta produção da Lava Jato iguala nossa justiça à caricata irresponsabilidade forense dos filmes americanos?

Ele está por completar 80 anos, motivo para ter-lhe respeito. E não quero me sentir minimamente parecido àqueles cretinos de esquerda que atacam com virulência o octogenário Ferreira Gullar, apenas porque o poeta (ex comunista) teve a grandeza, a honestidade intelectual, teve independência de caráter para fazer uma autocrítica e romper com a dogmática do socialismo. Assim, não vou adjetivar o cronista. Limito-me a lamentar que ele sirva a um projeto partidário que ataca a democracia.

E o faz, desta vez, erodindo a imagem de Moro e da Lava Jato.


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Bolsonaro e Trump


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ipojuca Pontes

Duas zebras políticas assombram  esquerdistas de todos os quadrantes - desde falsos cientistas políticos passando por diplomatas ociosos,  russófilos acanalhados, figuras tidas como “notáveis”, cretinos da fauna acadêmica, palpiteiros auto-intitulados “progressistas”, até ativistas digitais bem remunerados e – mais uma vez – a tropa de choque atuante no seio da mídia amestrada. As zebras que vêm levando essa gente ao pânico, mais do que isto, ao desespero paranóico, são, de forma crescente, Jair Bolsonaro e Donald Trump – os dois, respectivamente, candidatos à Presidência do Brasil e a dos Estados Unidos.
    
Na América, desde que anunciou sua candidatura pelo Partido Republicano, Trump sofre campanha sistemática de jornais tendenciosos, à esquerda, como, por exemplo, os falidos New York Times e Washington Post – tudo, de resto, sem maiores consequências pois, na prática, na medida em que recebe ataques infamantes da mídia amestrada (sempre a serviço das teses dissolutas da ONU imperial), cresce a adesão dos norte-americanos pelo candidato conservador, infenso às habituais manipulações dos jornalões esquerdistas.
    
(A própria resistência da cúpula republicana, constituída por políticos profissionais e da qual Trump recebia oposição, curvou-se sem apelo diante da vontade inelutável do candidato, confirmada por mais de 1.237 delegados que abriram caminho para sua ascensão à Casa Branca. Um militante do Washington Post, stalinista enrustido tipo Arnaldo Jabor, teve de engolir aos pedaços artigo de jornal em que garantia a derrota do magnata nas primárias do Partido Republicano).
    
Donald Trump não surgiu de graça na vida americana. Nem ficou famoso só porque ganhou status de celebridade num programa televisivo da NBC ou ainda por força do noticiário sensacionalista em torno dos seus casamentos com modelos de renome e beleza. Antes pelo contrário – ele tornou-se personalidade global durante os anos 1970, quando revolucionou o mercado imobiliário dos Estados Unidos, investiu forte na indústria do entretenimento e publicou vários livros ensinando às pessoas a arte de negociar e, óbvio, ganhar dinheiro.
  
O que, no entanto, fez de Donald Tramp um candidato praticamente imbatível, numa América destruída, materializa-se hoje na crescente confiança formada no eleitorado de que ele representa a viabilidade de uma liderança política comprometida com a ordem, a segurança, a competência e o valor individual - exatamente o inverso do encenado pelo impostor Barack Obama, eterno  locutor de teleprompter, figura de passado nebuloso, filho bastardo de um incerto Frank Marshall Davis (tido pelos comparsas como comunista de fancaria).
    
Detalhe importante: numa América plenamente restaurada seria factível julgar – e condenar – Obama por crime de alta traição. Até agora suspeito de ter nascido no Quênia, este mulçumano enrustido abriu as portas do mundo para o terrorismo islâmico obcecado pelo projeto de um  califado universal, tornou a Líbia um charco de sangue, elevando, depois, criminosamente, os irmãos Castro à categoria de “agentes do diálogo democrático”, mesmo quando os dois confessos tiranos, desmentindo-o, esfregaram na cara do mundo que jamais mudariam o regime ditatorial da Ilha Cárcere.
   
Por sua vez, em âmbito interno, sob o jugo do finório Obama, os Estados Unidos padecem, entre outras mazelas, com as persistentes taxas de desemprego, a violência, o medo coletivo e a insegurança ampliadas pelo livre trânsito do  terror mulçumano (para não mencionar o narcotráfico correndo solto pelas fronteiras do México e o  tráfico indiscriminado de centenas de pessoas que procuram diariamente cruzar as fronteiras da Califórnia pelas mãos criminosas de coiotes que vendem aos latinos um Sonho Americano que não mais existe).   
    
Donald Trump é um conservador que pretende restaurar para os americanos o conceito de Nação, perdido na caudal do “politicamente correto”, sinônimo da liberação da droga, da descriminalização do aborto, da pedofilia, do controle de armas, da permissividade gay, da avalanche imigratória e do multiculturalismo que aspira liquidar com os princípios da civilização ocidental e cristã e os conceitos de Deus, pátria e família. Tudo isto para impor um mundo plasmado no ódio, no terror e na esculhambação geral. 
    
Pensei em falar de Jair Bolsonaro, Deputado Federal mais votado do Rio Janeiro e candidato à Presidência do País, mas acabou o espaço. Volto em seguida. 


Ipojuca Pontes é Jornalista, Escritor, autor teatral e cineasta.

Kruschev e sua necrofagia política


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

​Kruschev e sua necrofagia política são os culpados pelo pesadelo do novo Holocausto, executado por um profundamente anti-semita Irã, armado com bombas nucleares, e uma perigosa Coréia do Norte. Kruschev gostava de se mostrar como um camponês, mas isso era uma coisa enganadora. Em todos os lugares do mundo, camponeses têm senso de propriedade.

Kruschev não tinha. Ele amadureceu politicamente num período no qual os comunistas soviéticos estavam inclinados a erradicar a propriedade privada, e ele desenvolveu uma natureza sobretudo destrutiva. Kruschev derrubou estátuas de Stalin, abalou a imagem da União Soviética como paraíso dos trabalhadores, destruiu a reputação de Pio XII, demoliu a unidade comunista internacional, reviveu o anti-semitismo e gerou o atual terrorismo, tudo isso sem construir nada que preenchesse o vácuo criado. Kruschev também pôs abaixo a política de Stalin de não proliferação de armas nucleares.

Conforme Igor Kurchatov, um Oficial de Inteligência que chefiara o equivalente soviético do Projeto Manhattan, Stalin era uma espécie de Gepeto, o carpinteiro italiano que esculpiu um pedaço de madeira que podia sorrir e chorar como uma criança. O Pinóquio de Stalin foi a sua primeira bomba nuclear. Ele a batizou de “Iosif-1”.No dia 29 de setembro de 1949, quando Beriya telefonou para ele do campo de testes do Cazaquistão para dizer que “Iosif-1” tinha produzido a mesma devastadora nuvem em forma de cogumelo que o “Homem Gordo” americano, Stalin chegava ao topo do mundo.

“Naquele dia, Stalin jurou guardar o poder nuclear consigo”, teria dito Frédéric Joliot-Curie, em agosto de 1955, na Conferência de Genebra sobre o Uso Pacífico da Energia Nuclear, realizada pela ONU. O físico nuclear e famoso comunista francês estava com Stalin, no escritório deste, quando Beriya ligou do local do teste. 

Tudo mudou depois que Stalin morreu. Depois de matar os líderes da polícia política da União Soviética e os seus potenciais rivais, Kruschev precisava de um impulso positivo e, assim, decidiu consertar o rompimento não declarado de Stalin com a China, por meio de algo estrondoso. No começo de 1955, ele aprovou o pedido de Mao para ajudar o seu país a produzir armas nucleares. Isso, junto com a necrofagia política de Kruschev, abriu uma Caixa de Pandora.

Em abril de 1955, Kruschev elaborou uma iniciativa conjunta para ajudar a China a produzir armas nucleares. O KGB, que tinha – e ainda tem, como FSB, na sua encarnação atual – custódia de todas as armas nucleares da União Soviética, coordenou a operação. Os especialistas patrocinados pelo KGB começaram, então, a construir os fundamentos da nova indústria militar nuclear da China, que era expressamente planejada para ter por alvo “o sionismo americano”.

Cinco anos depois, contudo, as relações entre Kruschev e Mao-Tsetung começaram a azedar. O líder chinês foi ficando crescentemente insatisfeito com a “desestalinização” realizada por Kruschev e entendeu literalmente a sua política de coexistência pacífica com o Ocidente. Ele rotulou Kruschev de “brando com o imperialismo” e o acusou de abandonar os princípios comunistas.

Em conversas com lideranças comunistas da Romênia, o Primeiro-Ministro de Mao, Chou en-Lai, confidenciou que Mao se cansara de Kruschev e começara a demonstrar abertamente o seu descontentamento. Chou em-Lai, falando um francês fluente, descreveu para seus anfitriões romenos como Mao “fumava como uma locomotiva” durante suas reuniões com Kruschev, apesar de saber da aversão do líder soviético a cigarros. Pior ainda, durante uma reunião, em Pequim, em 1958, Mao, que era nadador olímpico, levou seu convidado para uma piscina, embora sabendo que Kruschev não sabia nadar. Foi hilário, disse Chou em-Lai, ver Kruschev se sacudindo de um lado para outro numa bóia, enquanto Mao nadava como um peixe.

Quando Kruschev foi ao Terceiro Congresso do Partido dos Trabalhadores da Romênia, em Bucareste, em junho de 1960, ele atacou publicamente Mao-Tsetung, e recebeu, por sua vez, uma vigorosa resposta do chefe da delegação chinesa.

Poucas semanas depois desse Terceiro Congresso, o bloco soviético teve uma amostra da necrologia política de Kruschev e da sua tendência destrutiva de fazer com que cada decisão sua criasse problemas. Kruschev repentinamente retirou todos os conselheiros soviéticos da China e deu fim a todos os projetos conjuntos. De acordo com os chineses, Moscou retirou 1.390 especialistas, rompeu 343 contratos e descartou 257 projetos de cooperação no curso de poucas semanas.

O projeto conjunto de arma nuclear estava entre eles, mas a essa altura os chineses já sabiam o suficiente para continuar por contra própria. Dados fornecidos por várias agências de Inteligência norte-americanas atestam que, em meados dos anos 1980, a China estava produzindo pelo menos 400 quilos de plutônio 239 por ano. A capacidade exata do Poder estratégico chinês ainda é relativamente desconhecida – ao menos fora dos EUA -, mas em 1996 o número de ogivas era estimado em 2.500, com mais 140 a 150 sendo produzidas anualmente.

Kruschev não sobreviveu aos seus próprios esforços de proliferação nuclear. No entanto, ele de fato, deu a partida na produção dos “Iosif-1” de Stalin na Coréia do Norte e gerou o Irã nuclear de Ahmadinejad.
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O texto acima é o resumo de um dos capítulos do livro “Desinformação”, escrito pelo Tenente-General Ion Mihai Pacepa – foi chefe do Serviço de Espionagem do regime comunista da Romênia. Desertou para os EUA em julho de 1978, onde passou a escrever seus livros, narrando importantes atividades do órgão por ele chefiado, e que influenciaram diretamente alguns momentos históricos do Século XX -, e pelo professor Ronald J. Rychlak - advogado, jurista, professor de Direito Constitucional na Universidade de Mississipi, consultor permanente da Santa Sé na ONU, e autor de diversos livros -. O livro foi editado no Brasil em novembro de 2015 pela editora CEDET.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.