segunda-feira, 27 de maio de 2019

Ouçam a Voz Vencedora das Ruas



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Domingo consagrador o 26 de maio de 2019... I) Praticamente sem pneus no final, Lewis Hamilton venceu de ponta a ponta o Grande Prêmio de Mônaco de Formula 1. II) O Flamengo jogou pessimamente, mas conseguiu o milagre de vencer, de virada, o Athletico Paranaense, no Maracanã. III) O povo nas ruas consagrou a firme vontade por reformas estruturantes defendidas pelo Presidente Jair Bolsonaro. Enfim, sic transit Gloria mundi...

Tudo é transitório... Inclusive e principalmente o Governo... Mas as Mídias Sociais têm poder... Se o Centrão e o regime do Crime Institucionalizado não entenderam o recado de ontem em 156 cidades... A Voz vencedora das ruas falou mais alto, em claro e bom som... O recado foi direto para políticos, corruptos e sabotadores das mudanças... A bandidagem achava que estava bem na fita... As pessoas se sentiram agredidas pelo Mecanismo e deram o troco... O jogo é jogado...

O Presidente Bolsonaro tem a obrigação moral de tirar pleno proveito da confirmação de confiança que o eleitorado tinha lhe dado em 2018. Perdeu feio quem apostava que Bolsonaro estava desgastado, apesar dos erros que cometera e da covarde sabotagem que sofre dos organizados bandidos. Aliás, o mais importante, antes mesmo de espetacular resultado das manifestações, foi o recibo de medo, pavor, passado pelos canalhas do Mecanismo.

Agora, o Presidente Bolsonaro precisa retribuir o apoio popular, principalmente implantando uma correta Estratégia de Comunicação, para tirar proveito de sua espontaneidade, sinceridade e bom humor. O Presidente tem de parar de amadorismo e deixar clara sua Agenda Positiva.  Seu dever é fugir de polêmicas inúteis que a extrema mídia tão bem explora.

Por fim, o Alerta Total repete a pergunta que não quer calar: Será que todos entenderem a real expressão e o verdadeiro significado político da manifestação suave de ontem? A provocação vale para o Centrão, DEM, Rodrigo Maia, Onyx Lorenzoni, os ministros do Supremo, a oposição perdida e alguns sabotadores ocultos dentro do condomínio do governo de transição do Bolsonaro.

Prioridades máximas do Presidente: A estrutura criminosa tem de ser derrubada e neutralizada. A economia precisa retomar o crescimento, com reformas estruturantes: A Tributária, a Previdenciária e a Consolidação Legal acompanhada da desburocratização. Tudo para tirar o vampiro estatal do pescoço das pessoas. Só com Crime bem combatido e Economia melhorando a pauta conservadora vai decolar.

Aí é partir para duas mudanças essenciais: a Política (com voto distrital, fim do voto obrigatório e possibilidade de candidaturas independentes dos partidos). E a Constitucional, após exaustivo debate e formulação básica de uma proposta de Nova Carta Magna. A Lei Maior deve ser enxuta e autoregulável ao máximo, dispensando supremas interpretações e emendas oportunistas. Precisa ser consolidada e votada por um Congresso Constituinte Exclusivo.

Cumpridas essas missões básicas de transição, estabelecendo a Democracia (Segurança do Direito), aí Bolsonaro pode falar e fazer o que quiser... Estarão criadas as bases para a formulação do inédito Projeto Estratégico de Nação que vai pautar o Desenvolvimento do Brasil.

Resumindo: Gerenciar transição é tão complexo quanto governar bem... Vamos considerar que foi uma espécie de “estágio probatório” o primeiro semestre dos oito de governo... A partir de agora, acaba a margem para erros estratégicos.

É hora de ACERTAR, Bolsonaro... Fazer o Brasil andar, a partir do segundo semestre. Sem parar...

Como diria o lendário Capitão Nascimento, Missão dada...

Releia o artigo de ontem: Ao atento leitor FHC, "a voz rouca das ruas"



 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Maio de 2019.

Os Sem “Articulação”



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

As manifestações em todo o país do dia 26 último, deixaram evidentes várias coisas:

O povo brasileiro “acordou”. A imprensa vendida tem seus dias contados. Agora estamos na Era das Redes Sociais.

O senhor Presidente da República está no auge de seu prestígio.
Não pode errar mais.

Imploramos que ignore as provocações dos “Sem Articulação”(propina).

Com a crise de abstinência, a porcada faminta se enfurecerá cada vez mais.
Armadilhas atrás de armadilhas virão.

Muito embora relute em convocar a Intervenção Constitucional Democrática, nosso querido Mito será levado a tanto.

Dizem os cínicos que a parte mais sensível do ser humano é o bolso.
NÃO É VERDADE!
Pessoas de bem protegem em primeiro lugar o AMOR.
O amor a Deus; o amor a Pátria; o amor a Verdade.

A família vem logo em seguida.

Imagine senhor Presidente, o desespero dos milhões de desempregados que já perderam quase tudo.

Ver a existência da Bolsa Crack, da Bolsa Presidiário, dos banquetes à base de lagostas e vinhos premiados, rouba-lhes qualquer réstia de esperança que ainda pudesse ter sobrado.

Na undécima hora a Divina Providência não nos faltará.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Governar é muito complicado



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maria Lúcia Victor Barbosa

As mudanças contidas nas espirais do tempo apresentam variados aspectos que espelham o tipo de sociedade e o momento histórico em que se inserem, mas a essência do poder com seus embates, ganâncias, vaidades, violências, traições, invejas é sempre o mesmo. Para entender melhor o que afirmo, convido aos possíveis leitores a uma volta ao passado, onde estão as chaves da compreensão do presente.

A Constituição de 1824 incluiu, além dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o poder Moderador, que na verdade transformava D. Pedro I em árbitro supremo dos demais poderes, sem nenhuma dependência dos mesmos, o que não impedia que persistisse o clima de empreguismo e de caça a títulos que sempre fascinaram portugueses e brasileiros.

Entretanto, nem o poder Moderador tornaria D. Pedro I imune ao fenômeno latente na América Latina: a ingovernabilidade. Isto porque, na medida em que os maiores beneficiários dos altos cargos eram portugueses, a corrente liberal dos brasileiros passou a minar a autoridade do imperador, retirando-lhe aos poucos o apoio dos senhores territoriais. A crise chegou ao auge quando ascendeu o chamado “Gabinete dos Medalhões”, acusado pelos liberais de ideologia absolutista e de “portuguesismo”. A palavra de ordem foi então obrigar D. Pedro I a reintegrar o gabinete anterior. Como ele se recusou, partiu-se para uma solução pretorianista: foi pedida a intervenção do brigadeiro Francisco de Lima e Silva, que na verdade usou a diplomacia e não a força.

Tudo terminou como se sabe e aqui não se pretende entrar nos detalhes da abdicação. O fato é que na madrugada de 7 de abril de 1831, ao imperador que proclamara a independência do Brasil e que governara amparado pelo poder Moderador, o grito de “independência ou morte” deve ter parecido uma reminiscência perdida no tempo, a reboar muito longe, sem ressonância junto ao povo, sem força diante dos novos detentores do poder. D. Pedro aprendeu que no Brasil governar é muito complicado.

Outros casos aconteceram a demonstrar a mesma coisa, mas voltemos ao momento atual. Ficou claro na recente eleição presidencial que a expressiva vitória do candidato Jair Messias Bolsonaro, que alcançou quase 58 milhões de votos, se deveu entre outros fatores ao cansaço cívico gerado pela cleptocracia  petista que reinou por quase 14 anos e que, inclusive, levou o país à recessão. Amparado por um pequeno partido, sem recursos financeiros, praticamente sem tempo de televisão, o candidato Bolsonaro se fortaleceu também com um discurso voltado para valores que a esquerda destroçara.

Forças políticas desesperadas por antever perda de poder chegaram a tentar seu assassinato. Institutos de pesquisas erraram fragorosamente e decretaram que era impossível tal candidato ganhar. Mas o sistema não conseguiu evitar sua vitória, que veio através do que chamei de quinto poder, ou seja, das mídias sociais, sendo que uma de suas promessas de campanha foi não compactuar com o toma-lá-dá-cá, prática tão tradicional no Legislativo e que ficou muito evidenciada pelo mensalão instituído no governo de Lula da Silva, atualmente como presidiário.

Ao tomar posse o presidente Bolsonaro foi torpedeado por tudo que dissesse e fizesse, ridicularizado, desrespeitado. Na verdade, seu começo de mandato foi confuso e a origem disso foram influências externa e internas indevidas.

Além disso o Congresso, não como instituição em si que com os demais poderes compõe o tripé da democracia, mas com suas facções que não admitem perder privilégios e benefícios pessoais, engessaram o Executivo. De lá e de parte da mídia ressoam a palavra impeachment, apesar do governo não ter chegado a cinco meses. Dos seus alicerces fumegantes o PT e demais partidos de esquerda ou não, tramam a queda do presidente.

No momento se fala em parlamentarismo branco. De fato, amordaçado pelo Congresso, o presidente tem sofrido muitas derrotas no Legislativo que resolveu comandar a revelia do Executivo. É verdade que Bolsonaro conseguiu vencer através da recente aprovação da reforma administrativa, mas à custa da derrota do ministro Sérgio Moro que perdeu a Coaf para outro ministério.  Aliás, sua luta contra a violência, o crime organizado, a injustiça, tão vitoriosa enquanto foi juiz sucumbe agora no Congresso e pela interferência de outras instituições como a OAB, o que confirma que no Brasil o crime compensa.

Estamos numa encruzilhada perigosa e precisamos ser sustentados palas forças realmente democráticas e equilibradas que existem dentro do governo. Como disse Joaquim Nabuco: “A fatalidade das revoluções é que sem os exaltados não é possível fazê-las e com eles é impossível governar”. De todo modo, o presidente Bolsonaro está aprendendo rápido que governar é muito complicado.

Maria Lucia Victor Barbosa é Socióloga - mlucia@sercomtel.com.br

Capitão, o posto diferenciado do Presidente



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

No meu último artigo publicado no "Alerta Total", intitulado "A Esperança, a Desilusão e o Compromisso", fui criticado por um cidadão nos seguintes termos: -"Os milicos perdem o pelo mas não perdem o vício. Na hora de nomear o Presidente da República e Comandante em Chefe, referem-se ao "Capitão". O despeito fica evidente e muito mal disfarçado.". Ao que repliquei, alto e bom som: - "Seu fulano, para falar sobre "militâncias de milicos" o senhor precisava ser um soldado. Para seu conhecimento, saiba que o posto de CAPITÃO no Exército, para muitos, inclusive para mim, é considerado o mais significativo, o mais bonito, o mais empolgante.

Quem já teve o privilégio de comandar companhias de fuzileiros, como eu, sabe muito bem do que estou falando. Portanto, guarde a sua ignorância para si próprio e não "dê pitaco" sem conhecimento de causa." Não declino o nome do dito cujo: primeiro, porque teve a coragem de fazê-lo, ele mesmo; segundo, porque devo agradecer a oportunidade que me deu para discorrer sobre o posto que, na minha opinião, é "o mais bonito do nosso Exército".

Comecei a imaginá-lo neste patamar, muito por influência de meu pai, que sempre assim se referia ao grau intermediário da hierarquia militar. Imaginem então a impressão que me causou o seu relato sobre o Capitão Everaldo, comandante de uma companhia de fuzileiros do então 1 RI-Regimento Sampaio na FEB que, quando sob fogo, não procurava abrigo com receio de causar má impressão aos subordinados. Mas as razões para tal destaque na hierarquia são inúmeras na medida em que, neste posto, o militar vocacionado, ainda jovem, sem perder a voluntariedade do subalterno "sangue novo", acrescenta o discernimento do amadurecido oficial intermediário, a partir de então, responsável não só pelo desempenho operacional de uma companhia, mas já com encargos no mister administrativo pertinente ao de uma subunidade.

A partir daí, de sua competência profissional, além da performance na instrução, vai depender também o bem estar de quatro pelotões. Seu escalão de comando, além de soldados e graduados, já envolve o enquadramento de oficiais subalternos, muito mais observadores e críticos no respeitante às virtudes militares de seu comandante imediato. E os exemplos de capitães, verdadeiros líderes vocacionados, não faltaram em nossas carreiras. Os meus, devo lembrá-los pelo nome de guerra, posto que minha memória, aos "71"anos, infelizmente, me impede de chamá-los a todos pelo nome completo, sob pena de cometer um deslize sem retorno.

Em assim sendo, saúdo, com admiração e respeito: o Capitão Flávio, meu comandante de companhia na EPCEX, exigente mas, sobretudo, paternal no trato com seus alunos; o Capitão Negrão, meu comandante de subunidade na AMAN, sempre conselheiro e amigo de seus cadetes; os Capitães Murillo, Fornari e Escalante, não me comandaram diretamente mas os admirava à distância pelo que representavam para seus cadetes de infantaria (Murillo) e do segundo ano básico (Fornari e Escalante); Capitães Menezes e Lemos, meus comandantes na companhia operacional/CIA OP do 17 RI, o primeiro, que liderava nos moldes do General Osório, e o segundo, que o fazia no espelho do Duque.

Quanto ao meu tempo no posto, só tenho saudades. Assim como muitos companheiros, comandei sempre companhias de fuzileiros; fui S/2, S/3, instrutor-chefe de CFS e de NPOR. Nestas funções, como tantos companheiros, me realizei profissionalmente, tendo muito orgulho de tê-las no meu currículo.

Portanto, ao senhor que me criticou, devo dizer que "seu tiro saiu pela culatra", mas serviu, sim, de grande valia, para enaltecer o Capitão da "poderosa" arma de artilharia, hoje guindado pelo voto do povo à chefia da Nação e ao Comando Supremo de nossas FFAA.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior, na reserva. AMAN 1969.

Um Choque de Realidade



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Os animais que nas estepes africanas servem de alimento aos predadores, por instinto sabem, que posicionar-se no meio do grupo, aumenta muito sua chance de sobrevivência. Os que se afastam, são mais facilmente abatidos

A manada de políticos criada nas últimas décadas, desenvolveu essa arte ao extremo.

Procriaram como ratas e se defendem em bando.

Dessa forma: Congresso, Senado, STF, TCU, conseguem brecar toda e qualquer tentativa de endireitar o país, com a lenga-lenga de que é preciso mais diálogo com o executivo.

A palavra endireitar exprime bem o que deve ser feito, direita volver, parar de andar para esquerda, para trás.

Nos últimos trinta e três anos, os governos aqui do Merdel, (contrário de Vergel), conseguiram com o “politicamente correto” dividir nosso povo entre: brancos e negros, gays e héteros, carnívoros e veganos, e um bando de besteiras mais. 

Abraham Lincoln em 1858, em seu discurso da “Casa Dividida” proferido em Springfield, alertava do perigo da desunião causada pelas brigas entre escravocratas e libertários, citando o novo testamento: Mateus 12:25
“Todo reino dividido contra si mesmo é devastado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma, não subsistira”.

A intenção era boa, mas Lincoln somente conseguiu seu intento depois de uma guerra, em que morreram mais norte-americanos do viriam a morrer na Segunda Guerra Mundial.

Aqui, a princesa Isabel de uma “penada” só, (a caneta Bic ainda não existia) resolveu a situação; e na revolução de 1964 para nos livrar de virar uma Cuba Continental, o Exército Brasileiro cumpriu seu dever sem derramar sangue.

Em terras de Pindorama tudo é diferente, nossa luta está sendo adiada em discussões fúteis e mata burros criados pelos políticos, que não querem perder suas benesses.

A hora é de união, de defender quem quer pôr um fim na farra.

Às vezes, a solução de um problema crônico aparentemente insolúvel, é um simples choque de realidade (não o que propôs a Janaína Paschoal, sim algo mais definitivo).

Como a moça, que cansada de discutir a relação com o namorado “pentelho” às 3:50h da manhã, o olha nos olhos e exclama com convicção: - Junte suas coisas, saia já dessa cama e desapareça de minha vida!

Espero que o leitor concorde comigo, existem situações em que meias palavras não são adequadas, é pura perda de tempo.

É como discutir a culpa do “muar de São Bernardo” com um petista, mesmo depois das inúmeras provas reunidas contra ele.
Tente dobrar um pedaço de papel oito vezes, é o mesmo, você não vai conseguir (se duvida tente).

Nossas instituições estão precisando um choque de realidade desse naipe, os malandros não vão largar o osso sem luta. Estão mal-acostumados.
Nesse domingo vinte e seis de maio de 2019, a parcela consciente da população, expressou nas ruas seu desejo de justiça e de poder criar seus filhos em paz, por todo território nacional, defendendo o futuro da nação como um todo para todos, mesmo que isso signifique lutar com todas as armas pelos seus direitos.

Coaf com Sergio Moro!
Fim do foro privilegiado!
Reformas necessárias sem chicana!

Democracia nada mais é que a segurança do direito.

A grande mídia militante, como sempre, restou importância aos fatos, mas as redes sociais estão enchendo o espaço virtual de esperança.

Senhor presidente, esta não pode ser uma república de ladrões, dê a ordem, mostre que um filho desta terra não foge à luta.

O povo fez sua parte, senhores das Forças Armadas, façam a sua!

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Os Predadores da Previdência: Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer... E Bolsonaro?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

A extrema dificuldade de se encontrar onde está a verdade no projeto de reforma da previdência proposta pelo Governo Bolsonaro, em conturbada tramitação no Poder Legislativo, decorre do fato de que TODOS OS LADOS envolvidos nessa reforma, tanto da “situação”, quanto da “oposição”, têm o respectivo “rabo preso”, e  efetiva  participação no caos previdenciário que se instalou no país e efetivamente está forçando uma  profunda  reforma, com muita urgência, mas não necessariamente a partir das propostas que estão sendo cogitadas e  debatidas pelos políticos.                                                                                               

“Puxam a fila” dos culpados pelo colapso previdenciário, entre os partidos políticos, o MDB, o  PSDB, o PT, e o PSL, que emprestaram as suas siglas para as eleições dos respectivos presidentes da república, bem como todos os outros partidos e “partidecos” que formaram as suas bases de apoio, responsáveis  por toda essa caótica situação, evidentemente com a total   cobertura que  tiveram (exceto Bolsonaro) do Poder Legislativo  da  época, que  aprovaram as referidas  “emendas constitucionais”.

Na Presidência da República, uns são culpados por AÇÃO. Outros por OMISSÃO. No primeiro caso (culpa por ação), se enquadram os Presidentes Itamar Franco, Dilma Rousseff e Michel Temer. E por “omissão”, a culpa vai recair sobre Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva e também Jair Bolsonaro. Alguma surpresa?

É evidente que o colapso que atingiu a previdência social tem diversas causas, que devem ser urgentemente enfrentadas. Dentre elas, destacam-se o fato de  que “muitos ganham pouco e poucos ganham muito”; o privilégio dado aos aposentados do Serviço Público não incluídos no RGPS (INSS); e a aposentadoria de muita gente ganhando além do “teto constitucional”, hoje equivalente a cerca de 37 mil reais mensais, notadamente integrantes das diversas espécies de parlamentos e tribunais, judiciais ou não, da União, Estados e Municípios.

E o que fazer com os parlamentares que se aposentaram ganhando fortunas, com um ou dois mandatos? Será que não teriam que ser revistos inúmeros  benefícios irregulares “milionários” - que apesar de  considerados “direitos adquiridos” - poderiam ser “cassados ” ,por  EMENDA CONSTITUCIONAL, já que não poderia ser através de “simples” LEI, nos termos da Constituição?

Mas a mais saliente  dessas causas  reside sem dúvida no “déficit” ou “rombo” da previdência social, decorrentes de  atitudes dos Presidentes da República, ora sentados nos “banco dos réus”, uns respondendo por “ação”, outros por “omissão”.
A começar pelos “réus” Itamar Franco e FHC - o primeiro por “ação”, o segundo por “omissão” - reside ai o marco inicial da “quebra” da previdência.

Em 1994, sob a Presidência de Itamar Franco, então do MDB, Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, era seu Ministro da Fazenda. Foi quando eles criaram através da Emenda Constitucional de Revisão Nº 1, o então chamado “ Fundo Social de Emergência (FSE), que mais tarde passou a ser denominado  de “Desvinculação das Receitas da União - DRU”. Essa  “DRU” se  tratava  de uma receita adicional da União oriunda das CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS e ECONÔMICAS, dentre diversas outras.

Originalmente, o percentual das contribuições sociais (previdenciárias) “sequestradas” pelo Tesouro, da previdência social e dos  trabalhadores, era de 20%, sobre o total das contribuições, e passaram a integrar o  chamado “superávit primário”, que nada tinha a ver com as necessidades da previdência social, e se destinavam a outros compromissos  do governo.

Mas considerando insuficiente esse “achaque” governamental que já estava sendo feito sobre os recursos destinados aos benefícios previdenciários dos  trabalhadores, com flagrante agravamento  do “desvio de finalidade, antes iniciado, a então Presidente Dilma Rousseff resolveu  aumentar de 20% para 30% o desvio das contribuições previdenciárias, além disso prorrogando a malsinada DRU até 2023, o que fez através da  PEC 87/2015, que acabou aprovada no Poder Legislativo, entrando em vigor já no Governo Temer, que era seu “vice”, em virtude  do impeachment  que sofrera.

Portanto tanto Dilma, quanto  Temer, são culpados diretos por “ações” contra a previdência, a primeira por ser autora da iniciativa, e Temer por operacionalizá-la.

Teria sido justa a inclusão de Jair Bolsonaro, que recém tomou posse (1º de janeiro de 2019) na Presidência da República, entre os “culpados por omissão” do “rombo” da previdência ?

Tudo indica que foi justa essa inclusão. Ninguém duvida dos esforços desesperados que Bolsonaro está fazendo para evitar a falência total da previdência social, em vias de concretizar-se, se não forem tomadas medidas capazes de evitar essa iminente fatalidade.

Todavia parece que o Presidente Bolsonaro estaria mal orientado e por um lado talvez até “gostando” dessa “receitinha” extra, roubada dos direitos dos trabalhadores, chamada DRU. É evidente que se ele não estivesse “gostando” já teria no mínimo dado algum indicativo de que estaria disposto a reverter essa situação, fazendo com que o Tesouro devolvesse  aos trabalhadores um direito que é exclusivamente deles,  os  20%  ou 30%  que lhes são “roubados” das suas contribuições desde 1994.

Daria para imaginar o descomunal valor que foi já desviado dos trabalhadores com essa tal DRU?  Por que essa mídia comprometida com os políticos não dá a devida atenção a esse “detalhe”, a esse verdadeiro “assalto” contra o trabalhador, que mereceria “manchetes”, ao invés de “anúncios em classificados”?

Concluindo: só um idiota não enxerga a necessidade de reformar a previdência. Mas não precisa ser essa que está na mesa de discussão, e que querem nos empurrar goela-abaixo. Pode ser outra qualquer. Um exemplo: por que não tentam recuperar os 10 trilhões de reais que o PT/MDB, e seus “asseclas”, roubaram de 2003 a 2018, ao invés de sacrificar um povo inteiro nas suas futuras aposentadorias com a finalidade de economizar, em 10 anos, a “bagatela” de 1 trilhão de reais?

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

domingo, 26 de maio de 2019

Ao atento leitor FHC, "a voz rouca das ruas"


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

“Algo está errado no nosso sistema eleitoral. Depois de 1988, todos os presidentes sofreram impeachment ou foram presos, com a minha exceção. Há um sistema de coalizão em que não há partidos, que se deterioraram mais, se desmilinguiram”.

“A formação de maiorias é cada vez mais difícil. Por outro lado, nosso sistema é presidencialista, mas o Congresso tem um peso grande, tem força. A Constituição foi preparada para um regime parlamentarista”.

“Quando o Executivo tem a capacidade de propor uma agenda à Nação, o Congresso de alguma maneira se ajusta a esta agenda. Quando o Executivo não tem essa capacidade, o Congresso tenta fazer a agenda e e começa a patinar. Estamos nessa fase”.

“O que está faltando no Brasil é confiança: em nós mesmos, no governo, no futuro do País. O investidor sofre os efeitos disso, não põe dinheiro. (...) Alguma reforma vai passar. Mas não se consegue orientar uma maioria para um projeto com mais durabilidade. Falta continuidade nas políticas públicas”.

“Estamos em uma transição, mas não se sabe para quê. Se sabe o que não se quer. A eleição do Presidente Bolsonaro foi conseqüência do não, não do sim. Não quero PT, corrupção, partidos, políticos, desordem, crime, não, não, não. Mas o que fazer?”.

(Trechos da entrevista do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso à Folha de S. Paulo, em 25 de maio de 2019)

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O Alerta Total pratica Jornalismo Estratégico (como avaliou o saudoso amigo Francimá de Luna Máximo – releia: O Militar que era o Máximo!). Nosso patriotismo e amor ao Brasil impedem que sejamos tomados por vaidades bobas e tolas. O que nos importa mesmo é que o cidadão brasileiro receba do Poder Público, muito respeito, integridade, honestidade e que seja moralmente irrepreensível.


Até porque tornou-se unanimidade nacional que o poder público é hoje no Brasil a fonte de todos os problemas da nossa Pátria Amada e de seus cidadãos. Assim, ficamos felizes que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso adote, em suas falas recentes, algumas teses e análises de conjuntura corretas desenvolvidas há bom tempo pelo Alerta Total.

FHC entendeu nossos argumentos, apresentados aqui exaustivamente, de que o governo atual deve ser compreendido como um Governo de Transição. Explicamos nosso argumento: Transição no sentido de que é impossível a este governo (ou a qualquer outro governante que no Planalto estivesse) promover políticas sociais e econômicas sem primeiro COMBATER VICERALMENTE A ESTRUTURA DA CORRUPÇÃO SISTÊMICA E INSTITUCIONALIZADA, ao mesmo tempo em que se altera a estrutura do poder público brasileiro.

Estrutura pública essa que, além de corrupta, incompetente e perdulária, consome e esteriliza diariamente uma grande parte de toda a produtividade e riqueza gerada pela nossa economia. As pessoas de bem e do bem não aguentam mais a Ditadura do Estado-Ladrão e seus agentes conscientes – pregadores de ideologias (meros instrumentos de dominação transnacional, para manter o Brasil desunido, dividido e no subdesenvolvimento).

Assistimos passivamente aos membros da tecnocracia oligárquica aposentarem-se com salários 50 vezes maiores do que um trabalhador. Pior: os privilegiados se tornam aposentados-marajás sem ter contribuído adequadamente para tanto. Eles são os reais geradores dos eventuais déficits no sistema previdenciário – e não os aposentados que ganham um, dois ou três salários-mínimos.

Assistimos passivamente às grandes corporações (incluindo os lucrativos bancos) não pagarem seus impostos, enquanto nossos avós e filhos padecem em hospitais públicos apodrecidos pela má gestão e falta de recursos. Ficamos bestificados com um sistema bancário vivendo exclusivamente da rolagem da imoral dívida pública que paga mais de 1 BILHÃO DE REAIS por dia na usura. Dinheiro retirado dos nossos impostos, da Educação, da Saúde, da Previdência. Dinheiro “seqüestrado” do nosso povo. Enquanto isso, 85% dos trabalhadores e cidadãos brasileiros, depois de muitas décadas de contribuição, recebem míseros 1 ou 2 salários mínimos.

Presidente FHC, que bom que o senhor compreendeu os argumentos exaustivos expostos aqui no Alerta Total. Precisamos ter clareza de que estamos em um governo de transição. O próximo herdará reformas estruturantes já aprovadas pelo Congresso Nacional; tende a receber uma estrutura organizada para combater a corrupção; deve herdar um STF com o Ministro Sérgio Moro; certamente, receberá uma Polícia Federal equipada e treinada para combater o crime organizado.

Resumindo: herdará uma sociedade recomposta na crença de que o Brasil é uma Nação que merece o povo trabalhador e resiliente. Um povo guerreiro que neste domingo vai às ruas para exigir o cumprimento de um roteiro mudanças que foram compromissos assumidos pelo Presidente Jair Bolsonaro.

Não importa a quantidade de gente nas manifestações em mais de 350 cidades. O fundamental é que a “voz rouca das ruas” (para usar uma velha expressão do cientista político FHC) já deu seu recado. Melhor ainda: Os membros do Mecanismo do Crime Institucionalizado passaram o recibo de medo e pavor dos protestos. Assim, já está garantido, previamente, o sucesso dos atos deste 26 de maio.

Agora, o Presidente Bolsonaro precisa ajudar, principalmente implantando uma correta Estratégia de Comunicação, para tirar proveito de sua espontaneidade, sinceridade e bom humor, porém deixando clara sua Agenda Positiva e evitando polêmicas inúteis que a extrema mídia tão bem explora.

Os Presidentes FHC e Sarney já deram a pista... Bolsonaro só cai na armadilha se quiser.

Releia: Bolsonaro deve se adaptar à cadeira




© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Maio de 2019.

A Montanha pariu um Rato



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A montanha de estrume gerada pelos desgovernos anteriores, apesar de se dizer um vulcão, não passa de fonte de gás sulfídrico.

Em sua soberba grandiloquência queriam os traidores da Pátria criar “condições” (leia-se factóides) para um impeachment do presidente eleito com mais de cinquenta e sete milhões de votos.

Conseguiram, apenas, parir mais um rato que se junta a milhares de outros que “se acham”.

A fórmula encontrada pelo Mito é simples: nada de “toma lá, dá cá “, de “articulações”, de “diálogos” e outros eufemismos para designar propina.

Já dissemos, anteriormente, que o Brasil não precisa de novas leis; basta cumprir as existentes.

A ineludível Intervenção Constitucional Democrática, prevista no art. 142 da Carta Magna, NÃO romperá as instituições; AS INSTITUIÇÕES JÁ ESTÃO ROMPIDAS!

No momento em que o Judiciário passou a “legislar” e o Legislativo a “governar” é preciso que o povo nossas Forças Armadas restabeleçam a separação dos poderes.

O Executivo sofre hoje o “friendly fire”. Ministros inteligentes, mas descomprometidos com o jurado na campanha, atropelam as prioridades verdadeiras: GERAR EMPREGOS! REDUZIR GASTOS INÚTEIS DO GOVERNO! BAIXAR E ELIMINAR IMPOSTOS!

Não adianta fazer “beicinho” e dizer que vai embora do País se não for feita sua vontade.

Os verdadeiros patriotas têm o dever de ouvir a voz das ruas.

É nossa última chance de salvar o BRASIL!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A “Nova Previdência” de Bolsonaro mantém os privilégios dos Marajás?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mtnos Calil

Lula matou a charada quando disse muitos anos atrás: "Nem Cristo conseguiria governar o Brasil sem fazer alianças...".

Talvez ele nem se lembre de sua frase, que para mim é inesquecível. Não importa se Lula é ladrão, comunista, o maior corrupto da história do Brasil
(tem ele todas as qualidades para ser também, o maior bode expiatório da história). 

O que importa é que o "toma lá dá cá" implicito na frase está em pleno vigor. 
E assim as camadas mais pobres da população vão continuar se ferrando, seja qual for a facção bolsonarista que se mantiver no poder. 

Na mediocridade vigente na política brasileira, defender os pobres é coisa de comunista, ou simplesmente da esquerda corrupta.

E quem defende os ricos o que é?

O advogado que está defendendo os pobres (no artigo Politicamente, o povo brasileiro é cego, surdo e mudo?) é colunista do Alerta Total, que é (ainda) bolsonarista.
Digo ainda porque diariamente tem publicado criticas ao Governo, embora sejam construtivas.

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Ps1. A miséria é a forma mais cruel de corrupção.  Democracia com pobreza e miséria é uma tremenda farsa.

Mas como a hipocrisia não tem limites, muitos dizem que as insituições "democráticas" estão funcionando "normalmente", como se o poder emanasse do povo. E alguns dentre todos que dizem isso talvez não tenham noção da própria hipocrisia, que ocorre também no nivel inconsciente, como o economista Gianetti escreveu em seu livro "O auto engano".

Ps2. Esse aforismo é muito bom para combater a hipocrisia, seja ela consciente ou inconsciente: "Morto o comunismo, só resta à humanidade civilizar o capitalismo ou prosseguir na sua marcha em direção ao abismo". 

Mtnos Calil, Psicanalista, é Coordenador do Instituto Mãos Limpas Brasil.