domingo, 17 de dezembro de 2017

Estado-Ladrão rouba até o Lula...


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Em meio ao paupérrimo e quase inexistente debate sobre a “Reforma da Previdência”, vale analisar como a fúria arrecadatória detona nossos aposentados e pensionistas – incluindo o ilustríssimo Luiz Inácio Lula da Silva (o ex-Presidente que terá sua condenação confirmada e ficará impedido de disputar a eleição presidencial de 2018). Nem ele é poupado da roubalheira institucionalizada. Coitado?!... Pobres dos outros aposentados e pensionistas menos votados...
Amplie a imagem acima e confirme a roubalheira contra o companheiro $talinácio que recebe a questionável “Aposentadoria Excepcional do Anistiado”. Ele recebe R$ 35.650,88, mais o 13º salário no mesmo valor. Só o Imposto de Renda “rouba” R$ 26.236,47 do companheiro. Lula ainda sofre outros descontos extorsivos nas outras duas aposentadorias: pelo INSS e como ex-Presidente da República... Só por tamanha roubalheira a holerite-armado, em hipótese alguma, o Estado-Ladrão do Brasil mereceria 100 anos de perdão...  
Empregados da Petrobrás estão viralizando nas redes sociais um argumento bem consistente contra a versão de que a “Previdência Social brasileira é deficitária” – tese usada pelo desgoverno Michel Temer para justificar a tal “reforma da previdência” (apontada pelos “deuses do mercado” como a “salvação econômica” para o setor público brasileiro). O Alerta Total reproduz o texto que tem extremo raciocínio lógico e parece muito mais convincente que os argumentos oficiais – que não dão transparência total aos números da arrecadação e gastos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS):
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Vamos ver se a Previdência  é realmente deficitária, vejamos: 
• Salário mensal = R$ 880,00; Contribuição INSS = R$ 176,00
(patronal e empregado).

Aposentadoria Integral - 35 anos = 420 meses.

Pegando a contribuição mensal de R$ 176,00 e aplicando-se o rendimento da poupança de 0,68%, totaliza R$ 422.784,02.

Considerando-se a expectativa de vida em 75 anos, e que em média o brasileiro se aposenta com 60 anos, somente receberá a aposentadoria por 15 anos. Porém, o montante acumulado é suficiente para pagar 40 anos e 3 meses de salário equivalente à contribuição. Ou seja, segundo o cálculo feito – R$ 880,00 mensal, sem contar rendimentos. 

O trabalhador receberá de volta do governo R$ 158.400,00 no total. Ou seja, 37,5% daquilo que lhe foi tomado pelo governo.

Resumindo: O trabalhador paga: R$ 422.784,02. O mesmo trabalhador recebe: R$ 158.400,00.
Que negócio, não? Agora aumentando para 49 anos, o trabalhador acumulará R$ 1.365.846,02.

E receberá menos, pois terá que contribuir por mais tempo , e terá menos tempo de gozo da aposentadoria.

Esses cálculos foram feitos pelo cientista político Itamar Portiolli de Oliveira, são reais e facilmente constatado em uma planilha, Não são dados fictícios.

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A Previdência tem déficit ou superávit? Um fato é inquestionável. A população brasileira envelhece. Sua expectativa de vida aumenta. Assim, é lógico supor que serão necessários mais recursos para pagar mais aposentadorias. Defender a “não-reforma” pode ser perigoso. Como fica o amanhã? No entanto, quem defende a “reforma” trabalha com quais números: os de hoje ou os futuros? Ninguém explica... A falta de transparência joga contra os argumentos subjetivos.
Os servidores públicos (incluindo os empregados de estatais) se posicionam contra a reforma. Geralmente, eles contam com regimes diferenciados para aposentadoria (o que abre margem para aquela acusação sobre “privilégios”). A maioria conta com fundos de pensão, patrocinados pelo erário, para cobrir aposentadorias e pensões. Na iniciativa privada, a situação pode ser diferente. Não é fácil se proteger contra a futura merreca a ser paga pelo INSS. Nem todos têm grana sobrando para contratar a “Previdência Privada”. Existem os planos de PGBL e VGBL oferecidos, há muito tempo, por vários bancos.
O recordista de impopularidade Michel Temer insiste que a “reforma da previdência” acontecerá no ano que vem (eleitoral) e que será a redenção de seu governo. Aliás, já entre os estrategistas temerários, já circula um boato de que Temer pode se candidatar à reeleição, tendo Henrique Meirelles, seu ministro da Fazenda, como vice. Meirelles, na verdade, gostaria de ser o candidato principal. Até abril, promete definir se dá ou desce. Temer precisa combinar com o eleitorado russo se sua sonhada jogada reeleitoral é viável...
O sonho temerário é mais uma prova de que não dá para perder tempo com fúteis discussões sobre o fla-flu de 2018. O que o Brasil precisa debater, de verdade, é uma inédita mudança estrutural no Estado brasileiro, só possível através de uma “Intervenção Institucional”. A prioridade é outorgar uma nova Constituição, baseada no liberalismo democrático e no capitalismo empreendedor.
Temos de romper com o Capimunismo rentista promovido por uma máquina estatal que usa o regramento excessivo para interferir na vida do cidadão e do empresário. A Constituição-vilã de 1988 é a matriz legitimadora da corrupção institucionalizada e sistêmica. Implantar um regime justo de impostos é a prioridade, anulando e dispensando a gigantesca máquina fiscalizatória (que é a verdadeira fonte da corrupção).
Resumindo: não adianta ficar falando e perdendo tempo com “reforminhas”. O Brasil necessita de mudanças estruturais. O governo do crime institucionalizado não deseja a morte do Estado-Ladrão.
Melhor apostar nas palavras de fé do jurista Antônio José Ribas Paiva: “O progresso do Brasil é fundamental para o progresso da humanidade. Não pode permanecer sob o domínio de ladrões e traidores. Mantenham posição! A Intervenção Institucional virá!”.
Programa deste domingo à noite






Leia o artigo de Romano Allegro: Carta Aberta aos Diretores e Acionistas da Petrobras


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transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Dezembro de 2017.

Amenidades Pré Natalinas


Onça pega jacaré... Quando pegará Ladrão?

“País Canalha é o que não paga precatórios”
                                                                                                   
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  

“Um libanês no sírio?”

“É sério?“

“Que nada; coisa leve!”

“Mas dizem que a arte é longa e vida breve?”

“Confundiram; é o Pernalonga; Evita breve”

“A tal mina argentina !?!? Não estão em greve ?”

“ E se de repente o canetador bater com as dez? Como é que fica ?”

“Assume o que desmaia, ué!”

“Aquele pé de chinelo?; ou chileno, tanto faz ?. Parece que não pode.”

“Então teremos um boneco fictício; um tal de panarício.”

“E eu, à beira do precipício? Tenho mais medo de Onça, que louco de hospício!”

“Pela grana faremos qualquer sacrifício!”

“ Aqueles 51 milhos gigantes não tornou o país como nunca dantes?”

“Merreca ! Grana está aqui; nem Medina nem Mecca!”

“Sei não; 'tamos no fim do ano. Tempo bom pra invasão de marciano!”

“Aqueles homenzinhos verdes não são de nada. Não topam a parada de sair na porrada!”

“Aplaca-los-emos com conversa mole. Visto como sapo aquela turma sempre engole!”

“Mas cerca de metade já Cãosidera a intervenCão, não é?!?!”

“É mais fácil cobra fumar!!!!”

“Meu finado avô disse que no passado, uma vez fumô!!!”

“Deixe de ser pessimista!. Não há perigo à vista. Estamos blindados, por urubus, ratos e veados!”

“Em terra de cegos é rei quem tem um olho. Pelas dúvidas, porei minha barba de molho”

“Faça o que lhe aprouver! Eu estou pronto pro que der e vier.”

“A porcada descuidada virará linguiça! Basta um genebra ficar uma piça!”

“Por quê?!?! Não estão na zona de conforto?”

“Sem trocadilho infame, acho que chegaram à zona de confronto!”

“Ame-ó ou deixe-ó! Vai começar o forró!”


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Tem jeito para tudo – um Conto de Natal


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Tem gente que acredita que, se todos os chineses na China combinassem de determinado dia, saltar todos ao mesmo tempo, tirariam a Terra de sua   órbita com consequências   imprevisíveis não só para a humanidade, mas para todo sistema solar e além.

Tem gente que acredita piamente que a terra é plana, enquanto outras, que ela é oca. Se você leitor, duvida, é só colocar os temas no You Tube e ver o que existe sobre o assunto.

Tem gente que acredita que os Norte Americanos jamais foram à Lua.

Tem gente que acredita em Inri Cristo.

Tem gente que acredita no Lula, e em uma lista infindável de outros corruptos dos mais diversos partidos.

Xuxa acredita em duendes.

Eu pessoalmente acredito, que pelo menos nos próximos dois anos, Papai Noel em lugar de vestir vermelho vai vestir verde oliva e vai  trazer  com ele o melhor presente que o povo brasileiro poderia desejar: A segurança do direito.

E se tudo der certo, apesar de eu adorar fogos de artifício vamos  comemorar, não com eles, mas com as estrelas que também são lindas, no céu e nos ombros.


H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Carta Aberta aos Diretores e Acionistas da Petrobras


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Romano Allegro

Solicito que o teor deste manifesto seja consignado na íntegra, na ata desta Assembleia Geral Extraordinária da Petrobras.
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Se analisarmos a legislação societária, o Estatuto da Petrobras e a normatização do funcionamento do Conselho de Administração moderno, sustentado pelos princípios internacionais de boa Governança Corporativa, concluiremos que o caso Petrobras tornou-se um caso crônico de ilicitudes continuadas:

Cabe ao Conselho estabelecer a estratégia da companhia e suas políticas, deliberar sobre atos de relevância estratégica, selecionar e eleger os diretores executivos e acompanhar, avaliar e agir em relação à atuação da diretoria. Dessa forma, eventuais erros dos gestores não isentam de responsabilidade aqueles que têm os deveres de diligência, monitoramento e comando. Quem fez a operação só pode ter sido respaldado pela instância superior.

Conselheiros experientes e capacitados, figurões que comandaram grandes multinacionais, jamais decidiram uma operação de vulto e complexidade como Pasadena, Sete Brasil, Rnest, Comperj e outros, sem ler e analisar todo o arcabouço de estudos, contratos e anexos. Por lógica do absurdo, se o decidiram com base em apenas um resumo, foram levianos e irresponsáveis, logo culpados.

Conselheiro não é para dar conselho, mas para orientar empresas, avaliar os seus executivos e sua performance e decidir sobre ações e investimentos, considerando a perenidade, os resultados e a valorização patrimonial em benefício de todos os acionistas. O evidente objetivo de preservar a Presidente Dilma Rousseff e outras pessoas carimbadas: Guido Mantega, Luciano Coutinho, Márcio Zimmerman, Fábio Coletti Barbosa, Nelson Rocha Augusto, Jorge Gerdau, e muitos outros notáveis conselheiros, pessoas carimbadas, destrói a governança corporativa e elimina a figura, a necessidade e o papel do Conselho de Administração, solapando os controles internos.

Isso, apesar das minhas denúncias formais em 18 (dezoito) Assembléias de Acionistas, nos últimos 11 (onze anos), jamais acolhidas pela Petrobras “vítima”. Como eu disse no início estamos diante de um caso grave... Onde estavam a CVM, as Auditorias Independentes da PWC e KPMG, as auditorias internas e o Diretor Financeiro e de Relação com os Investidores, onde estava o Conselho Fiscal, onde estava a Comissão de Valores Mobiliários, que recebeu mais de 60 (sessenta) notificações minhas???

Por decisões sem noção ou desconexas, a Petrobras foi vilipendiada desde 2003 em várias frentes, a empresa ficou praticamente sem fiscalização. Como isso pode acontecer? Foi facílimo e eu mesmo tive a oportunidade de comprovar pessoalmente junto à CVM, num depoimento formal no dia 13/03/2013, que poucas providências tomou, uma vez que se trata de uma autarquia, subordinada ao Ministério da Fazenda cujo ministro mais longevo da história era também presidente do Conselho de Administração da Petrobras, o famoso Guido Mantega.

O artifício, desde 2003, era usar indevidamente as partes relacionadas ao controlador, todos acionistas relevantes da Petrobras, para eleger pseudo-minoritários em flagrantes ilegalidades e absurdo conflito de interesses. Esses conselheiros, que supostamente deveriam representar os acionistas minoritários, foram reeleitos sucessivamente pelas partes relacionadas ao controlador, ou seja, de janeiro de 2003 até 19 de março de 2012, apesar das insistentes reclamações dos representantes da AEPET que protestavam formalmente em todas as Assembleias, Fernando Siqueira e Sílvio Sinedino Pinheiro.

Esse imenso conflito de interesses deu origem à maior jabuticaba de todos os tempos no mercado de capitais brasileiro, a capitalização da Petrobras, que deu origem à maior transação entre partes relacionadas no mercado financeiro mundial, a cessão onerosa.

Por decisão do acionista controlador os minoritários eleitos pelas partes relacionadas, aprovaram por unanimidade a capitalização da Petrobras em todas as suas etapas. Esses conselheiros, eleitos sucessivamente de 2003 a 2012, falharam flagrantemente e continuadamente com seu dever de diligência.

Tudo leva a crer que a União Federal está devendo à Petrobras cerca de R$ 90 bilhões. Antes de vender açodadamente os ativos estratégicos da companhia nos últimos 18 meses, a atual administração deveria cobrar a quitação dessa dívida, referente ao contrato da cessão onerosa. 
Isso evidencia o imenso problema dessa nebulosa transação entre partes relacionadas.

Para os atuais administradores, é sempre mais fácil jogar a conta para os minoritários, implodindo ativos estratégicos e desfigurando a companhia.
A Petrobras tenta se apresentar como vítima, mas ao mesmo tempo, vem espontaneamente celebrando acordos milionários, devidamente registrados no seu balanço, com investidores que adquiriram suas ações no exterior, ressarcindo àqueles, os mesmos danos causados aos acionistas brasileiros, o que ocorre em prejuízo destes últimos, que além de não receberem a indenização que lhes é devida, indiretamente custearão as indenizações aos acionistas do mercado americano, o que é ultrajante.

Finalmente a presente AGE, na antevéspera do natal, no recesso de fim de ano, num final de tarde de sexta-feira, demonstra bem a ansiedade de migrar para o Nível 2 de Governança Corporativa da B3 – isto está acontecendo com 15 anos de atraso, tempo suficiente para literalmente desintegrar a companhia.

Na realidade, essa pressa repentina deve-se a uma verdade cristalina em termos de governança corporativa: “a sardinha está engolindo a baleia”. Como pode a BR Distribuidora ter a sua abertura de capital no novo mercado antes da Petrobras controladora?

Trata-se, evidentemente, de uma capitalização disfarçada da Petrobras, que implica nitidamente em mais uma diluição dos atuais acionistas minoritários da Petrobras. Antes da BR virar novo mercado, é claro que a Petrobras S.A. deveria precedê-la, unificando as suas ações, migrando para o novo mercado. Primeiro a empresa-mãe, depois sua subsidiária integral.

Ainda sobre a BR Distribuidora, que teve seu registro de companhia aberta concedido neste mês de dezembro, é importantíssimo esclarecer que o primeiro ato de Dilma Rousseff como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, eleita em 02 de janeiro de 2003, foi determinar o fechamento do capital da BR, no dia 06/01/2003, gastando alguns bilhões de reais numa troca de ações. De lá para cá, nesses 15 anos que se passaram, a BR Distribuidora sofreu todos os tipos de abusos societários, financeiros e político-partidários.

Aproveito este momento para lembrar ao atual Conselho da Petrobras que o Estatuto da BR, em sua Cláusula Nona, previa eleições simultâneas dos mesmos conselheiros nas duas companhias: Petrobras e BR. O que facilitaria uma eventual ação regressiva de responsabilidade civil em face de conselheiros que falharam no seu dever de diligência. Caminho esse que o atual Conselho, que posa de vítima, poderia trilhar.


Romano Guido Nello Gaúcho Allegro é acionista minoritário da Petrobrás. Documento postado na ata da AGE da Petrobrás em 15 dezembro de 2017.

Os sem-terra perante a História – uma entrevista


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja                    

Entrevista de Carlos Ilich Santos Azambuja ao jornalista Sandro Guidalli no início do primeiro mandato do governo Dilma

PERGUNTA: Paira no ar a impressão de que, finalmente, o MST decidiu escancarar seus propósitos que passam longe da realização de uma reforma agrária e culminam na transformação do Brasil numa imensa Cuba. Como o sr. analisa as últimas declarações do JP Stédile, convocando seu "exército" para a guerra contra os produtores rurais?

RESPOSTA: Stedile é  um boquirroto. Passou à arrogância desenfreada desde quando se sentiu apoiado por movimentos internacionais, ONGs estrangeiras, e depois  pelo ministro da Reforma Agrária e pelo presidente do INCRA, seus   companheiros de partido. Mas não me surpreende.

Um pouco de história: o MST foi constituído, em janeiro de 1984, em Cascavel, Paraná, com base em uma série de princípios. Alguns merecem ser recordados para que possamos entender o que hoje está acontecendo: lutar por uma sociedade sem explorados e sem exploradores; acabar com o capitalismo, implantando em seu lugar uma sociedade justa e solidária; articular-se com os   trabalhadores das cidades e com os camponeses dos demais países da América Latina; desenvolver formas massivas de pressão, articuladas com outras formas de luta; fazer com que o acesso à terra seja obtido por meio de pressão e de luta;  e formar quadros, em todos os níveis, para garantir a resistência de massa nas terras conquistadas.

Com base nesses princípios, seguidos durante em todos estes anos sem que a sociedade e os governos se dessem conta, hoje é um segredo de polichinelo que o objetivo final do MST é a transformação e 
ultrapassagem (termo gramsciano que passou a ser utilizado pela esquerda marxista-leninista após o desmantelamento do socialismo real, como sinônimo de derrubar) da sociedade capitalista.

Para atingir esse fim, vem impondo como objetivos táticos a invasão e ocupação de terras em todos os Estados, a organização do modo socialista de produção nas terras
conquistadas, a educação socialista dos militantes assentados, e a ininterrupta formação de quadros nos moldes marxistas-leninistas, tanto no Brasil como em Cuba.

Para isso, o MST possui um número não conhecido de militantes profissionalizados. Isto é, militantes, como o senhor Stédille, que recebem salário, embora não trabalhem na terra e nem peguem na enxada. Militantes que sobrevivem de uma profissão que se supunha extinta após o furacão que desmantelou o socialismo real: a agitação social.

As últimas declarações do senhor Stédille, convocando seu 
“exército” para a guerra contra os produtores rurais, ou seja, para formas de luta mais avançadas, segundo o jargão marxista, insere-se e é um capítulo da estratégia do MST.

PERGUNTA: Do ponto de vista histórico, movimentos revolucionários como o dos Sem-Terra costumam encontrar resistência? O sr. acredita que a inércia do atual governo, simpático à causa do MST, acabará por fortalecer o movimento a ponto de conflagrar uma guerra civil no país?

RESPOSTA: Seguramente. Acredito que o que o senhor chama de inércia dos governos do PT irá até um determinado ponto de saturamento, depois do qual, ou o governo opta por manter a Lei e a Ordem, ou então não haverá volta dentro da normalidade constitucional. Essa é uma opinião pessoal baseada no passado recente do Brasil e de outros países da América Latina.

PERGUNTA: Agora do ponto de vista do Exército brasileiro.  São duas as questões  para as quais peço resposta:  os Serviços de Inteligência estão funcionando no sentido de ajudar o governo a se defender do MST ou estão todos trabalhando tendo o MST completamente fora do seu raio de estudo e exame? A outra questão é do ponto de vista bélico. O sr. acha que o Exército tem condições de enfrentar uma revolução armada no Brasil?

RESPOSTA: Não posso falar pelo Exército brasileiro e nem possuo dados para responder a essa pergunta. Mas, como no passado, em diversas outras situações, que o MST não se engane, pois  acredito que certamente não estará fora do raio de ação e análise dos Órgãos de Inteligência nacionais.
Respondendo à outra pergunta, o MST não tem condições, no momento, de contrapor-se a uma possível ação constitucional que venha a ser determinada por quem de direito – a presidente da República.
PERGUNTA:  O sr. é um estudioso da questão agrária. Neste contexto em que nos encontramos, o que significa a presença da Via Campesina na organização de acampamentos no Sul do país? Outra pergunta embutida nesta: qual o grau de interlocução internacional do MST? Quem o financia do Exterior?

RESPOSTA: A presença da Via Campesina (“movimento internacional que coordena organizações camponesas de médios e pequenos agricultores, de trabalhadores agrícolas, mulheres e  comunidades indígenas da Ásia, África, América e Europa), segundo o seu site na Internet) no Brasil, inclusive com coordenações regionais, organizando acampamentos em apoio aos sem terra, com seus membros dando entrevistas à imprensa, etc, é um escárnio e, esse sim, um perigoso precedente, pois, com razão, abre caminho para que outras organizações internacionais, ou de outros países, como as FARC, por exemplo, passem a atuar no Brasil sob a cobertura de estarem apoiando os sem terra.

Finalmente, o grau de interlocução internacional do MST é vasto. Além de filiado à Via Campesina, onde um de seus coordenadores nacionais é também membro da Coordenação da Via Campesina, é também filiado à CLOC (Confederação Latino-Americana de Organizações Camponesas), recebe dinheiro do exterior sem ter que prestar contas a ninguém, como se viu em uma recente reportagem que abordou a construção de uma Escola de Formação de Quadros do MST em Guararema, São Paulo, com capacidade para 400 alunos. Para esse empreendimento, cujo valor está estimado em cerca de 7 milhões e 300 mil reais, o MST – entidade juridicamente inexistente – recebeu dinheiro da Caritas alemã e da ONG francesa Frères des Hommes. Algumas outras ONGs estrangeiras também financiam o MST por considerá-lo, ingenuamente, um movimento social. 

PERGUNTA: Se o sr. pudesse prever os acontecimentos, qual cenário arriscaria para daqui a um ano?

RESPOSTA: Se eu tivesse o dom de prever os acontecimentos, diria que o cenário para   daqui a um ano, caso nada venha a ser feito para frear a ânsia do MST,  não pela terra, mas por toda a terra, é catastrófico, a menos que a presidente da República cumpra a promessa feita em 1998 por Luiz Inácio Lula da Silva que a elegeu: “Com uma  canetada só vou resolver o problema da reforma agrária no Brasil” (Folha de São Paulo de 2 de junho de 1998).

Carlos I. S. Azambuja é Historiador. 

sábado, 16 de dezembro de 2017

Petros tem prejuízo de R$ 2 bi com venda de ações da Itausa para fundo de empregados da Ambev


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O fundo de pensão dos empregados da Petrobrás (Petros) teve um prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões com a venda de sua participação de 15,3% de capital ordinário na Itausa (a holding do banco Itaú Unibanco. A estimativa é de Sérgio Salgado, pensionista e ex-conselheiro fiscal da Petros. Quem comprou ontem as 432 milhões de ações ON da Itausa, por R$ 4,5 bilhões, foi a Fundação Antonio e Helena Zerrener – que é uma das maiores acionistas da Ambeb, com 10,2% de participação acionária. Em leilão na B3, cada ação ITSA3 saiu por R$ 10,50 por ação.
O fim da relação entre Previ e Itausa é o capítulo derradeiro do aparelhamento promovido pela Era Lula-Dilma nos principais fundos de pensão de “estatais”. Aposentados e pensionistas cansam de denunciar ao Ministério Público Federal – sem que nada aconteça – uma séria de desmandos e manipulações que provocaram prejuízos bilionários à Fundação Petrobrás de Seguridade Social. A Petros acabou de ser derrotada pela Petrobras em uma ação de arbitragem em que pedia R$ 318 milhões em ressarcimento por prejuízos no Projeto Sondas, da empresa Sete Brasil (em recuperação judicial).
A fundação compradora, que leva o nome dos fundadores da cervejaria Antártica, tem um patrimônio de R$ 37 bilhões. A entidade deverá ocupar um assento no Conselho de Administração da Itausa. O posto deve ser assumido por Victorio De Marchi, co-chairman da Ambev e um dos diretores executivos da Fundação Antonio e Helena Zerrener – cuja missão é fornecer educação e saúde aos funcionários da Ambev. A Itausa tem 37,4% do capital do Itaú Unibanco – uma sociedade com as famílias Villela, Setúbal e Moreira Salles.   
A Petros tem R$ 28 bilhões de rombos para equacionar, como fruto da gestão petralha com modelagem capimunista. Até agora, quem está arcando com o prejuízo são seus aposentados e pensionistas. Os rombos são estimados em várias operações da Petros, além do caso Itausa: Lupatech (R$ 700 milhões), Dasa (R$ 260 milhões), Brasil Pharma (R$ 500 milhões), Oi/Telemar (R$ 600 milhões), Totvs (R$ 450 milhões), Br Properties (R$ 200 milhões), Rumo (R$ 800 milhões), Marcopolo (R$ 160 milhões).
O curioso e escandaloso é que tudo de errado está relatado no relatório final da CPI dos Fundos de Pensão da Câmara dos Deputados. Tudo foi entregue ao Ministério Público Federal. Por que nada acontece até agora? Só pode ser porque, no Capimunismo Tupiniquim, o Crime Institucionalizado fala mais alto, na maioria esmagadora dos casos... Por isso, a delinqüência generalizada nunca cessa...

Releia o artigo de ontem: A Petrobrás e a inaceitável Desgovernança Porcorativa



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III) Depósito no sistema PagSeguro, da UOL, utilizando-se diferentes formas (débito automático ou cartão de crédito).

IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.

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transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Dezembro de 2017.

A Geração Frenética


“País Canalha é o que não paga precatórios”
                    
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  

Devido ao massacre gramcista a que fomos submetidos nos últimos quarenta anos, as gerações dos trinta aos setenta anos foram compactadas em uma só : a geração frenética.

As pessoas entre dez e trinta anos ainda não tem capacidade suficiente para entender de onde vem o ataque; são presas fáceis.

Nós, mais velhos, pelo menos podemos tentar resistir à imbecilização em massa, baseada na cartilha deletéria feita em Londres, como escancarado por Daniel Estulin em livro “O Instituto Tavistock”.

A redução da humanidade à condição de gado é um passo necessário para a consecução da Nova Ordem Mundial; sine qua non.

Para tanto, os arqui diabos tem seus agentes locais em todos os países que pretendem dominar absolutamente.

No Brasil, trata-los-ei, carinhosamente de “filhos da puta”.

O traidor mor é um tal de efecagácê. Há também um canalha de quem a gente nunca sabe o que esperar. Suas atitudes são de tacar fogo no rabo da classe “mérdia” para que esta não tenha um minuto de sossego, e, portanto, não tenha tempo de pensar em nada que não seja sua sobrevivência imediata.

O único medo dos bastardos funestos é uma minoria de patriotas que fez das tripas coração nos últimos vinte e cinco anos, para convencer quem pode decidir, sobre o verdadeiro inimigo oculto.

Neste momento, grande Satã entrega às piranhas o até então, seu dileto “Boi”, o melhor boneco do ventríloquo, desde o Topo Giggio. E preciso acalmar a ira dos que ameaçam despertar, indignados com a corrupção e desfaçatez ímpares.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A Petrobrás e a inaceitável Desgovernança Porcorativa

Petista feliz
2ª Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Uma das notícias mais relevantes dos últimos tempos foi que o Tribunal de Contas da União ligou o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um prejuízo de R$ 1,3 bilhão nas obras da Petrobrás investigadas pela Lava Jato. O TCU sustenta que a gestão temerária de Lula, desde 2010, causou prejuízos ao erário. Lula e o então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, devem ser responsabilizados judicialmente pelas irregularidades e perdas geradas à União e à petrolífera que ela controla majoritariamente.
Dilma Rousseff se derrubou, Michel Temer assumiu e o que, de verdade, mudou na relação entre União, seu governo e “estatal de economia mista”? Acionistas minoritários – feitos de minorotários pela desgovernança porcoporativa (que é a corrupção prática da governança corporativa) – reclamam que pouco ou nada mudou na estrutura e no relacionamento. Por isso, defendem uma decisão polêmica: ou se estatiza tudo e fecha o capital da Petrobrás (sonho do socialismo petralha) ou se privatiza tudo, porém sem entregar, a preço de banana, as fatias lucrativas da Petrobrás.
No momento em que se discute a necessidade de uma Intervenção Institucional no Brasil, para implantar um regime realmente Capitalista e um liberalismo democrático no Brasil, nada melhor do que ouvir manifestações legítimas e inteligentes de acionistas-ativistas da Petrobrás. Eles fazem a crítica correta ao regime Capimunista, questionando se realmente existe ou não alguma “Governança Corporativa” – conforme pregam dirigentes das “estatais” e da B3 (nossa bolsa de valores cartorial e monopolista).
O Alerta Total reproduz uma manifestação enviada nesta sexta-feira (15 dez) para ser incluída nos anais da Assembléia Geral da Petrobrás, que acontece no Rio de Janeiro. No texto, o acionista e ativista Rodrigo Sanchez de Almeida faz uma magistral análise crítica que deveria servir de reflexão ao governo, aos dirigentes da Petrobrás e aos investidores na companhia (e, por que não?, em outras empresas de economia mista). Confira:
A Petrobrás SA. fala aos quatro cantos que está melhorando a Governança e Transparência, mas primeiro vamos a algumas perguntas para contrapor a isto. Veremos se faz sentido;

1 – A empresa tem colaborado, investigando internamente, via canal de denúncias, tem recebido contribuição de colaboradores e tem levado à frente as investigações de suspeita de atividades ilícitas dentro da corporação?
2 – Por que ainda não apareceu absolutamente nenhum documento comprobatório de que encontraram alguma atividade suspeita nesta gestão, ou mesmo na gestão anterior do antigo Conselho e diretorias? Muito estranho não?

3 – Saiu no Valor Econômico, em 2016, nas falas do Sr. atual Ministro da Fazenda e logo em seguida na fala do Sr. Atual Presidente da Petrobrás SA. que a mesma não seria capitalizada. Pergunto aos Srs. o que seria então esta OPA da BR Distribuidora, senão uma capitalização da empresa e com mais diluição de milhares de acionistas minoritários que já detém as ações da BR Distribuidora através da holding? Uma volta ao passado recente, onde o ex CEO Aldemir Bendine que encontra-se preso em Curitiba e que a mando da União Federal (ex presidente da república) falava em OPA da BR Distribuidora em 2015.

E uma volta ao passado mais remoto, que ainda está na memória de milhares de acionistas minoritários que acreditaram na empresa e em 30 de setembro de 2010, na famigerada mega capitalização houve diluição maciça destes, com a implementação do Regime de Cessão Onerosa do Pre Sal que aprovaram a toque de caixa no legislativo federal a mando da União Federal.

4 – BR Distribuidora, uma subsidiária faz-se oferta pública emissão secundária e entra em nível de governança de Novo Mercado e pior; com a União permanecendo no controle e a holding que diz ter governança e transparência permanece no Nível 2 ou 3?!

Que imbecilidade é esta ou seria mais uma afronta aos acionistas minoritários que só são lembrados para fazer propaganda enganosa prometendo um futuro promissor a empresa e fica na promessa apenas, pois o que a União sabe bem fazer é repassar a conta Bilionária dos prejuízos provocados pela incompetência, negligência e corrupção à sociedade brasileira e aos seus acionistas minoritários que são meros fantoches no quadro societário.

5 – Cessão Onerosa: criaram até um grupo de trabalho para chegarem a um termo e o que se vê é ANP, União Federal que está como acionista controlador, e a própria empresa em total conflito de interesses. Como quer se ter Governança, com esta relação conflituosa, onde os interesses da empresa sempre ficam em segundo plano?!

6 – Abriram um canal de denúncias, e para colaboradores participarem efetivamente e o que produziram de efetivo?! Por exemplo: compra de Pasadena, Refinarias Comperj, Abreu e Lima, as sociedades Braskem, Gemini e tantos outros casos que ao que parece ou não há boa vontade alguma em esclarecer internamente ou queimaram/apagaram documentos para proteger alguém, sendo que as denuncias sempre vem de fora através de nobres cidadãos e ativistas brasileiros.

7 – A empresa se diz ser vítima dos crimes cometidos contra ela de fora para dentro e de dentro para fora, e os acionistas minoritários são o que? A empresa os reconhece como acionistas? E os cidadãos brasileiros são o que na visão da União Federal?

8 – Quem responde pela Petrobras SA.? A empresa tem um dono ou não tem?

9 – Por que a atual diretoria e conselho não entregaram as cabeças do antigo conselho e diretoria? Seriam eles responsáveis pela empresa ou a empresa mais uma vez ficou sem dono e tiveram surto de amnésia? Seriam eles, responsáveis estatutariamente pela Petrobrás SA.?

10 – O congelamento do preço dos combustíveis de 2011 a 2014 atendeu aos interesses de quem? E para que? Qual foi a lógica empresarial de uma empresa de capital aberto, uma empresa de energia e relevante para produção de riqueza, e que está dentro de um sistema capitalista?

11 – Seria a Petrobrás SA. uma filantropia e que serve apenas a apaniguados políticos que querem perpetuar sua influência nefasta dentro da corporação e mamar nas suas tetas? Onde estão os militantes e os sindicatos raivosos contra qualquer reforma sustentável para o país avançar e a empresa avançar que não viram nada a esta fabulosa destruição de valor e dilapidação de patrimônio nacional que fomos submetidos ao longo de décadas?! Estão mudos agora?! Ou só bradam a hora que a água bateu na boca? Onde estavam todo este tempo? Estariam pensando no próprio umbigo ou na perenidade da empresa?

E os colaboradores estão colaborando para apontar os suspeitos ilícitos ou estão acovardados e pensam somente em não perder os 20 salários ao ano mais PLR mesmo quando empresa reportara prejuízos nos últimos 3 exercícios?

12 – O que representam de fato os acionistas minoritários para corporação Petrobrás SA.? Seriam meros fantoches que são chamados a investir na empresa a fundo perdido como por exemplo no caso da Cessão Onerosa em 30 de setembro de 2010, e serviriam para sustentar tanta incompetência, negligência e corrupção por inação de seu acionista controlador?!

13 – Por tudo isto, lhes pergunto; onde está a Governança e a Transparência dentro da corporação?!
Digo aos Srs., que a empresa nunca terá Governança de fato, com esta estrutura cruzada e conflituosa onde os interesses de apenas único acionista, no caso o controlador, a União Federal vai para um lado o de que não há qualquer lógico empresarial sustentável e a empresa que deveria atuar como empresa capitalista que deveria gerar valor aos acionistas e a sociedade e não apenas repassar os custos.

Governança não é apena uma palavra, um título bonito que você coloca num quadro, recebe selo da CVM de N1, N2 ou NM, qualquer que seja, e fala que tem o selo de garantia e está tudo solucionado.

Governança é uma palavra ampla e que tem que ser aplicada de fato no dia-a-dia empresarial. Tudo aquilo que questionei acima portanto, contrapõe totalmente, observando-se as ações da empresa ao que se preceitua como Governança aplicada.

‘Não basta a mulher de Cezar dizer que é honesta, ela tem de agir como honesta’.

Digo aos Srs. que o maior passivo da empresa hoje está dentro de seu quadro societário, a União Federal que não cumpriu e não cumpre por suas inações com o dever de diligência.

A União levou e leva ao risco moral para dentro da corporação. Dito isto, pergunto aos Srs.,

Precisa a mesma, vender ativos a preço de bananas no fim de feira, ou fazer OPA absurdas que não levam a nada?! Para privatizar a empresa que agora não é mais uma escolha e sim uma necessidade, precisa se fazer isto? A solução está em resolver a distorção nefasta de sua composição societária. Pensem a respeito!

Eu já escrevi e proferi em meu manifesto da AGE/AGO de 27 de abril de 2017, as soluções, e inclusive escrevi a Ouvidoria e RI da Petrobras que veio com respostas evasivas. Não perderei meu tempo repetindo, pois ninguém é pai de ninguém aqui e todos sabem de suas responsabilidades.

Eis o maior paradoxo dentro da Petrobrás. A relação dúbia e nefasta à evolução e perenidade desta corporação empresarial, onde a parte relacionada União Federal, que está como acionista controlador decide tudo sem qualquer transparência à sociedade brasileira.

A empresa continuará eternamente sendo usada para atender a interesses individuais, como cabide eleitoreiro, sujeita a interesses políticos nada soberanos e/ou nobres, ou ela irá começar realmente a funcionar como empresa de energia, como empresa que visa a gerar lucro aos seus acionistas e levar riqueza à sociedade brasileira dentro dos preceitos de lógica empresarial?!

Enfim, é uma escolha simples que tem que ser resolvida com celeridade, pois o tempo para discursos vazios e meramente políticos que não produzem nada de resultado positivo, devem ser enterrados no passado.

Reflitam como acionistas e como cidadãos qual a melhor solução para uma empresa de energia que já fora lá atrás orgulho nacional.
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Rodrigo Sanchez Almeida tem inteira razão. Não podemos mais aceitar a desgovernança porcorativa no Brasil. Já passou da hora da Governança Corporativa... Só vamos atingir tal patamar com uma inédita Intervenção Institucional. Enquanto o Crime Institucionalizado tiver hegemonia, nada vai mudar de verdade. Cidadãos comuns e sofisticados investidores apenas arcarão com os prejuízos de um País Capimunista, corrupto e subdesenvolvido.

Releia a primeira edição desta sexta: Presidencialismo depauperado é brochante

Flamenguista Revoltado



Vale conferir o manifesto irado do torcedor Roberto Nazário criticando a diretoria rentista do Clube de Regatas do Flamengo - cuja gestão tem sido catastrófica no futebol, para desespero da grande Nação-Rubro negra espalhada pelo Universo... 


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