domingo, 26 de abril de 2015

Terremoto, fio dental e cão chupando manga a Jato


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Salve-se quem puder... E quem avisa não é amigo... Quarta-feira que vem, 29 de abril, a previsão é que o Brasil vai tremer em altíssima magnitude. Juristas e políticos prometem fazer aquele que se espera ser o mais consistente pedido de impeachment de um chefe de Estado brasileiro, nos últimos tempos. Já se antecipa, nos bastidores, que o mar de lama não estará para tubarão, e nem para Lula... Todos vão parar na panela de pressão, já ligada, que ganhará fogo alto para derreter fdp (fulanos da políticagem..., ou você pensou outra coisa?).

O abalo contra o desgoverno Dilma Rousseff tende a começar a partir de Curitiba, lá na 13a Vara Federal, já na segunda-feira. O tremor mais forte, do segundo epicentro, acontece logo depois, em Brasília, abalando ainda mais as falhas criminosas da geopoliticagem. A tendência é de terra arrasada para alguns que se julgam "poderosos e blindados" até o momento. O Forte Apache está de prontidão (como se espera das classes armadas). E a classe política, alarmada, já pensa nos efeitos pós-tremedeira. Haja purgante até a caganeira fatal...

Depois da recente tragédia no Nepal, aprendemos que "terremotos de pouca profundidade são, geralmente, mais perigosos, uma vez que a quantidade de energia liberada se concentra em uma área menor". O governo do crime organizado terá dificuldades de sobreviver após os tremores previstos a partir de uma "falha de empurrão" gerada por uma banda rara do judiciário que resolveu mostrar que é possível mover a crosta da impunidade e punir corruptos. O perigo é o rigor seletivo das leis - que temos em excesso, aliás, no Brasil das "gestapos" e das punições seletivas a bodes expiatórios e bois de piranha. Aqui vale a regrinha: "aos amigos tudo; aos inimigos, nem a lei"...

Quem tem... Tem medo... Mas quem (sobre)viver verá... Nesse ambiente higienizante de pega-pra-capar, uma daquelas sacadas sacanas da internet encaixa, como um biquini bem pequeninho, no contexto de nosso País da Piada Pronta. De acordo com a versão hilária da anedota virtual, ilustrada por um imenso bundão (melhor que o leitor imagine um bem grande e matafórico, pois não vou exibi-lo aqui em sua imagem real), existe uma verdade quase dogmática:

O fio dental seria o maior símbolo da Democracia. Por quatro motivos básicos:

- Separa a esquerda da direita.
- Protege o centro.
- Faz mudar o ponto de vista de cada um.
- Põe o povo todo a olhar para o mesmo objetivo (gostando ou não).

A piada é séria... Será que o Brasil não está precisando de um fio dental para expor as mazelas de nossos políticos bundões?

Tudo indica que sim... Mas será preciso um sistema judiciário funcione com maior e melhor frequência. Necessitamos de polícia, ministério público e magistratura que tenha moral, competência e coragem para promover uma lipoaspiração em torno dos glúteos fétidos da corrupção.

Um outro fio dental, parecido com aquele usado após as refeições, também serviria para uma limpeza onde os olhos não alcançam: o âmago do equivocado modelo estatal tupiniquim. Esta é a base do caos, a raiz do mal, que precisa ser extirpada e reinventada. Reformar a merda atual não resolve. Temos de pressionar para mudar o modelo, de verdade.

Já passou da hora de rompermos com o Brasil Capimunista - cujo modelo de Estado é caro, cartorial, corrupto, cartelizado, rentista, com tributação e legislação fora de uma realidade economicamente saudável, e com uma máquina ineficiente para fazer o bem comum, porém altamente trituradora na missão canalha de moer o cidadão que trabalha, produz e empreende.

Um dos pressupostos para mudar o Brasil é romper com a visão do lucro fácil, especulativo, baseada em uma refinada vagabundagem. Precisamos de um mercado de capitais forte, com milhares de companhias abertas, para que investidores possam ganhar dinheiro honestamente de forma produtiva, gerando renda, emprego e chance para novos empreendedores em um mercado interno fortalecido.

Enfim, o Brasil precisa se tornar uma Nação Capitalista de verdade, com preços justos (sem carestia), com menor carga tributária, menos burocracia estatal, zero cartorialismo, legislação empresarial clara, regra trabalhista enxuta, altos investimentos em Ensino de qualidade, Ciência & Tecnologia e Infraestrutura. O País só fará isto com uma Intervenção Constitucional, da sociedade, e não por golpismos de Estado.

Tudo isso, claro, com um Estado democrático, com segurança do Direito, um governo transparente, fiscalizável e controlável pela sociedade, que estabeleça e cumpra estratégias, objetivos e metas tornadas públicas antes de eleições pela via distrital e distrital mista, com voto eletrônico auditado por recontagem impressa feita por cidadãos-eleitores-contribuintes.

Estes seriam os nossos "fios dentais" a serem vestidos pela nova modelagem de um Estado Brasileiro que sirva à sociedade - e não se sirva dela, na modalidade de governança do crime institucionalizado que está destruindo o Brasil e acabando com o presente do futuro dos brasileiros.


A economia brasileira tem um problema estrutural que é um câncer - uma célula maligna que se alimenta do nutriente dos outros: o sistema financeiro parasita. Temos bancos que não vivem de emprestar o próprio dinheiro, mas sim o alheio. Batem recordes de lucros com juros altíssimos e taxas extorsivas. Dificulta o crédito para quem precisa produzir e "facilita" para quem pratica o consumismo pouco responsável, gerando endividamento descontrolado das pessoas e famílias. Este modelo enriquece a banca, mas empobrece a Nação. Precisa ser mudado urgentemente.

O Brasil tem riqueza e potencial para se desenvolver. Não merece ser aquele cachorro que corre atrás do próprio rabo, no sentido anti-horário da vanguarda do atraso. Ainda mais porque, nessa corrida maluca, o monstrengo bundão alterna duas personalidades que se combinam: a voracidade do banqueiro com a ladroagem do político. Ambos são os sócios da grande roubalheira oficializada em Bruzundanga. Um financia o roubo oficial do outro... E só os empreiteiros vão para a cadeia? Que injustiça...


Por isso, na semana que começa, o cachorro louco que se cuide, para não ser morto a grito... Seu inimigo mortal, o Cão Cérbero chupando manga, está pronto para atacar aquele que finge ser vira-lata indefeso, mas que se comporta como um corrupto cachorrinho mimado da zelite...

O macaco, que não vê a hora de comer o rabo do Leão - principalmente o do Imposto de Renda, prepara a festa... Bichos bundões de toda espécie, com ou sem fio dental, que se cuidem. Mesmo não querendo, forçada pelos acontecimentos graves, a onça também será obrigada a beber água... Urubu, vestido de meu louro, voará de costas sobre Niterói, para anunciar o Apocalipse a partir de Curitiba... Sob a bênção da Águia, a turma da Água Preta está de olho e protegendo sua Força tarefa...

Em condições normais, para andar sobre as águas é preciso saber onde estão as pedras. Do contrário, vai machucar os pés... No oceano de corrupção, além das espetadas, o risco é ser tragado por tanta sujeira, podridão de espírito ou canalhice reativa da bandidagem que blefa para fingir coragem em tempos de piriri...

O negócio é ganhar saúde e tempo para escapar da urna mortuária e encarar a urna eleitoral. Não é à toa que, mergulhada do mar de lama, tem gente "onesta" puxando ferro. Afinal, até o mais cínico e cênico sapo barbudo sabe como é importante a preparação física para a pré-temporada na penitenciária... Quem malha já fica pronto, psicologicamente, para encarar uma ducha gelada mais parecida como a ação de uma Lava Jato...

Eis é o desejo sincero da maioria honesta do povo brasileiro - que precisa exigir a mudança do modelo atual. Se nada mudar, os ladrões de diferentes partidos e ideologias continuarão se alternando na ocupação dos podres poderes nada republicanos. Lava Jato neles, e vamos passar o Brasil a limpo.

Tem desculpa eu?


Desculpa de mosquito petralha


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Abril de 2015.

Ali Babanda e os quase quaranta


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Se cair não se levanta nem com guindaste de empreiteiros (que nos venderam por trinta dinheiros).


Gorda, podre e sem vintém? , não será socorrida por ninguém.

“Salve-se quem puder” são hoje os mandamentos de hienas, vampiros e jumentos.

Dez, nove, oito: que a coisa não é biscoito.

Sete, seis “Ó aqui proceis”.

Cinco, “Olha que mais não brinco!”.

De anta altiva a anta de quatro só por causa da lava-a-jato.

Três ,”Só pode ser coisa de inglês!”

Dois, é hora de feijão com arroz.

Um: “O molusco soltou um pum!”

Zero: pernas pra quem te quero.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Intervenção Civilizatória e a reflexão de Ribas Paiva


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mitnos Calil

No vídeo abaixo, encontrado e à disposição no site Youtube, o Dr. Antônio José Ribas Paiva nos mostra com total clareza e com uma acuidade didática nunca vista, o atual quadro caótico em que se encontra o país, as futuras conseqüências bem como as soluções que o momento impõe, para que sejam restabelecidas a credibilidade nas nossas Instituições, e também o respeito e a confiança que o Brasil vem perdendo nos últimos anos perante a Comunidade Internacional.

Leia, também, o artigo dele: O Fundo do Poço


Conforme o prometido vi novamente o vídeo do Ribas e registrei tudo que ele disse:

1.Pleitear  mudanças nas instituições através da intervenção das FFAA é um direito natural.

2. Não é uma intervenção militar porque as FFAA são um instrumento constitucional da sociedade.

3. A nação tem direito de lançar seus instrumentos para aprimorar suas instituições

4. Não é o congresso o guardião da legalidade

5. O poder tem que ser exercido diretamente

6. A pressão popular é uma forma de manifestação da vontade coletiva. Ela sinaliza o que a sociedade quer.

7. Houve uma usurpação do poder do estado em próprio proveito, pela classe política.

8. As FFAA têm a destinação de defender a Pátria e os poderes constitucionais que no Brasil foram usurpados pelo crime.

9. O povo brasileiro não quer que roubem o seu patrimônio. (Petrolão)

10. O nome do banco BNDES é de desenvolvimento da economia da nação e não de outras nações.

11. Basta ler o art. 85 da constituição federal (Cf. abaixo solicitação de impeachment feita por Bolsonaro)

12. O legislativo deveria fiscalizar o executivo e era comprado para não fiscalizar o governo

13. O impeachment é uma manobra diversionista

14. O vácuo político institucional ocorre quando o poder constituído perde a sua legitimidade

15. O Brasil tem um problema: a classe política

16. O regime (vigente no Brasil) é escravocrata, de exploração da nação brasileira

17. A intervenção é para restabelecer as instituições através de novas eleições

18. A intervenção é constitucional – as FFAA são um instrumento de poder da sociedade. As FFAA devem cumprir seu dever constitucional. Elas têm que ser chamadas pela nação. Não podem intervir de moto próprio.

19. O STF é mero instrumento do poder executivo. A própria constituição do STF é ilegítima (porque o Presidente escolhe seus membros)

20. As ideologias são instrumentos de dominação da esquerda ou da direita. São ferramentas da tomada do poder.

21. A proclamação da República foi um golpe do Império Britânico

22. O Brasil não tem presidente. Tem gerente dos interesses das transacionais

23. Miguel Reale não foi imparcial porque defende os interesses do seu partido – o PSDB – quando se manifestou contra a intervenção.

Sinceramente não consegui encontrar nesta lista nada com o que não concordasse, EXCETO PELO QUE FALTA. O que Ribas disse não é de modo algum suficiente para colocar ordem no Brasil, que precisa uma intervenção civilizatória. 

Da mesma forma que o impeachment seria um simulacro político e ideológico, novas eleições gerais não resolveriam os nossos problemas porque colocariam no poder alguém que já faz parte da própria classe política que Ribas e todos nós condenamos.

Não se formará, nestas eleições gerais,  nenhum grupo que represente uma opção ética e restauradora da sociedade brasileira. E mesmo que se formasse, não seria eleito porque não teria o apoio da mídia cujo sistema de corrupção é tolerado pela classe política como um todo, inclusive da esquerda, pela razão óbvia de que os políticos precisam da mídia para se elegerem.

Se questionado a respeito, provavelmente Ribas argumentaria dizendo que essa intervenção, seguida de eleições, seria o primeiro passo para salvar o Brasil – ou colocá-lo na trilha do desenvolvimento (nacional). O contra-argumento seria esse: o primeiro passo só é estratégico quando os passos subsequentes estejam planejados.

A minha proposta é que cidadãos como Ribas Paiva, Adriano Benayon e outros da mesma estirpe não comprometidos com as ideologias de esquerda ou de direita, se unam para formar um grupo multidisciplinar que elabore um Plano Utópico de Reforma Estrutural do Brasil (PUREB?).

Se for feito algum movimento para implantar esse plano, é  até possível que alguns de seus itens sejam implementados. Afinal faz parte da vida do Establishment dar algumas concessões quando pressionado.


Mitnos Calil, Psicanalista, é Coordenador do Grupo Mãos Limpas Brasil.

Epidemias e Endemias

Aconteceu no passado... Mas se repete toda hora...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Completados 515 do seu descobrimento ou seu achamento, como afirmam alguns historiadores, a terra brasilis continua a despertar em muitos curiosidades, simpatias e antipatias, notadamente pelas epidemias e endemias, as quais se mostram, no mais das vezes, incuráveis, e de difícil combate no seu tratamento. Falamos da corrupção, da dengue, da seca, da desigualdade social, da carga tributária, da inflação, do pouco crescimento, e do achatamento do poder aquisitivo de compra.

Quando não temos alternativas para vencer os males sempre pensamos que basta elaborar uma Lei e tudo estará pronto e resolvido. Essa esquizofrenia legislativa não leva a nada sem conscientização da sociedade e um caminho de rumo para que possa seguir. A respeito, a redução da maioridade não provoca arrepio se não houver combate ao desemprego, fome e as drogas. A terceirização é pouco proveitosa em termos de solução de impasse com o desaquecimento da economia e quadros de mão de obra, inclusive especializada, ocioso.

A classe governante deve ter em mente que precisamos de dados estatísticos e conhecimento do terreno sobre o qual pisamos. A corrupção envergonha a todos e nos mostra o lado mais perverso de um amontoado de pessoas procurando seus próprios interesses e não aqueles da sociedade ou da coletividade. Doenças que contaminam parte da população e se espalham com rastro de morte.

Dessa forma, a dengue não poderia estar atingindo níveis alarmantes, sendo que a metade da doença se concentra no Estado mais avançado do país, qual seja São Paulo. A epidemia da seca é outra chaga que nos mutila, como um Pais com tantos rios pode ter o desprivilégio de racionar água e dobrar o metro cúbico fornecido. O mesmo se apresenta em relação à energia elétrica, faixas e bandeiras de limitação de consumo, a fim de por sempre a culpa na cidadania e no contribuinte.

Passados mais de cinco séculos de civilização continuamos o caminho na contramão da história da incivilização, da falta de cultura e dos péssimos serviços públicos. Enquanto o Chile tenta dar um contorno universal para o estudo global, aqui no País muitas greves de professores e escolas públicas depauperadas.

Não dá retorno e muito menos voto investir na saúde, na educação e na cultura. As grandes e verdadeiras transformações, notadamente na Ásia, sucederam baseadas em três pilastras, a educação, o caminho da ciência e o respeito às leis.

Comparativamente, como nada disso se aplica em termos de Brasil, prosseguimos nossa longa jornada em posição refratária ao mundo moderno e civilizado. A tecnologia que experimentamos é um arremedo se nossas empresas hoje produzem fora e a nossa mão de obra terceirizada tem preços não competitivos.

O que se dizer dos preços que ficaram caros, com a inflação, antes do país se tornar rico? Não é sem razão que milhares de carros estão parados nos pátios e aguardando leilões e se calcula que o número de imóveis fechados possa superar aqueles ocupados.

Enquanto estivermos no oscilar pendular entre a endemia da corrupção e a epidemia da dengue continuaremos emergentes, subdesenvolvidos e não entraremos no ritmo das economias do primeiro mundo, ficando com os olhos fechados para o crescimento.

E o pior de tudo: apesar de ser um País novo, todos os defeitos, vícios e vicissitudes que corrompem a máquina são bem antigos,j á velhos, e próprios da consciência de quem não despertou para o futuro.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, com Especialização em Paris e Bolsista na Alemanha, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Quem manda no Brasil?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Adriano Benayon

É importante, especialmente em situações críticas como a que vivemos no Brasil, atentar mais para os fatos que para ideologias. Não que teorias não possam ser úteis, mas,  para gente honesta e consciente de seus interesses,  elas só se validam se forem conformes à  realidade. 

Ao contrário, o sistema de poder concentrador -  que objetiva, sobre tudo, acumular mais poder - emprega intelectuais para criar teorias, que mistificam os povos,  e, mercê do controle sobre a mídia, as transforma em “verdades”,  aos olhos da maioria. 

Não importa se você é de direita ou esquerda: se é brasileiro, está sendo brutalmente saqueado, salvo as infames exceções dos agentes e colaboradores da oligarquia financeira internacional.

Tampouco importa se você é militar ou civil ou, ainda, se é adepto da intervenção do Estado, ou se acredita numa quimérica livre iniciativa, praticamente inexistente onde se admitem e subsidiam carteis.

Enrolados por doutrinas e por distorções dos fatos, os  brasileiros brigam por causa de opiniões e teorias, como o império angloamericano mundial gosta, pois sempre investiu em dividir suas vítimas com antagonismos ideológicos e querelas religiosas, étnicas e outras.

É como uma cidade cujos residentes  se digladiam, enquanto suas casas são ocupadas por assaltantes armados.  E quanto mais se distraem nisso, mais aumenta o saqueio.

O colossal esbulho cresce e alcança novas áreas, sob um sistema político caracterizado pela corrupção sistêmica e no qual, em todas as instâncias, se verificam manifestações de acordo, ainda que implícito, com a dominação exercida pelos carteis transnacionais e por grupos financeiros concentradores.

Demonstra ser tal sistema imprestável, não haver nele partido político algum,  de expressão, que se oponha a esse estado de coisas.

O que a massa de trabalhadores, empresários, gerentes, técnicos, funcionários civis e militares não percebe – porque lhe é cuidadosamente ocultado – é que os políticos, como o gato da fábula milenar  de Esopo, tiram as castanhas do fogo para a raposa, os carteis financeiros e econômicos transnacionais.

Grande quantidade  de gente indigna-se contra alguns políticos e executivos, colocados na Petrobrás, receptores de  propinas de grandes empreiteiras, e reclama a privatização da estatal e/ou penas letais para essas empreiteiras.

Ressalvado que esses delitos envolvem quantias de menor monta, comparadas aos prejuízos que a corrupção sistêmica causa ao País, e mesmo a outros casos de corrupção derivada, a indignação é compreensível. 

Porém, esse tipo de resposta aos escândalos da Operação Lavajato denota visão  obscurecida pela cobertura do assunto na grande mídia, sempre vinculada aos  interesses antinacionais.

Há verdadeira campanha midiática em cima dessa Operação, enquanto  se oculta a corrupção sistêmica e as praticadas por empresas transnacionais, grandes bancos e políticos afinados com esses concentradores.

O trabalho da grande mídia é alimentado pelo  tratamento dado ao inquérito pelo juiz que o preside, abusando da delação premiada, fazendo  vazamentos à mídia e  mantendo presos, indevida e prolongadamente, executivos das empreiteiras, postura com a qual colaboram membros do Ministério Público.

Em vez de haver investigação isenta e eficaz, vê-se desrespeito a direitos constitucionais dos acusados, o que é o oposto da propalada sede de justiça e pode frustrar, mais adiante, a punição dos responsáveis.

O resultado é que: a) as atividades da Petrobrás e as da engenharia nacional privada são prejudicadas; b)  são reforçados,    na opinião pública, falsos conceitos, de há muito inculcados, de que estatais são inconvenientes e as empresas privadas nacionais são intrinsecamente corruptas, enquanto essa não seria a regra entre as estrangeiras.

Estando a maioria dos parlamentares alinhada com os financiadores de suas eleições, e a chefe do Executivo pouco resistente a pressões dos concentradores, fica claro o assalto transnacional às fabulosas reservas de petróleo descobertas pela Petrobrás, tramado em projeto-de-lei do senador J. Serra.

Esse desempenhou,  no governo de FHC, papel destacado nas privatizações, quando a União entregou setores inteiros e fabulosas estatais, gastando, para isso,  dinheiro público em montante muito superior às receitas dos leilões.

O jornalista Motta Araujo observou, em artigo recente, no Jornal GGN, a inexistência atual, no Brasil, de um centro de poder político, como na antiga tradição presidencialista do País.

De fato, espaços de poder, antes do presidente,  vêm sendo ocupados pelo Legislativo e pelo Judiciário, e parte do Ministério Público e da Polícia Federal agem em aguda dissintonia com o Executivo.

Os países que caminharam na direção de se tornar potências, o fizeram havendo  harmonia entre os poderes e preponderância de uma só autoridade, fosse o presidente nos EUA, fosse o primeiro-ministro nos regimes parlamentaristas ou, ainda, o chefe do partido único, sob os regimes centralizados da Rússia e da China, respectivamente na primeira e segunda metades do século 20.

E mais letal que o esfacelamento do poder no âmbito interno, por si só suficiente para inviabilizar o desenvolvimento, é ser o poder real exercido de fora do Brasil.

Essa situação decorre das intervenções do império dirigido pela oligarquia financeira angloamericana, através de golpes de Estado –coordenados pelos serviços secretos dos EUA, do Reino Unido e de potências coadjuvantes – e mediante corrupção e cooptação de muitos nos setores público e privado, ademais de investimentos constantes  para controlar os meios de comunicação social, desinformar, arrasar a cultura e abaixar os valores éticos e a  qualidade da educação.

A estratégia da dominação teve por ponto de partida o controle dos meios de produção e financeiros. O primeiro e decisivo impulso foi dado, de 1954 a 1960, quando os governos egressos do golpe de agosto de 1954 e o da eleição de JK do final de 1955 proporcionaram às empresas multinacionais (transnacionais) colossais favorecimentos para assenhorear-se dos mercados no País, desde a  Instrução 113 e seguintes da SUMOC, em janeiro de 1955.

Esse processo nunca mais foi estancado, e foi acelerado durante a maioria dos mandatos, pois a regra ficou sendo adotar políticas do agrado das transnacionais, que se haviam tornado a classe dominante.

Os EUA e seus parceiros impuseram, quando quiseram, golpes de Estado, em que a intervenção militar direta funcionou como  ameaça, ou recurso em caso de o resultado não ser obtido sem ela.  

A subida ao poder de líderes nacionalistas e dotados de atratividade eleitoral, foi impedida através de medidas discricionárias, nos 20  anos de governos militares, e novamente sob a democracia de fachada instituída em 1988, mediante inúmeras jogadas e fraudes políticas e mediáticas em prejuízo de Brizola e Arraes e, mais tarde, do Dr. Enéas.

Não é possível ignorar a ilegitimidade das “escolhas” de Collor e FHC para presidir a República, a não ser sob a ótica bitolada dos que não percebem as colossais manipulações e abusos de poder nem os esquemas de corrupção praticados com esse fim.

Tampouco se pode  entender a política dos governos encabeçados por Lula e Dilma, sem ter notícia dos acordos e conchavos destes com os mentores imperiais de seus predecessores. 

Resumindo, os  membros do Judiciário e do MP deslumbrados com os holofotes da mídia corrupta que agem com desenvoltura e até contra a lei, só o fazem por estarem agradando as transnacionais e a oligarquia local a elas vinculada.


Ademais, o Executivo  enfraqueceu-se e perdeu apoio popular e a confiança de entidades que o apoiavam, em consequência das concessões às oligarquias mundial e local.

Desde Getúlio Vargas, faltou aos presidentes focados na realidade do País, decisão para convocar o povo às ruas e mobilizar lideranças do Exército, a fim de ganhar condições de ocupar o poder real. 

Carecem, por outro lado, de base as ilusões cultivadas a respeito de líderes como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves.

Neves derrotou Maluf, nas eleições indiretas de 1985, porque a oligarquia financeira o preferia. Tanto é assim, que sua vitória se deveu à defecção no PDS para criar a Frente Liberal, liderada por Marco Maciel, tradicional articulador em favor das oligarquias.

Haja vista o ministério legado por Tancredo: Educação: o próprio Maciel; Comunicações: Antônio Carlos Magalhães (ACM), mantendo o feudo deste, associado a Roberto Marinho; Itamaraty:  Olavo Setúbal banqueiro do Itaú; no principal, Fazenda: Francisco Dornelles, defensor de políticas privatizantes e pró-capital estrangeiro.

PS - Informo que - na próxima 3ª feira, dia 28, a partir das 10 horas - faremos o Prof. Theotonio dos Santos e eu, Adriano Benayon, exposições seguidas de debate, em Brasília, no Colóquio de Economia do PDT.

Tema: Economia Internacional e a Inserção Externa do País.


Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

Xenofobia


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Salvatore D´Onofrio

Visitei a África do Sul, quando ainda perdurava o apartheid, regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994, que descriminava os pretos locais, em favor dos brancos europeus, que lá foram para explorar as minas de ouro. Naquela época, a África do Sul, junto com Austrália e Nova Zelândia, passou a integrar o Commonwelth, a Comunidade Britânica, países de Primeiro Mundo. Na sua capital Joanesburg foi realizado o primeiro transplante de coração por Christian Barnard, em 1963, o país sul-africano atingindo altos níveis de desenvolvimento humano.

Mas, com a ascensão ao poder de Nelson Mandela, descendente de uma tribo do rei zulu, e a conseqüente expulsão dos ingleses, começou um processo de decadência, fazendo regredir a África do Sul do primeiro para o terceiro mundo. Com a progressiva deterioração da economia e o alto nível de desemprego, neste último mês, violência e selvageria se espalharam pelas principais cidades: Durban, Cidade do Cabo, Joanesburg, Pretória.

A revolta popular aponta como culpados pela miséria os imigrantes africanos de países vizinhos (Moçambique, Zimbábue, Burundi), que lá chegam em busca de trabalho e liberdade civil e religiosa. Ironia do destino: cidadãos da África do Sul, que por décadas se sentiram vítimas dos brancos considerados discricionários, agora oprimem gente da mesma raça e pelo mesmo motivo: ódio aos estrangeiros.

Nelson Mandela, figura excepcional, defensor dos direitos humanos, merecedor do Prêmio Nobel da Paz, pecou, como Presidente da República, por não estimular seus concidadãos ao trabalho, aproveitando a herança industrial e civilizacional deixada pelos ingleses. Ele deveria ter ensinado que uma nação se constrói não apenas sobre direitos, mas, principalmente, com os deveres dos cidadãos: estudo, trabalho, honestidade, prática da justiça social, planejamento familiar.

No Brasil está se firmando uma xenofobia diferente, dividindo o país pelo ódio entre Nós e Eles, conforme a oposição estabelecida pelo grande chefe Lula. “Nós” seriam os petistas que chegaram ao poder, ocupando postos-chave do Estado sem competência e reelegendo-se sucessivamente pelo voto oportunista da massa necessitada e desinformada. “Eles” seriam os “elites” de olhos azuis e a classe média, os trouxas que trabalham e pagam impostos, produzindo a riqueza do país.

Sem meritocracia, justiça social, sentimento de responsabilidade do homem perante a sociedade, nenhuma democracia terá um futuro de prosperidade.

Salvatore D' Onofrio, Doutor pela USP e Professor Titular pela UNESP, é
Autor do: Dicionário de Cultura Básica (Publit), Literatura Ocidental e Forma e Sentido do Texto Literário (Ática), e Pensar é preciso e Pesquisando (Editorama).

Nada muda e tudo se transforma

Marta e Lula: tudo mudou...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Márcio Accioly

Há algum tempo (não muito distante), a simples publicação de um artigo como o veiculado em The Economist deste sábado (25), teria sido suficiente para fazer com que a presidente Dilma Roussef perdesse as estribeiras, jogasse aparelho celular na parede, agredisse a arrumadeira do Palácio da Alvorada e cuspisse fogo em quem passasse por perto. Sua excelência faz inimigos por onde passa.

Conhecida por seu temperamento intempestivo, além da brutal ignorância sobre todo e qualquer assunto, Dilma, semialfabetizada e estúpida, foi chamada de “O Fantasma do Planalto” pela publicação que retratou com precisão a sua perda de poder, apeada por conta do desmonte econômico e dos sucessivos escândalos comandados pela gangue petista. A única coisa que faz agora é viajar e gastar com cartões corporativos.

Num país de analfabetos diplomados às pencas (e de vigaristas que se passam por honestos à espera de oportunidade para o exercício do instinto criminoso), os que fazem rodízio nos altos cargos da República não perdem o timing de fazer valerem as suas “habilidades”. Exemplo mais recente é o da ex-deputada federal, ex-prefeita de São Paulo e atual senadora, Marta Suplicy (PT), que acaba de descobrir, vejam só!, ser o PT uma legenda formada por ladrões, assaltantes dos cofres públicos e bandidos impunes.


Quando era ministra do Turismo (2007), na gestão do alcoólatra, salteador dos cofres públicos, Lula da Silva, o Lularápio, Marta Suplicy, no bojo de uma das maiores crises aéreas vividas por este país, foi indagada a respeito de possíveis alternativas diante dos problemas nos aeroportos. E respondeu a contento, dizendo: “- Relaxa e goza porque você vai esquecer os transtornos”.

Depois dessa declaração digna de lupanar do mais baixo nível, sua excelência cuidou então de exaltar as vantagens do Plano Nacional do Turismo (lançado na ocasião), enquanto o chefe da quadrilha, Lularápio, que comandava toda a roubalheira que só agora vai sendo descoberta (uma parte), proferia discurso em que atacava mais uma vez a imprensa. Todos os presentes riram muito e se deleitaram aplaudindo nove dedos, inclusive sua então ministra.

É bom lembrar o que afirmou Lularápio, pois os problemas de hoje são os mesmos daquela época, tão somente acrescidos. Vejam:

“- O que a gente vê de bonito na imprensa brasileira? Não tem. Se fala em Pernambuco, é morte. Se fala do Ceará, é morte. Se fala da Bahia, é morte. Daí, o turista fala: ‘Espera aí, eu não vou sair daqui. Vou ficar dentro de casa’. Ele ainda olha para ver se tem uma fresta para não vir uma bala perdida. Essa é uma parte histórica do país, mas há outra parte que nos motiva a viajar”, complementou.

Depois disso, sua então excelência voltou para Brasília onde, certamente, reuniu-se com o cúmplice, Zé Dirceu, acertando valores que roubavam aos montões, inclusive da Refinaria Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, de onde sacaram bilhões de dólares destinados a contas sabe-se lá onde.

Mas a onda de crimes continuou e o número de mortes anualmente chega a quase uma centena de milhar sem que se tome qualquer providência com relação à segurança, construção de presídios ou a inevitável necessidade de se mudar radicalmente a atual legislação penal. Quem irá mudar? Os parlamentares envolvidos em tantas falcatruas?

A The Economist acertou em cheio: Dilma preside, mas não governa (até mesmo por desconhecimento e falta de articulação intelectual). A economia está nas mãos de Joaquim Levy, a política nas de Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha, enquanto que o país vai sendo corroído pelos ladrões de sempre.


Márcio Accioly é Jornalista.

"Errando se aprende". Aprende?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Percival Puggina

Estará o Brasil aprendendo com os próprios erros? Aprendem algo os homens públicos observando a história e os fatos do presente? Parece pouco provável. O erro costuma ser a mais perigosa e a menos produtiva forma de aprendizagem.

A expressão que dá título a este artigo surge com freqüência, em forma de argumento, por exemplo, nas altercações entre pais e filhos quando estes desejam fazer algo que aqueles afirmam ser errado.

A frase se esgotaria na própria insensatez, se a sensatez não fosse qualidade cada vez mais rara na vida social. Por isso, a pedagogia do erro, o "errando também se aprende" ganha dimensão de sabedoria conquistada a duras penas e justifica muita conduta imprópria.

Entendamos bem a questão. Há uma diferença fundamental entre o erro cometido por quem quer acertar e o erro praticado por quem deliberadamente busca o mal. É provável que o primeiro cumpra, sim, uma função didática, não tanto por causa do erro em si mesmo, mas devido ao anterior e posterior desejo de agir bem.

Pela razão inversa, aquele que erra sabendo que vai fazer algo incorreto, dificilmente aprenderá qualquer coisa que lhe venha a ser útil porque, tendo buscado intencionalmente o mal, não está animado para uma aprendizagem adequada.

Na maior parte dos casos em que essa expressão costuma ser empregada é importante verificar se não se trata de uma artimanha, coisa de quem, na verdade, já aprendeu, mas está seduzido por algum erro tentador. “Deixem-me errar porque errando se aprende”, pedia a mocinha de certa novela. Ora, “deixem-me errar” implica o prévio reconhecimento de que se vai em direção a um erro e, portanto, quem diz isso já sabe o que é errado e o que é certo. Já aprendeu. E o mais provável é que acabe desaprendendo.

Ademais, o erro não pode ser usado indiscriminadamente como forma de aprendizado pois, como regra, existem outros métodos mais vantajosos, tais como os proporcionados pela observação, pela sadia orientação e pelos bons livros. Em outras palavras: dentre todas as formas de aprender, a pior - a que devemos relegar à posição mais remota - é aquela que o erro pode facultar, principalmente quando dele podem advir graves problemas a quem erra e/ou aos demais. Viu, dona Dilma?

No caso brasileiro, a situação se agrava. Estabeleceu-se, aqui, ativa e até agora dominante, uma pedagogia que dissemina o erro, serve o mal como bem e a mentira como verdade. Interpreta ardilosamente os fatos, muda a história e, por isso, nada aprende sequer das grandes catástrofes políticas e econômicas vividas por outros povos.

É uma pedagogia maligna por excelência. Quando se depara com as consequências dos erros a que conduz, jamais faz o mea culpa. Com o ar indignado, gira o dedo indicador para qualquer direção, exceto à do próprio peito.


Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.