segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Erro imprevidente de prioridade pode ser fatal



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Em meio ao desgaste midiático do Bebiannogate, em fase de solução por redução da temperatura pelo lado da família Bolsonaro e pelo lado do ministro que deixará a Secretaria Geral da Presidência da República, surge a pior notícia dos quase 50 dias do Governo Bolsonaro. Focado em priorizar a aprovação da Reforma da Previdência, parece que o Palácio do Planalto prefere deixar tramitando em banho-maria a votação do pacote anti-corrupção e de combate ao crime organizado – que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, envia ao Congresso Nacional nesta terça-feira. A da Previdência segue na quarta-feira...

A “estratégia” pode ser um erro imprevidente de prioridade. A missão de Moro é uma prioridade claramente definida pelo eleitorado – e não por marketeiros – durante a campanha eleitoral que produziu o milagre da eleição de Jair Bolsonaro e Antônio Mourão. A Previdência, fundamental para um ajuste nas contas públicas – só apareceu como “prioritária” durante a fase de transição governamental. Será que o governo não tem pressa na tramitação do pacote de Moro – que mexerá no Código Penal e na lei de combate às organizações criminosas?

É inacreditável que isto aconteça nesta altura do campeonato... Será que já tem gente agindo, no bastidor mafioso, para forçar que Sérgio Moro peça para sair do Ministério da Justiça, só porque as supostas “prioridades” políticas e econômicas sabotaram o trabalho dele?

O Presidente Bolsonaro precisa ponderar tamanho risco, antes que a imprevidente inversão de prioridade termine sendo fatal à integridade de seu governo. A saída de Bebianno do governo é fichinha. Pode ser superada facilmente. Já a substituição de Moro não tem preço. O eventual prejuízo não tem cobertura de seguridade política...

Se não houver combate efetivo à estrutura criminosa, nenhuma reforma resolverá coisa alguma. O Crime Institucionalizado continuará vencendo no Brasil. O Presidente Bolsonaro tem o dever de saber disto. Ou vai terminar refém de bandidos profissionais...

Releia a primeira edição: A luta para renovar o STF e o STJ



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Fevereiro de 2019.

A luta para renovar o STF e o STJ



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Os cidadãos mobilizados nas redes sociais devem dar toda força à deputada federal Bia Kicis (PSL-DF). Ela lidera um esforço para revogar a famosa PEC da Bengala. Por trás da luta para reduzir de 75 para 70 anos a idade para aposentadoria compulsória de servidores públicos, está a intenção política de antecipar a substituição de pelo menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal e de tantos outros no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No STF, os atingidos seriam Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Se a PEC da Bengala for derrubada, o Presidente Jair Bolsonaro teria a chance suprema de promover uma renovação na escalação da Corte Suprema do Brasil. Mesmo que Bolsonaro declare publicamente que seu governo não apóia a medida, o espírito de corpo do Supremo não acredita... Pressões supremas, nos bastidores do Congresso Nacional, farão de tudo para abortar a intenção de Bia Kicis.

O corporativismo supremo exerce toda pressão nos bastidores para impedir não só as adesões contra a PEC da Bengala. A prioridade defensiva é evitar, a todo custo político, que parlamentares retomem a iniciativa de pedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a atuação dos 11 deuses supremos. A pressão popular na Internet cobra a CPI da Lava Toga. O objetivo é investigar possíveis irregularidades cometidas em decisões dos tribunais superiores (STF e STJ). Os magistrados alegam que a idéia é inconstitucional.  

O STF está pelado na pracinha dos três poderes. Isto é gravíssimo, preocupante e imperdoável. Quando o Judiciário se desmoraliza, a Justiça se torna impotente e a sociedade acaba condenada ao inferno. A desconfiança com o Supremo e o Superior Tribunal de Justiça só vai parar quando e se os magistrados derem exemplos de seriedade e compromisso com a verdade e a moralidade pública.

Em meio a tanta polêmica, uma coisa é absolutamente certa: o Supremo não pode ser fator de insegurança jurídica – que é a negação da Democracia. Também é certíssimo que Executivo, Legislativo, Judiciário e os Militares precisam “discutir a relação”... Aprofundar a guerra de todos contra todos os poderes é quase um suicídio institucional.

O Brasil precisa de Judiciário – e não de Judasciário... Os 11 do STF e os 33 do STJ precisam lembrar disto a cada instante... A maioria esmagadora do povo brasileiro está cansada de injustiças, assassinatos de reputações e impunidade.

Participe assinando o abaixo assinado de apoio à CPI LAVA TOGA: https://www.change.org/p/senado-federal-do-brasil-lavatoga-já

Gilmar sempre na berlinda


Marcação cerrada sobre Gilmar Mendes

Releia o artigo de domingo: Desafios para o Bolsonaro gestor  


Suderj informa:

O Presidente Jair Bolsonaro escalou o General Floriano Peixoto para comandar a Secretaria-Geral da Presidência da República.

A edição de meia-noite do Diário Oficial da União publicou a exoneração de Gustavo Bebianno.

Tristeza para o amigo Paulo Marinho - suplente do senador Flávio Bolsonaro...

Bebianno tem duas alternativas: ou se torna um ilustre inimigo de Bolsonaro ou baixa a bola e aceita algum prêmio de consolação, como uma embaixada no exterior ou uma diretoria de estatal...

O Presidente avaliou que a saída de Bebianno não representa uma perda política relevante e que só seria um problema se Bebianno tivesse munição pesada contra Bolsonaro e tivesse coragem e disposição para usá-la.

Próximo alvo

O PSOL ameaça entrar com uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra o deputado federal Luciano Bivar (PE).

Reportagem do Estadão denuncia que o presidente do PSL gastou R$ 250 mil do Fundo Eleitoral para contratar a empresa de um dos seus filhos durante a campanha de 2018.

A NOX Entretenimentos está registrada em nome de Cristiano de Petribu Bivar, em Jaboatão dos Guararapes, a 20 Km de Recife. 

Ótimo e bom

Do jurista e sábio formulador de conceitos Antônio José Ribas Paiva:

“O Ótimo seria a intervenção! Não ocorreu, vamos ficar com o Bom, Governo Bolsonaro. Esperemos que remova o ENTULHO COMUNISTA da vida dos brasileiros: MST, REFORMA AGRÁRIA, CONFISCO TRIBUTÁRIO, INDÚSTRIA DE MULTAS,  REGRAMENTO EXCESSIVO, RADARES DE TRÂNSITO -TAXÍMETROS DE PREFEITOS E GOVERNADORES, RODÍZIOS DE VEÍCULOS, PEDÁGIOS CARÍSSIMOS, CRIME ORGANIZADO, SISTEMA DE SAÚDE PRECÁRIO, CORRUPÇÃO NO JUDICIÁRIO, LEGISLATIVO E EXECUTIVO, “NAÇÕES DE ÍNDIOS”, INSEGURANÇA PÚBLICA, POLITICAMENTE CORRETO e, por aí vai... DEMOCRACIA JÁ!!!”

Janaína em campanha



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Fevereiro de 2019.

USP & CUSPE



“USP cancela matrículas de estudantes de colégios militares aprovados via Sisu"
Estadão, internet,17/02/2019, 01:03

“USP volta atrás e confirma matrícula de alunos de colégios militares”
Estadão, internet,17/02/2019, 18:03

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Conta-se que numa cidadezinha no interior da Sicília, no século passado, um jovem mafioso estava exultante com seu primeiro posto de mando: Caporegime.

Ele entrou num bar onde havia muitos senhores de meia-idade e um velhinho fumando um cigarro fedido, sozinho em sua mesa.

Incomodado o flamante rapaz ordenou; “Apague esse cigarro!”

O ancião nem olhou e deu nova tragada.“Apague o cigarro seu surdo!”

O fumante olhou de esgueira o valentão.

Furioso com a desobediência, o moço aproximou-se e cuspiu na cara do fumante. Este, impassível, tirou o lenço do bolso, limpou o rosto, exclamando para todos ouvirem: “Principiante!”.

Era o “Capo di tutti i capi”.

Os dirigentes da universidade ou são idiotas ou estão num estágio avançado de Alzheimer.

Se tivessem xingado a mãe de todos os oficiais, dentro e fora do governo, o estrago teria sido menor.

Lembraram-se de que um dia gato vira tamborim e voltaram atrás rapidinho.

Quando alguém perde a noção do perigo, nos dá dó e preocupação.

Amáveis leitores não se assustem se o “campus” for evacuado, mais cedo ou mais tarde, para desratização geral.

A outrora glória de São Paulo, então chamada de Athenas Paulista, hoje é valhacouto de boçais de todo jaez.

É para rir ou chorar?

É pra rir, porque a USP voltou atrás da obrada acadêmica.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Responsabilidade dos Administradores de Companhias



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

O tema é por demais instigante e ainda sem uma resposta eficaz, efetiva e que contente minimamente investidores, minoritários, sociedade civil, e notadamente prejudicados, inclusive pessoas que perderam suas vidas.

É pensando nessa realidade que debateremos no próximo dia 14 de março de 2019, às 9 horas, no auditório da Bovespa (B3), no centro velho de São Paulo (www.inre.com.br) relevantíssimo tema com especialistas, já que existe uma disputa entre a judicialização, mediação, arbitragem e o fôlego de conciliação para que se resolva de forma indolor e menos traumática o que desponta na lei 6404/76. na perspectiva do controlador e dos administradores das sociedades de economia mista (Petro) e de empresas privadas (Vale).

Aos que se interessam pelo assunto será uma rara oportunidade a fim de que saibamos por que há tanta demora, descaso e falta de uma resposta imediata dentro do âmbito das indenizações. No caso da Petrobrás os estrangeiros foram literalmente indenizados, mas no Brasil se aguarda as calendas uma arbitragem sem dia, hora e local para começar e ter um ponto final, ao que tudo indica.

A situação se agrava pois que acreditam na impunidade e na demora da justiça brasileira. Soubemos de um interessante caso no qual a justiça britânica determinou um determinado pagamento por um grande banco em poucas horas e naquele País não é regra o recurso se for interposto sem a mínima condição de prosperar sequer há juízo de admissibilidade.

Respondem de forma solidária os administradores e controladores para com os desmandos da companhia, não sendo plausível dizer que a empresa é vítima ou apenas uma jóia que fora burilada, mas que não aprendeu a lição de casa fruto de sinistros pretéritos. É fundamental se cogitar no dano ambiental de uma responsabilidade penal da pessoa jurídica e um trabalho fiscalizado de reposição da área geográfica com replantio.

Os casos de Brumadinho,do Ninho do Urubu e também da morte de jornalista em acidente de helicóptero aceleram o nicho da falta de fiscalização do poder público e da total leniência das empresas, dos clubes de futebol. Somente agora estão verificando que boa parte deles não tem alvará ou prédio seguro para que atletas possam treinar e ter moradia, a par do helicóptero sem licença para voo com passageiro e queda fruto de pane.

Ou seja, no Brasil a vida vale muito pouco sem qualquer metáfora. Mas é a pura realidade. Quando os administradores e controladores serão exemplarmente punidos, afastados e preservada a empresa
sob gestão séria, transparente e que elimine o risco e não submeta a população às tragédias?

Nem bem o ano começo já batemos todos os recordes internacionais de catástrofes, e de mortes,espalhando para o mundo afora a incompetência e a circunstância da falência do estado brasileiro, cujas agências não funcionam e as autoridades existem para inglês ver.

Enfim, é nesse triste cenário que precisamos encontrar meios e mecanismos de responsabilizar administradores,gestores e o controlador,de tal sorte que não serão as seguradoras as implicadas nas indenizações mas na eliminação das antíteses, com a recuperação das perdas pelas vítimas,investidores e sem respingar na figura do minoritário que para tanto nada cooperou ou colaborou.

Que sirva de exemplo e possamos transformar tristes e melancólicos exemplos numa pagina virada da história e com respeito às vítimas indefesas e colocadas em estado de risco única e exclusivamente por causa dos agentes de fiscalização e administradores ineptos.

Carlos Henrique Abrão é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo. Autor de livros de Direito.

Vale, Crime e Castigo



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

É DEVER do Governo Federal intervir no Conselho de Administração da Vale, demitir e processar os responsáveis, diretos e indiretos pela tragédia e indenizar imediatamente as vítimas.

Há dolo eventual de alguns e culpa de muitos. A começar por FHC, o pai da falcatrua da “ privatização-doação” da Vale.

Os PASSIVOS AMBIENTAL e, principalmente, MORAL, da Vale do Rio Doce são maiores do que o Patrimônio líquido da empresa. Não fossem as questões estratégicas e geopolíticas, que envolvem a questão mineral brasileira, a empresa deveria ser liquidada.

Por isso, a União Federal deve retomar o seu controle e administração, em defesa da Soberania Nacional e da Ordem Pública. Não há espaço para leniência!

Essa é a encruzilhada do Governo; ou toma as providências necessárias ou acaba antes de começar!

A IMPUNIDADE GERA O ABUSO!

DEMOCRACIA JÁ!!!

Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club.

Umbrais do amanhã sob a Lama



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

Quando o olhar de esperanças começava a enxergar os umbrais do futuro, eis que a paisagem devastada por lama e rejeitos de ferro, em um território adornado por morros e montanhas, desvia a vista para uma horrenda fotografia do passado. Carlos Drummond de Andrade, em 1984, já descrevia a cena: “O Rio? É doce. A Vale? Amarga. Ai, antes fosse/Mais leve a carga. Entre estatais/E multinacionais/Quantos ais!”
O futuro ensaiava ser um misto de harmonia ambiental, desenvolvimento social, alegria de viver em segurança, com o homem tirando a riqueza da terra para formar seu pibizinho de felicidade. Era isso que se via pelas frestas do amanhã: um país retornando ao porto seguro, depois de anos de borrascas que sugavam as energias de seu povo, serviços públicos essenciais – saúde, educação, segurança, mobilidade – resgatando sua eficiência, um dinheirinho mais gordo no bolso.
Já o passado contém curvas, artimanhas, adereços e aquele jeitinho que nossa gente herdou desde remotos tempos: a mamata nas tetas do Estado, o nepotismo, a apropriação dos bens públicos por grupos encastelados nos vãos e desvãos da República, o amaciamento de leis, a devastação da natureza, as tragédias anunciadas com a visão de mortos enfileirados, o conluio político, a dinheirama jogada no balcão de recompensas, os Poderes constitucionais sob permanente tensão, entre outras mazelas.
Até chegamos a confiar no lema do comandante dessa que se apresentava como empresa-orgulho do Brasil, a Vale: “Mariana nunca mais”. Há 3 anos, o rompimento da barragem de Fundão, a 35 kms do centro de Mariana, conferiu ao Brasil a marca: o maior impacto ambiental da história brasileira e o maior do mundo. A barragem pertence à Samarco, empreendimento de propriedade da brasileira Vale e da anglo-australiana BHP Billiton. O desastre de Mariana se repetiu.
E o que se enxerga a essa altura? Desculpas esfarrapadas. Explicações que davam a barragem do córrego Feijão como segura. Bloqueios de bilhões da empresa. Como se sabe, não vingarão. O caminho longo do Judiciário fará retornar os recursos. Endurecimento da legislação sobre concessão ambiental? O então candidato Jair Bolsonaro e o então candidato Romeu Zema, governador de MG, prometeram em campanha o contrário: amaciar, flexibilizar, sob o argumento de desburocratizar. Portanto, o novo governo está numa encruzilhada.
Sob a égide privatista, dentro do imenso guarda-chuva do liberalismo que guiará a equipe econômica, o meio ambiente não deverá ser tão protegido. O agronegócio esticará seus braços sobre as paisagens verdejantes. Pode até se reaver o projeto arquivado no Senado com vistas ao endurecimento das leis ambientais. Receberá endosso das bancadas duras? Difícil.
Não há, então, fresta na janela do amanhã que possa fazer brotar as esperanças? Só se for a janela do ministro Sérgio Moro, da Justiça, de onde descortinaríamos melhor visão. Mas ele terá que aguentar o tranco e sustentar a força investigativa do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), este mesmo que está de olho nas contas do senador eleito Flávio Bolsonaro. Moro parece estar entre a cruz e a caldeirinha. Se o órgão for em frente, fará crescer a montanha de suspeitas sobre o filho do presidente e outros protagonistas, ameaçados de flagra fazendo o jogo da “rachadinha” (uma parte pra lá, outra prá cá).
O fato é que o futuro continua preso no cordão do passado. Por mais que se procure cortar os laços, nossa cultura política se banhará por muito tempo nas águas lamacentas de fontes contaminadas, com chances ainda de ficar soterrada na lama e em rejeitos que fluem por todo o território. A assepsia será um exercício de longuíssimo prazo.
Até lá, com paciência e persistência e, sobretudo, com fé, poderemos empurrar o balão da política na direção de novos ventos.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

Não somos galinhas



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Nos tempos que transcorrem, é preciso mais que nunca, pensar duas ou mais vezes antes de emitir uma opinião.

O inimigo não dorme, espalha boatos, publica notícias falsas. Armadilhas escritas e faladas minam os campos aparentemente bucólicos e inofensivos de nossos cérebros.

Adestrando incautos. 

Lembro então, do fazendeiro que um dia encontrou um filhote de águia no bosque e o levou para casa criando-o como uma galinha.

Passou o tempo e um dia um biólogo que passava pelo local, percebeu que havia naquele galinheiro uma águia ciscando o chão junto com as galinhas.

Espantado pelo fato, procurou o fazendeiro, ele então contou ao biólogo toda a história, alegando que por ter sido criada com as galinhas, ela hoje era nada mais que uma delas.

O homem da ciência, não podia aceitar tal alegação e pediu para fazer um teste.

Tirando-a do galinheiro a pôs sobre o braço e ordenou:- voe!

A águia seguiu pousada em seu braço, depois de um tempo e várias ordens inúteis para que voasse, ela saltou para o chão, onde outras galinhas ciscavam em busca de comida, passando a imitá-las.

O fazendeiro, orgulhoso de sua sabedoria inata, não pode deixar de comentar: Viu, eu não lhe disse, ela é uma galinha!

O biólogo não se deu por vencido, pediu para subir ao galpão e lá de cima segurando nas mãos a águia que tremia de medo, ordenou inutilmente que voasse.

Tão pronto a soltou, ela correu pelo telhado vindo a cair desajeitadamente no chão abaixo, onde assim que passado o susto, voltou a ciscar com suas companheiras para a alegria do fazendeiro, que via sua teoria confirmada além da ciência.

Criada em cativeiro, os horizontes da águia eram restritos, o biólogo não se dando por vencido pediu ao fazendeiro para levar a águia até um monte próximo. Certo de suas convicções, o fazendeiro não viu porque negar ao pedido.

Quando chegaram no topo o sol já se dirigia ao poente, mais uma vez o cientista pôs a águia sobre seu braço, diante dos olhos do magnifico pássaro, se descortinava uma paisagem de liberdade e beleza somente interrompida pelos limites da vista no horizonte.

Não havia galinhas ciscando ao alcance da vista da águia.

- Voe, disse o Biólogo, e para sua alegria a águia abriu suas magnificas asas e ganhou os céus para nunca mais voltar.

A mídia aparelhada apesar da derrota acachapante sofrida nas eleições, continua a tentar fazer o povo acreditar em falácias.

Tratam de criar factoides para indispor o presidente da república com seus filhos (família é uma coisa ultrapassada para a esquerda, os filhos devem pertencer ao estado e entregar seus pais à justiça do mesmo, se eles não se comportarem de acordo com os ditames).

O STF está nu, não existe justiça quando os réus são julgados por incompetentes (para dizer o mínimo sem ofender as mães dos ministros).

Não pode haver reforma da Previdência sem cortar antes os benefícios de políticos e servidores públicos. 

Não pode haver governo se não houver união.

Não somos galinhas.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Desafios para o Bolsonaro gestor



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Depois da mais grave crise nos quase 50 dias de governo, o Presidente Jair Messias Bolsonaro será submetido a um teste de fogo: terá de comprovar aos eleitores, aos aliados e aos inimigos que tem plena capacidade e competência de gestão, tanto de pessoas quanto de crises. Será preciso agir e reagir com mais razão e menos emoção, porém tomando todo cuidado para o fígado não tomar o lugar do cérebro e do coração.

Alguns grupos de alto nível de pensamento nas redes sociais – mais focados em conceitos e raciocínios corretos e não em fofoquinhas midiáticas – produziram algumas análises muito úteis ao Presidente Bolsonaro, na nova fase pós-50 dias de governo. Afinal, Bolsonaro não pode se transformar em um enfeite na cadeira presidencial. Não pode perder a aposta feita pelo eleitorado de que é capaz de governar com competência. É isto que está em jogo agora.

Bolsonaro foi eleito para resolver três problemas que incomodam o imaginário popular: 1) a violência fora de controle; 2) a corrupção sistêmica; 3) a economia estagnada. A Reforma da Previdência não estava definida como “prioridade” no script da campanha, porém acabou se tornando o maior objetivo do governo por imposição da equipe econômica e do mercado financeiro que tem interesse em lucrar com o regime de capitalização. As complexas negociações da reforma consumirão muita energia de Bolsonaro. Isto pode comprometer a execução de uma agenda positiva.

Para isso, os livre-pensadores via internet recomendam que Bolsonaro tem de evitar e abandonar os velhos e deletérios vícios do poder. O governo precisa de um novo modus operandi. Toma-lá-dá-cá ainda não é fácil de driblar, porém deve ser evitado a todo custo. Desfazer a velha política exige muita visão estratégica e compromisso de um staff altamente capacidado.  

Porém, o ponto fundamental é integrar os 22 ministérios. Até Bolsonaro assumir, a constatação foi de que eles operavam isoladamente. Cada grupo cuidava de seu “feudo”. O Presidente parecia um ente ficcional perante um elenco de ministros que faziam a festa atendendo aos interesses de seus grupos.

A equipe de Bolsonaro – sobretudo os militares – tentam mudar tal realidade, tentando integrar ministérios e seus órgãos a um plano de governo feito (?) após a vitória e a posse governamental. Bolsonaro espera uma atuação correta, eficiente, honesta e rápida de seu time ministerial. Deu prazo fatal para metas cumpridas em 100 dias de governo. A turma tem 50 dias para chegar a resultados. O Presidente já sabe que alguns não conseguirão. Os “fracassados” rodarão. Pedirão para sair, ou serão saídos... Um freio de arrumação é inevitável.   

O affair Bebianno, certamente, será mais um duro aprendizado a um Presidente que vem de quase três décadas de parlamento, sem vivência administrativa. Podem ocorrer efeitos colaterais? Certamente que sim... No entanto, Bolsonaro precisa encontrar um craque para escalar na Secretaria-Geral da Presidência – que deve funcionar como meio-de-campo e ponto de equilíbrio do governo.

O Alerta Total insiste por 17 x 17: a boa governança dependerá de: 1) decisões corretas; 2) Comunicação direta, honesta, verdadeira e na velocidade certa, sem precipitações e factóides; 3) Um staff, com visão realmente estratégica, que seja competente na gestão de crises, ajudando o Presidente a tomar as decisões certas; 4) Bolsonaro deve confiar mais no seu vice Mourão – que consegue relaxar e até apresentar bom humor na hora de decidir o que precisa ser feito na solução de problemas; 5) Precisa se aconselhar mais com seus vários Generais de Exército que ocupam cargos-chaves no Palácio do Planalto.

Não é hora de pressa, porém de velocidade correta. Cinquenta dias passam voando até chegar a 100 - quando já está programada uma reescalação de alguns dos 22 ministros e de muitos outros colaboradores nos demais escalões governamentais. A crise de agora foi uma oportunidade para fazer melhor daqui a 50 dias. A chance não pode ser desperdiçada. Aé porque o País não agüenta...

Providência imediata para Bolsonaro. Praticar sua agenda positiva. Se for pautado pela ultrapassada mídia canalha, quem vai dançar é ele. A Dilma caiu assim...  

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Fevereiro de 2019.

Sassaricando



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Não há melhor analogia para definir este início de governo.

Jogaram pó de mico no salão?

A oposição formou um bloco:”Unidos no infortúnio”.

Beicinhos e esperneios por terem contrariados seus anseios.

Uns assobiam, tão bem cá como lá. É o tico-tico no fubá!

A equipe do mito, por enquanto, está cheia de delicadeza.
“Us inimigu fungando no cangote”.

Não falta rima, não falta mote.

De nada adianta o resto se não houver bicho de pé.

Um poderoso de hoje não passa de um ZéMané.

Eu fé só boto em quem teve voto.

Sem manipulações soturnas em eletrônicas urnas !

Quem ainda ulula, ainda não entendeu que o cara se fo...

Na procissão de outrora: “Comadre Maria que bicho deu hoje? “Ave, ave, avestruz !”.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Para articuladinhos e filhos dos outros



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Em Porto Alegre, um grupo de mães e pais articuladinhos convocou, para 18/02/19, a realização de um "café da manhã", nas lanchonetes de oito bons colégios, para recepcionar os alunos ao início do ano letivo. A malandragem é clara, um ato que obedece ao que ditou Guilherme Boulos horas após a eleição de Bolsonaro: "Seremos resistência".

É uma grande patuscada ideológica. Para começar, o que eles querem é fazer a cabeça dos filhos dos outros, que os seus próprios já estarão catequizados. O negócio é envolver os adolescentes ainda não doutrinados, arregimentando-os para infernizar o novo governo.

Aliás, há um aspecto que beira o cinismo. Ao que parece, o motor da iniciativa é uma tal Associação Pais & Mães pela Democracia. Mas o que entendem por democracia? As atitudes, os refrões, as ameaças, tudo o que expressaram depois do resultado das urnas em 2018, trombeteando uma "resistência", revela incapacidade de reconhecer a legitimidade do que o eleitor escolheu. É aquela mentalidade: "adversário é inimigo!" Isso é autoritarismo puro! Como falar em democracia?

A maioria até pode estar de boa-fé, mas muito desinformada. Vamos lá. Só duas questões para testificar a desinformação dos pressurosos pais: Quantos deles saberão o que é o Foro de S. Paulo? E quantos saberão no que teria dado o infame Plano Nacional de Direitos Humanos, que Lula, guiado pelo tal Foro, felizmente sem sucesso, tentou implantar em 2009?

Quem não consegue responder com clareza não compreende as maquinações subterrâneas do projeto de poder que, em 2018, foi representado por Boulos e Haddad, que dão as tintas para a tal "resistência". E quem compreende e apoia está de má-fé.

Na miopia desses alienados, que não entendem a democracia, é usurpação haver um governo que não siga o ideário da raivosa esquerda.

Pois que fique claro, nem mesmo a omissão dos demais pode legitimar essa investida ideológica. Erram no conteúdo, erram na forma. Não é democrático o propósito de arruinar o governo do Brasil para favorecer o projeto de poder da esquerda. E democrático não é arrogar-se o papel de fazer a cabeça dos filhos dos outros.

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Advogado.