domingo, 25 de janeiro de 2015

De Sérgio Porto a Sérgio Moro


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Vale repetir por 13 x 13: O Partido dos Trabalhadores, e seus comparsas da base amestrada, não têm a menor condição política, moral ou ética de continuar desgovernando o Brasil. Eles nos mergulharam nas trevas. As delações premiadas da Operação Lava Jato - sobretudo as provas fornecidas por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef - arrasam com a legitimidade dos personagens que infestam o Governo do Crime Organizado. Como já era sem nunca ter sido, Dilma Rousseff merece perder o emprego. Mais culpado é quem botou ela no Planalto do Palhasso - com fraude eleitoral ou não.

Diante dessa desgraça política, gritamos: "Lalau, socorro!". Só é bom advertir que o apelo é para Stanislaw Ponte Preta (1923-1968). Este Lalau do bem tinha o mesmo apelido daquele juiz condenado por corrupção. A profunda diferença entre ambos é que o cronista Sérgio Porto proclamava uma sentença que resume perfeitamente a nossa dantesca conjuntura tupiniquim. "Entramos no perigoso terreno da galhofa"...

O problema, caro Lalau, é que entramos pelo cano agindo como hienas. Comemos carniça, digerimos lixo, porém rimos da própria desgraça no Brasil da Piada Pronta (royalties para José Simão). Parecemos o protótipo de uma tragicomédia nacional sem a menor graça. Lalau justifica: Deve ser porque "um homem que não chora tem mil razões para chorar". Ou porque "consciência é como vesícula, a gente só se preocupa com ela quando dói".

Racionamento, Recessão, Roubalheira, Radicalismo... Quando tudo isto se combina temos o Brasil Capimunista sob governança do crime organizado. O governo federal, na maior cara de pau, tem a coragem de mandar a população economizar água e energia. Os dirigentes só podem estar de sacanagem... Eles nos legaram um apagão generalizado, da eletricidade aos valores morais mais básicos. Lalau esclarece: "Ser imbecil é mais fácil". E pondera, em socorro dos idiotas oficiais: "Pode-se dizer a maior besteira, mas se for dita em latim muitos concordarão". 

O paradoxo é que deveríamos ter água e energia de sobra por aqui. No entanto, a combinação explosiva entre incompetência gerencial, falta de planejamento correto e muita corrupção impedem que vivamos no Paraíso. De novo, Lalau retrata o fenômeno: "Difícil dizer o que incomoda mais, se a inteligência ostensiva ou a burrice extravasante". E acrescenta: "No Brasil, as coisas acontecem, mas, depois, com um simples desmentido, deixaram de acontecer".

O que fazem as Agências Nacionais de Água e de Energia Elétrica diante desse quadro absurdo de falta de água e energia? A resposta mais possível é: ANA e ANEEL só podem estar fazendo merda! Diante dessa tendência forte de má gestão cabe outras indagações básicas: Por que os reguladores não funcionam direito? Agem culposamente (sem intenção) ou dolosamente (conscientes das cagadas)? Resposta resumida em outra perguntinha autorrespondível: O Brasil é um País condenado ao fracasso, por imposição externa ou por conivência interna?!

Talvez Lalau consiga me responder melhor, com uma observação enigmática, sobre um País que parece um cachorro correndo atrás do próprio rabo: "Sempre ouviu dizer que o homem totalmente realizado é aquele que tem um filho, planta uma árvore e escreve um livro. Tinha um filho, plantou uma árvore, o filho trepou na árvore, caiu e morreu. Só lhe restou escrever um livro sobre isso".

Stanislaw Ponte Preta manda recados para os supostos poderosos. Tem uma frase consoladora para Lula, agora sendo mal citado no judiciário português, sem que isto seja uma piada lusitana: "Ninguém se conforma de já ter sido". Sobre os mesmos problemas enfrentados por quem se torna alvo de denúncias de corrupção ou de especulações sobre seu estado de saúde, Lalau tem outra frase de efeito: " As coisas que mais contribuem para avacalhar a dignidade de um homem são, pela ordem, bofetão de mulher e tombo de bunda no chão". Só não sabemos se a Rosemary bateu ou se o chefão sofre agora de pigalgia (dor no rabo)...

Lalau tem um recado certeiro para Dilma Rousseff - que não teve a chance de conhecer e que jamais seria uma das "Certinhas do Lalau" que embelezavam a coluna dele no extinto jornal Última Hora: "Menino mijado, bode embarcado e Chefe de Estado, nunca fica despreocupado". Sobra até para o Michel Temer, que a petralhada traíra começa a atacar: "Mais inútil do que um vice-presidente". Tem conselho também para o Joaquim Levy: "Antes só do que mal acompanhado".


Lalau também analisa a chance de Eduardo Cunha conquistar a presidência da Câmara contra a vontade do governo: "Quem desdenha quer comprar, quem disfarça está escondendo, mas quem desdenha e disfarça, não sabe o que está querendo". Tem outra frase que se aplica à base aliada, chegada a mensalões, petrolões e eletrolões: "Hoje em dia, ninguém é bonzinho de graça".

Até o dilema do Teori Zavascki, que demora a denunciar os políticos enrolados na Lava Jato, Sérgio Porto compreende, em sua vidência literária que transcende o tempo e o espaço: "Às vezes é melhor deixar em fogo lento do que mexer na panela". E adverte, culinariamente falando: " Quem não tem quiabo não oferece caruru. Pra quem gosta de jiló, coruja é colibri".   

Resumindo, Lalau tem uma solução definitiva para resolver os problemas brasileiros. O problema é que a turma nazicomunopetralha só concorda com ele pela metade: "Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!". Eles priorizaram se locupletar e cumpriram a missão, direitinho, em seu projeto de perpetuação no poder... Restaurar a moralidade, para os petralhas, é falsa promessa do passado...

E para quem não tem mais Sérgio Porto entre nós, resta um consolo. Temos Sérgio Moro, o Homem de Gelo, que quer restaurar a moralidade. Ele merece ganhar o prêmio "Faz Diferença", concedido por O Globo, na categoria Personalidade do ano de 2014. O triste e engraçado é que o juiz seja premiado simplesmente porque cumpre seu dever de servidor público e de magistrado...

Lugar esquisito este Brasil - um grande FEBEAPÁ... 

Por isso, o Lalau nos dá a lição derradeira, muito além do seu Festival de Besteiras que Assola o Brasil:

- O sol nasce para todos, a sombra pra quem é mais esperto.

E como "Sombra" evoca Celso Daniel, é melhor deixar o Sérgio Moro pegar o Lalau Maior - que poderia roubar até o lugar do Stanislaw, se não fosse tão sem graça...

Sucesso de Lula em Portugal


Nosso Chefão está mal na fita e virando piada entre os lusitanos...

Mas está bem com os bolivianos, com quem ontem se divertiu em uma feira em São Paulo, onde foi aplaudido, beijado e paparicado...

Prova de que Lula é um mito, e os mitos endeusados no Brasil não acabam nem quando morrem.

Petistas apostam milhões de dólares: Não serão denúncias de corrupção que vão atingir Lula - que venceu até um câncer...

O crime compensa... E como...

No acordo de "colaboração premiada", a defesa do doleiro Alberto Youssef conseguiu a inclusão de uma cláusula de performance, ou taxa de sucesso, na qual ele receberá 2% de todo o dinheiro que ajudar a recuperar.

Caso a Justiça consiga, com apoio de Youssef, colocar as mãos em uma fortuna de R$ 1 bilhão que circularia em paraísos fiscais, o doleiro embolsaria R$ 20 milhões no final da ação.

O valor é a metade de todos os recursos confiscados pela Justiça em nome de Youssef.

Morra de inveja



Veja o discurso de Barack Obama no "State of the Union", em 20 de janeiro, e constate o que significa viver em uma República de verdade.

Calada...



No Brasil, falta tudo: luz, água, governo, vergonha na cara e por aí vai...

Sossega, Leãozinho...



Questão relevante

Perguntinha para a Elite Moral que precisa se mexer:

Quem se propõe a combater os inimigos da humanidade, os hipócritas, que a enganam, os pérfidos, que a defraudam, os ambiciosos, que a usurpam e os corruptos que abusam da confiança do povo?

Respostas diretamente para a consciência de cada um de nós...

Bem definido...


E dia 6 de fevereiro tem festinha de aniversário do Partido, em Belo Horizonte: O que o líder Lula falará neste dia?

Lula e Dilma estão fugindo de jornalistas igual a político que foge da Justiça Federal...

Por onde anda a Rose?



Do médico Humberto de Luna Freire Filho, uma importante lembrança:

"A Revista Veja desta semana, declara que só duas pessoas - o empresário José Carlos Bumlai e Marisa Letícia, entravam no gabinete presidencial sem bater na porta, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva era presidente. Ou por esquecimento ou por discrição, a revista não citou que uma terceira pessoa também tinha esse privilégio e acessava a qualquer hora o gabinete do Exu de Garanhuns; era a Segunda- dama, dona Rosemary Noronha. Isso acontecia no gabinete presidencial de Brasília, no escritório da Presidência em São Paulo e no gabinete presidencial do Aerolula. Esse em clima bem mais romântico".

Pedindo pra sair já?



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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Janeiro de 2015.

Diagnóstico


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Todo médico prudente parte do pior diagnóstico possível para o menos grave.

Assim, devemos proceder da mesma forma para analisar a crise que se aproxima.

Se acabar água e energia elétrica haverá  um êxodo sem precedentes na história mundial. Milhões de pessoas abandonarão São Paulo em busca de regiões não afetadas pela crise hídrica.

Em desespero, o governo cortará o fornecimento a indústrias, escritórios e residências, nesta ordem.

O PIB cairá brutalmente. O mercado imobiliário ficará totalmente paralisado por anos, até a conclusão de novas e antigas obras de captação d'água.

O sistema de distribuição de alimentos será severamente prejudicado; pela diminuição dos clientes e pelo encarecimento logístico.

A inflação disparará. As pessoas guardarão seu dinheiro para emergências e o comércio e a indústria entrarão em colapso.

Por ironia, o trânsito e a qualidade do ar melhorarão.


Melhor que isto, só se os primos petistas e tucanos se repatriarem para a Argentina...

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A mesma ladainha


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Catástrofes naturais acontecem em todo o mundo, às vezes impossíveis de prever mas possuindo certa relação de causa e efeito determinada pelos climas e latitudes. 

Quase ninguém espera uma nevasca no sudeste brasileiro mas enchentes e estiagens são mais prováveis. Como a maioria dos recursos de infraestrutura destinadas a proteger a população contra as desgraças climáticas mais frequentes pertencem ao poder público, seria previsível que os governos os despendessem  prioritariamente na prevenção. 

Mas aí entra o fator político. 

Normalmente, são obras que não apresentam grife eleitoral e, assim, quando os desastres acontecem, os governantes responsáveis pelos investimentos que não foram efetuados, não confessam sua falha. Preferem simplesmente afirmar que nunca na História choveu tanto ou que nunca houve uma estiagem tão intensa. 

O pior é que, de governo em governo, o povo, ao sofrer as consequências de tragédias esperadas, ouve deles sempre essa mesma ladainha e, pior, os reelegem. 

É lamentável!


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Um País dirigido por calhordas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marcio Accioly

Quando era presidente de nossa desmoralizada República, Lula da Silva (PT) mandou colocar aviso em papel timbrado da Presidência, na portaria do Palácio do Planalto, onde estava escrito: “O sr. José Carlos Bumlai deverá ter prioridade de atendimento na portaria Principal do Palácio do Planalto, devendo ser encaminhado ao local de destino, após prévio contato telefônico, em qualquer tempo e qualquer circunstância”. Bumlai entrava à hora que quisesse na sala de Lula.

Pois bem: José Carlos Bumlai, agora, está sendo apontado como peça-chave no escândalo da Petrobras, envolvido até a medula na roubalheira que arruinou aquela empresa. Lula da Silva, no entanto, continua absolutamente calado a respeito do assunto e não entende (ou finge não entender) que deve detalhadas explicações diante de tão graves desmandos. O Brasil é um país fundeado na hipocrisia e está chegando bem próximo de desfecho em que inocentes e culpados irão pagar contas acumuladas.

Não pode dar certo um país que admite a permanência de quadrilhas em altos postos, aparelhando todos os órgãos administrativos com analfabetos e gatunos dos mais variados naipes, sob a desculpa de que vivemos num Estado Democrático de Direito. Saqueiam suas riquezas sem trégua, sob o beneplácito de leis elaboradas por Congresso Nacional composto por desonestos que formam a sua maioria. Poder que alimenta dinastias a se perpetuarem na prática comum da compra de votos.

Não pode dar certo um país em que o analfabetismo venceu. Respaldado na atuação de emissoras de televisão (capitaneadas pela Rede Globo), banalizando a pornografia e transformando-o em bordel que desafia as mais comezinhas normas de civilidade e respeito! E não se trata de defender censura! Pois quando não se sabe o que se esconde por trás de decisões arbitrárias de gabinetes ditatoriais, a emenda sai pior do que o soneto. Mas é preciso que se estabeleçam limites ao horror que se vive.

O que não se compreende é o fato de emissoras de televisão veicularem tanta pornografia e estimularem tanta bandalheira durante décadas sem fim, formando sociedade de pulhas que nada têm a oferecer, no estabelecimento de pauta degradante aceita por boa parte como prática corriqueira. Só mesmo num país culturalmente deformado como o nosso é que se apresentam justificativas de faz de conta, brandidas por ladrões do dinheiro público que deveriam estar na cadeia.

Só mesmo num país que se condicionou a vergonhosas humilhações é que se pode conceber o trânsito livre de marginais reivindicando direitos de um Estado Democrático, livres de pagarem por seus crimes. A canalhice dos que se encontram no Poder é tão escabrosa que ainda desejam promover censura nos meios de comunicação, utilizando-se de premissa correta para fins escusos: as emissoras de televisão levaram o país a essa condição de lupanar de quinta categoria.

Haverá tempo para alguma mudança? Com o agravamento da seca que já se instalou e a falta de energia que irá perdurar por décadas? O certo é que o PT e os seus quadrilheiros que envergonham o país, comandados por Dilma Roussef e seus cúmplices (Lula à frente) teriam de ser apeados imediatamente. O país precisa de mudanças tão profundas e radicais que levará anos até que tudo se inicie. Presídios, escolas, hospitais, ferrovias, leis que funcionem e fim da impunidade.

Nós não temos mais tempo a perder, mas, paradoxalmente, todo o nosso tempo é perdido. No país da pornografia televisiva, da mais abjeta e explícita, está se formando uma onda de indignação que irá explodir nas ruas e causará assombroso número de vítimas tão logo a cobrança do destempero de séculos bata à porta.

Os responsáveis por tudo isso nada percebem, mas o cenário está para explodir.


Márcio Accioly é Jornalista.

Dois grandes Rs


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Merval Pereira

Recessão é uma palavra maldita em qualquer idioma econômico. Em inglês, diz-se "the big R" (o grande R) para não falar a palavra fatal. Pois foi erro de um ministro sem experiência política como Joaquim Levy admitir em entrevista aqui em Davos que poderemos ter eventualmente uma recessão em algum trimestre este ano.

Depois ele retificou, afirmando que quisera dizer "contração" da economia, e não recessão, que tecnicamente é o crescimento negativo (outro paradoxo do economês) em dois trimestres seguidos. Como ele não havia falado em recessão no encontro com investidores naquele mesmo dia, parece claro que foi uma escorregadela sem maiores consequências.

Mas como está realmente no radar de muitos analistas a possibilidade de termos uma recessão este ano, ficou claro também que o ministro da Fazenda está com essa palavrinha maldita no inconsciente. 

Assim como o ministro de Minas e Energia Eduardo Braga, ao admitir que poderemos ter um racionamento de energia, trouxe para o cenário político outro " Grande R" na história política recente brasileira, palavra que vem sendo abolida do vocabulário dos governantes, seja em relação à eletricidade, seja à água.

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin outro dia admitiu o que é uma realidade para milhares de paulistas e pode vir a ser também para cariocas e mineiros: há, sim, racionamento de água em São Paulo. Logo depois, claro, tentou explicar o inexplicável, voltando a falar em restrição hídrica e outras desculpas do gênero.

E o maior problema é que a falta de água provoca a falta de eletricidade - como lembrou o ministro Braga, que marcou um prazo: se as hidrelétricas chegarem a 10%, não é possível mover as usinas. E a falta de eletricidade provoca a falta de água, como aconteceu em São Paulo depois do apagão, quando 1,5 milhão de pessoas ficaram a seco em suas casas.

O novo ministro de Minas e Energia é um político experiente, ao contrário de Levy, foi governador de Estado e líder do Governo, não usou indevidamente a palavra racionamento, que havia sido banida do vocabulário do governo Dilma depois que ela deixou para a posteridade, ainda ministra de Minas e Energia, uma declaração que qualquer um pode pegar no You Tube garantindo que não haverá, em governo petista, racionamento como em 2001, no governo do PSDB.

Quando Eduardo Braga disse, por exemplo, que seria preciso rezar a Deus para termos um período mais úmido, quem estuda a questão e tem visão política acha que ele já sabe que haverá racionamento. Se houvesse alguma chance de superar essa questão sem um milagre, ele deixaria essa porta aberta para louvar depois a capacidade técnica do governo.

Ele só está caminhando passo a passo para não ser acusado de ter sido apanhado de surpresa. Braga, afinal, entende do assunto, não é um Edson Lobão da vida. E a possibilidade de racionamento, hoje já admitida pelos principais analistas da economia, pode trazer também a recessão tão temida.

Se a previsão de crescimento do PIB este ano, feita ainda neste janeiro, já é de uma economia "flat" como definiu o ministro Joaquim Levy em Davos, há estudos nos principais bancos e agências de investimento que transformam o crescimento de 0,3% (previsão do FMI), ou quase zero, em crescimento negativo como consequência do racionamento que pode vir.

Tudo dependerá de que maneira ele virá, se vier. Se for uma política governamental mais rígida como em 2001, com um teto de consumo e prêmios para quem economizar, o efeito será direto na economia, levando o PIB para abaixo de zero. Se for um racionamento como o consultor Adriano Pires diz que já existe, pelo aumento da tarifa de energia perto de 40% em cima do aumento que já houve, o efeito será menor, mas mesmo assim o PIB corre o risco de ser negativo.


Merval Pereira é Jornalista e membro das Academias Brasileira de Letras e de Filosofia. Originalmente publicado em O Globo em 24 de janeiro de 2015.

As Forças Armadas e o povo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por José Batista Pinheiro

Por toda a parte o pessoal nas ruas, as redes sociais, os parentes, os amigos e os conhecidos vivem chorando as mágoas dos desmandos governamentais no tocante à corrupção e outros atos de improbidade administrativa prejudicial aos interesses da nação brasileira e que amedronta todo mundo; vivem a insistir para que as Forças Armadas intervenham e ponham cobro a essas patifarias.

O povo brasileiro nada deve temer. As Forças Armadas continuam tranquilas, armadas, adestradas e prontas para cumprir a sua importante destinação constitucional. Todavia, esse mesmo povo escorraçou os governos militares chamando-os de ditadores e exigindo as "Diretas Já"​.

Esse mesmo povo assistiu o presidente Sarney elevar a inflação ao nível de 80% ao mês. Esse mesmo povo votou no irresponsável Collor de Melo com a ministra da Fazenda Zélia Cardoso a tiracolo. Esse mesmo povo votou no analfabeto Lula e assistiu de camarote as patifarias do "mensalão".

Esse mesmo povo descaradamente votou na presidenta  indicada pelo mesmo Lula. Esse mesmo povo perdeu a grande oportunidade de mandar os canalhas petistas para o inferno nas últimas eleições. Esse mesmo povo vai ter que aturar mais quatro anos da ditadura Dilma. Esse mesmo povo não sabe o que quer.

Os militares não podem derrubar um governo legalmente eleito por esse mesmo povo, muito embora  as atuais eleições sempre exalem um mau cheiro de fraude. Quem quiser pode ler o artigo 142 da Constituição Brasileira que vai encontrar detalhadamente a honrosa missão das Forças Armadas. Se houver um motivo altamente relevante para que os militares intervenham no Poder, esse mesmo povo vai dizer que os militares brasileiros são golpistas.

Portanto, meu povo, as urnas estão de braços abertos esperando a sua manifestação de cidadania para que votem conscientemente em pessoas competentes, sem vaidades e sem compromissos mesquinhos. Todas as mazelas acontecidas no país a culpa é dos votantes. Se o povo não está contente que vá entupir as ruas com protestos. Protestar é um ato democrático.

A tropa das Forças Armadas continua alerta em sua missão constitucional, compromissada com a Pátria e com essa mesma população que desconhece que “o poder emana do povo e em nome dele é exercido”.


José Batista Pinheiro é Coronel reformado do EB.

O estouro da boiada


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Parece haver certa verossimilhança entre a  gênese do estouro de uma boiada e as revoluções que sacudiram o mundo em escala global, como as  revoluções  Francesa, de 1789, e a Bolchevique, de 1917. Em degraus menores, no âmbito interno brasileiro, poderiam ser citadas como tais a queda de Jânio Quadros, em 1961, a Revolução de 1964 (golpe ou contragolpe, não importa a denominação), que começou o Regime Militar, as “Diretas Já”, iniciadas em 1983, o “impeachment” de Collor de Melo, em 1992, primeiro produto das “diretas-já” (já começou mal), e mesmo a ascensão do PT ao poder, que agora  está no quarto mandato consecutivo, causando inestimáveis estragos à sociedade,onde a democracia cedeu  definitivamente o seu lugar à OCLOCRACIA (regime de mando na idiotocracia), como forma  de governo..

Trabalhando um pouco sobre o primeiro tipo de “estouro”, o da boiada, a constatação  é  que isso ocorre quando repentinamente a manada bovina passa a se movimentar em desabalada correria;  arrasta, quebra e destrói tudo que encontra pela frente, não poupando cercas, árvores, pessoas e o que mais estiver à frente da trajetória.

O chamado efeito-manada acontece invariavelmente no momento em que os vaqueiros menos esperam. Nem é preciso algo de grande impacto para ocasioná-lo.  Euclides da Cunha, em “Os Sertões”, constatou que ele pode  começar com “o súbito vôo rasteiro de uma araquã “. Aparentemente, esse “vôo “ rasteiro da  ave, por si só, não poderia ocasionar resultados tão destruidores. Mas com certeza  existem outros motivos relevantes por trás.

Provavelmente seria produto da libertação de sensações  desagradáveis e recalcadas em momentos anteriores no rebanho. Poder-se-ia até usar,por analogia ,a expressão de Nelson Hungria, ilustre criminalista, para explicar os motivos de um crime. Seria mais ou menos o seguinte: O  sujeito mata o outro após a vítima “mostrar-lhe  a língua”.. Mas antes, o “cara” havia matado a mãe dele, estuprado a sua mulher e uma filha, além de dar uma surra em todos os seus outros  filhos. O motivo que o levou a matar não foi a última ofensa de “mostrar a língua”, mas os anteriores. A língua mostrada  foi  a “gota d’água”, o ato que desencadeou a reação mortal. Neste sentido, também o vôo da araquã, no cenário imaginado por Euclides da Cunha, teria sido a “gota d’água” do estouro da boiada.

Se buscarmos nas suas profundezas as verdadeiras causas que originaram os revoluções ou grandes mudanças no mundo ou internamente  dentro dos países, sempre vão aparecer aspectos sociais, políticos, econômicos e religiosos, dentre outros. Mas todas essas mudanças,sem exceção, tiveram  as suas respectivas  “gotas d’água”, que originaram os “estouros-de-boiada”. Na antiga Rússia foi a incapacidade do “Czar” para extirpar a pobreza extrema em que vivia o povo e os privilégios da classe dominante. Em França,os exorbitantes tributos cobrados do povo por Luis XVI para recuperar o “rombo” da Coroa (qualquer semelhança com a situação brasileira atual é mera coincidência).

Na Revolução de 64, no Brasil, as “Reformas de Base”e os discursos de Jango e Brizola na Central do Brasil,no Rio de Janeiro, em 13.03.1964, poucos dias após (31.03.64), apeados do  poder.

Já o “estouro da boiada” da ascensão  do PT ao poder deu-se  após o fracassado período dos “tucanos” no poder e de todos os outros governos que se sucederam  antes dele após o Regime Militar, que já não havia sido exemplar. A “gota d’água” do império do PT foi a esperança (frustrada) de mudanças para melhor prometidas na campanha eleitoral.

Mas é importante sublinhar  que nem todas as revoluções ou grandes mudanças no mundo tiveram virtudes no sentido de melhorar a condição de vida dos respectivos povos. Muitas tiveram efeitos contrários. Pioraram a vida dos povos.

Destaque especial merece a mudança proveniente das “Diretas Já”. Começa pela “piada” do seu primeiro resultado: Collor de Melo.

Mas comparado com os outros que o sucederam nas “diretas já”seguintes, Collor ainda foi um “estadista” A “gota d’água” que o derrubou no “impeachment” não foi aquela baboseira que disseram no respectivo processo de impedimento.  Ele não tinha o Congresso na “mão”, como hoje ocorre, e iria tomar severas medidas contra a especulação transnacional. Hoje, os banqueiros “gringos” têm toda a proteção governamental e aqui ganham, mais dinheiro que em qualquer outra parte do mundo.

Resumidamente: Collor “pecou” em grau infinitamente menor do que os pecados de hoje. Suas “irregularidades” não chegam nem aos “pés” das que hoje são cometidas. Mas ele sofreu “impeachment”; os “outros”, com irregularidades fantasticamente maiores, não.

No Brasil, o estado-de-espírito da parcela do povo que ainda consegue pensar e agir com independência começa a dar indícios que o “estouro-da-boiada” para mudar o “status quo” não vai demorar. Entretanto sabe-se que terão que ser tomadas medidas fora das rotinas habituais.

O que falta é a “gota d’água”. Um só gesto de impacto, um“ estrondo” qualquer, desencadearia com certeza  toda uma revolução. Melhor dito, o “estouro-da-boiada. Mas a sociedade civil foi imobilizada pelo governo  que deveria dar-lhe segurança e não dá. Ninguém nem têm como dar o primeiro  “estrondo”. Só têm equipamentos que causam “estrondos” os bandidos e os frouxos habilitados para tê-los, mas que  não têm coragem  de  usá-los  em  defesa da soberania nacional, democracia, e mesmo direitos humanos.

Para que isso aconteça, cada um deverá  encontrar os seus próprios fundamentos, que poderão ser de ordem econômica, social, política, ideológica, moral, religiosa e o que mais for preciso, ou mesmo JURÍDICOS, onde  o autor desse escrito  se “agarra”, noticiando  seus  fundamentos no texto  “IMPEACHMENT:PARLAMENTAR OU MILITAR?”, já publicado, que por seu turno deverá ser avaliado à luz do disposto no art. 142 da Constituição Federal (Intervenção Militar).


Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo e Advogado Gaúcho.

A Inteligência Israelense - 2


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

A primeira excursão de retaliação, no exterior, contra o terrorismo, foi realizada em 28 de dezembro de 1968, após o atentado no aeroporto de Atenas, dois dias antes. Comandos Sayeret – força especial subordinada ao chefe do Estado-Maior do Ministério da Defesa – foram enviados a Beirute, de onde haviam partido os terroristas. No Aeroporto Internacional de Beirute, um grupo, chegado de helicóptero, à noite, explodiu 13 aviões vazios daMiddle East Arlines do Líbano e outras empresas árabes. O Ministro da Defesa de Israel era, então, o general Moshe Dayan.

Em 1969-1970, durante a chamada Guerra de Atrito, em que disparos aleatórios de artilharia mataram milhares de egípcios e israelenses, comandos Sayeret voltaram a realizar um golpe espetacular, explodindo um complexo de radar de fabricação soviética no lado egípcio do Golfo de Suez. Na noite de 26 de dezembro de 1969, os Sayeret, utilizando dois helicópteros, retiraram do Egito e transportaram para Israel uma estação completa de radar, com suas antenas giratórias e painéis de controle, pesando cerca de 7 toneladas.

A luta contra o terrorismo intensificou-se em 1972. Em 8 de maio desse ano, quatro palestinos seqüestraram o avião da SABENA que realizava o vôo 571 de Bruxelas para Tel-Aviv, quando do pouso previsto no aeroporto de Lod, em Israel. Mantendo 100 passageiros e tripulantes como reféns, exigiram a liberdade de 317 guerrilheiros palestinos presos em Israel. Às  04:22 horas do dia seguinte, 9 de maio, um comando Sayeret, disfarçado com os macacões do pessoal de manutenção, invadiu o Boeing e matou dois dos quatro terroristas, prendendo os outros dois. Um passageiro israelense morreu e 97 reféns foram libertados.

Muitas nações, depois, criaram suas próprias unidades de comando baseadas no modelo israelense. Alemanha Ocidental, Inglaterra e outros países enviaram agentes de segurança e comandos militares a Israel, onde receberam treinamento ministrado pelo Sayeret. Posteriormente, a Alemanha Ocidental criou uma força semelhante, denominada GSG-9.
O círculo vicioso da violência atingiu o auge nos Jogos Olímpicos de Munique, em 5 de setembro de 1972, quando sete terroristas árabes capturaram onze atletas israelenses na Vila Olímpica. Os terroristas disseram-se membros do Setembro Negro, uma ramificação da OLP, e passaram a exigir a libertação de 250 terroristas palestinos presos em Israel. O governo israelense manteve-se firme em sua política de nunca negociar com terroristas.

O governo alemão-ocidental não permitiu que Israel enviasse um comandoSayeret para cuidar do caso, que ficou entregue às autoridades locais, e Zvi Zamir, diretor do MOSSAD, que se deslocara para Munique, assistiu, da torre de controle do aeroporto militar da cidade, os reféns israelenses sendo mortos, já sentados e algemados nos helicópteros, na pista, em represália a um desastrado ataque de atiradores alemães mal equipados e mal adestrados.

Golda Meir, então na direção do Estado de Israel determinou pessoalmente que “aqueles que haviam matado deveriam ser mortos, onde quer que estivessem” (“vamos matar os que mataram”, disse ela), assumindo a decisão histórica, mas ultra-secreta, de assassinar todos os terroristas doSetembro Negro envolvidos, direta ou indiretamente, no planejamento, preparo e execução do massacre dos atletas olímpicos.

A missão não previa a captura de ninguém. Tratava-se, pura e simplesmente, de levar o terror aos terroristas. Decisão muito semelhante, independente de ordens de quem quer que seja, foi adotada nos anos 70 por aquele grupo de militares e civis que, no Brasil, nas cidades e nos campos, combateu o terrorismo, os seqüestros, os assassinatos seletivos, os assaltos e os justiçamentos.

Mike Harari, um dos veteranos agentes do Departamento de Operações do MOSSAD foi incumbido da tarefa de matar os que mataram.
O primeiro a morrer foi Adel Wael Zwaiter, em Roma, em outubro de 1972, apenas um mês após o Massacre de Munique. Nos 10 meses seguintes a equipe de Mike Harari matou 12 palestinos do Setembro Negro, em Paris, Roma e Nicócia, no Chipre. Além disso, dois comandantes do Setembro Negro – Muhammad Najjar e Kamal Adwan -, bem como o porta-voz da OLP, Kamal Nasser, foram mortos em suas casas, no centro de Beirute, em 10 de março de 1973, por um comando Sayeret, em uma operação organizada conjuntamente pelo AMAN e MOSSAD.

Em julho de 1973, no entanto, a equipe de Mike Harari cometeu um terrível erro, que pôs fim à operação. Em Lillehammer, pequena cidade da Noruega, foi morto um garçon marroquino, na noite de 21 de julho, confundido com Ali Hassan Salameh, oficial de operações do Setembro Negro na Europa e comandante da Força 17, uma unidade da OLP responsável pela segurança de Yasser Arafat. Seis agentes do MOSSAD foram presos pela polícia norueguesa e encontradas provas que ligavam o grupo aos assassinatos sem solução de palestinos em diversos países. Somente Mike Harari conseguiu escapar da Noruega.

Cerca de cinco anos depois, em 22 de janeiro de 1979, outra equipe israelense estacionou um carro cheio de explosivos à beira de uma estrada, em Beirute, e o detonaram, por controle remoto, no exato momento em que outro carro passava pelo local. O terrorista Ali Hassan Salameh e seu carro foram pulverizados.

Sabe-se que a CIA não ficou satisfeita com essa operação, pois Ali Hassam Salameh era a ligação secreta entre a OLP e a CIA. Esse fato comprova que os Serviços de Inteligência, assim como as nações, não têm amigos. Apenas interesses frios e objetivos.

O aspecto espantoso da história do LAKAM (Departamento de Ligação Científica) é que, apesar de todas as suas atividades de espionagem, as agências de Inteligência estrangeiras parece nunca terem tido conhecimento de sua existência. O LAKAM  tornou-se parceiro da África do Sul em projetos clandestinos, inclusive a pesquisa nuclear e de mísseis.

A especialidade do LAKAM era adaptar – e não apenas copiar – as invenções de outros países. Assim, o míssil MD-660, fornecido pela França, gerou uma família de mísseis: primeiro, o Luz; depois, o Jericó.

Após a Guerra dos Seis Dias, em 1967,  o presidente Charles de Gaulle impôs a Israel  um embargo de armamentos, recusando-se até mesmo a entregar munição, embarcações e aviões que Israel já havia pago. As cinco lanchas lançadoras de mísseis adquiridas pela pequena Marinha israelense antes do anúncio do embargo, ficaram retidas no porto de Cherbourg.

O impasse diplomático para a entrega dessas embarcações foi resolvido quando o MOSSAD adotou a ação direta. Agentes secretos, que haviam verificado todos os pontos vulneráveis do estaleiro de Cherbourg, conduziram algumas dezenas de militares da Marinha israelense à França, em fins de 1969 e, na véspera do Natal, o grupo apossou-se das lanchas, levando-as para o porto de Haifa, em Israel, a uma distância de cinco mil quilômetros. A parte burocrática da operação, incluindo falsos contratos e outros documentos, foi resolvida por empresas do Panamá controladas pelo MOSSAD.

O LAKAM tinha o sentimento de tomar tudo o que precisava mas não conseguia obter através de negociações. O roubo, o suborno e outros esquemas ilegais sempre foram usados para obter tesouros valiosos que ninguém se dispunha a vender.

Uma dessas manobras ocorreu na Suíça, onde o Adido Militar de Israel, coronel Dov Sion – que por acaso era genro do general Moshe Dayan – recrutou um engenheiro suíço, Alfred Fravenknechet, que trabalhava em uma fábrica de motores para o avião francês Mirage.

Seis meses depois, Israel contava com um novo avião de guerra, o Nesher, que aproveitava um pouco da tecnologia do Mirage. A 29 de abril de 1975, Israel apresentou orgulhosamente o seu mais novo caça a jato, o Kfir, que tem extraordinária semelhança com o Mirage.

A reputação do LAKAM na comunidade de Inteligência israelense adquiriu proporções míticas na década de 70, e havia a convicção disseminada de que Israel alcançaria seu objetivo de entrar para o seleto clube nuclear através do reator de Dimona – montado em instalações ultra-secretas no deserto de Negev -, cedido pela França em 2 de outubro de 1957, através de um documento secreto assinado pelo Primeiro-Ministro Bourge-Maunnoury, 24 horas antes de ser substituído no cargo.

Dados bibliográficos: Noticiário da imprensa nacional e internacional e livro “Todo o Espião é um Príncipe”, Imago Editora, 1991, de Dan Ravin e Yossi Melman. 


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Eletrolão + Petrolão + Mensalão = PT no poder!


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Partido dos Trabalhadores, e seus comparsas da base amestrada, não têm a menor condição política, moral ou ética de continuar desgovernando o Brasil. As delações premiadas da Operação Lava Jato - sobretudo as provas fornecidas por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef - arrasam com a legitimidade dos personagens que infestam o Governo do Crime Organizado. Vale repetir por 13 x 13: Como já era sem nunca ter sido, Dilma Rousseff merece perder o emprego. Não tem moral nem credibilidade para governar o Brasil. Presidenta que não soma subtrai - e nos trai!

Sob regime nazicomunopetralha, a matemática criminosa é simples: Eletrolão + Petrolão + Mensalão = PT para sempre no poder! A equação só tende a falhar porque a corrupção veio à tona de maneira muito escandalosa. Os dirigentes partidários ficaram milionários milagrosamente. Só que a fortuna vai condená-los, no mínimo, ao ostracismo histórico. Se vão pegar cadeia, dependerá da correlação de forças no judiciário. A pressão é por multas e penas exemplares. Os bandidos da política não podem ficar impunes!

A Lava Jato oferece a oportunidade simbólica para o Brasil se reinventar. O modelo político institucional faliu. Precisa ser reinventado. A reforma política é urgente. A representatividade tem de ser restaurada. A adoção do voto distrital ou distrital misto é necessária. Barateará a eleição - cujo processo eletrônico de votação também precisa ter seu resultado auditável de forma transparente. Chega de fraudes, e de políticos fraudadores! Bandido bom é mau político morto.

Candidatos independentes devem ter direito a concorrer, sem a obrigatória intermediação dos partidos, que não podem funcionar como balcões de negociatas que roubam o Brasil. A pressão da sociedade deve ocorrer a partir do bairro, do município, irradiando pelo estado até chegar ao poder central da União. Nosso federalismo precisa ser implantado de verdade, a partir da soberania das cidades. Só com políticos escolhidos de forma legítima, sem roubalheiras, têm condições de governar e colaborar para a implantação da Democracia - a segurança do direito público e privado. 

Toda essa demanda resulta da constatação de um dos principais defensores dos réus na Operação Lava Jato. O advogado Antonio Figueiredo Basto, defensor de Alberto Youssef, garante que ele e Paulo Roberto Costa são peças de uma engrenagem maior, que obedece a uma hierarquia política: "Essa situação foi coordenada e tramada a partir da própria Petrobras. Há claros e fortes indícios de participação dos políticos, que não vou nomear, pois isso deve ficar a cargo da investigação. Meu cliente não é líder de nada. Eles (os políticos) é que vão atrás e criam o sistema para o esquema de manutenção no poder. O esquema na maior estatal do país só pode funcionar com a anuência dos políticos. Isso era fato notório dentro da empresa".

Youssef demonstrou ao juiz Sérgio Fernando Moro, o Homem de Gelo, que o esquema de corrupção na Petrobras vinha "de cima para baixo", Por isso, ele se recusa a ser apontado como "líder da organização criminosa". O advogado Basto sustenta a tese de que Youssef foi cooptado pelo então deputado federal José Janene, do PP, para fazer o esquema, que foi montado dentro da Petrobras, uma vez que cada partido indicava um diretor e tinha seu feudo dentro da estatal. O veterano Youssef já tinha feito algo parecido no Banestado - escândalo do qual os políticos saíram impunes.

Basto resumiu muito bem o sistema Mensalão-Petrolão-Eletrolão que remunera políticos com a grana desviada do setor público: "A apoteose da lavagem foi colocar o dinheiro de corrupção como doação legal a partidos e campanhas. O sistema funcionou para financiar grupos e partidos políticos e quando migrou para a doação legal a campanhas e partidos atingiu o núcleo da democracia, pois, quando alguns partidos passam a deter o domínio de uma grande verba, há um desequilíbrio no sistema eleitoral".

Basto acertou na veia. O modelo tem de ser mudado, urgentemente. O PT e seus aliados não têm mais legitimidade para continuar no governo federal. Todo o sistema político precisa ser passado a limpo. Inclusive a "oposição" que, na hora que ocupa o poder, repete as mesmas práticas condenáveis dos atuais ocupantes do Planalto do Palhasso (termo mais correto, para não sermos injustos com os legítimos Palhaços, que fazem o bem e a alegria das pessoas).

O PT já deu o golpe nas instituições. Merece o contragolpe democrático. A pressão legítima da sociedade, que exige um judiciário com J de Justiça, dará cabo dos golpistas, uma vez que os generais preferem que o caos se resolva por milagre. Não vai, da mesma forma como não se resolverá por golpe de Estado. Trocar 13 por meia dúzia + 1 corrupto dá no mesmo...

Bastos, ilustre defensor dos Mensaleiros e empreiteiros corruptos, já se foi.

Então, vamos seguir na trilha do Basto: Basta de Bosta!

O gesto escroto é nosso!


Da PT para o PT?

O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PE), vai entrar com um requerimento solicitando a criação de uma comissão externa para acompanhar as investigações do governo português sobre o pagamento de propina da Portugal Telecom ao nosso Partido dos Trabalhadores, com Luiz Inácio Lula da Silva supostamente no meio da maracutaia.

O ex-presidente da empresa de telefonia Miguel Horta e Costa é investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal pelo pagamento de € 2,6 milhões (euros) em propina ao PT em troca de uma facilitação na compra da Telemig.

O esquema já havia sido admitido pelo publicitário Marcos Valério, que chegou a afirmar que a negociação aconteceu no Palácio do Planalto entre Lula e Horta e Costa e que foi utilizado uma fornecedora da empresa telefônica em Macau (China), que repassou o montante para publicitários que trabalharam em campanhas do PT no Brasil.

Judiciário indonésio

Do mesmo leitor Régis D. C. Fusaro, que lembrou á presidenta Dilma que "treino é treino, joko é joko", uma sugestão de modelito ideal para um judiciário que deseje encarcerar ladrões políticos:

"E não é para se pensar que todos os malfeitores com os recursos públicos merecem um cordial tratamento sob os rigores legais da Indonésia?  Ou é preciso ser mais claro?".

Interprete como quiser


Corte a carne


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Janeiro de 2015.