terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Economia e Segurança não colaboram com Bolsonaro


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

O bom desempenho econômico é o que garante o efetivo sucesso de um governo – e, por extensão, a popularidade favorável do governante. Por isso, Jair Bolsonaro deve trocar o otimismo pela extrema cautela. Paulo Guedes que se cuide...

A avaliação da gestão Bolsonaro também é impactada pelos avanços perceptíveis pela maioria dos cidadãos na área de segurança pública. Novamente, a porca torce o rabo contra o governo. A violência, beirando o terror, segue intensa. Sérgio Moro que se cuide...

Guedes e Moro acompanham o Presidente Bolsonaro na friaca de Davos. Os ricaços e os controladores globalitários presentes ao Fórum Econômico Mundial querem ouvir boas novidades do trio brasileiro. Mas o interesse principal, de verdade, é que negócios milionários podem firmar com João Dória, o governador de São Paulo que também está nos Alpes Suíços para poderosas articulações econômicas.

A economia brasileira, por enquanto, não ajuda. O processo de recuperação "está tão lento que está quase parando". Quem faz o alerta é Juliana Carvalho da Cunha, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV):

"Se você tirar os meses afetados pela greve dos caminhoneiros, que bagunçou um pouco os números, você tem essa estagnação desde março de 2017. Ou seja, desde que saiu da recessão, a economia está sem impulso para crescer. Isso é um pouco preocupante".

Otimistas do mercado prevêem PIB crescendo até 2,8% em 2019. Pessimistas só arriscam 2%. Tudo que nossa economia produziu totalizou R$ 6,206 trilhões em valores correntes de janeiro a novembro de 2018. Nosso desempenho econômico ainda é sofrível, em função do desastre gerado na Era PT (principalmente na fase Dilma Rousseff).

A desindustrialização é ululante. O desemprego ainda é altíssimo. O agronegócio ainda é o ponto fora da curva, e gera a ilusão de algum crescimento econômico. No comércio e serviços a situação é tensa. Apesar da truculência do Leão da Receita, o que salva a galera ainda é a vigorosa economia informal. Seguimos patinando. Porém, ainda vigora o otimismo com a eleição e posse do novo Presidente. Até quando?

Se ainda não estamos no Terror Econômico, já ficamos fartos do terror explícito na insegurança pública. No Ceará e no Rio de Janeiro, a situação está fora de controle, ao contrário do que prega o discurso oficial. Jair Bolsonaro e Antônio Hamilton Mourão foram eleitos para melhorar a economia, melhorar a segurança e combater a corrupção.

Empresa fornecedora líder de insights do consumidor para a economia sob demanda, a Toluma, produziu um estudo mostrando que a maioria dos pesquisados, 54%, não acreditam que o decreto que facilita a posse de armas deixará a população mais segura (39% que acreditam na maior segurança e 7% não souberam opinar). A pesquisa perguntou sobre, se esse maior acesso às armas, diminuirá ou aumentará a violência no País. Para 61% dos pesquisados, a medida irá aumentar a violência, para 29% irá diminuir e 10% preferiram não responder.

Claro que o governo começou 22 dias atrás. No entanto, o eleitorado faz cobranças em ritmo de torcedor de futebol. Se o time vence, tudo fica maravilhoso. Se empata (fica do mesmo jeito) ou perde, a galera, depressa, cobra a mudança do técnico. A cultura (política ou futebolística) é assim e não vai mudar no curto prazo.

Até agora, a economia e a segurança não colaboram com Bolsonaro. A torcida é para que o quadro se reverta. Mas, se vai realmente mudar, vai depender de muitos outros fatores, além da própria boa gestão governamental. Se o Presidente não cair nas armadilhas da mídia extremista, teremos uma grande ajuda para virar o jogo.

Flamenguista da Gema


Recado inicial do vice Mourão, torcedor do Flamengo, no primeiro dia no exercício da Presidência da República.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Janeiro de 2019.

Briga de Foice no Escuro!



“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Os acontecimentos se precipitam...!

A grande Hydra da moderna Sodoma, sabe que está ferida de morte. Assim, utilizar-se-á de todo o veneno que lhe resta para prejudicar ao máximo a nova administraCão.

Hoje vivemos na dúvida: Cade ou Cadê?. O primeiro, sem nenhum pudor, quebra o sigilo bancário de qualquer mortal para execrá-lo num linchamento moral, muitas vezes com o auxílio dos torquemadas engajados ideologicamente com tudo o que há de podre.

Ainda não houve tempo para que a singela esferográfica saneadora, possa defenestrar, nos estritos termos das leis vigentes, os tumores existentes na aparelhagem morfética que o povo rejeitou nas urnas.

Humildemente lembramos ao querido Mito e seu ilustre vice, que não se preocupem com o ladrar dos cães sarnentos.

Esqueçam a teratológica reforma previdenciária “franquesteineana”. Ela é o sonho dourado dos banqueiros. Só a eles aproveita.

Concentrem suas atenções e esforços para cortar gastos inúteis e identificar as verdadeiras prioridades para a reconstrução nacional.

Não concedam entrevistas. Os interessados que leiam as novidades no Diário Oficial. Lembrem-se de que o peixe morre pela boca.

Repetiremos à náusea: não se submetam a nenhuma chantagem.

Deixem a putada morrer de inanição.

É verdade que a crise de abstinência recrudescerá o “clamor do canalhas”.

Como diz o caboclo: se grito adiantasse porco não morria.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

As Tensões na Agenda



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

Passadas três semanas de governo, não é possível apontar se as linhas anunciadas na economia ganharão eficácia, mas os primeiros passos permitem tirar conclusões: a guinada do Brasil à direita remarcará, externamente, sua posição no concerto das Nações e, internamente, acentuará os níveis de tensão entre os exércitos sob o comando de Jair Bolsonaro e movimentos que até então lideravam a mobilização social. Na área política, por enquanto reinará a distensão até o momento em que as oposições retomarem o fôlego.
Na moldura mundial, o Brasil se distanciará do campo da social-democracia, particularmente junto aos países europeus, onde o sistema é forte, para se aproximar das Nações que desfraldam a bandeira da direita, sob a égide do unilateralismo. O reposicionamento do país foi claramente exposto pelo chanceler Ernesto Araújo: caminharemos sozinho em algumas estradas, significando afastamento do multilateralismo que tem guiado nossa política externa desde tempos remotos.
Seu argumento: cada Nação pode e deve trilhar o caminho que julgar mais adequado para atender ao escopo da soberania, sem seguir regras estabelecidas por outras plagas. Mais: a cultura ocidental enfrenta um ataque do “globalismo”, que carrega em seu bojo o “marxismo cultural”. O pensamento é próximo ao que defende o presidente norte-americano Donald Trump, para quem o controle da imigração (e a defesa contra a invasão de fronteiras) é vital para defender o ideário nacional, proteger valores e as identidades dos países.
A remarcação dos eixos nas nossas relações exteriores é um grande risco, a partir da reação negativa de países árabes e da esfera asiática, a partir da China, que, segundo Bolsonaro, “quer comprar o Brasil. Essa nova ordem certamente implicará novas decisões junto aos organismos internacionais que abrigam interesses das Nações, como ONU, UNESCO, OMC, OEA, MERCOSUL, entre outras.
Voltemos ao plano interno. O perfil do presidente e a maneira direta como se expressa, sem usar intermediários, sinalizam uma linha de tensão elevada. As frentes de animosidade estarão na imprensa, em movimentos sociais e em parcela da academia. A imprensa acompanha a vida política do presidente desde o passado, registrando casos em que se envolveu (por exemplo, discussão áspera com a deputada Maria do Rosário (PT-RS), e quase sempre abordando de maneira negativa seu posicionamento de viés militar. A imprensa é considerada inimiga.
Os movimentos sociais, como o MST, núcleos ligados a arte (principalmente artistas da Globo) e grupos de intelectuais,  particularmente os alinhados com o lulismo, vão continuar a atirar bombas em Bolsonaro. Que revidará com a espada do comandante-em-chefe do país. Portanto, esses setores entrarão com ímpeto no ringue. E a pauta será longa: ideologia de gêneros, armamento, demarcação de terras indígenas, direitos humanos, inserção militar na estrutura governamental etc.
No Congresso, a tensão poderá subir mais adiante. A força do mandatário-mor nos primeiros momentos abafará questionamentos. O oposicionismo será arrefecido por enquanto. Partidos e lideranças entrarão na arena de lutas quando o governo se mostrar por inteiro. Ao PT interessa que o presidente entre na guerra expressiva que ele inventou: Nós e Eles. O apartheid social sempre foi o oxigênio petista.
Se a economia responder de forma positiva aos planos concebidos, as querelas serão arrefecidas.  E que fique claro: o Brasil será reapresentado na paisagem dos direitos e deveres, que terão seu discurso defendido pela esquerda e pela direita. A linha divisória será transparente. Quem aguarda tempos de paz e harmonia vai se decepcionar. Os ânimos sociais não serão apaziguados.
Uma chama de esperança: o aumento do Produto Nacional Bruto da Felicidade (PNBF). Se chegar à casa 7 numa escala de 10, é possível abrirmos um ciclo de harmonia. No mais, Bolsonaro precisa se guiar pela régua do bom senso e evitar a barbárie. Terá condições?
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

Bater o inimigo sem enxergar o branco de seus olhos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

As vezes fico a imaginar sobre questões que envolvem algumas temáticas pertinentes á defesa nacional. Coisas assim como: dissuasão extra regional, capacidade de dissuasão, defesa territorial, ameaças às nossas amazônicas regiões verde e azul, soberania plena, sistema/estratégia de defesa anti acesso, até que ponto pensamos seriamente nestas questões, acreditamos nestes conceitos, enxergamos o perigo que estamos correndo na garantia de um porvir de grandeza para a nacionalidade brasileira.

- Em verdade, o país não tem nenhuma aspiração imperialista, o que é louvável, tendo até proscrito a expressão "segurança nacional", adotando o princípio de "defesa nacional" como o farol determinante/dominante que deve nortear nossos objetivos no campo militar do poder nacional. Em resumo devemos/deveríamos ser fortes o suficiente para dissuadir os oponentes em potencial. Até aí tudo bem, todos estamos concordes, não queremos brigar com ninguém. Mas e "eles", os "grandes predadores militares", os superarmados "soldados universais" também pensam assim? A história sempre mostrou que não!

- Esta nossa postura, naturalmente, nos distancia das hipóteses de conflitos externos em que tenhamos de combater em operações de guerra, ressalvado o emprego em operações de paz, nas quais já provamos uma competência que é reconhecida mundialmente. Em assim sendo, não há como discutir, sim, precisamos de poder de dissuasão que seja absolutamente indiscutível, eminentemente de caráter defensivo. Mas o que estamos fazendo realmente para alcançar este desiderato? Estamos bem orientados? O rumo que está sendo palmilhado é o mais correto? A pergunta que não quer calar é a seguinte:  "Vamos esperar o inimigo adentrar as fronteiras do País para só então oferecer combate ou devemos começar a batê-lo bem distante dos nossos limites territoriais?"

- O extrato de matéria a seguir sobre a grande "coqueluche" do momento, o míssil AVM-300 , foi compilado no "defesa net", os comentários entre parêntesis são  meus: -" No limite. O sistema está no limite do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, o MTCR, do qual o Brasil é signatário (quem assinou cometeu crime de lesa pátria, merecendo ser preso) .O regime pretende conter a proliferação dessa classe de equipamento militar com raio de ação acima de 300 quilômetros e ogivas de 500 quilos (que vergonha: manda quem pode, obedece quem precisa... mas a Coréia do Norte nos dá lição de soberania!) Nos termos do acordo multinacional, os 34 participantes - entre os quais, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia e França, todos potências nucleares - assumem que cada Estado deve estabelecer a política nacional de exportação dos vetores de ataque não tripulados. Em 1992 o MTCR passou a considerar todas as armas de destruição em massa. "O AV-TM está rigorosamente dentro da distância fixada e, de forma bem clara, com folga no peso", explica Sami Hassuani (em resumo, um "buscapézinho" sapeca que, se lançado do Maracanã, não alcança o Pacaembu...).

De acordo com exposição do Coronel Geraldo Antonio Diniz Branco, em seminário do Ministério da Defesa, em 2011, "ser parte do MTCR implica o grave compromisso de não permitir a proliferação da tecnologia de mísseis a partir de seu território". Para Diniz Branco, "todavia, isso não impede o desenvolvimento das tecnologias de mísseis, próprias ou de parceria com outro Estado"(grande "vantagem", meu Deus do céu!) (Fim do extrato compilado do "defesa net").

Atenção! Alerta! Perigo! Se a armada de uma "coalizão", plena de meios aeronavais, só puder ser batida por fogos quando chegar a uma distância de 300 Km da foz do Amazonas, nossos filhos e netos, aqueles que não morrerem de imediato no mar (marinheiros e aviadores) vão amargar uma luta insana na terra brasileira. Para que se tenha uma ideia, a marinha russa bate, do mar Cáspio, posições do Estado Islâmico na Síria, a uma distância de 1 500 km. Em resumo, ou os comandantes militares exigem a denúncia deste acordo criminoso de lesa pátria ou se conformam com a bordoada que, fatalmente, será dada em suas desarmadas forças.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Democracia não aceita Rigor Seletivo, nem Impunidade


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Rigor Seletivo é a usurpação do poder estatal para a repressão supostamente legal a alvos escolhidos pela arbitrária decisão dos agentes de fiscalização e controle e/ou dos servidores do sistema judiciário (as polícias, o ministério público e a magistratura). Em resumo: os cidadãos e empresas vivem submetidos a verdadeiras “Gestapos”. São as máquinas de assassinar reputações. Pura Jagunçagem estatal!

Aparelhos repressivos estatais sem controle são frutos de regimes “nazicomunofascistas”. A seletividade nos rigores legais e penais (da mesma forma que o perdão conveniente na impunidade selecionada) é um dos indícios concretos da ausência de Democracia no Brasil. Aqui predomina a insegurança jurídica, individual, política e econômica – o que significa a corrupção, na prática, do Estado Democrático de Direito.

No Brasil que queremos, não cabem privilégios, impunidade, nem tampouco rigor seletivo. O eleitorado cansou da falta de punição a criminosos explícitos, principalmente os corruptos da politicagem.
Como explicar para o nosso povo que, durante décadas, quadrilhas agiram impunemente saqueando a PETROBRÁS? Onde estavam os responsáveis por fiscalizar, controlar, denunciar e condenar os bandidos?

Perguntinha básica: Por que, antes da Lava-Jato, ninguém desconfiou das gigantescas movimentações financeiras dos senhores Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, ou dos governadores Cabral e Pezão, dentre tantos outros menos ou mais votados. Seriam eles gênios do mal? Absolutamente não. Hoje todos sabemos que as movimentações foram absurdamente grandes, gigantescas e se deram em plena luz do dia (ou na calada do sistema financeiro que se pretende fiscalizável pela Receita Federal e pelo agora famoso COAF...

A resposta é simples e objetiva. A máquina pública corrupta estruturou,  faz parte e/ou comanda o Crime Organizado. Sem a colaboração direta dos servidores estatais, o Crime não se organiza. O famoso “Mecanismo” é composto por pessoas, com poderes institucionais (políticos, econômicos legislativos, judiciais ou militares) que operam um sistema baseado no regramento excessivo, para perseguir, punir ou até perdoar, se for o caso – ou o interesse. Manda quem pode; obedece quem não tem outro jeito; Entra pelo cano quem não consegue pagar a mais cara e melhor banca de advocacia entrosada com o “Mecanismo”.

A regra democrática é clara! A idoneidade, a ética, o caráter e a moral daqueles encarregados de investigar tem de ser absoluta. Nos casos da Receita Federal e do COAF, bastaria que os instrumentos de alerta de “movimentações atípicas” fizessem o seu trabalho, enviando às autoridades competentes as informações. Assim, a maior estatal brasileira e algumas outras empresas de economia mista não teriam sido saqueadas como a Lava-Jato descobriu e tem punido alguns bandidos... Nem todos...

Infelizmente, todos nós sabemos que a banda da história não toca assim. Por sorte, são as perguntas corretas que movem o mundo. Então, “O Brasil que queremos” precisa apenas fazer as perguntas certas. A principal delas é: Onde, como, quando e por que falharam as autoridades e órgãos responsáveis por detectar (1) movimentações atípicas; (2) sinais exteriores de riqueza e enriquecimento ilícito ou (3) corrupção ativa ou passiva? Alguém pode responder?

Durante quase duas décadas a PETROBRAS foi pilhada por uma quadrilha que hoje está sendo julgada e responsabilizada, ao menos em perte, pois ainda falta muito delinqüente poderoso sentar no banco dos réus. Durante quase duas décadas, governadores do estado do Rio de Janeiro juntamente com dezenas de parlamentares organizaram e promoveram uma verdadeira pilhagem aos cofres públicos, saqueando em todas as esferas da administração direta e indireta do RJ.

As investigações (federais) da operação Lava-Jato desvendaram a existência destas quadrilhas e de seus crimes. E isto são fatos, não opiniões subjetivas. A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR é:  se não fosse a operação Lava-Jato, algum destes crimes teria sido descoberto? Alguém teria sido condenado? Onde estavam o Ministério Público e o Judiciário do Estado do Rio de Janeiro? E por que a Receita Federal e o COAF, naquela época, não questionaram os enriquecimentos milagrosos e as absurdas movimentações de dinheiro?

No discurso popular e no oficial, o Crime Organizado tem de ser combatido em todas as frentes. Não podemos vacilar. Criminosos armados de fuzil ou de calculadora devem pagar por seus crimes. Nossa sociedade não pode e não quer ter “criminoso ou corrupto de estimação”. Mas como chegamos neste cenário? Como deixamos o Crime Organizado tomar conta das nossas vidas? Como a sociedade não percebeu que o poder público estava sendo tomado de assalto por corruptos e pelos criminosos do colarinho branco? Como ficamos reféns de tantos canalhas e seu “Mecanismo”?

A Receita Federal - que tanto divulga e exalta a existência de um sistema de “MALHA FINA” - não conseguiu detectar os milhões, ou melhor, os bilhões de reais que circulavam nas movimentações das quadrilhas que pilhavam a PETROBRAS, assaltavam no DETRAN-RJ, superfaturavam obras de metrôs e do RODOANEL? E o COAF? Será que naquelas ocasiões detectou “movimentações atípicas”, porém não informou à Polícia Federal ou ao Ministério Público?

Temos milhares de pessoas contratadas pelos órgãos encarregados de proteger o cidadão e a sociedade dos criminosos. Milhares de servidores públicos, concursados, atuando na Receita Federal, COAF, Ministério Público Federal e Ministério Públicos Estaduais, Polícia Judiciária, Polícia Federal, Juízes Estaduais e Federais, Advocacia Geral da União, Procuradoria da Fazenda Nacional, Procuradorias Estaduais, Tribunal de Contas Estadual e Federal e por aí vai. Haja dinheiro para pagar os salários e aposentadorias de tanta gente...

Pagamos milhares de servidores públicos, técnicos concursados para nos protegerem dos criminosos. E o que temos no Brasil de hoje? o crime organizado em todos os níveis da administração pública e nossas cidades em plena guerra civil com bandidos explodindo pontes, queimando ônibus e matando pessoas inocentes pelas nossas ruas, livremente.

Novamente, a PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: Onde estavam estes milhares de pessoas, ou melhor, de servidores públicos encarregados de combater o crime organizado?

A resposta mais ingênua é: Parece que todos achavam que era competência de outro órgão fazer a investigação. Parece que imperava a máxima de que servidor público NÃO INVESTIGA servidor público. A mídia extremista divulgou até a existência de LISTA VIP de pessoas que só poderiam ter suas movimentações financeiras investigadas se previamente autorizado pelas mais altas autoridades da república. É isto que chamamos de RIGOR SELETIVO ou (a faceta inversa) IMPUNIDADE SELECIONADA.

Aqueles milhares de funcionários e servidores públicos que deveriam nos proteger dos criminosos não investigam como deveriam. No entanto, partem para cima do cidadão e das empresas, se for do seu interesse pessoal, político ou econômico.

Os princípios constitucionais (legalidade, impessoalidade, moralidade administrativa, publicidade e eficiência) obrigam o administrador público, quando informado de eventual irregularidade administrativa, a adotar as medidas necessárias à cessação de seus efeitos e à reparação dos danos.

Tem mais: o artigo 143 da Lei nº 8.112/90 determina que a autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.

A nossa legislação só precisa punir, com mais rigor e clareza, o servidor que prevarica ou comete crime de excesso de exação (quando um funcionário público exige um pagamento que ele sabe, ou deveria saber, que é indevido).

Muitos “servidores públicos” que trabalham em organismos de fiscalização e controle incorrem em crimes: ou abusam da autoridade, ou praticam excesso de exação ou dolosamente se omitem diante de pequenas irregularidades ou crimes evidentes e gritantes.

Tais atitudes viabilizam o Crime Institucionalizado – a associação delitiva entre funcionários da máquina estatal e criminosos de toda espécie, praticando a corrupção sistêmica, com o objetivo de usurpar o dinheiro público, mantendo o serviço público em regime falimentar, propositalmente.

Então, se queremos realmente resolver o problema do crime organizado e de corrupção generalizada no Brasil, precisamos urgentemente SANEAR e EXPOR todos os mecanismos deste RIGOR SELETIVO. Bilhões e mais Bilhões (talvez trilhões) foram desviados durante décadas. E nossos investigadores nada perceberam? Estranho... Isto é incrível...

Solução óbvia ululante: É preciso URGENTEMENTE que todas as práticas investigativas sejam revistas. Aqueles que investigam tem de estar acima de qualquer suspeita.

Quando aqueles incumbidos de promover a defesa da sociedade falham de forma tão absurda é porque o Sistema todo precisa ser refeito. O Estado brasileiro não tem outra saída, senão a reinvenção.

A sociedade deve retomar o controle sobre a máquina pública. Principalmente sobre aqueles que deveriam nos ter protegido de tanta corrupção e do crime organizado. Ninguém sabia de nada... Ninguém viu nada... Até que a Lava-Jato apareceu.

E simplesmente estamos perdoando ou sequer questionamos a responsabilidade daqueles milhares de funcionários públicos do TCU, TCE, Ministérios Públicos, Policias Judiciárias e Federal, Receita Federal, Procuradoria da Fazenda Nacional...

Servidores públicos devem servir a sociedade. E não se servir dela. Quem fiscaliza e controla também deve ser fiscalizado e controlado, inclusive com checagens periódicas sobre a evolução patrimonial pessoal e de seus familiares ou pessoas próximas.

No caos em que o Brasil vive hoje, SANEAR e reestruturar todos estes órgãos públicos, IMPONDO RIGOROSA TRANSPARENCIA e CONTROLE EXTERNO DE VERDADE é a única forma de curar e proteger a sociedade destes criminosos.

Sem isso, o crime seguirá compensando – e muito! – no Brasil que precisa saltar do Capimunismo para o Capitalismo o quanto antes. Precisamos de “Mais Brasil e menos Brasília”... Doa a quem doer... Antes, porém, temos de vencer nossa corrupção cultural...

Bandido bom é bandido sem dinheiro e poder... Sem rigor seletivo, nem impunidade selecionada...

A Experiência da Maleta


O nível de corrupção cultural em alguns países foi medido por um simples teste feito pela Reader’s Digest em alguns países. Os pesquisadores deixaram 12 maletas com dinheiro nas ruas de 16 grandes cidades do Planeta Terra e mediram quantas foram devolvidas. Todas as malas tinham nome, endereço, telefone e foto de família. Acima, a lista dos locais supostamente “mais honestos”...

Rumo a Davos...


Flagrante no avião Presidencial rumo ao Fórum Econômico Mundial

Muito além do Flávio Bolsonaro

Vazamentos de sigilos bancários de parlamentares e seus assessores não devem ter uma motivação legal apenas...

Veja a lista completa dos deputados estaduais do RJ cujos assessores movimentaram altas somas de dinheiro:

André Ceciliano (PT) R$49,3 Milhões
Paulo Ramos (PDT) R$30,3 Milhões
Márcio Pacheco (PSC) R$25,3 Milhões
Luiz Martins (PDT) R$18,5 Milhões
Dr. Deodalto (DEM) R$16,3 Milhões
Carlos Minc (PSB) R$16,0 Milhões
Coronel Jairo (PSC) R$10,2 Milhões
Marcos Müller (PHS) R$7,8 Milhões
Luiz Paulo (PSDB) R$7,1 Milhões
Tio Carlos (SD) R$4,3 Milhões
Pedro Augusto (MDB) R$4,1 Milhões
Átila Nunes (MDB) R$2,2 Milhões
Iranildo Campos (SD) R$2,2 Milhões
Márcia Jeovani (DEM) R$2,1 Milhões
Jorge Picciani (MDB) R$1,8 Milhões
Eliomar Coelho (PSOL) R$1,7 Milhões
Flávio Bolsonaro (PSL) R$1,2 Milhões
Waldeck Carneiro (PT) R$0,7 Milhões
Benedito Alves (PRB) R$ 0,5 Milhões
Marcos Abrahão (Avante) R$0,3 Milhões

A mídia extremista só deu destaque ao caso do motorista de Bolsonaro.

Esclarecimentos ao Boris Casoy


Flávio Bolsonaro teve seu sigilo bancário criminosamente quebrado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Este é o grande crime...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Janeiro de 2019.

Macaco olha teu rabo!



“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Os integrantes da nova administração do Mito padecem da inconsciente vontade bajulatória.

Querem marcar seus “gols” rapidamente para ficar bem na “foto” com o chefe. Se for com a mão também vale!

Assim, num primeiro momento, disputam a benfazeja atenção dos maiorais, a qualquer custo.

A sofreguidão é tal que lembra a dos cachorros de “pointers”.

Um criador, para se divertir, punha pedaços de carne numa das entradas do imenso salão de sua fazenda, com o piso de tábuas largas, perfeitamente enceradas. Na porta da outra extremidade, soltava os filhotes, que, sentindo o cheiro do petisco, corriam para ele, mas escorregavam e caiam diversas vezes em seu frenético afã, batendo seus focinhos no chão.

Os militares membros da equipe, levam enorme vantagem. Sabem esperar pelo momento correto para agir.

Primeiro devem ser identificados e afastados os sabotadores.

Depois, é necessário homogeneizar o “time”. Reuniões e conversas privadas para conter os arroubos.

Enfim, brilhante foi a escolha do porta-voz. É do “ramo”.

Numa “dobradinha” à la Pelé-Coutinho, o Mito e seu ilustre vice, devem combinar que as medidas amargas sejam assinadas durante a interinidade.

De resto, só aplausos, por enquanto. “Pourvu que ça dure !” dizia a mãe de Napoleão Bonaparte durante sua vertiginosa ascensão.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Rigor Seletivo



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

O Estado como ente ficcional, instituído pela Nação, para proteger as pessoas,não tem preferências , partidos ou ideologias. Deve ser impessoal.

Então, por que o COAF ataca gregos e protege Troianos?

Foi órgão sigiloso até 28/10: a partir da derrota dos comunistas nas urnas, passou a divulgar detalhes e análises pejorativas, contra alguns, ao mesmo tempo que protege outros.

Essa atitude sórdida configura USURPAÇÃO do COAF por agentes públicos, comprometidos com partidos e ideologias ou com o crime organizado.

Estamos diante de dois crimes: a quebra de sigilo bancário, por quem deveria preservá-lo e,  a USURPAÇÃO DO PODER DO ESTADO por agentes públicos. 

Compete ao MP, denunciar os crimes e os criminosos, porque o Poder do Estado não é monopólio de pessoas, partidos ou ideologias.

O COAF é rés pública, e não instrumento de rigor seletivo de USURPADORES.

A IMPESSOALIDADE DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS É PATRIMÔNIO JURÍDICO muito mais importante para a sociedade do que a divulgação ilegal de movimentação financeira deste ou daquele político.

O sigilo bancário existe para preservar a PRIVACIDADE das pessoas, sob pena de sermos submetidos ao RIGOR SELETIVO de agentes públicos, em verdadeira DITADURA DO CONTROLE  SOCIAL.

O MP  tem o dever de ofício de processar os criminosos do COAF, em obediência aos princípios constitucionais estabelecidos para o trato da coisa pública no art 37 da Costituição Federal: 

LEGALIDADE,
MORALIDADE,
IMPESSOALIDADE,
LITERALIDADE,
RAZOABILIDADE, 
EFICIÊNCIA...

A Carta Magna deve pairar sobre todos os interesses, e a lei deve ser cumprida, doa a quem doer, porque o parâmetro da autoridade é a legalidade!
Ou cumpre-se a Constituição ou vamos para a INTERVENÇÃO DEMOCRÁTICA!!!

Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club.

Mais uma vitória da alternância política maldita



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Os lamentáveis episódios da recente visita à China dos 11 parlamentares, Deputados Federais e Senadores, eleitos em  outubro passado, pelo partido do Presidente Bolsonaro, o PSL, na busca de tecnologia para identificar pessoas, com objetivos altamente questionáveis, certamente já tem a força necessária para que os brasileiros coloquem as “barbas de  molho” em relação ao futuro político do Brasil. Inclusive essa “ameaça” já foi previamente denunciada pelo respeitado filósofo Olavo de Carvalho, que  “batalhou” como poucos  pela vitória  de Bolsonaro.                                                                                                                                                        
E se isso de fato acontecer, será muito “azar” do sofrido povo brasileiro, após a desgraça política  que o atormentou ,desde o Governo Sarney (Nova República, Plano Cruzado, etc.), em 1985,agravada pela “ Era” do PT/MDB, de 2003 a 2018,com os “recheios” nada melhores  dos Governos Collor/Itamar  e FHC. Será que os brasileiros foram enganados? Mais uma vez? Na prática de uma “democracia” distorcida?

Tudo o que é de bom ou de mal na política, praticada nas “democracias”, ainda mais quando deficientes, como a brasileira, sempre surge das urnas eleitorais, seja diretamente, com os eleitos, seja indiretamente, através das escolhas que esses eleitos fazem de assessores para governar. Por esse motivo, uma democracia imprestável, ou corrompida, sempre será  um desastre para a sociedade.

Esse tipo de “democracia” foi denominada pelo geógrafo e historiador grego POLÍBIO (203 a.C-120 a.C)), de OCLOCRACIA, que  segundo ele seria um modelo de democracia deturpada, degenerada, corrompida, “às avessas”,  praticada por uma massa ignara, carente de consciência política, em proveito de “patifes” que se infiltram na política e dela só tiram  proveito.

Hitler foi um monstro, sem dúvida, tanto pelo que fez, quanto pelo que permitiu fazer. Mas como qualquer outro bandido, teve também alguns (na verdade “poucos”) méritos. Um deles foi a ideia que  ele cultivava  sobre o verdadeiro socialismo, que focaria  na ascensão das classes baixas, e não na simples destruição da classe alta, assim nivelando a sociedade “por cima” ,e não “por baixo”, como tem sido feito pelos os “outros” socialismos que já foram instalados pelo mundo, que não distribuem a riqueza, porém a miséria.

A outra grande verdade que ele desvendou, que igualmente registrou na sua obra “demoníaca” “Mein Kampft” (Minha Luta), foi de a  que no seu país de origem, a Áustria, ”eram atraídos a fazer política a pior escória da sociedade”. Por essa sentença, muito mais do que pelos horrores que cometeu ou permitiu, mesmo considerando o “Holocausto”, Hitler foi condenado pela “escória” política de todo o mundo como o inimigo número um (1) de toda a  humanidade.

Sem dúvida, historicamente, os políticos brasileiros não merecem melhor qualificação que os antigos políticos da Áustria, na visão de Hitler. Fico em dúvida se a “Reserva Moral”, constituída pelos militares convocados a governar com Bolsonaro, terá ou não a força necessária para anular os possíveis  malefícios egressos das urnas nas eleições de outubro de 2018,onde muitos “desclassificados” se aproveitaram da “onda Bolsonaro” e se elegeram.

Todavia há que se considerar, ainda, que antes que decretada pelo  povo “democrático”a vitória  de Bolsonaro, o objetivo maior teria  sido o afastamento do PT/MDB do comando da política. De uma coisa, porém,  podemos ter certeza: o Governo Bolsonaro não terá o sucesso esperado  se ele  for “chantageado” e se submeter aos interesses mesquinhos de muita gente    vitoriosa nas urnas.                                                                                                                                                       

E também fracassará se não abrir os olhos para o fato de que aquela mesma “Constituição”, a de 1988, frente a qual ele se “ajoelha”, e promete “juras de amor”,  continuar a balizar todas as questões jurídicas , políticas, econômicas e sociais   do país, tendo como “cão-de-guarda” um “Supremo Tribunal Federal”  desclassificado como esse.

Essa mesma Constituição se trata da “obra-prima” das canalhices políticas que se “pensam” afastadas com as eleições de outubro de 2018. Como imaginar mantê-las? Será que “lá no fundo” não seria o mesmo tipo de gente interessada  em manter a  origem de todos os males políticos? Que seria meramente uma “troca de moscas”, deixando a mesma merda?

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.