sexta-feira, 26 de agosto de 2016

PT investe em documentário para vender ao exterior a farsa do golpe do impeachment de Dilma


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O PT está produzindo um documentário, que receberá investimentos pesados de distribuição pelo mundo afora, para vender no exterior a falsa imagem de que Dilma Rousseff é vítima de um golpe. Os cineastas contam com 17 câmaras especiais de qualidade 4k para filmar todo o espetáculo encenado no Senado transformado em tribunal para julgar Dilma. As facilidades para a produção cinematográfica foram autorizadas pelo supremo ministro Ricardo Lewandowski.

No ridículo script, Luiz Inácio Lula da Silva será a grande atração de segunda-feira, a partir das 9 horas, na etapa que promete ser mais tensa do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff. O companheiro Lula acompanhará a companheira Dilma no depoimento que ela foi intimada a fazer por Ricardo Lewandowski. Apesar da insistente negativa, Dilma tem tudo para formalizar sua renúncia, logo depois que cumprir a missão de esculachar alguns senadores.

Dilma gostaria de resistir até o fim, mesmo tendo certeza de que tudo já acabou para ela há muito tempo. Ela prefere sair como "destituída injustamente". Alguns de seus aliados próximos insistem nesta tese, admitindo que o prazo para renunciar já ficou para trás há muito tempo. Os petistas já ouviram o presidente do Senado, Renan Calheiros, deixar claro que Michel Temer toma posse efetiva e imediatamente, assim que Dilma sair ou for saída por decisão de pelo menos 54 dos 81 senadores.

No primeiro dia dia do julgamento, ficou claro que a manobra do "jardim de infância" da petelândia no Senado é apenas produzir retórica inútil para atrasar ao máximo o desfecho do julgamento. O desejo dos aliados de Dilma é apenas atrapalhar o plano de Michel Temer de viajar para a China, para reuniões de negócios no G-20, no dia 30, já como Presidente efetivo. Tudo indica que o impedimento será decidido no prazo previsto - e não conforme a vontade dos petistas.

Depois do impeachment, o drama será destravar a economia. A inadimplência cresce, e contamina o mercado com desconfiança e incerteza. A maioria das pessoas encontra cada vez mais dificuldades para cumprir os compromissos financeiros mensais. Os juros continuam batendo recordes trágicos. O grande vilão, junto com o sufoco para pagar cartões de crédito, é o cheque especial. Viver neste vermelho já custa para as famílias 318,4% ao anoA inadimplência força os bancos aumentaram o chamado spread bancário (diferença entre a taxa de captação e a cobrada de quem toma o financiamento).

Enquanto isso, no Brasil rentista, o Banco Central permite facilidades para os bancos concederem mais crédito. A partir do ano que vem, os bancos poderão aceitar vários tipos de aplicação financeira como garantia de novos empréstimos. Correntistas poderão oferecer como aval: ações, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), bem como títulos de crédito de instituição não financeira. A crença é que, assim, as instituições financeiras poderão oferecer uma taxa de juros menor, tanto para empresas quanto para pessoas físicas.

A crédula Velhinha de Taubaté está eufórica com a grana que pegará emprestado para o sonho do casamento com o Negão da Chatuba, com direito a cerimônia no Vaticano e festa em Mônaco.

Roteiro combinado


Direção de cena


UFC no Senado?


Pentatlo militar campeão

A equipe masculina de Pentatlo Militar das Forças Armadas do Brasil sagrou-se campeã do 63º Campeonato Mundial de Pentatlo Militar, do Conselho Internacional do Desporto Militar (CISM).

A competição aconteceu de 7 a 14 de agosto em Wiener Neustadt, Áustria, reunindo 167 atletas de 28 países.

O Brasil encerrou um jejum de 22 anos sem vencer graças à equpe formada pelo CapitãoTiago Cabral Silva, do 20º B Log Pqdt, e o 1º Ten Douglas de Castro Jacinto, Capitão Diego Garcia Leite, Capitão André Silva Torres, 2º Tenente Thiago Dias Sales e 3º Sargento Leonardo Ressurreição.

Outro campeão


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Agosto de 2016.

A Volta da Língua do Cão


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Peço desculpas aos amáveis leitores, mas a Anta está nos estertores; temos que nos reciclar.

È verdade que a língua do cão não é uma unanimidade.

Muitos pensam que é incãopatível com uma prosa culta.

Outros acham que revelam uma faceta até agora oculta.

O cãoplexo de vira lata, nos impediu até hoje de acabar com a dos políticos, mamata.

Invectivemos o bastardo que acoberta o crime de Cão Bernardo.

Será pego na certa, qualquer dia, à hora que desperta.

Incãotáveis reclamos do povo, virarão chuva de ovo.

O tarado ovacionado, queira ou não queira, usará bela tornozeleira.

Se fizer nova besteira, ganhará a focinheira.

Levado pela carrocinha até a fábrica de sabão, por abusar , sem salvação, do osso que levou a economia ao fundo do poço.

Enquanto isso, leva na veia soro, um enfurecido touro.

Até homenagem de dona Onça recebeu. Vai sobrar pro barba e pro Zebedeu.

Quietinho, fingindo-se cachorrinho, sem alarde (porque cão que late não morde) está Totó Folião.

Mais dia, menos dia, será o cão que não late mas mia.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Ser da Nomenklatura determina sua consciência


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo é mais um resumo de um dos capítulos do livro “A NOMENKLATURA – Como Vivem as Classes Privilegiadas na União Soviética”, de autoria de MICHAEL S. VOSLENSKY, considerado no Ocidente um dos mais eminentes especialistas em política soviética. Foi professor de História na Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba, em Moscou, e membro da Academia de Ciências Sociais junto ao Comitê Central do PCUS. O livro foi editado no Brasil pela Editora Record.

NOMENKLATURA, uma palavra praticamente desconhecida pela maioria dos brasileiros, exceto por alguns especialistas, merece tornar-se tão célebre quanto o termo GULAG. Designa a classe dos novos privilegiados, essa aristocracia vermelha que dispõe de um poder sem precedentes na História, já que ela é o próprio Estado. Atribui a si mesma imensos e inalienáveis privilégios – dachas e moradias luxuosas, limusines, restaurantes, lojas, clínicas, centros de repouso especiais e quase gratuitos -.
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Marx escreveu: “Não é a consciência do homem que determina seu ser, mas, pelo contrário, é o ser social do homem que determina sua consciência”. O ser social da Nomenklatura, que é uma classe exploradora, privilegiada e parasitária, exercendo um Poder ditatorial, determina totalmente sua consciência.

Seus princípios morais, a Nomenklatura os deve a dois pais: Lenin e Stalin. Lenin pregava a boa nova aos jovens comunistas: “Toda esta moralidade que tem por ponto de partida conceitos exteriores à humanidade, exteriores às classes, nós a repelimos (...) Afirmamos que nossa moral é inteiramente subordinada aos interesses da luta de classes do proletariado” – sendo, portanto, a luta pela instauração da ditadura da Nomenklatura: “Afirmamos que é moral a luta o que contribui para a destruição da velha sociedade de exploradores e para a reunião de todos os trabalhadores em torno do proletariado” – quer dizer, para a edificação de uma nova classe de exploradores por aqueles que se proclamam, eles mesmos, “a vanguarda do proletariado”- a Nomenklatura à testa. Stalin teorizava menos, mas tinha uma maneira muito impressionante de praticar esta nova moral. 

Os trabalhos realizados pelos sociólogos soviéticos no curso dos anos 20 – há muito tempo já desapareceram das bibliotecas na URSS –, mostravam uma rápida degradação dos costumes, e revelavam, no seio da juventude, uma tendência ao egoísmo cínico e ao carreirismo. Como o provam os estudos empíricos, o fenômeno estava em vias de aumentar. Podia-se, pois, dificilmente falar de “sobrevivência do capitalismo”. Qual seria, pois, a evolução desta sociedade, onde só se falava de idéias revolucionárias, coletivistas e igualitárias? Na verdade, as pesquisas sobre este assunto foram engavetadas e substituídas por grandes declarações sobre “o novo homem soviético” que ama profundamente o Partido e sua direção, e que trabalha de maneira desinteressada por sua pátria socialista.

Ora, o fenômeno se explica facilmente para um marxista. Marx e Engels disseram: “Os pensamentos da classe dominante são, também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou, em outras palavras, a classe que é a potênciamaterial dominante da sociedade, é, também, a potência dominante espiritual”. A moral de classe da Nomenklatura se espalhou pela sociedade soviética. Contudo, ainda qe alguns grupos sociais isolados tenham sofrido o contágio, foi na Nomenklatura que ela se manifestou – e se manifesta – em seu mais alto grau.

Os privilégios e diversas injustiças de que se beneficia o nomenklaturista não representam a contraprestação de um trabalho fornecido, mas a simples conseqüência de uma decisão tomada por um órgão dirigente do Partido, que lhe atribui um posto e os privilégios a ele inerentes. Somente um ambicioso, um homem capaz de galgar os escalões da hierarquia pode alcançar este resultado. No meio capitalista, só se consegue através do espírito de empreendimento. A Nomenklatura é dominada pelo carreirismo.

O carreirismo constitui o traço característico de sua mentalidade de classe. Todas as esperanças, todos os pensamentos de um nomenklaturista giram em torno de sua carreira. Como numa partida de xadrez, é preciso refletir sempre no lance seguinte, num procedimento que lhe permita subir ainda mais alto e “adquirir prestígio”, como se diz na gíria. Tal é o estado de espírito comum do nomenklaturista. Daí a regra de ouro: na Nomenklatura só se pode estar seguro de manter seu posto, visando ao posto superior. Contentar-se com o que se tem é correr o risco de se ver retroagir, na maior parte dos casos. Para conseguir o posto superior, o nomenklaturista deverá desenvolver mais esforços do que a média de seus colegas. Do contrário, será ultrapassado.

Não se deve, pois, ficar espantado de que, nessa corrida ao Poder, todos os golpes sejam utilizados, desde que sejam eficazes. Em nenhum outro meio existem tantas intrigas, nem tanta hipocrisia disfarçada sob “a fidelidade aos princípios do Partido”. Bem entendido, as personalidades que compõem a Nomenklatura são bem diversas para que não haja ali somente celerados. Existem também nomenklaturistas simpáticos. Mas, quando as coisas se tornam sérias é preciso esquecer os escrúpulos, do contrário se corre o risco da exclusão. E nada é mais catastrófico para um nomenklaturista do que a perda do seu status. Desse status que é a alegria de sua vida.

Falamos da solidariedade de classe da Nomenklatura, daquela frente unida que os nomenklaturistas apresentam a todos aqueles que não fazem parte dela. Mas, há o reverso da medalha. E esse reverso é o sentimento de solidão que sente cada nomenklaturista, perfeitamente consciente de que seus irmãos de classe são também seus mais perigosos concorrentes, e que só o apóiam na medida em que isso sirva a seus próprios interesses. Em caso contrário, ficarão muito felizes em “largá-lo”. Ele, que fala tão decisivamente sobre aquele capitalismo em que o homem é o lobo do homem, descobre que ele próprio nada mais é do que um lobo numa matilha de lobos, cercado, é certo, por seus semelhantes, mas, contudo, solitário e ameaçado. Tal situação é, provavelmente, inevitável em toda “classe nova” de aventureiros renegando sua origem de classe.

A filosofia da Nomenklatura encontrou sua expressão mais característica numa obra do poeta Eduardo Bagritski, que é considerado um clássico da literatura soviética: 
    
A época te dá a certeza
De que é ela que te impõe tua solidão
Em volta, inimigos, impostores vis
Nenhum amigo para te apertar a mão
 Se a época te ordena, sê mentiroso
 Se a época te ordena, sê assassino  
 


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"Ordinária, marche"? Os Ordinários ficam...


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Perdão, Duque de Caxias. Mas neste Dia do Soldado, em homenagem ao Exército de Luiz Alves de Lima e Silva, a "Coração Valenta" Dilma Rousseff entra nos finalmentes, depois de muitos e cansativos entretantos - como diria Odorico Paraguaçu - o lendário prefeito da imaginária Sucupira. A Comandanta em chefa rogou, para alegria da tropa. O ritmo é no grito, bem alto, de: Ordinária... marcha!!!!!!!!!!!!! - com 13 exclamações...

Curiosamente, a Presidanta do Brasil não sofreu um golpe dado por Generais que ela maltrada sempre que pode. Simbolicamente, é como se a incompetanta Dilma tivesse tomado um pé na bunda dado pelo Sargento Tainha (imageticamente representando o povo irado, insatisfeito e prejudicado pelo desgoverno com roubalheira, inflação, desemprego e insegurança de toda espécie). Recruta Zero foi rebaixada: virou menos 13...

Se houve "golpe" - como a petelândia tem a cara de pau de gritar para o mundo afora -, foi a equipe comandada por Dilma/Lula quem agiu de forma golpista. Formalmente, Dilma se tornou ré por ter dado o (pequeno?) golpe técnico da "pedalada fiscal". Perante a lei, Dilma cometeu a ilegalidade de usar empresas de economia mista para "emprestar" dinheiro ao Tesouro Nacional, a fim de mascarar rombos nas contas públicas. Dilma começa hoje a ser julgada por este delito menor. Escapam, por enquanto, de um julgamento pelo legislativo e pelo judiciário seus delitos maiores: a incompetência e as evidências de, no minimo, conivência com a roubalheira institucionalizada.

Vale repetir por 13 x 13: Embora o desgoverno do PT tenha sido o mais incompetente, prejudicial e corrupto dos últimos treze anos, Dilma não está sendo saída por crimes de corrupção. Esta é a ironia macabra da mal contada História do Brasil. Arrancou-se do poder a Dilma eleita e reeleita pelo voto popular. No entanto, o cinismo e a canalhice institucional tupiniquim manterão no trono do Palácio do Planalto o vice eleito e reeleito juntinho com Dilma. Na prática, altera-se a forma. Dilma dança. Porém, permanece o conteúdo. Michel Temer herda plenos poderes para seguir em frente com o plano macabro de manutenção do Brasil como mera colônia de exploração a serviço dos esquemas globalitários de poder.

Apesar da fama de memória curtíssima, o povo brasileiro ainda se lembra, direitinho, que Michel Temer é do PMDB. Até outro dia ele mesmo presidia o partido que, na dura vida real, consegue ser tão e muito mais corrupto que o Partido dos Trabalhadores e sua cúpula cheia de vagabundos na cadeia ou prestes a ir encarcerada. Eis o drama de Bruzundanga. Dilma é detonada. No entanto, o crime institucionalmente organizado continua no poder. Mais uma vez, apesar da pressão e vontade popular manifestada nas ruas e nas redes sociais, não promovemos as mudanças necessárias a um Brasil próspero, desenvolvido e politicamente civilizado, com uma economia produtiva. Seguimos sob império do Capimunismo rentista que nos controla de fora para dentro.

Notícia estrategicamente boa? Estamos em pleno começo de uma guerra institucional de todos contra todos. A batalha, literalmente intestina, vai se aprofundar. A saída de Dilma é apenas uma ilusão. Temer herda todos os problemas - com alto risco de agravá-los. O velho-novo Presidente espera se manter no poder com o apoio do "deus" mercado - um ente fictício que tem humor mais volátil que gasolina pura no fogo do inferno. Temer acena aos especuladores daqui e de fora com promessas de futuros grandes negócios em privatizações, parcerias público-privadas ou concessões, além da chance de compra, venda, fusão e aquisição, na bacia das almas e a preço bem baratinho, de empresas brasileiras ou setores estratéticos.

Notícia taticamente ruim? Este 25 de agosto também comemora outra efeméride: o Dia do Feirante. Não é à toa que, na feira livre do Congresso Nacional, só se tenham oficialmente computados, clara e livremente declarados, apenas 51 dos 54 votos necessários de senadores para a derrubada final de Dilma Rousseff. Até outro dia, a conta do impeachment fechava em 59 ou 60 votos. O quórum baixo até o juízo final dá a Dilma uma vã esperança de salvação. Mas isso não passa de ilusão. Os parlamentares, que se fingem indecisos, estão apenas negociando o voto, por valor cada vez mais alto. Assim funciona a "feira-livre" da politicagem tupiniquim.

O roteiro da queda já está fechado. Não adianta mais Dilma renunciar. Ela perdeu o timming para tirar o time, antes de se tornar ré. A Presidanta será julgada e condenada, ficando 8 anos com direitos políticos suspensos. No dia 29, Dilma terá a grande chance de esculhambar com alguns senadores que ela julgar "traidores". Tudo indica que no dia 30 já esteja formalizada sua saída. No dia primeiro dia de setembro, Temer já tem pronto um discursinho triunfal de no máximo cinco minutos, porque a impopularidade ainda é altíssima. Depois, o terreno fica escancarado para o Presidente assimir e partir correndo para negociar pesado com os capimunistas chineses. Logo em seguida, participa da reunião globalitária na qual o G-20 definirá o que deseja da colônia de Bruzundanga.

O que motivará a comemoração da falsa Independência, em 7 de setembro? Só se for o desfile militar para celebrar as medalhas ganhas por oficiais-atletas na Rio 2016... No mais, temos muita mudança efetiva a promover no Brasil... E Temer terá muita oposição para conciliar. A petelândia vai infernizá-lo do jeito que puder e sabe fazer muito bem. Mas o grande problema do novo Presidente será com o PSDB. Agora fingindo-se aliados, os tucanos vão saltar do galho e descer o pau em Temer. A explicação é simples: a social democracia transnacional, prima-irmã do Foro de São Paulo, prefere não fazer negócio com o PMDB, embora o partido esteja no poder desde o "Golpe de 1985" que botou José Sarney na Presidência, em vez de fazer nova eleição (indireta) para definir o sucessor do falecido Tancredo Neves.

Emfim, a previsão é de instabilidade. Se Temer não resolver a economia no curto prazo, também será saído rapidinho, talvez até pior que a Dilma - ferrada pela tragédia na economia e pela lei de responsabilidade fiscal.

Dia do Soldado em Brasília


Dia do Feirante por lá


Toga Justa


Indagação que corre solta nos corredores dos podres em Brasília:

"Muito estranho o desespero do Gilmar Mendes em esculhambar com o herói nacional Sérgio Moro... Será que o Toffoli não foi um balão de ensaio para publicarem o que existe contra ele"?   

A Associação dos Magistrados reclama que Gilmar "milita contra a Lava Jato"...

Volta de quem não foi


Envergonhado


Coisa dos filhos da mãe


Quase se salvando


Limpeza completa


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Agosto de 2016.

A Presidanta Soldada


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

“Ordinária, marche!”

Madame engendrou uma crise elefantina.

Ganhará uma estátua criselefantina.

Para tanto levará uma solda.

Quem aos tempos não se amolda, de poder com grade ânsia, deve ir com humildade e não com arrogância.

Por não ter espírito pacificador e sim de porco, cavou a própria sepultura, inelutável nesta altura.

Deverá prestar atenção na cedilha.

“Camisa de força?! ?! “

Carne de segunda, alma vagabunda!

Quase destruiu esta terra tão fecunda.

Da História, página imunda que de vergonha a todos inunda.

Escravizar o povo tentou. Não conseguiu mas o país embu...

“Claros fios que me prateiam a fronte e que tanto abreviais a vida breve...”

Homenagem a dona Onça.

Parda ou pintada já tarda por acabar com a Antarada.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Coexistência Pacífica e Distensão

Enquanto isso, na selva da politicagem tupiniquim...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo é mais um resumo de um dos capítulos do livro “A NOMENKLATURA – Como Vivem as Classes Privilegiadas na União Soviética”, de autoria de MICHAEL S. VOSLENSKY, considerado no Ocidente um dos mais eminentes especialistas em política soviética. Foi professor de História na Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba, em Moscou, e membro da Academia de Ciências Sociais junto ao Comitê Central do PCUS. O livro foi editado no Brasil pela Editora Record.

NOMENKLATURA, uma palavra praticamente desconhecida pela maioria dos brasileiros, exceto por alguns especialistas, merece tornar-se tão célebre quanto o termo GULAG. Designa a classe dos novos privilegiados, essa aristocracia vermelha que dispõe de um poder sem precedentes na História, já que ela é o próprio Estado. Atribui a si mesma imensos e inalienáveis privilégios – dachas e moradias luxuosas, limusines, restaurantes, lojas, clínicas, centros de repouso especiais e quase gratuitos -.
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Se o caminho que a Nomenklatura segue e que deve levar à hegemonia mundial\ não é o da guerra, qual é, então? A essa pergunta a própria Nomenklatura responde com a fórmula: “Coexistência pacífica entre países de ordens sociais diferentes”.

Fica-se feliz de que o medo de uma guerra tenha levado a Nomenklatura a fazer seu o princípio da coexistência pacífica, mas não se deve enganar e imaginar que isso seja a garantia de uma paz sem nuvens, e relações internacionais idílicas. Precisamos dar crédito ao fato que a Nomenklatura jamais procurou esconder que no Programa do PCUS, a coexistência pacífica é definida como “a forma específica de luta de classes na arena internacional”.

Entretanto, seus políticos e seus ideólogos se mostram avaros desta definição em seus discursos, livros e artigos destinados ao público estrangeiro. Usam os mesmos processos de Lenin e mencionam o caráter de classe da coexistência pacífica somente em propostas subordinadas, mergulhadas em uma onda verbal gabando as virtudes da paz e da amizade. Um bom exemplo disso nos é fornecido pelo livro, publicado na Áustria pelo jornalista soviético Vladin Kuznetsov:A Política de Distensão Internacional do Ponto de Vista Soviético, escrito em Moscou especialmente para o Ocidente, não foi difundido na URSS.

Quanto a mim – Michael S. Voslensky – expus-me às reações hostis por parte das autoridades soviéticas, quando publiquei, na imprensa alemã-ocidental, artigos expondo as teses oficiais. A fórmula “détente internacional” é o melhor meio que descobriram para camuflar o caráter de classe da coexistência pacífica, e tornou-se tão corriqueira em nossos dias que ninguém se dá ao trabalho de refletir sobre seu exato significado. Se bem que os políticos dos mais diversos países afirmem que não há alternativa para a détente, um bom número deles ficaria muito embaraçado se lhes perguntassem o que é essa distensão, no fim das contas. E o que ela é, em definitivo? Em que se diferencia da coexistência pacífica?

Esta última se define na perspectiva da luta de classes que reina entre os dois sistemas antagônicos, respeitada a teoria leninista. Por outro lado, détente é um conceito intencionalmente mais nebuloso. Os políticos do Partido que puseram essa fórmula em execução, sabem perfeitamente que ela nada tem de leninista, e essa imprecisão do termo não foi querida, não a toleram nem na imprensa comunista. A palavra distensão faz parte do arsenal tático do Movimento Comunista Internacional e entrou na categoria dos programas e slogans aceitáveis para todos os democratas. A tática do Movimento ensina que é preciso lançar esse tipo de programa e de slogans quando se torna necessário assegurar o concurso de forças que não apoiariam um programa abertamente comunista.

Faz-se uma triagem dos diferentes pontos do programa comunista, e retêm-se aqueles que, servindo aos objetivos da direção comunista, podem ser, uma vez isolados do contexto dos projetos da Nomenklatura, interpretados num sentido humanista, naquele de uma moral não comunista (pacifismo, etc) são, então, reformulados sem mais fazer alusão ao conceito de classe, de forma a reforçar a interpretação não comunista. Eis o que é preciso entender por détente, Nada mais é do que a forma, que visa fazer esquecer o conteúdo, levar o Ocidente a tomar esse termo ao pé da letra, e fazer-lhe esquecer que coexistência pacífica não significa cordialidade harmoniosa, mas defrontação dos dois sistemas.

Devemos insistir, mais uma vez, sobre o fato de que, apesar de tudo, a distensão é preferível à Guerra-Fria, e não é contra a distensão que devemos ficar em guarda, mas sim contra uma falsa interpretação do seu real significado. Não devemos preconizar que se ponha um termo a ela e sim esforçarmo-nos simplesmente para pôr em evidência que ela nada mais é do que uma fórmula “aceitável para todos os democratas”, substituída pela de coexistência pacífica.

Serve para esconder o fato de que esta última não implica somente paz e amizade, mas que é também uma forma particular de luta de classes em escala planetária, quer dizer, a luta da Nomenklatura pela hegemonia mundial.

Conhecendo-se a concepção que a Nomenklatura faz da coexistência pacífica, nada há de surpreendente no fato de que ela tenha rigorosamente lhe delimitado os contornos.

O objetivo principal do combate ideológico que a Nomenklatura trava com o Ocidente, não é, certamente, o de estabelecer a superioridade do socialismo real com a ajuda de uma argumentação irrefutável, pois ela compreendeu há muito tempo que só é possível convencer os pequenos grupos que, por diversos motivos, desejam a destruição do sistema ocidental, e estão dispostos a aceitar facilmente a propaganda vinda do outro lado.

A tarefa essencial deste combate ideológico consiste, de fato, em manter a combatividade dos súditos da Nomenklatura e dos comunistas do mundo inteiro num nível elevado, agitando, sem descanso, o espantalho capitalista. Esta propaganda de todos os momentos lhe dá a garantia de que os comunistas do exterior, e seu próprio povo, não levam a sério o mito da amizade com o Ocidente, pois eles sabem, pelo contrário, que o inimigo é o Ocidente, e que as demonstrações de amizade são manobras táticas dos políticos do PCUS. Destarte, a própria Nomenklatura afirma que a intensidade do combate ideológico não poderia diminuir a despeito da coexistência pacífica.

Mantém esta mobilização ideológica para o momento necessário, pois ainda tem na memória o fracasso no inverno 1939-1940, quando lançou o Exército Soviético, sem preparação ideológica, sobre a Finlândia, e encontrou a incompreensão dos soldados – nos meses que antecederam a invasão tinha sido concluído um pacto de assistência fino-soviético -. A mesma causa produziu idêntico efeito quando da primeira fase da guerra entre a União Soviética e a Alemanha hitlerista, período do pacto germano-soviético – do outono de 1939 a 22 de junho de 1941 -, por falta de uma prévia propaganda antifascista.  

Pode-se indagar qual é o sentido dessa propaganda, já que a Nomenklatura soviética não tem a intenção de desencadear uma guerra contra o Ocidente. É preciso não perder de vista que, se ela teme a guerra, isso é apenas por causa da atual correlação de forças. Se ela conseguir modificar essa correlação em seu benefício, de maneira que um ataque não traga riscos, perderia toda a apreensão e passaria ao ataque sem hesitar.

Excluindo o domínio ideológico da coexistência pacífica, a Nomenklatura mostra claramente que ela pensa seriamente em empreender uma guerra contra o Ocidente. Duas outras limitações vêm reforçar essa conclusão: sua recusa em integrar as lutas de libertação nacional e de emancipação social dentro da coexistência pacífica.    

No que concerne às primeiras, a Nomenklatura afirma que os conflito armados que ela apóia militarmente no Terceiro Mundo entram no quadro da distensão. A finalidade dessas confrontações é, entretanto, a afirmação de sua posição nas regiões referidas e, portanto, a ruptura do equilíbrio de forças em favor dos países socialistas. Não estender o campo da coexistência pacífica às lutas de libertação nacional equivale, pois, a incitar o Ocidente a prosseguir em sua política de détente, esforçando-se, ao mesmo tempo, em romper o equilíbrio das forças planetárias em detrimento deste.

Quanto às lutas de emancipação social, temos aí o caso de uma fórmula cabalística que a Rússia ainda não julgou explicar bem. Parece tratar-se dos conflitos sociais, desenrolando-se no Ocidente, suscetíveis de dar, um dia, nascimento às revoluções planetárias. Se se toma a fórmula ao pé da letra, chega-se à conclusão de que a Nomenklatura se reserva o direito de intervir militarmente a fim de levar seu apoio a uma dessas “lutas de emancipação social”.

Tudo depende, pois, da correlação de força internacional, e os próprios políticos da Nomenklatura o admitem. Reconhecem, sem rodeios, que a coexistência pacífica é função da correlação de forças entre os dois sistemas.   


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Escândalo da negada "Suprema Delação" torna pública a guerra entre Supremo e Ministério Público


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Na véspera do Dia do Soldado, quando Dilma Rousseff começa a ser detonada pela tropa de 60 senadores, a crise institucional brasileira tem sua tensão mais alta no chamado escândalo da "Suprema Delação" contra José Antonio Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal. Já há uma guerra aberta entre a Procuradoria Geral da República e o STF - que pode ter consequências graves para o combate à corrupção. O risco de anulação de "transações penais", mais conhecidas juridicamente como "colaborações premiadas", pode beneficiar grandes infratores e corruptos ilustres...

Ganhou contornos macabros, simbolicamente mortais, a troca de farpas entre o ministro Gilmar Mendes e Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Sempre polêmico, Gilmar Mendes detonou na direção do Ministério Público Federal: "O cemitério está cheio de falsos heróis". A reação corporativista de Janot seguiu a mesma linha mortal de ironia: "Não é possível que estejamos todos envolvidos nessa conspiração para o mal. Nessa conspíração que tem levado pessoas ao cemitério". O curioso do tiroteio entre Gilmar e Janot é que, aparentemente, ninguém morreu, de fato, até agora, na famosa guerra de todos contra todos no Brasil...

Praticamente falando em nome do STF, Gilmar defendeu a apuração da autoria do vazamento, para a revista Veja, de informações sigilosas da delação premiada do empreiteiro Leo Pinheiro, da OAS. Gilmar exigiu a punição dos responsáveis, acusando que a jogada prejudica a imagem do Supremo, sendo tramada intencionalmente por pessoas que têm interesse em enfraquecer o papel da Corte Suprema: "Certamente tudo isso é negativo porque, na verdade, a população coloca todo mundo na mesma vala. Esse é o tipo de prática. E é compreensível, porque a população não está preparada para fazer esse tipo de distinção. As matérias que saem, as pessoas leem manchete, muitas vezes não leem a matéria toda. Isso é negativo. E aí tem que se perguntar: a quem interessa esse tipo de coisa?".

Gilmar Mendes foi explícito em denunciar uma perseguição do MPF contra seu companheiro do STF: "No caso do Toffoli, é evidente. Ele deu duas decisões, uma do fatiamento, outra do Paulo Bernardo. É natural que queiram acertar (o ministro). Houve manifestações críticas dos procuradores. Isso já mostra uma atitude deletéria. Autoridade não reage com o fígado, não reage com informações à sua disposição. Quem faz isso está abusando da autoridade". Gilmar aproveitou para criticar decisão de Rodrigo Janot em cancelar o acordo judicial com Léo Pinheiro: "Não entendo que seja o caso de suspender a delação ou prejudicar quem esteja disposto a contribuir com a Justiça. Eu acho que a investigação tem que ser em relação logo aos investigadores, porque esses vazamentos têm sido muito comuns, é uma prática bastante constante, e eu acho que é um caso típico de abuso de autoridade e isso precisa ser examinado com toda cautela".   

A Veja denunciou que o ex-presidente da OAS teria indicado uma empresa para fazer uma obra na casa do ministro em Brasília. Já Rodrigo Janot garantiu que não há qualquer referência a Toffoli ou a qualquer outro ministro do STF nos anexos do pré-acordo de delação que Pinheiro estava negociando com os procuradores da Operação Lava-Jato: "Esse pretenso anexo jamais ingressou em qualquer dependência do Ministério Público. Portanto, de vazamento não se trata. Ou se trata de um fato que o meio de comunicação houve por bem publicar ou se trata de um fato que alguém vendeu como verdadeiro a este meio de comunicação".

Janot insistiu na defesa de Toffoli: "Reafirmo que não houve, nas negociações de colaboração dessa empreiteira nenhuma referência, nenhum anexo, nenhum fato enviado ao Ministério Público que envolvesse essa alta autoridade do Judiciário. A gente vaza aquilo que tem. Se você não tem a informação, não tem o acesso, você vaza o quê ? Você vaza o nada, aquilo que você não tem. Não vaza. Não sei a quem interessa essa cortina de fumaça. Na minha humilde opinião, trata-se de um quase estelionato delacional em que inventa-se um fato, divulga-se o fato para que haja pressão ao Ministério Público para aceitar, desta ou daquela maneira, eventual acordo de colaboração".

A Veja não iria inventar, irresponsavelmente, uma estória qualquer, com tanta gravidade institucional envolvida. Assim, independentemente de polêmicas, seria dever de ofício de Janot investigar e punir o vazamento, em vez de, simplesmente, pedir a anulação do acordo de colaboração do empreiteiro dedo-duro.

Crise no Foro de São Paulo


Bronca Olímpica

Na véspera do começo do julgamento final do impeachment, Dilma Rousseff aproveitou para reclamar por ter "ficado de fora" da Olimpíada:

"Você organiza a festa, arruma a casa, os móveis, e no dia da festa te proíbem de entrar. É essa a sensação que tive".

Dilma confirmou que fará sua defesa pessoal no Senado, dia 29, explicando por que não jogou a toalha até agora:

"Não renunciei porque hoje existem espaços democráticos neste país. Eles (oposição) não obrigaram a me suicidar como obrigaram o Getulio nem me fizeram pegar um avião para o Uruguai como fizeram com o Jango. E sabe por quê? Porque tem uma democracia aqui que lutamos para construir. Temos que saber que esta luta não tem data para terminar". 

Pesquisa explica

O Bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, tem chance concreta de fazer os prefeitos do Rio de Janeiro e de São Paulo.

As pesquisas indicam lideranças folgadas de Marcelo Crivella, no Rio, e Celso Russomano, in Sampa, ambos do PRB - braço político da IURD.

Agora dá para entender por que o Grupo Globo, aproveitando o embalo olímpico, está enchendo a bola do Prefeito Eduardo Paes, para que ele consiga fazer seu sucessor no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, a Globo ainda não apontou, claramente, para quem penderá seu apoio...

Bem acompanhado


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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Agosto de 2016.

O Fingimento Nacional


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A Anta esfinge finge que não finge!

Fingimos todos!

Que há democracia, que temos justiça e bons hospitais (onde os pacientes não são tratados como animais).

Ou fazemos um sinceramento geral ou padeceremos uma hecatombe infernal.

Meia sola não funciona. O mesmo poder estatal que esfola o contribuinte, não paga precarórios aos otários temerários.

No planalto, vê-se três tipos de aves:

Os urubús, os pavões e os vira-bostas.

Senhores, para o cenário de ruptura, façam suas apostas.

Manter o povo na ignorância para não haver discrepância.

Pão e circo!

Se diminui um deles, há que aumentar o outro.

Não há rima para autoestima.

Um dia a vítima desanima. Então parte pra cima!

Morrer de fome ou de indignação dá no mesmo.

Traidores tremei! Não ficaremos indiferentes diante da destruição do país que amamos. Com palhaços ou com rei.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Eleição e Corrupção


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Jorra a cada quatro anos a nossa via crucis que se consubstancia na retroalimentação do modelo de corrupção hospedado no sistema eletivo na nossa problemática democracia.Torna-se imperativo explicar que o voto obrigatório deve ser revisto e o horário eleitoral gratuito, além da participaçao de bons candidatos sem partido, os eleitos somente deveriam ingressar após um ano da eleição e recebimento do título pela corte eleitoral.

Não é só o financiamento de campanha exige uma reforma pontual. As pessoas jurídica e física teriam teto para colaboração e contribuição, de tal sorte que  o máximo que as empresas poderiam disponibilizar variaria de cargo, prefeito ,governador e presidente, na primeira hipótese 5 milhões, na segunda dez e na última o maximo de vinte milhões.

Isso corresponderia à expectativa de simetria para que todos os candidatos saíssem em torno dos patrocinadores e de maneira identica cada pessoa natural teria a perspectiva de doar até 5 mil reais, no teto limite, cujos somatório não poderia superar 500 mil reais. Com essas circunstâncias de balanceamento e controle de fiscalização para barrar o caixa 2 e abrir transparência acabaria a choradeira dos interessados.

O fundo partidário sairia da sua função precípua de custeio para divulgação das propagandas e diretivas de cada partido, com clausula de barreira restabelecida e o fim de alianças entre partidos de aluguel e os majoritários para puxar voto. Dentro dessa visão, sem sombra de dúvida, a eleição teria um custo previsto e a reeleição deveria ser extinta, admitindo-se o prazo do mandato de cinco anos, e acabar, definitivamente, com o profissionalismo de políticos que ficam dez ou mais anos no mandato que exercem, e proibindo parentes até o terceiro grau de concorrer. Findo o segundo mandato haveria um intervalo mínimo, uma verdadeira quarentena de 4 anos para que voltasse ao seio da conquista dos eleitores no intuito de se candidatar novamente.

Por todos os fatores relevantes a bandeira eleitoral somente despertará o animo da cidadania se houver coragem na micro reforma ou na macro mudança dessa situação injusta de muita repercussão que acaba o  elemento de elo de ligação para sanar as dúvidas e colocar todos frente a frente. De nada adianta que o candidato se volte à periferia se depois de eleito seu trabalho é diametralmente oposto voltado para as grandes obras e participações espurias em negócios que chamam a atenção e despertam controle e fiscalização das cortes de contas e do ministério público.

A par dessa manifestação precisamos implantar a autoridade nacional anticorrupção na pessoa de um magistrado e criarmos varas anticorrupção em todos os estados do País, com o fim do foro privlegiado para os parlamentares, exceto presidente, vice presidente e ministros. Os demais ficariam com a frequencia adstrita aos momentos da tribuna, afora isso seriam casos comuns de submissão ao juizo da vara anticorrupção encarregada de julgar os feitos com agilidade e instrumentalidade, sem demora excessiva como sóe ocorrer no STF.

Estamos necessitando de uma forte reviravolta para a mudança do sistema eleitoral e termos absoluta certeza de que os candidatos eleitos não se distanciaram do eleitorado para regresso após quatro anos. Do modo que se implanta a representação política temos um sistema completamente em crise e mesmo falido, com abstenção, nulidade, votos em branco o que demonstra o desinteresse da cidadania e a dúvida da sociedade civil.

Em todos os pontos e perseguidos os caminhos de nossa democracia, a eleição no Brasil tem sido uma máquina irretorquível e inexorável da industrialização da corrupção e do formato de negociatas que espalham a maldade do serviço público e colocam as prioridades de alcançarmos uma representação de baixo para cima e não inverso.

Começado o horário politico eleitoral e os debates vemos as mesmas pessoas, os identicos candidatos e programas de marketing, mas vale o ditado francês atual e contemporaneo plus ça change plus ça reste la meme chose. Se não mudarmos rapida e agilmente a forma de representatividade seremos eternos refens da corrupção sistêmica.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.