sábado, 1 de outubro de 2016

“Aos amigos tudo, aos inimigos a minha lei”


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Brasileiro adora novela. A próxima da Rede Globo já se promove como um “novelão tradicional”: “A Lei do Amor”. Nas peças promocionais de pré-lançamento, uma frase proferida por um dos vilões principais serviria como mantra para o Brasil do regramento excessivo combinado com rigor seletivo: “Aos amigos tudo; aos inimigos a minha lei”. A máxima do empresário Tião fica justa e perfeita saindo da boca de nossos arrogantes políticos e seus comparsas de negociatas.  

Novela? A Lava Jato daria uma bela... Repleta de vilões, inimigos e “amigos”. Estes últimos, aliás, serão os próximos alvos das operações batizadas com nomes sugestivos. Uma que pode se chamar “Bem, Amigo” tem tudo para render problemas para aquele apontado como “Poderoso “Chefão”. Até então, o líder máximo do regime nazicomunopetralha usou e abusou da legislação como bem quis. Agora, são “as leis dele” que ameaçam ferrá-lo.

Não precisa apelar ao vidente tucano Alexandre de Moraes para prever que Guido Mantega, em pouco tempo, terá sua prisão decretada novamente pela “República de Curitiba”. Não foi à toa que o juiz Sérgio Moro tomou a também previsível decisão de manter Antônio Palocci Filho cárcere gelado da Gotham City paranaense. De provisória, a prisão de Palocci passou a preventiva. A temporada no xilindró promete ser longa.

A figura que nega ser o “Italiano” das planilhas da Odebrecht tende a pagar caro pelo sucesso como “consultor empresarial” que ganhou centenas de milhões após deixar ou ser forçado a sair dos cargos mais estratégicos do governo: o Ministério da Fazenda e a Casa Civil da Presidência da República. Agora, junto com Mantega, Palocci deve se preparar para viver um inferno idêntico ao de companheiros outrora poderosos como José Dirceu, André Vargas e demais tesoureiros da petelândia.

Bem, amigos... A Polícia Federal registra 50 menções a um “amigo” nos e-mails e mensagens de celular de Marcelo Odebrecht. Os textos revelam que Luiz Inácio Lula da Silva, considerado “amigo”, acompanhava de perto todos os projetos nacionais e internacionais do grupo transnacional baiano. Os apelidos se referem ao “Amigo” Lula, ao “Italiano” Palocci, ao “Feira” João Santana e ao “Seminarista” Gilberto Carvalho”. Os codinomes aparecem nas planilhas do “departamento de propinas” da Odebrecht, ao lado de alguns pagamentos que somam milhões de reais.

Os próximos capítulos da Lava Jato serão eletrizantes. Está apenas começando a fase mais emocionante do  novelão roteirizado pela Força Tarefa da República de Curitiba – que adotou o apelido pejorativo dado por Lula, transformando em uma pregação em favor dos princípios republicanos de Justiça...

Continua correndo atrás da grana roubada, turma da República de Curitiba, porque, conforme Sérgio Moro já escreveu em alguns dos autos de processos da Lava Jato, “dinheiro tem coração de coelho e patas de lebre”...

Está chegando a hora...



Instituto de negociatas


Mera premonição...


Menos um...


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 1 de Outubro de 2016.

São Fudêncio e o PETÊ


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O santo supra (ou supla?) indicado é apontado como protetor do país.


Ledo engano. Está prestes (sem o Luís Carlos) a montar uma franquia com produtos bons pra cachorro: o Petêshop!

Haverá osso duro de roer (igual o antigo proer!).

Vários modelos de focinheira: do mais elegante ao merdandante sem eira nem beira.

Como num sermão do Padre Vieira, o bem vence o mal; qualquer que seja o tamanho do animal.

Já estão nas respectivas celas dois exemplares de dogo siciliano.


Um com pelo da cor branco amantegado e outro, cinza farofi.

Só falta vaciná-los contra a raiva.

O primeiro tem por dono, um advogado que nunca cai!

O segundo, acredita no fim do mundo, se delatir num tom mais profundo.

De tanto mijar no poste, foram pegos por um preboste.

Não esperem ofertas de madames boquiabertas, pra levá-los a um novo lar.

Quem muito mordeu empresários e cagou nos erários, passarão algum tempo no canil (se não forem antes a PQP!).


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Déficit da Petros atinge R$ 25,5 bilhões


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Salgado

Finalmente, antes tarde do que nunca! A nova gestão da Petros disponibilizou, ontem, 29/9/2016, os diversos relatórios (atualização do sistema até junho de 2016) que permitem àqueles que tem algum interesse em acompanhar/analisar/reclamar o que está ocorrendo com o seu investimento de uma vida toda (traduzido aqui no pagamento dos seus benefícios), que o façam.

As notícias não são boas, o déficit, desmentindo o que publicou o Sr. Henrique Jäger, ex-presidente da Fundação, saltou 12,83% entre dezembro/2015 e junho/2016. Ou seja, o que estava ruim, na verdade ficou muito pior. Em números, o PPSP que fechou 2015 em negativos R$ 22,6 bilhões, atingiu em 30/6/2016 negativos R$ 25,5 bilhões.

Sem publicar qualquer relatório para sustentar a informação, aquele ex-presidente, em maio/2016 apontou uma rentabilidade de 5,50%, valor acima da meta atuarial. Pintou o barraco que estava desabando com tintas extravagantes para esconder o que estava ocorrendo.

Sequer sentamos para discutir o iminente equacionamento do déficit de 2015 que seremos chamados a cobrir a partir de 2017 e assistimos nossos benefícios se corroerem vertiginosamente. Para piorar, temos a proposta indecorosa de aumento zero no benefício, contra um IPCA no período de 8,97%. O IPCA está calculado atuarialmente na recomposição anual dos benefícios, seja para repactuados, seja para os não repactuados. Portanto não é esse aumento que impacta nossas contas na Fundação.

Ao não recebermos essa recomposição a partir deste mês de setembro, significa um novo prejuízo, igual ou maior ao do equacionamento que iremos cobrir. Pagaremos a conta duas vezes e a Petros, como verdadeira cafetina se locupletará com a nossa desgraça, 25% dos participantes não repactuados estão nessa situação. Tudo isso porque não concordamos com a forma que queriam nos impor para abrirmos mão dos nossos direitos.

O STF retirou o aposentado da discussão dos seus benefícios nas varas trabalhistas e o empurrou para a justiça comum, porém ele continua a depender dos ACT´s. Isso é mesmo uma grande incoerência.

Dolorido em tudo isso é o comunicado simplista feito pelos conselheiros eleitos. Estão mais preocupados em assumir a paternidade pela publicação dos relatórios que a Petros fez ontem ao invés de explicar o salto dado pelo déficit. A perspectiva contínua de alguma eleição provoca a cegueira nos eternos candidatos. Cobramos isso em representação enviada à PREVIC que, para variar, tentou se esquivar da resposta, obrigando-nos a reiterar o assunto em 16/9/2016, conforme anexo.

O mercado de ações deu uma vigorosa recuperada no primeiro semestre de 2016, o que desmente totalmente o que eles vêm afirmando sobre a responsabilidade da renda variável na sua composição. O índice Bovespa fechou em dez/2015 em 43.662 e atingiu o valor de 59.621 em 29/9/2016, portanto 34,6%de valorização no período. E agora José?

O grande problema, quase que insanável, da nossa renda variável é a sua completa falta de liquidez. Ao se olhar a rubrica Participações percebe-se claramente o problema que está deixando o plano de pés e mãos amarradas, com possível queima de ativos saudáveis e com total liquidez para saldar compromissos do PPSP.

Nem tudo, porém está perdido, ao menos a nova diretoria da FUNCEF, ao invés de se manter paralisado pelos problemas, está tomando coragem e se propõe a fazer aquilo que vimos cobrando das diversas gestões da Petros, incluindo esta nova, agora presidida pelo Sr. Wálter Mendes. É chegada a hora para varrermos a sujeira que se incrustou embaixo dos tapetes. Não temos mais tempo para aguardar, Sr. Presidente da Petros. Necessário levantar os responsáveis e cobrar-lhes os atos temerários praticados contra os donos da Fundação Petros.



É evidente que há mais culpados externamente, gente totalmente acovardada, que se esconde atrás de seus cargos e não fiscaliza as Fundações como é da sua competência. Discursam para plateias vazias ou descompromissadas com o problema e o resultado é esse. Muda governo e o festival de safadezas perdura.Contra eles porém a briga é mais difícil, assim só nos resta juntarmos forças e fazermos nossa parte.

Sr. Wálter Mendes, o Efeito Greenfield tem alguma chance de provocar na Fundação Petros, agora sob sua inteira responsabilidade, resultado semelhante ao que está ocorrendo na Funcef?

Apesar da sua entrevista (em anexo), da qual retirei a observação colada abaixo, evidente que não dá para enxergar algum resultado dessa sua afirmação. A única notícia que temos é até frustrante, pois a Operação Greenfield foi resultado exatamente de investimentos feitos pelas Fundações, incluindo a nossa, que provocaram rombo de R$ 868 milhões em 2015, situação de fato investigada pela Ernst & Young mas que teve o relatório, já finalizado, engavetado por conta da gravidade das questões apuradas.

Aliás os conselheiros eleitos vêm cobrando o assunto e só estão encontrando respostas evasivas.

Sérgio Salgado é Aposentado da Petrobras.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Crime Organizado não ameaça: comanda o Brasil


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

“A última coisa que nós podemos desejar é a presença do crime organizado no sistema político”. Esta frase dita pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, pode ser interpretada como uma imperdoável ingenuidade ou como uma tentativa inútil de mascarar a realidade objetiva sobre a hegemonia da criminalidade institucionalizada no Brasil. É assim que nosso regime (pretensamente) democrático vai tropeçando...

Prova de que o crime comanda o Brasil é dada pelo TSE presidido pelo supremo ministro Gilmar. Em parceria com “Tribunal” de Contas da União, a “Justiça Eleitoral” detectou doações eleitorais superiores a R$ 300 milhões feitas por 46,6 mil desempregados, 22,3 mil “pobres” beneficiários da Bolsa Família e, para piorar a morbidez da corrupção tupiniquim, por 143 doadores falecidos.

Ultimamente, a política no Brasil tem se transformado em caso de Polícia. A judicialização da politicagem virou um perigoso lugar comum porque a organização criminosa institucionalizada, com má gestão e roubalheira, se tornou visível perante a população. Jovens na Polícia Federal, na Receita Federal e no Ministério Público, junto com alguns magistrados que agiram com mais rigor legal, deram mais transparência ao combate à corrupção.

A publicidade sobre esse trabalho (dever de ofício dos servidores da área de Polícia e Judiciária) alimentou as grandes manifestações públicas que foram decisivas para a queda de uma Presidente da República. Só é lamentável e importante lembrar que a estrutura corrupta e corrompida continua em vigor, apesar do impedimento da Dilma Rousseff. É a verdade que nos dói.

As instituições brasileiras foram rompidas pela ação politicamente calculada do desgoverno do crime organizado. Facções criminosas tornaram o sistema político refém de esquemas que contrariam o interesse público. A danosa hegemonia do crime institucionalizado, contaminando e controlando a máquina de todos os poderes, cumpre o papel canalha de manter o Brasil, artificialmente, na miséria e no subdesenvolvimento. Por isto, a única solução é mudar a estrutura do sistema estatal brasileiro, através de um Pacto Democrático Instituinte: uma Intervenção Cívica Constitucional.

O Brasil tem de ser reinventado com uma Constituição mais enxuta, autoregulável, com plena fiscalização do cidadão através de auditorias, corregedorias e conselhos formados por eleitores. O enxugamento legal é imprescindível. O atual regramento excessivo só facilita a ação criminosa. Punições acontecem eventualmente. Ou, então, ocorrem na base do rigor seletivo, que é a negação democrática do processo judicial, punindo apenas quem for considerado “inimigo de ocasião”, enquanto a essência da estrutura criminosa permanece intocável.

Não se combate efetivamente o crime organizado sem antes mexer na estrutura que permite sua implantação, consolidação e “prosperidade”. Por enquanto, com o empenho de servidores do judiciário até transformados em “heróis nacionais”, estamos melhor que no passado. No entanto, o que ocorre na prática se assemelha a um “enxugamento de gelo”. Alguns começam a ser punidos, mas todos sabem que nosso sistema jurídico, no final das contas, poderá salvá-los com a ajuda de infindáveis recursos (judiciais e financeiros).

O juiz Sérgio Moro tem razão quando argumenta que a prisão cautelar e métodos especiais de investigação são necessários para quebrar o círculo vicioso da corrupção – que é sistêmica e institucionalizada, afetando os poderes executivo, legislativo, judiciário e até o militar. Não há mal nenhum em defender remédios excepcionais contra a corrupção. O perigo é quando a exceção começa a virar regra. No Brasil isto acontece comumente. Este é o perigo... Precisamos de Judiciário e não de Judasciário, por mais bem intencionado que seus membros possam parecer...

Por isso, a cada instante, ganha mais força e importância a ampliação do debate político e jurídico. Não podemos ficar reféns de falsas soluções autoritárias que apelem para a mera “judicialização da política” com medidas “falsomoralistas” ou simplesmente inquisitoriais, no pior estilo de injustas caças às bruxas. Sem exaustivo e incansável debate, focado em soluções e não nos inúmeros problemas, vamos continuar no ritmo de “mais do mesmo”.

Mudar o Brasil é urgente urgentíssimo. O Crime Institucionalizado não deseja mudanças. No máximo, aceita negociar reformas, para deixar tudo como sempre esteve. Na prática, o crime atua com a barbárie e a sabotagem. Neutralizar a ação criminosa, de imediato, é a prioridade máxima. Só os segmentos esclarecidos da sociedade têm condições de exigir e realizar as mudanças. Sempre foi assim ao longo da História da humanidade. A Revolução Brasileira está em andamento, mesmo que de forma não completamente percebida pela maioria das pessoas. Os criminosos profissionais reagem.

Por isso, não dá mais para aceitar conversas fiadas nem omissões de quem tem responsabilidade pública. O Crime Institucionalizado não apenas ameaça, mas domina o Brasil, em todas as expressões do poder nacional, agindo a partir do processo político. Se não acabarmos com o Crime, ele acabará com os brasileiros, inclusive comprometendo a integridade do patrimônio nacional brasileiro.

Promovamos a Política contra o Crime, para que o crime deixe de liderar a politicagem.   
 
Terrorismo Cultural

Vândalos fdps picharam com tinta a estátua do bandeirante Borba Gato, na avenida Santo Amaro, em São Paulo.

A mesma barbaridade foi cometida contra o monumento das Bandeiras, no Parque do Ibirapuera.

Por trás do simples ato de vandalismo pode estar uma atitude ideológica covarde contra valores tradicionais da cultura paulistana – que a extrema esquerda canalha deseja destruir, agindo a serviço do revisionismo histórico em favor da Nova Ordem Mundial.

OLP x Mengão?

A agência EFE informa algo inacreditável contra a imensa Nação Rubro Negra:

O secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, enviou nesta quarta-feira uma carta ao presidente do Clube Deportivo Palestino, Eduardo Heresi, para parabenizar o técnico Nicolas Córdova pela histórica vitória no Brasil sobre o Flamengo que garantiu a classificação do clube chileno para as quartas de final da Copa Sul-Americana:

"Querido Nicolás, querida equipe, há um ano estive no Chile, onde me encontrei com muito de vocês. Lembro que disse para vocês se sentirem orgulhosos por quanto contribuem em levar esperança ao nosso povo em nossa luta diária pela libertação. A enorme vitória no Brasil confirma isso"

Burrice prender o Lula?


Nacionalidade mafiosa


Se vira nos 13


Mudando...


Parolar é preciso


Nos dá um dinheiro aí...


Antes que algum babaca tente fazer gracinha para nos sacanear, eu e o Super Panfletário Virtual vamos logo avisando: a gente não aceita grana chapa branca, vinda de governos, mas os durangos daqui não podem perder a piada...

E vida que segue, com o computador ainda quebrado...

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Setembro de 2016.

Greve Vencida


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A ponto de beber formicida, a classe média sofrida vive numa gincana a mais.

Vagabundos truculentos às portas das agências dos bancos para intimidar os(as) pobres coitados(as) que ainda conseguem pagar alguma conta.

Caixas eletrônicos desativados por problemas técnicos ou por sadismo dos “bonzinhos” banqueiros e seus sabujos.

Enforcar-se-ão nas próprias tripas.

Já faz algum tempo, os bancos se recusam a receber contas de luz, gás, etc. obrigando a população a entrar em outra fila, nas lotéricas.

Qualquer governo decente que tivermos no futuro (se Deus quiser) acabará com a mamata do juro.

Metade do orçamento é usada para pagar o serviço de uma dívida interna fictícia.

O povo que se lixe nos corredores ou nas calçadas dos hospitais; tratados como animais.

Multiplicar-se-ão casos como o de Goiás.

Se por piedade a classe política não se abala, a limpeza será feita pela rima.

Sai de baixo! Desta vez o incêndio começou por cima.

Recuperada a nossa autoestima, o castigo virá.

Quem viver, verá.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A Vingança do Caseiro Francenildo


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

No Brasil da impunidade e do rigor seletivo, com instituições dominadas pelo crime e sujeitas a falhas estruturais, o castigo não vem mais a cavalo. Vem via rede social, com dossiês ou documentos indevida ou ilegalmente vazados que acabam viralizados. O ilustre preso provisório Antônio Palocci Filho agora se transforma em vítima do crime que foi suspeitíssimo de praticar, anos atrás, contra o caseiro Francenildo – que teve “quebrado”, sem qualquer procedimento legal, o sigilo de sua conta corrente na Caixa.  

Agora, está rolando na Net o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) de informações acerca de pessoas investigadas no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar supostas irregularidades envolvendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – CPI-BNDES, as quais foram objeto de comunicações de operações financeiras de que trata a Lei 9.613/98, registradas no período de 2003 a 2015.

Está na Internet para quem quiser ver: “Antônio Palocci Filho foi objeto de comunicações de operações financeiras referidas no item 1 acima com valor associado de R$ 211.087.700,00, recebidas no período de 2010 a 2015, das quais o valor de R$ 16.497.045,00 foi registrado em contas por ele tituladas e o restante em contas de terceiros por ter figurado como sócio, remetente ou beneficiário de recursos”.

O relatório acrescenta: “Antônio Palocci Filho teria movimentado o montante de R$ 10.942.875,00, no período de 09/04/2013 a 20/04/2015, sendo R$ 6.042.684,00 a crédito e R$ 4.900.191,00 a débito, registrado na conta corrente nº 6301-0, da agência/CNPJ nº 5260, do Banco Bradesco S.A., na cidade de São Paulo. 3.1.1. Na análise da movimentação financeira efetuada pelo comunicante foi constatado que os créditos, no período citado, totalizaram R$ 6.042.684,77, sendo que R$ 5.902.553,11 foram recebidos por meio de transferências provenientes da empresa Projeto Consultoria Empresarial e Financeira. Já os débitos, em igual período, somaram R$ 4.900.191,74, sendo que R$ 4.542.192,14 foram registrados por meio de transferências”.

O RIF vazado, certamente por dentro da CPI do BNDES, indica o tamanho do problema de Palocci: “Movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente; Banco Central do Brasil – Carta-Circular nº 3.542, art. 1º. Outra comunicação da mesma natureza efetuada pelo Banco Bradesco S.A., nos termos da Instrução CVM nº 301 de 16/04/1999, reportou que Antônio Palocci Filho aplicou em fundos de investimentos o montante de R$ 4.534.170,07 e resgatou R$ 4.895.375,79, no período”.

O caso Palocci é um dos muitos que precisa ser alvo de processos judiciais para apurar como a politicagem brasileira consegue enriquecer tão rapidamente quando usa informações privilegiadas e acessos pessoais que obtêm nos tempos em que ocupam (ou infestam) a máquina pública. Por ora, tanta coisa que vem a público sobre ele, de forma absolutamente fora da lei, é apenas uma metafórica vingança do caseiro Francenildo.

No Brasil sob hegemonia do crime institucionalizado, resta o consolo de que a araruta começa a ter dias de mingau em meio a tanta roubalheira e impunidade.

Respeito à Constituição

Do jurista Antônio José Ribas Paiva, um apelo à legalidade e legitimidade:

“Apoiar a prisão de acusados, após o julgamento de segunda instância, é afirmar, equivocadamente, que o Judiciário e o Ministério Público brasileiros são instituições infalíveis e confiáveis. Infelizmente a realidade é outra. Essas instituições padecem dos mesmos vícios das outras. Conferir-lhes mais poder é submeter a sociedade à ditadura do Judiciário, que é a mais terrível , porque , segundo Rui Barbosa, contra ela não há defesa”.

Investiguem todos


Entregando geral


Haja fatiagem


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Setembro de 2016.

Trégua na Lava-Égua


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Tédio: eleição e ludopédio.

Enquanto um mau candidato escolho, outros põem as barbas de molho.

Na Inglaterra há um palácio chamado Mentmore.

Aqui, vence o pleito quem mente mais.

Pro povo, à política pouco afeito, quanto maior a mentira, maior o efeito.

Com as atuais regras eleitorais o país não tem jeito.

Seja alcaide, burgomestre ou prefeito, o eleito age como idiota perfeito.

A proibição de prisão dá a muitos, alívio.

Aos bigodes de merdandante e Olívio, um novo lustro que não os obrigue a movimento brusco.

“Después”, em fila indiana, muita gente no passado, bacana.

Em Cannes, Punta Cana ou praia mexicana, breve temporada à pão e banana.

Quem só pensava em ouro, hoje já não dá no couro.

Se não pirar como pirarucu, em breve tomará na rima.

Pior só em ilha grega; com vulcões e a companhia da galega.

Um vacilo e do sulino touro lhe espera a chifrada sem pose; triste fim de uma “vie en rose”.

De um governo cruel, lacaio, de tanto rir me desmaio.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

As Forças Patrióticas e a Intervenção Constitucional


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

A INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL, sem dúvida, é o único meio para a NAÇÃO RESGATAR o BRASIL dos criminosos, que usurparam os Poderes da República.
       
As FORÇAS PATRIÓTICAS, civis e militares, devem intervir no processo político e nomear a JUNTA GOVERNATIVA, que será o governo de transição para a democracia.
       
O Presidente Michel Temer, sozinho, não tem condições de implementar a passagem para a democracia, porque depende da classe política, sabidamente, imbricada com o crime. Por tudo isso, a Nação deve intervir e nomear o Governo de Transição, que poderá ser o próprio Michel Temer, desde que o presidente concorde em representar as FORÇAS PATRIÓTICAS e, com elas, RESGATAR o BRASIL do CRIME ORGANIZADO.


Antônio José Ribas Paiva, Advogado, é Presidente do Nacional Club.

Cada Guerra é uma Guerra


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Embora Mao-Tsetung considerasse a guerrilha uma forma de luta importante, para ele, não é possível chegar à vitória apenas com a guerrilha. Só o exército regular pode chegar à decisão e à vitória na guerra pelo combate. Mas essa proposição não é generalizável. Iugoslávia, Cuba e Nicarágua chegaram a vitórias revolucionárias com formações guerrilheiras como principal fator estratégico.

As leis gerais da guerra – toda guerra é uma guerra – se aplicam a todas as guerras Mesmo assim, cada guerra se submete às leis que derivam da natureza política dos sujeitos bélicos e, ainda, àquelas decorrentes das características geográficas, climáticas, culturais e históricas que são originais de cada conflito bélico. De aí, que aquele que quiser analisar ou conduzir guerras deverá conhecer profundamente as tendências gerais que se aplicam e se constatam em todo conflito armado: são as chamadas leis da guerra.

Obviamente, não possuem as características das chamadas ‘leis da guerra”, todavia refletem “fortes tendências”, “razoáveis probabilidades” ou ‘alta probabilidade” de que um certo resultado decorra em função de certa ação, mas sempre como mera possibilidade.

Segundo Mao-Tsetung: “Todas as leis que regem a condução da guerra, se desenvolvem à medida que se desenvolve a história e a guerra mesma. Nada é invariável”.

Não se ganha uma guerra desconhecendo-se as leis que regulam os conflitos armados. Mao tinha estudado profundamente vários teóricos da guerra, mas quem mais influenciou em sua formação foi  o general chinês  SUN-TZU,que escreveu A Arte da Guerra no Ano 500 A.C. Mao não apenas compreendeu corretamente este mestre da estratégia, até às últimas conseqüências seus ensinamentos, com êxito. Conhecia tão bem as leis da guerra que conseguiu expulsar o exército japonês invasor, assim como articular o Exército Vermelho regular com os destacamentos guerrilheiros para aniquilar o Exército Nacionalista do Kuomintang.

Mao critica a idéia de aprender a arte da guerra apenas por meio de manuais militares, muito dos quais eram estrangeiros ou copiados destes, pois, diz Mao, “se copiamos e aplicamos de forma mecânica, sem permitir mudança alguma, seremos mais uma vez como que recorta seus pés paar que caibam nos sapatos”. Ele achava que, sem desmerecer as experiências extraídas da História da Guerra “devemos também apreciar a experiência que pagamos com nosso sangue!

Se para conhecer ou conduzir a guerra devemos estudar suas leis, para analisar ou conduzir a guerra revolucionária devemos conhecer suas próprias leis. “As leis da guerra revolucionária constituem um problema que deve estudar e tentar resolver quem quer que conduza uma uerra revolucionária”, As particularidades da guerra revolucionária tornam seu conhecimento e condução muito específicos. Trata-se de u confronto armado entre “opressores e oprimidos”, levado adiante por estes últimos, para quebrar o equilíbrio de forças normalmente desfavorável.

A formação política marxista de Mao determinaria sua conduta na guerra , mas o que marcou a sua orientação na guerra revolucionária foram os ensinamentos de Lenin. Se ele aceitava que a guerra era a continuação da política por outros meios, na guerra revolucionária os meios políticos e militares eram para ele inseparáveis. A necessidade de manter colado o povo ao seu poder armado, condição de possibilidade da vitória, fez do doutrinamento político partidário o vetor estratégico mais importante.

Para conhecer as leis da guerra revolucionária em geral, podemos, valendo-nos de casos concretos, abstrair os elementos comuns. Esses dados, totalmente teóricos, poderão servir para conceber estrategicamente uma guerra revolucionária particular. Mas, sem esquecer que cada guerra é uma guerra, e a experiência que deu certo em um caso pode ser desastrosa em outro.

Mao critica o intento de copiar o desenho estratégico da revolução russa, imaginando que desse modo reeditariam seu êxito. Argumentava-se, naquele momento, que estudando-se os manuais publicados pelas instituições militares soviéticas, e aplicando-se seus ensinamentos na China seria suficiente para lograr a vitória. Mao responde: “Não percebem que essas leis e manuais refletem as específicas da guerra civil e do Exército Vermelho da União Soviética... (e que)... a revolução e o Exército Vermelho da China têm muitas condições particulares”.

Finalmente, para compreender ou conduzir a guerra revolucionária na China não basta, para nosso autor, conhecer as leis da guerra em geral, nem as leis da guerra revolucionária em particular. ”As leis da guerra revolucionária na China constituem um problema que deve estudar e resolver quem quer que conduza a Guerra Revolucionária na China”

É preciso também conhecer muito bem as especificidades da China, sua geografia, sua cultura, a real situação do seu povo, as relações de classes, suas expectativas e necessidades, sua capacidade de luta e e resistência, etc. por outro lado, deve-se conhecer as características do inimigo, a personalidade do seu comandante, sua trajetória, a relação com os seus subordinados, a relação que seus   oficiais mantêm com  os soldados e do seu exército com o povo, estimar corretamente suas forças e coragem, procurar sua vulnerabilidade, etc.

 Isso não é outra coisa levar à prática  máxima que aprendeu de SUN TZU: “CONHECE-TE A TI MESMO E CONHECE A TEU INIMIGO”.
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O texto acima é um dos capítulos do livro “A Política Armada – fundamentos da Guerra Revolucionária”, escrito por Hector Luis Saint-Pierre, editado em 2000 pela Editora Unesp.


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Alimentar o Mundo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Evaristo de Miranda

Divida a produção de grãos de um país pelo seu número de habitantes. Se o resultado ficar abaixo de 250 kg/pessoa/ ano, isso significa insegurança alimentar. Países nessa situação importam alimentos, obrigatoriamente. E são muitos os importadores de alimentos vegetais e animais em todos os continentes, sem exceção. O crescimento da população, da classe média e da renda, sobretudo nos países asiáticos, amplia anualmente a demanda por alimentos diversificados e de qualidade, como as proteínas de origem animal. O mais vendido refrigerante do mundo define sua missão como a de "saciar a sede do planeta". A missão do Brasil já pode ser: saciar a fome do planeta. E com os aplausos dos nutricionistas. Em 2015 o Brasil produziu 207 milhões de toneladas de grãos para uma população de 206 milhões de habitantes. Ou seja, uma tonelada de grãos por habitante.

Só a produção de grãos do Brasil é suficiente para alimentar quatro vezes sua população, ou mais de 850 milhões de pessoas. Além de grãos, o Brasil produz por ano cerca de 35 milhões de toneladas de tubérculos e raízes (mandioca, batata, inhame, batata doce, cará, etc.). Comida básica para mais de 100 milhões de pessoas. A agricultura brasileira produz, ainda, mais de 40 milhões de toneladas de frutas, em cerca de 3 milhões de hectares. São 7 milhões de toneladas de banana, uma fruta por habitante por dia. O mesmo se dá com a laranja e outros citros, que totalizam 19 milhões de toneladas por ano. Cresce todo ano a produção de uva, abacate, goiaba, abacaxi, melancia, maçã, coco... Às frutas tropicais e temperadas se juntam 10 milhões de toneladas de hortaliças, cultivadas em 800 mil hectares e com uma diversidade impressionante, resultado do encontro da biodiversidade nativa com os aportes de verduras, legumes e temperos trazidos por portugueses, espanhóis, italianos, árabes, japoneses, teutônicos e por aí vai, longe.

À produção anual de alimentos se agrega cerca de 1 milhão de toneladas de castanhas, amêndoas, pinhões e nozes, além dos óleos comestíveis – da palma ao girassol – e de uma grande diversidade de palmitos. Não menos relevante é a produção de 34 milhões de toneladas de açúcar/ano, onipresente em todos os lares, restaurantes e bares. A produção vegetal do Brasil já alimenta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, usando para isso apenas 8% do território nacional. E a tudo isso se adiciona a produção animal. Em 2015 o País abateu 30,6 milhões de bovinos, 39,3 milhões de suínos e quase 6 bilhões de frangos. É muita carne. Coisa de 25 milhões de toneladas! O consumo médio de carne pelos brasileiros é da ordem de 120 kg/habitante/ ano ou 2,5 kg por pessoa por semana. A estimativa de consumo médio de carne bovina é da ordem de 42 kg/habitante/ ano; a de frango, de 45 kg; e a de suínos, de 17 kg; além do consumo de ovinos e caprinos (muito expressivo no Nordeste e no Sul), de coelhos, de outras aves (perus, angolas, codornas...), peixes, camarões e crustáceos (cada vez mais produzidos em fazendas) e outros animais.

O País produziu 35,2 bilhões de litros de leite (ante 31 bilhões de litros de etanol), 4,1 bilhões de dúzias de ovos e 38,5 milhões de toneladas de mel, em 2015. É leite, laticínios, ovos e mel para fazer muitos bolos, massas e doces nas casas do maior produtor de açúcar. Em 50 anos, de importador de alimentos o Brasil tornouse uma potência agrícola. Nesse período, o preço dos alimentos caiu pela metade e permitiu à maioria da população o acesso a uma alimentação saudável e diversificada e a erradicação da fome. Esse é o maior ganho social da modernização agrícola e beneficiou, sobretudo, a população urbana. O Brasil saiu do mapa dos países com insegurança alimentar. Com o crescimento da população e das demandas urbanas, o que teria acontecido na economia e na sociedade sem esse desenvolvimento da agricultura? Certamente, uma sucessão de crises intermináveis. Era para a sociedade brasileira agradecer todo dia aos agricultores por seu esforço de modernização e por tudo o que fazem pelo País.

A Nação deve assumir a promoção e a defesa da agricultura e dos agricultores, com racionalidade e visando ao interesse nacional. De 1990 a 2015 o total das exportações agrícolas superou US$ 1 trilhão e ajudou a garantir saldos comerciais positivos. A Ásia responde hoje por 45% das exportações do agronegócio brasileiro e a China, sozinha, por um quarto desse montante. Com a China, um parceiro estratégico para o futuro da agropecuária brasileira, criaram-se perspectivas novas e mútuas para indústrias de processamento, tradings e para investimentos em infraestrutura de transporte, armazenagem e indústrias de base. A recém-concluída missão de prospecção e negócios de quase um mês por sete países da Ásia, liderada pelo ministro Blairo Maggi, buscou um novo patamar de inserção da agropecuária no comércio internacional.

Acompanhado por uma equipe ministerial e por cerca de 35 empresários de 12 setores do agro, essa missão histórica percorreu China, Coreia do Sul, Hong Kong, Tailândia, Mianmar, Vietnã, Malásia e Índia. Alimentar o mundo é sinônimo de alimentar a Ásia. Isso exige empreendedorismo, inovação, coordenação público- privada e parcerias de curto e de longo prazos. Mas o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, juntamente com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, tem uma meta ambiciosa: passar de uma participação decrescente de 6,9% no comércio agrícola internacional para 10%. E ser capaz, em breve, com tecnologia, sustentabilidade, competência e competitividade, de alimentar mais de 2 bilhões de pessoas.

Evaristo de Miranda, Doutor em Ecologia, é Chefe Geral da Embrapa Monitoramento por Satélite. Originalmente publicado no Estadão em 26 de setembro de 2016.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Judiciário, sim! Judasciário, não!


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

No Brasil, as instituições foram rompidas, contaminadas e aparelhadas pela ignorância, pela corrupção e pelas facções político-criminosas. Executivo, Legislativo, Judiciário, nos âmbitos nacional, estadual e municipal, enfrentam os mesmos problemas de diversas associações privadas. Tudo parece dominado pela incompetência ou pelo crime. O problema é estrutural – e não conjuntural. Felizmente, em tempos de perigosa judicialização da política, o Judiciário começa acordar da letargia, para não ser um judasciário, consolidador de injustiças, para ser o fator de equilíbrio entre os poderes.

O Tribunal de Justiça de São Paulo anulou os julgamentos de 74 policiais militares condenados pelo “massacre” do Carandiru. A 4ª Câmara do TJ-SP apontou um vício judicial impecável cometido pelos cinco júris populares que puniram os PMs pela morte de 111 presos rebelados, em 1992. Os jurados decidiram sem observar o conjunto de provas nos autos do processo. A decisão vai alimentar muita polêmica midiática e jurídica porque o caso foi usado como baluarte ideológico por pretensos defensores de direitos humanos – que sempre trabalham para aliviar o lado de criminosos objetivos, insistindo na suposta culpa prévia autoridades policiais. O Ministério Público recorrerá da decisão ao Superior Tribunal de Justiça ou ao Supremo Tribunal Federal.

Vai ser a mesma polêmica quando o Supremo Tribunal Federal tiver de tomar uma nova decisão – que se espera definitiva – sobre a questão da prisão de condenados sem sentença final – transitada em julgado. A Constituição é clara sobre a garantia da presunção da inocência. Assim, mesmo que seja importante punir corruptos com celeridade, a Lei Maior simplesmente não permite que eles passem temporadas na cadeia, como condenados, antes de todos os recursos se esgotarem. Em vez de apoiar que a Carta seja rasgada, mesmo que na melhor das intenções, seria necessário um amplo debate para mudar o espírito da lei e da tradição jurídica brasileira. A decisão legislativa e judicial sobre esta polêmica é essencial para que iniciativas como a Lava Jato não acabem desmoralizadas e, futuramente, anuladas.

Quando o Judiciário profano demora a decidir, a Justiça Divina às vezes consegue ser implacável em sua decisão final. O indecifrável seqüestro, tortura e assassinato de Celso Daniel é um destes exemplos. Ontem, morreu de câncer no fígado, um dos principais suspeitos de comandar o crime hediondo contra o prefeito petista de Santo André, no distante ano de 2002. O famoso Sombra, Sérgio Gomes da Silva, leva para o túmulo tudo que sabia. Amigos dele, como Gilberto Carvalho, Miriam Belchior e Freud Godoy devem celebrar o luto. Celso Daniel era um dos responsáveis pela arrecadação de dinheiro para a primeira campanha presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva.

Já a Lava Jato segue a todo vapor... E nem precisa perguntar ao vidente tucano Alexandre de Moraes quem serão os próximos alvos de ações policiais, indiciamentos ou eventuais prisões temporárias ou preventivas...

O fundamental, agora, é fortalecer o debate sobre o papel essencial do Judiciário para que não se transforme em um mero “judasciário”.

Jogo da Corrupção


Velhacaria


Casal Percentual


Réa, né?


Malhação é isto aí


Adeus, amigo!

O destino levou emprestado ontem, de forma trágica, um grande amigo.

Que Deus receba a alma do Nelson da Silva Nogueira Filho.

Socorro, Mr Spock...

Pedimos aos leitores desculpas por eventuais atrasos na edição.

Nosso computador principal deu um pau, o que torna tudo ainda mais difícil do que já é...

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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Setembro de 2016.