sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ives Grandra Filho pode ir do TST para o STF


2ª Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Por que a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, não pega para ela a relatoria da Lava Jato, e homologa a delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht o mais depressa possível? Eis a campanha que está sendo espalhada nas redes sociais pelo movimento Avança Brasil. A pressão começa a viralizar. Custa nada tentar... Cármen Lúcia terá de tomar rapidamente a decisão de fazer ou não a redistribuição automática dos processos de Teori para um dos 10 ministros da Corte.

A Constituição deixa claro que quem indica ministro para o STF é o Presidente da República. O Regimento Interno do Supremo. No artigo 38, está escrito que o relator é substituído: “IV – em caso de aposentadoria, renúncia ou morte: a) pelo Ministro nomeado para a sua vaga”. Se isso prevalecer, Temer será o padrinho do futuro da Lava Jato. Presentão para o PMDB – cheio de envolvidos em denúncias de corrupção...

Quem está cotadíssimo para assumir a caga de Teori é o atual presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho. O pai dele é o jurista Ives Gandra – amigo pessoal de Temer. Aos 57 anos, Ives Gandra Filho é formado, Mestre e Doutor em Direito pelo Largo de São Francisco. O perfil dele é considerado “conservador”.

Uma releitura do noticiário justificaria uma decisão inovadora de Cármen Lúcia chamando para si a relatoria da Lava Jato:

Outubro de 2016
Delação da Odebrecht vaza e atinge cúpulas do PMDB e PSDB, Delação da Odebrecht: Temer e Alckmin . http://brasil.elpais.com/brasil/2016/12/09/politica/1481294723_838386.html

Dezembro de 2016
Relator da Lava Jato, ministro do STF Teori Zavascki, deve homologar delação da Odebrecht só em março (http://politica.estadao.com.br/blogs/coluna-do-estadao/teori-pode-homologar-delacao-da-odebrecht-so-em-marco/)

Janeiro de 2017
Equipe de Teori no STF não tirou férias para analisar delação da Odebrecht http://oglobo.globo.com/brasil/equipe-de-teori-no-stf-nao-tirou-ferias-para-analisar-delacao-da-odebrecht-20768341

18 de Janeiro de 2017
Teori interrompe férias para analisar delação da Odebrecht http://oglobo.globo.com/brasil/teori-interrompe-ferias-para-analisar-delacao-da-odebrecht-20793664

Delator da Odebrecht cita Temer, Renan, Maia e mais de 20 políticos http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/12/1840131-odebrecht-levou-dinheiro-a-escritorio-de-amigo-de-temer-diz-delator.shtml

Odebrecht diz que repassou R$ 10 mi a pedido de Temer http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,odebrecht-diz-que-repassou-r-10-mi-a-pedido-de-temer,10000067461

O negócio agora é esperar para ver o que acontece – rotina macabra no Brasil da impunidade...

Leia os artigos: Adivinha quem vem para atrasar a Lava Jato?


Campo de Marte x Campo de Morte


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Janeiro de 2017.

Campo de Marte x Campo de Morte


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Reacende a morte do Ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki a inadiável necessidade de serem discutidas as condições de voo e segurança do desadaptado Campo de Marte. Não é novidade que muitos voos que partem daquela localidade tiveram trágico destino, a começar do famoso empresário e sua familia Roger Agnelli, ex presidente da Vale, além de helicopteros e até um caso inédito de um sujeito vestido de papai noel sequestrar um helicóptero para ser usado pelo crime organizado.

Poucos bons exemplos já demonstram que o Campo de Marte deve ser fechado ou passado a limpo para uma revisão e completo monitoramento de entradas e saídas, mediante câmeras e policiamento em todos os pontos considerados estratégicos. Ademais, um local situado no coração da cidade poderia funcionar como rota de aeronaves de pequeno porte ou mesmo helicópteros?

Decisiva e definitivamente não. Eis que o risco de acidente é elevado e a população no entorno deveria ser retirada. Mas não é o que acontece. O governo federal em sintonia com o governo estadual, e também em parceria com o município, todos deveriam remover o Campo de Marte e mudá-lo para nova localidade bem mais segura e que não colocasse minimamente obstáculos perto da cabeceira da pista ou que levassem à probabilidade, mínima que fosse, de acidentes de graves consequências.

Além disso, as nossas autoridades responsáveis demorarm e quando fornecem as informações relativas aos acidentes aéreos ficam no campo da probabilidade. A diferença é acachapante, quando houve o acidente na Colômbia com o avião da Lamia, em pouquissimo tempo tínhamos os corpos resgatados, os sobreviventes transferidos e a causa principal esclarecida: pane seca.

Um Ministro do porte do saudoso Zavascki jamais poderia arriscar a própria vida e da sociedade que tão bem representava embarcando numa aeronave
de pequeno porte e sem condições seguras durante intempéries. A Polícia Federal deveria manter permanente escolta e o deslocamento a ser feito por aviões da FAB. Obviamente, se tudo isso fosse feito, não teríamos mais uma calamidade no País das tragédias.

A um passo de serem homologadas importantes delações, eis que o Ministro vem a óbito em circunstâncias pouco convincentes ao menos da sociedade e daqueles que, ao longo dos anos, tinham a expectativa da exposição a nu da podridrão da corrupção que carcome o Brasil. Uma alternativa seria uma remoção a pedido doutro Ministro, mas os acontecimentos consternam e não nos dão muitas luzes num País revestido de trevas e circunstâncias nebulosas.

Basta lembrar o acidente com o então candidato à presidência que despontava com grandes chances de ótimo resultado Eduardo Campos. E por não oferecer condições de tráfego aéreo seguro, e para além disso ter uma localização muito inóspito o campo de marte não pode ser transformado num campo de morte, cujos voos que decolam ou que para lá cheguem sobre eles pairem alguma suspeita de irregularidade.

A facilidade de se entrar no campo de marte é tamanha que um cidadão vestido de Papai Noel, repitamos, sequestrou um helicóptero para entregar em mãos do crime organizado. A cidade de São Paulo já tem um aeroporto
bastante complicado que é de Congonhas, a par de ser tradicional, movimenta milhões de passageiros ao longo do ano e as constantes subidas e descidas incomodam, e muito, a população que mora no entorno, considerando os ruídos e o tempo de chuvas quando a pista se torna de elevado risco.

Deveras, as autoridades das três esferas de poder já deveriam ter em mente o desmonte do  Campo de Marte e um local bem melhor, repleto de segurança e sem habitação alguma no entorno, ou que desapropriem para mostrar que temos as condições básicas já que pequenas aeronaves ou helicópteros não têm os mesmos instrumentos daquelas maiores e uma mínima queda é fatal.

Essa idéia em relação ao campo de marte vem sendo adiada sem razão e a própria insegurança se incorpora à facilidade de entradas e saídas de estranhos pelo local o que torna impossível dar credibilidade aquela posição enfiada no coração da cidade e repleta de grandes prédios e enormes construções.

A sociedade brasileira lamenta profundamente o passamento de um dos seus mais brilhantes Ministros e que se dedicou, de corpo e alma, à carreira da magistratura. Os fatos não podem passar em branco e merecem uma profunda investigação e se for o caso com o concurso de agentes estrangeiros para efeito de uma colaboração e rápida apuração de tudo que se passou.

Soma-se a tudo que a aeronove, segundo consta, caiu há menos de 2 km da cabeceira da pista ,apesar das condições climáticas adversas algo de muito grave deve ter assaltado ao piloto que tinha suficiente experiência para realizar o voo. Enquanto não soubermos as causas divagaremos sobre sabotagem, possível enterro da Lava Jato, forças ocultas, interesses estranhos ao campo da investigação numa conjugação de forças políticas do retrocesso as quais não querem e muito menos desejam ver o Brasil liberto da sua maior chaga dos últimos 500 anos: a abominável corrupção.

Que a investigação não demore mais de trinta dias e no mesmo prazo já tenhamos outro nome de peso para coordenar o campo minado dessa operação. Finalmente,e de há muito, sustentamos que tanto em primeiro como em segundo graus a Relatoria deveria ser compartilhada e não exclusiva de único magistrado.

Com isso as chances de se minar a força do bem pelas trevas seriam diminutas ou inexistentes. Que o Judiciário se conscientize dessa modalidade fundamental para sua própria sobrevivência existencial.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Adivinha quem vem para atrasar a Lava Jato?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Por enquanto, é líquido e certo que haverá uma providencial atrasadinha nos processos que envolvem poderosos com absurdo e descabido foro privilegiado na Lava Jato. Há um lobby discreto, dentro do Supremo Tribunal Federal, para que os processos herdados pela morte de Teori Zavascki sejam passados para o decano Celso de Mello. No momento, tudo é luto e especulação. O noticiário deste 20 de janeiro ficará dividido entre o acidente aéreo, a rebelião no Rio Grande do Norte e a posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos da América.

Aqui na periferia do Terceiro Mundo, o certo é que a cúpula da organização criminosa que governa o Brasil já conspira para que o Presidente Michel Temer escolha um discreto inimigo da Lava Jato para substituir Teori Zavascki. Sobram “Juristas” com este perfil desejável pelos políticos atolados com a corrupção das empreiteiras e afins. Sabotar a Lava Jato é uma prioridade da bandidagem. A lentidão judiciária, pelo excesso legal e burocrático, só beneficia os infratores e foras-da-lei. Os super advogados fazem a festança nos jogos de chicanas.

Tudo agora é chuva no molhado sobre mais um desastre aéreo que chegará a conclusão alguma. Teori descansará em paz. Mas o combate à corrupção sistêmica precisa ser incansável. Sérgio Moro retorna ao trabalho em plena sexta-feira... O problema é que as forças do mal não tiram férias...

Premonição


Visões


Vidência


Merrequices


Abalando Bangu


Reclamante


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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Janeiro de 2017.

Por una cabeza


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Não é a do “noble potrillo”.

É a de alguém pensante.

Para desprestigiar dona Onça.

Amanhã, manda-la-ão limpar as estrebarias ou currais de Augias.

Até o dia que, sponte própria, a felina decidir matar a Hidra de Lerna, cortando suas sete cabeças, também conhecida por Cãoligação Partidária.

Então, Cerberus, o Cão egresso das portas do inferno, tornar-se-á um bichon frisé moderno.

O fundador e patrocinador do grande centro de inteligência do mal, bem sabe “Che sara sara”.

Situado na rua do tabernáculo n°30, tenta, primeiramente, subverter o vernáculo. - www.tavinstitute.org/contact-us/

Contact Us. The Tavistock Institute is located at the corner of Tabernacle Street and Epworth Street. Our office is wheelchair-accessible.


Favela virou “comunidade”;

Bandido, “vítima da sociedade”;
etc.

Todas as manobras diversionistas são incapazes de mitigar a fúria do povo ultrajado e escravizado por séculos, até o advento da internet e das redes sociais.

O linchamento de politicocos está por um triz.

Não dê palpite infeliz para não virar tema de samba de gente bamba.



Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Brasil como campo de concentração


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Este pequeno artigo tem, como tema geral, os massacres que aconteceram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus, no dia primeiro de janeiro de 2017, e na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, no dia 14 de janeiro do mesmo ano. O que se pretende enfocar é a reação da sociedade nas chamadas Redes Socias.

Desnecessário, portanto, dizer que se engana todo aquele que buscar aqui a celebração das mortes ou o discurso dos “direitos humanos”. Tampouco pretendo abordar a história do crime organizado no país ou os motivos capazes de deflagrar a carnificina que a Nação assistiu.

Desde que começaram, as reações mais comuns aos massacres nas redes sociais tem sido no sentido de deixar claro que a sociedade brasileira “não se importa” e que “bandido bom é bandido morto”.

Tal ideia parte, antes e obrigatoriamente, do princípio de que poderiam existir coisas com as quais esta mesma sociedade “se importaria”, horrores, cenas da tragédia da vida coletiva, que não nos poderiam deixar indiferentes. Seria isso verdade?

Vejamos: o Brasil não se importa com os campos de concentração nas emergências do SUS, com falsos médicos cubanos, com as crianças aprendendo a fumar maconha, portando armas e dançando funk nas escolas públicas, com as imagens de Nossa Senhora introduzidas no ânus de “manifestantes” nas calçadas de Copacabana nem com os funcionários públicos recebendo cestas básicas. Não se importa com juízes do Supremo Tribunal Federal trabalhando abertamente para Organização Criminosa que atende pela alcunha de Partido dos Trabalhadores, com um marginal ex-presidente debochando publicamente dos tribunais nem com um Presidente do Senado se negando a receber ordem judicial.

O Brasil não se importa com as ruas trancadas por terroristas disfarçados de manifestantes, não se importa com ônibus incendiados nem com bancos, lojas e estabelecimentos destruídos.

O país não se importa com policiais se suicidando, médicos se tornando alcoólatras e usando drogas nem com professores vendendo cachorro-quente para sobreviver. A Nação não se importa com os aposentados morrendo nas filas do INSS, com recém nascidos enrolados em sacos de lixo para se aquecer nos hospitais nem com vereadores saindo da prisão para tomar posse acompanhados por policiais.

Com o que, pergunto eu, o Brasil se importa?? O que é capaz de chocar, de estarrecer a nação ?? NADA ! O brasileiro médio não se importa com coisa alguma.

Assim sendo, não é verdade que a sociedade brasileira, ao dizer nas redes sociais que “não se importa com a morte de vagabundos”, importe-se com a morte (ou com a vida) dos “não vagabundos”

A História recente não nos dá muitos precedentes para aquilo que aconteceu em Manaus e Alcaçuz – pelo menos não fora dos campos de batalha e daquilo que se convenciona chamar “crime de guerra” nos campos de concentração.

A comparação com os atos do Estado Islâmico (ISIS) não procede: o ISIS só consegue fazer o que faz depois de bombardear e tomar zonas de guerra disputadas e não existe ordenamento jurídico algum em vigor na área em que ele comete suas atrocidades.

Nenhuma força militar assiste, “do outro lado do muro”, crianças sendo queimadas vivas nem prisioneiros sendo afogados.

Desta forma, acuse-se o ISIS, os nazistas, os soldados japoneses na China, os italianos na Etiópia e tantos outros de cometerem estes crimes em nome de sociedades e regimes fanáticos que preservaram um senso de moral. Um senso, diria eu, de imoralidade, de perversão e justificativa para o assassinato em série em nome da raça, do partido ou da religião, mas, ainda assim, um ordenamento (doentio) da moral nacional.

A sociedade alemã nazista tinha moral! Uma moral capaz, inclusive, de retirar dos prisioneiros judeus nos campos de concentração a qualificação de seres humanos. O soldados japoneses em Nanking chamavam os chineses de “cachorros” e a força aérea fascista de Mussolini não considerava como sendo “pessoas” aqueles que morriam nos bombardeios na Etiópia.

Apesar disso, nenhum destes países (a Alemanha Nazista, a Itália Fascista e o Império Japonês) estavam paralisados moralmente.

Ninguém, dentre a população comum, vivia numa dimensão de adinamia, de indiferença e de anestesia do juízo crítico como se encontra o Brasil. Hitler não se atreveria a colocar crianças alemãs não judias nas câmaras de gás, Mussolini não poderia bombardear italianos e o exército imperial japonês não ousaria estuprar as mulheres em Tóquio (como fez em Nanking)

Afirmo, portanto, que a gigantesca maioria das pessoas que diz “não se importar” com o massacre dos prisioneiros de Manaus e Alcaçuz parte de um contexto de AMORALIDADE, não de opção refletida e calculada sobre o destino dos que morreram nos presídios. Não interessa se de fato eles “merecem ou não morrer”.

A opção por “não me importar” é facilitada pelo fato de que o massacre já aconteceu: meu juízo é a posteriori e não me obriga, não me vincula à ação alguma. Minha ação é uma ação negativa: é o não agir, o não se importar.

Digo que este juízo a posteriori e esta ação negativa são resultantes das três características que definem um prisioneiro dos campos de concentração: o egoísmo, a solidão e o medo. São eles que “atomizam”, que “reduzem” e que “anulam” qualquer traço de individualidade, qualquer resquício de opinião própria, de sensibilidade e de juízo crítico dos quais poderia brotar uma “moral” nacional dentro ou fora de campos de concentração ou prisões.

O “judeu do campo de concentração” só pode ser “judeu” para o guarda alemão que vai levá-lo para câmara de gás. Para si mesmo, ele não pode representar mais nada, ele não tem mais identidade, ele não é mais ninguém.

Se ao invés de assistir seus colegas serem levados para a câmara de gás no campo de concentração, o prisioneiro de Auschwitz precisar assistir a sua decapitação, ele não vai se importar se quem morreu era um “judeu vagabundo e traficante de drogas” ou um judeu honesto que acordava às 4h da manhã para trabalhar na fábrica.

Ele também não vai comemorar se for o guarda alemão a ser decapitado pelo prisioneiro que está preso porque para ele não existe mais esperança nem dentro nem fora do campo numa Europa inteira que o quer ver morto.Um nazista ou um judeu a mais ou a menos não fazem diferença - o terror e a falta de sentido estão em toda parte: ele não é mais um indivíduo, não faz mais parte de um povo, não é mais nada.

Se ninguém se importa com as mortes dos prisioneiros em Alcaçuz e Manaus não é porque elas aconteceram dentro de penitenciárias – é porque, do ponto de vista espiritual, o Brasil inteiro é um Campo de Concentração.


Milton Pires é Médico.

Teoria e Prática da Contra-Rebelião

David Galula

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

“Teoria e Prática da Contra-Rebelião” é o título de um livro que focaliza a estratégia para o combate à rebelião. Ao abordar esse assunto o autor – DAVID GALULA - pôde valer-se de uma desusada experiência. Nascido na Tunísia em 1919, filho de um cidadão francês, passou a maior parte da sua mocidade em Casablan    ca e, após seu bacharelato, em 1938, optou por uma carreira no Exército Francês. Após sua graduação, em 1940, na Academia Militar Francesa de Saint-Cyr, lutou no teatro europeu durante a II Guerra. De 1945 a 1948 foi destacado para a China. Seguiram-se, em seguida, 18 meses na Grécia como observador militar das Nações Unidas. Os cinco anos restantes eles os passou em Hong-Kong como Adido Militar. Depois, de 1956 a 1958, serviu na Argélia.
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Esse é um pequeno resumo da vida militar de DAVID GALULA, autor do livro. Foi editado no Brasil em 1966 por Edições GRD, e as “Considerações Iniciais” – abaixo transcritas – são de autoria do então Serviço de Informações de Segurança da Aeronáutica, de cuja fundação e organização tenho orgulho de ter participado. Observo que as ‘Considerações’ foram escritas durante o período mais agudo da luta armada desencadeada pelos terroristas seguidores da concepção cubana, dofoco guerrilheiro, e chinesa, de guerra popular prolongada. São, portanto, palavras que nos remetem ao clima de tensão da época. Leiam.
               
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A defesa da liberdade, da democracia e dos direitos individuais traz a necessidade de instruir o grupo social dirigente sobre as forças que se opõem a esse trinômio, e como combatê-las, garantindo o equilíbrio e o bem-estar social.
    
Inicialmente torna-se necessário definir liberdade, direitos individuais e democracia. Estes termos, utilizados indiscriminadamente por todos os regimes políticos e sistemas econômicos, são permanentemente interpretados ao bel prazer de cada um, segundo seus interesses, muitas vezes espúrios e difusos.
     
Liberdade é a faculdade de agir de acordo com a vontade própria, sem, contudo, permitir que esta ação circunscreva a liberdade e os direitos de seus semelhantes, enquadrando essa faculdade de agir dentro de uma doutrina social que permita a integração e a subordinação à Lei, à tradição, aos costumes e à ordem jurídica e social vigentes, distinguindo-se, assim liberdade de licenciosidade e liberalismo.
     
Direitos Individuais –“o indivíduo isolado nem é sujeito e nem objeto de Direito. O Direito só aparece com a vida em sociedade”. O Direito Individual não é senão o Direito Social que emerge de um determinado grupo e imprime a esse grupo um comportamento autônomo dentro dos preceitos da Liberdade –a Liberdade que já definimos-.
    
Democracia corresponde a um ideal político em que todos os valores podem concorrer para o bem-estar comum. A organização política para a consecução desse fim varia, segundo as circunstâncias da época e o Estado de Direito. As circunstâncias da época e o Estado de Direito no Brasil são os estabelecidos pela Revolução Democrática de 31 de março de 1964, realizada para salvar o país do caos, da indisciplina, da subversão e da corrupção, instalada no governo que a antecedeu.
    
O dever de cada cidadão, civil ou militar, é a consolidação da obra revolucionária, entre cujos objetivos se encontram o combate permanente à subversão, particularmente a de caráter comunista, o combate, sempre difícil, à corrupção, a preservação da hierarquia, da ordem, da justiça e da disciplina, como fatores de coesão das forças positivas da Nação. 
    
No que tange aos militares, o preparo dos jovens oficiais, aliado ao amor à Pátria, constitui a chave-mestra para a sua conduta e sucesso.
    
No confuso ambiente da luta psicológica, sem tréguas, do mundo atual, não basta que o homem seja adestrado e possuidor de alta moral. É necessário também que sua mente, o verdadeiro campo de disputa, seja resguardada pelo trabalho dos mais experientes, seja blindada contra a facciosa propaganda do inimigo interno, que procura confundi-lo com a finalidade de dividir, objetivo essencial ao sucesso da ação subversiva.
    
Os jovens devem ser informados e alertados sobre os métodos nefastos daqueles que, traindo os mais sagrados juramentos à Pátria, se devotam a serviço do comunismo.
    
Os moços têm tanto patriotismo quanto seus companheiros mais velhos. Contudo, lhes falta a experiência que a longa vivência militar propicía, a maturidade que só os anos proporciona e a visão do conjunto acumulada ao longo da carreira.
    
Alertamos os jovens para que permaneçam incólumes à constante ofensiva das forças desintegradoras. Cumpre aprimorar-lhes os conhecimentos, a técnica, para que possam cumprir melhor os seus destinos; o maior e o mais urgente é garantir um clima de respeito, de ordem e de tranqüilidade para que o governo continuador da Revolução de Março de 1964 possa levar este país, por seus caminhos tradicionais, ao progresso, ao desenvolvimento e à felicidade.
    
O amor ao trabalho, a dedicação, o respeito ao semelhante e, sobretudo, o exemplo, devem constituir o arcabouço moral na permanente atuação preventiva e repressiva dos atos atentatórios aos princípios da liberdade, ao regime e às instituições vigentes.
    
No campo da subversão, o conhecimento dos seus componentes, dos métodos utilizados em suas ações, dos seus objetivos, de suas fontes de recursos e de suas falhas, permitirá a elaboração de diretivas para o combate em condições mais adequadas e eficientes.
    
Neste livro de David Galula surgirão conceitos e filosofias de luta – ideológica e armada -, seus métodos e objetivos, que muitas vezes poderão confundir o leitor desprevenido, pois, os subversivos, falam e doutrinam também em nome da democracia, da liberdade e dos direitos da pessoa humana, princípios que utilizam apenas como degrau para subir ao Poder.   


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Morte súbita de Teori também vitimará a Lava Jato?


2a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Não importa o que causou o acidente que derrubou o avião que matou o ministro Teori Zavascki, em acidente ocorrido em Paraty, no litoral do Rio de Janeiro. Teori montara uma força tarefa de juízes auxiliares e, semana que vem ou no começo de fevereiro, deveria homologar a delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht. Agora tudo vai atrasar... No mínimo...

A grande dúvida agora é se a súbita perda de Teori vai também vitimar a Lava Jato e os processos que atingem aquela turma com o absurdo foro privilegiado. Teori andava com segurança reforçada, porém tranquilo. A teoria da conspiração vai correr solta... O fato real e lamentável da vida é que Teori faleceu. Gloria transit sig mundi...

O presidente Michel Temer, que havia advertido que não seria atingido pela Lava Jato, agora tem a chance inesperada de indicar um ministro para o Supremo Tribunal Federal. Quem ele vai indicar? Tudo indica que será um nome de algum jurista “crítico” dos procedimentos de Sérgio Moro e da Força Tarefa do Ministério Público Federal. Outro pepino é quem vai ficar com os casos sob responsabilidade de Teori. Pode ocorrer um sorteio entre os ministros para escolher um novo relator. De todo modo, no andar de cima, a Lava Jato dará uma “paradinha”.

As homologações de delações premiadas vão atrasar, inevitavelmente. Qualquer um que herde a “rabuda” de Teori terá de, no mínimo, pedir um tempo maior para analisar um caso jurídico de tanta repercussão. Os documentos da Lava Jato ocupam uma sala inteira do prédio do STF. Teori vinha conduzindo os trabalhos com equilíbrio, mas certamente sofrendo grande pressão política nos bastidores. O sucessor dele, com enorme chance, será um “inimigo” (não-ostensivo) da Lava Jato.

Sobrarão especulações sobre o acidente com o avião bi-motor King Air C90 GT, ocorrido por volta de 13h 30min. A aeronave era totalmente nova e moderna tecnologicamente para navegação segura. A documentação estava regular, segundo informa a Agência Nacional de Aviação Civil. Moradores de Paraty informam que chovia torrencialmente, além do normal, no momento da queda. A região é perigosa para vôos, sobretudo em momentos de entrada brusca de frente fria. A zona de baixa pressão atmosférica, quando encontra aquelas nuvens pesadas vindas da Amazônia, costuma “desabar o céu”, com estragos em cima e embaixo.

O acidente fatal com Teori é um banho de água fria no célere combate à corrupção. O mercado financeiro já especula que a Lava Jato deve se arrastar por mais tempo que o desejável. Rentistas temem que, depois dos empreiteiros e alguns políticos, os banqueiros também se tornem alvo de investigações e processos. Até agora, a operação abafa tem funcionado direitinho, e a turma do mercado financeiro segue “poupada”. Milagres acontecem...

O Juiz Sérgio Moro, que volta a trabalhar nesta sexta-feira, se declarou “perplexo” com a morte de Teori, ponderando que sem ele não haveria operação Lava Jato. Todo mundo se lembra que Teori chegou a proibir Moro de investigar Lula... No entanto, a tragédia supera a má lembrança. A Associação dos Juízes Federais já soltou uma nota pedindo todo rigor nas investigações sobre o acidente aéreo. Teremos a repetição das costumeiras investigações em tragédias áreas recentes de Eduardo Campos (2014) e Roger Agnelli (2016) ou até daquela distante no tempo: a queda do helicóptero com Ulysses Guimarães, em 12 de outubro de 1992, naquela mesma região de Angra dos Reis e Paraty.

A morte inesperada de Teori deve alterar, radicalmente, a pauta do noticiário – que estava monopolizada pela “crise” penitenciária. As facções devem dar uma acalmada, porque tudo vai se concentrar na “novela Teori”. Agora vem luto, velório e um recesso do judiciário até 1º de fevereiro. Embora seja urgente, a Lava Jato sofrerá uma atrasada...

A morte inesperada de Teori deve alterar, radicalmente, a pauta do noticiário – que estava monopolizada pela “crise” penitenciária. As facções devem dar uma acalmada, porque tudo vai se concentrar na “novela Teori”.

Quem tem foro privilegiado ganha um tempinho... Quem não tem imunidade, como Luiz Inácio Lula da Silva, deve ficar esperto... Sérgio Moro volta ao trabalho amanhã...

Humor negro

Em piadinha de humor nigérrimo que roda nas redes sociais, o senador Renan Calheiros já teria dito para a própria consciência que o nome dele seria o melhor indicado para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal pela morte de Teori Zavascki...

Certamente, Michel Temer não levará a piada tão a sério...

Mas é altíssima a aposta de que ele brindará o STF com o nome de um inimigo da Lava Jato.

A suprema surpresa seria se Temer viesse a público indicar o juiz Sérgio Fernando Moro para o STF...

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Janeiro de 2017.

Intervenção em presídio é golpe contra o militar


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Michel Temer se tornou facilmente refém da “crise” penitenciária – que sempre existiu no Brasil, mas que se agrava por causa da impunidade seletiva. A marginalia é punida com todo rigor selvagem da lei (ou da falta dela). Os verdadeiros chefões do Crime Institucionalizado continuam agindo impunemente. Agora, as Forças Armadas são oficialmente convocadas a “intervir”. Farão o trabalho que qualquer empresa de segurança. Novamente, os militares terão sua função original desvirtuada, em troca de mais verbas. Em casas de tolerância, tal serviço recebe outro nome... Dane-se a soberania nacional! Os guardiões dela agora cuidarão de pente-fino em cadeias medievais.

O Brasil é uma rica colônia de exploração moderna controlada e mantida artificialmente na miséria por um Poder Real externo, cujos interesses e sistemas manipulam uma ociosa oligarquia política interna que pratica o crime institucionalizado nos três poderes do Estado contra os cidadãos. O Governo do Crime se legitima quando ocorre a perversa associação, para fins delitivos, entre a classe política, os membros dos três poderes da República, e os criminosos de toda espécie, em conluio com o sistema financeiro.

Faxinas de fachada, como a proposta pela temerária equipe presidencial, não bastam! A ação sistemática do crime rompeu com nossas instituições republicanas, que precisam ser restabelecidas, junto com o sistema democrático. Não temos Segurança do Direito no Brasil. Aqui, rigor seletivo e impunidade se alternam, conforme as conveniências. Para que exista democracia, de verdade, são necessários mecanismos objetivos de controle social sobre os poderes públicos. Temos de restabelecer o principal patrimônio da sociedade, que é a manutenção da ordem pública. Só ela é capaz de garantir a segurança e a vida.

Facções que comandam a massa carcerária, agindo como um poder paralelo ao corrupto sistema estatal, são a fachada perfeita para iludir as pessoas sobre o real papel e funcionamento do Crime Institucionalizado. O terror e o medo, geradores de omissão, colaboram para o “Estado Cleptocrático sem Direito”. Em sua origem grega, a palavra Cleptocracia, significa, literalmente, "Estado governado por ladrões". O crime organizado utiliza a corrupção, a violência e as sutilezas ideológicas como instrumentos de dominação da sociedade. Na Cleptocracia, só existe Democracia de fachada – sujeita a faxinas de mentirinha, como a proposta agora por Temer. 

Um Estado descontrolado - e não controlável socialmente - é facilmente governado pelas organizações criminosas. As quadrilhas influenciam as expressões do poder político, econômico, jurídico, cultural e psicosocial. Nem o poder militar fica imune. A corrupção, institucional e institucionalizada, é uma conseqüência da ação do crime – e não uma causa em si mesma, conforme o sistema dominante a faz parecer. A visível agente do crime é a classe política. Os controladores dela são invisíveis. Os delinqüentes usurpam o poder estatal. Violentam as instituições. Agem, claramente, em causa própria, locupletando-se. Mas, no oculto submundo, trabalham obedecendo aos ditames de seus controladores maiores, aqui de dentro ou de fora do País.

Fala sério... Intervenção em presídio é golpe contra os militares. Fazer varredura em cadeias desumanas é o mesmo que assinar um atestado de inutilidade constitucional. Aceitando tal missão, por mais nobre que possa parecer para alguns ingênuos, os generais estupram a Constituição. Facilmente, caíram na armadilha dos inimigos da soberania brasileira, no momento em que cresce, na sociedade, a pressão popular para que os militares apóiem a Intervenção Constitucional que o povo tem legitimidade para fazer. O Forte Apache caiu no conto dos vigaristas.

O Brasil segue em guerra civil não declarada, com mais 60 mil mortes violentas por ano. Além de espalhar medo e terror, a marginalia segue promovendo “ações revolucionárias”. O arrastão na região da cracolândia de São Paulo acontece no dia seguinte a uma ação de guerrilha como resistência a uma reintegração de posse na periferia paulista. Rendeu até a espetaculosa prisão do líder do MTST. Junto com a “revolta dos presídios”, tudo ganha dimensão midiática e alimenta a tensão social, gerando medo, terror ou mais revolta em quem se sente “inseguro e desprotegido”.

Os militares acompanham todos esses movimentos. No entanto, se comportam mais como agente passivos e ainda aceitam a nobre missão de promover a “Intervenção Penitenciária” – que é um verdadeiro golpe contra a instituição Forças Armadas que não existe para cuidar de abrigo de bandidos.

Enquanto isso, seguimos no festival de ilegalidades. Vazou nas redes sociais a perícia no sítio que o Ministério Público Federal sustenta pertencer a Luiz Inácio Lula da Silva. Pelas 67 páginas do documento vazado, Lula era o ocupante real do lugar, mesmo que seu nome não apareça nos documentos.

O fato grave não é apenas Lula mentir sobre a real propriedade de um imóvel. Também é gravíssimo um documento da “Perícia Federal” cair nos zap-zaps alheios, em formato pdf. Inimigos de Lula adoraram a “revelação”. A defesa dele também deve ter amado a ilegalidade, pois vai usá-la na insustentável tese de “perseguição política”.

O interessante neste crime é que o mesmo Estado que come o rabo do Lula também come o seu, o nosso... Eis a “Demo-cracia” – o verdadeiro governo do demônio. O mal vale para todos. O bem, apenas para alguns.

No Brasil, tudo segue fora da lei e da ordem. A única solução para o País é uma Intervenção Constitucional, com uma repactuação legal, redefinindo a legislação que deverá ser seguida e deixando claro aquela que não presta mais. O resto é paliativo.

Vale repetir: o Crime Institucionalizado deseja que tudo fique como dantes na Penitenciária do Abrantes. O quartel já caiu na armadilha da mesmice há muito tempo. Azar do Brasil...

Piada Global


O Avança Brasil divulga o laudo da PF sobre o sitio de Lula em Atibaia.

Veja o documento completo no site  http://avancabrasil.site/2017/01/19/lulanacadeia/

Refém da cadeia


Piadinha


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Janeiro de 2017.

A Danação do Infausto


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O politicoco padrão vive um momento infausto.

Depois de promover do povo o holocausto e levar vida de fausto às custas de felonias, irão todos dançar no fim de seus dias.

Quando a banda tocar, dona Onça até o último rato vai desentocar.

Teremos uma grande ratatouille.

E o melhor, os linchamentos serão feitos pelos oprimidos que pros reproches não dão ouvidos.

Se chegarmos nos de março idos, teremos tido todos, tempos bem vividos.

Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe.

É chegado o tempo; faz a hora quem sabe.
Quando para a virtude, um novo tempo se abre (à força do bom exemplo ou na ponta do sabre) veremos mudança de atitude ou emprego de ataúde.

Não mais, musa, não mais, teremos a lira desbaratada e a voz enrouquecida pela canalha ensandecida.

No cubo ou na cuba, ou só pela metade, os patifes de hoje tomarão o seu castigo.

Vil traidor, da Pátria inimigo, ou mero ladrão, os que viverem verão o seu triste fim.



Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.