segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Confraria do Garoto promove desfile histórico dos 100 anos da Avenida Rio Branco

Edição de segunda-feira do http://alertatotal.blogspot.com

Por Jorge Serrão

Um bom programa histórico para o feriadão. A Confraria do Garoto e a Prefeitura da Cidade, com patrocínio da Secretaria das Culturas e apoio do Clube de Engenharia, promovem, na data da Proclamação da República, um desfile cívico, com pompas e circunstâncias, para comemorar, oficialmente, os 100 anos da Avenida Rio Branco (originalmente fundada “Avenida Central”, no dia 15 de novembro de 1905).

A pista da Avenida Rio Branco será perfumada com essência de alfazema e serão lançadas no trajeto pétalas de rosas e grãos de café - fruto da riqueza da época, que levou Rodrigues Alves ao poder e a consolidar a República. O ponto alto será o reconhecimento histórico ao engenheiro Lauro Muller, o verdadeiro autor do traçado da Avenida Central. Será uma festa no estilo “só para moer” (expressão usada por Lauro Müller em 15 de novembro de 1905).

O início da festividade cívico-popular será às 9h, na Avenida Rio Branco, esquina com Avenida Presidente Vargas, com concentração a partir das 8h. O evento será aberto com o Hino Nacional, seguido do dobrado “Avenida”, de autoria do maestro Anacleto Medeiros. A execução será da Banda do Corpo de Bombeiros (fundada em 1894).

O desfile começa logo em seguida, tendo a frente a corporação “Cavalheiros do Império” (banda Imperial de Petrópolis), os clarins da Confraria do Garoto, escoteiros com o pavilhão nacional e Guarda de Honra do Liceu de Artes e Ofícios conduzindo bandeiras e no abre-alas: “Lauro Vive!” e “Viva Frontim!”

No primeiro carro antigo virão o neto de Paulo de Frontin, neto de Antonio Jannuzzi e familiares de Souza Aguiar, construtor do Palácio Monroe, Biblioteca Nacional e Q.G dos Bombeiros. O calhambeque vem acompanhado das bandas marciais e Voluntários da Paz.

No segundo carro, virão a Rainha do Centenário e Musa da Avenida, a “senhorinha” Juliana Levy, o pres.da Comissão do Centenário, Nelson Couto, e o pres.do Clube de Engenharia, Raymundo de Oliveira.

O desfile se encerra com a banda N.Sra. das Mercês (de Nova Friburgo), o Contingente do Corpo de Bombeiros, Batalhão de Polícia do Exército c/ cães adestrados, ala de engenheiros, um contingente da Comlurb , além da diretoria do Cordão da Bola Preta e artistas do Condomínio Cultural, portando estandartes com imagens de vários santos e padroeiros.

Em frente ao Clube Naval, haverá uma parada para troca de guarda e a partir dali os Fuzileiros Navais e sua imponente Banda Marcial conduzirão o desfile até o Obelisco. Ali, serão depositadas flores em honra de Lauro Müller (autor do traçado original da Avenida Central), Paulo de Frontin (engenheiro-chefe das obras da Avenida); Antonio Jannuzzi (doador do Obelisco à cidade); Souza Aguiar, Barão do Rio Branco, Pereira Passos (prefeito na época) e Rodrigues Alves (então presidente da República).

Palocci sai até o feriado?

É o que se especula na Ilha da Fantasia. A contagem é regressiva! Se for obrigado a substituir Antonio Palocci no Ministério da Fazenda, Luiz Inácio Lula da Silva deverá escolher o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP).

Lula não deseja a saída de Palocci. Fez apelos na quinta e na sexta-feira para ele parar de pensar em sair do governo.

O ministro só pensa na possibilidade de sair do cargo. O mais depressa possível.

Amigo do Lula na CPI

A semana começa mais tarde na Ilha da Fantasia, por causa do feriadão. Na quarta-feira, a CPI dos Bingos toma o depoimento do presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, amigo pessoal do presidente, que declarou ter pagado um empréstimo contraído por Lula junto ao PT no valor de R$ 30 mil.

Só teve um probleminha: não foi revelada a origem dos recursos. O curioso é que Lula nega a existência do empréstimo que seu amigo diz ter saldado.

Vavá, o irmão, convocado

Antes de ouvir Okamoto, a CPI vai se reunir, a partir das 10h30, para votar o requerimento do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que convoca para depor Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão de Lula.

O tucano afirma haver, contra Vavá, indícios de prática de “tráfico de influência envolvendo empreiteiras, prefeituras e credores públicos federais para buscar benefícios próprios ou para terceiros”.

Leões sem sigilo

Está mantida a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da empresa Leão e Leão determinada pela CPI dos Bingos. O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, negou liminar em Mandado de Segurança impetrado pela empresa.

O ministro entendeu que não houve desvio de finalidade. Ou seja, que a quebra dos sigilos tem ligação com o objeto de investigação da CPI, que é a relação entre o crime organizado e os jogos de azar. Ayres Britto afirmou que “o requerimento faz menção aos concursos de prognósticos bancados pela Caixa Econômica Federal, assim como os sorteios que atendem pelo nome de bingos”.

O ministro citou os “fortes indícios” de que o então vice-presidente da Leão e Leão, Rogério Buratti, teria agido como facilitador na renovação de contrato entre a empresa Gtech do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Tal contrato estaria relacionado a atividades lotéricas.

O caso insepulto

A CPI dos Bingos marcou para quinta-feira três depoimentos que podem elevar a temperatura ao máximo, em Brasília.

É nesse dia que Klinger Luiz de Oliveira Souza, secretário da Prefeitura de Santo André na gestão Celso Daniel, e os empresários Ronan Maria Pinto e Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, serão ouvidos pelos senadores.

Os três são suspeitos de liderar uma quadrilha montada para desviar recursos da administração municipal para o PT e em benefício próprio, e Sombra é acusado de ser um dos mandantes do assassinato do prefeito petista.

Caso Toninho do PT

O Ministério Público de São Paulo passou a buscar uma nova pista no assassinato do então prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT. Ele foi morto em setembro de 2001 quando dirigia seu carro, perto de um shopping da cidade.

Na semana passada, Roseana Morais Garcia, a viúva de Toninho, sustentou, em depoimento prestado na CPI dos Bingos, que o marido, quando estava à frente da prefeitura de Campinas "contrariou pelo menos 11 setores com negócios no município.

Jogo da Morte?

O Ministério Público procura saber se é verdade ou não que dois empresários do setor de jogos teriam ameaçado de morte Toninho do PT por ele supostamente ter vetado as casas de jogos na cidade de Campinas. A ameaça teria sido ouvida por um garçom que confirmou a parlamentares a informação.

Os nomes desses dois empresários aparecem em conexões surgidas nas investigações que o MP promove a partir dos depoimentos prestados por Rogério Buratti, dentro de uma negociação para delação premiada.

A revista IstoÉ Dinheiro, na edição deste final de semana, estabelece os laços de uma suposta conexão angolana revelada por Buratti.

Buratti contou que quando era executivo da Leão Leão, concessionária de coleta de lixo de Ribeirão Preto na época em que o ministro Antonio Palocci foi prefeito da cidade, viajou a Angola com o propósito de vender os serviços da empresa. Não deu certo.

Caio e Vadinho na jogada

Segundo a revista, Buratti se estendeu também em revelar as atividades dos portugueses “Caio” e “Vadinho”. Além de fabricar máquinas caça-níqueis no Brasil, seriam donos de mina de diamantes em Angola, teriam negócios no México e nos Estados Unidos e manteriam residência em Miami.

Chegados ao Brasil há mais de 20 anos, a dupla possui luxos como jato executivo, iate e mansão em Angra dos Reis e companhia constante de belas mulheres.

Caio e Vadim entraram no ramo dos jogos montando a primeira indústria de máquinas caça níqueis do País, a Fabama. A pedido da CPI dos Bingos, a Polícia Federal procura os dois portugueses.

No dia 12 de outubro, o senador Aelton Freitas (PL-MG) apresentou requerimento para que eles sejam ouvidos pela CPI.

A arte de emprestar dinheiro

IstoÉ Dinheiro revela que Burati apontou dois casos que deveriam ser investigados. Um diz respeito a um empréstimo de US$ 140 milhões para a prefeitura de Manaus. "Esse é do José Dirceu", disse Burati. Outro é um empréstimo de R$... para Goiânia. "Esse é do Palocci", disse.

No governo Lula, a Cofiex já aprovou o aval federal para 169 empréstimos externos. Por coincidência, somente dois foram aprovados sem passar pelo exame (e voto) dos 10 conselheiros da Cofiex: Manaus e Goiânia".

Coisa Russa

O Alerta Total alerta mesmo: A próxima denúncia que virá à tona trata de uma conta de US$ 70 milhões, na Rússia.

Quem seriam os donos da grana?

Como o dinheiro viajou para lá?

Respostas (sempre) com o Ministério do Turista... Ele sempre sabe de tudo, embora sempre diga o contrário.

A sujeira e o lixo

A Polícia Civil de Ribeirão Preto afirma ter documentos que comprovam a participação do ministro da Fazenda e ex-prefeito do município, Antônio Palocci, em fraudes e superfaturamento no contrato de varrição de rua, prestado pela Leão Ambiental, do Grupo Leão Leão.

Além de Palocci, outras sete pessoas que ocuparam cargos na administração petista entre 2001 e 2004, também participaram do esquema, segundo o delegado seccional, Benedito Antônio Valencise, responsável pelo inquérito que apura corrupção e doações irregulares em duas campanhas eleitorais.

Laços de Família

Revelação do Imperador César Maia, sempre detonando seu desafeto Antonio Palocci:

Pelo menos três membros da CPI desconfiam que o verdadeiro dono da Interbrazil é Adhemar Palocci”.

Adhemar também é filho da dona Toninha, lá de Ribeirão Preto...

Uma quebra inexplicável

A trajetória da Interbrazil Seguradora S.A. foi meteórica. Constituída em 2002, ganhou relevantes contratos públicos no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e quebrou três anos depois, deixando um passivo de R$ 20 milhões.

Sob intervenção desde agosto, a Interbrazil provocou prejuízo aos cofres públicos, incluindo Furnas Centrais Elétricas e o Governo de Minas Gerais entre as vítimas.

e-mails reveladores

A CPI dos Correios tem em seu poder a cópia de uma troca de e-mails associa a Interbrazil a Adhemar Palocci, diretor de Planejamento da Eletronorte e irmão do ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

No troca-troca, o presidente da Interbrazil, André Marques da Silva, recebeu, no dia 21 de setembro de 2004, uma mensagem em que o irmão, Cláudio Marques da Silva, pede o pagamento de fornecedores da campanha de Pedro Wilson, ex-prefeito de Goiânia à reeleição.

Só um detalhe: Adhemar Palocci foi secretário de Fazenda de Pedro Wilson, sendo nomeado para a Eletronorte apenas neste ano, após as eleições.

Me dá um dinheiro aí!

O PT iniciou ontem, dia 13, a campanha para arrecadar dinheiro dos seus filiados a fim de pagar dívidas.

O partido deve R$ 54 milhões, dos quais R$ 8 milhões terão de ser quitados no curto prazo.

Os petistas pretendem encerrar a campanha no dia 13 de dezembro, com R$ 13 milhões em caixa.

Essa é do katraka... Cara de pau, realmente, não tem limite...

Deixa preso

O juiz federal afastado João Carlos da Rocha Mattos vai continuar preso. O Supremo Tribunal Federal negou pedido de liminar em Habeas Corpus em que a defesa do juiz requeria o fim de sua prisão preventiva.

Rocha Mattos foi preso na Operação Anaconda, da Polícia Federal, e condenado a três anos de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região por formação de quadrilha. Ele é acusado de participar de uma quadrilha que negociava sentenças judiciais. O juiz ainda responde a processo por abuso de autoridade e peculato.

Conexão Angola, again

Depois de atingir o governo Lula como um terremoto, agora o Valerioduto acerta como um tsunami o governo socialista de Angola, presidido por José Eduardo Soares.

As contas correntes de dois dos principais integrantes da equipe econômica do presidente angolano receberam cerca de US$ 2 milhões e 700 mil.

A CPI dos Correios identificou 21 remessas do Trade Link Bank, uma off-shore com sede nas Ilhas Cayman, para o ministro das Finanças de Angola, José Pedro de Morais Júnior, e para o presidente do Banco Nacional (o Banco Central daquele país), Amadeu de Jesus Castelhano Maurício.

Ligações lucrativas

O Trade Link Bank tem estreitas ligações com o Banco Rural. Por isso, o banco está no centro das investigações sobre o suposto mensalão do PT para parlamentares da base, o mais rumoroso escândalo do governo Lula.

Os papéis não registram quem são os pagadores que recorreram ao Trade Link.

Mas os investigadores da CPI consideram as operações suspeitas e estão apurando, em sigilo, supostos vínculos de empresas brasileiras, beneficiárias de contratos milionários em Angola, com os políticos locais.

Perguntas a serem respondidas

Os investigadores sobre a questão angolana querem saber quem autorizou as transferências de recursos e por que o esquema recorreu a uma off-shore com sede num paraíso fiscal para fazer pagamentos expressivos a importantes dirigentes políticos.

Pelos extratos bancários obtidos com a quebra do sigilo bancário da Trade Link nos Estados Unidos, a off-shore fez 20 remessas no valor aproximado de US$ 2 milhões e 600 mil para contas do ministro Pedro de Morais entre 2003 e este ano.

As remessas variam de US$ 76 mil a US$ 360 mil. Os documentos oficiais registram que, só em 2003, a Trade fez 12 transferências para Morais no valor de US$ 1 milhão e 400 mil.

Longa Viagem

Os recursos saíram de uma conta do Trade Link, no Banco Standard, em Nova York, e seguiram até uma conta em nome de Morais no Banco Internacional de Crédito (BIC), em Lisboa, Portugal.

A estratégia mudou nos dois últimos anos, quando a off-shore repassou US$ 1 milhão e 200 mil em oito parcelas a Morais.

Em operações mais complexas, o dinheiro saía de contas da Trade Link no Standard ou no banco Wachovia e passava pelo BIC, em Lisboa, antes de voltar para uma conta em nome de Pedro Morais no Bank Fund Staff, em Washington. Como rodou esse dinheirinho...

Cada um tem o BC que merece

As relações da Trade Link com integrantes do governo de Angola não param por aí. Nos extratos da off-shore consta uma remessa de US$ 176 mil para Amadeu Castelhano, a mais alta autoridade monetária de Angola, no dia 12 de março de 2002.

O dinheiro saiu da conta da Trade no Standard, passeou pelo Banco Africano de Investimentos, do outro lado do Atlântico e, depois do giro internacional, voltou a uma conta em nome de Amadeus, no Citibank, em Nova York.

O roteiro de Duda

A Trade e o Rural são dois dos principais alvos das investigações de uma força-tarefa do Ministério Público Federal, da Polícia Federal, no Paraná, da CPI dos Correios e até da Promotoria Pública de Nova York.

As investigações começaram em 1996, no início do caso Banestado, e recentemente se cruzaram com as apurações em curso na CPI dos Correios.

Os parlamentares descobriram que Valério usou a Trade Link para fazer 11 remessas de cerca de US$ 900 mil para a Dusseldorf, off-shore do publicitário Duda Mendonça com sede nas Bahamas e conta no Bank Boston, em Miami.

PC Farias fez escola?

Esta não é primeira vez que um escândalo político brasileiro atravessa a fronteira e bate às portas de Luanda.

Em 1992, o atual diretor da Polícia Federal, delegado Paulo Lacerda, instaurou um inquérito para investigar negócios suspeitos do empresário Paulo César Farias, ex-tesoureiro do então presidente Fernando Collor de Mello, com empresários e políticos angolanos.

Empreiteiras envolvidas

Ao longo das investigações, Lacerda recolheu documentos mostrando que as empreiteiras Odebrecht e a Servia, duas gigantes do setor, repassaram US$ 7 milhões e 200 mil para PC Farias.

As duas empresas tinham fortes interesses nas obras de reconstrução de Angola, devastada pela guerra civil.

A Odebrecht estava interessada na construção de Capanda, a maior usina hidrelétrica do país. A Servia ambicionava abocanhar os contratos de construção de casas populares.

Parte das obras de Capanda seria bancada com recursos de uma linha de crédito especial de US$ 80 milhões do Comitê de Financiamento às Exportações, do governo brasileiro.

Após o impeachment de Collor e a morte de PC Farias as investigações perderam força. Investigar para quê, né?

Angola, Palocci e seus cinco amigos

Entre 2003 e 2004, cinco pessoas que têm ou tiveram relações próximas com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, tentaram viabilizar negócios em Angola, para aproveitar a maré de investimentos internacionais despejados nas obras de reconstrução do país, após 30 anos de guerra.

A CPI dos Bingos está rastreando com especial atenção os investimentos feitos com o apoio do governo brasileiro.

O mais bem-sucedido dos cinco é José Roberto Colnaghi, que mantém relações com Angola até hoje e se apresenta como amigo de um importante figura do governo angolano, o ministro de Obras e Infra-Estrutura, Higino Carneiro.

Colnaghi é dono do avião Sêneca que teria transportado, entre Brasília e Campinas, dólares vindos de Cuba para a campanha de Lula em 2002.

Entre os anos de 2003 e 2004, Colnaghi tentou fechar negócios não só para suas empresas, mas também para pelo menos outras quatro pessoas muito próximas a Palocci: Roberto Carlos Kurzweil, Rogério Buratti, Ralf Barquete (já morto) e Vladimir Poleto.

14 Fundos investigadíssimos

O Banco Central, A Comissão de Valores Mobiliários e a Secretaria de Previdência complementar identificaram uma série de operações fraudulentas no mercado que atingem pelo menos 14 fundos de pensão, entre 1998 e 2002.

As investigações começaram em 2003, a partir de uma devassa nas contas de corretoras e distribuidoras de valores suspeitas de irregularidades.

A Era FHC atingida

O período analisado coincide com o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, mas há ao menos um fundo ligado ao PT: a Rioprevidência (de funcionários estaduais do Rio), na breve gestão da ex-governadora Benedita da Silva.

Em dois relatórios do BC, um da CVM e dois da SPC, obtidos pelo jornal Folha de São Paulo, os órgãos listam pessoas aparentemente usadas ‘como laranjas’ e ‘um grande número de agências de turismo, o que pode indicar um vínculo do esquema com o mercado não-institucional (paralelo) do dólar.

Autoridades envolvidas nas investigações suspeitam que possam ter havido desvios para atender a interesses políticos. Será? Jura?

Baixem seus salários!

O Ministério Público Federal afirma que a Câmara e o Senado são os únicos órgãos públicos federais que não respeitam o teto salarial estipulado pela Constituição.

Por isso o MP entrou com uma ação contra o Poder Legislativo para obrigá-lo a respeitar o teto.

Os procuradores da República no DF Carlos Henrique Martins e Lima, Peterson de Paula Pereira e Michele Rangel de Barros requisitaram a diversos órgãos federais informações sobre a folha de pagamento.

Encontraram salários maiores que o de um ministro do Supremo Tribunal, o máximo estipulado por lei, apenas no Congresso. Um juiz do Supremo ganha atualmente R$ 21 mil e 500 mil.

A ação pede que seja concedida liminar para reduzir os subsídios, vencimentos, aposentadorias e pensões dos parlamentares, servidores, aposentados e pensionistas ao limite máximo do teto renumeratório dos ministros do STF.

Os procuradores também pedem que os beneficiários declarem os valores recebidos para que possam optar entre seus diversos vencimentos até o limite estabelecido em lei.

Podem esperar sentados por isso, caríssimos procuradores.

Incursões policiais em debate

Moradores do Morro do Estado, em Niterói, e o comando do 12o BPM se reuniram neste fim de semana, na comunidade para discutir as incursões da polícia na favela. O presidente do Grupo de Ação, Pesquisa e Orientação a Projetos Sociais (Gapos) do Morro do Estado, Edésio de Oliveira Nascimento, reclama que alta planejamento às ações da PM no morro:

A população da favela não vem sendo tratada como deveria pelos policiais. Eles precisam discutir mais com a comunidade esses projetos para que possamos instalar uma cultura de paz”.

Segundo Edésio, a implantação do Gepae (Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais) e do caveirão no policiamento foram os temas mais debatidos no encontro.

Conforto para os Magistrados

A 1ª Câmara do Tribunal de Contas de União rejeitou a representação contra a compra de 37 carros modelo Omega CD pelo Superior Tribunal de Justiça. Por meio de licitação, o STJ comprou os veículos em fevereiro deste ano, para uso dos ministros, e deixou quatro carros reservas.

A direção do STJ sustenta que a compra garante uma economia de R$ 367,8 mil por ano, porque não haverá mais gastos com peças e manutenção pelos próximos dois anos, prazo de garantia assegurado pela General Motors, fabricante vencedor da licitação.

Por que não um carro popular?

De acordo com o Tribunal, cada carro saiu por R$ 146,5 mil por conta da licitação. Agora, ainda segundo o tribunal, o mesmo modelo custa entre R$ 160 mil e R$ 170 mil.

Foi feito um pregão marcas de automóvel no dia 29 de dezembro de 2004, às 14h30, mas o evento só atraiu a GM, que, num primeiro momento, pediu R$ 148,5 mil por veículo.

Na negociação, a Comissão Permanente de Licitação reduziu o preço do carro para R$ 146,5 mil. Belissíma redução, né?

Publicitários em pânico

Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiram que o tribunal fará tomada de contas especial para apurar irregularidades no contrato do Banco do Brasil S/A com a agência Lowe para prestação de serviços de publicidade e propaganda.

O tribunal determinou a citação dos ex-diretores de marketing do banco, Renato Luiz Belinette Naegele e Henrique Pizzolato, e do ex-gerente executivo de propaganda, Cláudio de Castro Vasconcelos, solidariamente com a agência Lowe.

Ambos devem justificar o pagamento irregular de bonificação de volume às empresas subcontratadas e também determinou que o BB realize, no prazo de 30 dias, auditoria na Lowe, com o objetivo de obter as notas fiscais relativas a serviços de "bônus de volume" emitidas pela agência no período de vigência do contrato com o banco.

O TCU verificou que foram pagos pelos fornecedores à empresa Lowe, a título de bonficação de volume, R$ 91.591,66, que corresponde à 15% dos valores transferidos pelo banco à agência.

Na visão do tribunal esse valor, assim como os honorários recebidos sobre a Bonificação de Volume (R$ 1.831,83), deveria ter sido devolvido ao Banco do Brasil.

Subcontratação suspeita

O ministro relator, Benjamin Zymler observou que a possibilidade de subcontratar serviços de terceiros aumenta as despesas da administração, ao passo que os custos da contratada são reduzidos e seus honorários elevados.

"Essa espécie peculiar de subcontratação significa, portanto, aumento injustificado de despesa para a contratante, que passa a pagar por serviços que antes somente seriam remunerados pelos honorários pactuados. Além disso, pagará honorários sobre esses mesmos serviços, antes da divulgação, o que também não ocorreria se o trabalho fosse diretamente executado pela contratada, como previsto no objeto do contrato".

Devolvam a bonificação

A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), em conjunto com a CPMI dos Correios, apurou que agências de publicidade que mantiveram contrato com o Banco do Brasil nos últimos cinco anos incorporaram bonificações (BVs) em contratos com estatal, que deveriam ser repassadas ao banco.

A auditoria envolve, especialmente, as agências Lowe, Grottera, Ogilvy, DNA, D+ e SMPB, que tiveram o BB como cliente nos últimos cinco anos. O relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), diz que o Banco do Brasil tem direito ao bônus em função de uma cláusula contratual com as agências, que determina que todos os descontos obtidos devem ser transferidos para a estatal.

Promessa de Serraglio: "Se for constatado realmente que os valores pertencem ao Poder Publico, vamos acionar a Advocacia Geral da União e o TCU para entrarem com uma ação civil pública, para o governo recuperar esses recursos".

Rural tem de se explicar

A CPI dos Correios vai convocar o ex-superintendente do Banco Rural Carlos Godinho para depor. Mais do que reafirmar que os empréstimos concedidos ao publicitário Marcos Valério de Souza, depois repassados ao PT, foram de fachada, integrantes da comissão acreditam que ele pode dar informações a respeito da verdadeira origem do dinheiro.

A tese de que os empréstimos não existiam de fato, sustentada pela CPI, foi repetida pelo ex-superintendente do próprio Rural à revista Época desta semana.

O ex-superintendente do Rural revelou que as operações eram uma farsa, uma forma de ocultar a entrada de outros recursos que iam para o partido e para o publicitário.

Novo comando tucano

O senador Tasso Jereissati (CE) assumirá a presidência do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) na próxima sexta-feira, em Brasília, durante VIII Convenção Nacional do partido que reunirá 760 militantes do para a escolha dos integrantes do Diretório Nacional e da Executiva para o biênio 2005-2007.

Além de Tasso Jereissati na presidência, já é consenso que a secretaria-geral será ocupada pelo deputado Eduardo Paes (RJ), um dos integrantes da Comissão Parlamentar Mista dos Correios.

Paes é defensor-mor da candidatura presidencial de José Serra - a que não consegue decolar, segundo pesquisas tucanas só divulgadas no ninho deles.

A obra continua

O Imperador respira aliviado! As obras dos quiosques na orla da praia de Copacabana podem ser retomadas apenas naquelas unidades em que já foram iniciadas.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Edson Vidigal, concedeu liminar à prefeitura do Rio de Janeiro para dar seqüência ao projeto.

Vidigal levou em consideração o empenho do município em regularizar a situação do contrato e o fato de que todos os setores envolvidos se posicionaram em favor do empreendimento.

Decisão estacionada

É de competência exclusiva da União intervir na propriedade privada e na ordem econômica. Com este entendimento, a 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a inconstitucionalidade de restrições impostas pelo artigo 5º, da Lei municipal 7.383/96, de Santo André, que proibia o shopping de cobrar pelo uso do estacionamento.

E enquanto a briga rende na justiça, quem precisa estacionar nos shoppings paga caro...

Contra a sacanagem

Cinco provedores de acesso à internet e a Abranet — Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet assinaram termo de compromisso, que passa a vigorar a partir de janeiro, com a finalidade de unir esforços para prevenir e combater a pornografia infantil, o racismo e outras formas de discriminação na rede mundial de computadores.

O termo foi assinado nesta quinta-feira (10/11), na Procuradoria da República em São Paulo, pelos provedores AOL, UOL, Click 21, Terra e IG. Pelo compromisso, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal se obrigam a manter, na internet, um endereço voltado para o combate desses crimes.

Os usuários da internet deverão ser informados sobre a legislação que pode ser aplicada a esses casos e poderão noticiar crimes cometidos na rede.

Madeiras ilegais

Cerca de 90% de toda a madeira produzida na Amazônia tem origem ilegal, segundo estimativas da coordenadora do projeto Cidades Amigas da Amazônia da organização não-governamental (ONG) Greenpeace, Adriana Imparato.

Imparato ressalta que a projeção tem como base números do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Quase 17% da Amazônia já teria sido desmatada.

De acordo com ela, 64% de toda a madeira produzida no Brasil é consumida pelo mercado interno.

Outro enfermeiro da morte?

Pelo menos 15 crianças que estavam internadas há 30 dias no setor de emergência do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) da UFRJ, no Fundão, teriam sido sedadas por um técnico de enfermagem da unidade sem a permissão dos médicos.

Após a aplicação dos medicamentos, seis crianças tiveram parada respiratória. Todas foram socorridas pelo próprio funcionário, que foi preso ontem pela Polícia Federal.

Agora, a universidade e a PF vão investigar se os quatro óbitos ocorridos este ano no instituto tiveram alguma relação com o suspeito.

A suspeita de que o técnico de enfermagem estaria aplicando medicamentos intravenosos nas crianças sem autorização começou no dia 2 deste mês.

Os médicos do instituto notaram que o quadro clínico de pacientes estáveis eram agravados depois que o técnico injetava remédios no soro deles.

O anjo da morte anterior

O auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães foi preso em maio de 1999, acusado da morte de quatro pacientes do Hospital Salgado Filho, no Méier, onde trabalhava, e suspeito de mais 122 homicídios cometidos na unidade.

Edson, que ficou conhecido como "anjo da morte", foi denunciado pelo então secretário municipal de Saúde, Ronaldo Gazzolla. Todos os mortos eram pacientes em estado grave, internados na Unidade de Pacientes Traumáticos (UPT), onde esperavam uma vaga na UTI.

Eles eram assassinados com aplicações de ampolas de 10 gramas de cloreto de potássio ou com o desligamento dos aparelhos de respiração.

O auxiliar de enfermagem também foi acusado de manter um esquema com funerárias: ele avisava a elas dos óbitos, para que entrassem em contato com as famílias, oferecendo seus serviços para o sepultamento. Em pelo menos um caso, o serviço foi oferecido horas antes da morte.

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.Recramações, ilogios ou revelações bomba para:jorgeserrao@gbl.com.brFaçam comentários clicando no link abaixo.

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Hey! Great blog you got here, i enjoy reading your daily entries. Btw, i stumbled across this free Sony PSP thing from another blog entry cuz some kid posted a actual pic of him getting it and i really does work. if anyone wants to sign up go here

**Free PSP*

Anônimo disse...

Keep up the good work »