Edição extra do http://alertatotal.blogspot.com/
Por Jorge Serrão
O PPS decidiu hoje apoiar o pedido de impeachment do presidente Lula, baseado no artigo 85 da Constituição Federal. Tudo indica que o partido não entrará na Justiça, diretamente, pedindo a saída de Lula. Vai apoiar o pedido de impeachment que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve formalizar no próximo dia 8 de maio. O problema do “impedimento” é: seu espetáculo seria a redenção da classe política hoje em descrédito, tal como aconteceu com Fernando Collor. As pedras daquela época são as vidraças de hoje.
“Com a responsabilidade histórica que sempre pautou seus atos em 84 anos de existência” (no passado, se chamou Partido Comunista Brasileiro), o PPS “conclama a sociedade brasileira a se mobilizar em torno do impeachment, instrumento democrático e constitucional de resolução de crises e de defesa das instituições republicanas, hoje enxovalhadas por práticas indecentes e criminosas".
O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, advertiu que o governo não está preocupado com a discussão sobre o impeachment. Tarso alega que o governo Lula tem 60% de aprovação, segundo as pesquisas de opinião, o que demonstra que não há apoio popular para um afastamento forçado do presidente. "Alguns setores acham que é golpismo político, mas acho que o PPS tem o direito de discutir o assunto. Acho que não tem racionalidade jurídica nem política. A crítica faz parte do contencioso eleitoral. O presidente não teme ataques".
O PPS justifica que “o mensalão, a violação do sigilo bancário de um cidadão e a corrupção explícita tipificam casos flagrantes de crimes de responsabilidade por ação e omissão”. O PPS também sustenta sua posição para o impedimento de Lula com a denúncia oferecida ao Supremo (STF) pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, contra 40 pessoas sob a acusação de integrarem uma "organização criminosa" comandada pelo ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e pelos petistas José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira.
Embora a denúncia não responsabilize Lula pelo esquema, o PPS informa que o presidente não está isento de responsabilidade. "Lula está presente em todo o processo, como comandante maior de um governo corrupto. No presidencialismo, a responsabilidade pelos atos políticos e administrativos é do presidente da República, enquanto chefe de Estado e de governo".
O PPS ressalta em sua nota oficial que “cabe a Lula responder pela ação criminosa praticada dentro do aparelho estatal, até porque a quadrilha era formada pelos seus principais ministros e por dirigentes nacionais de seu partido. É impossível excluir o presidente".
3 comentários:
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