Ouça também o Alerta Total no seu computador. http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal
Resumo no ar às 8h e Edição completa a partir de Meio-dia.
Adicione nosso blog e podcast a seus favoritos do Internet Explorer.
Por Jorge Serrão
O Secretário da Super Receita Federal, Jorge Rachid, corre o risco de ser convocado pelo Senado a dar explicações, oficialmente, por que o publicitário Marcos Valério, até agora, não foi autuado pelo fisco, apesar de o “leão” ter constatado que ele omitiu rendimentos de quase R$ 1 milhão, em sua declaração de renda de 2003. A omissão da Super Receita foi denunciada pelo prefeito do Rio, Cesar Maia, em sua newsletter diária. O “ex-blog” do Imperador mostra a certidão negativa da Receita, atestando a ausência de qualquer débito do Carequinha do Mensalão.
Em 28 de agosto de 2005, a Receita prometia multar os sacadores de contas de Valério. O primeiro alvo seria a maior sacadora, Simone Vasconcelos, diretora financeira da SMP&B (que sacou R$ 5 milhões e 590 mil reais). Consultando os dados dela em abril de 2006, passados 8 meses, Simone está limpa com a Receita. Valério e outros 100 mensaleiros também. O Imperador do Rio quer saber “quem de cima deu a ordem para que não fossem abertos os procedimentos fiscalizatórios”. Já são onze meses de impunidade sobre este caso.
No dia 27 de junho de 2005, A Folha de S Paulo noticiou que o empresário Marcos Valério de Souza omitiu quase R$ 1 milhão em dinheiro de sua declaração de renda de 2003. Ele não informou à Receita Federal naquele ano que possuía, em 2002, R$ 960 mil em aplicações num fundo de investimento financeiro do banco Alfa. Em 28 de agosto de 2005 foi noticiado que a Receita Federal vai multar todos os sacadores das contas relacionadas a Marcos Valério que não justificarem as retiradas em dinheiro.
O noticiário garantia que o primeiro alvo seria a diretora financeira da SMP&B, Simone Vasconcelos, que já afirmou à CPI dos Correios não possuir recibos para os R$ 5 milhões 590 mil que repassou ao esquema de caixa dois montado pelo PT. Auditores fiscais informaram a integrantes da CPI dos Correios que a multa contra Simone deve superar R$ 3 milhões. Mas nada aconteceu.
Em 19 de outubro do ano passado, foi noticiado que, desde o início dos trabalhos da CPI dos Correios, a Receita Federal, que colabora com as investigações, já monitorou 100 pessoas físicas e jurídicas que são suspeitas de envolvimento em crimes de sonegação fiscal por meio do chamado "esquema do mensalão".
Desse total, 71 já tinham se transformado em ações fiscais. Dentre os alvos das investigações, estavam o empresário Marcos Valério de Souza e todas as suas empresas; o ex-presidente do PT José Genoino; e o ex-secretário-geral do partido Silvio Pereira. Mas nada do que se noticiou, foi adiante.
Mil anos de cadeia?
A soma das penas máximas para os envolvidos no escândalo do mensalão é 20 vezes maior na denúncia do procurador-geral Antônio Fernando de Souza que no relatório da CPI dos Correios.
Se condenado, Marcos Valério poderia cumprir, pelas denúncias acumuladas, 1.049 anos de prisão.
Pela CPI, seriam apenas 35 anos.
No fim das contas, o Carequinha vai acabar cumprindo nada. Nem foi preso até agora... Nem o imposto de renda dele é investigado...
Será o fim do mundo?
Um depoimento e alguns requerimentos da CPI do Fim do Mundo deixam os palhaços do Planalto em polvorosa.
A CPI dos Bingos marcou para amanhã o depoimento do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula.
O amigo do presidente é investigado por causa das denúncias do economista e ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau, garantindo que Teixeira foi ligado à empresa CPEM, usada pelo PT para fazer caixa dois na década de 90.
O relator da CPI, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), vai pedir ao presidente da comissão, Efraim Morais (PFL-PB), que coloque em votação na quarta os pedidos de convocação da ex-mulher do advogado Rogério Buratti, Elza Gonçalvez, e da atual namorada dele, Carla Cristina Lara Lemos, que já teria trabalhado para a empresária Jeany Mary Corner.
Que venha o apocalipse
Uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito poderá investigar as relações financeiras do presidente Lula com o presidente do Sebrae, amigo e ex-tesoureiro do PT Paulo Okamotto.
O senador Almeida Lima (PMDB-SE) espera coletar até amanhã as assinaturas para a abertura da CPI – que está sendo batizada de “Apocalipse” porque também deverá investigar as relações do filho do presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, com a Telemar – empresa de telefonia, concessionária de serviços públicos.
As investigações sobre Okamotto e Lulinha eram os maiores temores de Lula, depois do escândalo do caseiro que derrubou Palocci.
CPI dando mole?
A CPI dos Bingos corre o risco de fracassar em uma nova tentativa de quebrar o sigilo bancário de Paulo Okamotto, amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tesoureiro de diversas campanhas petistas e presidente do Sebrae.
Os senadores da oposição devem colocar em votação um novo requerimento pedindo a quebra do sigilo de Okamotto.
Mas ministros e ex-ministros do Supremo Tribunal Federal já sabem que o requerimento tem erros técnicos e falhas jurídicas que podem salvar Okamotto e beneficiar o governo.
In Bastos we Trust
Será mais um grande teatro, o depoimento do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, amanhã, às 14 horas, no plenário da Câmara dos Deputados.
Bastos teria de explicar sua participação no episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa e sua suposta atuação para encobrir a participação do ex-ministro Antonio Palocci no crime.
A expectativa é de que algum parlamentar lhe peça explicações complementares sobre a ação da Polícia Federal na Casa Aliança, no Rio de Janeiro, antes do feriado da Semana Santa.
Alerta - A ação policial sobre os doleiros, suspeitos de driblar a lei para enviar altas somas de dinheiro ao exterior, interessa a pelo menos dois desembargadores, uma juíza, quatro parlamentares fluminenses e ao ministro da Justiça de Lula...
Lacerda tá certo
Escândalos político-financeiros, como os que assolam o país há 12 meses, podem se repetir num futuro muito próximo.
A previsão pessimista é do diretor-geral da Polícia Federal (PF), delegado Paulo Lacerda, que está rompido politicamente com seu superior hierárquico Márcio Thomaz Bastos.
“Nem na época do PC Farias nem agora nós aprendemos que o problema é a legislação eleitoral, as campanhas políticas. E me parece que isso não vai mudar. Eu imaginava que, já que nós não aprendemos lá atrás, esse episódio atual fosse mudar radicalmente o quadro. Daqui a cinco anos, podemos ter um outro caso, não tem jeito”.
O delegado Lacerda se diz a favor do financiamento público de campanha e também de caracterizar como crime qualquer particular que venha a dar dinheiro para candidato.
Festa para advogados
Auditores da Super Receita, que não tem rabo preso com o poder, já estão de olho no investimento dos mensaleiros em suas milionárias defesas jurídicas.
Para os casos mais complicados de escândalos político-financeiros, grandes bancas de advocacia não cobram menos que R$ 1 milhão.
Defesas de bancos e grandes empresas podem ultrapassar R$ 2 milhões.
Parlamentares menos conhecidos, envolvidos no Mensalão, chegam a pagar entre R$ 100 mil e R$ 300 mil.
A turma da Super Receita está de olho para ver se a verba da defesa é paga por dentro ou por fora (via caixa dois).
Quebrando o Assessor
A Polícia Federal deve pedir hoje a quebra do sigilo telefônico do jornalista Marcelo Netto, ex-assessor de imprensa do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.
A PF suspeita que Netto teria sido o responsável pelo encaminhamento do extrato bancário do caseiro para a revista Época, que publicou as informações.
O filho dele é repórter da revista editada pelas Organizações Globo.
Detonando Palocci
A Polícia Federal deve encaminhar à Justiça na quarta-feira seu relatório parcial sobre o inquérito que apura a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo.
No documento, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci aparecerá indiciado em quatro crimes.
Além de quebra de sigilo funcional e quebra de sigilo bancário, o delegado Rodrigo Carneiro Gomes resolveu indiciar o ex-ministro em mais dois crimes: prevaricação e denunciação caluniosa.
Fora de controle
O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci está abatido, solitário e com a saúde debilitada.
Nem de longe lembra o político que foi um dos homens mais influentes da República nos últimos três anos.
Palocci se sente abandonado pelo governo, e lamenta que não tem mais controle sobre a sua vida.
País das CPIs
Nas últimas três décadas (1974-2005), foram criadas no Congresso 135 CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) – uma a cada três meses, em média.
Considerando-se a duração de cada gestão, Fernando Collor de Mello (27 CPIs) e Luiz Inácio Lula da Silva (24) foram, nessa ordem, os governos que mais amargaram investigações parlamentares.
Sob Collor (1990-1992), a taxa mensal de criação de CPIs foi de 0,89. Ou seja, quase uma CPI por mês.
Durante os três primeiros anos de Lula (2003-2005), o índice mensal foi de 0,66 - mais de uma comissão de inquérito a cada dois meses.
O negócio é abafar
A fama de abafador de CPIs, atribuída ao tucano Fernando Henrique Cardoso, foi confirmada.
Nos oito anos de FHC (1995-2002) criaram-se 25 CPIs, uma taxa mensal de 0,26.
Ou uma nova CPI a cada quatro meses. Só Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo (1974-1985), com uma taxa mensal de criação de CPIs de 0,16 (uma a cada seis meses) foi menos investigado.
Balanço final
Em números absolutos, criaram-se nos primeiros 36 meses de Lula (24 CPIs).
Foi só uma comissão a menos do que nos 96 meses da era FHC (25 CPIs).
Sob Collor, foram criadas 27 CPIs.
Juntos, Geisel e Figueiredo (1974-1984), arrostaram 21 CPIs;
Na reabertura, José Sarney (1985-1989): 26 CPIs; e Itamar Franco (1992-1994), 12 CPIs.
Todas essas informações sobre o Brasil das CPIs são do blog do Josias de Souza.
Licitando
A Presidência da República está promovendo uma licitação para escolher a empresa que fará a manutenção dos carros que, em Florianópolis, servem a dois netos e à filha de Lula, Lurian.
São oito veículos: quatro Marea, dois Astra, um Palio e uma Kombi.
Tudo blindado, porque a filha do presidente merece toda a segurança do mundo.
Ataques aos tucanos
O PT fará 30 inserções comerciais nesta semana atacando o candidato tucano Geraldo Alckmin e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O slogan das inserções será “enquanto eles acusam, o PT faz mais pelo Brasil”.
As inserções, de rádio e TV, fazem parte da propaganda eleitoral gratuita, determinada pela Lei Eleitoral.
Até maio, quando irá ao ar o programa de 20 minutos dos petistas, o partido terá direito a mais 50 inserções de 30 segundos cada.
Os comerciais foram produzidos pelo publicitário baiano Edson Barbosa, da Link Comunicação e Propaganda.
A Link tem sido questionada pelo Tribunal de Contas da União a dar explicações sobre as despesas realizadas nos Correios, mas até agora nada está provado sobre irregularidades nos negócios da agência com a estatal.
Comparando Lula e FHC
Nas inserções, o partido fará comparações entre os resultados obtidos pelo governo Lula nos últimos três anos, em contraposição aos oito anos de poder dos tucanos.
Logo no início da propaganda, o locutor fará uma pergunta: “Quem fez mais pelo Brasil? O PT de Lula ou o PSDB de Fernando Henrique e Alckmin?”.
Na seqüência, serão apresentados dados como o da geração de empregos com carteira de trabalho assinada e os resultados de programas como o Bolsa Família.
Em campanha
Uma cartilha distribuída pela Presidência para os responsáveis pela comunicação da administração direta e das estatais deixa claro que o presidente Lula será candidato à reeleição, embora ele insista em dizer que só vai tomar essa decisão no limite do prazo para registro da candidatura.
A cartilha determina, por exemplo, que a partir de 1º de julho seja retirada a locução “Brasil, um País de todos” das placas de obras do governo, dos outdoors, das publicações oficiais e da internet.
Tudo isso para evitar problemas para o candidato...
Festas investigadas
Acusações de superfaturamento nas contratações de shows e para inaugurações de obras, além de publicidade eleitoral indevida, levam o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe e Ministério Público Federal a investigar a gestão do pré-candidato ao governo do Estado e ex-prefeito de Aracaju, Marcelo Deda, do PT.
A Câmara de Vereadores de Aracaju poderá abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar não apenas as contratações desses shows, mas também promover uma devassa nos contratos de festas realizadas pela prefeitura de Aracaju na gestão petista.
A bronca contra Deda está no Jornal Hora do Povo, de Aracaju.
Beba do próprio veneno
O “Programa do Mução”, um comunicador engraçadíssimo de Pernambuco, trouxe de volta ao cenário político Fernando Affonso Collor de Mello.
Mução entrevistou Fernando Collor de Mello, para que respondesse a declarações de Lula em 1992, que circulam pela Internet, e o ex-presidente mostrou como Lula está bebendo agora do próprio veneno, por suas palavras do passado.
Confira a entrevista de Collor, veiculada pela rádio Mix (106,3 FM) para 14 emissoras do País, no podcast Robualdo Recebe US$$$.
O link é: http://podcast.br.inter.net/podcast/robualdo
Pizza à vista
A Câmara vota na quarta-feira o processo de cassação do deputado José Mentor (PT-SP), acusado de ter se beneficiado do esquema do mensalão.
Mentor alegou que recebei dinheiro de Marcos Valério por trabalhos advocatícios.
O parecer pedindo sua cassação foi aprovado no Conselho de Ética por nove votos a quatro, no dia 30 de março.
O relator do processo é o deputado Nelson Trad (PMDB-MS).
Novos investigados
O Ministério Público e a Polícia Federal investigam mais cinco deputados suspeitos de receberam as mesadinhas do Valerioduto:
Além do ex-ministro das Comunicações, deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE), entram na dança os deputados Nilton Bahiano (PP-ES), João Mendes (PSB-RJ) e Benedito de Lira (PP-SE).
Os investigadores se debruçam sobre uma seqüência de 97 saques que ultrapassam o valor de R$ 7 milhões e 300 mil reais, realizados na agência do Banco Rural em Brasília, de contas de empresas e pessoas físicas ligadas a Marcos Valério de Souza, principalmente a SMP&B, em 2003 e 2004.
Grandes movimentações
As maiores movimentações da nova lista ocorreram em datas em que estiveram na agência uma servidora do gabinete de Eunício Oliveira, Cláudia Maria de Moraes, e Airon Hamilton Fernandes, um servidor da segunda vice-presidência da Câmara, na época ocupada por Luiz Piauhylino (PDT-PE).
Ela esteve 22 vezes no Banco Rural, em épocas que coincidiam com os mega-saques do Valerioduto. Ele esteve 29 vezes. Cláudia alega que ia lá cuidar da conta do marido. Airon justifica sua atuação como síndico de um prédio para ir tantas vezes ao banco.
Eunício e Piauhilino negam ter recebido recursos do valerioduto, por meio dos funcionários ou qualquer outro.
Enormes coincidências
O documento intitulado "Quadro de Indícios - Beneficiários dos recursos repassados", entregue pela CPI dos Correios ao Ministério Público e à PF, faz um cruzamento da relação de funcionários da Câmara com os registros de presença na agência do Rural em Brasília e os saques do valerioduto.
Considerada uma espécie de "repescagem" das investigações iniciais, a lista analisa saques em 68 datas situadas entre os dias 21 de janeiro de 2003 e 29 de dezembro de 2004.
Além dos sete assessores ligados aos deputados sobre os quais a comissão solicitou investigação, outros 13 servidores da Câmara estiveram na agência em datas coincidentes com saques.
Arquivou por que?
A primeira denúncia sobre o chamado "Mensalão" foi feita em reportagem do Jornal do Brasil em setembro de 2004.
A fonte do JB foi o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), que na época negou ter feito qualquer acusação.
Na condição de corregedor da Câmara, em outubro de 2004, Piauhylino arquivou a denúncia por falta de provas.
País das imposturas
O brasileiro trabalha em média cinco meses e meio por ano só para pagar impostos e juros cobrados nas várias modalidades de crédito ao consumo.
O Estadão de ontem revelou que hoje é necessário trabalhar 167 dias por ano para pagar o Fisco e as instituições financeiras – número maior que o apontado nos últimos estudos, de 155 dias em média.
São 142 dias só para pagar impostos e contribuições cobradas pelos governos federais, estaduais e municipais no ano passado, segundo estimativas dos economistas José Roberto Afonso e Beatriz Barbosa Meirelles.
É como se cada contribuinte tivesse pago R$ 4 mil 160 reais de tributos em 2005, tomando como base a arrecadação per capita.
No total, a sociedade transferiu para os cofres do governo R$ 754 bilhões 400 milhões de reais, valor correspondente a 38,9% do Produto Interno Bruto (PIB) – número recorde.
Já os cálculos referentes aos juros mostram que o consumidor gasta 25 dias do seu salário para pagar os encargos devidos a bancos e financeiras.
Contra um imposto absurdo
Pode ser derrubada, em breve, uma retrógrada taxa que afeta o bolso de 32 milhões de habitantes que vivem em 285 municípios litorâneos, em 17 estados.
A Comissão Especial sobre Terrenos de Marinha realiza audiência pública amanhã, às 14h 30 min, com a secretária de Patrimônio da União, Alexandra Reschke, e a secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Raquel Rolnik, para discutir a aplicação de enfiteuse aos terrenos situados na faixa de segurança da orla marítima.
A comissão foi criada para analisar a Proposta de Emenda à Constituição 603/98, da deputada federal Laura Carneiro (PFL-RJ), que acaba com a aplicação de enfiteuse aos terrenos de marinha.
CPMF só para a saúde
Os gaúchos preparam um mega-protesto, na próxima quinta-feira, a partir das 14 horas, na Assembléia Legislativa de Porto Alegre, para cobrar que o dinheiro pago pela CPMF volte a ser integralmente destinado à Saúde.
Criada há dez anos, pela Lei Federal nº 9.311, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira vem sendo desviada de sua finalidade.
A alíquota da CPMF é de 0,38%. Do total da arrecadação, 20% vão direto para o fundo único da União.
Do que sobra, 0,10% vai para o custeio da Previdência Social, 0,08% para o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza e apenas 0,20% para o Fundo Nacional da Saúde.
Entre janeiro de 2003 até dezembro de 2005, esta “contribuição” rendeu ao governo R$ 78 bilhões e 400 milhões (equivalente a 1,5% do PIB). Tudo tirado do nosso bolso, que vai cada dia pior de saúde...
E no Orçamento não vai nada?
Depois de vários adiamentos, o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcou para amanhã a votação do Orçamento da União de 2006.
Se vai ser mesmo votado, aí são outros quinhentos...
O impasse entre Planalto e governadores em torno das compensações para a Lei Kandir protelou a votação ao longo da terça passada, data prevista para que o texto fosse submetido ao plenário do Congresso.
O governo teria concordado em cortar R$ 500 milhões do custeio da máquina pública e destinar a verba ao ressarcimento devido aos Estados pelas isenções de ICMS nas exportações.
Copom terremoto
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia na quarta-feira a nova taxa básica de juros.
A expectativa é de corte de 0,75 ponto percentual na Selic, que então cairia para 15,75% ao ano.
Mas a área econômica está em polvorosa, com um relatório vindo de grandes bancos que medem riscos de mercados, informando que os juros internacionais estão subindo e isto pode ser fatal para uma economia com gigantesco déficit fiscal como o Brasil.
O temor do governo é que o conteúdo de tal relatório vaze e influencie na próxima reunião dos sete ortodoxos do Copom, comandados pelo presidente Henrique Meirelles, do Banco Central.
Novela Varig
A Justiça do Rio, que volta a analisar hoje a recuperação judicial da Varig, não descarta obrigar credores a dar mais prazo à empresa.
A VarigLog ofereceu US$ 400 milhões pela Varig. Parte do dinheiro, US$ 50 milhões, se destina a pagar dívidas trabalhistas.
A proposta será analisada hoje pelo juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio.
A operação também garante 200 mil passagens que já foram vendidas e honra milhas conquistadas por clientes.
O Governo do Estado do Rio também estuda comprar R$ 400 milhões em ações da empresa.
Carioca trabalha para burro!
Com fama de só querer sombra e água fresca, o carioca vem mostrando que não é bem assim.
Segundo a pesquisa, 38,1% do jovens do estado do Rio, entre 16 e 24 anos, passam mais de 45 horas semanais no batente. A faixa etária representa o mercado de trabalho que mais cresce no País.
Entre 16 e 24 anos, a maioria dos jovens, representada por 24,2%, é beneficiada por um salário mínimo e um salário mínimo e meio (entre R$ 350 e R$ 525).
Os números da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE divulgados recentemente mostram que os freqüentadores das praias estão deixando as areias cada vez mais cedo para trabalhar.
Pessimismo in Rio
O desencanto com o Rio, provocado pela violência, começa a ser medido em números.
Cinqüenta e um por cento dos cariocas admitem que, se tivessem oportunidade, deixariam a cidade por medo da criminalidade.
O Instituto Brasileiro de Pesquisa Social ouviu 2.482 pessoas com mais de 16 anos na Região Metropolitana e em 17 municípios do interior, por telefone, nos dias 5 e 11 deste mês.
No levantamento, Copacabana e Caxias aparecem como os lugares mais violentos segundo a percepção dos entrevistados.
A pesquisa mostra também que a violência parece assustar mais os moradores da Zona Sul, pois 80% deles mudaram seus hábitos, enquanto que o índice da Zona Norte foi de 73% e o da Zona Oeste 59%.
A sensação de insegurança levou 63% dos entrevistados a confirmarem mudanças de hábitos na capital.
Merecem perdão?
Quinze homens armados de Fuzis invadiram ontem a casa do senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM), que fica ao lado da favela da Rocinha, em uma área "nobre" do bairro de São Conrado, no Rio de Janeiro.
Durante quase três horas, o senador foi rendido junto com a sua mulher e alguns funcionários.
Os margiranhas levaram R$ 16 mil, jóias, quadros de arte e toda a prataria da casa. Fugiram em dois carros do casal Mestrinho: uma Fiat Uno e um Peugeot.
Os ladrões não respeitam nem um senador, que é eleito pelo Amazonas, trabalha em Brasília, e curte seu feriadão em sua bela mansão no Rio de Janeiro.
Vida que segue...
Novas informações a qualquer momento.
Recramasões, ilogius ou revelasões bomba para:
jorgeserrao@gbl.com.br
Faça comentários clicando no link abaixo.
Ouça as informações clicando no link da rádio (podcast) Alerta Total:
http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal/
Fiquem com Deus!
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.
0 comentários:
Postar um comentário