domingo, 11 de novembro de 2007

Como as Forças Armadas acabam com si mesmas

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Cardoso

Prezado Comandante,

Esta carta foi escrita como uma última tentativa de mudar o que não consegui em quase uma década. Meu desânimo, que culminou na desistência da minha carreira, foi cultivado sistematicamente dia após dia, através da observação e vivência de atitudes que desprestigiavam meu bom-senso, capacidade crítica e intelecto, sobre os quais passarei a discorrer mais adiante. Após ter sido aprovado, em 1998, num dos concursos mais concorridos daquela época, ingressei na Escola Naval, tendo preterido uma carreira de engenheiro eletrônico na UFRJ. Julgava que a carreira naval se mostrava mais promissora, com estabilidade, interstícios bem definidos e ainda um certo prestígio junto à sociedade. Esse foi o espírito com o qual fui admitido na Marinha do Brasil.

Após cinco anos de formação, e apenas um de oficial, já havia tomado a decisão: não havia como permanecer nesta carreira, a não ser, literalmente, "com o sacrifício da própria vida". Um sacrifício contínuo, que eu via se abater sobre todos os meus colegas de Praça d´Armas, fossem eles Segundos-Tenentes, Capitães-Tenentes ou até Capitães-de-Mar-e-Guerra. Não estou falando de um sacrifício honrado, merecido, daqueles que se vêem nos filmes e são inerentes aos heróis.

Não, o sacrifício de que falo, nessa carreira que insistem em chamar de "sacerdócio", era um sacrifício inócuo, quixotesco, cujos maiores feitos eram a contagem correta e ilibada – quase obsessiva - de vidros de mostarda no balanço de paiol e a maquiagem bem feita, a qual custou toda uma noite em claro, para o recebimento de uma autoridade que só se importava com a idade do whisky que iria ser servido. Todos esses fatores me levaram a buscar uma carreira extra-Marinha, o que consegui, com a ajuda de meu Senhor Jesus, quando fui aprovado para o cargo de Analista Administrativo do TRE-RJ, o qual estou exercendo no momento. Mas o que me impressiona mesmo é que, a despeito da minha anterior posição, no início de uma brilhante carreira que se desfraldava para mim, nenhuma autoridade se interessou em descobrir por que eu havia decidido abandonar a Marinha.

Eu não era um desempregado em busca de um trabalho tampouco um estudante recém-formado em direito, mas um Oficial de Carreira das Forças Armadas que resolveu, como já foi me dito, "trocar os botões dourados por uma salinha suja numa repartição". No mínimo, é inquietante que a Diretoria de Pessoal esteja realizando pesquisas de satisfação cujo resultado seja que esse êxodo deve-se à "falta de cursos no exterior" e ao "sucateamento dos meios". Esses não são, nem de longe, os reais motivos. E, pelo menos, quanto à oficialidade da Marinha, também não o é a remuneração.

A prova disso é que pelo menos metade dos oficiais que estudam para concursos também busca carreiras de nível médio, cuja remuneração é menor, mas possuem maior qualidade de vida em relação ao regime semi-aberto que se tornou a carreira naval. Se nós formos buscar os reais motivos dessa insatisfação coletiva, porém velada, veremos que são causadas por problemas estruturais, e não conjunturais. Sua causa não está nos baixos salários, embora eles estejam realmente abaixo da média do funcionalismo público federal. Nem no reduzido orçamento, que de fato está sendo cortado ano após ano. E muito menos na redução da quantidade de meios operativos.

O valor desta carta reside neste ponto: todos os problemas que serão abordados podem ser resolvidos dentro de casa, através de iniciativas internas, independentes de orçamento, e – o pior – em pouquíssimo tempo, por meio de decisões administrativas simples, que não são tomadas por má-vontade, orgulho, miopia administrativa ou apego demasiado a uma tradição caduca, que emperra e desagrega esta Força, ao invés de uni-la em laços comuns, na medida em que origina ações e ordens contraproducentes que contribuem sobremaneira para o mau andamento do serviço.

Compreendemos que as Forças Armadas, conceitualmente, exercem um papel primordial na manutenção da paz, na dissuasão de hostilidades estrangeiras e na consecução dos nossos objetivos estratégicos como nação – assim como consta das tão festejadas apostilas da Escola de Guerra Naval. Ainda mais, acreditamos e gostaríamos que essas metas fossem alcançadas, com seriedade e profissionalismo. O problema é que também compreendemos quão diametralmente opostas desses objetivos estão as decisões e atitudes tomadas por nossas autoridades, que destinam porções generosas dos recursos para a pintura incessante de equipamentos que já não funcionam por falta de recursos. Que se apropriam das já parcas etapas de alimentação e as transformam compulsoriamente em "sobras lícitas", de modo que possam comprar parafusos, tinta, cera e bancar coquetéis para almirantes que festejam a decadência da própria Força.

Que investem milhões de reais do contribuinte na compra e manutenção de meios já defasados, que onerarão ainda mais o orçamento, já que os próprios países de origem não toleram seu custo-benefício, isto se considerando que são países ricos. E, o pior, cada atitude dessa vem travestida de honradez e pundonor. A pintura de piso, de sucata, de ferrugem (somente para o dia de uma visita), se reveste do caráter de limpeza e organização, de modo que não fira os olhos de uma autoridade que reluta em não ver a realidade. O saque da nossa mesa vira espírito de sacrifício, o que vem acompanhado de manipulação das notas fiscais para que a comprovação de gastos com solda seja transformada em aparelhos de TV para a tripulação.

E a aquisição de "novos" meios deteriorados é motivo de orgulho das autoridades, que se gabam de fortalecer a instituição em tempos de dificuldades, ainda que tenham comprado o refugo de outros países. Esses meios NÃO irão contribuir para a soberania da nação – não andam, nem funcionam, e ainda exporão a vida da tripulação a um risco desnecessário, pois nossos navios não possuem mais portas estanques, nem sistemas de combate a incêndio eficientes, e suas instalações funcionam na base do "gatilho", sendo isto um dos grandes geradores da sobrecarga de trabalho à qual nossas praças e oficiais de baixa patente estão submetidos.

A chave para se compreender o choque de gerações que ocorre em nossos tempos é a divulgação da informação. O movimento conhecido como Tenentismo , um conhecido de longa data, se manifesta atualmente enriquecido e ligeiramente modificado, uma vez que não se utiliza mais do embate das armas, e nem possui o fervor patriótico de outrora. Com a Internet, ficou muito difícil para o sistema de formação de oficiais privar os alunos e aspirantes da realidade reinante, como acontecia antigamente na chamada "bolha".

Hoje, é praticamente impossível realizar uma lavagem cerebral completa, que torne o militar subserviente o necessário, pois a visão de mundo que um jovem tem não o permite – e essa é a causa de tantos oficiais superiores reclamarem que "não se fazem mais tenentes como antes". Eu e meus colegas enxergamos a Marinha como mais um órgão estatal, que tem suas funções específicas definidas em lei, e atualmente não está executando-as de forma adequada; não vamos tomá-la pelas armas, nem nos insurgirmos em revoltas. Não, nós não amamos a Marinha acima de nossas próprias vidas, pois isso sequer faz sentido.

E entendemos que o mercado de trabalho também mudou, inclusive na iniciativa privada, onde ninguém mais tem um emprego para a vida toda; aplicamos isso em nossas vidas particulares e decidimos que podemos trabalhar onde melhor nos convier, seja por pagar melhor ou ter uma rotina de trabalho mais agradável, e isso sem o peso na consciência de largar o "sacerdócio". É muita inocência achar que iremos abdicar, conhecendo nossa capacidade, competência, potencial e qualificação, de carreiras públicas que nos oferecem dignidade pessoal, respeito profissional, horário de trabalho justo e, de quebra, remuneração inicial de Contra-Almirante.

Para estudar para meu concurso, tive de fazê-lo em oculto, sob pena de ser execrado do convívio da Força ou perseguido. E fui punido por não ter comunicado minha inscrição, assim como preconiza a retrógrada legislação vigente. Porém, fica o aviso de que o número de oficiais descontentes que agora estudam escondidos é muito maior do que os mais de 30 tenentes que cancelaram seu Curso de Aperfeiçoamento nos últimos dois anos e do que a turma somente de Aspirantes que fechou uma sala exclusiva na Academia do Concurso Público. Há de ser ressaltado que a geração de oficiais superiores e almirantes atualmente no comando foi formada durante o regime militar ou no pós-regime, uma época bem mais intensa nos valores e também nas arbitrariedades.

O mundo mudou, as relações sociais, econômicas e empregatícias também, mas a Marinha insistiu em cristalizar-se novamente em suas tradições, e quanto mais o tempo passa mais esta instituição se afunda num anacronismo intenso. O mundo realmente pode ter mudado muito rápido para que algumas autoridades pudessem ter absorvido, mas é para tentar mudar um pouco essa mentalidade que passo a discorrer sobre algumas das principais causas de insatisfação na Marinha do Brasil:

SERVIÇO

· As Forças Armadas possuem uma singularidade em relação a outros órgãos e empresas, sejam públicas ou privadas: submetem seus militares a mais de 24 horas de trabalho contínuas. Isso seria simplesmente imprescindível caso estivéssemos em tempo de guerra. Mas considerando-se que nossos maiores inimigos são a sujeira do piso e o amarelo por fazer, não há respaldo para essa prática. Após o serviço, o militar não deve cumprir o expediente normal, visto que foi privado da sua noite de sono, tempo de lazer e convívio com a família.

Médicos e policiais cumprem seus plantões (e muitas vezes conseguem descansar neles), são rendidos pela manhã e vão para casa. A carga horária semanal não deveria, constitucionalmente, exceder as 44 horas semanais – embora batamos com orgulho no peito nos vangloriando de que não possuímos direito algum – mas, com apenas um serviço na semana essa carga sobe para 56 horas. Numa escala muito comum, 3 por 1, o militar pode chegar a cumprir 80 horas semanais, sem nenhum tipo de compensação. É comum que cabos e marinheiros concorram a escalas de 1 por 1, sendo liberados, como um favor, ao meio-dia do dia de sua rendição. Eles cumprem 108 horas semanais, 145% a mais do que permite nossa Constituição, que defendemos com o sacrifício da própria vida.

· Durante o serviço nos fins-de-semana, é comum a prática de detalhar "faxinas" a serem realizadas no tempo vago – seja lá o que isso for. Durante o dia, o militar deve se desdobrar em 2 quartos de quatro horas, sendo um de madrugada, além de cumprir os adestramentos previstos. Nessas oito horas, ele permanece em geral em pé, no calor do sol e no frio da madrugada, e, para que não consiga se refazer entre um quarto e outro, é colocado para tratar conveses, limpar corredores ou soldar chapas no seu tempo vago. Será que perder o seu descanso semanal remunerado não é o suficiente, o militar tem que sentir dor o tempo todo? Nesta Força existe um conceito muito errado de que nossos militares são máquinas que devem produzir em tempo integral e de que qualquer tempo ocioso, incluído o de descanso, é desperdício.

· Os oficiais são obrigados, em geral, a permanecer em pé no portaló durante seu serviço – desde 06:00h, para fiscalizar(?!) o quarto d´alva –, visando basicamente a realização de cerimonial para visitas de autoridades não-anunciadas e a manutenção do alerta vermelho máximo para a passagem de lanchas de almirantes. Considero isso um desrespeito à minha formação e capacidade intelectual, uma vez que sou relegado a um mero soldado de chumbo, enfeitando um portaló, enquanto sou subaproveitado nas minhas tarefas administrativas.

Cabe às autoridades definirem: o que é mais importante, um cerimonial que pode vir a acontecer ou a realização das tarefas administrativas vitais do navio? Sempre achei que tivesse estudado demais para ter simplesmente a função de ficar em pé por mais de 10 horas seguidas. O oficial de serviço pode sim, muito bem, ficar volante no navio, e atender situações que realmente façam jus à sua presença. Quanto ao procedimento das visitas não-anunciadas, já está na hora das autoridades se conscientizarem de que a máquina estatal não pode ficar completamente mobilizada simplesmente aguardando seu repentino aparecimento, de modo a louvá-las e engrandecê-las.

· É comum que se avalie a escala de serviço como "muito cochada", se arbitre uma satisfatória e depois se inventem postos desnecessários para se justificar esse aumento, de modo que não fiquem militares à toa, "sobrando", como se a folga da escala representasse mão-de-obra ociosa. Lembro também de quando estava na Escola Naval, onde o segundo-anista não poderia pegar menos serviço do que o terceiro-anista, e então criaram um "plantão do bar" para piorar a vida do segundo ano, e, comparativamente, melhorar a do terceiro (redistribuindo, assim, as cotas de infelicidade).

Essa prática é muito comum também na Esquadra, matriz do "Caldeirão Naval", onde a escala do oficial não pode ser maior do que 5 por 1 e já houve caso de mais de três oficiais estarem de serviço em um mesmo dia desnecessariamente. Sei que um oficial pode se qualificar para concorrer à escala em mais de um navio, assim como eu mesmo já fui qualificado, e sem muito esforço; durante o expediente, cada navio poderia ter seu próprio oficial de serviço para resolver problemas administrativos, e, após, somente um dos oficiais se responsabilizaria pelos navios durante o pernoite. Ou então, os oficiais de serviço poderiam simplesmente ficar de sobreaviso, com um celular.

Como a manutenção do Grupo de CAv geralmente é citada como impeditivo para a diminuição da tabela como um todo, lanço a V.Sas. um desafio: arquitetar um plano de combate a incêndio efetivo que se utilize somente dos militares de serviço. Isso se mostra na prática inviável, pois combater um incêndio com doze ou oito militares dá no mesmo – teremos que disparar o Halon ou chamar a brigada de bombeiros e GSE.

Ressalto que a quase totalidade dos incidentes decorre da presença de pessoal a bordo, ou seja, quanto mais gente houver na tabela de serviço, maior será a quantidade de pessoas necessária para cuidar da tabela de serviço. Só haverá incêndio na cozinha se ela for utilizada, incêndio na coberta se esta estiver habitada, rompimento de rede se estiver pressurizada. A manutenção de uma tabela de serviço que pernoite a bordo é a causa mater dos sinistros, e sua diminuição ou extinção alteraria sobremaneira o paradigma do CAv. E, afinal de contas, se CAv fosse tão importante, as tomadas de incêndio não deveriam estar entupidas com Kaol.

COMISSÕES

· Sem esquecermos que, dentre as profissões do mar, só os pescadores são mais mal-remunerados do que nós, podemos fazer algumas considerações.. Se é fato que nossa compensação pecuniária é irrisória, então que haja compensação como há na Petrobrás: seja adotada a escala de 15 por 15, pelo menos (ou seja, um dia de licença para cada dia de comissão), sem se falar na escala de 14 por 21 adotada por aquela empresa, que é considerada de vanguarda até no âmbito internacional, e, logicamente, deve possuir uma capacidade administrativa de referência. Realmente somos homens de madeira em navios de ferro, e merecemos descanso depois desta atividade tão ingrata, que é se fazer ao mar, já que nem fazemos jus à compensação orgânica. Seria implausível abrir mão dos militares por tanto tempo?

Creio que não, considerando que em cada dia de mar estamos 24h a serviço, período de tempo três vezes superior ao nosso expediente normal. Se a Marinha inventou tantos obstáculos administrativos de modo que uma tripulação operativa não possa se ausentar para ter descanso, que se transfiram essas responsabilidades para uma unidade administrativa, bastando uma alteração em DGPMs, SGMs, ou qualquer outro pedaço de papel. Afinal, alguém deve dar suporte aos nossos militares, ou não?

· Sendo o mar um ambiente inóspito por natureza, os tripulantes ainda são obrigados a cumprir expediente entre o enjôo e o serviço, embora o navio esteja em um período dedicado à vida operativa. Um mínimo de descanso e conforto é necessário ao marinheiro para que realize suas tarefas a contento e ajude a diminuir o stress que naturalmente surge em condições de afastamento e confinamento.· Por último, o que considero mais desrespeitoso: obrigar a tripulação a baldear e pintar o navio no dia do regresso de uma comissão, sem ao menos terem tido a chance de verificar como estão seus familiares. A pintura não pode ser - ou transparecer que é - mais importante do que nossas famílias.

ROTINA E ADMINISTRAÇÃO

· Consideramos como nossas prioridades administrativas a desburocratização, a impessoalidade (nisto também subentendida a extinção do queromarinst, a mais arbitrária, arcaica e amadora forma de gerência existente), a definição de objetivos claros que devam ser alcançados e de prazos razoáveis a serem cumpridos – todas as nossas tarefas costumam ser "pra ontem", revelando o descompasso do nosso planejamento organizacional – , e o uso racional do dinheiro público. Por isso, não aceitamos pintar o piso para a visita de uma autoridade, ou pintar o navio antes mesmo de atracar, após três meses de comissão, como se retornasse da Terra-do-Nunca: isso é desperdício.

Não aceitamos que se sirvam banquetes para autoridades, e depois compensem com semanas servindo macarrão com salsicha para a tripulação: isso é desrespeito. Inclusive, se há a coragem moral nesta Força de que tanto se ouve falar nas Praças d´Armas, então que se sirva para as autoridades extra-MB que visitarem nossas OMs o mesmo rancho que comemos diariamente. Esta é a melhor maneira de protestar pelo corte de nossos recursos. E, que, finalmente, a Marinha entenda que manutenção de limpeza e arrumação não é nossa função constitucional.

Enquanto houver Capitães-de-Fragata passando os dedos com luva em cima de armários não poderemos nos concentrar nas tarefas que realmente importam. · Assim como eu chego sem atrasos todo dia, em um horário definido, gostaria que a licença fosse cumprida desta mesma forma. O licenciamento não é um favor, muito menos concessão do comando: é uma obrigação com o militar que já cumpriu seu expediente diário. Não há como solucionar todos os problemas da MB em um único dia (e cabe ressaltar que a maior parte dos nossos problemas são explicitamente gerados pelas idiossincrasias de nossos oficiais superiores e almirantes, que desejam governar este órgão como melhor lhes parecer, satisfazendo suas prioridades pessoais e relevando as da organização).

E se for necessário ficar após o horário, que haja compensação noutro dia. Além disso, a maior humilhação à qual me sujeitei durante estes mais de quatro anos de oficial foi suplicar, diariamente, para poder ir embora após cumprir meu expediente. Nós simplesmente não temos que nos despedir, como um ato de educação, mas ficamos atrelados a uma AUTORIZAÇÃO para irmos embora, o que gera um mal-estar horrível após ser repetido duas centenas de vezes, e ainda nos atrasa, em pelo menos, quarenta minutos por dia, tempo médio para vencer as filas dos nossos superiores nas mais diversas instâncias.

· Num passe de mágica, algumas autoridades pensam que podem apagar, através de confraternizações, o dia-a-dia estressante que impõem aos oficiais subalternos e intermediários, tornando todos "uma família" imediatamente. Essas confraternizações são marcadas, em geral, fora do horário de expediente, e são compulsórias, tornando-se um prolongamento (realmente longo) deste. Minha geração não troca o convívio de suas famílias por amigos de copo, e amizade verdadeira não exige comparecimento contrariado.

Se todos estivessem satisfeitos, o congraçamento seria conseqüência natural. Quando o coquetel é realizado durante o dia, mostra-se mais um revés interessante: passam-se três horas ou mais de expediente no evento, e julga-se que isso não é errado – esse tempo desperdiçado exige, invariavelmente, uma dedicação suplementar para resolver as tarefas negligenciadas. Mas quando é necessário a um oficial sair mais cedo para resolver um problema, ele fica sendo mal visto. Isso é um exemplo clássico da nossa cultura: pode-se matar o expediente para beber, mas não para tratar de nossa vida pessoal.

· Como resultado de alguma carência afetiva, certas autoridades ficam nervosas se não receberem o bom dia, ou o boa noite. Esta é uma frivolidade que deve ser encarada da seguinte forma: as pessoas têm coisas mais importantes para fazer do que dar boa noite compulsoriamente umas às outras. Esse evento ocorre naturalmente ao haver um encontro fortuito entre duas pessoas educadas, e não deve ser objeto de recomendações intimidadoras ou ordens de parada.

· Por se falar em parada, esta consiste em uma das melhores formas de desperdiçar mão-de-obra. Como se ninguém soubesse sua função na OM, reúnem-se os oficiais para se despacharem ordens geralmente de caráter individual, ou se fazem verdadeiros grupos de discussão sobre assuntos aleatórios e fantásticos, enquanto todas as praças aguardam em formatura. Em suma, a OM fica parada por quase uma hora e depois se estende o expediente após o horário. Definitivamente, isso não é GQT. A parada pode ser feita por e-mail e os assuntos individuais, tratados individualmente...

· Assunto grave e delicado: caixa de economias. Se, hoje mesmo, o governo dobrasse nossa etapa de alimentação, melhoraríamos o padrão do nosso rancho ou dobraríamos nossa receita? Se é difícil trabalhar na escassez do orçamento, que se apliquem pelo menos os recursos corretamente na sua previsão legal. Não existem "sobras lícitas", pois na realidade não há sobras. Esta sobra artificial é criada quando se estipulam metas financeiras a serem atingidas em detrimento da qualidade de vida de nossas tripulações; como, então, exigir comprometimento? Como ser leal com quem nos retira o bife para comprar parafusos, tinta e souvenires para autoridades?

Se não há previsão orçamentária para nossas despesas correntes e manutenção dos meios, então que nossos almirantes parem de ter medo de apertar quem se deve, nosso governo (se bem que apertar a própria Força é mais fácil e não arrisca a nomeação para cargos na ONU), e EXIJAM que sejam repassados os recursos necessários. Mas o que vi todos esses anos é que é mais cômodo exigir a excelência dos mais modernos, exaltando a "criatividade", como ouvi em tantas Ordens do Dia, quando na verdade não existem ferramentas adequadas, computadores em condições de uso ou nem sequer pano para limpeza, que deve ser reaproveitado até depois de rasgado. Esse é o exemplo de coragem e abnegação a ser seguido no Bicentenário de Tamandaré?

· Finalmente, o mais grave, por se tratar de crime: química. É inadmissível que se exija dos subordinados que se mascarem notas fiscais a fim de burlar o controle orçamentário que a própria Marinha idealizou e exportou para a Administração Pública com tanto orgulho. É desnecessário me aprofundar neste tema, mas eu alerto a todos que julgam que "os fins justificam os meios" que a grande quantidade de oficiais descontentes que foram aprovados como Analistas do TCU e na Polícia Federal recentemente pode vir a mudar o destino de quem tem grande prazer em resolver os problemas de bordo a qualquer custo, se achando acima da lei, ou que pensa que pode se explicar a um magistrado dizendo que o fez "em prol do serviço".

Oficiais que desejam fazer o que julgam correto são mal vistos e retirados de suas funções para não atrapalharem o "bom" andamento do serviço. E isso também se aplica à venda ilegal de óleo combustível. Embora não haja espaço nesta carta para citar todos os nossos vícios, como, por exemplo, a forma amadora de condução do reparo de um navio, esses são, no meu ponto de vista, alguns dos principais problemas geradores da desmotivação que se alastra pelos Oficiais Subalternos e Intermediários na Marinha, e são a causa do êxodo que vem ocorrendo. Eles são mutáveis, pois são concernentes à postura das nossas autoridades.

A pena que as FFAA e, em especial, a Marinha, pagarão, se não corrigirem este problema postural, será ter uma lacuna irreparável em seus postos a médio e longo prazo. Se nossos almirantes decidirem descer dos pedestais e encararem a situação como homens valorosos que são, entenderão que este é um momento de guerra e medidas difíceis devem ser tomadas. Entendam: esta Força, como hoje conhecemos, não vai subsistir, nem de um modo, nem de outro.

Se essas mudanças não forem feitas agora, as baixas em massa serão cada vez mais freqüentes e mais fortes, e, quando o remanescente da minha geração chegar ao comando, as fará. Se forem tomadas agora, a Marinha se tornará um lugar agradável de se trabalhar e muitos corações que hoje estão inclinados a sair podem retroceder. Não se enganem, existem Aspirantes do 2º ano estudando para concursos, e também Capitães-Tenentes em postos-chave, sendo que a média de espera para aprovação em um concurso é dois anos. É uma decisão a ser tomada rápido, antes que haja um colapso administrativo, e não existe como prender as pessoas com ameaças de indenização de cursos – o que, aliás, é inconstitucional.

É hora de rever as políticas de motivação e de aposentar o "Manual de Liderança da Marinha": parar de movimentar militares contrariados quando houver voluntários; respeitar a programação de férias que o militar fez com sua família com seis meses de antecedência; não tocar regresso geral fim-de-semana para comparecer a uma regata (teoricamente, isso é lazer); não exigir de todos nós que demos um "jeitinho" quando não houver previsão orçamentária (o famoso "fazer no amor"); não colocar como prioridade do nosso serviço o apito para lanchas de autoridades, sob o risco de receber uma mensagem exigindo apuração do fato; parar de achar que nossa oficialidade vai ter como sonho de vida tão somente esperar talvez ser Almirante dentro de trinta anos.

Estas medidas surtirão muito mais efeito na qualidade do nosso trabalho do que qualquer "Programa Netuno", recém-divulgado, que já nasce com uma incongruência típica: enquanto toda a Administração Pública Federal terá oito anos para sua implementação, a Marinha implementará seu "pacote de qualidade" em um ano, com a famosa fórmula "embrulha e manda", se valendo do mascaramento de índices e avaliações.

Quanto a mim, sei que vou servir melhor ao meu País no TRE do que na Marinha, porque cansei de servir com amadores. Cansei de jogar dinheiro pelo ralo e de ver boas idéias se perdendo num labirinto de vaidades, priorizando-se limpeza e arrumação ao invés de segurança nacional. Cansei de pertencer a um celeiro de alcoólatras e pais ausentes; terei efetivamente tempo para me dedicar à minha família e viver dignamente, como não faço desde 19 de janeiro de 1998.

E se alguém que ler esta carta se propuser a refutar meus argumentos, estarei à disposição, pois nunca fui de me fechar ao debate por uma simples questão hierárquica.

MARCIO DE ABREU PRAÇA CARDOSO foi Primeiro-Tenente (RM2) e atualmente é Analista Administrativo do TRE-RJ

73 comentários:

Anônimo disse...

"A carga horária semanal não deveria, constitucionalmente, exceder as 44 horas semanais."

Deve-se observar a regra disposta no art. 7º, XIII, da CF; sendo o que exceder a 44 (quarenta e quatro) horas semanais computada como hora extraordinária.

Anônimo disse...

Não se enganem: a quantidade de oficiais estudando para concursos público é gigantescamente alto!!!
E muitos daqueles que não estão estudando, estão muito insatisfeitos (apesar de não externarem para não "sujar" a carreira).
Idiossincrasias idiotas, baixos salários, chefes vaidosos, carreirismo intragável, "químicas" nas caixas de economias, excesso de pintura e falta de operação, liderança "surreal", tradições retrógradas, equipamentos obsoletos, carga de trabalho estressante, almirantes "frouxos", Capitães de Mar-e-Guerra obcecados com o almirantado, Capitães-Tenentes obcecados com o primeiro comando de navio, Oficiais obcecados com a 2ª viagem de ouro durante o curso de Aperfeiçoamento, instrutores desqualificados e galgados a função através de "cocha", formação na Escola Naval numa "bolha" de Villeganon chamada "Parte Alta da Ilha", exaltação à ausência da família na "vida naval", licitações ilegalmentes fracionadas, são apenas alguns pontos desconhecidos pela sociedade. E o pior: os oficiais-generais fingem que essa crise não existe e que o problema está nos jovens de hoje.

JOSÉ disse...

Prezado MARCIO ABREU. Boa noite.
Já vi esse filme em “priscas eras”!
Como você,desde criança, também nutri o desejo de ser militar. No início dos anos 1950, ingressei, por concurso, no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Ao concluir o curso ingressei na AMAN. Logo, a minha “ficha” caiu! Comecei a questionar as ordens que achava absurdas. Ja viu, né! Fui devidamente detonado. Encarei a vida civil. A partir de então encontrei o meu “norte” na área de ensino, onde trabalhei quase 40 anos. O SISTEMA determinou que a profissão era um “sacerdócio”, para agradar a patuléa e constranger os profissionais da educação. Impuseram grades curriculares absurdas, que não faziam nenhum sentido para o aluno.
“Dar aulas”, qualquer um dá. ENSINAR, eis a questão! Lutei como pude e, tentei nos meus locais de trabalho colocar em prática a idéia, que devemos respeitar nossos alunos e tornar a aula num processo agradável (mesmo com a escola caindo aos pedaços) em que eles sejam estimulados a refletir sobre as colocações feitas. Professor não é repetidor de conceitos de livros. Há que ter criatividade, principalmente na minha área (Química), para que a “corrente” do saber evolua. Fui derrotado, mas continuei lutando.
Como dizia Rui Barbosa,“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado”.
Aproveito o “gancho” para colocar meu comentário de ontem.
“Concordo integralmente com você
Pensava que eu estava “pirando”, pois há muitos anos (“bota” anos nisso) venho observando esse fenômeno: a lenta, mas progressiva implantanção de políticas (principalmente na área da Educação, onde atuei 40 anos) que, subliminarmente, levam o indivíduo a não raciocinar. E mais, não imaginar! Hoje, todo o processo educacional se direciona a um “formato” tipo prato-feito. A leitura, sem figuras, que nos leva a imaginar é desprezada por 99% dos que deveriam estimulá-la.
Observo essa tendência, desde a “reforma” de 1962, na educação nacional. Quase ninguém, tem “saco” de ler textos como o seu e muitos outros brilhantes “bloguistas”.
Lamentável. Mas vamos seguir um velho “ditado”: ‘Água mole em pedra dura tanto bata até que fura’.
É isso aí.
Um grande abraço,
Braga.”
Espero que você e os que lerem este comentário possam aprimorá-lo.
A luta que se trava hoje, não é ideológica, mas sim das TREVAS x LUZ! Não dá para ficar em cima do muro.

Anônimo disse...

Logo, logo, o Jornal Nacional mostrará alguma operação da Polícia Federal (de repente: Operação Tamandaré, Operação Sobras Lícitas, ou até mesmo Operação Químicas Navais...) prendendo oficiais da Marinha por licitações fraudulentas, improbidade administrativas, etc...
O negócio é feio e a Inteligência da Marinha sabe disso faz tempo...

Sargento da Marinha disse...

Caro Serrão, parabéns por divulgar o que vai por trás dos nossos verdadeiros problemas. Sou Sargento da Marinha com 21 anos de serviço, e agora estou me sentindo bem representado pela carta do Tenente MARCIO DE ABREU e pelo seu Blog, já que, quem deveria nos representar está preocupado apenas com as suas carreiras e não com os verdadeiros problemas da Marinha e da Nação. A carta do Tenente Marcio de Abreu é a pura verdade do que se passa na marinha (marinha em minúsculo mesmo), pois os nossos comandantes só estão preocupados com suas carreiras e para isso, não é necessário ser bons militares combatentes, e sim, ter sempre um whisky 12 anos para oferecer aos Almirantes visitantes, como bem dito pelo Tenente, pintar muros das OM e costados de navios velhos e obsoletos, com canhões que não atiram e foguetes que não funcionam, para mostrar para o almirante que só está preocupado com um cargo na ONU ou na IMO, que o navio está pintado e tudo funcionando, tudo mentira, está pintado e arrumado, mas não funciona nada.

Um outro exemplo foi à compra de Contratorpedeiros antigos, velhos e sucateados dos Americanos, denominados (Classe Pará), Navios com um eixo apenas, que são bem empregados especificamente na Guerra Anti-Submarino, serve muito bem para a Marinha dos Estados Unidos, que tem diversas classes e tipos de navios para emprego diversos, para nós não serve, pois temos poucos recursos. Para nossa Marinha teríamos que comprar navios de emprego geral, que pudessem operar nos diversos ambientes de guerra. Um navio que usa um combustível muito caro que não temos condição de manter. O Navio Pará, o 1º da classe, ficou 4 anos parado no AMRJ tentado mudar o seu sistema de propulsão, pois a Marinha não estava conseguindo arcar com as despesas com combustível dessa classe de navio e os resultados foram tão ruins que decidiram não tentar com os outros 3 navios, resolveram sucatea-los para terem peças de reposição. Compramos 4 navios e em 06 anos ficamos apenas com 1 navio.

Na maioria das vezes nossos navios se fazem ao mar sem nenhum armamento funcionando, fazemos apenas exercícios simulados. Às vezes os Comandantes dos Navios mentem, dizem que o navio está bom e operando para não ser queimado por seus superiores, preocupados apenas com suas promoções.

Porque vocês acham que morrem militares nos nossos navios, casos que na maioria das vezes não é divulgado. Porque a maioria deles funciona na base do gato, porque tinta não tampa buraco de rede de vapor, a rede acaba explodindo, só que quando isso acontece morre gente, como ocorreu no Porta Aviões São Paulo.

Quanto ao serviço, os MN da minha OM concorrem a uma escala de 2 por 1, são mal remunerados, exige-se muito deles e não lhes é dado nada, nada mesmo. Em uma semana ficam 3 dias retidos a bordo pelo serviço, no final de semana só tem um dia livre. Resultado dessa fórmula, faltas a bordo, problemas de disciplina, deserções, etc...

Na Organização Militar (OM) onde sirvo, me sinto um gerente de casa de show e festas. Constantemente está vindo uma autoridade a bordo fazer uma visita administrativa a OM. E o pior de tudo é que o intervalo entre uma visita e outra não é superior a 2 meses, e a OM nunca está pronta. A cada visita tem que ser pintado tudo de novo. Nas vésperas os militares ficam trabalhando até o por do sol, no dia da visita o regresso é geralmente mais cedo, cerca de 0600h.

Quando vou me despedir e pedir para ir embora, entre 1900h e 2000h, o superior olha para o relógio, insinuando que estou saindo cedo. Tenho mulher e filhos, como podemos manter nossos casamentos e nossas famílias com uma rotina como essa. Eu já vi Tenente chegar para se despedir do comandante as 1630h e só ser atendido às 2000h. Resultado. Um ano depois o Tenente pediu baixa do serviço ativo da Marinha.

Tem comandante que quando temos um feriado prolongado ficam fazendo terror, dizendo que tem que voltar alguém para bordo, que não pode atrasar o envio de documentos, e etc. Eu conheço um que tenho a nítida impressão que, por ele, nós não deveríamos nunca voltar para casa, que eu deveria trazer um colchonete e morar na minha sala, e não sair mais de lá.

Todo final de ano é a mesma novela. Temos um recesso por contenção de despesas, porém cerca de 40 a 50% voltam para trabalhar. Geralmente nessa época não tem comida para todos e o que tem é de péssima qualidade, como também foi dito pelo Tenente. Resultado temos que nos sacrificar e regressar para não sermos punidos.

Fico feliz que o Tenente MARCIO DE ABREU, tenha tido a coragem de escrever esta carta, que é na verdade um desabafo, fiel e verdadeiro do que se passa na Marinha. Creio que o tenente tem um sonho de que quando alguns de sua turma chegar ao poder que mude esta mentalidade, porém acho que esse sonho não se realizará, pois os mesmo também já terão ido embora, junto com muitos outros.

Parabéns Tenente MARCIO DE ABREU PRAÇA CARDOSO pela sua coragem. Parabéns Jorge Serrão por divulgar a carta do Tenente em seu Blog.

Anônimo disse...

Sou Major do EB. Logicamente a realidade que o Sr Marcio viveu é distinta da que eu ainda vivo, não só por sermos de forças diferentes, mas também por sermos de gerações diferentes. Concordo com ele em muitas situações que ele tingiu com experiências que lhe são próprias. Trabalhei por muito tempo na atividade fim e dela me afastei faz pouco tempo. Já fazem alguns anos que venho enxergando a realidade diferente do que eu a via nos verdes anos de minha mocidade. Entendo que nos distanciamos muito do Poder e hoje buscamos unicamente preservar a imagem do que éramos e que não somos mais. Nossa ausência de uma política de pessoal eficaz só agrava o abismo que temos hoje em relação aos entes decisores. Em que pese que esses entes são ideologicamente comprometidos, o que sela ainda mais o distanciamento daquilo que fazemos e aquilo que a sociedade vê que é realmente feito. Não vejo com bons olhos o que nos espera pela frente. As FFAA são uma das únicas colunas que ainda sustentam a estrutura de nossa nação. E essa coluna está corroida pela falta de incentivo que temos do meio externo e interno. E por falta também de liderança e esclarecimento do meio interno.

Anônimo disse...

Parabéns Jorge Serrão, por postar essa carta do Ex Tenente Marcio de Abreu. Realmente essa é a mais pura verdade, e ele ainda fez um resumo! Pode ter certeza que tem muito mais.

Anônimo disse...

Capitão-Tenente

Prezado Márcio,
a sua carta expressa de forma muito intuitiva e detalhada o que vem acontecendo com a nossa instituição. Por motivos que ainda não compreendo, temos uma cultura auto-fágica, onde, de forma impressionante, tudo é feito para prejudicar a nós mesmos. E como seria simples mudarmos esta postura!!!
Como um exemplo, posso citar o estacionamento no complexo do 1o Distrito Naval, onde as praças tem ordens expressas de multar os veículos, todos de oficiais, que por ventura estiverem ou passarem por algum local considerado inadequado. O absurdo é que estas multas são enviadas ao Detran!!! E como você deve saber, todos os carros possuem cartão de estacionamento, com suas devidas identificações!!! Quando vemos condutas internas como essas, percebemos que nossos chefes esquecem que são e que somos da mesma instituição. A palavra corporativismo não existe.
Faço minhas suas palavras, e digo mais, precisamos ter coragem para fazermos valer nossos direitos. É fato que nada conseguiremos através dos Oficiais que hoje nos comandam, e de mais umas duas ou três gerações que estão por vir. Todos ficam fascinados pelo poder e a partir de determinado momento da carreira passam a pensar em si próprios. É a próxima comissão, o próximo comando, a promoção por merecimento, o cumprimento expresso de "queromarinst", enfim...
É mais do que chegada a hora de nos organizarmos e retirarmos as poucas e corajosas esposas de alguns deste papel. E hora de termos a coragem de colocarmos as "caras" nas ruas e exigirmos nossos direitos, dentro da lei. Se não podemos fazer greves, nada nos impede de passearmos na Avenida Atlântica, ou no palácio do planalto num domingo de sol, com camisas que diga ao governo: "Vocês esquereceram de nós?" Devemos nos mostrar como homens de valor, que não podemos ser humilhados por um ministro da Defesa que se comporta como um rei. Não podemos ser usados por um presidente incompetente, inculto e arrogante, eu vem massacrando a classe média em nome de um projeto pessoal de poder e que quer nos usar para expulsar brasileiros legítimos de suas terras em Roraima, em nome de uma preservação de área indígena. Sabemos os seus reais interesses, e a Venezuela agradece. Somos brasileiros, que trabalhamos pela unidade e segurança da nação, mas que somente chamam por nós quando estão em apuros. E pelo andar da carruagem, prezado amigo, quando precisarem de nós, não estaremos lá para socorrê-los, e aí, seja o que nosso bom Deus quiser....

Um grande abraço!!

(Sugiro que mande sua carta ao "General Jobim" e aos comandantes de força)

Anônimo disse...

Em primeiro lugar, acho que esse ex-tenente começou escolhendo errado o seu caminho, pois ele entrou na Marinha, conforme ele mesmo disse, "em busca de prestígio e estabilidade..."
Deveriam ter alertado a ele que a Marinha, o Exército e a Força Aérea, enfim, as três Forças armadas, não são uma "profissão" como outra qualquer: Tem que haver vocação, pendor, vontade mesmo...não encarar como um emprego comum.
É uma pena que a Marinha tenha deixado você, e outros como você, se formarem oficiais, com uma idéia completamente errada sobre o tipo de atividade que deveriam exercer.
Acredito que essas instituições, referindo-me às três Forças, não precisam de gente como você, que trabalham insatisfeitas. Digo isso pois sei que ninguém o obrigou a entrar na Marinha.
Armadas, apesar de todo o revanchismo remanescente da época do regime militar, ainda são instituições que gozam de alta credibilidade perante a população desse país.
Sei muito bem o que é uma contagem de paiol (almoxarifado), também sei o que é um cerimonial de autoridade...fiz muito isso na vida,e nem por isso me achei humilhado.
Acho que o ex-oficial deve estar mesmo muito "magoado", pois procurou "qualidade de vida" dentro de uma máquina de guerra.
Ademais, a não ser que ele seja um gênio (como ele se auto-proclama), um primeiro-tenente não possui, nem de longe, a experiência para avaliar uma instituição secular como a Marinha do Brasil.
Espero, sinceramente, que ele não se decepcione com o seu novo "emprego".
Eu, bem como aqueles que acreditam na Marinha do Brasil, permaneceremos trabalhando em prol do país, e muito satisfeitos, porque vários tenentes "Cardosos" continuarão a sair, procurando seu prestígio em outro lugar, já que não tiveram competência para conseguir na Marinha.
Um abraço a todos os que leram esse comentário.
PS: A quem acusa cabe o ônus da prova.
Lave a boca para falar da Marinha.

Anônimo disse...

Acho que a marinha deve selecionar melhor seus oficiais.

Sargento do Exército disse...

O pior disso tudo meus caros irmãos de farda (sem querer acusar ninguem), é que ninguém, mas ninguém faz nada e não fala nada, estamos largados a propria sorte nossos chefes estão a frente de uma tropa e para ela não têm o que dizer, e pior deixando serem criados mecanismos internos onde só se vê regressão na acenção da carreira, como ja se não bastasse o sucateamento dos nossos equipamentos da atividade fim e o parco salário frente a outras carreiras. Juro que não esperava a vinte anos atráz que meu último terço de carreira fosse ser do jeito que está hoje. E pior sem expectativa nenhuma e há ainda quem fique rastreando de onde partem estes desabafos. É muito triste mas é muito decepcionante você entrar para uma carreira que te exige dedicação exclusiva, e você acreditando na instituição, depois ve que as coisas lhe foram sendo tiradas aos poucos e nada fizeram.

Anônimo disse...

Fundamental se faz a reflexão por parte de todos os militares quanto ao fato de que não somos mercenários. Concordo com muitas coisas apresentadas pelo ex-tenente e com outras discordo. Somos individualidades e ele teve objetivos particulares para ingressar na carreira militar e eu tive os meus. Todos os comentários se complementaram no sentido de que somos profissionais diferentes e por isso temos que nos diferenciar dos civis quanto às nossas expectativas e saber entender que as frustrações podem ser encontradas em qualquer profissão. Necessário porém que entendamos que nossa instituição Forças Armadas, em especial o Exército que faço parte há quase 30 anos, está defasado em termos de valorização de seus quadros. Mesmo que tardiamente nos adequamos às sistemáticas de gerenciamento administrativo, quer por meio de processos, quer por meio de sistemas e meios de tecnologia da informação. Mas numa situação de repressão social em que vivemos, toda melhoria de vida deveria ser experimentada. E não é o que realmente se vê. Se experimenta mais do que nunca o aumento dos interstícios de promoção; a ausência de esclarecimentos acerca da situação salarial; entre outras. Não somos máquinas. Somos guerreiros que vivem exclusivamente em função da defesa da Pátria, mas temos dignidade e isso está sendo esquecido. Não por governo. Mas pelo Estado. E nesse estado eu incluo as instituições que tem que lutar pelos seus soldados para que seus soldados sintam-se irrestritamente com os olhos voltados para os interesses desse Estado. Não somos mercenários. Mas somos seres que tem como combustível único a dignidade. Sou Major do Exército e me orgulho de que a Nação de mim precisa para sobreviver.

Anônimo disse...

Ao anônimo que escreveu "Lave a boca para falar da Marinha" deveria, pelo menos, se identificar e não postar o seu amor à Marinha anonimamente.
Este anônimo (o que já é contraditório: se tem tanto amor pela Marinha, pq não mostra a sua cara???) deve ser mais um carreirista que vive numa bolha, totalmente desligado da realidade...
Só quem é idiota não sabe que a maioria está insatisfeita. E insatisfação não significa desprezo pela instituição. Este anônimo apaixonado se equivoca completamente ao afirmar que o ex-Tenente não creditam na Marinha; este anônimo exalta a sua experiência frente ao inexperiente ex-Tentente, mas demonstra que sequer sabe interpretar um texto!!!
E digo mais, a alta credibilidade das FFAA que este marinheiro de corpo e alma se refere tem caído e perdido posíções para outras instituições como a Polícia Federal (sem contar que a sociedade não tem conhecimento do alto grau de corrupção que compromete a Marinha... ou este anônimo consegue ser mais ingênuo que o ex-tenente em pensar que a quantidade de licitações ilegalmente fracionadas e "químicas" com a prática da Caixa de Economias não são procedimentos comuns em diversos navios!!!).
Um outro detalhe: em nenhum momento este anônimo "I love the Navy" se dispôs a criticar as mudanças necessárias e urgentes propostas pelo ex-tenente. E é justamente esta visão míope que o ex-Tenente brilhantemente escreveu.
Mas essas respostas são normais diante de militares recalcados que não aceitam jovens larguem as FFAA em busca de profissões que são tão importantes para o progresso do País, com um salário invejavelmente melhores e com uma qualidade de vida inegavelmente superior. O recalque e tão grande que ainda joga aquela conhecida maldição: "tomara que não se decepcione na sua próxima profissão". Não faça isso anônimo. vc deve ser um oficial experimentado, deve sempre desejar o melhor, somos todos brasileiros!!!
Pra finalizar: notem bem o espírito auto-fágico desse anônimo: ele afirma que por ser uma "máquina de guerra" (sic) (apesar dessa máquina estar mais pra máquina de festas ou máquina de coquetéis de almirantes) não é possível haver qualidade de vida. Santa Paciência!!! Falta-lhe liderança!!!
Mas esquecendo essa declaração falaciosa de amor à Marinha desse anônimo, o fato é que mudanças devem ocorrer e que a Marinha do Brasil perde excelentes oficiais porque existem vários anônimos que não têm a coragem moral para reconhecer os graves problemas que acontecem dentro da corporação!!!

Capitão-Tenente disse...

Companheiros, acabou a época do sacerdócio!! Somos diferentes e sabemos que somos. Mas os tempos são outros. Precisamos de salários dignos, de condições dignas de trabalho e de nos vermos como um grupo. Sou Capitão-Tenente, e assim como eu existem vários jovens oficiais muito insatisfeitos, contudo, ainda não foram embora (e capacidade intelectual não lhes falta) porque têm esperanças que algo mude. Eu, particularmente, concordo com todos os pontos explicitados pelo nosso jovem ex-tenente. É por causa dos "sacerdotes", que "incrivelmente" perderam a coragem após 1985, que nós, os mais jovens, estamos nesta situação. Vários de nós, e eu me incluo, estamos ávidos pela ocorrência de alguma situação que nos force a ação com armas. A revolta é grande, senhores. A insatisfação é maior ainda. Querem brincar com quem tem armas, e acima de tudo, inteligência.... Senhores, não podemos ficar calados!!! Nada nos impede de agirmos. Já que não podemos fazer greves, que façamos outra coisa, dentro da lei. É triste que nossas esposas tenham que lutar por nós. Isso mesmo, guerreiros que somos, permitindo que nossas mulheres se arrisquem! Que vistamos camisas, coloquemos adesivos em nossos carros, a despeito dos "sacerdotes", que certamente já fizeram suas carreiras, e moram em condomínios da Barra da Tijuca, tudo isso às custas de muito trabalho, é logico, mas que vão dizer que não podemos fazer isto, pois seus benefícios já estão garantidos. Por causa deles estamos sob esta ridícula LRM. Por causa deles ainda temos o ridículo benefício de pensão militar para as filhas. Por causa deles ainda somos vistos, pela imprensa, como parasitas da nação! O futuro está com aqueles que ficam, e cabe a nós, jovens oficiais, COMANDARMOS este navio, pois ele está afundando. Coragem, senhores, coragem!!! Aos sacerdotes, por favor, fiquem calados, sentados em cima de sua covardia, e não nos atrapalhem!!!!
Por incrível que pareça, temos que dizer: "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!!!".

Um grande abraço!

waldemir disse...

não tenho, mas gostaria de ter, o e-mail deste verdadeiro militar (pena q sem fardda). Eu sou da reserva do Exército e como ele passei boa parte do meu tempo tentando mostrar q a inteligencia passa longe daqueles que comandam as FFAA. As ações (e omissões) apontadas pelo signatário não sã privilégios da Marinha mas, acredito eu, das três forças, haja vista que os chefes comungam das mesmas idéias antiquadas. A Constituição, a lei e os ordenamentos administrativos, estes quando coerentes, são esquecidos, ignorados ou pisoteados pela prepotência do chefe de plantão. Os carreirístas, que não se preocupam com a situação geral, apenas estão nas FFAA para lustrar o cinto, o coturno e marchar direito, mantendo o status quo, sem inovações ou grandes mudanças, haja vista que seu objetivo é um: a maior estrela da constelação. O brasil é um apís onde não há lugar para os problemas globais, apesar da globalização, cada um se preocupa com seu pequeno mundo e de como faze-lo girar, buscando proveito na orbe maior que o rodeia. Infelizmente o signatário terá uma decepção quando seus contemporâneos assumirem as funções de comando contra as quais ele rebelou-se. Esles estarão corroídos pelo sistema e comprometidos com as ações contrárias ao que pensa um segundo tenente em virtude de procedimentos repetidos e destinados a manter a forma e o foco combatidos na carta do Marcio. Espero que este depoimento tenha servido para mostrar uma realidade que não é, como disse, privilégio da Armada, porém, mesmo assim, tenho, mesmo na reserva, a esperança que surjam militares capazes de conduzir o futuro dsa FFAA com a coragem e a inteligência que são necessárias para mostrar ao povo brasileiro que são organizações com as quais poderá este ontar em caso de perigo na ordem democrática constitucional. Sempe ouvi dizer que o soldado é superior ao tempo. No entanto, minha contribuição sempre foi no sentido contrário, ou seja, a misssão é suprior ao tempo e deverá ser de tal forma necessário que otempo se torne insignificante diante da necessidade.

Anônimo disse...

Esses tipos de carta têm pululado com o uso da internet. Pessoas, em geral jovens oficiais, que saem do meio militar e que vão para um outro emprego. E saem reclamando por diversos motivos. De certa forma, estão fazendo aquilo que o "General" Jobim mandou: "aja ou saia, faça ou vá embora".
A primeira coisa que me vem à memória quando me enviam por e-mail uma carta dessas é o filme Titanic: os que pulam fora e os que ficam bebendo uísque ou tocando violino. Essa é a imagem que essas cartas, ou mesmo na conversa com as pessoas que "pulam fora", que é passada aos interlocutores. Porém não é bem assim.
Em primeiro lugar não é assim porque o navio não vai afundar tão rápido. Vamos passar, outras gerações vão passar, mas as Forças Armadas e o Brasil continua, ou deve continuar.
Em segundo lugar, não é assim porque a grande maioria, na sua essência, dos que ficam, não querem apenas "empurrar com a barriga", mas sim melhorar a situação. Esse é um dos motivos que me prende à caserna. Eu quero melhorar. Quando eu entrei, era só esporro, só mijada, OK algumas eram corretas, outras até hoje penso que foram desnecessárias. Atualmente o número de mijadas é infinitamente menor, pelo contrário, olhem só, eu é que dou as mijadas. Mas as chamadas de atenção, a melhoria das condições, tudo aquilo que posso, faço da melhor forma possível, como gostaria que meu chefe fizesse. Hoje no ambiente (minúsculo ainda) que lidero, esforço-me por torná-lo o melhor possível. Ah! mas uma coisa que vislumbrei nos primeiros dias quando pisei em um quartel, hoje eu estou como subordinado, amanhã posso estar como comandante. E aí, quando esse momento chegar, posso melhorar aquilo que achava errado mas não podia corrigir.
Terceiro, apesar de, na grande maioria das vezes, aqueles que "pulam fora" dizerem que não o fazem por maiores salários, eu os pergunto: se o salário dos militares hoje fossem 5 vezes maiores, ou seja, por exemplo se um tenente recebesse R$15000,00, você não ficaria em pé? Respondam do fundo do coração: sim eu ficaria até plantando bananeira, sem qualquer problema. Porém quando uma pessoa nega que saiu só por dinheiro, parece-me que no fundo ela apenas não quer ser tachada de mercenária. Eu compreendo. É do ser humano!
Por fim, já me alonguei demasiado, eu proponho ao Marcio e a tantos outros que saíram, daqui a dez anos escrevam uma nova carta, contando aos militares que ficaram, como é ser auditor, juiz, policial federal, perito etc.. Possivelmente, sem querer ser, agora sim, pessimista, se vocês falarem do fundo do coração (OK eu não tenho uma bola de cristal para afirmar isso com segurança), possivelmente, vocês nos dirão que tudo é a mesma b... burocracia. Sim, a mesma maçada, porém vocês vão estar com as poupanças cheias...e não vão ligar a mínima para isso.
A conclusão que chego é que, sim, há um navio afundando, mas não são as Forças Armadas, companheiros, mas sim, infelizmente, o Brasil.

lobão disse...

Sou Major do Exército Brasileiro e acredito que a hora de agirmos já chegou. Há muito, desde que entrei no EB vejo minha atividade ser linchada diariamente por setores que não conhecem 1% do que fazemos ou de nossos valores mais sagrados. Chega dessa enganação e desse menosprezo. Entendo que os quadros mais antigos são mais institucionalistas e acreditam nas providências a serem executadas pelo escalão superior. Mas eu pergunto: Qual o escalão superior das Forças Armadas? Jobim, o genérico que nos disse acintosamente que daria resposta a quem reagisse ao livro comunista não menos acintoso? Lula, o que não sabe de nada nunca? O PT? Chavez? Chega. E que algum herdeiro de Ozório apareça empunhando sua espada pois a minha já está polida faz tempo

Anônimo disse...

Ao anônimo que disse que "a carta têm pululado", algumas considerações...
Primeiro, se ele diz que o navio das FFAA não está afundando, mas o Brasil: que aberração!!! Esse pensamento é o que todos devem conhecer. Como pode o País "afundar" sem que as FFAA reajam??? Mas é isso que acontece entre as autoridades das FFAA: Sabem que o Brasil afunda, mas a "imagem" da instituição continua "impecável". E acham impecável sim!!! Tanto que nenhum anônimo que se dispôs a exaltar a Força e criticar o ex-Tenente teve a coragem moral de argumentar sobre os dados da carta do ex-tenente: há problemas graves (alguns até criminosos), existe uma evasão de quadros que não é comum na maioria das instituições públicas (que não estão preocupados somente com o dinheiro, apesar da contestação deste anônimo: como já foi falado o recalque é enorme; não aceitam que jovens competentes possam continuar servindo a Pátria em outra instituição, sendo reconhecidos pelo que fazem e tendo uma qualidade de vida dentro dos padrões mínimos) e que as FFAA não estão em condições de cumprir integralmente o seu papel constitucional...
Pra finalizar, gostaria de ressaltar a mania que os mais velhos sempre demonstram quando o assunto é o quadro atual: dizer que "no meu tempo, era eu era mais cobrado, no meu tempo cadete não tinha moleza, no meu tempo segundo-tenente não tinha vida boa que tem agora, etc,etc" É o típico papo de dizer que antes eles eram melhores, etc... Coisa de velha-guarda saudosista que não consegue entender o mundo de hoje e os seus desafios!!!!!

Anônimo disse...

AS FAA NÃO TEM POLÍTICA DE RECURSOS HUMANOS, TEM SIM POLÍTICA DE INVEJA, SOBERBA, IGNORÂNCIA E FALTA DE HUMILDADE. OS ALMIRANTES GOSTAM É DE WHISKY E QUEREM SER ADIDOS NO EXTERIOR, É O MÁXIMO QUE PODEM ASPIRAR. HÁ 40 ANOS ATRÁS QUANDO DA IDA PARA A RESERVA, AINDA FICAVAM EM ALGUMA ESTATAL (PETROBRAS, CVRD, BNDES, BB, BACEN, CEF, NUCLEBRÁS, FURNAS) MAMANDO NAS TETAS DA VIÚVA. MUITOS RECEBEM AS DUAS APOSENTADORIAS PQ CAIRAM FORA ANTES DA CF 1988. TEMOS UMA ESQUADRA FULEIRA, UM PORTA AVIÕES MULAMBO E VÁRIAS EMBARCAÇÕES PARADAS. PERGUNTA: PARA ONDE VAI O DINHEIRO QUE SE ARRECADA COM AS "TAXAS MARÍTIMAS"????
O ÚLTIMO A SAIR APAGUE A LUZ!!!
LI OS COMENTÁRIOS E NINGUÉM DESMENTIU O ANALISTA DO TRE. PARABÉNS AO MÁRCIO PELA LUCIDEZ E TRANQÜILIDADE EM SUA CARTA.
CENTENAS JÁ SAIRAM DAS FAA, E MUITOS MAIS SAIRÃO, EXCELENTES PROFISSIONAIS QUE PELA PRECÁRIA POLÍTICA DE RH ESTÃO MUITO BEM EM OUTRAS ÁREAS (PÚBLICA E PRIVADA). ACREDITEM: MUITOS OFICIAIS DISSERAM QUE O MÁRCIO ESTÁ DESPEITADO!!! SE ELE ESTIVESSE ASSIM ELE NÃO SAIRIA DA MARINHA. O MÁRCIO NÃO DESDENHOU DA MARINHA, ELE CRITICOU OS HOMENS DA MARINHA, OFICIAIS VAIDOSOS E SOBERBOS, QUE DEIXAM OS SUBORDINADOS ESPERANDO VÁRIAS HORAS SÓ PARA MOSTRAR QUEM MANDA! DESPEITADO O MÁRCIO?! QUANTOS OFICIAIS FAZEM MESTRADO E DOUTORADO E SÃO POSTOS EM FUNÇÕES DIVERSAS, OPOSTAS À ESPECIALIZAÇÃO FEITA? EU CONHEÇO UMAS DUAS DEZENAS.

Anônimo disse...

Pobre Baía de Guanabara...
Quão sofrida és pelos óleos derramados por aqueles que existem para protegê-la!!!
Nas caladas das noites, a partir dos porões das bravas praças de máquinas, quanto óleo é despejado, fazendo tuas belas águas já poluídas ficarem ainda mais turvas.
Se não basta a lei, se não basta as tradições marinheiras, o que pode estancar tanta maldade?
Cuida-te, oh Marinha do Brasil!!! Manda teus comandantes pararem com esta desumanidade que aflinge o meio ambiente.
A Baía da Guanabara não é tua... Ela é cartão postal da nossa Cidade Maravilhosa.

Anônimo disse...

O Tenente CARDOSO esqueceu de mencionar que sua experiência na Marinha resumiu-se a Escola Naval, um navio e o período em que ficou vagando pelas OM da Diretoria de Hidrografia e Navegação, DHN, onde conseguiu uma vaga no disputadíssimo curso de Hidrografia. Como chegou atrasado, decidiu-se pagar outro curso de nivelamento, utilizando-se recursos da Caixa de Economias, ou seja, dinheiro proveniente das SOBRAS LÍCITAS DO RANCHO, que ele diz que não deveria existir. Mas mesmo sendo admitido para integrar a hidrografia brasileira, de alto conceito, cuja excelência do serviço é reconhecida no âmbito internacional, o tenente Cardozo jogou o curso pelo ralo, e ficou vagando pelas OMs da DHN, sem nenhuma responsabilidade, enquanto aproveitava esse período para estudar para o famigerado concurso público. Apesar de muita coisa do que disse infelizmente corresponder a realidade, tb tem muita coisa que não passa de interpretação distorcida e simples opiniões de um jovem oficial, que se estivesse realmente interessado em melhorar alguma coisa, não se restringiria a pular fora e divulgar pela internet uma carta que denigre a instituição da qual faz parte.

Anônimo disse...

Ao último anônimo: fazer críticas (onde muitas delas o anônimo concorda que "muita coisa corresponde a realidade") significa "denigrir" a Instituição?
Pior que "denigrir" a Instituição é denigrir pessoas, que é o que este anônimo insinua no seu comentário. Final das contas: este anônimo é farinha do mesmo saco, apesar de se sentir traído e recalcado com o ex-tenente...

Anônimo disse...

sargento da MB,

Li alguns comentários de militares , dizendo que o ten cardos não possuía vocação para a carreira militar, bem como pendor, entusiasmo ....etc.
Pois bem , a verdade é que quando entramos na MB e , com serteza não é diferente nas outras forças , não nos faltam os valores citados à cima e até muitos outros . Mas o tempo vai passando e os nossos olhos vão se abrindo , começamos obsevar certas atitudes, principalmente dos nossos superiores. EX: quando me formei na escola de apredizes-marinheiros minha turma foi movimentada para o Rio de Janeiro , após 5 anos descobrimos que tinhamos direitor de receber a movimentação, moral da estória , já havia prescrevido o prazo para que coseguissemos requerer esse direito transcrito na lei. Agora eu pergunto sera que esse dinheiro não foi enviado para a diretoria de ensino ? Com certesa sim mas não chegou no nosso bolso . Resumindo , eu acho que os senhores já sabem o que eu quero dizer...
hoje decorridos 17 anos na MB não me arrependo de ter continuado minha carreira e , ainda continuo entusiasmado , apesar de tudo que já passei na MB.

Anônimo disse...

Estamos cansados de por "motivos maiores de serviço". como visitas de autoridades civis e militares, ter que passar o resto do mês comendo macarrão ao alho e óleo. ter que consultar a escala extra de serviço, (pois haverá formatura de uma faculdade qualquer), e por isso o auditório foi alugado, e nós militares de baixo escalão somos escalados fora de uma escala já sacrificante, além de ter que controlar trânsito a bordo e acessos para a devida cerimônia, temos que garantir a segurança do evento até o fim da mesma. dentre esta e outras, são tantas que poderia eu, ficar digitando acontecidos inacabáveis em tão pouco tempo de trabalho e poucas OMs percorridas.

Anônimo disse...

gostaria de alertar a respeito da carreira dos praças da Marinha, que entre um comando e outro, doses e doses, decidem modificar o PCPM, que já está em sua sétima revisão, sempre com modificações comprometedoras para quem ja fazia jus a planos anteriores e sempre sendo prejudicado com tais mudanças impensadas e mal elaboradas e administradas. grato

Anônimo disse...

Como ST EB, fico estarrecido em ver que existem pessoas que tentam mascarar a realidade. São simplesmente idiotas, como esse que disse "lave a boca antes de falar da marinha". Tendo pena desta pessoa, pois é um pobre de espírito, um ser subserviente. Se prestarmos atenção veremos que muitos desses subservientes usam essas "desculpas" para se afastarem dos problemas caseiros, dos quais não consegue resolver, seja com a mulher ou os filhos. Este é um dos motivos de muitos filhos estarem com problemas sociais ou a esposa estar "pulando a cerca". Esta prática de química existe em todos os lugares da adm publ, seja por qq motivo. Como aconteceu no 11 BIMth, onde se construiu um muro gigantesco para mostrar um painel, que marcasse a passagem do cmt por aquele lugar. E esta comparação entre as entidades de reputação junto à sociedade, depende quais as entidades estão sendo comparadas. Aí é covardia. Sem contar que lá em Brasília é uma festa só com o dinheiro público, móveis (funcionais) embora proibidos pela legislação, taifeiros como se empregados domésticos fossem, etc. E ainda aparece um general jobim, criminosamente fardado junto com os cmt mil, e que não fazem nada e ainda permanecem presentes à atv.

Anônimo disse...

CARDOSO, VC JÁ TEM A GARANTIA DO MEU VOTO!

Anônimo disse...

Ex Cabo da Marinha
Sei que tudo isso é verdade, pq passei por coisas que até Deus duvida, como serviços extraordinarios que acabou com minha saúde. Ten. estou vc e nao abro!!!!!!!!!Valeu!!!!!!!!

Anônimo disse...

Meu voto também é dele!!!

Ten Concurseiro disse...

Folha Dirigida:
"Em todo o país, 1.259 eram esperados para fazer as provas, sendo 413 do Rio de Janeiro. Porém, 220 faltaram e apenas 1.039 jovens realizaram as provas. Segundo a Diretoria de Ensino da Marinha, foram convocados um total de 120 candidatos em todo o país. Todos os aprovados foram chamados. Neste concurso, foram registradas inicialmente 1.892 inscrições."

Em 2001 eram 4998 candidatos para EN...
ninguém mais quer...
E os que querem se decepcionam tanto, que acabam tomando ódio da instituição...
Os meios caindo aos pedaços, pensamento retrógrado e pessoal descontente.
O revanchismo por causa da ditadura não prjudica as FFAA e sim ao país. Se muitos não gostam de militares (principalmente os maconheiros que foram peseguidos durante a ditadura) e querem ferrar com as FFAA estão prejudicando ao próprio país, pois para o militar é muito simples estudar, fazer um concurso público e tirar a farda. Pronto. Não é mais milico. Satisfeitos?
Mas as plataformas de petróleo ainda estão lá, a amazônia tb.
Realmente reconheço que não tenho vocação alguma para exercer a carreira militar do jeito que está hoje: quando a prioridade é a preparação do navio para a cerimônia tal, coquetéis e todas as verdades que o 1T Cardoso comentou em sua carta.
E o nosso ilustríssimo LULA querendo fazer projetos com o FELIPÃO pra diminuir o grande êxodo dos jovens jogadores de futebol para o exterior.
E o êxodo dos vários jovens oficiais ( e praças) das FFAA?
idiota...

Anônimo disse...

Boa lição de casa:
Analisem o número de concorrentes ao Colégio Naval em 1995/1996 e vejam esta concorrência hoje...

Anônimo disse...

Que coisa, não?
Esse ex-oficial, seria sem dúvida, um ótimo presidente.
E por falar em presidente... Vamos formalizar a denúncia. O que acham?

Anônimo disse...

Um pouco mais acima, há declarações, possivelmente de oficiais superiores que estão caminhando para tão sonhada antiguidade e muito provavelmente, sentiram-se ameaçados com a denúncia. Devem estar pensando... "fui oficial subalterno e intermediário, nunca tive coragem de meter os peitos e fazer como esse fedelho fez. Se por acaso a ditadura voltar, acabarei com a arrogância desse imbecil." O vento está mudando. Até parece que os senhores não acessam o sitio do CHM.
Chega de macarrão com salsicha e risoto de cebola. Tomem vergonha na cara. Nós já sabemos quem é que manda. E os senhores? Quando é que vão aprender a mandar?
Chega a ser ridículo, o embuste, o nariz para cima e a forma de olhar cansada, como se fosse um bom jogador de futebol depois de uma partida, pagando uma de sabe tudo e mais um pouco. Que nojo!!!
Quero é distância... e muita.

Anônimo disse...

POESIA

Autofagia anacrônica de uma Nação

É fantástico sermos reconhecidos como os melhores no futebol e no vôlei
É fantástico sermos uma nação com uma mistura especial de culturas, raças, ritmos e credos
Com uma língua própria : “ o brasileirês” de um povo sempre sorridente e de braços abertos
Não somos brancos nem negros, não somos tupi nem Pataxó, cariri ou ianomani
Somos uma verdadeira miscelânea de feijão, arroz, açaí, banana, cachaça e tereré

“É fantástico ser brasileiro!”

O Brasil de hoje quer uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU
Mas não concerta a cadeira de sua “Casa” que foi corroída pela ética,
quer estabelecer a PAZ e assegurar os Direitos Humanos do Haiti
mas esquece de sua própria “ Palestina Carioca” onde a “Tropa de Elite” morre, onde o cartão postal se mancha de vermelho com o sangue dos que vêm,
É triste saber que o Coração do Brasil está sujo, doente, prestes a ter uma parada
Pior ainda é saber que o Coração está doente pelas inúmeras pizzas atravessadas em nossas gargantas
Chega uma hora que o corpo vai reagir!

Hoje somos pioneiros na exploração de petróleo em águas profundas, queremos maior autonomia e expressão internacional, porém
Ficamos sentados assistindo a diplomacia do chicote bolivariano !
É notável o sucateamento de nossa Defesa, internamente e externamente, prestes a surtar na maior crise interna que já se viu neste País, onde tinta recobre buracos, onde não há o Direito de se expressar, pois é engolido pela “Lei dos mais fortes”!
Onde pais de família vivem e morrem para um ideal esquecido de um Estado Soberano doente, onde os Chefes da Tríplice Defesa não conseguem enxergar a crise !
Não conseguimos ver um novo Sistema surgindo!
Nasce como uma “Fênix Vermelha” em uma espécie rara de
“Comunismo ditatorial”
Que esmaga tudo que está no seu caminho,
Plebiscito, Referendo, outorgar para ficar ?
De nada adianta estamos cegos e o “Tri” vai chegar !

Falamos tanto na Amazônia azul, na Amazônia verde,
por quê não falamos em “Amazônia vermelha”,
já que preferimos assistir tudo na poltrona de casa, ligamos a TV e assistimos a estatização do gasoduto verde e amarelo em “vermelho Cochabamba”
Qual será o próximo passo?
Se armar até “os dentes” e
anexar parte da Amazônia à “República Chavista”?

“Enquanto isso ficamos só assistindo”

“Ah... Amazônia!
Rica tu és em tuas veias vívidas ,
resistirás ao homem, ganancioso e insatisfeito?”

A “Fênix Vermelha” Bolivariana agradece ...

Autor A..C..
Cidadão orgulhoso de ser brasileiro !!!
Viva a liberdade de expressão !!!

Anônimo disse...

Venho aqui não digo parabenizar, mas pedir pelo menos, aos que concordam ou não, uma reflexão, sou funcionária civil da marinha e sei que se fizer uma pesquisa séria de opinião, surgirão não só o que foi falado, mas outras e outras coisas mais.
Ao lermos a carta, parecia a indignação não só de uma tenente, mas de todos nós que servimos, sejamos: praças, civis, oficiais.
Espero que seja um motivo de mudanças sérias nas instruções internas da marinha que em sua maioria ferem os nossos Direitos.
TALVEZ O TENENTE, por ser oficial, e gozar de ainda de "certo" privilégio não tenha passado ainda o que PRAÇAS E SERVIDORES CIVIS ASSEMELHADOS SÃO OBRIGADOS A PASSAR em termos de ARBITRARIEDADE.
POR EXEMPLO: "REVISTA - SÓ PRAÇAS E CIVIS ASSEMELHADOS SÃO REVISTADOS.
- RANCHO EM PÉSSIMAS CONDIÇÕES
- ALOJAMENTOS SUJOS
E poderíamos enumerar vários e várias irregularidades que nós como bem falado "AMORDAÇADOS" somos obrigados a nos submeter.

sargento da MB disse...

Sei que este comentario feito por esse experiente tenente, que tem uma visao verdadeira sobre o que e realmente a Marinha do Brasil. Eu sirvo a MB pelo menos uns 17 anos, e eu sei realmente a realidade da nossa Marinha, e tudo o que disse foi simplesmente a verdadeira face obscura em que a Marinha esconde a toda sociedade brasileira. Espero que com essa justa denuncia as autoridades tomem vergonha na cara e param de explorar a tropa. Eu sou um sagento, mais trabalho como um soldado com menos de um ano de serviço e com idade de ser meu filho. queremos justiça e nao exploraçao. Obrigado tenente com certeza todos os militares da MB esta te agradecendo.

Anônimo disse...

Sou funcionária civil da marinha, e li a carta do tenente, não com olhos de quem quer destruir, mas consertar a nossa Marinha.
Consertar o que homens cheios de vaidade e se achando acima da lei e da democracia insistem em não prestar contas daquilo que lhes foi dado, ou seja, o Patrimônio Público.
O dinheiro ali empregado vem de impostos, vem do Povo. Todos nós, sejamos servidores civis assemelhados a praça ou oficiais, Praças e Oficiais sabemos do "jeitinho" dado por "autoridades navais": seja em receber um material diferente da nota, seja em "apertar" o cardápio do rancho para que haja sobra de dinheiro para compra de outros materiais. E o interessante é que tem gente que diz: Se não for assim a Marinha não anda.
Sem contar nas arbitrariedades:
- só se revistar os praças e civis assemelhados;
- rancho desigual para oficiais e praças (tanto na parte de instalação como de cardápio, o de oficiais chega a ter ar condicionado)
- alojamento sem condições mínimas de higiene.
e se fôssemos falar da chamada e apelidada "química"... não sobraria tempo.
É sim tempo de refletir colocar no lugar as "nossas AUTORIDADES NAVAIS" como verdadeiros SERVIDORES PÚBLICOS, uma vez que servem ao BRASIL.

Anônimo disse...

ESSA CARTA É A MAIS PURA VERDADE.
SOU CAPITÃO-TENENTE DA MARINHA E POSSO DIZER QUE QUANDO ERA SEGUNDO-TENENTE EU AMAVA ESTA FARDA... MAS AGORA, DEPOIS DE PASSAR POR TUDO QUE ESTÁ NESTA CARTA, POSSO DIZER QUE PARA MIM, A MARINHA É APENAS UM CABIDE DE EMPREGO. TRISTE, NÃO É?
QUE VENHO O PRÓXIMO CONCURSO E , SE POSSÍVEL, DIREI ADEUS A ESTA INSTITUIÇÃO À BEIRA DO NAUFRÁGIO ...

Anônimo disse...

Parabéns bravo oficial.
Com certeza será um excelente analista do TRE.

Homem corajoso, escreveu a mais pura verdade!!!!!
Tem o meu voto!!!
Pense na carreira política!!!
Precisamos destas iniciativas para nos representar no CN.

Quanto as FFAA, a sua melhoria é questão de tempo!!!
Ou o governo e as autoridades acordam ou dentro em breve ocorrerão mudanças.
Os Capitães e Majores ficarão antigos e pode ocorrer uma mudança à força!!!

Penúltimo ano de Capitão-Tenente

Anônimo disse...

Parabéns, Márcio pelos assuntos abordados na carta, sou mais um concordar com vc e deixar claro que não existe nenhum devaneio nas suas palavras. Estou na MB há 22 anos, amo a casa, é uma pena que ela seja mal administrada.

Anônimo disse...

Caro Abreu!sou militar da marinha e a coisa que mais me chocou em 11 anos de serviço nao aconteceu a bordo,aconteceu em meu lar.minha esposa uma vez falou-me:´´Quando alguem me pergunta qual a sua profissão tenho vergonha de responder``.Sem mais palavras!
Obigado por sua coragem!

Anônimo disse...

O Nobre ex-Tenente Cardoso, apesar de sua breve passagem pela MB, perspicaz, aborda com propriedade as questões que a MB, finge desconhecer, a MB a fim de fomentar um sistema arcaico, prejudicando não somente a instituição como também os sonhos de pessoas que adentraram à MB pelo o que as FFAA aparentam ser. Esse entusiasmo se perde em primeiro momento para os que têm um ideal, para os que pensam que podem ser úteis a sociedade, e se vêem em situações desagradáveis e desconfortantes, direitos usurpados,etc.
Uma classe que tem obrigações e deveres como nenhuma outra classe tem; porém direitos muito aquém destas classes:
exemplifico: não temos direito a greves, reclamações, reinvidicações etc. Mas cumprimos nossas tarefas calados; quem intervém por nós? Somos obrigados a nos afastar da família por dias e até meses sem uma remuneração que nos permita assistir a família, nem mesmo os hospitais da MB, nos dá tarnquilidade, consultas demoradas tratamento que nunca se inicia e quando inicia entra em caducidade, por faltas de atendimento.
Somos obrigados à trabalhar cargas horárias extenuantes, obrigados a sair da instituição a hora que for determinado (cerca de até 22h, sem motivo que justifique e sem reconhecimento); porém o horário de regresso tem que ser observado com rigor; dar serviço noturno sem as mínimas condições (alimentação inadequada, as vezes apenas biscoito; descanso prévio insuficiente; e no mesmo dia a rotina se segue; não temos horário pra terminar o expediente, temos, o horário pra iniciar, (como exemplo o militar que pega o serviço de 4h passa às 8h para cumprir o expediente interminável e o militar que passou o serviço as 4h irá "dormir se conseguir" para acordar as 7h e reiniciar o expediente.
homens que dào serviços numa praça de máquinas numa temperatura de cerca de 50 graus celsius com um barulho ensurdecedor, muito além do permitido pelas normas trabalhistas (aliás normas nenhuma que ampare o cidadäo tem valor para os militares)
e muitas vezes é obrigado a virar a noite inteira trabalhando pra recuperar peças fundamentais em navios, por falta de manutenção extenuando assim, ainda mais a extenuante jornada.
A verdade é que como o Cardoso abordou, é que não nos queixamos da atividade, da vida militar; mas nos queixamos do descaso com o pessoal, a quem cabe criar instrumentos que possibilitem uma força mais profissional e pronta, mas, preocupam-se apenas com cargos e promoções, enquanto as FFAA deveriam estar presentes nos problemas que afetam a sociedade dando uma maior contribuição numa guerra no rj que mata mais que o vietnã,que por exigir dedicação como nenhuma outra atividade deveríamos ter ao menos uma remuneração digna e justa, somente isto que reinvindicamos; Pois numa simples comparação com os policiais federais e até mesmo os policiais de Brasília, vemos como estamos esquecidos.
Queremos justiça.

nada otário disse...

Tem muita gente sendo feita de trouxa. Este indivíduo tem objetivos eleitoreiros junto a sua geração de oficiais e às praças. Nada errado nisto! Ocorre que, como a maioria dos políticos, seu projeto pessoal não é de ajudar os militares e sim o de conseguir votos ao falar o que os incautos querem ouvir.

Anônimo disse...

Nada otário, vc está demonstrando que é um verdadeiro otário...
Desde quando alguém que quer voto estuda pra concurso público e passa??? Desde quando alguem com fins eleitoreiros resolve se preparar para um certame dos mais concorridos no Estado do RJ???
EU conheco o Cardoso e posso garantir que o que motivou a escrever esta carta foi a pressão que ele recebeu quando os seus comandantes descobriram que ele estava estudando e passou no concurso do TRE-RJ.
Por fim, quem tem incetivado a ele disputar um pleito eleitoral são os seus próprios amigos!!!
Mas o que podemos fazer se existem tantos otários nesse mundo???

Anônimo disse...

Título: ENQUANTO A FAMÍLIA MILITAR AMARGURA, ALTA ADMINISTAÇÃO NAVAL FAZ A FARRA:
Texto:
LEILA SUWWAN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Folha de S. PAULO 02/02/2008

Marinha sacou R$ 150 mil; Exército, só R$ 4
Contas de milhares de reais no luxuoso Sofitel, em Copacabana, ou em badaladas churrascarias do Rio são alguns exemplos do uso que a Marinha faz com seus cartões corporativos, que somaram despesas de mais de R$ 1 milhão em 2007.
Nos gastos dos cartões alocados a oficiais do Estado-Maior da Armada, há registros de compras em lojas de azeites e vinhos, flores, chocolates finos e artesanato em pedras. As informações estão no Portal de Transparência da CGU (Controladoria Geral da União). Nos cartões vinculados ao gabinete do Comandante da Marinha, cerca de R$ 150 mil foram sacados em dinheiro em 2007, quase a metade em dezembro.
Segundo a oficial responsável por R$ 21 mil em gastos do Estado-Maior, o cartão foi usado para pagar a hospedagem de cinco oficiais da Marinha de Portugal no Rio e em Brasília em setembro de 2007, além dos oficiais brasileiros que os receberam. O cartão foi usado no Meliá (Brasília), Sofitel (Rio) e nas churrascarias Mários e Porcão, somando R$ 5.600.
Em outra churrascaria, a Potência Grill de Brasília, foram gastos R$ 1.995,00, em 23 de julho de 2007, mas Ana Paula Rosner, capitã-de-corveta e oficial de comunicação Social do Estado-Maior, disse não se recordar de qual foi o evento. Ela não soube detalhar o que comprou por R$ 2.100 em uma loja de decoração de Brasília, ou qual foi sua despesa numa elétrica por R$ 3.800 -todos gastos de seu cartão em dezembro.
A CGU (Controladoria Geral da União) informou que não é responsável pela fiscalização dos cartões da Marinha, que está ligada ao Ministério da Defesa -que tem seus próprios órgãos de controle. Mas afirmou que as regras do cartão são as mesmas: são para compras emergenciais ou despesas individuais de viagem a trabalho (refeição e hospedagem). A CGU diz que o cartão não deveria ser usado para pagar jantares com convidados oficiais. A Marinha alega que os gastos estão ligados a visitas de dignatários de outros países, dentro do princípio de reciprocidade.
Segundo dados do governo, as outras Forças não tem esse padrão de uso do cartão: a Marinha foi responsável por 98% do total gasto nos cartões de gastos do Ministério da Defesa em 2007. O Exército, por exemplo, teve apenas um saque de R$ 4. A Aeronáutica não teve gastos de cartão em 2007.
Outro funcionário do Estado-Maior da Marinha usou o cartão para compras em lojas de azeites, vinhos e chocolates em agosto e, no final do mês, sacou R$ 2.000 e depois pagou conta de R$ 956,34 na churrascaria Porcão de Brasília.
Outra funcionária do Estado-Maior fez compras na floricultura Riachuelo e na chocolateria Kopenhagen em setembro. Dias depois pagou conta de R$ 7.300 no Sofitel. Seriam gastos com recepção da comitiva, incluindo presentes para as esposas de oficiais. A reportagem encontrou outros exemplos de uso irregular, como os milhares de reais pagos ao Supermercado Nordestão por um funcionário do Depósito Naval de Natal.

Anônimo disse...

Na MB é tudo mentira e não estou me baseando na carta do ex oficial, diga-se de passagem que é a mais pura verdade o que esta escrito, convivi por mais de 30 anos nesta casa. A casa (MB) é uma excelente instituição, pois criei minha família com dignidade, o problema são as pessoas, com seus altos cargos, que a comandam. VIVA A MARINHA, MAS COM UMA MENTALIDADE MAIS ATUALIZADA. D E S C A N S A R.

Anônimo disse...

A AMrinha não nos dá nada... O que temos e conquistamos é fruto do trabalho e suor... Não precisamos da MB... Ela que precisa de nós; valorizando o seus homens é que mantira acabará!!!!!!

Anônimo disse...

Quero parabenizar o ex tenente da Marinha de Guerra do Brasil ,Márcio de Abreu,por seu importante depoimento sobre a sua decepção com a MB!E aproveito para parabenizar e prestar a minha solidariedade e profundo respeito a todos os militares que desejam ver umas forças armadas mais técnica.,eficiente e contemporânea .,com uma melhor gestão em seu comando.,que tenha oficiais do alto comando honestos.,íntegros.Que não fique pensando somente em si,e estejam pouco se lixando para os seus subalternos.Que parem de dar ordens que não condiz com o treinamento técnico militar.,que respeite mais os seus subalternos,e sejam menos egoistas!Vou relatar para os senhores alguns casos absurdos abaixo,mas que infelizmente é a realidade do nosso dia-a-dia em nossas gloriosa forças armadas.,porém não pretendo aqui somente ficar dissertando reclamações e desabafos.,e sim comentar posteriormente aos senhores como poderemos tentar usar de meios legais para que possamos unidos tentar melhorar as nossas forças armadas! Uma amiga da minha mãe entrou em depressão e um tempo depois veio a falecer,pelo fato de não ter aguentado ver o seu filho que passou a ser primeiro tenente médico veterinário do Exército a se viciar em drogas dentro da própia corporação!Ele chegou a patente de major do exército,e durante este período desde a época em que entrou como primeiro tenente até chegar a patente de capitão .,ele que sempre sonhou em ser um médico veterinário do Exército Brasileiro.,sempre sonhou em servir a sua pátria!Mas com a sua convivência na caserna, ele começou a ver muitas arbitrariedades!Começou a ver licitações de compras burladas e superfaturadas.,viu oficiais superiores egocêntricos dando ordens aos seus subordinados para satisfazer somente interesses própios e que não condiz com o preparo técnico e objetivo das forças armadas!Ele pode perceber tb o tráfico de armas e drogas dentro do Exército,e o que é pior o tráfico de drogas era feito por alguns oficiais superiores!Lá dentro do quartel o militar médico veterinário através da insistência de alguns colegas oficiais começou a usar drogas como cocaina e outras mais pesadas!Não estou querendo aqui dizer que o oficial médico veterinário estava certo de usar drogas,é claro que ele errou!Só quero aqui relatar o que os senhores militares sabem que isso acontece na caserna!Então este oficial veterinário depois de algum tempo usando drogas.,resolveu parar de usar e se fosse preciso se internar ele faria!Então ele se internou e parou de usar drogas,mas os oficiais e alguns de alta patente começaram a insistir para que ele voltasse a usar drogas!Ele então acabou voltando a usar!Neste meio tempo a mãe dele ficou tão triste sabendo que o seu filho estava viciado em drogas pesadas,que ela entrou em profunda depressão e foi minguando até vir a falecer!E o seu filho militar após não aguentar ver o Exército em que ele antes de ser militar almejava tanto,ficou tão decepcionado com a caserna,que pediu baixa do Exército brasileiro!Hoje em dia ele não usa mais drogas!E diz que nunca topou traficar drogas.,disse que ele foi sim usuário.,mas que não faltou grandes pressões de alguns oficiais superiores para que ele passa-se a traficar drogas e a praticar outros meios ilícitos dentro da caserna!Por isso ele não aguentou e pediu baixa do Exército! Já me foi tb relatado um caso de um soldado do Exército que foi morto no Rio de Janeiro dentro do quartel!Porém segundo nota oficial do Exército o mesmo se suicidou!Mas a família contesta,pois como o soldado poderia ter se suicidado com um tiro na nuca?Não precisa ser um perito para apenas pelo bom senso imaginar que seria muito dificil alguém se matar com um tiro na nuca.A família relatou tb que o soldado estava com medo de o matarem,pois o mesmo acabou sabendo sem querer de "coisas absurdas" que ele nunca imaginou que teria no Exército!Enfim infelizmente podemos dizer que nas forças armadas acontecem muitas arbitrariedades!E para termos as forças armadas mais "limpa".Para termos as nossas três forças armadas que de mais valor a profissão militar.Para que os cidadãos íntegros ,e os jovens que almejam seguir a carreira militar se sintam cada vez mais motivados a estudar muito para entrar para a caserna.Só tem um jeito!E esta solução é a de nós nos unirmos e começarmos a usar os meios competentes para que futuramente tenhamos as forças armadas que nós imaginávamos antes de conhece-lá a fundo,e acabarmos nos decepcionando! Sugiro aos senhores que começemos a fazer denúncias para os orgãos competentes!Há várias maneiras de se fazer uma denúncia sem que precise se envolver diretamente!Uma das maneiras que sugiro,é a de enviar e-mails para sites como por exemplo.A associação Juízes pela Democracia(www.ajd.org.br).,bem como a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público(www.conamp.org.br)Neste site em específico tem uma enquete que diz assim "o que você tem a ver com a corrupção?".Tem tb outros sites importantes como por ex.Associação dos Juízes Federais do Brasil(www.ajufe.org.br).E mais o site da ONU que tem representação aqui no Brasil!Alguns dos senhores que estão lendo esta minha mensagem em que estou discorrendo,podem achar que estou sendo platônico.,mas podem ter a certeza que estou sendo realista. E tenho muita vontade de que as forças armadas passe a ser uma orgazição que passemos a nos orgulhar realmente!Para que isso aconteça,se todos nós cidadãos e militares íntegros quisermos tomar providências,por que não começamos a mandar e-mails para estes sites que eu sugeri bem como para sites afins.,e nestes e-mails poderemos começar a relatar detalhadamente para as autoridades competentes todos absurdos e arbitrariedades que acontecem dentro da caserna!Como por exemplo a prática comum de se burlar notas fiscais.,o uso do cartão corporativo dos altos oficiais para uso pessoal,e eles dando a desculpa de que usaram por algum motivo relevante!O tráfico de drogas e armas dentro da caserna.,etc!Sabemos em tese que somente o ministério público militar poderia averiguar iregularidades dentro dos orgãos militares!Em tese porque por ex. os procuradores da república,que são como se fossem os promotores de justiça ,só que ao invés de serem do Estado ,eles são os fiscais da lei da União!Os Procuradores da República tem o poder de verificar irregularidades militares! Mas o nosso objetivo será fazer com que através de tantos e-mails fazendo denúncias,que os juízes.,promotores de justiça .,procuradores da república e afins.,para que eles possam começar a debaterem entre si o motivo de receber tantos e-mails com denúncias sobre o meio militar,que acabarão por tomar as suas providências!Quero que os senhores saibam que o Brasil está passando por boas e bem-vindas mudanças de combate a corrupção! Os senhores podem ver por ex. o combate da polícia federal que tem prendido altas autoridades como juízes.,desembargadores.,as vezes os própios colegas delegados e afins!Estamos passando por uma mudança no Brasil.Os senhores podem ter a certeza de que se todos os militares íntegros e demais cidadãos que desejam ver um Brasil mais justo começarem a enviar e-mails relatando as arbitrariedades que acontem na nossa amada forças armadas,e começarem a pedir que estes orgãos competentes tomem alguma providência.,podem acreditar que chegará uma hora em que começarão a surtir os efeitos desejados!Podem me chamar de sonhador.,mas eu acho que é possível existir umas forças armadas menos corrupta e mais eficaz do jeito que nós almejamos!Porém com estas denúncias,só não dá para resolver quanto a questão dos baixos salários!Pois para isso dependerá sempre do Poder Executivo da União!

Anônimo disse...

Quero parabenizar o ex tenente da Marinha de Guerra do Brasil ,Márcio de Abreu,por seu importante depoimento sobre a sua decepção com a MB!E aproveito para parabenizar e prestar a minha solidariedade e profundo respeito a todos os militares que desejam ver umas forças armadas mais técnica.,eficiente e contemporânea .,com uma melhor gestão em seu comando.,que tenha oficiais do alto comando honestos.,íntegros.Que não fique pensando somente em si,e estejam pouco se lixando para os seus subalternos.Que parem de dar ordens que não condiz com o treinamento técnico militar.,que respeite mais os seus subalternos,e sejam menos egoistas!Vou relatar para os senhores alguns casos absurdos abaixo,mas que infelizmente é a realidade do nosso dia-a-dia em nossas gloriosa forças armadas.,porém não pretendo aqui somente ficar dissertando reclamações e desabafos.,e sim comentar posteriormente aos senhores como poderemos tentar usar de meios legais para que possamos unidos tentar melhorar as nossas forças armadas! Uma amiga da minha mãe entrou em depressão e um tempo depois veio a falecer,pelo fato de não ter aguentado ver o seu filho que passou a ser primeiro tenente médico veterinário do Exército a se viciar em drogas dentro da própia corporação!Ele chegou a patente de major do exército,e durante este período desde a época em que entrou como primeiro tenente até chegar a patente de capitão .,ele que sempre sonhou em ser um médico veterinário do Exército Brasileiro.,sempre sonhou em servir a sua pátria!Mas com a sua convivência na caserna, ele começou a ver muitas arbitrariedades!Começou a ver licitações de compras burladas e superfaturadas.,viu oficiais superiores egocêntricos dando ordens aos seus subordinados para satisfazer somente interesses própios e que não condiz com o preparo técnico e objetivo das forças armadas!Ele pode perceber tb o tráfico de armas e drogas dentro do Exército,e o que é pior o tráfico de drogas era feito por alguns oficiais superiores!Lá dentro do quartel o militar médico veterinário através da insistência de alguns colegas oficiais começou a usar drogas como cocaina e outras mais pesadas!Não estou querendo aqui dizer que o oficial médico veterinário estava certo de usar drogas,é claro que ele errou!Só quero aqui relatar o que os senhores militares sabem que isso acontece na caserna!Então este oficial veterinário depois de algum tempo usando drogas.,resolveu parar de usar e se fosse preciso se internar ele faria!Então ele se internou e parou de usar drogas,mas os oficiais e alguns de alta patente começaram a insistir para que ele voltasse a usar drogas!Ele então acabou voltando a usar!Neste meio tempo a mãe dele ficou tão triste sabendo que o seu filho estava viciado em drogas pesadas,que ela entrou em profunda depressão e foi minguando até vir a falecer!E o seu filho militar após não aguentar ver o Exército em que ele antes de ser militar almejava tanto,ficou tão decepcionado com a caserna,que pediu baixa do Exército brasileiro!Hoje em dia ele não usa mais drogas!E diz que nunca topou traficar drogas.,disse que ele foi sim usuário.,mas que não faltou grandes pressões de alguns oficiais superiores para que ele passa-se a traficar drogas e a praticar outros meios ilícitos dentro da caserna!Por isso ele não aguentou e pediu baixa do Exército! Já me foi tb relatado um caso de um soldado do Exército que foi morto no Rio de Janeiro dentro do quartel!Porém segundo nota oficial do Exército o mesmo se suicidou!Mas a família contesta,pois como o soldado poderia ter se suicidado com um tiro na nuca?Não precisa ser um perito para apenas pelo bom senso imaginar que seria muito dificil alguém se matar com um tiro na nuca.A família relatou tb que o soldado estava com medo de o matarem,pois o mesmo acabou sabendo sem querer de "coisas absurdas" que ele nunca imaginou que teria no Exército!Enfim infelizmente podemos dizer que nas forças armadas acontecem muitas arbitrariedades!E para termos as forças armadas mais "limpa".Para termos as nossas três forças armadas que de mais valor a profissão militar.Para que os cidadãos íntegros ,e os jovens que almejam seguir a carreira militar se sintam cada vez mais motivados a estudar muito para entrar para a caserna.Só tem um jeito!E esta solução é a de nós nos unirmos e começarmos a usar os meios competentes para que futuramente tenhamos as forças armadas que nós imaginávamos antes de conhece-lá a fundo,e acabarmos nos decepcionando! Sugiro aos senhores que começemos a fazer denúncias para os orgãos competentes!Há várias maneiras de se fazer uma denúncia sem que precise se envolver diretamente!Uma das maneiras que sugiro,é a de enviar e-mails para sites como por exemplo.A associação Juízes pela Democracia(www.ajd.org.br).,bem como a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público(www.conamp.org.br)Neste site em específico tem uma enquete que diz assim "o que você tem a ver com a corrupção?".Tem tb outros sites importantes como por ex.Associação dos Juízes Federais do Brasil(www.ajufe.org.br).E mais o site da ONU que tem representação aqui no Brasil!Alguns dos senhores que estão lendo esta minha mensagem em que estou discorrendo,podem achar que estou sendo platônico.,mas podem ter a certeza que estou sendo realista. E tenho muita vontade de que as forças armadas passe a ser uma orgazição que passemos a nos orgulhar realmente!Para que isso aconteça,se todos nós cidadãos e militares íntegros quisermos tomar providências,por que não começamos a mandar e-mails para estes sites que eu sugeri bem como para sites afins.,e nestes e-mails poderemos começar a relatar detalhadamente para as autoridades competentes todos absurdos e arbitrariedades que acontecem dentro da caserna!Como por exemplo a prática comum de se burlar notas fiscais.,o uso do cartão corporativo dos altos oficiais para uso pessoal,e eles dando a desculpa de que usaram por algum motivo relevante!O tráfico de drogas e armas dentro da caserna.,etc!Sabemos em tese que somente o ministério público militar poderia averiguar iregularidades dentro dos orgãos militares!Em tese porque por ex. os procuradores da república,que são como se fossem os promotores de justiça ,só que ao invés de serem do Estado ,eles são os fiscais da lei da União!Os Procuradores da República tem o poder de verificar irregularidades militares! Mas o nosso objetivo será fazer com que através de tantos e-mails fazendo denúncias,que os juízes.,promotores de justiça .,procuradores da república e afins.,para que eles possam começar a debaterem entre si o motivo de receber tantos e-mails com denúncias sobre o meio militar,que acabarão por tomar as suas providências!Quero que os senhores saibam que o Brasil está passando por boas e bem-vindas mudanças de combate a corrupção! Os senhores podem ver por ex. o combate da polícia federal que tem prendido altas autoridades como juízes.,desembargadores.,as vezes os própios colegas delegados e afins!Estamos passando por uma mudança no Brasil.Os senhores podem ter a certeza de que se todos os militares íntegros e demais cidadãos que desejam ver um Brasil mais justo começarem a enviar e-mails relatando as arbitrariedades que acontem na nossa amada forças armadas,e começarem a pedir que estes orgãos competentes tomem alguma providência.,podem acreditar que chegará uma hora em que começarão a surtir os efeitos desejados!Podem me chamar de sonhador.,mas eu acho que é possível existir umas forças armadas menos corrupta e mais eficaz do jeito que nós almejamos!Porém com estas denúncias,só não dá para resolver quanto a questão dos baixos salários!Pois para isso dependerá sempre do Poder Executivo da União!

Anônimo disse...

Sempre soube q essa Marinha, era um lixo de montão compostos pelos oficias + despreparados do mundo agora dispensa comentários

Anônimo disse...

Isso cheira a maldade.. Nao se resolve problemas estruturais dessa maneira. Se o Sr.decidiu sair e viver como um funcionario publico...otimo, pq na minha opinião o Sr. so trocou salarios (maior), responsabilidades(menor) e qualidade de vida (maior). as autoridades que adoram whisky e pisos brilhantes (como o sr. disse) costumam compartilhar os mesmos ambientes possivelmente com colegas seus...o problema nao está nas FAA, está no modo como decidimos quem nos governa, qual politica, democracia, conchavo queremos fazer, nao ha sujeira no funcionalismo publico, no congresso, no planalto, na sua esquina, na sua mente??? Mudanças.. sim, mas é preciso entender que isso é um processo, sua saida da MB em nada contribuiu para o país, para a nação... O Sr. apenas passou uma breve temporada, deve ter tido uma grande decepção e por sorte da MB saiu. A carreira é mesmo de dedicação, com erros e acertos, com comandantes bons ou não,, assim como o medico que o sr. pode escolher, como o amigo que pode ter, quem realmente pensa em mudar.. forma junto.
Julgar todos por um é muito facil, ha autoridades excelentes, inteligentes, pessoas boas, que apesar do que o Sr. chama de sacerdocio, vivem bem tentando equilibrar e distribuir tempo e dedicação a carreira, familia, lazer, estudos, etc, etc.Como todos os brasileiros. No meu entender é só uma questão de competencia e aptidao.

Boa Sorte.

Anônimo disse...

pq nao continua estudando para outro concurso que pague mais e que vc possa trabalhar apenas 20 h semanais?
Ta perdendo tempo. Siga sem magoas, alguns podem outros nao. Fazer o q?
Se vc fosse realmente serio, nao deveria ter o poder de aprovar os comentarios antes de publica-los.. isso é vergonhoso. E se muitos estao anonimos é pq a vida é assim.. vc fala mal de sua sogra na frente dela??? do seu superior? qtas X ja engoliu sapo e foi fazer a digestao em casa?
Gostaria que vc publicasse.

Anônimo disse...

Parabéns CARDOSO!!! Seu desabafo mostra como é a realidade na MB. O Brasil seria excelente se tivesse pessoas como vc.

SG MB

Anônimo disse...

Parabéns CARDOSO!!! Seu desabafo mostra como é a realidade na MB. O Brasil seria excelente se tivesse pessoas como vc.

SG MB

Anônimo disse...

Sou militar da marinha e concordo com tudo com que o tenente cordoso escreveu em sua carta e quem não concora provavelmente não conhece nada do que acontece nos navios da marinha ou alguém acha correto colocar um militar depois de 4 horas em pé para encerar um piso simplesmente por que um cara que fica o dia todo em camorote dando ordens como um "lord" quer passar a imgem que seu navio relmente servi para alguma coisa e não digam que servi para o combate e proteção da pátria porque um navio que foi dado baixa por um páis rico e que iria virar sucata e foi comprado a preço de banana pelo brasil, que já matou, repito matou militares por sua total falta de condições de trabalho e manutenção, que a mais de 5 anos é inativo, sirva para proteger nossa nação, que discorda da carta do tenente eu respeito a final esse é um páis de democrático mas procurem conhecer melhor a marinha e os militares que servem nela primeiro, faça um entrevista informal sem comprometer o militar a qualquer praça ou oficial subalterno e depois comente aqui denovo.

Maria disse...

Errado também é termos RM2, militares temporários (por até 8 anos - Onde já se viu contrato no serviço público de até 8 anos? Só nas FA) que entram por indicação e não por competência. Alguns são totalmente despreparados e ganham um salário muito alto, que nunca ganhariam se tivessem que prestar um concurso (porque não passariam ou porque não é o que o profissional recebe para a mesma função como servidor civil) ou se fossem trabalhar na iniciativa privada sem experiência e, infelizmente, sem preparo na maioria das vezes.

Anônimo disse...

Alguns dos senhores precisam ingressar em uma condução (trem ou ônibus) às 4hs da manha para chegar ao trabalho, às 8hs,
Para de se lamentarem e tenham vergonha de reclamar,
Muitos, eu disse muito brasileiros gostariam de estar na situação dos senhores mesmo com todas as adversidades relatadas.
Em qualquer local de trabalho, existem covardia e injustiça.
Vide a própria justiça brasileira,
Tenham a certeza que milhares de jovens gostariam de ingressar na Escola Naval,
Mas não tem condições de sequer pagar uma taxa de inscrição ou um Curso particular,
O que pelo visto muitos dos senhores o fizeram.

1° Tenente de saída disse...

Parabéns... vivenciei, todas as situações citadas, desde as Químicas Navais até os malditos coquetéis aos famigerador Almirantes...e vou além...Nossa chefe maior compactua com isso, quando lava uma comitiva de mais ou menos 100 pessoas para passar suas férias em Salvador, quem é da MB deve ter ouvido falar em INEMA, a reforma do mobiliário dessa casa iniciou a licitação em R$1,5 milhão e com a famosa Química Naval terminou em R$3 milhões, vi lancha com fuzileiros equipados acompanhando o cãozinho da Dilma nadando, simplesmente ultrajante. A coziha da Base Naval de Aratu está caindo, sua reforma está avaliada em aproximadamente R$1 milhão, qual a prioridade? Todos sabemos a resposta, pois, quem estava a frente era um CMG em campanha de almirantado...só vendo porquê a cena é patética, a bajulação é degradante. Enfim essa é MB a beira da falência, da desconfiança e incredulidade.

Anônimo disse...

Muita coisa errada, como alguns postaram... Errado também o fato de fazerem todo ano seleções sem critérios sérios para RM2 e contratarem pessoas sem preparação nenhuma só porque é parente de militar. Essas seleções deveriam ser proibidas em todo o país enquanto não houvesse transparência. Colocam RM2 recém-formados para darem aulas nas academias... Todas as Universidades Públicas selecionam mestres e doutores, as FA acham que, só porque é familiar de militar e vestiu uma farda, a pessoa pode fazer qualquer coisa, inclusive, formar futuros graduados... É um desrespeito com quem é preparado para isso. Além do mais, onde já se viu contrato de 8 anos??? Só nas FAs, né? Salário alto para muita gente completamente despreparada, gente que não passaria em nenhum concurso sério. A nação sustentando salário alto de gente despreparada... Fora as licenças dessas pessoas... E se é contrato deveria haver uma avaliação séria para manter a pessoa. Nada é sério, não levam em consideração a falta de capacidade de a pessoa exercer a função... Um absurdo!
Até concordo parcialmente quando alguns dizem quem não está satisfeito deve procurar outra coisa, mas acho importante que os problemas sejam realmente expostos e não escondidos.

Anônimo disse...

olho para o governo do nosso país atualmente,vejo e ouço nas radio e televisao tanta porcaria,tanta sujeira q sem sombra de duvidas estamos sob um forte esquema DITATORIAL que engole ano após ano o país e arrasta o povo pro poço.me pergunto: o que o governo brasileiro acha que vai acontecer se realmente precisar em ultima instancia das forças armadas para ter seu tesouro protegido???Dá até vontade de rir,mas a resposta todo mundo já sabe.

lord hades disse...

ta de sacanagem ne amigo, pelo jeito vc adora ser tratado como otario

Anônimo disse...

se pra oficial ta assim, imagina pras pracas....

Anônimo disse...

Nossa presidenta deviria resolver o problema da nossa força armada! Antes que seja tarde...

Anônimo disse...

Concordo com tudo que foi dito e ainda ressalto que fui obrigada a concorrer a escala de serviço 2 por 1 GRÁVIDA até 8 MESES (só não foi mais pq sai de férias e tirei a licença maternidade antes do tempo). Em pé no PORTALÓ HOOOOOORAS para esperar um Almirante que NUNCA chegava! Era forçada a participar de cerimônias intermináveis e subir e cheguei a subir e descer a escada por 12 x em uma única manhã! Se não bastasse, tive sangramentos e desmaiei durante o serviço e fui ameaçada ainda por estar no hospital ao invés de estar guarnecendo o meu posto! E tudo isso para compensar o tempo de Licença maternidade que eu teria de FOLGA na minha casa!!!!!!
ASS.: 1T(RM2)

Anônimo disse...

Sou a favor de um golpe militar democratico. Fazendo um plebiscito a população para ela mesmo decidir, se querem os militares no poder!! Pois o que está acontecendo no Brasil tem que dar um basta!! Nosso dinheiro sendo roubado na nossa cara!! seu filho que é morto na esquina de casa por um bandido!! A policia corrupta!! Temos que levantar essa bandeira só vejo solução assim!!

Unknown disse...

Não meu camarada anônimo! A Marinha deveria mudar também. Tal como qualquer instituição, ela disputa a mão de obra com o ambiente externo. Se ela quer continuar recrutando pessoas talentosas para seus quadros, ela deve se fazer o mais atraente possível. O exército romano foi um dos primeiros a pagar salários aos soldados. E foi o melhor de sua época.
Veja como são tratados os soldados americanos. Já operei por lá e posso dizer que, individualmente, não chegam aos pés dos nosso (sem ufanismo).
Não seja tão tacanho!

Unknown disse...

Cara. Eu sai e não foi por dinheiro. Te falo isso com a maior convicção do mundo. Acredite!
Não esqueça que a União cobrá uma indenização de r$400.000,00 pra quem sai agora ( 2014).
Nem todos tem a mesma ambição, nem tanto apego ao dinheiro.

Unknown disse...

Pensamento próprio de quem viveu a vida toda em uma "bolha".

Anônimo disse...

A grande verdade é que as Forças Armadas há muito estão em petição de miséria, todas elas, com todo tipo de denúncia, arbitrariedades e desmandos, falta-se de tudo, de equipamentos operacionais a dignidade no tratamento dos subordinados, e quem aparecer aqui vindo com historinhas de que "a coisa não é bem assim" que pense como gente racional antes de escrever baboseiras defendendo as nossas Forças, que estão mais para Desarmadas que para Armadas. E ninguém tão cedo vai prestar atenção a todas essas dificuldades e limitações, pois na mente debrasileiro, povo atrasado, burro e desinformado, o país não precisa se preocupar com Defesa, pois "é amiguinho de todo mundo" e jamais vai precisar entrar em combate, triste mas é verdade, sou parente de militares e sei como é que a banda toca dentro das OMs só por conta do que ouço deles.

Anônimo disse...

Tá na cara que esse foi algum militar respondendo a mando de um almirante míope e magoado por saber desta carta. Só discordo de uma coisa nessa carta: Um salário digno faz sim muita falta aos militares. Por isso apenas os incompetentes, aqueles que não conseguem nada de relevante fora da força permanece até o fim da carreira. Esse processo acaba sendo uma seleção natural ao contrário, onde os menos qualificados que sobrevivem.

Anônimo disse...

eu sou atualmente MNE-RM2 e o que vejo é o desperdiçio de dinheiro público, com latas e mais latas de tintas, para pintar a mesma coisa todas as semanas. Coquitéis para as autoridades ficarem alcoolizadas e enquanto isso nós os praças comendo pata de elefante(carne de hamburguer). Estou na marinha há 07 anos e o que levo daqui é o quanto meu país está desestruturado e mal protegido, simm por que o armamento do militar é a pá, vassoura e trinxão.

Anônimo disse...

eu sou atualmente MNE-RM2 e o que vejo é o desperdiçio de dinheiro público, com latas e mais latas de tintas, para pintar a mesma coisa todas as semanas. Coquitéis para as autoridades ficarem alcoolizadas e enquanto isso nós os praças comendo pata de elefante(carne de hamburguer). Estou na marinha há 07 anos e o que levo daqui é o quanto meu país está desestruturado e mal protegido, simm por que o armamento do militar é a pá, vassoura e trinxão.

Anônimo disse...

Vc é praça, não é? Passou pra Marinha com nível médio, com certeza, não sabe nem escrever! A Marinha deve estar precisando muito de gente pra admitir semi analfabetos no concurso.