quarta-feira, 9 de julho de 2008

Bug da Telefônica apagou registros de US$ 300 milhões remetidos ao exterior, antes da Operação Satiagraha?

Edição de Quarta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Exclusivo - Na semana passada ocorreu um súbito movimento de US$ 300 milhões de dólares do Brasil para o exterior. Grandes bancos brasileiros e corretoras mandaram o dinheiro para paraísos fiscais. A fuga da grana foi necessária porque corria o boato de que pessoas do mercado financeiro poderiam ser presas a qualquer momento. O bug no backbone da Telefônica coincidiu com a operação. Informações privilegiadas podem ter sumido do sistema. Um problema como este foi inédito no mundo da informática. Será que a PF e o Ministério Público vão investigá-lo? Tomara que sim.

A “queima virtual de arquivo” aconteceu uma semana antes de a Polícia Federal detonar a Operação Satiagraha (resistência pacífica e silenciosa ou a busca da verdade). A investigação mexeu no balaio de uma rede intrincada de corrupção, envolvendo bancos, corretoras, políticos, empresários e muitos “lavadores ou esquentadores de dinheiro”. Lavagem de dinheiro, remessas ilegais de divisas para o exterior e desvio de verbas públicas são alguns ingredientes do escândalo que chateia o chefão Lula da Silva – em seu retorno do Japão. Decifrá-lo é um grande enigma policial e político, pelas quantias e poderes que movimenta. Mas tudo deve acabar em pizza – como virou costume.

Outro escândalo prestes a estourar ou pronto para ser abafado – como o Alerta Total já antecipou – é o vazamento de informações da Nova Bolsa (Bovespa BM&F), por uma falha de segurança no sistema de informática. As informações são “hackeadas” no sistema de dados antes de serem lançados no painel da Bolsa. As informações sigilosas e privilegiadas são segredos de corretoras. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já investiga o caso, em sigilo, com a Polícia Federal. O caso tem tudo para acabar em pizza.

A investigação ressuscitou todos os principais nomes ligados ao escândalo do Mensalão – no qual o publicitário Marcos Valério saiu como o “grande culpado”. Até agora só foram punidos, com a humilhação da prisão, o banqueiro e um dos homens mais ricos do Brasil, Daniel Dantas, o megainvestidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Mas ainda faltam outros grandes nomes da República, antes e depois do Mensalão.

Em Brasília, todos se borram. Ontem, vendo que sua prisão era inevitável, o banqueiro Daniel Dantas telefonou para um senador da base aliada para reclamar da “sacanagem que foi feita contra com ele”. Dantas ameaçou que, se não houvesse um relaxamento da sua prisão até de noite,“deixaria vazar na imprensa” as contas secretas de vários senadores e deputados, com a intermediação do megainvestidor Naji Nahas, também preso.

O mais curioso é que as principais informações da operação “busca da verdade” vieram do Federal Reserve – banco central privado dos Estados Unidos. Tudo porque investigações descobriram indícios inclusive do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do FED. A operação recorreu a documentos obtidos pela Promotoria de Manhattan em investigações sobre a empresa Beacon Hill, responsável pelos negócios de doleiros, empresários e políticos como Paulo Maluf.

Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização criminosa teria atuado no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Mexeu com forças mafiosas transnacionais, e seus integrantes podem pagar caro por isso.

Nudez premiada

Por falar em sacanagem, a atriz Júlia Paes, ex-namorada de Thammy Miranda (filha da cantora Gretchen), concorrerá ao prêmio Adult Video News (AVN), considerado o "Oscar" do cinema de filmes pornográficos.

Segundo a produtora Sexxxy World, Júlia deve concorrer à categoria Melhor Atriz Estrangeira pela sua atuação no filme Sexxxy Girls.

Em 2007, o prêmio desta categoria ficou com a atriz Mônica Mattos, a primeira brasileira a ganhar uma estatueta no AVN.

Como é bom viver em um País que produz tantos talentos dignos desse “Oscar”.

Nudez castigada

Os colombianos se deliciam com as sete fotos em preto e branco da ex-deputada Yidis Medina, conforme veio ao mundo, na revista masculina SoHo.

A beldade foi condenada a quatro anos de prisão por receber suborno do governo para votar a favor da reeleição do presidente Alvaro Uribe, em 2006.

Confira o post: Esta nudez será castigada?

Já pensou se a moda pega no Brasil, onde tem um monte de bundões tomando o dinheiro público?

Os ingleses sabem tudo...

A prisão do banqueiro Daniel Dantas "vai lembrar aos eleitores o desempenho fraco do PT no combate à corrupção" mas "não vai afetar as eleições municipais de outubro" por causa do bom estado da economia brasileira.

A interpretação é do jornal britânico Financial Times (FT) que noticia, em sua edição desta quarta-feira, os resultados da Operação Satiagraha.

Como a turma da City de Londres não costuma errar as previsões...

Show de ameaças

O advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado, ameaça divulgar documentos que, segundo ele, comprovam a pressão do PT contra seu cliente e estão na Justiça dos EUA.

A defesa de Daniel Dantas atribuiu a prisão do banqueiro à disputa pelo controle da Brasil Telecom, anterior à compra pela Oi.

A disputa opôs o banqueiro, a Telecom Italia e fundos de pensão de estatais – controlados pelos bolcheviques petistas.

Pobre Gandhi...

Os marketeiros da Polícia Federal se inspiraram na história política da Índia para batizar a operação que deixa banqueiros e políticos nervosos.

Satiagraha é o termo usado pelo pacifista indiano Mahatma Gandhi durante sua campanha pela independência da Índia, pregando o princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto como um meio de revolução.

A expressão significa “resistência pacífica e silenciosa”.

Em sânscrito, Satya significa verdade e agraha quer dizer firmeza.

Assim, Satyagraha é a 'firmeza na verdade', ou 'firmeza da verdade'.

Perguntinhas idiotas

Houve um encontro do chefão Lula com a diretoria do Citicorp, em Brasília, em maio de 2006.

O objetivo era abrir caminho para uma futura fusão entre a Telemar e a Brasil Telecom?

Ou os banqueiros foram lá apenas para tomar um cafezinho com nosso chefão?

Colaboradores do Daniel

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o atual ministro do Planejamento de Longo Prazo, Roberto Mangabeira Unger, são citados em relatório da inteligência da Polícia Federal enviado à Justiça como supostos colaboradores do banqueiro Daniel Dantas.

Apesar disso, o delegado Protógenes Queiroz, chefe da operação, advertiu que não existem indícios suficientes para estabelecer qualquer ligação entre Dirceu e Mangabeira e as quadrilhas investigadas.

Protógenes apenas sugeriu que o ex-ministro da Casa Civil está sob investigação – o que foi negado pelo advogado José Luis de Oliveira Lima, que defende o famoso Zé.

Outro que escapou

O procurador da República, Rodrigo De Grandis, não confirmou que Dirceu fosse alvo de investigação da Operação Satiagraha.

Mas o MPF avaliou que o ex-deputado federal petista Luiz Eduardo Greenhalgh teria colaborado com os investigados, ajudando o grupo de Dantas a descobrir onde a investigação sobre o grupo ocorria e quem participava dela (o que seriam informações sigilosas):

O MP entende que o ex-deputado participa da organização porque tinha até apelidos. Ele era chamado de 'Leg' ou 'Gomes'. Infelizmente, a Justiça indeferiu o pedido de prisão e também o mandado de busca e apreensão na casa dele”.

Em família

Greenhalgh foi salvo junto com a mulher de Dantas, Maria Alice, contra os quais o juiz Fausto de Sanctis não encontrou indícios suficientes para pedir a prisão preventiva.

Maria Alice Dantas teria movimentado R$ 21 milhões em sua conta pessoal.

Para a Polícia Federal, essa movimentação na conta pessoal de Maria Alice indica que houve tentativa de lavar o dinheiro, já que ela aparece como sócia de várias empresas do grupo.

Algema assusta mesmo...

O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, de plantão ontem nas férias do Judiciário, criticou a forma de atuação da Polícia Federal em suas operações:

De novo, é um quadro de espetacularização das prisões. Isso é evidente e dificilmente compatível com o Estado de Direito. Vemos o uso abusivo de algemas”.

Pois é: nas próximas prisões de milionários ou famosos e poderosos, a PF deveria trocar as algemas por braceletes de brilhantes – o que ficaria mais compatível com a catiguria dos presos...

Culpa da Jornalista?

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, classificou como "absurdos" os pedidos de prisão, busca e apreensão da jornalista Andréa Michael, que antecipou o teor da Operação Satiagraha em matéria publicada no dia 26 de abril pelo jornal Folha de São Paulo.

Prender um jornalista por revelar uma informação faz inveja ao regime soviético. Ainda bem que o juiz negou o pedido”.

O ministro definiu também o comportamento da polícia como abuso do próprio pedido de prisão preventiva.

Caso se impute à jornalista a prática de uma infração, qualquer que ela seja, qual é a justificativa para a prisão preventiva? Ela poderia fugir? Ela poderia dar cabo às provas?”.

Andréa escreveu no jornal que, além do banqueiro Daniel Dantas, os principais alvos da investigação da PF eram o sócio dele Carlos Rodemburg, sua irmã e também parceira de negócios, Verônica Dantas, além do empresário e especulador Naji Nahas - todos presos ontem em conseqüência da Operação Satiagraha.

Homem prevenido...

Daniel Dantas protocolou no Supremo Tribunal Federal, no mês passado, em caráter preventivo, um pedido de habeas-corpus.

A prevenção de Dantas ocorreu em função do noticiário de que poderia ser alvo de uma operação da PF.

Ontem, com a prisão de fato, seus advogados solicitaram pressa ao STF na apreciação do pedido.

Relatado pelo ministro Eros Grau, o pedido será julgado agora pelo presidente Gilmar Mendes em razão do recesso do STF.

Silêncio

O publicitário Marcos Valério - um dos 40 acusados no processo do "mensalão" - manteve o silêncio ontem.

A assessoria de Valério informou que ele não falaria sobre a operação.

Alegou que ele "não tinha nada haver" com a investigação da PF.

Super propina?

O procurador da República Rodrigo de Grandis informou que a Polícia Federal apreendeu R$ 1 milhão, que seriam usados para pagamento de propina a um delegado, na casa de um dos investigados.

O dinheiro fazia parte de um total de US$ 1 milhão oferecidos por dois representantes de Daniel Dantas, dono do banco Opportunity, como propina para um delegado federal que participava das investigações.

Os dois representantes de Dantas são Hugo Chicaroni e Humberto José da Rocha Braz, também conhecido por Guga, ex-diretor da Brasil Telecom, empresa que era controlada pelo Opportunity.

Num primeiro momento, eles queriam excluir o nome de Daniel Dantas, Verônica Dantas (irmã de Daniel) e de uma terceira pessoa do inquérito. Eles ainda afirmaram que depois que tudo estivesse certo com essa investigação iam querer que o delegado incluísse o nome de um adversário de Dantas, o empresário Luís Roberto de Marco, em um outro processo”.

Deram trela oficialmente

De acordo com Grandis, a Justiça autorizou uma ação controlada da polícia.

O delegado a quem foi oferecido o dinheiro continuou negociando com os corruptores para conseguir mais informações e provas.

Os corruptores chegaram a entregar R$ 129 mil ao policial em duas parcelas.

Opportunismo

Figura polêmica no processo de privatização das empresas de telefonia (nos tempos de FHC), Dantas é acusado de chefiar esquema que usava empresas de fachada para desviar verbas públicas.

Segundo a Polícia, o banco Opportunity pode ter movimentado até R$ 3 bilhões em paraísos fiscais.

Segundo o MPF, o crime de evasão de divisas se dava através do Opportunity Fund, companhia “offshore” (que não pertence a nenhum país), no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe.

Laudos da PF mostrariam que o fundo movimentou entre 1992 e 2004 quase US$ 2 bilhões (R$ 3,2 bilhões).

O mensalão é eterno

Na Operação Satiagraha, foram identificadas pessoas e empresas beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos.

O chamado esquema do mensalão envolvia o suposto pagamento de dinheiro a deputados da base aliada do desgoverno Lula da Silva, em troca de apoio no Congresso.

As denúncias do esquema derrubaram figuras importantes do governo petista, como o então ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, que já teme que o caso sobre para ele, por suas ligações com Dantas.

O grande esquema

O procurador da República Rodrigo de Grandis esclareceu que Daniel Dantas e Naji Nahas comandavam duas organizações distintas, porém ambas voltadas a crimes no mercado financeiro.

Em comum para as duas organizações está a acusação de formação de quadrilha e evasão de divisas.

Por meio do Opportunity Fund, sediado nas Ilhas Cayman, eram feitos investimentos no exterior sem o devido registro nas autoridades nacionais competentes, configurando crime de evasão de divisas.

Mais acusações

O banco de Dantas também foi acusado de gestão fraudulenta nas empresas em que detinha participação acionária, com práticas como, por exemplo, falsificação de balanços.

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, responsável pela operação, criticou:

Essa organização criminosa tinha como seu líder o Daniel Dantas. Nós nos deparamos, primeiramente com um grupo de pessoas e depois com uma organização criminosa muito bem estruturada Era uma situação perniciosa para o nosso país. Ficamos assustados com a estruturação das duas organizações e o nível de intimidação e poder de corromper delas. Era uma operação muito complexa que se dividia em vários fundos. Nem mesmo Daniel Dantas tem uma idéia precisa de quantos operavam e se serviam dos fundos. Os laudos que estão sendo preparados indicam que o valor pode ser US$ 2 bilhões”.

Velho esquema

De acordo com o delegado Protógenes Queiroz, o grupo ligado ao banco Opportunity, teria começado a agir na década de 90.

Eles são investigados de fato desde 2004. Mas as investigações levaram a um desdobramento mostrando que eles também teriam participação no Mensalão”.

O Ministério Público Federal requereu mais investigações em torno da informação obtida pela CPMI dos Correios de que as empresas Telemig e Amazônia Celular, nas quais o Opportunity tem participação, foram as principais depositantes nas contas de Marcos Valério, responsável pela arquitetura do esquema ilegal de pagamentos a deputados da base aliada.

A partir dessas informações, a Polícia Federal empreendeu uma série de diligências com autorização judicial, como escutas telefônicas, interceptação de dados, além de elaborar laudos e utilizar informações presentes em um procedimento administrativo interno do Banco Central do Brasil em face do Opportunity.

A listinha

A Justiça decretou as prisões temporárias de dez pessoas ligadas a Dantas: Verônica Dantas (irmã e parceira de negócios), Carlos Rodemburg (sócio e vice-presidente do banco Opportunity), Daniele Ninio, Arthur Joaquim de Carvalho, Eduardo Penido Monteiro, Dorio Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin e Rodrigo Bhering de Andrade.

Do grupo de Nahas, foram decretadas a prisão de mais dez pessoas: Fernando Nahas (filho), Maria do Carmo Antunes Jannini, Antonio Moreira Dias Filho, Roberto Sande Caldeira Bastos, os doleiros Carmine Enrique, Carmine Enrique Filho, Miguel Jurno Neto, Lúcio Bolonha Funaro e Marco Ernest Matalon e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, cliente dos doleiros, que teve operações financeiras ilegais interceptadas pela PF.

Dançou também Hugo Chicaroni que tentou pagar o suborno ao delegado da federal, segundo o Ministério Público.

Grande Gênio

Considerado um dos mais brilhantes economistas de sua geração, Daniel Dantas cumpriu um longo caminho entre gênio das finanças e prisioneiro da PF.

Aluno prodígio do exigente Mário Henrique Simonsen, quase foi ministro da Economia (governo Collor).

Preferiu ficar no mundo das grandes tacadas financeiras e virou milionário, embora não goste de comer bem ou de viagens de luxo.

Em sua última entrevista, à revista "Piauí", confessou seu único medo: "a Polícia Federal"

O Velho Amigo do Rei

Daniel Dantas foi próximo de autoridades ligadas aos governos dos ex-presidentes Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso.

Daniel Dantas fundou em 1993 o banco Opportunity e depois associou-se ao Citigroup.

A parceria gerou o consórcio que venceu a concessão de telefonia que criou a Brasil Telecom.

A extorsão negada

Em 2006, Dantas denunciou em entrevistas ser vítima de extorsão e perseguição por parte do atual governo federal. A acusação faz parte de documentos que estão incluídos em um processo judicial que corre nos Estados Unidos (EUA).

O banqueiro contou ter sido procurado pelo então tesoureiro do PT Delúbio Soares -denunciado no esquema do mensalão -, que pediu contribuições financeiras para a legenda.

Em contrapartida, o governo ofereceria ajuda para resolver pendências judiciais relativas ao Opportunity.

Outra negativa

Dantas negou ter atendido ao suposto apelo de Delúbio.

Segundo ele, antes, em 2002, durante a campanha eleitoral presidencial, também teria negado um outro pedido de contribuição para o PT.

Desde então, o banqueiro disse ter sido perseguido pelo governo.

Presente ao Lulinha

Segundo Dantas, na tentativa de minimizar o mal-estar entre ele e integrantes do governo, teria repassado dinheiro para a empresa Gamecorp.

A firma pertence a Fábio Luís Lula da Silva, filho do chefão Lula da Silva.

Sob o argumento que deveria se proteger, o banqueiro passou a informar supostos números de contas bancárias em paraísos fiscais que pertenceriam a integrantes e ex-membros do governo federal.

Negando tudo

Em junho de 2007, a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça) do Senado convocou o banqueiro para uma audiência.

Na ocasião, os senadores queriam informações sobre uma correspondência em que Verônica Dantas (irmã de Daniel Dantas) denuncia à Corte de Nova York uma suposta tentativa do PT de cobrar do Opportunity, nos anos de 2002 e 2003.

Na audiência no Senado, Dantas negou ter sido vítima de extorsão, mas confirmou encontros com Delúbio e também reclamou de ter sofrido pressões para deixar o controle da Brasil Telecom.

Dantas só confirmou que houve insinuações de ajuda ao Opportunity por parte do ex-tesoureiro do PT.

Cacciola no STF

O ex-banqueiro Salvatore Cacciola ajuizou ontem, no Supremo Tribunal Federal, pedido de habeas corpus contra o ministro da Justiça Tarso Genro e o juiz Guilherme Calmon, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

Cacciola quer aguardar em liberdade, e sem ser extraditado para o Brasil, o julgamento de uma apelação contra sua condenação por crimes contra o sistema financeiro, que está sob os cuidados do juiz do TRF.

Cacciola foi condenado a treze anos de prisão, em 2005, pelo crime de gestão fraudulenta de instituição financeira.

Na prisão, nervoso

O banqueiro está preso no principado de Mônaco desde setembro de 2007.

A prisão foi efetuada pela Interpol, depois que a 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro expediu o mandado.

Foi esse mandado que gerou o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro e aceito esta semana pelo príncipe Albert.

Isonomia ferida?

O pedido de extradição de Cacciola caracterizaria, na opinião de seu advogado, violação ao princípio da isonomia.

Ao analisar pedido de extradição de país estrangeiro, o Brasil exige que o suposto ilícito seja considerado crime no país requerente.

No caso de Cacciola isso não ocorre, já que no Principado de Mônaco gestão fraudulenta de instituição financeira não é considerado crime.

Apelando à ONU

A defesa do ex-banqueiro Salvatore Cacciola entrou com recurso também no Comitê contra a Tortura e Maus Tratamentos das Nações Unidas, em Genebra, para tentar suspender a extradição do ex-dono do banco Marka para o Brasil.

O advogado Frank Michel informa que recurso apresentado pela defesa do ex-banqueiro se baseia na Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, ratificada por Mônaco.

O artigo 3 da convenção prevê que um Estado-membro não extradite uma pessoa para países onde existam razões para acreditar que ela poderia sofrer tortura.

Relatórios da Anistia Internacional, da Human Rights Watch, já revelaram a má situação nos presídios brasileiros”.

De acordo com Michel, o Comitê contra Tortura da ONU deve se pronunciar até o final desta semana se irá suspender ou não a extradição de Cacciola para o Brasil.

Folha aliviada

Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo acolheu recurso e revogou a decisão de primeiro grau que multou a empresa Folha da Manhã e Marta Suplicy (PT) em R$ 21,2 mil, por entender que houve propaganda antecipada em uma entrevista concedida pela petista à Folha.

O TRE também cancelou por unanimidade multa contra a Editora Abril, por entrevista à revista "Veja São Paulo".

Segundo o relator do recurso movido pela Folha, desembargador Walter de Almeida Guilherme, as questões citadas na sentença de primeiro grau ficaram "prejudicadas" após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) publicar uma nova resolução, modificando a disposição sobre propaganda eleitoral que deu margem para as ações contra veículos de comunicação.

Os ministros do TSE revogaram o artigo 24, que proibia os pré-candidatos de "expor propostas de campanha" antes do início da campanha, e criaram um novo artigo que diz:

"Os pré-candidatos e candidatos poderão participar de entrevistas, debates e encontros antes de 6 de julho de 2008".

Contra o crime

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem, em votação simbólica, o substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que estabelece que qualquer condenação criminal, eleitoral ou por improbidade administrativa com pena igual ou superior a dez anos, ainda que apenas em primeira ou instância única, é suficiente para impedir uma pessoa de disputar uma eleição.

Foi aprovada também a urgência para votação da proposta no plenário.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves, decidirá se vota hoje o projeto.

Voltando ao normal

Menos de uma semana após ser resgatada do cativeiro em que era mantida pelas Farc, a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt criticou o presidente da Colômbia Álvaro Uribe.

Ingrid que logo depois da libertação defendera a possibilidade de um terceiro mandato para o presidente, afirmou que não teria votado em Uribe:

"Quem o elegeu foi as Farc".

Ingrid reclamou que está cansada da forma como se faz política.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

Um comentário:

bastilha disse...

A João Roberto, o Homem Aranha
João Roberto foi EXECUTADO.

Sim, senhores, vamos dar os nomes certos às coisas: executado. Quando uma mãe encosta seu carro, liga o pisca-alerta para dar passagem à polícia, joga uma bolsa de bebê e segundos depois vê seu filho baleado e seu carro transformado em peneira, o nome certo é EXECUÇÃO.

Dias antes, como que pressentindo o que ia acontecer, o Governador do Rio de Janeiro alertou o Comandante da PM: "- Coronel Pitta, os casos de violência envolvendo policiais militares vão acabar jogando a população contra nós" - afirmou Cabral ao comandante-geral da PM. William, Ramón e Daniel Duque tinham acabado de acabado de morrer, os três, vítimas de ações de PMs. Certo seria o governador dizer ao Comandante: "Parem!" Governador não é eleito e PAGO para "alertar". É eleito e PAGO para decidir, dar ordens, chamar para si as responsabilidades. Isso, claro, se não passar mais tempo fora de seu estado, viajando pelo mundo, do que fazendo o que é PAGO para fazer.

Mas os "poderes" – sim, TODOS os "poderes" – EXECUTARAM João Roberto.

Ainda não tive notícia de que alguma organização de "Direitos Humanos" tenha ido visitar e apoiar os pais. Onde estão elas? João Roberto não era "humano"? Talvez os defensores dos direitos humanos estejam confusos. Eu ajudo a esclarecer: a fantasia de Homem Aranha foi apenas uma fantasia de criança, senhores. O menino era humano, sim. Não era um super-herói e tampouco um OVNI.

Ainda não se ouviu falar de indenização. Os esquerdistas, sim, esses têm direito a indenizações milionárias. Ziraldo e Jaguar acabaram de manchar suas biografias aceitando a condição de "perseguidos políticos indenizados". Fora eles, muitos, muitos outros passarão o resto de suas vidas vivendo nababescamente às custas de indenizações. O presidente da república tem pensão de "perseguido político", por ter passado alguns dias preso. Preso e muito bem tratado. Não se tem notícia que Lula tenha levado um peteleco sequer. Considerando-se as proporções, quanto mereceriam os pais de João Roberto?

É óbvio que nada disso lhes diminuiria a dor, isso não lhes traria o filho EXECUTADO de volta. Mas eles são tão cidadãos quanto os "perseguidos políticos". Ou não? Ou serão eles, trabalhadores e cumpridores de seus deveres, cidadãos de segunda (ou seria quinta?) classe?

Há dinheiro para encher cuecas, há dinheiro para dossiês, há dinheiro para a corrupção, há dinheiro para mensalões, há dinheiro para um guia de zoológico virar empresário de sucesso da noite para o dia, há dinheiro para as bolsas assistencialistas, há dinheiro para toda espécie de roubalheira. Mas não há dinheiro para cuidar de quem lhes paga os salários: o cidadão. TREINAR A POLÍCIA, SAÚDE, EDUCAÇÃO? Pra quê? Quanto mais ignorantes estiverem os cidadãos, mais fácil será manipulá-los.

Quero poder ter certeza de que meus filhos e neto saem e voltam sem encontrar no caminho um bando de desequilibrados armados – comandados por um governador viajante e midiático - fardados e autorizados a matar.

No PAN, prometeram mundos e fundos. Os inquilinos do Planalto e do palácio Guanabara usaram e abusaram de seus discursos baratos e populistas. Gastaram horrores de dinheiro. Depois, a segurança da cidade "teria progressos" com o que foi gasto no PAN. Onde? Quando? Cadê?

João Roberto foi EXECUTADO.

Seus pais têm uma dor imensurável para carregar para o resto de suas vidas. Eles têm uma vida a reconstruir e cacos a juntar. Eles têm um outro filho, ainda bebê, para preservar. Eles têm uma saudade imensa que não passa.

A cidade que se pretende "maravilhosa" – e não me venham com jurumelas porque SOU CARIOCA e amo aquela cidade -, há tempos está na UTI.
E o que vemos? A cegueira inútil de um povo que, entorpecido, vive de belezas naturais e da ilusão de que "o Rio de Janeiro continua lindo". Mas de que adianta ser lindo? O cidadão não pode andar nas ruas!

O Rio de Janeiro não "continua" lindo. O Rio de Janeiro É lindo e sempre será, a menos que algum desses loucos inquilinos dos palácios – quem duvida? - mande destruir as obras divinas.

Cariocas, uni-vos! Parem, pelo amor de Deus e dos sobreviventes, com as passeatas de camisetinhas brancas pela orla nos domingos de sol. A hora é de ação.

Chamem os que estão nos prédios, usem megafones, gritem, usem panelas, PAREM A CIDADE!!!!!!!!

Vão passando por delegacias, batalhões, assembléia, até chegarem aos jardins do palácio. EXIJAM.

Digam a esses canalhas que o Rio de Janeiro ainda tem um povo.

www.porissonaoprovoque.blogspot.com