Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com
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Por Jorge Serrão
Os culpados
O chefão Lula da Silva voltou a culpar ontem os bancos nacionais (seus tradicionais aliados) por não manterem a oferta de crédito em níveis normais.
Segundo Lula, o governo federal já fez sua parte ao alterar as regras dos depósitos compulsórios:
"Os bancos têm responsabilidade concreta porque não há nenhuma razão para que parem nenhuma política de financiamento. Da parte do governo, nós estamos liberando compulsório para fazerem os empréstimos e financiamentos".
Bravata?
No início do mês, o Lula bravateou que caso o dinheiro liberado do compulsório não voltasse a circular no crédito, seria tomado de volta pelo governo.
O compulsório obriga que as instituições financeiras recolham junto ao Banco Central parte do dinheiro depositado pelos seus clientes.
Em tese, os bancos ficam com menos dinheiro para emprestar e fazer outras operações.
Nas últimas semanas, o governo alterou vários pontos dessa regra para liberar mais dinheiros às instituições financeiras.
Gol contra
Lula volta a incentivar o consumo irresponsável dos cidadãos, com base na busca de crédito a juros absurdos – e não no dinheiro gerado produtivamente.
"Acho que as empresas do comércio varejista têm de continuar vendendo, porque aprendi, mais uma vez, e falando em futebol, que a melhor defesa é o ataque. Neste momento o Brasil tem que ir para o ataque".
Ontem, pelo crédito nada fácil que Lula oferece, o consumidor seria obrigado a pagar taxas absurdas de até 2,4 vezes.
Tudo pelo consumismo
O Banco do Brasil analisa adquirir cinco carteiras de financiamento de carros de bancos de pequeno porte ou ligados às montadoras.
"A indústria automobilística tem uma cadeia extraordinária, e não queremos que deixe de ser um dos carros-chefes da economia brasileira".
O BB, que oficialmente nega as negociações, tem R$ 3 bilhões para socorrer o setor de crédito automobilístico.
Mais marola
Lula batraqueou ontem que a autorização para que bancos oficiais comprem instituições financeiras privadas não significa dar dinheiro a empresas em dificuldade por conta da crise financeira global.
“Não estamos dando dinheiro para qualquer empresa e para qualquer banco. E não vamos dar dinheiro. É importante saber que quem errou pagará pelo seu erro. O que o governo pode fazer em alguns momentos é comprar ações e, na medida que a empresa se recupere, vender as ações de volta”.
Lula brinca com coisa séria: Se a medida não é de socorro, porque o desgoverno baixou o pacotinho em duas Medidas Provisórias goela abaixo do Congresso?
Crise eleitoral
Ontem o sinal de alerta foi ligado na campanha petista pela prefeitura de São Bernardo do Campo – a única eleição que o ego de Lula não aceita perder.
No começo da noite, o comitê do candidato Luiz Marinho soltou panfletos na cidade tentando se defender de ataques da oposição.
O texto, cheio de “Nãos”, na contra-mão do indicado discurso político positivo, indica que a crise sobre a indústria automobilística, em pleno ABC, já afeta a campanha petista que se considerava previamente “vitoriosa”.
Apelando
Para evitar queda nas vendas e driblar a escassez de crédito dos bancos, as montadoras oferecem aos consumidores neste mês juros menores do que a taxa média cobrada pelo mercado.
Na primeira quinzena de outubro, as vendas de carros caíram 10% em relação a igual período de setembro.
Algumas montadoras anteciparam em até um mês as promoções e feirões, que, geralmente, ocorrem em novembro.
O Culpado?
O ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan se declarou ontem surpreso com a ''tsunami financeira'' que afeta os Estados Unidos.
Em audiência no Comissão de Supervisão e Reforma do Governo, na Câmara dos Representantes, Greenspan admitiu que os mercados deveriam estar mais regulados.
O ex-czar do Fed reconheceu que esteve ''parcialmente'' equivocado quando apostou na desregulamentação do mercado e se opôs a uma maior regulamentação dos derivativos e à regulação de bancos.
Tempos especulativos
Durante o período em que Greenspan esteve à frente ao Federal Reserve, o banco central privado norte-americano, se acelerou o processo de desregulamentação.
Ao mesmo tempo, nos mercados financeiros, se multiplicaram os sofisticados ''instrumentos'' de investimento especulativo.
Logo, Greenspan é um dos pais da crise atual...
O caos
Durante o ano, o governo dos Estados Unidos assumiu o controle de entidades hipotecárias, como Freddie Mac e Fannie Mãe.
Nacionalizou parte do negócio de seguros ao intervir na American International Group (AIG).
Iniciou a compra de ações de bancos privados; e garantiu as letras comerciais num esforço para desbloquear o crédito.
A crise financeira prejudica diretamente as famílias, que enfrentam execuções sem precedentes de hipotecas, e a queda dos preços das propriedades e de outros ativos.
Raivinha
Lula está com ódio do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), por ele ter reclamado que o Congresso está "sufocado" pelo excesso de medidas provisórias editadas pelo governo.
Na cara de Lula, Garibaldi comparou as MPs atuais aos decretos-leis que eram usados pelos governos militares para legislar:
"Posso estar sendo mal-educado, mas estou sendo autêntico, não sou hipócrita”.
O Palácio do Planalto recebeu com surpresa e raiva o discurso de anteontem, feito num ato solene, quando estava sendo comemorado justamente o 20º aniversário da Constituição que criou o mecanismo das MPs.
Vida que segue...
Ave atque vale!
Fiquem com Deus!
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Outubro de 2008.
5 comentários:
De uma coisa eu tenho certeza, depois do segundo turno o discurso vai mudar.
Enquanto isso, a violência tomou conta do Brasil... Mata-se por nada, por ciuminho, por inveja...
Quando a crise bater nas prateleiras dos supermercados e nos postos de saúde a coisa vai virar um vedadeiro inferno. Vão invadir as residências, aguardem!
Estamos em "Alerta Total". O mínimo que podemos esperar é que essas medidas editadas pelo desgoverno não sejam um angu de caroço.
Olá, Serrão...
Porque o Governo Federal não estende a isenção do IOF - que já existia para operações na Bolsa de Valores - para TODOS os correntistas pessoa física que continuam sendo achacados pelas inúmeras tarifas bancárias?
Por que não se criar, vá lá, uma Bolsa-IOF que não beneficie pessoas jurídicas?
Por que não reduzir impostos dos cidadãos, minimizando a busca de crédito bancário, hoje escasso, e se tentar aumentar o consumo? Menos imposto significa mais dinheiro no bolso do cidadão, ou não?
Seria porque é preciso manter o cidadão atrelado em dívidas, enquanto se socorre - com dinheiro público! - bancos e empresas que talvez estejam quebrando por má administração?
Cadê os "pais da pátria" para socorrer o povo?
Vou aproveitar e indicar o filme "Zeitgeist Addendum" (está no YouTube, em 12 partes) que explica bem essa quebradeira, os banqueiros titiriteiros que nunca aparecem e o porquê de ter começado em Wall Street. De quebra, apresenta uma sugestão que não interessa a nenhum regime, de qualquer matiz ideológica, por que acabaria como controle do Estado e, principalmente, com os políticos.
INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA ATRAVÉS DA QUAL O GOVERNO NOS ROUBA DE 45% A 80%.
MENOS CARROS, MENOS IMPOSTOS, SE QUISER VENDER, BAIXE OS IMPOSTOS DES-GOVERNO LADRÃO PATROCIONADOR DE TERRORISTAS DE RONDÔNIA!
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