domingo, 9 de novembro de 2008

Morrendo de inveja do negão?

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

"Pela primeira vez, estou realmente orgulhosa do meu país". Será que algum brasileiro ou brasileira tem condições de repetir e concordar, com toda sinceridade, esta manifestação da futura primeira-dama norte-americana, Michelle Obama, durante um comício do marido, em Wisconsin?

Política e economicamente, a resposta é um “não rotundo”. Mudança, nós precisamos... Sabemos disto. Por que somos reféns da mesmice, dos erros, dos preconceitos, da violência, das inverdades e das injustiças produzidas pelo despotismo travestido com a fantasia democrática? Só temos solução viável na Democracia (a Segurança do Direito Natural) e na efetiva ação Política.

Que tal nos darmos um choque positivo de amor, fé e esperança? Quem se propõe a tal desafio muda as qualidade da própria existência. Esta semana, em São Paulo, será lançado o livro “Poesias para me sentir viva”. O livro foi “escrito” por Leide Moreira, de 60 anos. Detalhe: ela sofre de uma doença neurológica degenerativa chamada esclerose lateral amiotrófica. Ela não fala, não anda, nem pisca. Respira com ajuda de aparelho. Alimenta-se por meio de uma sonda.

A escritora se comunica fazendo pequenos movimentos com o globo ocular. Uma de suas cuidadoras lhe mostra uma tabela de letras e palavras. Leide olha para o lado esquerdo para expressar “sim”. Ou para o lado direito para “não”. Outra cuidadora anota tudo e forma as palavras. O livro de Leide foi “escrito” assim. Leide foi destaque na revista Época com o título “Escrevo para me sentir viva”.A lição dela devia servir de inspiração aos mais acomodados, que se deixam levar pela vida.

A aula de cidadania dada pelos norte-americanos na recente eleição presidencial também serve de inspiração. O povo de lá, nem tão consciente assim, assumiu a atitude de ir às urnas, espontaneamente, para exercer o direito ao voto. Aqui, de saco cheio de tanta bobagem e desmando praticada pelos maus políticos, os brasileiros mandaram para o inferno o anti-democrático voto obrigatório. Tivemos uma abstenção média de 20% na recente eleição.

A falta de representatividade política é desastrosa. A história explica tal defeito. O Brasil é um lugar que teve governo antes de ter povo. Somos uma sociedade inventada pelo Estado (ibérico) – e não um Estado forjado pelas forças sociais em evolução. Eis por que cultivamos uma relação autoritária de amor e ódio com o Estado. A sociedade brasileira não sabe separar o público do privado por sua deformação histórica-cultural.

Tamanho defeito de fabricação histórica se agrava no delicado momento atual. A crise globalitária nos ameaça com riscos. Precisamos nos livrar deles. Oferece-nos oportunidades. Temos de aproveitá-las. Por que encontramos tanta dificuldade em agir positivamente? Será porque não conseguimos combinar conhecimento, habilidade e atitude? Precisamos mudar! Mas o movimento reacionário é muito forte.

A nossa mídia amestrada e abestada, censurando a real dimensão da crise econômica nas manchetes dos noticiários, aproveitou a “marola” Obama para preencher o espaço editorial. O chefão Lula certamente morreu de inveja do destaque positivo dado ao novo Presidente dos EUA. No entanto, o mais positivo não é a vitória de Barack Hussein Obama - um fenômeno bem produzido pelo marketing eleitoral custeado a peso de ouro. Oxalá, não seja mais um fanfarrão.

O fundamental é a lição positiva que se pode tirar do comportamento eleitoral do povo norte-americano. No clássico livro do francês Aléxis de Tocqueville, “A Democracia na América”, é ensinada a lição de que os EUA evoluem dentro das regras democráticas, em processos lentos, que preservam interesses anteriores e consolidam avanços mais consistentes. Outros países mudam através de revoluções violentas, traumáticas, quase sempre contraproducentes. Eis por que os EUA fazem a diferença.

Mirando no bom exemplo deles, deveríamos “Pensar Brasil”. Aqui precisamos fazer Política de verdade – e não politicagem. Voto distrital, eleição com urna eletrônica em que se possa reconferir os votos, e o fim do voto obrigatório, junto com a instituição da fidelidade partidária, seriam fundamentais para uma transformação de nosso País para melhor, em termos de cidadania.

Em vez de morrer de inveja do negão que agora vai ocupar a Casa Branca, nossa obrigação é fazer Política, apresentando e defendendo propostas objetivas para melhorar a situação do Brasil e do povo. A crise atual deixa claro que não há mais espaço para a inércia, a má gestão, a falta de criatividade, a ausência de idéias viáveis, desmandos, corrupção ou autoritarismos ideológicos.

Mudar para melhor exige apenas vontade política. O tempo é agora. Ou, nunca. Como nunca se deve dizer nunca, o melhor é criar, inovar e agir para solucionar. “Pensar Brasil” é o desafio. “Change, we need”. A marketagem do Obama tem 1001 utilidades para o Brasil. Copiar os bons exemplos só faz bem. Isto, sem dúvida, "nós podemos"... Ou nos "pho..."

Aposta na Barbárie

A empresa de apostas britânica William Hill informou ontem que rejeitou o pedido de vários clientes que queriam apostar sobre o possível assassinato do presidente eleito dos Estados Unidos.

A companhia recebeu mais de cem solicitações sobre um eventual atentado contra Obama.

Só que a empresa deixou claro a seus clientes que não admitirá esse tipo de aposta.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 9 de Novembro de 2008.

5 comentários:

Anônimo disse...

CADEIA É POUCO!

Discurso - José Nader - PTB

Informações Básicas
Sessão: Ordinária
Expediente: Final
Autor do Documento: Sandra Varela/ALERJ Data de Criação: 06/11/2008
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Data da Sessão: 06/11/2008 Hora: 17:20
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Texto do Discurso



O SR. JOSÉ NADER – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhores funcionários em extinção nesta Casa legislativa, (Lendo) “A felicidade dos justos é o castigo dos ímpios. Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios, mas são como a moinha que o vento espalha. Pelo que os ímpios não subsistirão no Juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá.”
Sr. Presidente, Srs. Deputados, quero primeiramente agradecer ao Presidente Jorge Picciani por ter publicado os meus projetos, a criação da CPI da Saúde e, graças a Deus, ele deve ter lido o relatório que entreguei a ele e visto a gravidade do problema da saúde, o que o Secretário anda fazendo com a Secretaria, e com a anuência do Governador, apadrinhado pelo Sr. Governador Sérgio Cabral.

Eu tenho pedido a Deus que mude o meu vocabulário para que eu não ofenda mais o Governador, como ele fez com a classe médica quando chamou os médicos de vagabundos. Eu quero, mas eu não consigo, porque o que o governador faz com o povo do Estado do Rio de Janeiro não recomenda que nós o respeitemos.

Graças a Deus, em São Paulo prenderam uma quadrilha que fraudava a Saúde em R$ 100 milhões, aproximadamente. Será que essa quadrilha não está instalada no Rio de Janeiro, pela mão do Sr. Miguel Skin?

É para você, telespectador, pensar, porque essa quadrilha foi levantada, como diz o jornal O Dia, na Operação Parasita, operação feita pela Polícia Federal de São Paulo, que pegou várias empresas e, não foi para minha surpresa, estão instaladas no Rio de Janeiro. O Sr. César Romero, que comanda todas as ações da Saúde, pode explicar muito bem como essas empresas conseguem vender aqui na Secretaria de Saúde, tendo sido esse rombo instalado em São Paulo. E aqui no Rio de Janeiro essa máfia está também! O Secretário Sérgio Cortes tem que responder por que essa máfia está também no Rio de Janeiro, porque ele é que tem importado essas empresas de São Paulo para o Rio de Janeiro, haja vista a pregão eletrônico 036/2007, pelo qual compraram lancetas.

Para que o telespectador saiba o que é uma lanceta, eu gostaria que a TV Alerj mostrasse o que tenho na mão: isto é uma lanceta e isto aqui custou aos cofres públicos R$ 10 milhões. Foram compradas 21.722.160 lancetas, ao preço de R$ 0,41 cada. Em São Paulo, onde foi encontrada essa fraude, compraram também lancetas, mas foram 842.000, e não mais de 21 milhões como aconteceu no Rio de Janeiro. E tem outro ponto que quero mencionar: São Paulo pagou R$ 0,19 e foi descoberta a fraude. Aqui no Rio de Janeiro pagaram R$ 0,41, Deputado Coronel Jairo, e ainda não pegaram os ladrões!

Agora, um detalhe fundamental: a empresa que vendeu as 842.000 lancetas em São Paulo foi a mesma que vendeu 21.000.000 de lancetas no Rio de Janeiro a R$10 milhões, empresa apadrinhada pelo Sr. Sérgio Cortes. E a imprensa do Rio de Janeiro não publica, por que razão? Seriam os 100 milhões gastos em propaganda o motivo de a imprensa carioca não publicar?

A minha esperança está no Senhor Jesus, porque eu vou ver esses crápulas em cana antes de terminar esse governo.

No governo passado alguns foram presos, mas após o governo. Mas com essa nossa CPI vamos enfiar esses vagabundos na cadeia. É dessa forma que o governador trata a classe médica, porque é a classe médica que traz essas informações. Os funcionários da Saúde devem estar municiando este Deputado, que vos fala, de informações, porque as informações chegam ao meu gabinete.

Como vimos no pregão eletrônico, que se pensa que é a coisa mais segura que existe, que não tem fraude, mas vimos uma fraude no pregão eletrônico, esses dias, na televisão. E agora existem conversas por e-mail no pregão eletrônico e o próprio pregoeiro já deve estar instruído sobre quem vai ganhar, porque é inadmissível existirem seis empresas, num pregão eletrônico, como no caso das lancetas, em que cinco empresas foram desclassificadas e só ficou a de dez milhões. E o preço médio entre essas seis empresas varia de um milhão e meio a dois milhões. Por que essa empresa, com o mesmo produto, passou a dez milhões? Será que isso não acorda as autoridades? Será que esta Casa não quer ver esses ladrões presos? Será que vamos continuar nos dobrando para o Governo do Estado? Será que esta Casa vai continuar sendo o “curral” do Palácio Guanabara?

Mas quero dizer a você, telespectador, e ao meu eleitor que confiou em mim para eu estar aqui, que não sou vaca e não me dobro a esses vagabundos. É por isso que somos ameaçados de morte e temos que tomar nossas providências, pois não nos dobramos às coisas erradas desse governo.

E o governador não está nem aqui no Rio de Janeiro para se defender. Ele está sim, para gastar o dinheiro com propaganda, para pagar os meios de comunicação para que não saia nada publicado. Por que razão não publicam?

Sei que existem bons jornalistas, jornalistas sérios, mas os editoriais amarram todo esse jogo para não deixar você, povo do Rio de Janeiro, telespectador, saber dessas maracutaias existentes na Saúde. As UPAs são uma beleza, são bonitas, estão iluminadas, mas custam três milhões de reais.

Não sei como o jornalista, um corajoso, Fernando Molica, que disse que a UPA, segundo as informações do Siafem, custa três milhões de reais cada uma – e já temos mais de 20, num total de 60 milhões de reais. E o Hospital Getúlio Vargas, que V. Exa. Sr. Presidente, conhece bem porque é da Zona Oeste, morreu uma pessoa, agora, por falta de médico. E eles gastam três milhões de reais com UPA, para não ter médico. Isso é um absurdo!

Dinheiro para propaganda o governo tem, mas dinheiro para o remédio não tem, dinheiro para o aumento do funcionalismo não tem, mas para propaganda, para dizer que o Serginho é o melhor governador do mundo tem. E ele nem aqui está. Ele só sabe colocar os velhinhos para dançar e quem acaba dançando é o povo do Rio de Janeiro.

Não vejo um parlamentar reclamar que os hospitais não funcionam. Será que não funcionam? Será que só eu vejo isso? Isso é porque o Sr. Governador não precisa de um hospital público. O governador tem até helicóptero para pegar o cabeleireiro de sua esposa e levar a Itaguaí para pentear o cabelo dela para ir a uma solenidade. Quanto custa isso? Eu não vi ninguém publicar. Eu não vi nenhum jornal dar uma notinha. E não precisa dizer que é o Deputado José Nader que está falando, não. Vai checar as informações. Vai trabalhar o jornalismo com seriedade. Coloque as coisas certas nos jornais. Não fique combatendo os hospitais municipais, se esquecendo dos estaduais. Morre gente tanto no municipal quanto no estadual, mas no estadual os jornais não falam. Seria por causa dos cem milhões em propaganda que o governo está disponibilizando?

Agora, Sr. Presidente, quero agradecer ao presidente da Codert, porque eu recebi todas as informações, que ele me enviou, de um requerimento que enviei à Codert. Eu pude ver o salário do presidente da Codert. Eu não consigo entender como uma pessoa com um salário daqueles consegue viajar tanto para o exterior. Viaja mais para o exterior do que para sua cidade. Mas eu já pedi às companhias aéreas todos os extratos das viagens do presidente. Estou analisando a documentação, para falar com mais clareza para você, telespectador, entender tudo que acontece no Rio de Janeiro e chega aos meus ouvidos. Antes de trazer a esta tribuna, eu já chequei as informações. Eu não entendo por que esta Casa, agora, vai apurar esses casos. Nós vamos colocar na cadeia aqueles que têm que ir para a cadeia.

Muito obrigado, Sr. Presidente, e me perdoe pelo excesso dos minutos.


http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/taqalerj.nsf/5d50d39bd976391b83256536006a2502/dbddd5279bc4779e832574f900740f55?OpenDocument

Anônimo disse...

Eu já vi esse filme antes mais de uma vez, só que não lá, sei que Brasil é Brasil e USA é USA, e como poderia a Sra. dizer frase diferente, o Pte. eleito é seu marido e da sua mesma cor. Sinceramere torço para que não seja como eu acredito que vai ser e que com certeza tem algo ruím por trás dessa eleição tem, esse pessoal nunca foi bonzinho com ninguém.

Anônimo disse...

Cué-Cué Marabitanas: nova Nação Indígena na Amazônia
14 de setembro de 2008
Por Félix Maier (*)

O livro "A Farsa Ianomâmi", escrito pelo coronel do Exército Carlos Alberto Lima Menna Barreto (*), põe a nu, ao provar com inúmeros documentos, a farsa do século que foi a criação da Terra Indígena Ianomâmi (TI Ianomâmi). Na verdade, o blefe monumental foi arquitetado por uma fotógrafa belga, Cláudia Andujar, que reuniu algumas tribos, que não tinham nenhuma relação entre si, e criou a "nação imemorial dos ianomâmis", com o total apoio dos caciques brancos de Brasília.

O livro de Menna Barreto tem a apresentação feita pelo general-de-divisão Carlos de Meira Mattos, que assim inicia seu escrito:

"A questão ianomâmi, como é apresentada pelos interesses alienígenas, clama contra a lógica e o bom senso. Como reivindicar o controle político de um território brasileiro da extensão de 94.1991 km2 (semelhante à área de Santa Catarina e três vezes a superfície da Bélgica), para uma tribo que o habita, de 5.000 índios, no máximo, e que vive, até hoje, no mais baixo estágio da ignorância e primitivismo? Estes próprios índios ignoram as reivindicações que são feitas em seu nome, por organizações internacionais mascaradas com intenções científicas (ecologia, ambientalismo, antropologia) e que fazem uma pressão crescente no sentido de entregar a soberania dessa área aos seus habitantes" (pg. 11).

Em 1973, em noticiário bombástico, Cláudia Andujar se referiu aos índios ianomâmis, os quais, no entanto, nunca haviam sido identificados pelos exploradores que passaram pela região. E olha que foram muitos, tanto do Brasil, quanto do exterior. No capítulo 3, "A Ianomamização dos Índios", diz Menna Barreto: "Manoel da Gama Lobo D`Almada, Alexandre Rodrigues Ferreira, os irmãos Richard e Robert Schomburgk, Philip von Martius, Alexander von Humboldt, João Barbosa Rodrigues, Henri Coudreau, Jahn Chaffanjon, Francisco Xavier de Araújo, Walter Brett, Theodor Koch-Grünberg, Hamilton Rice, Jacques Ourique, Cândido Rondon e milhares de exploradores anônimos cruzaram, antes disso, os vales do Uraricoera e do Orenoco, jamais identificaram quaisquer índios com esse nome" (pg. 29). Com a autoridade de quem foi o primeiro comandante do 2º Batalhão Especial de Fronteira e do Comando de Fronteira de Roraima, diz Menna Barreto: "É preciso ficar claro antes de tudo que os índios supostamente encontrados por Cláudio Andujar são os mesmos de quando estive lá, em 1969, 1970 e 1971. (...) eles continuam a ser os xirianás, os uaicás, os macus e os maiongongues de sempre, ficando essa história de `ianomâmis` só para brasileiros e venezuelanos" (pg. 33).

Em 1985, quando Menna Barreto era Secretário de Segurança de Roraima, a população de Boa Vista ficou admirada com tantos aviões da FAB fazendo evoluções nos céus: dois aviões de transporte Búfalo, uma esquadrilha de jatos e alguns helicópteros. As aeronaves não eram para compor a Base Aérea de Boa Vista, recém-inaugurada. Eram para transportar agentes federais, que desceram no Garimpo de Santa Rosa, para aplicar castigos aos trabalhadores, como escreveu Menna Barreto: "após retirarem as pessoas de suas choupanas ao lado da pista, as teriam obrigado a se despirem, submetendo-as a vexames, ofensas e agressões, enquanto outras equipes procediam à destruição dos equipamentos e mantimentos existentes nas imediações" (Pg. 59 e 60). Menna Barreto soube, por integrantes da FAB, que a ordem de Brasília era, em um prazo de 4 semanas, "esvaziar os garimpos a oeste dos 62º e as áreas reivindicadas por macuxis, ingaricós e taulipangues nos Rios Suapi, Quinô, Cotingo e Maú, na região montanhosa, ao norte do Território" (pg. 60). Finaliza Menna Barreto seu capítulo 7, "A Vingança da Gringa": "Tempos depois - por informações vazadas da FUNAI - soube-se que a autoridade misteriosa não era outra senão a belga Cláudia Andujar. Com singular prestígio nas altas rodas de Brasília, intimidou órgãos do Governo com um protesto pela existência de brasileiros a oeste do meridiano 62º, no Garimpo Santa Rosa. A solução encontrada foi desencadear uma operação secreta de espancamento de garimpeiros, de modo a contentá-la, sem que mais ninguém neste país ficasse sabendo..." (pg. 62 e 63)

Raposa Serra do Sol teve sua origem em blefe semelhante à geração espontânea dos ianomâmis. Diz Menna Barreto: "E muito menos se pode chamar de ideal a conspiração criminosa de alguns `padres` com os índios transviados, para arrancar outro pedaço de Roraima, com a criação pretendida da reserva indígena Raposa - Serra do Sol, em uma parte do estado povoada, há dois séculos, por brasileiros" (pg. 155).

Depois das Nações Ianomâmi e Raposa Serra do Sol, vem aí uma nova nação, que está sendo engendrada pelos morubixabas da Funai, pelo CIMI e por sociólogos e antropólogos de diversas partes do mundo, para arrancar mais um naco do mapa do Brasil: a Nação Cué-Cué Marabitanas.

Guarde bem este nome: Cué-Cué Marabitanas. Logo irá aparecer nos noticiários. No momento é a TI Cué-Cué Marabitanas, que, juntamente com outras TI, existe apenas nos mapas da FUNAI, do CIMI e das ONGs. Fica no Estado do Amazonas, município de São Gabriel da Cachoeira e tinha 1.645 indígenas, em 1996, segundo fonte do Instituo Socioambiental (ISA). Na extremidade sul da TI Cué-Cué Marabitanas fica a cidade de São Gabriel da Cachoeira. Esta TI dos cués fica entre a TI Balaio, a leste (que faz fronteira com a TI Ianomâmi), a TI Alto Rio Negro, a oeste, a TI Médio Rio Negro I, ao sul, e a Venezuela, ao norte. Abaixo da TI Alto Rio Negro, existe ainda a TI Rio Apapóris (próximo à Vila Bittencourt). E a leste da TI Médio Rio Negro existem as TI Médio Rio Negro II e TI Rio Tea. Abaixo da TI Médio Rio Negro I - depois de uma faixa de terra ainda não pleiteada pela Funai para os indígenas - existe a TI Uneiuxi. Todas estas TI ficam no Amazonas. Com as demarcações de Balaio e Cué-Cué Marabitanas, o município de São Gabriel da Cachoeira terá 90% de suas terras destinadas aos índios! Convém lembrar que no Amazonas existe, ainda, a TI Rio Cuieras, na região de Manaus e Nova Airrão.

Você já tinha ouvido falar dos Cué-Cué Marabitanas? Eu, não. Será que eles também foram inventados pela FUNAI, como os ianomâmis? E com a ajuda de que estrangeiros? Guardou o nome? É Cué-Cué Marabitanas.

Pesquisando na Internet, descobri algo espantoso, que não vem sendo divulgado pela mídia, para que os vendilhões de nossa Pátria possam trabalhar mais à vontade. No Blog do Mércio (http://merciogomes.blogspot.com/2007/10/iluso-messinica.html), lê- o seguinte:

"...A ilusão messiânica também tem configurações laicas. Veja, por exemplo, a proposta do ISA de forçar a Funai a demarcar a Terra Indígena Cue Cue Marabitanas em tal dimensão que junte em uma única área as terras indígenas Yanomami (9,9 milhões de hectares) e Alto Rio Negro (10,5 milhões de hectares), as quais, junto com a demarcação de mais duas terras contíguas ao Sul, totalizariam cerca de 23 milhões de hectares e fechariam uma fronteira contínua de 2.500 km com a Venezuela e a Colômbia".

O que se pode depreender das investidas do ISA, com pleno apoio da Funai e do CIMI, e de milhares de ONGs, tanto nacionais quanto estrangeiras, o problema indígena no norte de Roraima e Amazonas é muito mais grave do que imaginávamos, depois que foram criadas e homologadas pelo Governo Federal as TI Ianomâmi e Raposa Serra do Sol. Ou seja, o movimento indigenista, de caráter entreguista (entre os brasileiros que apóiam tal patifaria) e de propósito gatuneiro(entre os espertalhões estrangeiros, que querem preservar para si, no futuro, a colossal riqueza do subsolo, de minerais raros), quer transformar uma área igual a três vezes o solo de Portugal em uma mega nação indígena. Sem falar que a TI Raposa Serra do Sol, que também faz divisa com a Venezuela, ao norte, e a Guiana, a leste, tem uma área superior a 1,7 milhão de hectares.

Não se pode esquecer o modus operandi desses patifes, muitos travestidos de padres e pastores evangélicos. Diz Menna Barreto: "Agem pela violência, seguindo a conhecida receita da guerrilha: intimidar para subjugar. E nem sabem mais por quê. O terrorismo, a violência deixou de ser o processo para ser o objetivo. E violência não pode ser ideal de ninguém. Bandido não pode ser herói. Bandido é bandido mesmo" (pg. 155).

Espertamente, brasileiros apátridas, sob as ordens de ONG estrangeiras, pretendem que o Governo Federal primeiro homologue a TI dos cués, um território menor, para então darem o golpe final, monumental, definitivo, que é a criação e homologação da TI Alto Rio Negro, que tem uma área superior ao território ianomâmi. Com isso, terão conseguido o diabólico intento, que irá mais do que duplicar as terras contínuas dos territórios indígenas junto à fronteira com a Venezuela e Colômbia, para mais fácil criar uma gigantesca e riquíssima Nação Indígena.

O que se pode prever é que, em futuro não muito distante, será criada a Grande Nação Ianomâmi, ou algum outro nome bombástico que venha a ter, que é o sonho milenarista dos novos beatos da atualidade. Será a efetivação da balcanização de toda a Amazônia, dilapidando as extensas terras que um dia pertenceram ao Brasil, país que, daí em diante, será conhecido mundialmente como Brasilistão - uma mistura de Brasil com Afeganistão. Outras extensas áreas indígenas do País terão o mesmo destino no futuro, a persistir a inércia dos brasileiros.

Convém lembrar, que, além dos indígenas, outros bantustões segregacionistas (Cfr. http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=5996&language=pt), de cunho socialista, estão sendo criados em todo o Brasil, dentro dos moldes do Apartheid sul-africano de triste memória, que são os acampamentos do MST e as terras reivindicadas pelos quilombolas.




(*) MENNA BARRETO, Carlos Alberto Lima. "A Farsa Ianomâmi", Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, 1995.

Anônimo disse...

NOTA

DO FÓRUM MESTIÇO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

EM APOIO AO MINISTRO GILMAR MENDES



O FÓRUM MESTIÇO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, centro independente, plural e apartidário de discussão da comunidade mestiça brasileira e de suas organizações representativas, vem expressar seu apoio às declarações de Sua Excelência o Ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, contra a manipulação dos direitos humanos. Este fórum entende que o uso politiqueiro dos direitos humanos, e dos órgãos públicos responsáveis pelo respeito aos mesmos, para atingir a imagem pública de cidadãos e instituições deve ser repudiado por todos.

Afirmamos que os atos de tortura empregados contra a resistência ao regime militar foram e são injustificáveis, tanto os cometidos contra grupos e pessoas verdadeiramente comprometidas com a defesa da democracia quanto contra grupos que desejavam trocar uma ditadura bipartidária por uma ditadura de partido único.

Consideramos repulsiva a idéia de que o sofrimento de pessoas vítimas de tais atos sejam considerados mais dignos de atenção e mais valorizados do que o sofrimento das vítimas de pessoas e grupos que, sob a desculpa de estarem enfrentando um regime ditatorial, submeteram seres humanos, ligados ou não ao regime militar, a tortura física e/ou psicológica, e a perversos atos de terrorismo.

Nesta oportunidade, expressamos também o nosso repúdio ao convite feito pelo Exmo. Sr. Presidente Luís Inácio Lula da Silva ao presidente comunista cubano Raúl Castro, cujo regime ditatorial que representa possui um histórico em relação ao desrespeito aos direitos humanos e às liberdade democráticas que fala por si só.

Manaus (AM), 7 de novembro de 2008.

A Coordenação









http://www.nacaomestica.org/nota_fmpp_081107.htm

Anônimo disse...

AULA DE CIDADANIA ONDE, JORGE SERRÃO?

QUER QUE EU TE PASSE O ENDEREÇO DE E-MAIL DE UMA PESSOA QUE VIU A PRESENÇA DE OPRESSORES DE GANGUE PRONTOS PARA BATER EM PESSOAS EM SEÇÕES ELEITORAIS PARA QUE O POVO VOTASSE NO OBAMA?

E VOCÊ VAI FICAR AINDA MAIS PASMO, NÃO HAVIA POLICIAMENTO EM AMBIENTES TOMADOS POR OPRESSORES.

E A BOCA DE URNA PAGA PARA FAZER PROPAGANDA?

AQUELA ELEIÇÃO FOI A MAIOR DESORGANIZAÇÃO MORAL.

OS ESTADOS UNIDOS, PAÍS QUE AMO, NÃO TEM MORAL PARA OBSERVAR ELEIÇÕES DE QUAISQUER OUTROS PAÍSES.