segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Rapidinhas Econômicas

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

E na CVM não vai nada?

Pelo menos um conselheiro da Comissão de Valores Mobiliários, que regula o mercado de capitais no Brasil, pode arranjar uma briga com a vice-Presidência da República.

Tudo porque investidores ameaçam entrar com uma queixa na CVM contra o filho de José Alencar – que preside a Coteminas-Spring - empresa, do setor têxtil, sediada em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.

No mercado financeiro, comenta-se que Josué Gomes Alencar fez operações especulativas, que deram prejuízo à empresa, sem autorização prévia do Conselho de Administração.

A grande questão é se a CVM vai ter coragem de comprar uma briga política de tal porte...

Fusão muito sadia

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica terá mais uma dor de cabeça, além de ser obrigada a engolir (em seco) a fusão do Itaú com o Unibanco.

A transnacional suíça Nestlé deve anunciar nos próximos dias a aquisição da Sadia – empresa controlada pela família do ex-ministro Luiz Fernando Furlan.

Se o negócio se confirmar, ficam a ver navios os fundos de pensão que controlam a Perdigão – que estavam loucos para uma fusão com a Sadia, mas que não obtiveram o sinal verde do Cade.

Será que o pessoal do Cade terá coragem de comprar uma briga com a poderosa Nestlé?

Mais Completo ainda

O Bradesco negocia mesmo a compra do tradicional e sólido Banco Safra – que está à venda.

O banco da Cidade de Deus também gostaria de ficar mais “completo” ainda se conseguir adquirir as operações do Citibank no Brasil e na América Latina.

Os dirigentes do Bradesco só pensam em como anular e superar o poderio do novo Itaú, do velho Santander e do inquebrável Banco do Brasil – que hoje lhe inviabilizam o caminho pela liderança no mercado bancário.

Sleep forever?

A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse neste domingo que ignora se há algum diálogo em andamento entre o banco

O governo federal dos EUA não negocia uma ajuda financeira ao Citigroup.

A informação foi dada ontem, em pleno vôo do Air Force One, pela porta-voz da Casa Branca.

Momentos decisivos

Na semana passada as ações da instituição atingiram sua mais baixa cotação em uma década e meia, valendo quase nada (uns US$ 3 míseros dólares).

O Goldman Sachs já avisou que não está interessado em comprar o combalido Citigroup, mesmo com uma substancial ajuda financeira do governo dos EUA.

Ou o Citi se vende em pedaços ainda rentáveis, ou terá de mudar seu slogan de “The Citi never sleeps” para “The Citi sleeps forever” (de o Citi nunca dorme, para o Citi dorme para sempre).

Insistindo na Marolinha

O chefão Lula da Silva e seu time discutirão hoje, em reunião ministerial, um novo pacote contra a crise econômica.

Entre as medidas previstas estão cortes do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para setores em dificuldades, como agricultura, indústria automobilística e construção civil, além de manter investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Lula estuda até uma campanha publicitária para que o brasileiro não deixe de consumir.

A avaliação no Planalto é de que a crise só chegará ao País com maior intensidade em 2009.

Merece crédito?

O presidente Henrique Meirelles garantiu ontem que o mercado de crédito brasileiro entrou em um processo de recuperação gradual, após a forte contração registrada no início de outubro deste ano, com a piora da crise financeira internacional.

O fato de bancos públicos ainda terem uma significativa fatia do mercado de crédito brasileiro, que foi reestruturado ao longo dos anos, contribuiu para essa recuperação”.

Como todos acreditamos em Papai Noel, Meirelles merece um crédito de confiança, né?

Consumidor cabreiro

A população das classes C e D acredita que sentirá a crise quando o desemprego alcançar sua família.

O entusiasmo das classes C e D com o crédito fácil, que estimulava as compras, deu lugar a um consumidor mais criterioso e ponderado.

Por enquanto, segundo indicadores, essa preocupação não se refletiu em queda de vendas no varejo nem na indústria.

Armação leonina

A Receita Federal deixará de arrecadar neste ano R$ 76 bilhões em razão de isenções, anistias, subsídios, reduções de alíquotas ou deduções em impostos.

Esses gastos tributários, que beneficiam empresas e pessoas físicas, representam 2,77% do Produto Interno Bruto (PIB).

As desonerações, que se intensificaram sobretudo a partir de 2005, foram o instrumento de redução da carga tributária usado pelo governo para dar a determinados segmentos da economia ganhos de competitividade.

Mãe nervosa

A querida mãe do PAC, a favorita Dilma Rousseff, está fula da vida com o juiz federal Élcio Arruda, de Rondônia, porque ele paralisou uma obrinha de R$ 18 bilhões de reais.

Tudo porque o magistrado suspendeu a licença parcial de instalação da hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira.

A licença fora concedida pelo Ibama, depois de muitas idas e vindas, ao consórcio Enersus (Energia Sustentável do Brasil S/A).

O time é formado pelo grupo franco-belga Suez, pela Camargo Corrêa e pelas estatais Eletrosul, Chesf.

Índios econômicos

Cerca de 200 líderes da Associação Yanomami Hutukara (HAY), representando os 15.000 indios espalhados no território da Venezuela e outros 15.000 no território brasileiro, estão reunidos até dia 30 de Novembro em assembléia geral.

Como se fossem membros de uma imensa “nação independente”, os indígenas vão debater e deliberar sobre: o Projeto de Lei de Mineração em Terras Indígenas, Saúde Indígena, o Estatuto do Índio, crescimento do garimpo, defesa e proteção da terra e do povo Yanomami.

ONGs internacionais e o CIMI (Conselho Indigenista Missionário Internacional) estão presentes na organização e financiamento do encontro.

Trata-se de um movimento para formação de uma nova nação, independente do Brasil e dependente das ONGs, do CIMI, e da WWF do príncipe Charles...

ìndio quer grana

Os índios cinta-larga voltaram a explorar clandestinamente diamantes na reserva indígena Roosevelt, em Rondônia, apesar da vigilância da Polícia Federal.

Os diamantes são contrabandeados para o exterior a preços aviltados ou são "lavados" em Ijuina (MT), onde o garimpo é legal.

Na área indígena há 28 jazidas de diamantes, a maior reserva do mundo.

Cláudio Humberto denuncia hoje que tal exploração é controlada por meia dúzia de caciques, que estão ricos.

Manguaça mais cara

Cachaceiros protestam porque o chefão Lula sancionou a Lei 11.827 que altera a fórmula de cálculo para a cobrança do IPI, PIS e Cofins incidente sobre a venda de águas, refrigerantes e cervejas.

A mudança provocará um aumento da tributação para o setor de bebidas a partir de 1º de janeiro de 2009, e os produtos mais caros serão os mais atingidos.

Atualmente é aplicada uma alíquota única de cada tributo por litro do produto, sem considerar o preço final ao consumidor e a embalagem do produto, o que penaliza os pequenos fabricantes.

Sinto muito mesmo

Brasileiros jovens cometem a imbecilidade de usar, cada vez menos, o cinto de segurança no banco do carona – onde o risco de morte por acidente é maior.

Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 1.034 estudantes de faculdades públicas e privadas de São Paulo e Rio, os autores diagnosticaram que 15% não usam o cinto quando são caronas.

Em 2006, 93% dos que se sentavam no banco do carona informaram que usavam a proteção.

Para o jovem idiota que prefere morrer, resta apenas um “sinto muito”...

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Novembro de 2008.

Um comentário:

Anônimo disse...

Indio quer apito? Que nada! Indio quer diamante, avião, celular, computador e quer ser controlado por pai branco do norte. Os da Funai, Funasa e protetores querem ser os corretores de vendas...Tudo honesto.