quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Rapidinhas Políticas

Edição de Quarta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Quem levou o seu?

Documentos apreendidos na Operação Satyagraha indicam a existência de um esquema que movimentava R$ 18 milhões apenas em propinas para políticos, juizes e jornalistas.

A revelação foi feita pelo delegado Carlos Eduardo Pelegrini Magro, um dos responsáveis pelo inquérito que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, durante reunião de três horas com a cúpula da Polícia Federal, no dia 14 de julho.

Pelegrini diz ter apreendido, na operação, bilhetes e informações digitalizadas detalhando o esquema de propina.

DVD tem a força

O delegado Carlos Eduardo Pelegrini Magro classificou o grupo que orbita em torno de Dantas de "muito forte" e citou o teor de um dos bilhetes:

Nosso alvo é extremamente estrategista. Ao pegar o laptop (na casa dele, na hora da apreensão) estavam os manuscritos: na PF vai a pessoa tal, falar com tal. No Judiciário vai a pessoa tal. No jornalista, a gente contrata o Mangabeira para chegar nos meios de comunicação. Estava todo o organograma dele lá”.

O problema é que a Polícia e a Justiça não conseguem pegar os peixes grandes que aparecem no organograma do poderoso DVD...

Nada de promoção

O juiz federal Fausto Martin De Sanctis decidiu não pedir uma promoção para desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul).

Com 17 anos de atuação, De Sanctis é o juiz mais antigo entre outros cinco que concorriam ao cargo e, se formalizasse o pedido, seria promovido.

Mas, caso optasse pela promoção, deixaria a 6ª Vara Federal possivelmente até dezembro, deixando assim o caso Dantas.

De Sanctis agradece as manifestações de apoio que vem recebendo e afirma que a "decisão não se encontraria madura para ser adotada de imediato".

Empurra pra frente

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adiou o julgamento da representação disciplinar protocolada pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) contra suposto desvio funcional de conduta do juiz federal Fausto De Sanctis.

A análise, que ocorreria ontem, foi remarcada pelo relator da ação, ministro Gilson Dipp, para a próxima sessão do CNJ, prevista para o dia 2 de dezembro.

O parlamentar reclamou que o juiz titular da 6ª Vara Criminal Federal teria fornecido à Polícia Federal, durante a Operação Satyagraha, senhas de acesso a cadastros e histórico de ligações realizadas em todo o País.

Dia D é na sexta-feira

O juiz Fausto Martin de Sanctis conduzirá a partir das 10h de hoje a audiência final de entrega das alegações no processo em que o banqueiro Daniel Dantas é acusado de corrupção por tentar subornar um delegado da PF.

O juiz exigiu as presenças de Dantas e de outros dois executivos do Opportunity, Hugo Chicaroni e Humberto José da Rocha Braz, apesar das contestações dos advogados do grupo.

Os réus são acusados de tentar subornar delegados da PF com US$ 1 milhão para barrar a operação Satyagraha.

A previsão é que a sentença de De Sanctis contra os três saia na sexta-feira.

Pedido negado

O ministro Arnaldo Esteves Lima, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de reconsideração de liminar em habeas corpus solicitado pela defesa do banqueiro.

A defesa pretendia obter o reconhecimento da incompetência do Juízo da 6ª Vara Federal, bem como evitar o comparecimento do banqueiro à audiência marcada.

Tudo porque existe a possibilidade de Dantas ser condenado.

Defendendo-se

A tese do banqueiro se concentrará na negativa da autoria do crime.

Já as defesas de Braz e Chicaroni dirão que eles foram provocados para fazer a tentativa de suborno filmada pela PF.

Dantas ainda pode ser denunciado por lavagem de dinheiro, crime financeiro e formação de quadrilha, entre outros crimes.

Postura medieval

O delegado Ricardo Saadi, novo responsável pelo inquérito da Operação Satiagraha, já dispõe de elementos para pedir a prisão do banqueiro Daniel Dantas, suspeito de crimes financeiros.

Desta vez, o pedido de prisão - que, se confirmado, será o terceiro da PF contra Dantas - deverá ser sustentado por um texto objetivo, com provas técnicas e fatos novos.

Para a defesa do banqueiro, a nova solicitação de prisão "mostrará uma postura de justiça medieval".

Jura que não tem crise?

O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou ontem uma possível crise dentro da Polícia Federal por conta dos últimos episódios envolvendo a Operação Satyagraha e o afastamento do delegado Protógenes Queiroz das investigações.

Não está havendo falta de controle, pelo contrário, todos os controles da Polícia Federal estão sendo aprimorados”.

Tarso afirmou que, "por mais mérito que tenha uma operação", nada justifica desvios de conduta ou violação da legalidade.

Jura que resolve?

O ministro salientou o controle interno da Polícia Federal serve justamente para sanar esses problemas.

Por mais correta que seja a investigação, por mais importante e mesmo pelos bons objetivos que ela tenha alcançado, nenhum tipo de investigação justifica desvios de conduta, porque ela corre o risco de perder o mérito e isso é uma preocupação da corregedoria”.

Ninguém imune

Já o queimado diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, afirmou que nenhuma instituição ou órgão do governo está imune a desvios de conduta, mas ponderou que o mérito das investigações não pode legitimar tal prática.

"São dois pontos que nós temos que trabalhar dentro da legalidade: observando todo o arcabouço legal do país e todas as normas internas de procedimento da polícia. O resultado disso é uma prova legítima e que vai produzir efeitos melhores do que quando há desvio de conduta".

Quem tem razão: Tarso Genro ou Luiz Fernando?

Perdeu o emprego vitalício

O advogado-geral da União, Antonio Dias Toffoli, perdeu a chance de ir para o Supremo.

Tudo porque não deu um parecer favorável aos revanchistas na ação movida por procuradores paulistas contra os coronéis Brilhante Ustra e Aldir Maciel (este já falecido), acusando-os de “torturadores”.

Toffoli preferiu ouvir o conselho do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que ficou contra a turma revisionista da Lei de Anistia, liderada por Tarso Genro e Paulo Vanucci.

Quem pode salvá-lo?

O Supremo Tribunal Federal inicia hoje o julgamento do Inquérito 2.424 contra o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça, Paulo Medina.

Paulo Medina é acusado pela Operação Furacão, da Polícia Federal de participar de um esquema de venda de decisões judiciais.

O advogado de Medina é Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, um dos amigos mais influentes dos poderosos no atual governo Lula.

Isso só indica que Medina é uma pessoa estratégica, que precisa ser preservada...

Sem reforma

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou ontem qualquer reforma ministerial em seu governo até 2010 e enviou um recado ao PMDB dizendo que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é cota sua.

Após almoço ontem no Itamaraty com o presidente da Indonésia, Lula afirmou que só fará mudança no governo se algum ministro quiser se candidatar em 2010.

O PMDB vinha manifestando nos bastidores interesse em assumir mais ministérios e também estava em rota de colisão com o ministro da Saúde.

Perdeu, deputado

O deputado estadual Natalino José Guimarães renunciou ontem ao seu mandato na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Com a decisão, Natalino, que é apontado pela polícia como um dos líderes da organização criminosa "Liga da Justiça", deixa de ter foro privilegiado.

Os processos que ele responde por formação de quadrilha, porte ilegal de arma e resistência qualificada deixam de tramitar no Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), o que deve atrasar o processo.

Golpe do blindado

A polícia prendeu na manhã de ontem oito pessoas suspeitas de terem envolvimento com uma quadrilha que aplicava golpes com carros blindados em seguradoras – num tombo que pode chegar a R$ 2 milhões.

Entre os presos na operação estão um oficial de justiça, uma técnica judiciária, um funcionário de seguradora e uma policial civil, além dos "laranjas".

A "Operação Seguro Blindando" foi realizada na Barra da Tijuca, na Penha, Brás de Pina e Rocha Miranda, entre outras regiões do Grande Rio.

O tombo do seguro

Os bandidos compravam carros de luxo com blindagem prestes a vencer.

Com isso, o valor do veículo caia no mercado, mas não para o seguro.

Depois, os safados faziam um falso anúncio de roubo e pegavam o dinheiro integral das seguradoras.

O golpe é conhecido como "o tombo do seguro".

Juíza filha da mãe

Uma juíza britânica que escreveu um bestseller autobiográfico contando os abusos que teria sofrido na infância responde agora a um processo de difamação movido pela própria mãe.

A mãe, Carmem Briscoe-Mitchell, entrou com o processo contra a filha depois de ter sido acusada, em um livro de memórias, de abuso e negligência.

Constance Briscoe, advogada e uma das primeiras mulheres negras a atuar também como juíza na Grã-Bretanha, fez as alegações contra a mãe no livro de memórias Ugly (Feia, em tradução livre), publicado em janeiro de 2006.

Acusações graves

No livro, que se tornou um sucesso de vendas, Briscoe, de 51 anos, afirma que a mãe, hoje com 73 anos, batia e cuspia nela e a deixava sem comida durante sua infância.

Briscoe também relata, em suas memórias, que a mãe havia "beliscado e esmurrado" seus seios e que também sofria abusos nas mãos de seu padrasto.

Briscoe-Mitchell, uma jamaicana que imigrou para a Grã-Bretanha nos anos 50, reclama que as alegações da filha são "ficção".

O advogado da mãe, William Panton, já alegou aos aos jurados da Alta Corte, em Londres, que, segundo sua cliente, os incidentes narrados no livro nunca aconteceram.

Cachaçofobia?

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT ) enviou um ofício à empresa Magic Center pedindo que ela “se dignifique a retirar” o rótulo do produto de uma marca de cachaça.

O nome da caninha que gerou polêmica é “Cura Veado”.

A ABGLT considera que o nome da cachaça “contribui para o preconceito e a discriminação, pois transmite uma idéia errônea da realidade homossexual, além de fazer deste cidadão objeto de riso”.

Perigo...

O movimento gay precisa tomar cuidado, porque daqui a pouco vai ter cachaceiro os acusando de praticar o crime de “cachaçofobia”...

Afinal, “Cura Veado” é daquelas cachaças populares de nomes inusitados como “Pau de Tenente”, “Chupa Cabra” e “Quebra Chifre” ou “Na Bunda” (que tanto cachaceiro famoso gosta de tomar – sem trocadilho infame, por favor).

O Sindicato Nacional dos Cachaceiros espera que o presidente Lula da Silva emita uma nota oficial contra tal preconceito, ou envie um projeto de lei para impedir tamanha discriminação contra quem gosta de tomar umas e outras, principalmente aquelas canas com rótulos sacanas...

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Novembro de 2008.

2 comentários:

Anônimo disse...

URGENTE

O sindicato Das Sogras e da Associação Dos Cornos do Brasil, baseados na jurisprudência da ABGLT, planeja também pedir que se retire o nome dos rótulos das cachaças: AMANSA CORNO e ENTERRA SOGRA.

Fonte. Maria dos conselhos Bons, Psicológa da associação.

Humberto disse...

OLHA A ENCRENCA QUE ISSO VAI DAR!!!!!! será?


A verdade sobre a venda do Unibanco.
Quem comprou o Unibanco foi você.


E VIVA NOSSA ECONOMIA !!!!!


Cheguei há pouquinho do Rio, onde trabalhei muito, quase 'fundindo a cuca';
mas não poderia de deixar de responder esse seu mail agora, porque há +/- 2
meses o 'pessoal' da Ágora de SPaulo (vc conhece?) me 'bateu a bola' e a
passei a alguns amigos nos USA e não sei se também te copiei;

de que o Henrique Meirelles tinha ido as pressas p/ NYork, devido à falência
da AIG maior seguradora dos USA e que o Governo Americano a tinha
estatizado!

O Bush e seus asseclas, por pura pressa e INCOMPETÊNCIA, não tinham avaliado
as muitas implicações internacionais dessa medida.

Dentre muitas a AIG era controladora do UNIBANCO. Portanto o UNIBANCO
PASSAVA A PERTENCER AO GOVERNO AMERICANO,

e ,salvo o compulsório, a AIG, tinha esvaziado a caixa do UNIBANCO e a tinha
'enchido de "mortgages" podres americanas'.

Resultado: O Banco Central, emprestou a fundo perdido dinheiro ao ITAÚ, que
não precisava e forçou ao BNDES a emprestar dinheiro à 'taxas simbólicas' ao
ITAÚ, para o mesmo fim. Em realidade você e eu compramos o UNIBANCO!!! E os
'títulos podres' do AIG, ficaram pro B.Central!

Um novo PROER igual ao Marka/Fonte/Cindam concedido ao nosso 'amigo'
Salvatore Cacciolla!!!

Isto tudo, é pura verdade e pode passar adiante!!!

Há ainda o Banco Panamericano (Silvio Santos ), que 'explodiu' e a
Financeira Aymoré, que financiou, sem garantias, compra de milhares de
carros 0Km, com entrada de R$1,00 e pagamentos das primeiras 72 prestações
só em março de 2009!!!

Esta BOMBA e outras vão 'estourar no colo' do blindado Lulla! Aí e depois
com as outras CASAS BAHIA E INSINUANTE etc., vamos ver como ficam as
coisas...