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Por Jorge Serrão
Em mais uma demonstração de que dá mais valor aos seus negócios familiares – e se importa menos com os princípios de democracia, transparência e boa governança -, o chefão $talinácio ordenou que a Presidência da República não divulgue a lista de 15 convidados do filho do filho do Brazil, Fábio Luiz Lula da Silva, que pegaram carona de São Paulo para Brasília em um dos aviões presidenciais, no dia 9 de outubro. O presidente Henrique Meirelles, do Banco Central, estava no voo que teve de desviar a rota para apanhar os parceiros de Lulinha.
O deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) já apresentou um requerimento para que a Presidência divulgue quem passeou no Boeing da FAB. Ontem, enviou mais dois requerimentos: um para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e outro para o Ministério da Defesa, exigindo explicações. Se forem identificados os passageiros, corre-se o risco de saber com quem Lula e seu filho fazem, no mínimo, tanto marketing de relacionamento. Daí seria um pequeno voo de observação para se desvendar quem faz bons negócios com os poderosos de plantão.
O Bolcheviquepropagandaminister de Lula já soltou um comunicado classificando tudo de “nornal”: "A possibilidade de o presidente da República convidar pessoas para deslocamentos em aviões oficiais baseia-se numa prerrogativa tradicionalmente exercida no Brasil: foi assim em governos anteriores, tem sido assim no atual". E PT saudações... Ao jornal O Globo, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República admitiu que não há qualquer legislação que respalde a utilização de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar convidados do presidente para a capital federal.
Mas a lei joga contra os segredos de Lula. O decreto 4.244 não estabelece regras para o presidente da República usar aviões da FAB. Mas tem um detalhe: as autoridades devem informar à FAB quem são as pessoas que as acompanham na viagem. A regra, em vigor desde 2002, faz referência apenas ao vice e aos ministros do governo, presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. Para eles é assegurado o direito de usar os aviões para viajar a trabalho e ir para casa nos fins de semana. Os aviões também podem ser usados "por motivo de segurança e emergência médica".
O decreto 4.244 foi editado no governo Fernando Henrique, depois que ministros de seu governo foram acusados de ir passear em Fernando de Noronha em jatinhos da Força Aérea. Alguns deles foram processados pelo Ministério Público Federal por conta disso. Ronaldo Sardenberg foi condenado em 2001 pela Justiça Federal por ter usado inadequadamente aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para viagens a passeio. O ex-ministro teria viajado, com a família, em jatinhos da FAB para Salvador e Ilhéus (BA), em seis ocasiões, nos feriados de carnaval, Natal e ano novo, em 1996 e 1997.
Sardenberg não foi o único integrante do alto escalão do governo FHC a ser acusado de usar avião da FAB em passeios. Também houve denúncia semelhante contra o então chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Alberto Cardoso, e os ex-ministros Paulo Renato de Souza (Educação) e Sérgio Amaral (Indústria e Comércio Exterior). Até o então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, também foi acusado de voar para Fernando de Noronha em avião da Força Aérea Brasileira.
Tudo a ver
O dia 9 de outubro, uma sexta-feira, era véspera de um feriadão importantíssimo.
Segunda-feira seria comemorado, mundialmente, o Dia da Criança.
Assim fica bem justificado porque Lulinha podia levar quem quisesse em um dos aviões que serve ao seu querido pai.
Tarso negocia
Os quase US$ 30 milhões do chamado propinoduto, depositados no Discount Bank and Trust Company, serão devolvidos pelo governo da Suíça nas próximas semanas.
Tarso Genro está na Suíça negociando, pessoalmente, a volta do dinheiro originário de propinas pagas por empresas em troca de benefícios fiscais.
A gigante Nestlé foi uma das empresas extorquidas pelo esquema que acabou condenando 22 pessoas a penas entre 14 e 17 anos por corrupção, lavagem de dinheiro, e organização criminosa.
Entre os ilustres punidos, Rodrigo Silveirinha, subsecretário de Administração Tributária da Secretaria estadual de Fazenda durante a gestão de Anthony Garotinho, e os empresários de futebol Reinaldo Menezes Pitta e Alexandre Silva Martins, acusados de enviar o dinheiro do esquema do propinoduto para paraísos fiscais no exterior, através de suas empresas.
Haja papel higiênico...
O fabricante de papel higiênico Neve está levando ao ar, desde a manhã de ontem, nas principais emissoras de rádio do País, um comercial engraçadinho.
A peça publicitária - bolada pela DPZ sobre o "novo Pack (embalagem) de Neve" - faz uma alusão ao PAC do governo.
Sem citar o santo nome de Dilma, um imitador de Lula, o humorista Beto Hora, da Rádio Bandeirantes, utiliza os principais bordões usados pelo presidente, como "companheiros e companheiras" e "nunca na história deste país", para falar que está lançando um "pac que vai trazer mais economia para os brasileiros.
Quem precisa de ajuda?
O personagem prossegue batraqueando que quer "chamar aqui a maior responsável por esse sucesso. Com vocês, a ministra. Ué, cada a ministra?".
E no fundo, se ouve uma voz feminina gritando "Alfredooooo" (personagem de um mordomo que sempre marcou as propagandas do papel higiênico Neve).
E em seguida, o suposto "Lula" volta a discursar:
"Vamos aproveitar (diz rindo) que a ministra está em conferência com o Alfredo pra falar do pack econômico de Neve com 16 rolos. Nunca na história deste país o povo teve tanta maciez. Só papel higiênico Neve tem o toque da seda. É impossível viver sem Neve".
Pedido do Lulinha
O humorista admitiu ontem que não conhece Lula pessoalmente, mas, certa vez, teve um encontro com Fábio, filho de Lula, que pediu para que o humorista ligasse para o presidente e falasse bem dele:
“Olha, vê se compra umas roupinhas novas para o Fábio, afinal ele tem que se vestir bem, é filho do presidente”.
Beto Hora acrescentou que Lula riu muito da imitação ao telefone.
Será que limpa?
O implacável Beto Hora ainda tirou uma casquinha da presidenciável Dilma Rousseff:
“Sou humorista há 20 anos e sempre imitei o Lula, mas deixei bem claro que sou apenas um artista. Os responsáveis pelo comercial são a agência e a empresa. Acho até que os petistas e os mais conservadores não gostarão, mas o público mais jovem vai gostar. Talvez a ministra Dilma possa não gostar, mas, por outro lado, vai ficar a mensagem de que se ela fizer alguma bobagem no governo, o Neve limpa”.
O desafio será grande para o famoso papel higiênico.
Nada a declarar
O Palácio do Planalto já avisou ontem que não comentaria a peça publicitária criada por Fernando Rodrigues e Kleber Fonseca, com direção de criação de José Zaragoza, Fernando Rodrigues e Diego Zaragoza.
O Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) disse que a propaganda ainda não foi analisada pelos conselheiros, mas a princípio afirma que não há proibição para que se faça paródia com governantes.
Segundo o Conar, usar de humor em comerciais não é antiético e não desrespeita a autorregulamentação publicitária, mas caso algum consumidor ou os políticos se sintam ofendidos, poderá ser aberto um processo no Conar para a discussão ética da propaganda.
Se o relator do caso verificar alguma infração ética, poderá conceder uma liminar e retirar a peça publicitária do ar.
Nova do Caetano
Caetano Veloso - que é hostilizado por alguns segmentos petistas desde que criticou a baixa escolaridade de Lula – voltou a irritar o Palhaço do Planalto em entrevista ao jornal O Globo de ontem:
Caetano considerou antidemocrática a postura dos que rejeitam qualquer tipo de crítica à figura do presidente, e avisou que não liga para as críticas:
“Eu não me incomodo, por exemplo, que esteja todo mundo me xingando porque eu disse que Lula fala como um analfabeto, como se fosse uma novidade. Não me incomodo que um monte de gente esteja me xingando, porque eu não quero a aprovação de todo mundo. Eu acho que querer a aprovação de todo mundo é péssimo. Isso é um problema. Eu acho ruim, no Brasil hoje, ninguém poder dizer nenhuma palavra que pareça ser antipática, crítica ou hostil a Lula. Por que não pode? É muito ruim, isso. Isso é um projeto que aconteceu na União Soviética, com Stálin, na China, com Mao Tsé-Tung, acontece ainda em Cuba, com Fidel. Não se pode dizer, só se pode adular o líder. Isso para mim é o que há de pior. Nesse ponto, eu nem me incomodo de o jornal ter distorcido o que eu disse, botando, na primeira página, como se eu tivesse querido agredir o Lula e compará-lo com Marina. Eu estava comparando Marina com Lula e com Obama. Como Lula, ela é de origem humilde etc; como Obama - e diferentemente de Lula -, ela escreve bem, fala bem. Lula, de fato, usa metáforas cafonas, linguagem grosseira e erra a gramática do português, a norma culta. Todo mundo sabe que é assim. Os linguistas aplaudem, o povo acha bom, eu também acho bom, eu votei em Lula chorando, para se eleger - não para se reeleger. Eu chorei dentro da cabine. Chorei de emoção. Pode ser que eu chore quando vir esse filme, porque eu chorei vendo "2 filhos de Francisco" e possivelmente chorarei vendo "Lula, o filho do Brasil". Mas talvez não chore tanto quanto chorei no dia em que votei em Lula para presidente”.
Adriana censurada
A ONG Repórteres sem Fronteiras, com sede em Paris, em nota intitulada: “Dois blogueiros proibidos de criticar político acusado de peculato”, pede às autoridades brasileiras que se pronunciem no caso da censura aos blogs de MT, imposta pelo juiz Pedro Sakamoto em favor do deputado José Riva:
“Esta é uma grave violação da liberdade de expressão como os dois blogueiros apenas expressaram as suas opiniões, o que não é um crime. Censura preventiva viola os princípios da Constituição democrática de 1988. Instamos as autoridades federais para tomar uma posição sobre este assunto e para pôr cobro a tais formas inaceitáveis de assédio por parte dos políticos, mesmo aqueles que apóiam o governo”.
Adriana Vandoni ressalva que as duas únicas autoridades brasileiras que se pronunciaram sobre a absurda censura, foram os senadores Arthur Virgílio (PSDB/AM) e Alvaro Dias (PSDB/PR).
Clique aqui e leia a íntegra da matéria – em vários idiomas.
EB, lembrai da loura da Uniban...
O 2o Sargento do Exército Jorge Vanderley Pedroso da Silva corre o risco de responder a um Inquérito Policial Militar (IPM), por "críticas a Instituição e a governos".
Tudo porque o Sargento entrou em contato com o jornal de sua cidade (Santa Maria – RS), e fez declarações públicas no espaço destinado ao leitor.
Foram declarações normais e inofensivas a qualquer pessoa ou Instituição, apenas com declarações sob a ótica do seu ponto de vista pessoal.
O EB devia pegar mais leve com o sargento, lembrando de que punição gera danos à imagem – a exemplo do ocorreu com a famosa loura da Uniban.
Sobrou para o Tuma
O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou ontem duas ações na Justiça Federal pedindo a responsabilização do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e do senador Romeu Tuma (PTB-SP) pela ocultação de cadáveres de desaparecidos políticos no período da ditadura, nos cemitérios de Perus e Vila Formosa.
A ação pede que eles sejam condenados a pagar uma indenização de 10% do patrimônio pessoal para reparação de danos morais coletivos.
De acordo com o Ministério Público, desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa de forma totalmente ilegal e clandestina, com a participação do IML, do Dops e da prefeitura.
Maluf foi prefeito de São Paulo de 1969 a 1971, e Tuma (odeia que lembrem isto) foi chefe do Dops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) entre 1966 e 1983.
Efeito Toró?
O Banco Panamericano confirma ontem que está em negociação com a Caixa Econômica Federal para a venda de cerca de 49% do capital social votante e 20% do capital não votante.
Em fato relevante entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco informou que seu acionista controlado, ou seja o Grupo Silvio Santos, está mantendo entendimentos com a CEF por meio da Caixa Participações S.A. (Caixapar), mas que até o momento não há qualquer documento assinado entre as partes.
Na crise de 2008, circularam informações de que o Panamericano recebera um socorro do governo – o que nunca foi, nem será, confirmado.
Divórcio carinho
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, fará de tudo para não pagar uma pensão compensatória de 3,5 milhões de euros mensais (mais de R$ 9 milhões) por seu divórcio.
A atriz Veronica Lario, ex-mulher dele, pediu 42 milhões de euros ao ano (mais de R$ 109 milhões), por não aceitar uma separação pactuada.
Cadada 19 anos com Berlusconi, Veronica Lario anunciou o divórcio de Berlusconi em 28 de abril, após saber que seu marido esteve Casoria para o aniversário de 18 anos de Noemi Letizia.
O mal-estar da ex-atriz cresceu com as notícias das noitadas de seu marido com prostitutas de luxo em sua residência romana.
Haja documento...
A cantora Rihanna, de 21 aninhos, revelou que não sai com homens que não sejam bons de cama e declarou suas preferências:
"Se eu estou saindo com alguém, vou checar o cara de cima a baixo", explicou. "Ele tem que ser bom de cama e o tamanho importa. A beleza interior conta, claro, mas sem o brinquedinho não é tão divertido".
Lá no Planalto tão perguntando se o ministro da Cultura, Juca Ferreira, que alegou estar até com seu “pinto indignado” por causa de intrigas políticas, teria chances com a jovem Rihanna.
Já pensou?
O ex-piloto francês Alain Prost, tetracampeão mundial de F-1, reclamou que o piloto finlandês Kimi Raikkonen, ex-Ferrari, é "preguiçoso" e gosta de bebida e festas.
Ainda bem que Prost não é comentarista político no Brasil.
Imagina o que o pequeno francês bocudo não falaria do nosso piloto número 51 da Nação...
Vida que segue...
Ave atque Vale!
Fiquem com Deus.
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Novembro de 2009.
3 comentários:
RAPOSA SERRA DO SOL
Índios relatam situação de penúria a coordenador da retirada de não-índios
Jirair Meguerian disse que vai relatar problemas ao ministro Ayres Britto
ANDREZZA TRAJANO
O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, desembargador Jirair Meguerian, está em Roraima para verificar de perto a situação de índios da terra indígena Raposa Serra do Sol, ao norte do Estado, que dizem estar sem condições dignas de sobrevivência diante da falta de emprego, de chuva para plantar e do recente fechamento de garimpos ilegais que existiam na reserva.
A situação deles é caótica. Os índios das regiões montanhosas de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, disseram ao desembargador que precisam de gado para se alimentar. Os de áreas de fácil acesso, como Surumu, disseram que precisam de um projeto de irrigação para produzir.
As necessidades deles serão encaminhadas ao ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo que validou a demarcação da reserva em área contínua - ainda que não se trate mais de execução da medida -, para que busque junto a órgãos federais apoio aos índios.
fonte. folhabv.com.br
É sabido pelo povão que a voz do povo é a voz de Deus. Talvez, o vice-versa não seja mais verdadeiro, pois como também já é sabido, toda unanimidade é burra...
O excelente compositor/poeta Caetano Veloso, parece que chegou a esta conclusão sozinho e tardiamente, isto sem a ajuda dos universitários, porque fala o óbvio para justificar alguma coisa que talvez ainda lhe incomode. O mesmo (Caetano), ainda não sabe se a sanha arranha o carro, nem se o sarro arranha a Espanha (letra da música Qualquer coisa). E continua, mesmo com o pito da sua mãe, a insistir na sua teimosia – Esse papo seu já tá de manhã (letra da música Qualquer coisa).
Dizem, que para ser compositor/poeta neste imenso e variado Brasil, é necessário ter um pouco da pá-virada e ser um tanto quanto esquisitão. Mas, Caetano, você está levando isso ao pé da letra...
Caetano, meu rei! - Explicação é para porteiros e não para os ouvintes de suas belíssimas músicas...Dá um tempo, meu!
Fizeram uma festa hayve às nossas custas dentro do avião da FAB.
Agora, até a FAB está desmoralizada.
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