segunda-feira, 12 de julho de 2010

Brasil propõe “dividir com a ONU” os bilhões de dólares que brasileiros mantêm ilegalmente no exterior

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net (atualizado nesta Segunda)

Por Jorge Serrão

Fiel cumpridor dos preceitos globalitários, o governo $talinácio negocia uma fórmula criativa para acelerar a repatriação de U$ 3 bilhões de dólares bloqueados de brasileiros em paraísos fiscais. A ideia é liberar parte do dinheiro ilegal que voltar para cá para ajudar o UNODC, órgão das Nações Unidas que articula o combate ao crime organizado. Fruto da evasão de divisas, corrupção, tráfico de drogas e crimes contra o sistema financeiro nacional, o dinheiro está depositado em contas nos Estados Unidos, Suíça, Reino Unido, Ilhas Cayman, França, Luxemburgo, Uruguai, Bahamas e China.

Quem negocia o novo sistema de recuperação de dólares ilegalmente enviados para fora é o recém-empossado Secretário Nacional de Justiça (SNJ). O advogado Pedro Vieira Abramovay, de 30 anos, substitui Romeu Tuma Júnior – detonado do cargo por suspeita de envolvimento com Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li - acusado de integrar a máfia chinesa. Defendendo a fórmula de dividir o dinheiro com a ONU, Abramovay alega que convenções sobre combate ao crime organizado já preveem que o país deposite uma parte do dinheiro recuperado para essa cooperação técnica, só que ninguém faz isso.

Pedro Vieira Abramovay informa que centenas de brasileiros estão envolvidos tanto nesses crimes quanto nas remessas ilegais ao exterior. Parte considerável dos processos atinge pessoas jurídicas e fundos de investimentos aos quais se vinculam dezenas de pessoas físicas. Para cumprir a missão de trazer o dinheiro bloqueado lá fora mais depressa, Abramovay avisa que tem pressa na momeação de um chefe para o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). Curiosamente, o órgão permaneceu acéfalo por dois anos na gestão de Tuma Jr.

Sempre tungados

A Oligarquia Financeira Transnacional, que comanda os negócios globalitários, já tem um instrumento legal para dar uma tungada nos recursos a serem gerados pelo pré-sal brasileiro.

O artigo 82 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Law of the Sea Convention) obriga que os Estados signatários paguem royalties em pecúnia ou in natura a uma tal de Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA - International Seabed Authority) pela produção de recursos minerais na plataforma continental ou além das tradicionais 200 milhas náuticas.

Reveja a denúncia em: Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar obriga Brasil a pagar royalties sobre o que produzir no pré-sal

Cadê as ONGs?

Que fazem as ONGS ambientalistas diante do vazamento de petróleo no Golfo do México, causado pela British Petrol (BP) – o que já mostra ser o maior desastre ambiental de toda a história?

Simplesmente, nada. Mantém silêncio. Omitem-se por completo. Uma das principais finalidades dessas ONGs é tirar a atenção do público dos verdadeiros destruidores do meio-ambiente, e os maiores desses destruidores são as companhias de petróleo, notadamente as mega-transnacionais anglo-estadunidenses, a saber Exxon-Mobil e Chevron-Texaco (EUA); British Petrol (BP) e Shell (britânicas)”.

Leia abaixo o artigo do economista Adriano, Benayon: Onde estão os ambientalistas?

Desgraça permanente

Passados seis meses do terremoto que devastou o país e deixou cerca de 250 mil mortos, o Haiti ainda não conseguiu entrar na fase de reconstrução.
Estima-se que o terremoto tenha deixado 20 milhões de metros cúbicos de entulho e que 5% a 10% desse total teria sido recolhido em seis meses.

O brasileiro Ricardo Seitenfus, representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti, reclamou para a BBC:

"O Haiti ainda vive sob escombros. E enquanto o excesso de entulho e lixo não for recolhido das ruas de formas significativa, a reconstrução continuará para depois".

Tragédia ampliada

O resultado da lentidão é o surgimento de novos bolsões de pobreza na capital haitiana.

O escritório das Nações Unidas para Assuntos de Coordenação Humanitária (Unocha) calcula que o terremoto fez surgir 1.240 campos de refugiados, com apenas 206 deles reconhecidos oficialmente.

O governo haitiano estima que a reconstrução do país, no longo prazo, deverá custar US$ 11,5 bilhões.

Grande gasto

A ajuda financeira do governo brasileiro ao Haiti chega a US$ 222 milhões, nos últimos seis meses.

O Itamaraty promete outros US$ 117 milhões que deverão ser transferidos por meio de projetos de cooperação, elevando o total da ajuda para US$ 339 milhões, ou R$ 645 milhões.

O governo $talinácio tem interesse em liberar bastante dinheiro para o Haiti porque grandes empreiteiras brasileiras esperam ganhar um bom dinheiro “reconstruindo” aquele país devastado pernamentemente pela mentalidade colonialista.

Comparação

O valor se aproxima da quantia gasta, em seis anos, na manutenção das tropas brasileiras no Haiti.

A ONG Contas Abertas calculou tal despesa em R$ 700 milhões.

Presentes no Haiti desde junho de 2004 - onde lideram a missão de paz das Nações Unidas, a Minustah -, as tropas brasileiras atuam no trabalho complicado de reconstrução.

Alta adiada

O vice-presidente José Alencar deve ter alta entre amanhã e quarta-feira da unidade de terapia semi-intensiva do Hospital Sírio-Libanês, onde está internado desde quarta-feira passada.

Alencar vai continuar o tratamento de quimioterapia contra o câncer no intestino, enquanto se recupera da cirurgia para angioplastia e colocação de um stent no coração.

O médico Roberto Kalil Filho informa que Alencar passa bem da cirurgia, a 16ª que fez nos últimos 13 anos, desde soube que sofria de câncer.

Festival de cinema

O cineasta Argentino Marcelo Piñeyro e o brasileiro João Batista de Andrade são os grandes homenageados da 5ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de SP que acontece de hoje a 18 de julho.

São 137 filmes de 15 países latino-americanos, a maioria inéditos no circuito comercial:

“Dois Irmãos” (Daniel Burman, Argentina), “Hiroshima” (Pablo Stoll, Uruguai), “Memórias do Desenvolvimento” (Miguel Coyula, Cuba/EUA), “Zona Sul” (Juan Carlos Valdivia, Bolívia), “Impulso” (Mateo Herrera, Equador), “Mente” (Rafi Mercado, Porto Rico), “Paraíso” (Hector Galvez, Peru), “Noturno de Bachelard” (José Eduardo Alcázar, Paraguai), “Quebra-Cabeças” (Natalia Smirnoff, Argentina) e “Juntos” (Nicolás Pereda, México).

As projeções têm entrada franca em seis salas paulistanas: Memorial da América Latina (duas), Cinesesc, Sala Cinemateca, Museu da Imagem e do Som e Cinusp “Paulo Emílio”.

Mais informações: www.memorial.sp.gov.br

Contendo a fúria real

Oportuníssima a conquista inédita de um título mundial de futebol pela Espanha.

No momento em que o país vive uma grave crise econômica, com elevado desemprego, nada melhor que uma vitória esportiva para aplacar a fúria dos prejudicados pela péssima condição econômica.

Além disso, ganhar dos eternos inimigos econômicos, os holandeses, faz muito bem para o ego espanhol.

Ameaça concreta

Aos brasileiros, resta sonhar pelo hexa em 2014, se a Copa realmente acontecer no Brasil, conforme prometido.

Se a esperada crise econômica mundial se agravar e espalhar e se o País não cumprir o que foi acertado com a Fifa, a nossa Copa pode ir para o brejo.

O lugar alternativo para fazer uma competição de emergência já está mais que acertado pelos dirigentes da Fifa: a Espanha, que poderá sonhar com o bicampeonato, em casa.

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 12 de Julho de 2010.

Um comentário:

Anônimo disse...

Gozado!!! O jeito para repatriar dinheiro roubado é doar a metade para a ONU!
O jeito de ajudar empreiteiras é doar dinheiro para a reconstrução do Haití, onde os soldados do Exército já trabalham sem o devido reconhecimento... Exército a serviço da mesma ONU que vai receber a metade da grana "recuperada" dos "paraisos fiscais".
Por que a ONU não ordena ao Central Reserve que imprima alguns containers de dólares para reconstruir o Haití, aplacar a fome e a miséria e solucionar todos os problemas globais???
Não fizeram isso para socorrer banqueiros e mega empresas???