terça-feira, 14 de setembro de 2010

A Grande Farsa

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Martha Ferreira


Como os dados macroeconômicos, registrados nos sites oficiais, não são divulgados, a população acredita que todos os nossos problemas já foram resolvidos.

O Orçamento da União, para 2010, é de R$ 1,870 trilhão. Entretanto, R$ 1,766 trilhão (94,43%) já está comprometido com Previdência Social, servidores federais, juros da dívida pública interna e externa, e transferências para estados e municípios, sobrando apenas R$ 104 bilhões para os investimentos dos 34 Ministérios e Secretarias Especiais.

Em 2002, o déficit da Previdência era de R$ 41,4 bilhões. Em 2009, atingiu R$ 100,7 bilhões, um incremento de 143%, inflado especialmente pela aposentadoria dos servidores públicos federais (60%). Nos últimos 07 anos, o governo admitiu 319 mil novos funcionários, aumentando a folha de pagamentos de R$ 75 bilhões, para R$ 167 bilhões, um inchaço de 123%.

O aumento dos gastos inúteis do governo gerou um déficit fiscal de R$ 728 bilhões, inaceitável em qualquer país do mundo. Para tentar fechar as contas, ele promoveu um aumento da carga dos nossos impostos, que já é a maior do planeta, em 12,86% do PIB. Daí, a arrecadação atingiu a estratosférica cifra de R$ 1 trilhão, em 2009. Mas, como nunca parou de gastar, a dívida líquida total da União dobrou de R$ 1,1 trilhão, em 2002, para R$ 2,3 trilhões, em 2010.

As taxas de juros do Brasil são as mais altas do mundo. O governo mantém esses juros escorchantes, travando a nossa economia, para remunerar o capital estrangeiro e rolar a dívida pública, inclusive a externa, que ele jura ter pago.

A inadimplência do setor público aumentou 54,86% e a dívida ativa dos estados, 16,08%, desde 2006. Os estados mais ricos devem 73,9% do seu total.

Enquanto os emergentes vêm crescendo, em média, 7,6% ao ano, o governo Lula promoveu um crescimento econômico médio de 3,57%, menor que o dos 21 anos de ditadura, 05 anos de Sarney e bem próximo daquele do governo FHC.

O Brasil está entre os países mais corruptos do mundo. Em 2002, num ranking de 180 países, recebeu nota 4,0 e ocupava o 45º lugar. Em 2009, nota 3,7 e despencou para o 75º lugar.

O “espetacular” programa de combate à fome recebeu apenas R$ 68 bilhões, desde 2003. No mesmo período, o Gabinete da Presidência torrou, sozinho, R$ 22 bilhões, valor superior ao orçamento dos Ministérios do Meio Ambiente, Orçamento e Gestão, Desenvolvimento, Relações Exteriores e Comunicações, juntos!

No Brasil, mais de 14 milhões de pessoas não têm acesso a água tratada e 100 milhões não têm esgoto sanitário.

Os analfabetos somam 19 milhões de pessoas; nosso coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, estacionou em 0,54, o 3º pior da América Latina; e, entre 56 países analisados em educação, estamos em 48º lugar em leitura, 53º em matemática e 52° em ciências.

A cada ano, 51 mil pessoas são assassinadas, a maioria envolvida no tráfico de drogas, por causa das ineficazes políticas de prevenção e segurança, especialmente nas fronteiras.

Além de ter acendido o estopim da bomba que vai explodir a economia do Brasil, o governo Lula vem promovendo, também, a destruição dos nossos valores éticos e morais, através do vale tudo a qualquer preço, e das suas alianças com o que há de mais podre, na política brasileira e mundial, sem nenhum pudor, sem nenhum remorso. E, com a incompreensível aprovação e o inquietador silêncio da sociedade!

Martha Ferreira é economista e consultora de negócios.

5 comentários:

Anônimo disse...

Tudo na vida existem os dois lados. A cara e a coroa. O bem e o mal. O belo e o feio. E por aí vai...
Me lembro, com grande nitidez, que por ocasião da transferência da capital brasileira do Rio de Janeiro para Brasília, os economistas e muitos “entendidos” da época, falaram e escreveram muitas frases que com o passar do tempo se mostraram “absurdas”.
Frases do tipo: “o Brasil está entrando em uma arapuca, ficará eternamente na mão dos estrangeiros, pois a sua dívida para construir a nova capital, na região desértica do Estado de Goiás, será como um areia movediça, que engolirá o povo e dinheiro (emprestados pelos bancos estrangeiros) dos brasileiros.

Hoje, aqueles que previram o fracasso de Brasília(DF), quase não existem mais, pois como todos estes são “espertos”, escondem os seus erros e ressaltam os seus acertos.

E assim é atualmente.
Quando da eleição do presidente Lula (no qual não votei), até uma famosa atriz da Rede Globo, foi para a mídia dizer que tinha medo.
Medo do barbudo comedor de criancinhas...
Do sindicalista que iria destruir tudo o que o Governo FHC tinha deixado como herança positiva.
Com medo da quebra dos contratos internacionais.
Resultado: o dólar disparou (hoje é mantido relativamente estável pela compra constante do BC. Porque, senão, já estaria em menos de R$ 1,50). A Bovespa despencou e os agiotas e/ou especuladores se esbaldaram...

A atriz ainda continua com medo, pois medo é coisa que não se cura com facilidade, nem se consegue tirar com creolina. Mas, os medos hoje são outros...

E de medo em medo as eleições se realizam no Brasil. E espero, com sinceridade, que os nossos medos nunca sejam finitos. Pois, como já sei faz tempo, o medo ajuda a proteger aqueles que de alguma forma não estão preparados para as novidades.
E convenhamos: um operário, semi-analfabeto, fugitivo da seca, apedeuta, ter feito um governo melhor (8 x 8 anos de governo) do que um sociólogo, filho de general, como pós-graduação na França e dândi da elite, é alguma coisa que realmente tem que ser temida.
Porque, senão, o mundo realmente é um lugar que devemos ter muito, mais muito medo mesmo...

Anônimo disse...

assusta em ler uma matéria destas. se for confiável as fontes, nós vamos rumo ao beleleu igual aos yankes.

Rogério disse...

Na reportagem fala das contratações :
1- "Nos últimos 07 anos, o governo admitiu 319 mil novos funcionários, aumentando a folha de pagamentos de R$ 75 bilhões, para R$ 167 bilhões, um inchaço de 123%." Eu quero saber como uma empresa vive sem contratar funcionários-não cresce.
2-

Eduardo Araújo disse...

Parece que a necessidade de defender o governo petista chega facilmente às vias do fanatismo.

Primeiro, a questão de comparar os governos Lula e FHC deve considerar que muito do que se faz atualmente é simples decorrência ou continuidade do que foi iniciado ou mesmo desenvolvido no governo tucano. É possível afirmar perfeitamente que Lula, naquilo que herdou do governo anterior, fez uma continuação razoável, enquanto de resto foi uma porcaria só. Inclusive, na herança incluam-se, também, os escândalos como o mensalão, que em outros tempos (e com outros presidentes) suscitaria pedidos de impeachment. Mas como esperar isso de um aliado de Sarney, Barbalho, Calheiros e até ... Collor?!

Quanto às contratações, sr. Rogério, para começo de conversa o Estado não pode ser comparado a uma empresa. A contratação de servidores deve ser feita observando os limites desejáveis de gastos públicos, de forma a não onerar o próprio Estado, via endividamento público, ou a sociedade, via aumento na carga tributária. Mesmo uma empresa privada não cresce simplesmente por contratar mais empregados e quando isso ocorre é consequência do aumento das possibilidades de expansão da empresa. Ouseja, jamais se contrata mais e mais sem um fundamento sólido que o justifique.

E ainda no que tange ao Estado, é questionável essa necessidade tida como imperiosa de inchar. Ora, com tal incremento de servidores na era lula deveria se observar, por esse raciocínio, uma significativa melhora nos serviços essenciais de Estado, como a educação e a saúde e o que se vê hoje é uma considerável piora desses serviços. O Estado não deve crescer quantitativamente, sendo preferível avançar qualitativamente.

Sobre o medo, tenho medo sim e acho uma pena que tantos brasileiros desinformados ou ideologicamente cegos não o tenham. Medo de um totalitarismo de marca bolivariana, que se avizinha e já mostra as garras num famigerado PNDH-3. Medo de uma patrulha de pensamento, com vistas a "extirpar" o que se entende por direita política, numa verdadeira afronta à democracia. Medo de uma mentalidade pseudo diplomática em que uma cambada de analfabetos funcionais, carreada por intelectuais da esquerda jurássica, intrometem-se em questões internacionais de acentuado conflito DESCARADAMENTE tomando partido de um dos lados. Medo de uma ingerência cada vez maior do Estado até em assuntos que deveriam se restringir à decisão paterna, caso da educação sexual dos filhos. Medo de uma sociedade cada vez mais indolente, avessa ao trabalho, mais e mais assentada na esperteza e na lei do mais forte, ignorante, acomodada, sob a tutela de um governo calcado num marxismo de botequim. E não pararia por aí, não, a lista dos medos, só o fazendo para não abusar deste espaço.

Eduardo Araújo disse...

Parece que a necessidade de defender o governo petista chega facilmente às vias do fanatismo.

Primeiro, a questão de comparar os governos Lula e FHC deve considerar que muito do que se faz atualmente é simples decorrência ou continuidade do que foi iniciado ou mesmo desenvolvido no governo tucano. É possível afirmar perfeitamente que Lula, naquilo que herdou do governo anterior, fez uma continuação razoável, enquanto de resto foi uma porcaria só. Inclusive, na herança incluam-se, também, os escândalos como o mensalão, que em outros tempos (e com outros presidentes) suscitaria pedidos de impeachment. Mas como esperar isso de um aliado de Sarney, Barbalho, Calheiros e até ... Collor?!

Quanto às contratações, sr. Rogério, para começo de conversa o Estado não pode ser comparado a uma empresa. A contratação de servidores deve ser feita observando os limites desejáveis de gastos públicos, de forma a não onerar o próprio Estado, via endividamento público, ou a sociedade, via aumento na carga tributária. Mesmo uma empresa privada não cresce simplesmente por contratar mais empregados e quando isso ocorre é consequência do aumento das possibilidades de expansão da empresa. Ouseja, jamais se contrata mais e mais sem um fundamento sólido que o justifique.

E ainda no que tange ao Estado, é questionável essa necessidade tida como imperiosa de inchar. Ora, com tal incremento de servidores na era lula deveria se observar, por esse raciocínio, uma significativa melhora nos serviços essenciais de Estado, como a educação e a saúde e o que se vê hoje é uma considerável piora desses serviços. O Estado não deve crescer quantitativamente, sendo preferível avançar qualitativamente.

Sobre o medo, tenho medo sim e acho uma pena que tantos brasileiros desinformados ou ideologicamente cegos não o tenham. Medo de um totalitarismo de marca bolivariana, que se avizinha e já mostra as garras num famigerado PNDH-3. Medo de uma patrulha de pensamento, com vistas a "extirpar" o que se entende por direita política, numa verdadeira afronta à democracia. Medo de uma mentalidade pseudo diplomática em que uma cambada de analfabetos funcionais, carreada por intelectuais da esquerda jurássica, intrometem-se em questões internacionais de acentuado conflito DESCARADAMENTE tomando partido de um dos lados. Medo de uma ingerência cada vez maior do Estado até em assuntos que deveriam se restringir à decisão paterna, caso da educação sexual dos filhos. Medo de uma sociedade cada vez mais indolente, avessa ao trabalho, mais e mais assentada na esperteza e na lei do mais forte, ignorante, acomodada, sob a tutela de um governo calcado num marxismo de botequim. E não pararia por aí, não, a lista dos medos, só o fazendo para não abusar deste espaço.