domingo, 3 de julho de 2011

Blindados Brasileiros

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Certamente, está na memória dos que praticam a cívica arte de defender a indústria nacional o sucesso alcançado, em várias partes do mundo, dos blindados brasileiros, Urutu, Sucuri II e Cascavel, fabricados pela ENGESA. Também não se pode esquecer o aparecimento, sempre, de “forças ocultas”, no trabalho sorrateiro de solapar o desenvolvimento tecnológico e científico do país, quando começa a se destacar em algum setor de atividades. Não se pode e não se deve esquecer de Alcântara!

Infelizmente, não são sobre novos blindados adquiridos para reabilitar as Forças Armadas da sua penúria de equipamentos que se digita este artigo. Não há suficientes verbas destinadas ao ato de defesa territorial nem mesmo à alimentação adequada na caserna e às regimentais exigências dos treinamentos militares, já que a dinheirama arrecadada sai em disparada para outras forças e outros exércitos.

Não se vai, infelizmente, divulgar, com satisfação, a fabricação, pelas indústrias nacionais, de novos veículos de combate com as exigências de blindagem, conforme o disposto pela tecnologia atual. Seria utopia desejar notícia boa num governo que considera as Forças Armadas, instituições supérfluas, por total falta de estudos políticos, por total horror à leitura da história político-militar brasileira, por total ausência de planejamento, por total ignorância do que seja Bem Comum. Vive, apenas, das oscilações do mercado. Vive, apenas, do mascaramento de dados que a imprensa amiga divulga.

Entretanto, continua-se a fabricar blindados no governo para o exército particular da presidente, continuando, assim, o trabalho incessante de blindagem do “ex-“, extasiado com o amazonas de dinheiro que podia manipular.

É evidente que a blindagem dos “aloprados”, incluindo ministros envolvidos, exige uma verba espetacular para a compra de consciências, para a manutenção do silêncio. Diante da passividade de um povo, paradoxalmente não coletivo, não será surpresa se a claudicante presidente determinar que haja sigilo eterno para os blindados da república de falsete e permanecer, também, eternamente, a impunidade sem limites. O exército dos blindados lulistas e dilmistas não para de crescer.

Como, então, desejar, ó cidadãos que praticam a arte cívica de defender as Forças Armadas, como, então, desejar que os blindados para fins de defesa nacional sejam fabricados, se a verba está destinada à blindagem do exército de corruptos e corruptores que jamais (e aí Lula tem razão) foi vista na história deste país?

O Brasil, dentro do setor político, tem o maior número de blindados, do mundo. Não há outro país que possa competir com tanta desfaçatez.

Depois, dizem que “pego pesado”. Pesado é o ônus que os contribuintes têm que pagar por tamanha falta de escrúpulos governamental.

Aileda de Mattos Oliveira é Professora universitária, membro da Academia Brasileira de Defesa.

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