domingo, 14 de agosto de 2011

A Guerra Econômica e o Poder Militar

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Pedro Chaves

Os exércitos modernos necessitam hoje, mais do que nunca, da colaboração de patriotas civis, para adquirir conhecimentos a respeito de uma nova e violentíssima forma de guerra.

É obvio que a economia sempre foi causa de guerras e um dos fatores decisivos para se obter a vitória militar. No entanto, era possível vencer o inimigo militarmente mas arruinar as finanças do país do exército vitorioso.

A guerra econômica moderna torna possível uma derrota aniquiladora de um exército e do país que ele representa, sem disparo de um tiro sequer.

No tabuleiro do jogo de xadrez do poder mundial, vence o contendor que consegue aniquilar o seu adversário com o menor custo material e psicológico possível.

Em homenagem ao general romano Quinto Fabio Maximo (chamado de Cunctator, que viveu de 275 a.C. a 203 a.C., e atacava Aníbal com táticas de guerrilha) fundou-se em Londres a Sociedade Fabiana, cujo o objetivo é manter a hegemonia inglesa sobre o mundo, utilizando a tática do desgaste contínuo.

Como uma Hydra, possui várias cabeças, sendo as mais terríveis, o CFR – Council of Foreing Relations, o Diálogo Interamericano e a Comissão Trilateral.

O objetivo do monstro é destruir as soberanias nacionais para o estabelecimento do Governo Global Único, sob controle da Oligarquia Financeira Internacional, usando o nome eufemístico de Nova Ordem Mundial.

Para tanto é necessário destruir os exércitos nacionais. A melhor forma de ataque é levá-los à inanição. Corte de orçamento, de prestígio e de autonomia. Vae Victis!

Moeda e Poderio Militar

O filosofo e escritor inglês G. K. Chesterton em um de seus prefácios publicado na coletânea Maestro de Ceremonias, (ISBN 950-04-2767-2 p. 97 - 105), afirma que seu irmão Cecil Chesterton renegou o fabianismo porque compreendeu que a chamada Reforma Social tramava a implantação de um Estado Servil.

Dizia que o socialismo era a reforma social e esta significava escravidão. Para ele o vencedor de uma batalha é o general que pode seguir atacando. Indignava-se mais com o inimigo que escraviza do que com o bárbaro que mata.

Para bem estudar a guerra econômica é preciso inicialmente conhecer a Filosofia do Dinheiro. Com este título (versão espanhola Filosofia del Dinero ISBN 84-321-2567-9) o professor suíço-italiano Vittorio Mathieu publicou um livro magistral cuja leitura é imprescindível para o estudo da guerra de quinta geração, a chamada Guerra Econômica.

Segundo Mathieu, Dinheiro é qualquer coisa, fato ou circunstancia que faz alguém trabalhar para outra pessoa. Moeda é o Dinheiro garantido. O garantidor pode ser público (v. g. o Banco Central do Brasil) ou privado (American Express).

Um país é soberano quando sua moeda é lastreada em seu poderio militar, ainda que o governo (Estado) tenha delegado o poder de emissão a bancos sob controle privado (como é o caso do Federal Reserve nos Estados Unidos da América).

A importância política de um país declina com a perda de seu poderio militar e , em consequência, o enfraquecimento de sua moeda. Exemplo disto é o fato de a libra esterlina ter perdido sua condição de moeda líder internacional, após a pífia atuação inglesa nas Guerras Mundiais do século XX.

A Oligarquia Financeira Internacional tenta hoje em dia, desesperadamente, enfraquecer a credibilidade do dolar americano, como forma de atacar a soberania dos Estados Unidos da América, em cuja administração já se infiltrou como uma tênia. Este fato está bem demonstrado no documentário (DVD) denominado The Obama Deception.

A única forma de um país defender sua soberania contra os ataques da Oligarquia Financeira Internacional (desejosa do Governo Global Único) é estabelecer um Núcleo Monolítico de Poder. Nos Estados Unidos da América o núcleo é o Pentágono; no Reino Unido é o Almirantado.

Cabe às Forças Armadas catalizar e garantir o Núcleo Monolítico de Poder brasileiro.

Caso não o façam, acabarão a soberania nacional e sua integridade territorial.

Valor de Estima

Um soldado é considerado valente quando enfrenta o inimigo com eficiência e eficácia. Coragem é a capacidade de compreender as ameaças reais, mesmo as de difícil identificação, e de agir conforme as circunstâncias, para assegurar o objetivo – a aniquilação do inimigo. Assim sendo o soldado valente pode atacar, retirar-se ou optar por lutar até a morte na defesa de um ponto estratégico vital.

O santo Nuno Alvares Pereira, recentemente canonizado pelo Papa Bento XVI, na batalha de Aljubarrota, decidiu atacar os castelhanos, ainda que mais numerosos. Mais tarde já velho e viúvo resolveu tomar o hábito carmelita e, para surpresa do consagrante, vestiu-o por cima de sua armadura, dizendo “Acaso a Pátria ainda venha precisar de mim...”

Episódio de bravura também foi a Retirada de Laguna. Leônidas e seus trezentos espartanos decidiram morrer na defesa do desfiladeiro das Termópilas. Todos estes foram gestos de “valor” ou seja, de grande utilidade para os seus respectivos propósitos.

Este conceito de valor foi apropriado pelos comerciantes, banqueiros e economistas.

Para eles os “valores” são as utilidades. Entendem que o valor pode ser intrínseco (como o do ouro de uma moeda cunhada por um Estado que deixou de existir) ou extrínseco (como uma condecoração de mérito a combatente, muito embora confeccionada em metal ordinário). Desta forma vemos que o valor intrínseco também é chamado VALOR DE USO, ao passo que o valor extrínseco é chamado VALOR DE ESTIMA.

Toda a economia moderna e as finanças internacionais estão baseadas na tentativa de minimizar a importância do Valor de Uso e maximizar artificialmente o Valor de Estima. É por este motivo que uma caneta esferográfica de plástico tem o mesmo Valor de Uso que uma caneta de ouro e brilhantes, embora com preços diferentes. A maximização do valor de estima faz a caneta de luxo custar várias vezes mais que os insumos necessários para sua fabricação. A diferença é atribuída a uma percepção de elegância criada pela imagem da grife. A construção de uma imagem de marca requer vultuosos investimentos.

A Guerra Econômica é e será travada na mente das pessoas. O teatro de operações será o cérebro o, consciente e o subconsciente, e as armas a informação e a desinformação.

A Missão dos Militares

A principal função de um general é identificar o inimigo real. Tão logo tome conhecimento de um ataque ou uma ameaça, o general deve procurar conhecer e analisar as suas causas e consequências. É sua obrigação distinguir uma provocação, uma cilada ou um ataque de grandes proporções.Na guerra econômica (ou de quinta geração) a maior ameaça é desestabilização da economia de um país através da imposição de barreiras comerciais, da pirataria e da manipulação da taxa de cambio por parte de especuladores estrangeiros ou de traidores dentro do próprio governo.

Exemplo de provocações são o confisco (disfarçado de nacionalização) de ativos no exterior, (tanto privados como públicos) e a tentativa de não cumprir tratados internacionais que regulam as atividades de uma empresa binacional. Cai numa cilada o país cujo o governo interfere nos assuntos internos de outro, por sugestão (ou imposição) de terceiros. Já um ataque de grandes proporções é a tentativa de submeter a soberania nacional ao controle de alguma entidade supranacional (disfarçada ou não).

O Brasil é um país privilegiado. Sua grandeza territorial, suas riquezas agrícolas, hídricas e minerais lhe possibilitam uma vida totalmente autárquica. Com pequenas obras de infraestrutura (em comparação com a fabulosa riqueza do país) poderemos nos converter de fato em garantidores da segurança alimentar do mundo. Por este motivo não estamos sujeitos a um ataque nuclear de outras potencias. Uma invasão convencional também seria mal sucedida, pelas dimensões continentais do Brasil; para rechaçá-la bastaria utilizar a mesma tática dos russos contra Napoleão e Hitler.

Resta aos verdadeiros inimigos do Brasil (a Oligarquia Financeira Internacional e os que cobiçam nossas riquezas) tentar dividir o país, fomentando para tanto, as diferenças étnicas, regionais, religiosas, etc. Tentam, também, cooptar a classe política, com benesses que pouco lhe custam (por exemplo: conceder-lhe o direito de manter incólumes em seus bancos, o fruto de seus ataques aos cofres públicos, com a promessa de que não serão molestados pelos juízes amestrados, enquanto votar medidas de seu interesse, principalmente as que ferem a soberania nacional).

Sorte nossa que a Oligarquia Financeira Internacional vive hoje um dilema hamletiano: Não pode destruir fisicamente o Brasil com suas ogivas nucleares ou seus terroristas, porque precisa de nossa comida, de nossa água e de nossos minérios; Não tem condições de nos conquistar militarmente e manter a ocupação devido ao tamanho continental do Brasil e à unidade linguística e cultural de seu povo. Só lhe resta o caminho da tentativa de nos dividir, de criar artificialmente ódios e rancores, de identificar e pagar regiamente aos que se dispõem a trair a Pátria.

Soberania e privacidade

O direito inviolável à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas, assegurado pelo art.5º, X da Constituição Federal brasileira, é alvo dos mais ferozes ataques da Oligarquia Financeira Internacional. Este fato decorre da necessidade absoluta da quebra da Soberania nacional para a implantação da Nova Ordem Mundial, controlada pelo Governo Global Único, eufemismos utilizados para mascarar o Estado Servil.

Assim, a Oligarquia Financeira Mundial pretende suprimir as moedas nacionais, inclusive as notas de papel moeda e as moedas metálicas, já atualmente de pequeno valor liberatório. O seu objetivo é implantar a moeda mundial única, armazenada apenas em meio digital, sem a emissão de papel moeda, para poder rastrear todas as transações financeiras de todos os habitantes do planeta. Através de juizes amestrados, a Oligarquia Financeira Internacional poderá, então, bloquear todos os recursos financeiros de uma pessoa que ousar se contrapor ao mais ínfimo de seus desígnios.

A experiência dos bloqueios de contas bancárias no Brasil através do sistema Bacen - Jud já é bem conhecida por todos. Agora, é preciso acabar com a credibilidade do nosso papel moeda. Há cerca de quatorze anos não é posta em circulação nenhuma nova “família” de notas, com melhorias no seu sistema de segurança contra falsificações.

Além disso, nosso papel moeda não contém o nome do país (República Federativa do Brasil), nem qualquer declaração de que possui curso legal e forçado dentro do território nacional, com poder liberatório no pagamento de quaisquer débitos públicos ou privados. Só não é passível de confusão com uma ficha de cassino porque contém a expressão “ Deus Seja Louvado”.Vicia - se o povo a pagar compras de padaria com cartão magnético.

Para implantar a Nova Ordem Mundial é necessária a destruição dos valores “retrógrados” a saber: Fé, Pátria, Honra, Família e Liberdade. Sofrerão os maiores ataques as Instituições que ainda defendem estes valores: a Igreja Católica Apostólica Romana e as Forças Armadas - principalmente o Exército Brasileiro.

Pela Graça de Deus, os nossos blindados ainda levam pintada em suas laterais a imagem do Cruzeiro do Sul.

Pedro R. M. Chaves Neto é Advogado.

Um comentário:

Anônimo disse...

A NOM, liderada pelo anticristo, vai conseguir seu objetivo, em principio, o tal dinheiro virtual, está até na Bíblia!!! Mas... apenas em princípio...

"“Conseguiu que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos tivessem um sinal na mão direita e na fronte , e que ninguém pudesse comprar ou vender se não fosse marcado com o nome da fera ou com o numero do seu nome“ (Apocalipse 13,16 e 17).