sábado, 16 de junho de 2012

Ignorância Lúcida

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

A coisa mais chata é a falta do que fazer, ou quando a chuva atrapalha o que fazer. E também quando falha o fornecimento de corrente elétrica ao anoitecer, impedindo a rotina de informações repetitivas com que as redes de televisão, em uníssono, brindam os apáticos e relaxados, abúlicos, idiotizados fregueses da ignorância. Mesmas imagens, mesmas opiniões, originárias da mesma fonte.

Santa ignorância! Mundinho dos sonhos surrealistas de uns, alienação conveniente de outros e estupefação da grande massa analfabeta funcional, diante dos quadros de violência, drogas, desastres, roubos, assaltos, crimes abomináveis, conselhos sobre modas, receitas culinárias, notícias sobre a tolerância da justiça com os líderes de quadrilhas que agem com cinismo ignorando as Leis.

Este é o mundo físico que as autoridades nos proporcionam: a crise permanente! Há até um famoso economista profetizando melhorias econômicas para daqui a 100 ou 200 anos! E dizendo que a China e o Brasil “provavelmente teriam melhores chances de serem afetados mais modestamente”. (J.K. Galbraith, entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo, 23/05/12).

Poucos lêem o “provavelmente teriam” e se perguntam em que estágio de probabilidades nos encontramos para “chegar lá”... à relativa melhor qualidade de vida. À tranqüilidade de sobreviver dignamente, sem dívidas. Bem poucos atentam para os movimentos dos grandes arquitetos da globalização econômica, aqueles que controlam “a Crise” e determinam onde, quando e em que nações devem ser aplicados recursos mágicos.

“Provavelmente teriam” o aplauso e as bênçãos dos financiamentos, aquelas nações cujos governantes coletivistas, em intermináveis discussões, apenas decidissem sob pressão dos controladores do sistema financeiro internacional. Aquelas nações cujos governantes estelares deixassem para o dia de São Nunca os cuidados com a saúde espiritual, a cultura e fortalecimento anímico da gente, a independência...

Aquelas nações em que a ética e os bons costumes aceitassem os novos valores emanados das leis internacionais, feitas para que os bandidos e assassinos, os que não se avexam em cometer crimes continuados contra seu próprio povo, vendem o solo pátrio e as próprias consciências. Desprezando valores culturais tentam inverter até a ordem cósmica, sem atinarem para a brutalidade a que todos estamos submetidos.

As portas do paraíso internacionalista, cujos profetas avançam na conquista de espaço territorial, “estariam” abertas para os que, lançando iscas de crédito fácil, comprometessem o futuro das pessoas à maneira de sobrevida única a serviço do Estado coletivista, ditador dos conteúdos educacionais, dos comportamentos, dos sonhos coletivos, sem deixar espaço para as liberdades adquiridas.

Esta comédia humana é pontilhada por tragédias sucessivas, bem pensadas para espalhar o medo. Somos obrigados a aceitar novos gêneros sexuais, à margem do conhecimento científico. As forças de segurança são obrigadas a atuar nos limites, em currais operacionais a serviço da segurança internacional. As forças produtivas são obrigadas a importar máquinas e tecnologias, enquanto as nossas escolas sofrem à falta de recursos e políticas educacionais avançadas.

Existem recursos para construir estádios de futebol e faltam recursos para aprimorar a produção agrícola, dependente de empresas como a Monsanto, Cargil, Bayer e outros gigantes, como os da indústria química, que atuam livremente, mesmo utilizndo pessoas como cobaias em drogas experimentais e promovendo por diversos meios a redução de populações.

Privilegiam o transporte individual em detrimento do transporte de massas urbano. Privilegiam o transporte de cargas em rodovias em detrimento das econômicas ferrovias, há tempo sucateadas. Mas na televisão, a propaganda mostra os problemas transfigurados, como se todas as soluções estivessem em marcha.

A inteligência das novas gerações, a inteligência dos herdeiros do caos está diante do desafio de encontrar e acionar alternativas para a convivência democrática, para a manutenção e ampliação das liberdades individuais, para que todos respeitem e prestem contas às leis, primando pela ética na condução dos negócios públicos. Para que a humanidade avance para ambientes civilizados, interativos e pacíficos. O coletivismo é o blefe do momento. Uma reprodução do comunismo, nacional socialismo e o fascismo no século passado.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Um comentário:

Martim Berto Fuchs disse...

E do lado da oposição à este coletivismo, considerando os políticos atuantes, quem temos ? Ninguém. Basta analisar como são feitas as alianças entre partidos políticos em qualquer um dos 5.560 municípios que terão eleições este ano. Ninguém, mas ninguém mesmo está preocupado com os motivos expostos no artigo.
Logo, o problema está no sistema político apodrecido. Enquanto partidos políticos comandarem o processo, nada mudará.

http://capitalismo-social.blogspot.com/2011/12/2-novo-contrato-social.html