Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Leia também o site Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
$talinácio é um vidente político! Ele previu que o Mensalão interferiria na campanha eleitoral contra o PT. O previsto desgaste de imagem, refletindo negativamente no desempenho dos candidatos, se tornou realidade. A repercussão do julgamento da Ação Penal 470 é mais um caso que confirma o inegável poder de influência a opinião pública (e também publicada) de um assunto que ganha destaque midiático.
Povo atento a decisões de Justiça é uma exceção em um países com desqualificada formação educacional básica – na maléfica combinação do baixo (ou nenhum) nível de leitura com a falta de raciocínio lógico-matemático. Mas o interesse no caso do mensalão – despertado pela conveniente e bem programada repercussão de propaganda midiática – também é um indicador de que nuita gente já começa a ficar se saco cheio de tanta safadeza – mesmo que não entenda bem ou consiga explicar como, por que e quem promove tanta bandalheira.
Se a baixaria educacional tivesse reflexos perversos apenas na cidadania já seria uma desgraça pelada. Tão ou mais grave é que ela reflete diretamente no comportamento cultural do brasileiro. Quem não pensa corretamente, com base na Verdade, se torna refém de ilusões e mentiras que afrontam a realidade. Quem embarca em ideologias equivocadas reproduz crendices, ignorâncias, preconceitos erros, inverdades e injustiças. Os valores verdadeiros são corrompidos e se transformam na raíz da corrupção generalizada. Por isso, prospera tão facilmente o sistema do Crime Organizado (servidores públicos se associando a bandidos que se servem da coisa pública para roubar e usurpar a máquina do Estado).
Enfim, um povo cuja maioria não consegue refletir sobre a diferença entre o certo e o errado, o verdadeiro e o falso, o justo e o injusto, encontra dificuldade permanente em ser ético. Assim, a ignorância tupiniquim logo se transmuta em barbarie: inércia, omissão, covardia, medo. egoísmo, violência e terror. O caminho fica escancarado para a prática dos sete pecados capitais básicos: soberba, gula, luxúria, inveja, avareza, preguiça e ira. Na conjuntura de ignorância, os vícios superam a virtude e se espalham por todas as classes sociais.
Os efeitos psicossociais da educação básica desqualificada são ainda mais perversos. Seus reflexos destruidores atingem a vida econômica. Ignorante não produz direito. Pior ainda: em vez de produzir, prefere especular e esperar o resultado (qualquer um que seja obtido). A regra vale para todas as classes sociais. Uns especulam e ganham muito dinheiro. Outros vivem escatologicamente esperando pelo favorzinho estatal (um bolsa isto ou aquilo, um subsidiozinho ou até o resto de algum produto de roubo, tanto faz).
Veja o caso do modelo econômico. A tal da Zelite o aceita por conveniência ignorante. Os esquemas transnacionais mafiosos que dominam nosso Estado, botando no poder fantoches na Presidência da República, no Ministério da Fazenda e no Banco Central, destroem a soberania do Brasil. A safadeza mais escancarada é com a manipulação do câmbio. Este dólar em torno de dois reais – que só flutua no ilusionismo da autoridade monetária que o notíciário amestrado compra por burrice – é o doce veneno que mata quem produz no Brasil. De que adianta produzir e exportar muito, se na hora de receber por tal trabalho o exportador fica com um dólar que lhe permite trocar por poucos reais? Melhor assim, pois o exportador, cansado de ganhar pouco, quebra ou vende o negócio para alguma transnacional - antes que a desgraça programada aconteça.
A armadilha da politicagem econômica é ainda mais perfeita para impedir que a moeda estrangeira flutue livremente. O papo furado é com a perguntinha burra: se o dólar subir muito, como a indústria vai conseguir importar os insumos para produzir? Por esta lógica que valoriza sempre o que vem de fora – sem se preocupar cm produzir aqui dentro – é que não se permite o câmbio livre. Cabe até indagar cinicamente: por que o governo não permite que tenhamos contas correntes em moeda estrangeira aqui dentro do Brasil?
Seguindo tal modelo, acontecem dois fenômenos paralelos de destruição econômica. O exportador trabalha muito e ganha pouco, até ser assimulado ou destruído por algum concorrente transnacional. E o brasileiro (produtor ou trabalhador) se torna refém da armadilha “importar (inclusive quinquilharias ou objetos de luxo) é o que importa”. A políticagem econômica é fruto de nossa ignorância. Só uma besta quadrada não enxerga que um país que funciona assim jamais se desenvolverá no pleno emprego dos seus fatores econômicos.
Outro fruto da ignorância é a conivência (ou conveniência) com a corrupção. O Estado brasileiro gasta (muito) mal. Desperdiça-se dinheiro público. Seja com gastos inúteis (em ações de governo que servem para nada) ou pagando caro demais por produtos e serviços. Neste segundo caso, a manobra atende ao Governo do Crime Organizado. Os superfaturamentos ajudam a sobrar dinheiro para pagamento dos generosos mensalões aos políticos ou ocupantes dos podres poderes da nossa imperial república de mentirinha.
Outra característica da cultura da ignorância – talvez a mais perversa. Nao temos (ou perdemos ou sequer tivemos?) a noção de Bem Comum, de Coisa Pública. Assim, ao mesmo tempo em que o ignorante pratica o primeiro teorema de Zeca Pagodinho (“deixa a vida me levar, vida leva eu”), ele também executa o primeiro mandamento do egoísta pragmático (“farinha pouca, meu pirão primeiro”). É justamente assim que o pirão desanda quando tal princípio cínico é aplicado na vida pública. A política se reduz a um meio para se locupletar ou roubar, conforme os preceitos da famosa Lei de Gérson (“Eu gosto de levar vantegem em tudo! Certo?”).
Sorte nossa que, em 2014, vem a Copa do Mundo! Os jogos serão disputados com a bola batizado com o pejorativo termo “Brazuca” (com Z de zorra e não com S de sorte). Mas o azar nosso não para nesta disputa. Logo depois do torneio privado da transnacional Fifa, vem a eleição presidencial – cujo processo eleitoral será comandado pelo brilhante e jovem José Dias Toffoli na presidência do Superior Tribunal Eleitoral.
Quem vai disputar a peleja? Pouco importa. Todos os escolhidos serão jumentos criados em nossa subcultura de ignorância para serem comandados pelos padrinhos da Oligarquia Financeira Transnacional, no cassino eleitoral eletrônico do Al Capone. Independemente de quem vencer, o Brasil já está perdido há muito tempo. Nosso País é um excluído do jogo do Globalitarismo. O negócio é investir em nossa ignorância para que continuemos funcionando como uma rica colônia de exploração mantida artificialmente na miséria para servir aos esquemas da tal de “Nova Ordem Mundial”.
A Brazucagem só pode ser superada por uma profunda revolução cultural. Que só será viabilizada se houver investimento verdadeiro na Educação Básica de um povo (de ricos e pobres) mantido na permanente ignorância sobre seu potencial para liderar o processo de transformação do mundo para algo mais humano, fraterno e produtivo. O Brasil é o celeiro (de alimentos e matérias-primas) do Planeta Terra. Só falta ser também o celeiro de novas ideias para a humanidade. Mas, para isso, precisa investir o máximo de recursos públicos na qualificação educacional de seu povo.
Ainda é possível e vale a pena lutar por tal utopia, apesar dos globalitarismos e brazucagens. Se deixarem – e nós quisermos de verdade – vamos mostrar para a Oligarquia que não somos descartáveis.
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 9 de Setembro de 2012.
4 comentários:
Educação básica totalmente desqualificada deu origem a um povo submisso, ignorante, tranquilo, pachorrento, feliz na sua suprema ignorância, enfim, os brasileiros são um bando de maria-vai-com-as-outras.
Basta ver um estupendo e patético exemplo: os nossos militars! Pachorrentos como bois castrados! E felizes como a porra! Errei? Onde? Provem! Comigo não, com o governo, com o Congresso, com o Senado, com o STF.
"Os 12 defeitos insuportáveis dos Brasileiros
Explicação para o excesso de reclamação nos blogs e para a falta de reação já virou estudo aqui no Brasil. O resultado não apresentou nenhuma novidade: O brasileiro não tem o hábito de protestar no cotidiano. A corrupção dos políticos, o aumento de impostos, o descaso nos hospitais, as filas imensas nos bancos e a violência diária só levam a população às ruas em circunstâncias excepcionais. Por que isso acontece? A resposta a tanta passividade pode estar em um estudo de Fábio Iglesias, doutor em Psicologia e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, o brasileiro é protagonista do fenômeno "ignorância pluralística", termo cunhado pela primeira vez em 1924 pelo americano Floyd Alport, pioneiro da psicologia social moderna.
"Esse comportamento ocorre quando um cidadão age de acordo com aquilo que os outros pensam, e não por aquilo que ele acha correto fazer. Essas pessoas pensam assim: se o outro não faz, por que eu vou fazer?", diz Iglesias. O problema é que, se ninguém diz nada e conseqüentemente nada é feito, o desejo coletivo é sufocado. O brasileiro, de acordo com Iglesias, tem necessidade de pertencer a um grupo. "Ele não fala sobre si mesmo sem falar do grupo a que pertence."
O "não-vai-dar-em-na-da" é um discurso comum entre os "não-reclamantes".
A apatia diante de um escândalo público também é freqüente no Brasil.
O estudo da UnB constatou que a "cultura do silêncio" também acontece em outros países. "Portugal, Espanha e parte da Itália são coletivistas como o Brasil", afirma o psicólogo. Em nações mais individualistas, como em certos países europeus e a vizinha Argentina, o que conta é o que cada um pensa. "As ações são baseadas na auto-referência", diz o estudo. Nos centros de Buenos Aires e Paris, é comum ver marchas e protestos diários dos moradores.
O antropólogo Roberto DaMatta diz que não se pode dissociar o comportamento omisso dos brasileiros da prática do "jeitinho". Para ele, o fato de o povo não lutar por seus direitos, em maior ou menor grau, também pode ser explicado pelas pequenas infrações que a maioria comete no dia-a-dia. "Molhar a mão" do guarda para fugir da multa, estacionar nas vagas para deficientes ou driblar o engarrafamento ao usar o acostamento das estradas são práticas comuns e fazem o brasileiro achar que não tem moral para reclamar do político corrupto. "Existe um elo entre todos esses comportamentos. Uma sociedade de rabo preso não pode ser uma sociedade de protesto", diz o antropólogo.
O sociólogo Pedro Demo, autor do livro Cidadania Pequena s (ed. Autores Associados), diz que há baixíssimos índices de organização da sociedade civil – decorrentes, em boa parte, dos também baixos índices educacionais. Em seu livro, que tem base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o sociólogo conclui que o brasileiro até se mobiliza em algumas questões, mas não dá continuidade a elas e não vê a importância de se aprofundar.
Para o sociólogo, além de toda a conjuntura atual, há o fator histórico: a colonização portuguesa voltada para a exploração e a independência declarada de cima para baixo, por dom Pedro I, príncipe regente da metrópole. "Historicamente aprendemos a esperar que a decisão venha de fora. Ainda nos falta a noção do bem comum. Acredito que, ao longo do tempo, não tivemos lutas suficientes para formá-la", diz Demo.
(...)"
http://ahduvido.com.br/os-11-defeitos-insuportaveis-dos-brasileiros
Execelente artigo.
Sobre o preço alto da educação básica desqualificada, tudo começa no ambiente familiar e nos imensos professores sem qualificação para lecionar, apenas o fazendo como altruismo pago.
"...)
2. Brasileiro não sabe a própria Língua
A Educação no Brasil é lastimável, isso não é segredo para ninguém. Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que para 2.773 entrevistados (27,3% ), que avaliaram nosso sistema educacional, não houve mudanças na qualidade do ensino e quase um quarto (24,2%) acredita que o sistema piorou. Já o IBGE mostrou no seu estudo de 2011 que apenas 11% dos brasileiros conseguiram concluir o ensino superior (percentual baixo se analisarmos outros países, tais como Russia (54%), Cuba (92%), Chile (24%)).
Apesar dos pesares, com toda essa estrutura educacional precária, ainda é inexplicável o domínio débil do brasileiro sobre a sua língua. Não estou me referindo ao domínio completo – compreendendo todas aquelas regras exageradas e chatas -, estou dizendo do "basicão".
Você leitor deve estar pensando que isso é resultado da falta de investimento do governo, ou não? Logicamente, essa é uma das possíveis causas, contudo, não é a única. Existem outras causas para explicar as anomalias do nosso sistema educacional, como a pesquisa feita por uma das principais empresas de contratos de estágio do país, que constatou no primeiro semestre de 2011 que nem mesmo os graduando de jornalismo dominam a língua. Através de um ditado de 30 palavras, a empresa verificou que o índice de erro ficou na média 1/3 das palavras.
Esse defeito pode ser verificado em todas as áreas, desde das melhores escolas particulares até mesmo no próprio Sistema Judiciário.
Percebeu leitor? Estamos falando do topo da escala financeira e não um bando de pobre coitado que não tem aonde cair morto. Os grandes nomes da Língua Portuguesa do país, como o autor do livro “Preconceito Linguístico” Marcos Bagno, afirmam que a explicação para esses acontecimentos é mais simples do que parece:
1 - O completo desinteresse do povo por sua Língua devido a dificuldade que a mesma apresenta;
2 - A ausência do hábito da leitura.
Por esse e outros motivos, nesse país, a Língua virou arma de manipulação e fator gerador de preconceito.
(...)"
http://ahduvido.com.br/os-11-defeitos-insuportaveis-dos-brasileiros
Talvez nosso grande erro seja nos interessar apenas pelo que nos cerca. Se há comida na mesa e dinheiro no bolso, que o mundo se lasque. É aquela história (que já ouvi!): "sei que ele não presta, mas votei nele porque arranjou uma vaga pro meu filho". POIM!!!
Há tempos discuto exatamente isso com meu pai e minha noiva!
Ei-nos "brazucas", ei-nos bananeiros, ei-nos eternos ignorantes sentados em um monte de ouro e diamante pensando que sao fezes!! Ei-nos brasileiros!! Eternos frutos da fornicaçao e da vassalagem eleitoreira, pois como dizia os pagodeiros:" tenho o ceu sobre minha cabeça e a terra debaixo dos meus pes! Pra mim tá bom demais!!!"
Trocando em miudos: "ilari-ilariêêê-ôôô..."
Postar um comentário