quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Reaparelhamento militar sob suspeita

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Muito barulho, o governo diz que investe em defesa, os militares desfilam com esperança renovada de poderem defender o Brasil como desejam, dissuadindo o inimigo da luta. Mas, merece investigação: não estariam sendo enganados? Afinal de contas, vence quem vende e não quem compra armamentos. Domínar a tecnologia de ponta é preciso, porém, estaríamos no rumo certo da busca por este desiderato vital? Que a nação exija audiência pública para debater sobre como se está encaminhando o processo de reaparelhamento das Forças Armadas! Que o Estado pondere os prós e contras da admissão desmesurada de empresas alienígenas em nosso redivivo parque militar industrial!

Até que ponto se compromete a defesa nacional quando, entre outras vulnerabilidades, se admite que: 40% das peças utilizadas nos blindados GUARANI devam ser fabricadas no exterior; a ELBIT, empresa israelense, se aproprie da AEROELETRÔNICA, que desenvolve, fabrica, manutene e viabiliza o suporte logístico de produtos eletrônicos para veículos aéreos, marítimos e terrestres, fornecendo os sistemas de aviônica para o Tucano e o Super Tucano, da EMBRAER, e para o caça ítalo-brasileiro AMX; a HELIBRAS, única fábrica latino-americana de helicópteros, seja controlada, em mais de 75%, pela EUROCOPTER, francesa, que por sua vez pertence em 100% à EADS (consórcio com participação dos governos alemão e espanhol); a BAESystems, inglesa, tenha sido selecionada para fornecer os sistemas de controle eletrônico de voo do novo jato de transporte militar KC-390 da EMBRAER e que, agora, segundo informes de fontes especializadas, esteja buscando “parcerias estratégicas” para participar das licitações do SISFRON-Sistema Integrado de Fronteiras e do SISGAAZ-Sistema de Monitoramento da Amazônia Azul, avaliados em US $15 bilhões?

Alerta! Grandes predadores militares, membros permanentes do “CS/ONU”, são atores suspeitos. Associações com empresas brasileiras inegociáveis, oferecendo parceria no desenvolvimento de tecnologia, com o intuito aparente de ajudar o País a queimar etapas, não escamoteariam, em tese, impedir qualquer avanço sem o seu aval?

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior. Originalmente publicado no “Jornal do Comércio de Porto Alegre” em 6 de setembro de 2012.

6 comentários:

SELVA BRASIL disse...

Nunca vi ser relatado algo importantíssimo: ninguém fabrica arma que possa ser usada contra si. Na guerra do Iraque, que tinha armamento fornecido pelos americanos, ele todo foi bloqueado via radio, assim é fácil invadir. Moral da história, não adiante compra avião francês, ou foguete americano, ou sistema de radar alemão, na guerra, tudo vai servir só para entulho. Para as armas convencionais, com munição fabricada no exterior, só basta suspender o fornecimento e estará tudo acabado. Por que não aparece algum “funcionário” dessa nossa FFAA para dar um alerta à sociedade brasileira. Apesar de que cada povo tem as FFAA que merece.

Anônimo disse...

Quando a OTAN/NATO invadir o Brasil com apoio da IV Frota dos EUA, todos nossos sistemas militares vão ficar bloqueados, inoperantes.

Vamos cair sem um único tiro!

De quem è a culpa? Da troika onde está o peri, o sato e outro cabra amigo dos chineses.

Esses são os primeiros e únicos culpados. Cada um dis três quando recebveu de propina em US$ para se silenciarem com este ato de grande traição e crime lesa-patria, punido com fuzilamento?

Anônimo disse...

Israel domina a tecnologia eletrônica e computacional. Só ela pode colocar no chão todo nosso material militar!

Esta terrorista louca está mesmo phodendo o Brasil com ajuda da "troika" militar soviética.

Grandes imbecis ou talvez não...!!

Anônimo disse...

Isso é uma loucura! sou policial militar aqui no sul, estou vendo tudo os movimentos de guerra, e nós estamos a zero em tudo, eles tem armas que nem os nosso coroneis imaginam... e ai o que vamos fazer, como bomba de pulso eletro magnetico, ou haarp, e estes chemtrais no céu... estamos a ZERO.

Diogenes Casagrande disse...

Qual a solução, se não temos industria militar a altura das nossas necessidades ??? Acordos bi-laterais com aliados, com transferência de tecnologia é a unica solução. Ou temos outra ??? Minha sugestão é a profissionalização das forças armadas. O serviço militar obrigatorio é um atraso a nação.

Anônimo disse...

Há quatro anos, aconteceu um acordo entre a Rússia e Israel. Nesse acordo de cobras, a Rússia traiu o Irã, amigo e parceiro comercial, e entregou a Israel os códigos dos mísseis Tor-M1 vendidos aos iranianos. E Israel traiu seu cliente, a Geórgia, como já é de costume, e entregou aos russos os códigos das aeronaves não tripuladas (denominadas UAV), vendidas aos georgianos. Entre 2005 a 2007, a Georgia comprou aviões israelenses, lançadores múltiplos de foguetes, e outros veículos e equipamentos militares que foram usados no conflito armado entre a Geórgia e a Ossétia do Sul.

Estabelecimento dos contatos entre os dois países começou com "Eduard Shevardnadze". O desenvolvimento das relações económicas com as repúblicas do Cáucaso fazia parte da estratégia israelense. Israel estava entrando em novos mercados, bem como o interesse em novos contratos para a venda de armas, na época era muito alta.

Desde que "Mikhail Saakashvili" chegou ao Poder na Geória, começou uma curva acentuada para a militarização. Com a deterioração das relações russo-georgianas, o estabelecimento de defesa do país tem mostrado uma série de iniciativas para a aquisição de armas e munições através dos EUA, Europa Ocidental, e Israel. "David Kezerashvili", um judeu, foi nomeado Ministro da Defesa da Geórgia, que também contribuiu para o estabelecimento de contatos comerciais com os israelenses. Na véspera da guerra de agosto, houve conversações sobre a possível compra de tanques "Merkava MK-4", que são iguais ao russo T-80 em termos dos parâmetros.

Com o início das hostilidades na Ossétia do Sul, o fornecimento foi suspenso. Novos contatos no setor da defesa foram congelados. Durante este período, a Rússia manifestou sua preocupação sobre a venda de Israel das aeronaves UAVs, fuzis e sistemas de artilharia para os georgianos. E Moscou foi ouvido em Tel Aviv.

No entanto, os georgianos tiveram alguns problemas com o pagamento dos fornecimentos militares anteriores, que levaram ao aumento das tensões entre os países. Em outubro de 2010, em Batumi (no sudoeste da Geórgia), os empresários israelenses "Zeev Frenkel" e "Ronnie Fuchs" foram presos por suspeita de suborno. O governo de Israel levou o caso como uma armação. Eles acreditavam que o objetivo era de se recusar a pagar a dívida de acordo com os contratos militares.

A publicação deste artigo coincidiu com a visita do ministro do Exterior georgiano "Grigol Vashadze" a Israel.

guerracivilbrasileira.blogspot.com