sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Réquiem para a Comissão da “verdade”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

Não tivemos separações como o Muro de Berlim, Paralelo 38, e nem FARB à moda das Forças Armadas Colombianas, ainda hoje terrorista no país vizinho. O Brasil passou pela História livre do comunismo marxista-leninista por vontade do seu povo e a reação de lideranças civis, religiosas e militares. Sem uma Igreja perseguida como sofreu o Pe. Karol Wojtyla, na Polônia, depois Papa João Paulo II. Nem um Cardeal Mindszenty, preso por 8 anos e mais 15 protegido em embaixada, na Hungria satélite/URSS.

A Comissão da “verdade” que foi criada para relatar as violações dos direitos humanos decidiu ou já estava decidido haja vista o currículo dos nomeados e pelas intenções não escritas do governo petista da presidente Dilma, que não tem atribuições para investigar condutas de pessoas que não são agentes públicos. E, pasme-se em respeito à lei e à Democracia.

Nem moral, nem legal. O objetivo deve ser a pacificação nacional e não a continuação do confronto, como a Coréia do Norte e a do Sul. Justificar o injustificável. Fazer de tolos os expectadores desse espetáculo de arena. Os sete membros da “verdade”. Sete?!

Onde está escrito que a comissão não tem atribuições legais para investigar as atrocidades dos comunistas contra inocentes como na colocação de bombas no Aeroporto de Guararapes, em 25/07/1966, para vitimar o candidato à presidência, Gen Costa e Silva, cuja comitiva seria recebida por trezentas pessoas. A desgraça não foi maior porque em virtude de pane no avião que traria o candidato. Ato terrorista com quinze vítimas. Morreram o jornalista Edson de Carvalho, com abdômen dilacerado e o almirante Nelson Fernandes, com o crânio esfacelado. Alguns gravemente feridos, sendo um menor com seis anos de idade. Com que intenção? Contra o que chamam de ditadura ou para fazer do Brasil satélite soviético? Cópias das ações comunistas no mundo. Será que os autores vão ser ouvidos e aplaudidos pela comissão?

A ler o modelo que pretendiam copiar para o Brasil, “URSS: Mito, utopia e história” de Jorge Ferreira (Prof. de História da Universidade Federal Fluminense), “A política stalinista para o campo forçou mais de 100 milhões de pessoas a abandonarem suas terras e a se fixarem nas fazendas coletivas. Outros dez milhões, punidos, foram impedidos de participarem das novas organizações agrícolas. A morte e o degredo em regiões distantes e inóspitas selaram seus destinos... A imposição do modelo stalinista, as prisões e os fuzilamentos dos líderes nacionais com veleidades autonomistas e a formação do monolítico "bloco socialista", justificados em nome da "validade universal do regime soviético", não eram mencionados....

É o caso de João Falcão que, ao regressar ao Brasil após visitar a URSS, reavaliou, com certa mágoa, o regime soviético. Dúvidas e indagações, confessa, invadiram seus pensamentos: O primeiro tabu a cair por terra foi o do “paraíso soviético”: ele simplesmente não existia.... Desgastada simbolicamente desde o início dos anos 60, a utopia soviética extinguiu-se com o próprio fim da URSS em fins dos anos 80.”

Escreve Pedro Lobo de Oliveira no livro "A esquerda armada no Brasil" - "muito antes de 1964 já participava na luta revolucionária no Brasil na medida de minhas forças. Creio que desde 1957. Ou melhor, desde 1955". "Naquela altura o povo começava a contar com a orientação do Partido Comunista".

Mais os livros, A Paixão de uma utopia, Uma revolução perdida de Daniel Aarão Reis. Combate nas Trevas, de Jacob Gorender, Os Carbonários, de A. Sirkis.

Suficiente levar livros e entregar à comissão dos 7. Escritos por quem combateu e por escritores/pesquisadores interessados.

Do lado anti-comunista, A Verdade Sufocada, do Cel Ustra, BACABA II, Toda a verdade sobre a Guerrilha do Araguaia e a Revolução de 1964, do Tem Vargas, ORVIL, do Gen Del Nero, Guerrilha do Araguaia, do Cel Lício Maciel.

Ernesto Caruso é Coronel Reformado do EB.

Um comentário:

Anônimo disse...

Impressionante a inação das Forças que um dia juraram defender nossa bandeira.

O PAÍS ESTÁ DERROTADO.

SOMOS UM SUBÚRBIO DE CARACAS.