domingo, 2 de dezembro de 2012

Novo golpe do Ministério da Educação Capimunista e seu Produto Interno Burro

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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A petralhagem no poder prepara um de seus golpes institucionais mais canalhas. O Ministério da Educação Capímunista (MEC) pede urgência à base amestrada do governo para criar um novo monstro burocrático mais perigoso que tiranossaurus-cabides-de-emprego. Trata-se do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior.

A praga de inspiração soviética atenderá pela sigla Insaes. A futura autarquia do MEC terá mais de 500 funcionários – e muitos cargos em começão (perdão, comissão). O fato grave não se restringe em mais geração de empreguismo para a fanática companheirada – que devolve ao partido os 20% do dízimo salarial. O mais sério é que tal iniciativa burrocrático-aparelhadora pretende ser mais um instrumento de intervenção do Estado na iniciativa privada em Educação.

O grande mas pouco citado gestor das finanças petistas, Aloísio Mercadante Oliva, aquele que não usa o sobrenome do pai, um general de quatro estrelas ainda vivo e famoso da tal dita-dura, já ordenou aos “movimentos sociais” ligados ao PT e PC do B que pressionem o Congresso para criar, rapidinho, o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior. O Insaes ditará sobre a abertura e fechamento de instituições e cursos. Seus “comissários funcionarão como inspetores no melhor estilo soviético. Deduram as faculdades dos “inimigos” político-empresariais, mas aliviam a dos “aliados”.

Além do Insaes, Mercadante e seus aloprados reguladores universitários já executam planos ainda mais capimunistas e intervencionistas contra os empresários que investem (e ganham dinheiro) em ensino (educação é outra coisa, geralmente esquecida aqui no Brazil). O MEC fechou uma parceria com o Conselho de Administração de Defesa Econômica. O Ministério da Educação Capimunista recorreu à ajuda do CADE para intervir nos processos de compra, venda e fusões de empresas privadas de ensino superior. O stalinismo administrativo, com certeza, agirá com rigor seletivo: aos amigos, tudo pode. Aos inimigos, nem a lei vale.

Inexiste autonomia universitária no Brasil. As universidades mantidas com o dinheiro público ainda conseguem brechas para alguma pretensa liberdade, aproveitando-se do fato de já fazerem parte do Aparelho Midiotizador do Estado (perdão Antônio Gramsci, perdão Louis Althusser, se me apropriei de conceitos originalmente concebidos por vocês!). O pior acontece nas faculdades e universidades particulares. Elas sofrem intervenções diretas e brutais do MEC. Talvez seus dirigentes não estejam gritando tanto porque, indiretamente, também recebem muito dinheiro público, via os FIES (Financiamento do Ensino Superior) da vida...

Aliás, nada custa dar uma pausa para lembrar que o inconsciente coletivo brazileiro, midiotizado pelos processos coletivistas de imbecilização e intronização de conceitos falsos, embarca em uma das maiores farsas. Por aqui, mesmo muitos “intelectuais” defendem a tese de que “Educação é um dever do Estado”. O princípio seria absolutamente verdadeiro se estivéssmos vivendo na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Dizem que elas acabaram. Mas a nossa cabeça capimunista continua a mesma...

Educação não é dever do Estado! A não ser na querida União Soviética! Educação é dever de cada Indivíduo, de cada cidadão, e, portanto, de toda a sociedade. O Estado não tem que se meter na Educação. Também não deveria se meter no ensino. No entanto, o corrupto e incompetente Estado brasileiro, através de seu Ministério da Educação Capimunista, tem o vício totalitário de fiscalizar, controlar e ditar regrinhas o tempo todo. E vale sempre repetir que a intervenção obedece ao rigor seletivo. Amigos do rei, tudo ok; inimigos, nada permitido – a não ser sob o pagamento, por fora, de um mensalãozinho...

O Brasil precisa hoje, mais que nunca, que seus segmentos esclarecidos coloquem em prática uma grande campanha nacional pela Liberdade de Gestão na Educação. A regra é simples. Quem é o principal cliente de uma universidade – seja pública ou privada? O aluno – que paga ou é financiado pelo Estado? Não! O cliente é a sociedade, as famílias que a compõem e os indivíduos que dela fazem parte e interagem. O problema é que nossa sociedade brasileira, por um equívoco de formação histórico-cultural, se confunde com o Estado... Por isso o Brasil é o Brazil – com a ajudinha da Oligarquia Financeira Transnacional que nos coloniza há séculos...

No meio de tanto intervencionismo estatal no ensino, surge mais uma demagogia. Dilma aceita sancionar a nova Lei dos Royalties do petróleo que promete destinar “para a Educação” 100% dos recursos arrecadados com o pré-sal (o ovo com ouro negro que ainda não se sabe como sairá da cloaca da galinha). A tese resumida é bem simples. Não adianta jogar dinheiro na Educação sem um projeto correto e bem definido – e sem clareza de como tal grana será gerenciada.

O sistema educacional não funciona no Brasil. Motivos básicos: Má gestão e conceitos absolutamente fora do lugar. Qual a filosofia de nossa Educação? Quem conseguir responder ganha de presente uma empresa de petróleo! Por isso, de nada adianta pegar o dinheiro que for e aplicar em um sistema que não funciona direito, porque seus gestores nem sabem como deveria funcionar de verdade. Jogar os royalties do pré-sal no sistema que aí está só vai gerar mais desperdício, corrupção e ineficiência, sem formar o indivíduo com a qualidade que precisamos para os desafios do desenvolvimento brasileiro.

Quase todo mundo concorda que a Educação é a primordial solução para o Brasil. A Educação consiste na formação plena de um ser que saiba ler, escrever, observar, lembrar e pensar corretamente, com conceitos baseados na verdade, para agir democraticamente – com base na razão pública, respeitando o individual, cumprindo deveres e exercendo direitos dentro da lei e da ordem. O conceito é complicado, mas é este!

Não se pode confundir Educação com ensino. Educação vem da base familiar – este mesmo que o lixo globalitarista tenta destruir, tentando pregar que somos todos filhos de chocadeira, e que não precisamos de pai e mãe. A Educação precisa e deve contar com um ensino de qualidade que cumpra a função de fazer alguém ler, escrever e interpretar para produzir, empreender e evoluir. Educação começa em casa. Mas deve contar com a ajuda de uma escola de excelência – que ensine de verdade. Infelizmente, temos poucas escolas assim no Brasil.

Há muito tempo, o ensino é dominado por ideologias que desrespeitam o ser humano e atentam contra suas liberdades fundamentais. Os professores são mal ou bem formados em cima de bases teóricas prejudiciais ao sistema democrático. Os gestores escolares têm dois comportamentos muito comuns. Na área pública, se comportam como meros burocratas – tirando raríssimas almas. No setor privado, focam na busca pragmática do lucro – nem sempre fácil. Nos dois casos, raramente se preocupam com a qualidade do ensino e da Educação. Muitos nem fazem uma visitinha às salas de aula para saber como as coisas andam de verdade...

Em tal ambiente, os números de uma recente pesquisa encomendada pelo grupo britânico Pearson comprovam nossa tragédia. Enquanto perdemos tempo editorial com Rosegates. Mensalões e outros escândalos que terão finais de impunidade – até porque os crimes, no final, sempre compensam financeiramente por aqui -, a consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU) revela a herança mais maldita de todos os nossos governos: o Brasil ocupa o penúltimo lugar em um ranking global de Educação que comparou 40 países. Ficamos na frente apenas da Indonésia e no mesmo bolo de Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia e México.

Até quando aceitaremos o título de “País de Tolos”? Hoje temos uma mão de obra tão mal formada que inviabiliza qualquer projeto de desenvolvimento industrial. Nosso PIB devia ser chamado de Produto Interno Burro! Não é possível crescer com indivíduos que são analfabetos funcionais e políticos formados por escolas sem qualidade, mal gerenciadas, difusoras de modelos e conceitos errados e sem professores bem pagos e que entendam a verdadeira essência da Educação. E tudo isso piora com a permanente intervenção do Ministério da Educação Capimunista.

A ditadura no ensino está matando o Brasil. Nossos jovens são fuzilados pelo Produto Interno da Burrice. Já está fertilizado o grande ovo podre da serpente capimunista, que pode gerar um regime ainda mais nazipetralha ou comunopetralha. O que mete mais medo é a criminosa omissão ou a imbecilidade dolosa de quem teria condições e dever de reagir contra o Ministério da Educação Capimunista.

Grandes redes particulares de ensino do Brazil não se prununciam, abertamente, sobre o assunto. O foco delas é crescer e ganhar cada vez mais dinheiro. Seus dirigentes se calam contra o MEC por qual motivo? Têm medinho de quê ou de quem?

É assustadora e vai custar muito cara a omissão criminosa de quem pode dar uma colaboração decisiva para implantar um modelo de ensino de qualidade no Brasil, com recursos mais privados que públicos. Neste ritmo, o País de Tolos vai se consolidar como a Pátria da Fulecagem – na qual chute de cabeça para cima é a regra do jogo cada vez mais sujo.

Para piorar – se é que isto é possível -, a mídia amestrada resolve centrar suas atenções no ataque ao Garanhão de Garanhuns. Não deveríamos nos importar quem é a suposta amante deste legítimo resultado de nosso Produto Interno Burro. Teríamos, sim, que nos importar quem é o Amante da Educação disposto a nos ajudar a melhorar o ensino no Brasil. O resto é fulecagem...



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 2 de Dezembro de 2012.

3 comentários:

Anônimo disse...

Perfeito,
um caso rápido, recentemente estava eu(46) com meu filho e dois amigos dele (todos com 20 e cursando faculdade federal e particular) e durante a leitura de um texto por um dos amigos surgiu as letras mb e o texto tratando de adubação, silêncio total por alguns segundos, quebrei o gelo e disse molibidênio.
Achou absurdo?
Absurdo foi eu ter conseguido terminar o segundo grau, na marra, sem a menor condição de passar no vestibular(fiz um e não passei, parei de estudar e fui ajudar empresa familiar, ia tudo de vento em popa, tudo crescia e havia uma clara sensação de que teríamos um futuro maravilhoso, mas...veio a tão propagada e sonhada por direitistas e esquerdistas, a democracia),
A prosa seguiu com explicações sobre quantos che guevara matou(140) e que entre esses haviam crianças e idosos, falei um pouco sobre o marighela e o prestes,sugeri a leitura de "Orvil", sugeri o filminho que tem no youtube, "A verdadeira história sovietica" e por aí,enfim, a prosa tava boa mas precisavam ir embora, encerrei com uma frase que dificilmente esquecerão.
Se quiseerem ter um futuro, terão que torcer muito, mas muito mesmo para que os militares voltem a nos governar, senão, terão um futuro tão medíocre ou pior do que este presente.
Essa vida parece um eterno "quem tem põe, quem não tem tira", acho que precisamos conversar mais e melhor com nossos entes, pelo fato de que não sejam enganados pela propaganda.
Mas, passados alguns dias, eis que me dizem que meu outro filho que faz faculdade em outra cidade coloca nome de indio no seu face(não uso e não alimento preconceito contra quem usa), é, essas férias vou ter que me dedicar melhor a conversas salutares com meus queridos, não é justo ficar vendo porcaria na tv e deixar de dar boas instruções, afinal, a próxima bala perdida pode estourar na minha cabeça.
*se tinha uma matéria que eu detestava, era química.

Anônimo disse...

Sou médico com, aproximadamente, 9 anos dedicados a muito estudo( nada foi de graça), ganhando R$ 7,50 a consulta pelo SUS ( que é isso que este para por cada consulta ),trabalhando 100 hs semanais pra tirar pouco de dinheiro para pagar a prestaçao de um carro popular e de um ap, de 3 quartos em regiao de classe media NAO alta de um determinado estado da naçao!
Essa lorcaria de governo comunista deveria era dar subsidio pra quem trabalha e tem merito, independente da area de atuaçao!!!
Voto de cabresto pode, meritocracia nao!!!!
Eeehhh saudade de Castello Branco, Geisel e Cia

Anônimo disse...

O sistema educacional não funciona no Brasil por que temos um regime bastardo! Um regime soviético! Somos uma ditadura do PT e do PC do B. Somos vítimas de políticos grandes fdp! Gente doente, complexada, gente que certamente em criança sofreu abusos sexuais e gostaram, mas se recusam publicamente a assumir esse gosto agora em adultos. E para deixarem o seu descontentamente ficar na Historia do Brasil, avacalharam a Educação e o Ensino!

Bastardo è sempre bastardo. Que fazer?