quinta-feira, 28 de março de 2013

31 de Março : Os dois lados da moeda


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marco Antonio Felício da Silva

A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam, não se importam, não se manifestam

A data de 31 de Março próxima é como uma moeda em que numa de suas faces encontramos fatos do passado que devemos comemorar com muito orgulho, pois, as Forças Armadas, respondendo ao chamamento da Nação, nas décadas de 60 e 70, derrotaram a subversão marxista, o terrorismo urbano e rural, apoiados pela então União Soviética, Cuba, China e países da chamada “Cortina de Ferro”, evitando a comunização do País e o jugo tirânico da ditadura do proletariado sobre o povo brasileiro.

Apesar da luta armada, iniciada por organizações subversivas, das agitações de rua, greves, assaltos a bancos, assassinatos, sequestros, terrorismo seletivo e sistemático, ocorridos em todo o Brasil, os governos militares, que se sucederam, ao mesmo tempo em que combateram a luta armada e os desmandos dos comunistas, promoveram a modernização do País, incrementando a educação em todos os níveis, criando universidades e excelente rede de centros de pesquisas, desenvolvendo a agro-pecuária e a industria de base, aumentando a produção de petróleo, construindo inúmeras hidroelétricas e estradas, cobrindo todo o território nacional com moderno sistema de telecomunicações, alcançando o pleno emprego e os maiores índices de crescimento de nossa História.  O País, anteriormente agrícola, cuja maior riqueza era o café, foi levado à posição de oitava economia do mundo.

Ao final dos governos militares, dando início à Nova República, o País estava pacificado, a lei da anistia em vigor e a democracia plena.

Infelizmente, o outro lado da moeda nos mostra o que deve ser lamentado profundamente, pois, ESQUECER É TAMBÉM TRAIR!

Enquanto os militares, após a anistia, acreditavam numa reconciliação nacional, as esquerdas derrotadas, raivosas, ressentidas e revanchistas, infiltradas em segmentos vários da população, principalmente nos meios operário e estudantil e na Mídia, intensificavam seu trabalho de agitação e propaganda e de conquista de corações e de mentes, criando uma nova estória em que os militares passaram a ser apresentados como bandidos e violadores dos Direitos Humanos.

Aproveitando-se da Democracia, atuando demagogicamente, conquistaram cargos eletivos, infiltrando-se nos governos que se seguiram.  No governo FHC, com a criação do Ministério da Defesa, os militares foram afastados da alta cúpula governamental, perdendo influência política e tendo os seus recursos, já escassos, diminuídos.

Dada a passividade e o silêncio obsequioso a que se impuseram os chefes militares, durante todos esses anos, como que acuados pelo discurso mentiroso e revanchista e pelo "Politicamente Correto", consentiram, calados, a construção e consolidação de uma nova e mentirosa estória.  

Trocaram agrados e condecorações com ex-terroristas e subversivos, esperando por promessas jamais cumpridas.  Aceitaram imposições que ferem as mais caras tradições da Instituição, dentre outras a não comemoração e a retirada do calendário militar do 31 de Março e da Intentona Comunista de 35 e a violação do espaço sagrado da Academia Militar.

Gradativamente, os vitoriosos de ontem, militares e civis, que arriscaram a vida em defesa da Democracia e da liberdade, cumprindo ordens, foram abandonados a própria sorte.  Tornaram-se os derrotados, vilipendiados e perseguidos, sem o apoio que mereceriam ter dos chefes militares.

Embora os pilares básicos das Forças Armadas sejam a disciplina e a hierarquia, não podem elas, através de seus chefes, aceitar circunstâncias e situações, venham de onde vierem, que firam os princípios, valores e tradições dessas Instituições, pois, o que, também, traduz afronta à dignidade desses mesmos chefes, pois, líderes e responsáveis pela preparação e emprego das mesmas.

Têm eles, servidores do Estado, e não meros funcionários públicos a serviço de um governo, tomado e aparelhado por um partido, o dever de atuar constitucionalmente, visando a manutenção do Estado de Direito, da paz social e das liberdades individuais e coletivas, próprias do regime democrático.

Ainda mais que tal partido usa e abusa da demagogia, da mentira e da corrupção e se mantem no poder pela prática do populismo, manipulando minorias, e pelo assistencialismo, tangendo como gado a grande massa carente, formando verdadeiros currais eleitorais, que asseguram a manutenção prolongada no Poder, castrando a soberania da Nação, em busca do que chamam de "socialismo radical", nada mais do que uma ditadura do proletariado.

Não podem eles, os chefes, carregando o ônus do comando respectivo e respondendo aos seus deveres constitucionais, coonestar ações ilegais, como as encetadas pela Comissão da Verdade e o uso da intimidação que viola os direitos individuais e coletivos, como os chamados escrachos, que agridem o Estado Democrático de Direito.  Não podem convalidar a mentira, subservientes a governos, aceitando a proibição da comemoração da verdade.

Salve o 31 de março de 1964!

Marco Antonio Felício da Silva é General Reformado.

3 comentários:

Carlos Bonasser disse...

Caro Marco Antonio, ist justamente está acontecendo por que esses governos petralhas insistem em reconduzir aos cargos os Comandantes Militares das três FFAA.
Este fato em si só corrobora o vicio e o tenue aparelhamento involuntário promovido pelas inúmeras promessas de sei lá o que, lá na reserva deles, como soi acontecer com seus antecessores.
Quando isso ocorre deixamos de praticar a democracia, pois a alternância no poder deve atingir todas as esferas da administração publica e em eles aceitarem a recondução faltam com o respeito aos seus pares e para com a instituição, os desgovernos passam os quarteis e o espirito de corpo permanecem.
Esses desgovernos ditos populares costumam enganar as massas confundindo-as acerca dos assuntos de Estado com os assuntos político-partidários, onde o pudonor e a ética se distanciam dos que seria o ideal da Nação.
No meu ponto de vista não vejo incongruência em festejar e comemorar datas históricas militares em que o destinatário dos resultados de seus feitos, dos Militares, é o povo e a Nação, nesses últimos anos, desses desgovernos populares, socialistas e comunistas, temos visto inúmeras comemorações de aniversario de partidos, de personalidades, inclusive reconhecimento "eroico" de traidores nacionais, qual é o problema de uma Força Militar reverenciar seus feitos e de seus vultos históricos, como exemplos a serem seguidos? É claro que nunca se exortou as violações, torturas e seus afins, muito embora se sabe que essas praticas eram de certa forma "comuns" no contexto da época, fruto da guerra fria que influenciou a todos os lados envolvidos em conflitos e o lado dos traidores da Pátria o soube utiliza-las muito bem, haja vista as operações de sequestros, assaltos a bancos, assaltos a quarteis etc.
VIVA O BRASIL, VIVA A CONTRA-REVOLUÇÃO DE 1964, VIVA OS MILITARES BRASILEIROS E VIVAS AO POVO DESTE PAÍS QUE AINDA SABE DISCERNIR AS OUTRAS CORES DO IMPRESTÁVEL VERMELHO REVANCHISTA E MALÉFICO.
Um forte e grande abraço a todos e no dia trinta e um de março hastearei uma grande e linda bandeira brasileira em meu jardim e relatarei a todos que por isso perguntarem.
Carlos Bonasser

Anônimo disse...

Todos nossos chefes militares, durante todos estes anos, se venderam ao PT por um punhado de reais, por uma promoção, quiçá mesmo, entregando a mulhê aos tarados sexuais do PT em troca de um punhado de reais.

Todos nossos chefes militares, durante todos estes anos, se prostituram em troca de beneficios pessoais mandando o juramento que fizeram nas Agulhas Negras, para o c@r@lho!

E a prova, a realidade desses fatos, está bem aí: não temos soberania! As FFAA apenas com munição para 1 hora de combate!

Isso não os atormentou?

Anônimo disse...

Boa tarde senhor general.

A postura dos comandantes e do alto comando das três forças já causou uma cisão nas forças armadas brasileiras. Foram extremamente competentes na tarefa de destruir o que as insituições tem de mais valoroso, seus recursos humanos.
Senhores generais e senhores oficiais em geral, reconquistem/conquistem a confiança da tropa.
Exerçam sua autoridade enquanto ainda há tempo.
Sejam leais aos interesses maiores da nação e a instituição. Deixem de exigir e impor uma lealdade canina sem qualquer reciprocidade.
Ainda há tempo, pouco tempo!!!!