sexta-feira, 26 de abril de 2013

À CNV: Bombas de Recife e de Boston


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Osório Marinho Silva

Ilmo Sr Adilson Santana de Carvalho, Ouvidor da Comissão Nacional da Verdade  

Encaminhei a essa Comissão Nacional da Verdade, no dia 24 de novembro de 2012, uma reportagem do Diário de Pernambuco, de 20 de abril de 2012, sobre o atentado terrorista no aeroporto dos Guararapes, no Recife, ocorrido em 25 de julho de 1966.

O título da reportagem do jornalista Tércio Amaral é “Buscando Reparação Histórica”, onde a família do jornalista Edson Régis, morto pela explosão da bomba deixada pelos terroristas, pleiteava indenização.  Este é um justo pleito, pois, também nesse aspecto, apenas um dos lados tem sido plenamente beneficiado, desde o primeiro governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na mensagem, solicitei que o referido atentado fosse devidamente apurado por essa Comissão, conforme o estabelecido na própria Lei que a criou. Como resposta, esse Ouvidor, em mensagem do dia 30 de novembro de 2012, disse que “a Comissão Nacional da Verdade tem por finalidade, de acordo com a Lei 12.528/2011 e com a Resolução nº 2 da CNV, examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período de 1946 a 1988, por agentes públicos, pessoas a seu serviço, com apoio ou no interesse do Estado”.

Que poder tem a Comissão Nacional da Verdade para alterar, mediante uma resolução interna, a própria Lei que estabeleceu o seu funcionamento? E por que não iniciou os seus trabalhos a partir do ano de 1946, até mesmo para um melhor entendimento dos fatos históricos que resultaram na Contrarrevolução Democrática de 31 de Março de 1964, apenas o fazendo a partir do ano de 1964? Busca, de fato, essa Comissão, a isenção?

Não é o que parece ocorrer nos trabalhos até agora apresentados, bem como nas diversas entrevistas em veículos de comunicação e nos artigos e textos publicados no site oficial da CNV.

Por outro lado, a Lei 12.528/2011 estabelece no item II do parágrafo 1º do artigo 2º, que “não poderão participar da Comissão Nacional da Verdade aqueles que não tenham condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da Comissão”. Essa imparcialidade não está ocorrendo em relação a alguns membros dessa Comissão, especialmente o Sr  Claudio Fonteles.

Assim, mais uma vez, solicito aos senhores membros da CNV que apurem também as graves violações de direitos humanos praticadas pelas pessoas que integraram os grupos armados da esquerda radical, como as diversas bombas que explodiram no Recife no ano de 1966, particularmente o atentado terrorista no aeroporto dos Guararapes, que matou duas pessoas e feriu outras quinze, incluindo uma criança de seis anos, algumas com sérios ferimentos provocados pela amputação traumática de perna e dedos das mãos.

Caso ocorra apenas a apuração dos fatos relatados por uma das partes, a dos grupos armados da esquerda, quase todos interessados em ricas indenizações e pensões de anistiados políticos, jamais será efetivado o direito à memória e à verdade histórica e nem será promovida a reconciliação nacional, também um dos objetivos da Lei da Anistia, de 1979.

Por oportuno, envio fotos de dois atentados terroristas, que mataram e feriram pessoas inocentes: o do aeroporto dos Guararapes, em 25 de julho de 1966, e o da Maratona de Boston, em 15 de abril de 2013. Quase meio século separa no tempo esses atos criminosos, mas as imagens revelam igual sanha assassina, que, em nome de falsos conceitos e ideologias, externam o mesmo ódio e o mesmo espírito indiscriminado de vingança, não importando quem será atingido, nem a dor que permanecerá nos corações de familiares e amigos de inocentes vítimas.

Lá, nos Estados Unidos, os terroristas são caçados como bestas humanas que de fato são. E prestarão contas à Justiça. Aqui, querem passá-los para a posteridade como verdadeiros heróis.

Contudo, no Brasil, muitos estarão atentos para que a verdadeira História deste país não seja transmitida às novas gerações, como uma farsa.
 Brasília, 25 de abril de 2013

Luiz Osório Marinho Silva é Coronel do Exército Reformado. 

3 comentários:

Anônimo disse...

eu mesmo me encarrego de contar a verdade para meus filhos. esta comissão é a "comissão da mentira".
como esperar a verdade vinda dos psicotas? só pode vir mentira.

Anônimo disse...

Eu não estou preocupado como vão reescrever no manipulado livrinho de História, os fatos do passados! O que preocupa a mim e a minha família é a história que está sendo escrita aqui e agora. O desfecho desse episódio da história sim, ainda pode ser alterado. Mas é muita falsidade, falta de hombridade, a testosterona rara,... e muita balela!

Anônimo disse...

Os oportunistas aproveitam de um Governo fraco - desgoverno - para aproveitar pecuniariamente, de uma situaçãso, que jamais não teria ocorrido se não houvesse anarquia. Só foram "prejudicado" quem estava no meio da barburia, quem vivia digno nada ocorreu, agora em uma embate é lógico que há baixa de ambos os lados. Porém, aqui, a vingança impera.