sexta-feira, 10 de maio de 2013

Os “Médicos” Cubanos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por José Carlos Leite Filho

A notícia recente a respeito da vinda de seis mil médicos cubanos para trabalhar no Brasil, em especial no Nordeste, como resultado de negociação do governo federal com os irmãos ditadores Castro, trouxe-me surpresa e inquietação. Surpresa por saber há muitos anos da dificuldade existente para a legalização do exercício profissional mediante o reconhecimento da validade do diploma obtido no exterior, uma vez que as peculiaridades nacionais são distintas. Basta lembrar que a mídia noticiou que de 670 profissionais, mais ou menos, submetidos recentemente a esse exame de validade, apenas cerca de 60 (sessenta) lograram sucesso!

Inquietação porque, como brasileiro e nordestino, sei bem que as nossas autoridades governamentais atuais são capazes de diligenciar mais para a obtenção de um quociente eleitoral favorável, haja vista a eleição presidencial que se avizinha, do que para os cuidados inerentes à saúde e à higidez da população.

Também sei, sem exclusividade, que os militantes, de qualquer nacionalidade, ditos socialistas, esquerdistas ou algo semelhante, já que não há distinção que os caracterize, costumam se mostrar solidários nas suas empreitadas políticas, valorizando os seus pares e o proselitismo que lhes é comum em benefício da luta pelo poder.

Veja-se a propósito o que acontece no Brasil e na nossa vizinhança, em especial na Venezuela, Bolívia, Argentina e Equador, além da já referida Cuba, onde o controle da população é buscado pela distribuição de benesses aos menos favorecidos, sem preocupação com a cidadania, pois dessa forma cria-se uma dependência e um sentimento de gratidão que favorecem vida longa aos detentores do poder, objetivo maior de suas ações maquiavélicas.

A essas considerações junte-se uma reflexão sobre as condições de trabalho e de salário a que os médicos cubanos estão sujeitos no seu país, sem limite de horas e com remuneração insignificante, sendo lícito admitir um mau exemplo e uma preocupação resultantes não só para a nossa justiça do trabalho como também para os nossos operosos defensores dos direitos humanos para os quais a caracterização do “trabalho escravo” no sertão nordestino costuma ser feita com surrealista facilidade.

Em verdade nunca visitei o “paraíso” castrista, onde a liberdade inexiste assim como o direito de ir e vir, sendo difícil de lá sair e para lá se dirigir um verdadeiro democrata. Consta-me, no entanto, que boa quantidade dos seus médicos se encontra trabalhando na Venezuela como retribuição à generosidade financeira negociada com o finado Chávez com a particularidade de que o pagamento pelos serviços prestados é feito de governo a governo, contribuindo assim ao aumento da receita do país em detrimento do trabalhador ao qual continua sendo pago, pelo governo cubano, o salário miserável vigente na ilha.

Para arrematar essa visão desagradável há ainda um controle ideológico e político comumente exercido por funcionários da ditadura castrista introduzidos entre os importados médicos, visando também inibir eventuais desejos de liberdade em outras paragens.

Será justo esse preço a ser pago pelo governo brasileiro para tornar menos difícil a garantia do dever constitucional de dar saúde ao seu povo?

Evidentemente, esse aspecto perde expressão com a lembrança de que raros, raríssimos mesmo, dos nossos hospitais públicos são dotados dos equipamentos e dos recursos indispensáveis à sua missão, daí resultando um sofrimento constante dos necessitados de assistência médica em lugar do alívio buscado, consequência natural do descaso e da falta constante de vontade política que só emerge nos discursos enganadores, como os da senhora Roussef, sempre presentes às vésperas de eleições...

José Carlos Leite Filho é General de Exército na Reserva. Originalmente publicado em “O Jornal de Hoje”, de 09/05/13 – Natal-RN - linsleite@supercabo.com.br

4 comentários:

Anônimo disse...

Na Bolívia vendem diploma de medicina para brasileiros. A venda é feita por algumas universidades.
Por ex. A UNITEPC em Cochabamba/Bolivía vende por 4.000 reais o histórico escolar e o diploma. Depois é só convalidar no Brasil, inclusive não é exigido por lei que se passe na prova de revalidação. Por ex. na Universidade Federal de Medicina de Natal/RN mesmo reprovando na prova os pseudos médicos tem direito de revalidar o diploma e o histórico escolar. Na UNITEPC de Cochabamba/Bolívia esses diplomas comprados ficam em um "Registro Paralelo" e quando consultados para constatar a veracidade dos documentos os funcionários vendedores de diplomas, confirmam a veracidade como se fossem verdadeiros. Há que se fazer uma investigação para desmacarar muitos "médicos" que atuam no Brasil com diplomas comprados na Bolívia

Anônimo disse...

Eu convivi durante 30 anos no meio militar, quando entrei para as Forças Armadas ainda vivíamos o auge da Guerra Fria, Na época a maior parte do nosso comando militar era oriunda da Escola do Panamá, que era o elo de doutrinação da ideologia americana para a América Latina. O governo Soviético de então era o Brejniev e o Americano Nixon, que ja estava a beira o impeachment devido ao caso de Water Gate. Mesmo nesse clima de doutrinação de nossas Forças Armadas, o nosso Presidente General Geisel dentro de sua Política de Pragmatismo responsável teve a audácia e sabedoria de romper o acordo militar com os EUA. afastar os Generais reacionários Silvio Frota e Ednardo e outros e apoiar Angola através do envio de suprimentos alimentares, que estava sobe fogo cruzado da Africa do Sul no auge do apartheid, com apoio de EUA e Israel. O território de Angola já estava quase todo sob o domínio dos insurgentes do FNLA e UNITA de Jonas Swawimb, apenas na capital Luanda, o MPLA resistia como ultimo bastião, apoiada por um contingente de soldados cubanos e apoio de suprimentos do Grupo Pão de Açucar autorizados por Geisel. Pois bem o MPLA virou o jogo e Angola hoje é um país livre, altivo e com grandes reservas de petróleo e com ótimas relações diplomáticas e comerciais com o Brasil. Acontece que alguns bolsões reacionários da sociedade brasileira, incluindo membros reformados das Forças Armadas Brasileiras dormem sonham e acordam morrendo de medo dos comunistas, é como se Tutankamon se levantasse de sua tumba e começasse a falar coisas de sua época. O comunismo jamais teria sucesso, no Brasil, nos somos tão irreverentes, zoneados e incompetentes, irresponsáveis que conseguimos transformar tudo em pizza, vide o caso do mafioso Tomaso Busceta, o Henry Sobbel, lider da comunidade judia que foi preso por surrupiar gravatas nos EUA. O Socialismo só funciona em países Nordicos que estão anos luz na nossa frente. A liberação dos americanos que assassinaram cerca de 170 passageiros da gol e foram embora zombando da gente, além de criar o apagão aéreo como cortina de fumaça. Sem contar a armação da torcida Gaviões da Fiel achando que os bolivianos iriam cair na tese ridícula de que um menor foi o causador do assassinato durante um jogo de futebol naquele país, essa é a nossa cara como dizia o Cazuza. O que precisamos é exorcizar esse fantasmas que insistem em falar de Plano Cohen, Hidra Vermelha, estão tal e qual os dinossauros atolados nos pântanos a espera da extinção há 65 mil anos. Quanto aos médicos cubanos que venham e que sejam pelo menos uns seis para o Centro Oeste de Minas Gerais, onde quase ninguem atende mais pelo SUS e pelos próprios planos de Saude. Hoje mesmo cancelei minha UNIMED que não serve para nada...

Leda Regina Paulino disse...

Êles não são médicos, são espiões, pois só trabalham em horário noturno, quando movimento é menor, medicamentos básicos quando o caso é simples e se for grave, mandam para os Prontos Socorros tradicionais das cidades.
Sabe-se lá o que na verdade, êles fazem durante o dia, gostaria de saber, onde se alojam etc...

Anônimo disse...

Êles não são médicos, são espiões, pois só trabalham em horário noturno, quando movimento é menor, medicamentos básicos quando o caso é simples e se for grave, mandam para os Prontos Socorros tradicionais das cidades.
Sabe-se lá o que na verdade, êles fazem durante o dia, gostaria de saber, onde se alojam etc...