domingo, 30 de junho de 2013

Cidadania, que bicho é esse?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marcos Hummel

Sinto-me desrespeitado. A quem, e onde, devo reclamar meus direitos? Direito de consumidor, contribuinte, eleitor. Direito de cidadão que começou a trabalhar aos doze anos de idade e, agora, ao completar sessenta e seis anos de vida e cinqüenta e quatro de trabalho, assiste a esse circo de horrores, protagonizado por senhores que nada são além de funcionários públicos, empregados portanto dos contribuintes, instalados em seus cargos por força e graça de nossas ações, ou seja, o nosso voto.

Para quê estão lá? Em tese, para trabalhar pelo país que somos todos nós. Por que estão lá?  Na prática, para trabalhar por suas famílias e para seus amigos. São nossos empregados, mas se sentem donos da empresa.

Os que vestem a verdadeira capa institucional e assumem integralmente a responsabilidade de suas funções são tão poucos. Por que continuam se não há espaço para aqueles de boa vontade? Porque acreditam que a persistência um dia fará diferença, dará frutos bons?

E nós, o que fazemos para mudar o que nos desagrada, nos fere, nos desrespeita? Que tipo de cidadãos, eleitores, consumidores, contribuintes somos? Que nota merece nosso comportamento, nossas atitudes? O que estamos ensinando para nossos filhos?

Que democracia é essa, em que o voto é obrigatório? Por que insistir neste modelo arcaico encontrado apenas em pseudo democracias?

O voto obrigatório, parece, tira a responsabilidade do eleitor por tudo de errado que faz o eleito. E este se sente à vontade para usar o cargo em benefício próprio.

Será que a geração atual veio para cumprir a profecia de Rui Barbosa? Já chegou o tempo em que se tem vergonha de ser honesto?

Marcos Hummel é Jornalista e Apresentador de TV.

Um comentário:

Unknown disse...

Gostei muito do artigo. São questões extremamente importantes que nós, o povo brasileiro, deveríamos nos fazer para se ter mais consciência do que é ser um cidadão. Só assim deixaremos de ser um "cidadão de papel" como já disse certo escritor.