sexta-feira, 21 de junho de 2013

O primeiro passo para a longa caminhada

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Fabrizio Albuja

O brasileiro é um povo imediatista, ansioso, conformista e principalmente, sem bons pontos de referência.

No impeachment do Collor, pessoas saíam às ruas por soluções drásticas, cortar o mal pela raiz. No fim das contas achar que o lado A está certo porque o B está errado nem sempre é a melhor escolha.

Assim, fez fortalecer a dupla presidência de Fernando Henrique, que trouxe uma solução não imediata, mas paliativa que foi a URV (Unidade Real de Valor) o que auxiliou a que tivéssemos nossa primeira referência econômica de primeiro mundo, uma moeda forte.

Isso não quer dizer que foi um período ideal. A estagnação da inflação criou um novo monstro que foi o do interesse do mercado financeiro que necessita dos juros para sobreviver. Passamos a ser inimigos econômicos de grandes potências com produtos de qualidade que valiam aquilo que realmente valiam e não o que eles queriam que valesse.

O mundo também sofreu algumas mudanças em função da especulação do petróleo em países do Oriente Médio.  Obviamente nosso país não é a Pangeia e um problema mundial não pode ser encarado como uma “marolinha”.

Como conseqüência, o desemprego aumentou enormemente e, numa solução imediatista, o povo decide partir para escolher o lado C. Este lado C, ao considerarmos uma análise morfológica da palavra “trabalhadores”, entende-se que realmente o foco era fazer valer o suor e a dignidade.

São 13 anos no poder, por ironia o número da legenda que revela uma política da valorização da miséria, do aproveitamento da ingenuidade e que a solução do trabalhador é não trabalhar e sim ganhar alguma bolsa favor. Ferramentas ideais para a geração de arquiteturas fantásticas de corrupção.

Hoje, nas ruas o povo repete aquilo que aconteceu no ano de 1992. Os personagens mudaram, mas a prerrogativa é a mesma. No entanto o grande medo é que aconteça novamente uma escolha por impulso.

Há que ter muito cuidado ao confundir uma postura partidária que é baseada em micro interesses com uma perspectiva de gêneros utópicos que conclamam o real sentido de cidadania, justiça social e amor à pátria.

Fabrizio Albuja é Jornalista e Professor Universitário.

4 comentários:

Anônimo disse...

A Historia se repete, mas não tão rápido!

Tem outras soluções!

Anônimo disse...

Nunca me esquecerei dos bundas pintas, principalmente do Bundão Pintado, chamado Lindenberg Farias, o anti-Collor lindinho, queridinho da UNE e da TV.

O tempo passou rápido, Collor voltou e o lindinho não pintou mais a cara, mas vestiu os melhores ternos para entrar na pocilga política brasileira, usando sua fama para poder estar no Congresso, eleito pelo povo, para enfim fazer as pazes e abraçar Collor, Sarney, Renan e todos aqueles que lhe deram fama, quando os xingava em cima de uma carro de som.

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Sugiro, senhor professor, que os momentos atuais são de reflexão e talvez recosideração de certezas.

Anônimo disse...

Interessante.
Quando houve a farsa dos astutos poderosos, que levara um bando de abestalhados ou esperto nas ruas para pedir o impeachment do Presidente Collor Se ouvia os gritos do povo e, dos caras pintadas, ai o povo fez manifestação e logo a voz do povo chegou ao senado e ao judiciário, logo de forma muito rápida, e os incautos gritavam e diziam queremos outro Presidente se não prestar nós se revoltamos e colocamos fora do poder, muita asneira e, grande engano, hoje aqueles que tanto lutou para tirar Collor do poder e conseguiu, embora por um período, será que o povão foi ouvido ou os poderosos da classe alta? Ora, quem tem boa memória já percebeu que, os brasileiros são uns bobinhos, e hoje tem muitos brasileiros sem se dar conta do que realmente aconteceu, houve tantos boatos, e meia duzia de pobres infiltrados no meio de filhos de meus Senhores senadores e deputados hoje, os filhinhos de meus Senhores estão tranquilos e aquela meia duzia de pobres que estavam no meio deles sofrem,e é bem empregado.
Observem olhando pelo lado da razão, foi mesmo os manifestante que colocou o presidente Collor fora do poder, ou a mídia? Claro que foi a mídia! Observem e veja a verdade, se o povão que se manisfestasse tivesse algum valor ou poder, Há muito tempo Dilma já tinha sido posta para fora da Presidência, se formos olhar direito a maneira que ela age, e como ela governa já ultrapassou os limites do que fez o presidente Collor e a prova está ai onde está o Ibsen Pinheiro que fez tanta questão de julgar Collor e, o Ibsen ninguém comenta que, ele saiu como ladrão quem ligou ou comentou? e analisem
Ibsen pinheiro foi quem mais torceu e até fez o julgamento ilícito as pressas para que não fosse investigada a sua vida. E hoje pergunto? Quem prova que o Presidente Collor roubou? Mas, ele hoje, caiu na real que, quem faz o bem dos pobres deste país, sai como ruim, e eu estou observando que o Collor hoje senador se permanecer assim com este comportamento de hoje quem sabe? Vai permanecer no senado por muito tempo. Triste País.