sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O Cinquentenário da Contrarrevolução


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

No próximo dia 31 de março, a Contrarrevolução completará cinquenta anos.
É uma data especial para quem vivenciou o Brasil da época, e acompanhava o tsunami comunista que assolava a humanidade e avançava, inexoravelmente, sobre as nações democráticas.

Aos militares cabe a manutenção da segurança da Pátria, em especial a externa e, portanto, por dever profissional mais do que o restante dos brasileiros, acompanhavam as ações desencadeadas pelo MCI gerenciado pela União Soviética e alardeadas por outros países como Cuba, que haviam se subordinado aos ditames do comunismo.

Na prática, os subversivos apegavam - se às benesses que obteriam de sua adesão ao marxismo - leninismo, pois para os incautos, alertamos que aqueles pretensos “guerreiros do stalinismo”, do “maoísmo”, do “fidelismo”, e de outros “ismos” de triste memória, de como os nossos atuais líderes da cúpula petista, aspiravam assenhorear - se do poder, para o seu próprio beneficio.

Como acontece agora no Brasil. O povo, para eles, em quaisquer circunstancias seria, como é, mero joguete de suas ambições.

É óbvio que num regime marxista o poder é assumido por uma cúpula, que descaradamente busca perpetuar - se, e salta aos olhos, como, independente dos correligionários cooptados com cargos e mordomias, o NÚCLEO BÁSICO se fixa nos cargos de importância e de mando.

Talvez o caso do Mercadante seja exemplar, pois a sumidade já foi Ministro de Educação, de Ciência e Tecnologia, e agora assume a Casa Civil. A Marta Suplicy e a Ideli, seguem a mesma trilha, o Tarso Genro e outros acólitos confirmam as nossas funestas considerações.

A canalha precisa sempre sublinhar os seus atos heróicos, e assim manter acessa a chama do revanchismo, o que faz amiúde, contando com incalculáveis recursos financeiros, uma monumental máquina publicitária e uma malta de indivíduos que se subordinam às suas ordens.

Em todas as áreas, seja no Poder Legislativo ou Judiciário, nas autarquias, em entidades como a OAB, a pesada influência da cúpula comunista está presente, portanto nada mais natural que no ano do cinquentenário seja desencadeada contra as Força Armadas uma vendeta de revanchismo sem igual.

Infelizmente, nenhum dos seus assassinatos e atos terroristas surge na mídia exigindo algum tipo de investigação, mas basta que o desgoverno acione seus subordinados para que velhas acusações contra os militares surjam estrondosamente na grande imprensa.

Alguns incautos acreditam que o revanchismo seja uma vingança, concordamos, contudo, ele interessa em particular para conceder a eles o papel de vítimas, quando viviam fora da lei e assaltavam, roubavam, sequestravam e perturbavam a lei e ordem.

Para aqueles que estudaram a Contrarrevolução, fica bem claro que ao término do período do regime militar, nada redundou em beneficio para as instituições militares, nem para os principais líderes militares, sejam os presidentes, sejam outras figuras proeminentes que também eram militares.

Ou seja, realmente aqueles nacionais ocuparam o poder, sem reeleições, sem a obtenção de privilégios para si ou para os seus aparentados, trabalhavam apenas com o propósito de afastar os comunistas subversivos e governar o Brasil com dignidade, empenhando - se para que nos tornássemos cidadãos de uma Nação democrática e desenvolvida.

Mas qual, este é um País de um povo que não se amofina e não se importa com as mais escabrosas corrupções, que sabe que o metamorfose é um cretino, que a anta do governo é uma estrume sem neurônios, e que ambos nada fizeram pelo País a não ser, com o nosso dinheiro criar bolsas e mais bolsas que se transformaram em perniciosos votos.

Infelizmente, diante da triste realidade de que o populacho não liga para as diárias faltas de dignidades expostas na imprensa não cooptada, não podemos estranhar o padrão de seus representantes eleitos, que são em última análise, o seu próprio retrato.
Nós temos o que merecemos, e como a cada dia merecemos menos, é evidente que o nosso futuro repousa na sanha dos infames que aplaudimos e entronizamos.

Por tudo, lá vamos nós ladeira abaixo, um povo sem documentos, sem dignidade, sem futuro e sem festejar, como deveria, o Cinquentenário da Gloriosa Contrarrevolução de 31 de março de 1964.

Este é um Cinquentenário que será lembrado, não por ser um ano festivo, mas por ser um ano em que seremos mais perseguidos e mais aviltados.

É dureza e uma vergonha estar amarrado e ser saco de pancadas de ignóbeis indivíduos.  


Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada, reformado.

3 comentários:

Cesar disse...

31 de Março: o silêncio dos vencedores e o alarido dos vencidos

Às vésperas dos 50 anos, meio século e os acontecimentos político-militares de 1964 ainda se fazem presentes na vida nacional.

Embora realmente tenha terminado no ano de 1985, a Contra Revolução de 1964 ou a Revolução Democrática Brasileira ainda frequenta a vida e a mídia nacional e sempre nos dias que antecedem seu aniversário as pautas e suas matérias recrudescem num crescente de importância levadas pela mídia em todos os seus canais de difusão.
Não custa lembrar, mas a Contra Revolução nasceu de um grande movimento popular quando mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas das cidades de São Paulo e do Rio Janeiro para pedir ao Exército Brasileiro que impedisse a implantação de um regime totalitário comunista no Brasil. Infelizmente os mesmos indivíduos que queriam implantar essa doutrina no País são os que hoje ocupam o poder no País.

E foi esse grupo que enfrentou a democracia legalmente constituída e suas Leis, travando uma luta com táticas de guerrilhas nas cidades e no campo, apoiado pelo ditador Fidel Castro. Esse grupo matou, assassinou, cometeu atentados, seqüestrou, roubou e, hoje, passados 50 anos, não usam mais armas, usam o poder conquistado pelo acesso livre do voto.

A esquerda comunista consolidou com o tempo a sua versão de que os militantes da luta armada combateram uma ditadura militar em defesa da liberdade e da democracia e que os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heroicas ações.
Não obstante estarem encastelados no poder criaram Comissões (parciais de suas) Verdades, que nada apuram a não ser somente um dos lados da Historia e, mesmo assim, só o que lhe convém.

Promovem novos exames ditos técnicos, contestando os laudos existentes, cadáveres são exumados na esperança do surgimento ou na plena convicção de que a invenção de novos dados possibilitem mais e mais acusações infundadas, reabrem processos na busca de supostos culpados, quartéis são inspecionados na desenfreada e tresloucada busca de provas. A prescrição penal simplesmente e a lei inexistem para eles.

Vejo um o revisionismo unilateral, pois outros atos de igual teor e até mais graves, perpetrados por eles mesmos no passado, como assaltantes, ladrões de bancos e principalmente terroristas, deixam de ser apurados por não favorecerem aos interessados em ver um Brasil cada vez mais socialista e comunizado. O silencio continua, mas não passam despercebidas essas atitudes. É muito fácil reescrever a História (como dizia Orwell: basta dominar o passado…).

Os segmentos políticos vencidos e derrotados fruto de um movimento socialista atuante e presente, continua adotando e se comportando de forma vil e característica no qual os vencedores ou nós os militares de uma maneira geral, ainda somos o inimigo a ser batido.

Ficamos em silencio, retraímos por pressão mas nunca estaremos desatentos ao que acontece a nossa volta.

Somos coesos, pragmáticos no que se refere a “ORDEM E PROGRESSO” e não mudaremos a forma de pensar ou agir que troca ideias e que quer o melhor para nosso País e para o seu povo. Eles, a esquerda festiva, ainda confundem silêncio com ignorância; calma e discrição com aceitação; e mão amiga com fraqueza.

Cesar disse...

Continuação

De que adiantou a Lei da ANISTIA, aquela dita de ampla, geral e irrestrita promulgada em 28 de Agosto de 1979: “É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares”. É triste mas é a realidade pois ao que parece de nada valeu.

A anistia não tem sido a meu ver um meio histórico para a reconciliação. A lei é clara e é descaradamente ignorada e desrespeitada! É triste, mas é a realidade.
Eu permaneço atento e fiel ao meu compromisso, não em silencio: ”Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”.

CEL R/1 INF NORTON LUIS SILVA DA COSTA
CURITBA PARANÁ

Anônimo disse...

HÁ 50 ANOS – Acontecimentos de 12 de Mar 64

- Tumultos no Rio marcam a coleta de assinaturas da Ação Católica Arquidiocesana contra “os métodos governamentai propostos nas reformas de base”.

- O sociólogo Gilberto Freyre aponta agitação em todo o Nordeste, como consequência da campanha comunista.