quinta-feira, 15 de maio de 2014

Política interna - Lula fala bonito, mas...


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gelio Fregapani

A fala de Lula: “Nós criamos um partido político foi para ser diferente de tudo o que existia quando nós criamos esse partido. Esse partido não nasceu para fazer tudo o que os outros fazem. Esse partido nasceu para provar que é possível fazer política de forma mais digna, fazer política com ‘P’ maiúsculo.”

E continua: “Nós precisamos, então, voltar a recuperar o orgulho que foi a razão da existência desse partido em momentos muito difíceis, porque a gente às vezes não tinha panfleto para divulgar uma campanha. Hoje, parece que o dinheiro resolve tudo. Os candidatos a deputado não têm mais cabo eleitoral gratuito. É tudo uma máquina de fazer dinheiro, que está fazendo o partido ser um partido convencional.”

Enquanto isto, pelo menos parte dos dólares ilegais do PT seguiam para duas contas numeradas (60.356356086 e 60.356356199) do Trade Link Bank,  nas Ilhas Cayman. As duas contas seriam gerenciadas por “duas” pessoas: Felipe Belizario Wermusdit, de passaporte francês, e Felipe Belizario Wermusdit, de passaporte argentino. Ambas são Luis Favre, ex de Marta Suplicy.

A conta do Belizario argentino remetia dinheiro para a conta de Empire State Scorpus, em Luxemburgo, que tem uma subconta no Panamá, que passava pela off-shore OBCH Ltda, controladora do Hotel St. Peter, em Brasília, que ofereceu a Zé Dirceu o emprego de gerente administrativo com salário de R$ 20 mil.

Anteriormente circularam fortes rumores de envolvimentos de petistas com o sub faturamento na exportação de nióbio. Agora chegam notícias de envolvimento com o contrabando de diamantes e até de financiamento de tráfico de cocaína para a Europa.

Se o Lula quiser moralizar o PT terá que fazer um “expurgo estalinista”, só que em vez dos adversários, os alvos seriam partidários ladrões. Sobrariam poucos petistas.  Isto não significa que o partido do FHC ou o do Campos/ Marina sejam menos maléficos.


Gelio Fregapani é escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

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