sábado, 4 de abril de 2015

Educação Física e Regime Militar


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Alessandro Barreta Garcia

O livro "Educação Física e Regime Militar: Uma Guerra contra o Marxismo Cultural" (Paço Editorial, 2015)  não é mais um no meio desta história. Não apresenta argumentos já reconhecidos pela comunidade acadêmica da educação física, quase sempre vagos e equivocados, quando não desonestos. Fala sobre a Escola de Frankfurt e seus ataques em direção às bases da sociedade. Em especial a educação física. O livro é apresentado pelo prof. Dr. Ricardo Vélez Rodriguez.

Discorre sobre a importância do Exército na educação física brasileira. Certifica-se que o desporto educacional não era utilizado como instrumento de alienação, todavia como ferramenta indispensável de educação. Explica que; entre os anos de1964 a 1985, a educação física vivenciou momentos de ordem, disciplina, rigor, ética, técnica, rendimento e fair play, só para citar alguns. Comprova que na realidade os críticos do esporte não querem melhorá-lo, querem apenas dominá-lo, obter poder sobre ele e destruí-lo.

Para isso, os valores esportivos tidos como burgueses precisam ser eliminados segundo o marxismo cultural, assim como qualquer traço que os liguem a costumes conservadores. Para os progressistas que seguem a linha do marxismo gramsciano, o combate à aptidão física e às leis internacionais do esporte deve ser intensificado.

Por outro lado, nos certificamos que os cuidados com os valores supremos é destaque entre autores da década de 1960, 1970 e 1980, o que pode ser observado na preocupação em diversas disciplinas da época. As humanísticas, por exemplo, muito valorizadas durante o ciclo militar, não aparecem nos textos dos críticos. Essas são negligenciadas pelos críticos pelo simples motivo de que inviabilizariam suas críticas.

É possível notar que a educação física voltada para a técnica é fundamental, pois ajuda no preparo para a vida como cidadão. Observamos também que muitas das preocupações com os exercícios físicos durante os anos de 1964 a 1985 são preocupações muito antigas e constantemente lembradas pelos autores do período militar.

Aos legisladores cabe a tarefa de imprimir nos cidadãos os bons hábitos, visto que será por meio deles que se terá uma cidade justa. Enfatizamos ainda, que o Exército Brasileiro contribuiu e muito tem a contribuir com a educação física.

Em síntese, desqualifica as críticas contrárias ao desenvolvimento esportivo nas aulas de educação física, bem como, apresenta o período como um estado virtuoso, técnico e competitivo.



Alessandro Barreta Garcia é mestre em Educação pela Universidade Nove de Julho. Possui Licenciatura e Bacharelado em Educação Física pela Universidade Nove de Julho. É autor dos livros: Educação grega e jogos olímpicos e Aristóteles nos manuais de história da educação. Suas pesquisas relacionam conhecimentos da Antropologia, História do Brasil, História da Educação, Filosofia e História da Educação Física.

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