quarta-feira, 15 de abril de 2015

Inflação Política e Recessão de Representação


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

O caos da democracia latino americana pode ser definido como a inflação política combinada com a recessão na representação da sociedade livre e soberana. Os dois piores horrores simultamente acontecem no campo político e econômico.

Muitos políticos e partidos os quais inflacionam o campo minado e doutro lado uma lacuna forte e um espaço impreenchível de falta de identidade com a soberania popular. E que todos se preparem para o ajuste fiscal e reajuste de preços, tudo contaminado por centena de posições pretéritas erráticas, as quais conduziram o Brasil para uma verdadeira encruzilhada.

Concedidas migalhas de direitos em todos os aspectos da vida nacional, mas o fundamental seria um equilíbrio social e menor desigualdade entre a população, acertamento esse somente possível mediante um Estado justo e que sirva de termômetro para a tributação dos desequilibrios entre as grandes empresas e as microempresas.

Enquanto esse caminhão enorme chamado Brasil desce a ladeira abaixo, sem freio de pé e de mão, a população sai as ruas em menor numero. Mas a leitura que pode ser feita na oportunidade diz respeito ao reclamo e descontentamento geral.

Ninguém poderia imaginar que houvesse tanta transformação, mas sem sombra de dúvida, para pior. Eis que se perde o norte da política econômica, com o aumento da moeda estrangeira e a desvalorização do combalido real.

Muitos políticos inflacionam a vida pública e não exercem a representação, mas sim seus próprios interesses, além do que a recessão, por outro lado, se mostra pelo distanciamento entre o eleitor e eleito. A maioria já se esqueceu em quem votou e notadamente no legislativo se perde o foco, somente retomado daqui a 4 anos nas próximas eleições.

O sistema canhestro de representatividade deveria perserguir o recall, ou seja, não há mandato determinado. A cada dois anos a população é convocada para um plebiscito. Se não houver mais de metade mais um voto, o eleito perde sua credencial e convoca novas eleições.

Além do que setorizar a representação é essencial, mais ainda em grandes cidades nas quais o contato é diminuto e se o cidadão quiser visitar o parlamento raramente o parlamentar o receberá, ainda que se trate da casa do povo, exceto por algum interesse que fusione a vontade entre ambos.

A América Latina, na sua maioria, está contaminada pela falta de confiança e credibilidade dos seus políticos, os quais pendem para a esquerda, mas fazem governos de concessões até destranbelarem o caixa, e mudar
radicalmente a ideologia em ajustes que desajustam a vida da população.

Esse emaranho os torna dependentes do dinheiro estrangeiro e quase sempre presas fáceis do capital volátil de fundos e entidades de fora, o que situa uma falta de esperança e o grande número de pessoas deixando seus países de origem buscando trabalho e moradia no exterior.

Até quando ficaremos sujeitos às regras da demagogia ,da falta de representatividade e mais grave ainda sem o aceno do futuro? Ninguém pode prever, mas uma coisa é absolutamente certa e segura. A verdadeira liberdade depende do fator econômico.

Esses pobres países latino americanos degringolaram numa elevada deferência de todo o tipo e sorte de direitos, mas o principal do emprego e
do salário justo, nenhum deles se empenhou. Daí o grau de desequilibrio e forte desigualdade.

Basta para esclarecer esse ponto o absoluto desinteresse dos Países Europeus, em torno de 21 que formam a comunidade econômica, sem tratados com o Brasil e também os norte americanos, os quais buscam na Índia e na china o progresso. Pudera: ambos os países detêm quase a metade da população mundial, quase três bilhões de pessoas, e seus mercados são insuperavelmente nutridos por agentes econômicos seguros.

Enquanto não tivermos a liberdade, não aquela ideológica, ou de fronteiras, mapearemos na cegueira inconsequente de anos de regime de força agora sucedido pela vã esperança e grande ilusão de esquerdas fracassadas e malsucedidas em todo o continente.

Somos muito numerosos e sempre tidos como emergentes, mas se não soubermos administrar nossos recursos e mantivermos poupanças em reservas saudáveis, as chances do naufrágio econômico e político são sempre maiores.

Afinal se mudamos a lei de responsabilidade fiscal para um verdadeiro drible aplicado, tudo comprova que sem juízo o caminho é longo, escuro e sem perspectivas de crescimento com desenvolvimento a médio e curto prazos.

O saudoso Eduardo Galeano que tanto descortinou o modelo da liberdade, da esquerda na América Latina, não poderia imaginar seu pulso de aumento para saciar a fome ideológica das maiorias, mas em contrapartida o vazio de seus pensamentos na confirmação de um futuro promissor.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com Especialização em Paris e Bolsista na Alemanha, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

2 comentários:

Loumari disse...

Cher Abrão,

Excellent travail. Je tiens à vous féliciter personnellement. Bravo!

Veuillez accepter mes salutations les plus distinguées

Lourdes Paiva

Anônimo disse...

A America do sul é simplesmente imatura, está na fase da arborescência, povo adolescente irresponsável, precisa amadurecer mais...