sábado, 20 de junho de 2015

MA NE AVRÒ VENDETTA...


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Empresário em temporada em Cannes, olhando pra lua ulula:

“Aquele asno ainda zurra? Ou já tomou merecida surra ?”

“Não cuida dos amigos ! Só diz besteira ! Não sabe que virá logo atrás na esteira !!?”

“Só pensa na rósea... (rima para o título)!”.

“Não sabe quem sou eu? Primo de Judas e do Zé Bedeu?”

“Deve estar comendo milho, o asno ! Sim, pra você é milho!!”

“E o que me deixa mais pasmo, é estar em má companhia!”

“E você nada fará contra o namoro entre ele e a cia.?!!!”

“Anta no cio é fogo! Ou isto é fogo amigo pra acabar comigo!!?”

“Uma coisa eu te juro, você está mais podre que maduro!!”

PS - MA NE AVRÒ VENDETTA é uma ária do duque no “Rigoletto” de Verdi, 2° ato).


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

2 comentários:

Loumari disse...

Um Povo Resignado e Dois Partidos sem Ideias

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.

Guerra Junqueiro, in 'Pátria (1896)'
Portugal 15 Set 1850 // 7 Jul 1923
Escritor/Poeta/Jornalista/Político

Loumari disse...

MA NE AVRO VENDETTA cantado por Andrea Bocelli
https://youtu.be/niVOuekGY1o

Ella mi fu rapita!
E quando, o ciel... ne' brevi
Istanti prima che il mio presagio inferno
Sull'orma corsa ancora mi spingesse!
Schiuso era l'uscio! e la magion deserta!
E dove ora sarà quell'angiol caro?
Colei che prima potè in questo core
Destar la fiamma di costanti affetti?
Colei sì pura, al cui modesto sguardo
Quasi spinto a virtù talor me credo?


Ella mi fu rapita!
E chi l'ardiva?...
Ma ne avrò, ma ne avrò vendetta...
Lo chiede il pianto della mia diletta.


Parmi veder le lagrime
Scorrenti da quel ciglio,
Quando fra il dubbio a l'ansia
Del subito periglio,
Dell'amor nostro memore
Dell'amor nostro memore
Il suo gualtier chiamò.
Ned ei potea soccorrerti,
Cara fanciulla amata;
Ei che vorria coll'anima
Farti quaggiù beata;
Ei che le sfere agli angeli
Ei che le sfere agli angeli
Per te non invidiò.


Ei che le sfere,
Le sfere agli angeli per te,
Per te le sfere agli angeli
Per te non invidiò.
Non invidiò per te.