quarta-feira, 15 de julho de 2015

Comunismo e política das migrações


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Ninguém mais duvida que o objetivo último do FORO SANPABLO, fundado por Fidel Castro e Lula, em 1990, é implantar o socialismo nos seus países membros, todos localizados na América Latina e Caribe, incluído o Brasil. Os membros da dita organização nem mais escondem essa meta. Os principais suportes desse “Foro” são os partidos políticos dos diversos países  que se alinham à ideologia de esquerda.

Os líderes esquerdistas nesses países certamente tinham consciência que seus objetivos não seriam nada fáceis de alcançar. O primeiro passo seria tomar conta dos poderes políticos de cada país. O passo seguinte estaria em criar uma enorme nuvem de poeira opaca que impedisse a visão do real, pregando dentro dela uma série de mentiras.

A seguir seriam extirpados tanto quanto possível os direitos individuais e os principais valores da família, com a promessa, jamais cumprida, de substituí-los  por direitos coletivos e sociais. A eventual “resistência” do povo teria que ser anulada “comprando” a grande mídia para idiotizá-lo ao máximo. Mas no “discurso” teria que ser dito o contrário.

Essa mesma mídia , que lhes garantiria  o poder, numa espécie de “faz-de-conta”, teria que ser censurada e mesmo acusada de ser a principal responsável por todos os males que assolavam o respectivo  país. Com tudo isso eles ainda ousam ter a “cara de pau” de propor a regulamentação dessa mídia para “democratizá-la” e impedir os monopólios que, aliás, só lhes têm favorecido, vendendo-se por bons preços.

O projeto central do Foro de São Paulo funcionou bem, passo a passo, até um certo momento. No caso do Brasil , maior potência da organização, o grande problema que ainda estava obstaculizando o prosseguimento da caminhada  comunista desse projeto era que o país não contava,“ainda”, com a pobreza do povo em tamanho suficiente  para justificar essa medida. A pobreza era “pouca”. Seria preciso tomar medidas urgentes para aumentar o seu tamanho.

Então algum “gênio” da esquerda encontrou a “solução”. Propôs que recorressem ao “mercado externo”, de preferência onde houvesse  “abundância de pobreza”, com excedentes populacionais de baixa ou nenhuma renda.  A “vantagem” do país exportador é que ele aliviaria esse “peso social” no seu meio, melhorando, por conseguinte, o seu próprio PIB “per capita”.

O bom negócio  seria, então, ”importar” miséria e pobreza desses países. Ora, o custo dessa “importação” seria igual a zero, mais barato que qualquer outro produto. E mais até mesmo que durante a antiga importação de escravos, os quais  eram objeto de compra e venda.

Essa política foi adotada em grande escala. Começaram a chegar verdadeiros exércitos de gente clandestina, imigrantes ilegais, em maior número de regiões pobres da África e do Haiti, tudo sem qualquer controle e com a completa alienação dos órgãos públicos brasileiros encarregados desse controle. E nada foi ao acaso. Tudo foi minuciosamente bem planejado.

Mediante essa estúpida política dos governos, o Brasil tornou-se o maior símbolo mundial da “Casa da Mãe Joana”, ou seja, um país onde todos mandam, sem qualquer organização, cada um fazendo o que bem entende, sem respeito à nenhuma norma. Em poucas palavras: um “prostíbulo” das migrações clandestinas no mundo.

As Regiões, Estados e Cidades de destino dessas migrações, internas e internacionais, que são as que mais diretamente sofrem as consequências dessa irresponsável e criminosa política federal, não têm nenhuma voz e direito em toda essa movimentação humana. Chegam a ser pegos de “surpresa”.

Os prefeitos municipais acordam pela manhã para ir ao trabalho e se deparam com enormes multidões à frente das suas casas exigindo comida, emprego e moradia. E eles não têm nem a quem recorrer. Os “cretinos” do Governo Federal , verdadeiros responsáveis, se escondem bem longe.

Com tudo isso, o que houve foi uma dose exagerada de “democracia”, um “porre” de democracia, dando-se iguais direitos a brasileiros e estrangeiros. E esse excesso acabou com a democracia. Essa tolerância do Brasil com as migrações internacionais é única no mundo. E a causa já foi explicada.

Por uma incrível “coincidência”, os destinos dos imigrantes ilegais, que vão  chegando  “em pencas”, sem conhecimento das autoridades locais, sempre são  as  localidades mais prósperas. Nesse “planejamento” nunca são escolhidos lugares de destino onde estejam incluídas regiões que necessitem  algum impulso humano adicional para o desenvolvimento.

Esses migrantes internacionais não se dispõem a “construir” nada, porém só a “usufruir” do que outros já fizeram. Mas certamente eles não têm qualquer culpa por essa “escolha”, visto que antes nem conheciam a realidade do Brasil. Mas alguém planejou, conscientemente, tudo isso. Essa gente inocente  e sem dúvida  muito bem intencionada nem desconfia que está servindo de massa de manobra para pessoas absolutamente carentes  de quaisquer escrúpulos.

Mas essa realidade não ficou restrita às migrações internacionais. Também foi adotada nas internas. Enormes contingentes de outras regiões do Brasil começaram a migrar para o SUDESTE e SUL, principalmente, trazendo enormes problemas para essas regiões, que a duras penas já faziam um esforço sobre-humano para assimilar a  oferta de mão-de-obra  dos    próprios trabalhadores locais. Essas migrações internas também foram facilitadas e até incentivadas pelo Governo, pelos mesmos motivos que em relação aos migrantes estrangeiros.

Agora, objetivamente escrevendo, a verdade é que a pobreza na origem  desses migrantes internacionais, importada pelo Brasil, somado à pobreza local  que já existia por aqui, era só o que faltava para começar a implantação do marxismo. O “palco” ficou montado. O terreno ficou lavrado e adubado para receber a semente desse marxismo deturpado. Se a sociedade não reagir a tempo, os seus malfeitores conseguirão plantar e colher os frutos daí provenientes.

A política de “distribuição da miséria”, (e “eles” dizem que é da riqueza), adotada hoje no Brasil, tem por consequência  perversa a  DIMINUIÇÃO  do PIB “per capita” para as regiões que recebem essas populações clandestinas, e  por outro lado, consequentemente, o AUMENTO do PIB “per capita” para as regiões que fornecem essas populações clandestinas. Essa inversão de valores e realidades também satisfaz plenamente aqueles que valorizam o comunismo acima de qualquer princípio  de justiça.

Karl Marx deve estar dando pulos no seu túmulo com o que os seus discípulos do Foro de São Paulo fizeram com o socialismo científico que ele idealizou.  Mas o filósofo já deve até ter se acostumado com as diversas  “perversões” do seu modelo através dos tempos. Uma delas é a perversão marxista do Italiano Antônio Gramsci, que inspira a maioria dos socialistas tupiniquins.

Talvez aí resida a razão pela qual a esquerda brasileira defenda com tanta força o “socialismo-de-fruição”, em detrimento do “socialismo-de-construção”. Nessa “teoria”, o caminho mais fácil deve ser o escolhido. Afinal, tomar para si e usufruir de uma riqueza já construída sempre é mais cômodo do que ter que CONSTRUIR a riqueza para só depois usufruí-la.

Esse é “comunismo” defendido pelos lacaios do Foro de São Paulo. A melhor amostra dessa verdade está na política de migrações que adotaram.
Como antes afirmado, o Sudeste e o Sul são as regiões que mais sofrem com todo esse processo. Se as autoridades do Brasil não tomarem providências imediatas para estancar essas migrações predatórias dos seus direitos, corrigindo tais distorções, inclusive com deportação dos  imigrantes clandestinos, é certo que tal providência abrirá a agenda dessas regiões no primeiro momento em que se tornarem países independentes.

O Sul e o Sudeste não mais concordam em se submeter ao  prostíbulo “Casa da Mãe Joana”.


Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo e Advogado.

2 comentários:

Loumari disse...

Raisonnement abordé sur un angle très élargi, sujet intelligemment traité, tout ça se présente dans le parfaitement parfait.

BRAVO Sérgio!

Anônimo disse...

Parabéns ao jornalista Jorge Serrão - pelo seu site extremamente focado nas questões que precisamos resolver neste país.
E parabéns ao Dr. Sérgio, pelo artigo muito pertinente - ele explica claramente o que estamos vendo no dia a dia das cidades.
Agora, que a população está começando a reagir, estamos vendo que todos os valores da sociedade estão sendo solapados - seja o que aprendemos quando crianças, nas escolas, na família, na sociedade, com os amigos, com os vizinhos.
Está ficando claro que tudo foi sabotado por uma "ideologia" que só tira proveito do patrimônio alheio, do que os outros construíram, de todos os produtos e serviços que gente honesta e trabalhadora construiu durante um século.
Empresas que tinham história de lutas, conquistas e trabalho, toda a infraestrutura do país, estradas, pontes, indústrias, serviços, comunicação, escolas, conhecimento, capital e patrimônio acumulado: enfim, tudo o que foi feito para o que o país chegasse aonde chegou.
Então, chegaram ao poder, os despreparados, preconceituosos e portadores da "verdade".
Podem ser 10 mil - o número não interessa.
Eles são um fio de cabelo, comparados ao restante da população.
E estamos a mercê desta corja de ladrões.
Temos de limpar este país, mudando tudo, mas o problema principal não é econômico, não é político, não é técnico.
O problema primário é moral, é ético, é de conduta, é de atitude.
Enquanto isto não mudar primeiro....