sexta-feira, 17 de julho de 2015

Livro "A Verdade Histórica, o Exército Guerrilheiro" no Chile


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I.S. Azambuja

O livro “A VERDADE HISTÓRICA - O EXÉRCITO GUERRILHEIRO” contém dados impressionantes. É de autoria do general Manoel Contreras Sepulveda, que foi chefe da Direção Nacional de Inteligência (DINA) durante o governo do general Augusto Pinochet, e que posteriormente foi, inicialmente, condenado à pena de 7 anos de prisão.Manoel Contreras encontra-se preso até hoje.

O livro, em suas 597 páginas, aborda o processo subversivo chileno no período de 1967 a setembro de 1973 e, em sua Introdução, assinala que no governo de Salvador Allende, da Unidade Popular, de 1970 a 1973, a subversão, já então existente, dirigida principalmente pelo “
MOVIMIENTO DE IZQUIERDA REVOLUCIONÁRIA (MIR)”, fez 96 mortos, 919 feridos, 165 seqüestros e 18 pessoas torturadas, num total de 1.198 vítimas, decorrentes de 68 “expropriações” a estabelecimentos bancários, 1.598 assaltos, 34.000 tomadas de indústrias e empresas particulares, e 9.000 invasões de terrenos, casas e apartamentos.

Assinala também a autorização do Governo para o ingresso no Chile de cerca de 20.000 estrangeiros indesejáveis em seus países, guerrilheiros em sua maioria, que foram integrar ou instruir o Exército Guerrilheiro chileno, que se preparava para implantar o
Poder Popular. O total de membros do Exército Guerrilheiro foi estimado em 53.711 guerrilheiros, dos quais 31.206 estrangeiros.

Refere-se aos “
milhares de chilenos” dos partidos comunista, socialista e do MIR, enviados a cursos de instrução militar em Cuba, Argentina, Alemanha Oriental União Soviética, Argélia, Líbia e outros países, nos quais receberam capacitação nas formas mais sofisticadas do extremismo e treinamento para matar.

Finalmente, assinala ter sido essa a contribuição do governo da Unidade Popular nos campos político, econômico e social, e à cultura dos chilenos.

Em seguida, refere-se ao regresso ao Chile, nos anos 90, desses mesmos marxistas, “
com glória e majestade”, e à “infiltração dos mesmos nos governos democráticos que sucederam o governo militar, instalando-se em altos cargos dos Poderes Executivo e Legislativo, como também em toda a Administração Pública, graças à má memória do nosso povo” , como ocorreu no Brasil.

E conclui que, “
por desídia, os pais não narraram à juventude da nossa Nação todas essas vissicitudes, já que os jovens de hoje não conheceram e nem viveram as horas amargas do extremismo marxista-leninista, sua crueldade, sua barbárie, seus crimes e delitos e, por essa razão, encaram com ceticismo o passado e não conhecem a História real do sucedido (...),como ocorre no Brasil. Não é o mais lógico nem aconselhável que sejam os vencidos de ontem os que devam escrever a História de nossa Pátria, com base exclusiva em falsidades inventadas como é o costume do marxismo (como fez a Omissão da Verdade, no Brasil).Este texto demonstra como sucederam os fatos reais no período do governo da Unidade Popular, durante o qual se organizou o Exército Guerrilheiro, que se instruiu nesse tempo no Chile, assassinando, roubando, torturando e seqüestrando”.  

Segundo o livro, entre os anos de 1970 e 1972, 4.875 cubanos, todos portando passaportes diplomáticos ou oficiais, ingressaram no Chile, e que entre os anos de 1973 e 1975, esse número foi de 375 cubanos, também com passaportes diplomáticos ou oficiais, e, em um mínimo de casos, como turistas. Um total de 5.291 cubanos, sem considerar os que entraram clandestinamente.

Entre esses cubanos,
 PATRÍCIO DE LA GUARDIA FONT, general, com passaporte diplomático, tido como Comandante em Chefe das Forças Cubanas no Chile, que, quando do seu regresso a Cuba, foi condecorado por FIDEL CASTRO. PATRÍCIO DE LA GUARDIA FONT, em 1983 era o Chefe do Estado-Maior do Quartel-General Central do Ministério do Interior de Cuba. Posteriormente, em 1987, foi acusado de ser narcotraficante, julgado e condenado à prisão 
             
O fato de que 88% dos cubanos ingressados no CHILE portassem passaportes diplomáticos ou oficiais, obrigou o governo militar, após a deposição de Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, a deixá-los sair do país.

Também entre os “
diplomatas” chegados ao Chile estava o Vice-Chefe da Inteligência cubana, LUIS FERNANDES DE LA OÑA, que se casou com BEATRIZ ALLENDE, filha de Salvador Allende e passou, em meados de 1973, a chefiar a equipe de segurança do presidente, intitulada GAP (Grupo de Amigos do Presidente). Posteriormente, em CUBA, já separada do marido, BEATRIZ ALLENDE, em outubro de 1977, cometeu o suicídio, que segundo o autor do livro, foi, na verdade, um assassinato, pois a mesma pretendia regressar ao Chile.

Um parêntesis para assinalar que o GAP, que cuidava da segurança pessoal do presidente Salvador Allende, não estava a cargo das Forças Armadas. Era constituído por um grupo de militantes do MIR e do PARTIDO SOCIALISTA (partido ao qual pertencia Salvador Allende), portando armamento de alta potência que não poderiam usar por tratar-se de armamento de guerra, e todos com instrução militar avançada recebida no exército cubano. Foram vários os casos de membros do GAP comprometidos em assaltos, roubos, assassinatos e outras infrações diversas.

O treinamento militar dos membros do GAP era mantido, no Chile, no
 Centro de Instrução Militar El Canaveral, onde se encontrava o principal depósito de armamento do GAP, que nada mais era do que a casa de campo do presidente Allende..

Entre os membros do GAP listados no livro, figura o nome do brasileiro
 TULIO ROBERTO CARDOSO QUINTILIANO, preso e fuzilado num quartel do Exército, após julgamento sumário, no próprio dia 11 de setembro.

O GAP era, portanto, uma associação ilícita, cujos membros cometeram vários delitos que nunca foram julgados.

Entre os diplomatas chegados ao Chile, figuram os seguintes cubanos:

- em 31 de maio de 1973, procedente da Argentina, com passaporte diplomático nº 557, outorgado no Equador, JULIO SOLIS FERREIRA. Esse elemento seria
 JULIO ARMANDO SOLIS FERRERO, que posteriormente foi Conselheiro Político, Econômico e Tecnológico no Brasil;

- em 05 de agosto de 1973, procedente de Havana, com o passaporte nº 516,
 RAMON SANCHEZ PARODI Y MONTOTO, que também, posteriormente, foi o embaixador de Cuba no Brasil;

- em 30 de julho de 1973, procedente de Havana,
 MANOEL PIÑERO LOSADA, chefe da Inteligência cubana por cerca de 30 anos, com o passaporte nº 9352, no qual constava sua profissão:jornalista.

Sobre o armamento infiltrado no Chile para o Exército Guerrilheiro, o livro assinala que durante o governo da Unidade Popular (1970-1973), em forma absolutamente ilegal e clandestina, sem o conhecimento das Forças Armadas, porém autorizado pelo próprio presidente Allende, uma enorme quantidade de armamento de vários tipos e calibres, que não era para o Exército ou qualquer outra instituição da Defesa Nacional, foi introduzida no País.

Depois do 11 de setembro de 1973, estimou-se esse armamento em 40.000 armas:

- 25.00 fuzis AKA, de origem soviética, chegados de Cuba;
- 300 lança-foguetes RPG7, de origem soviética, chegados também de Cuba;
- 1.500 metralhadoras checoslovacas, alemãs, soviéticas e norte-americanas;
 
- 15.000 revólveres e pistolas soviéticas, alemãs, checoslovacas, norte-americanas, argentinas, etc, de diferentes calibres.

Todas essas armas acompanhadas da respectiva munição.

De todo esse armamento, somente foi apreendido uma percentagem correspondente a 40%, sendo desconhecido, até hoje, o destino do restante dessas armas.

Em 12 de março de 1972, uma carga secreta chegou ao aeroporto de Puhaduel, procedente de Cuba, em avião  da Cubana   de   Aviación,   por  volta das 14:30 h. Após a aterrisagem, o avião deslocou-se até a saída Sul do Aeroporto, onde foi cercado por inúmeras viaturas do Departamento de Investigações, sendo desembarcada uma quantidade enorme de caixas de diversos tamanhos. Essa mercadoria não passou pela Aduana e foi levada diretamente à residência do presidente Allende, em Tomás Moro.

Essas caixas, conforme foi apurado, continham 62 metralhadoras, 426 armas curtas e 6 lança-foguetes, com a munição correspondente, armamento que foi exposto nos jardins do palácio após a deposição de Allende.

Essas armas tinham como destino o Grupo de Amigos do Presidente (GAP).

Finalmente, o livro lista os nomes, por nacionalidades, de 20 mil presumíveis guerrilheiros, procedentes de 46 países, que se encontravam no Chile em setembro de 1973.

FERNANDO RAVELO RENEDO, Cel Ex cubano, nascido em 1937; foi embaixador na Colômbia no início da década de 80 e posteriormente foi embaixador na Nicarágua.

Entrou em Santiago/Chile em 31 de maio de 1973, procedente da Argentina e em 14 de junho de 1973, procedente de Cuba, com o passaporte diplomático 384, no qual constava a sua profissão:
 diplomata.       

FERNANDO RAVELO RENEDO, em fins dos anos 60, início dos anos 70, foi instrutor de guerrilha de brasileiros em Cuba, com o codinome de “
FERMIN RODRIGUEZ”.

Oficiais do Exército e da Inteligência de Cuba que se encontravam no Chile durante o governo Allende:

-
 CARLOS BENNETT PEREZ, Capitão, Conselheiro Militar da Embaixada (em julho de 1988 era o 2º Secretário da Embaixada cubana na Etiópia);

-
 JUAN CARRASCO IBANEZ (“Ariel”), chefe da Seção II do DGI;

-
 LUIZ FERNANDEZ DE OÑA, 2º chefe do DGI e chefe do GAP-Grupo de Amigos do Presidente (Segurança Pessoal do presidente Allende); casou-se com Beatriz Allende (filha de Salvador Allende), que posteriormente, em outubro de 1977, cometeu o suicídio em Cuba. Na realidade, esse suicídio teria sido um assassinato, pois demonstrava desejos de retornar ao Chile;

-
 ROBERTO HERNANDEZ CABRERA, Conselheiro da Embaixada, membro do DGI;

-
 RAFAEL KRIES, Capitão, Conselheiro Militar da Embaixada;

- JULIO LOPEZ DIAZ (“Jorge Martinez Vidal”), Secretário da Embaixada; membro do DGI . Esse elemento poderia ser JULIAN LOPEZ DIAZ, que em 1979 era o diretor da Seção Centro-América do Departamento América;

-
 FELIX LUNA, Capitão, Conselheiro Militar da Embaixada;

-
 MANUEL MARTINEZ GALAN (“Manolo”), Conselheiro da Embaixada, membro do DGI;

- LISANDRO OTERO DIAZ, anteriormente expulso da França; Conselheiro da Embaixada, membro do DGI. Em 1992 era o vice-presidente da União de Escritores e Artistas de Cuba.

-
 JORGE POLLO GARCIA (“Arturo Combret”), Conselheiro da Embaixada, membro do DGI;

-
 RAMIRO RODRIGUEZ GONZALEZ, Conselheiro da Embaixada, membro do DGI;

-
 MANOEL YOUNG LEZCANO (“Yali”), Conselheiro da Embaixada, membro do DGI.

A imprensa de todo o mundo jamais publicou esses dados, dedicando-se a destruir a imagem do general PINOCHET, que demoliu um mito: a deposição do Poder de um governo comunista!  

Carlos I.S. Azambuja é Historiador.

3 comentários:

Anônimo disse...

Parabens pelo texto!!!

Anônimo disse...

Saudades do glorioso General Augusto Pinochet!!! Viva Chile! Viva Pinochet!

Alvaro Risso disse...

A frase do general de que os pais não mostram aos filhos o que foi o governo Allende e a sua proposta de "revolução socialista", se aplica muito bem aqui para nós. Por isso essa nossa juventude acha os petistas uns heróis. Apenas não sabem a verdade.