terça-feira, 7 de julho de 2015

Uma Questão de Hábito


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Eliéser G. Monteiro Filho

Ao analisarmos as raízes da formação da nacionalidade brasileira podemos afirmar que esta Colônia portuguesa tinha todas as condições para dar errado como um país de dimensões continentais. E por quê?

Fomos “descobertos” no meio de uma crise mundial, envolvendo disputas entre duas Nações detentoras do direito de dividir o mundo como suas propriedades. Entretanto, as disputas por poder naquela época fizeram surgir discordâncias oficiais e as consequentes ações ilegais, ditas como piratarias, na busca de tesouros e matérias-primas.

Para que um país com todas as características de continente pudesse ser povoado foi preciso estimular a migração trazendo braços para o trabalho. No caso do Brasil, a mão-de-obra usada foi a escrava, tendo infelizmente ocorrido da forma mais degradante possível. Centenas de milhares de africanos foram retirados à força de suas tribos e famílias e transportados para um local onde eram tratados piores do que animais.

Mesmo com este tratamento, com o passar dos tempos (quase três séculos) e com os hábitos formados pelos colonizadores e demais moradores, estes imigrantes e outros que vieram de vários continentes por razões das mais diversas possíveis, puderam se adaptar e mostrar suas capacidades, permitindo que suas culturas pudessem integrar o cadinho cultural de uma Nação independente. Todos queriam simplesmente viver em paz com suas famílias, seus bens pessoais e com liberdades de trabalho e de religião.

Assim, a sociedade criada inicialmente sob condições adversas formou uma população que se tornou um sonho de consumo para muitas outras espalhadas no Mundo. Os Europeus, acreditamos que ainda sonham em vir morar no país das praias, do Sol o ano inteiro, do carnaval e do futebol.

Se bem que no futebol estamos com uma geração que está nos deixando quase esquecidos desta característica nacional. Grande parte da população já incorporou o voleibol como sendo uma preferência nacional. Afinal de contas, com estes jogadores temos visto um time com o hábito de ser vencedor. E assim podermos esquecer de parte de nossas limitações internas.

Sempre foi assim. Aliás, citam alguns estudiosos que os brasileiros trabalham no intervalo das festas nacionais, entendendo-se que não somente os dias de carnaval assim sejam considerados. Nos dias de jogos da seleção brasileira de futebol o país sempre parava para vibrar. Mas, nas manifestações de 2013, durante a Copa das Confederações e em 2014 durante a Copa do Mundo, brasileiros mostraram que os descontentamentos haviam extrapolado os limites da tolerância e os cidadãos de todos os matizes foram às ruas para protestar, mesmo em dia de jogo da seleção

Assim sendo, voltamos a citar a importância de adquirirmos hábitos sadios nas nossas vidas.
A derrota no jogo contra a Alemanha foi entendida como uma derrota numa batalha pela sobrevivência do orgulho nacional. E vejam que nem nos lembramos que estamos mais do que derrotados nos hábitos de educar, de ensinar, de trabalhar, de respeitar as Leis do país ou simplesmente de sermos cidadãos honrados e éticos.
Os seguidos escândalos na política levaram o atual governo a uma aceitação nunca antes sentida. E mesmo assim, quase sem representatividade, as pessoas e os cargos se mantêm no poder. Viramos motivo de gozação para a mídia e para os demais países.
A pergunta que não se cala é: como um povo aceita que pessoas envolvidas em denúncias se conservem em seus cargos durante as investigações?

Os cidadãos de menor renda se calaram aos atuais desmandos políticos, por causa da concessão de um auxílio chamado de Bolsa Família. Que hábito mais nocivo ao trabalhador. Na verdade não passa de uma moeda eleitoreira e não um benefício social. Pessoas deixam de ir trabalhar para ganhar um salário em troca de uma contrapartida em manter os filhos matriculados nas escolas. Ora, isto é uma “obrigação” de pai e mãe, não cabendo nenhuma compensação financeira, não é mesmo?

A mão-de-obra para serviços gerais passou a ser bastante escassa até o corrente ano, estando numa fase de transição, pela redução das concessões e também pelo crescente desemprego. Não podemos aceitar que homens e mulheres deixem de ir trabalhar somente por receberem um benefício social sem a contrapartida do esforço pessoal.

Nesta semana que estamos findando a Presidente do Brasil, numa declaração feita durante uma viagem ao exterior, afirmou que “não confiava na delação premiada”. Ora vejam, mais um péssimo hábito de desacreditar uma Lei nacional que ela mesma havia sancionado. Já somos conhecidos como ”o País que uma Lei pode ou não pegar”.

Onde iremos parar? A mídia esqueceu de comentar que a Lei de Responsabilidade Fiscal também foi desobedecida pela equipe do Governo Federal no ano de 2014 e, caso não fossem as insistentes ações de poucos setores da oposição e da imprensa, tal hábito poderia, e pode se transformar em mais um costume negativo.

As ações estão sob avaliação no Tribunal de Contas da União e esperamos que a Lei seja cumprida e que a justiça seja feita para podermos comemorar a Constituição Federal pela independência dos Poderes.

Os escândalos de corrupção parecem que não param. A cada semana ligamos as televisões para saber qual a denúncia da hora ou do dia. E o pior é que, mesmo para aqueles que já foram identificados como culpados, julgados e condenados, vemos os mesmos fora das prisões e com regalias que são inaceitáveis numa democracia. Afinal de contas, roubaram dinheiro público para benefício pessoal.

Finalizando comentamos que a pior crise vivenciada nos dias de hoje é uma crise de ética e moral. Merecemos sim voltar a sentir orgulho de sermos brasileiros e sabermos que as Leis existem para serem cumpridas por todos e todas, sem discriminação de nenhuma espécie.


Eliéser Girão Monteiro Filho é General de Brigada, na reserva.

3 comentários:

Anônimo disse...

A lei é tão branda para os corruptos de carteirinha, as consequências tão insignificantes, as devoluções tão irrisórias, que a corrupção continua como se nada estivesse ocorrendo. Parece fazer parte desse grande processo de ilegalidades que alguns sejam chamados na chincha aqui e ali, mas que já estejam preparados para essa eventualidade. Imaginem que o diretor da Petrobras, Cerveró, foi substituído por outro corrupto, Zelada, que deu continuidade à corrupção dentro da estatal. Pagou-se propina a Dirceu, antes durante e depois de sua breve estadia na "prisão". As empresas envolvidas no Lava Jato continuam o seu dissimulado e velho modus-operandis... e assim é a justiça no Brasil. Quer dizer, é piada,... mas já ficou sem graça.

Loumari disse...

O quê, a FARRA já acabou? Brasil é um país cuja população vinha vivendo ao longo dos anos ao rítmo de farras, futebol, álcool, dinheiro fácil, drogas e sexo porco. O tempo até que tudo o que os portugueses edificaram cumprisse seu prazo de viabilidade. Depois, foi a decadência. Enquanto tudo aos poucos ia se deteriorando, o tolo brasileiro estava ele no seu estado de embriagueis, imergindo-se cada dia no universo da corrupção para continuar a manter o seu padrão de vida, e sempre com a atenção orientado e arrastado no seu delírio de futebol, carnaval e prostituiçao, até que sentiu que começou a apertar a fome. E olhou ao seu redor, e viu que só os mais astutos e voraces conseguiram se premunirem da penúria que era inevitável devido a frenesi e negligência quanto ao essencial vital e do fundamental do progresso. Tudo aos poucos se foi apagando, visto que nunca deram continuidade o que os portugueses deixaram como bases estruturais, morais e éticos.

Como tudo o que não beneficia de manutenção, com o tempo se deteriora, e fica podre. O fim é PERECER nas piores da calamidades. O edifício ameaça de cair, e vai cair. E, em muito pouco tempo.

Salvará o Brasil os Maçons. Pelo visto o seu compasso sagrado faz milagres. E a pergunta que a gente se faz é: Se os maçons são a moral, os edificadores, os garantes da sociedade, os salvadores, então, que nos respondam, onde eles andavam este tempo todo que a sociedade brasileira vinha apodrecendo ao ponto de não retorno?

Os vossos maçons é exército de Satanás. Inimigo de Cristo Salvador e Redentor do povo de Deus.

Os maçons eles abominam a igreja que Jesus Cristo fundou sobre a cabeça de Pedro, cujo ministério é o Vaticano, e o seu ministro é o Papa Francisco.

Se a Redenção vem de Cristo, os maçons é o joio no jardim de Deus de Israel.

Anônimo disse...

"Onde iremos parar?! Ai, ui!" - É só isso que esses vermes sabem fazer: escrever notinhas e artigos AVIADADOS. A crise é moral também em sua corporação...e de culhões. Bando de merdas!